Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/O Prisioneiro de Azkaban/Capítulo 2

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Capítulo 2 O Grande Erro de Tia Guida[editar | editar código-fonte]

spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.


Nota - mantive o nome Marge que aqui no Brasil foi traduzido para Guida

Sinopse[editar | editar código-fonte]

No café da manhã seguinte, Harry nem fica surpreso quando ninguém deseja a ele Feliz Aniversário. Todos estavam vendo a nova TV da cozinha, que foi instalada ali porque Dudley estava reclamando que era longe largar a TV da sala de estar para ir até a geladeira.

O comentarista da TV estava noticiando sobre um prisioneiro que havia escapado, Sirius Black, dizendo que ele estava armado e era perigoso; Tia Petunia, imediatamente corre para a janela para ver se ele estava por ali. Tio Vernon se prepara para ir à estação pegar tia Marge, a irmã de Vernon e a parente mais detestada. As últimas visitas de Marge deixaram péssimas lembranças em Harry, e ele estava horrorizado em pensar que ela ia ficar a semana toda. Tio Vernon avisa a Harry para agir educadamente e que não se atreva a fazer qualquer gracinha (presumivelmente magia). Vernon também avisa que Marge acredita que ele estude no Centro St Brutus para Meninos Irrecuperáveis, e que Harry deve manter a história.

Quando tio Vernon está saindo, Harry corre e faz uma contra proposta: se ele se comportar como eles querem durante a visita de Marge, tio Vernon assinaria a permissão para Hogsmeade. Vernon que bem se recorda de como é fácil para Harry escorregar e dizer algo sobre suas ligações mágicas, e como ele não teria nada a perder se fizesse isso, concorda muito zangado, e sai logo para a estação. Enquanto isso, Harry obrigado a viver como um Trouxa durante toda a semana, relutante guarda todas as coisas relacionadas a seu mundo mágico e envia Hedwig e Errol para Ron para passarem a semana.

A visita começa mal, com Marge dando um grande abraço e um beijo em Dudley junto com 20 libras, enquanto trata Harry como um porteiro. Durante a semana toda, Marge insulta Harry repetidamente, ao ponto de comentar como os problemas dos pais em geral, aparecem nos filhos. Quando o copo de vinho dela explode, de repente, ela nem se preocupa pois diz que tem mãos fortes, nem suspeitando que foi Harry que causou aquilo. Os insultos dela foram demais para Harry e mesmo sem saber como fez, ele fez aquilo sim. No jantar do último dia, tia Marge já bêbada começa a falar sem parar sobre os pais de Harry, que não prestavam para nada. Nesse ponto, a raiva de Harry faz com que ela comece a inchar, até inflar como um balão e subir até o teto. Harry sabia que estava com sérios problemas por violar as leis de Restrição da Magia para Menores, e poderia ter sua varinha partida em duas e, ou ser expulso de Hogwarts. Harry correu e arrumou suas coisas, e arrastando o malão atrás dele correu pela noite afora.

Análise[editar | editar código-fonte]

Parecia que ninguém no mundo dos Trouxas poderia ser mais desagradável para Harry do que Vernon, Petunia ou Dudley; mas tia Marge é igualmente odiosa senão, até mais. Em geral, os outros Dursleys expressam seu desdém por Harry através da indiferença, raramente sequer mencionando sua família, Marge está sempre pronta a disparar insultos grosseiros sobre eles. Seu comentário depreciativo “Se há algo de errado com a fêmea, haverá algo errado com o filhote”, é claramente uma agressão dirigida a Harry a respeito de sua mãe, mas pode ser também um insulto dirigido a Petunia, que Marge considera inferior e contaminada pela sua relação sanguínea com Harry e seus pais. Sua animosidade exclui Dudley, que ela adora a despeito de sua ligação com Harry e Petunia.

As interações de Harry, tanto com Vernon como com Marge, mostram como ele amadureceu e se tornou mais confiante. Houve uma certa mudança de poderes na casa dos Dursleys. Harry está atento a isso e portanto barganha com o tio para conseguir aquilo que deseja. Com Marge, Harry consegue se segurar, mais ou menos, durante a semana toda, ele só perde a cabeça quando ela insulta seus pais. Atenção para o fato de Vernon tentar acalmar a situação, sabendo que Harry foi empurrado até o limite, e temendo o que pode acontecer no caso de extrapolar o limite. Isso ilustra as mudanças na dinâmica das relações entre eles; talvez um ano antes, Vernon não temeria ver Harry numa situação semelhante, acreditando firmemente na sua própria superioridade.

Enquanto Harry está ficando cada vez mais sofisticado e consciente de como manipular e agir com as pessoas, tio Vernon passou a ficar mais medroso, talvez pensando que conforme seu sobrinho se aproxima da maioridade, ele poderia provavelmente agir em represália contra a família usando magia. Sabendo que Vernon se preocupa que tia Marge, que ainda considera Harry inferior, possa descobrir que ele é um bruxo, Harry explora a situação para barganhar com o tio, oferecendo bom comportamento e aceitando agir como um Trouxa, em troca de ter sua permissão para Hogsmeade assinada. No entanto, Harry não consegue conter sua fúria contra a insuportável Marge, ele perde a cabeça. Embora sua reação descontrolada tenha resultado na perda da permissão para Hogsmeade, ela também mostra como as habilidades mágicas de Harry se tornaram muito poderosas. Sem perceber, Harry demonstrou “magia sem varinha” muitas vezes, uma façanha quase impossível para muitos bruxos. Embora ele não tenha certeza de ter quebrado o copo de vinho de Marge, ele sabe que ao fazê-la encher como um balão e destrancar o armário para recuperar seu malão, ele usou magia, e a varinha de Harry estava trancada no armário. Harry usou magia sem ajuda.

A despeito da mudança de relações entre Harry e tio Vernon, Harry ainda é uma criança, e suas reações são infantis. Tendo criado uma enorme confusão na casa dos Dursleys, e presumindo ter violado a lei da magia, o impulso de Harry é fugir. Ele não sabe para onde ir, ou o que vai fazer quando chegar a algum lugar; ele simplesmente decide que deve se tornar um fugitivo, acreditando que pode pegar seu dinheiro em Gringotes e desaparecer. Para alguém tão famoso quando Harry isso era pura imaginação; Harry nunca ficaria escondido. Ele não pensou nem por um segundo, que há muitos, como Dumbledore, McGonagall e os Weasleys, que viriam em sua defesa. Esse é um contraste interessante entre o comportamento de Harry no primeiro ano, quando, mesmo sabendo que poderia estar num perigo mortal, ele seguia em frente. Veja no primeiro livro, capitulo 16, como ele se comporta.

Numa última nota, é interessante observar o planejamento que esse capitulo deve ter tido. No final do capitulo, Harry pega seu malão que estava debaixo da escada e foge. De alguma forma, a autora preparou para que todas as coisas de Harry estivessem dentro do malão, e que Hedwig não estivesse lá; Harry não teria tido tempo para correr como louco para juntar seus livros, trabalhos e a coruja e correr pela porta afora. O formulário da permissão, em si mesmo, não seria suficiente para forçar Harry a mandar Hedwig embora e guardar todo seu material, mas combinado com Marge, é o trato feito com seu tio. E tudo foi feito de um modo simples e não pensado ou obrigado. É especialmente importante como parece, que no final do capítulo, Harry acha que jamais vai voltar à casa dos Dursleys.

Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. Por que Harry foge? Ele fez a coisa certa?
  2. Como Harry planejou para conseguir a assinatura do tio Vernon na permissão para visitar Hogsmeade? O que isso mostra sobre a mudança na personalidade de Harry?
  3. Por que tia Petunia olha para fora da janela? Seus medos têm alguma lógica?

Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. Como Harry consegue fazer magia sem intenção e sem a varinha? O que isso mostra sobre ele?
  2. Como o relacionamento de Harry com sua tia e seu tio mudou? O que aconteceu para essa mudança e como isso vai afetar as relações entre eles no futuro?
  3. Mesmo que Harry não tivesse inflado a tia Marge, o tio Vernon teria assinado a permissão? Dê razões pró e contra isso.
  4. Por que a tia Marge insulta os pais falecidos de Harry?
  5. Por que o tio Vernon tenta intervir quando Marge insulta Harry?
  6. Os insultos de Marge se direcionam a mais alguém? Se a resposta for sim, a quem e por que?

Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

No capitulo 3 desse livro, sera revelado que Sirius Black é um bruxo fugitivo, considerado perigoso tanto para os bruxos quanto para os Trouxas. Portanto é necessário avisar aos Trouxas a respeito dele. Embora o mundo da magia se mantenha secreto e separado do mundo dos Trouxas, há contatos básicos entre Trouxas que trabalham com bruxos de maneira oficial. Como os Trouxas são alertados é mostrado em O Enigma do Príncipe capitulo 1.

Tia Petunia olha nervosa através da janela depois do jornal da TV, talvez por uma razão específica, e não pelo medo de ter um fugitivo a solta. Petunia sabe muito mais sobre o mundo mágico do que Harry, ou nós, alguma vez pudemos imaginar. Dumbledore certamente reportou a ela as circunstâncias da morte de sua irmã Lily; a carta que foi deixada com Harry, no primeiro capítulo do primeiro livro, com certeza tinha alguns detalhes. Talvez reconhecendo o nome de Sirius Black e sabendo que Black está ligado a Harry e ao assassinato dos Potters, ela agora tenha receio pela segurança de Vernon e Dudley, assim como a dela própria, embora com certeza não tenha muita preocupação com o bem estar de Harry. Não sabemos como ela se sente com relação a tia Marge.


Conexões[editar | editar código-fonte]

  • No livro A Pedra Filosofal capitulo 2, tia Marge é mencionada de passagem, como uma das pessoas que poderia cuidar de Harry enquanto o resto da família ia comemorar o aniversário de Dudley. Ela reaparece brevemente, quando Harry está fazendo aulas de Oclumencia com o Professor Snape, no quinto livro da série, capitulo 24; Snape recupera algumas lembranças dos maltratos que Harry sofreu nas mãos de Marge, e pergunta sobre eles.