Guia dos Trouxas para Harry Potter/Lugares/A Câmara Secreta

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A Câmara Secreta
  • localização = Hogwarts
  • residentes permanentes = Basilisco
  • Aparece pela Primeira Vez = A Câmara Secreta


Visão Geral[editar | editar código-fonte]

Quando abandonou Hogwarts, após um desentendimento com os outros três fundadores da escola, Salazar Slytherin, conforme a lenda criou uma câmara, colocou um monstro dentro dela e a selou, de modo que apenas o seu verdadeiro herdeiro pudesse abri-la. Passaram séculos desde então, essa “câmara secreta” foi procurada muitas vezes, mas não foi encontrada.

Descrição Estendida[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

A Câmara foi aberta, aproximadamente cinqüenta anos antes da série Harry Potter, por Tom Riddle (que mais tarde escolheu se chamar Lord Voldemort). Quando isso aconteceu, o monstro de dentro da Câmara, o Basilisco, matou uma garota, a Murta Que Geme; isso colocou a escola em ponto de fechar, porque, é claro que era inseguro manter ali, os estudantes. A ameaça de ser forçado a deixar a escola, foi suficiente para obrigar Riddle a fechar a Câmara.

Riddle amava sua escola como seu lar, assim como Harry. Riddle deu um jeito de culpar Hagrid e Aragogue, como sendo o Herdeiro e o monstro, respectivamente; como a Câmara desde então não foi mais aberta, e o Basilisco não fez mais nenhuma vítima, a versão de Riddle se tornou um fato aceito por todos, exceto, talvez, pelo Professor Dumbledore.

No segundo ano de Harry na escola, Ginny Weasley reabriu a Câmara; no entanto ela não sabia o que fazia. Nos capítulos finais do livro, descobrimos que Ginny estava escravizada pela “lembrança” de Tom Riddle. Ginny reabriu a Câmara em seis ocasiões que sabemos.

  • Quando Harry estava de castigo com o Professor Lockhart, ele ouve a voz do Basilisco.
  • No Dia das Bruxas, quando Harry está saindo da Festa do Aniversário de Morte, ele ouve o Basilisco novamente. Seguindo o som, ele encontra Mrs. Norris petrificada.
  • Quando Harry está na enfermaria, depois que o Professor Lockhart removeu os ossos do seu braço,Colin Creevey é levado para lá, petrificado.
  • Harry tropeça em Justin Finch-Fletchley petrificado e em Nick Quase Sem Cabeça todo esturricado, logo após sair da biblioteca.
  • A caminho do jogo de Quadribol, Harry escuta a voz do Basilisco novamente, o que faz com que Hermione corra até a biblioteca para procurar alguma coisa. Hermione e Penelope Clearwater são petrificadas assim que saem da biblioteca.
  • Tom Riddle faz com que Ginny entre na Câmara por sua própria conta, de modo que ele possa usar sua energia vital para se reanimar.

O final do livro, com Harry reabrindo a Câmara e derrotando o Basilisco, limpou o nome de Hagrid; garantiu a liberdade dele de Azkaban, onde ele estava preso por ter aberto a Câmara novamente.

A chave para abrir a Câmara é Parseltongue ou a Língua das Cobras; a pessoa deve dizer “abra” em língua de cobra, na entrada da Câmara, para que ela se abra. A habilidade de falar com as cobras está ligada aos descendentes de Slytherin, assim como a crença de que apenas o verdadeiro herdeiro de Slytherin poderia abri-la.

Ron e Hermione entram na Câmara novamente em As Relíquias da Morte, no sétimo ano de Harry; sabendo que o veneno do Basilisco destrói o Horcrux, e precisando destruir um Horcrux, Ron que ouviu duas vezes Harry pronunciar a palavra “abra” em língua de cobra, abre a Câmara, imitando o som da palavra. Quando Harry os encontra, eles estão carregando o Horcrux destruído e uma boa quantidade de presas de Basilisco.

De acordo com as instruções de J. K. Rowling para os produtores de A Câmara Secreta, a câmara está localizada sob o lago no terreno de Hogwarts. (fonte: entrevista com os produtores do filme nos extras do DVD).

Análise[editar | editar código-fonte]

Mencionamos acima que parece que o Professor Dumbledore, aparentemente, tinha dúvidas se foi Hagrid quem abriu a Câmara. Essas dúvidas são expressas, quando Colin Creevey foi levado à enfermaria. Na conversa com a Professora McGonagall, após examiner a camera destruida de Colin, Dumbledore informa que a Câmara foi aberta novamente. Nunca soubemos como ele chegou a essa conclusão, mas pode ser que algo similar aos danos na câmera de Colin tenha acontecido quando a Câmara foi aberta da primeira vez. Percebemos que embora Dumbledore possa reconhecer os efeitos, ele parece ainda não saber a causa. A Professora McGonagall pergunta quem abriu a Câmara, e Dumbledore responde que a pergunta não é “quem” e sim “como”.

Aparentemente Dumbledore não sabe onde fica a Câmara, nem como foi aberta, mas chegou a conclusão, talvez por ler a respeito ou há tempos atrás, que a lenda que diz que a Câmara só pode ser aberta pelo verdadeiro herdeiro de Slytherin é fato. Ele também concluiu, talvez provisoriamente, que Riddle é o herdeiro. Se acredita que o resto da alma de Riddle, agora conhecido como Voldemort, está na Albânia, mas Dumbledore sabe que a alma de Voldemort pode se apossar de outras pessoas, como aconteceu no ano anterior com o Professor Quirrell. A preocupação de Dumbledore no momento, é que certamente tem alguém, um professor ou um aluno, que assim como Quirrell, caiu no feitiço de Voldemort. Dumbledore também acredita que pode ter outro habitante da escola capaz de abrir a Câmara, mas isso parece mais difícil.

O ponto chave desse livro é a habilidade de falar com as cobras, Parseltongue é vista amplamente, como uma marca registrada dos antepassados de Slytherin. O resultado disso, é que acreditam que Harry seja o herdeiro de Slytherin, quando é revelado que ele pode falar com as cobras. Isso é aumentado pelo fato de que Harry não sabe quem são seus antepassados; ele não pode perguntar a seus pais se há alguma chance dele ser descendente de Salazar Slytherin. Uma vez que, Parseltongue é uma habilidade hereditária de Slytherin, só faz mesmo sentido que a Câmara, criada por Slytherin só se abra quando a palavra é dita em língua de cobra.

Perguntas[editar | editar código-fonte]

  1. Sabemos que Salazar Slytherin viveu mais ou menos há mil anos atrás, e presume-se que foi então que criou a Câmara. Os castelos dessa época tinham banheiros internos ("garderobes"), no mundo dos Trouxas os encanamentos apareceram pela primeira vez na Inglaterra, há mais ou menos duzentos anos atrás. Portanto é interessante que a marca de Slytherin, que abria a passagem para a Câmara fosse colocada numa torneira.

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Como foi mencionado apenas alguém que falasse Parseltongue poderia abrir a Câmara, e é amplamente sabido que a habilidade de falar língua de cobra é passada apenas entre os herdeiros de Slytherin. Como herdeiro de Slytherin, Tom Riddle com certeza falava Parseltongue, portanto podia abrir a Câmara.

Harry, que possui um pedaço da alma de Tom, também pode falar essa língua, e aparentemente Dumbledore sabe disso, embora não tivesse tentado achar a Câmara. Podemos imaginar porque Dumbledore não tentou achá-la; como professor da escola, da primeira vez que a Câmara foi aberta, ele deveria ter todas as pistas que Harry procurava. Talvez ele nunca tenha aprendido Parseltongue até ficar muito mais velho, e já não tinha mais interesse em encontrar a Câmara.

Ron e Hermione mais tarde, conseguem abrir a Câmara; necessitando de algo que possa destruir uma taça Horcrux, eles vão até a Câmara procurar algumas presas do Basilisco, que aparentemente, tem veneno suficiente para destruir um Horcrux. Ron estava presente quando Harry abriu a Câmara pela primeira vez e quando Harry abriu o medalhão Horcrux, outro artefato de Slytherin, que só pode ser aberto usando Parseltongue. Ron então, imitou simplesmente, os sons que Harry fez ao abrir o medalhão, para abrir a Câmara.