Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/O Enigma do Príncipe/Capítulo 27

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Capítulo 27
A Torre Atingida Pelo Raio[editar | editar código-fonte]

spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Harry aparata junto com um Dumbledore muito fraco, de volta em Hogsmeade. Quase desmaiando, Dumbledore diz a Harry para levá-lo até Snape. Madam Rosmerta corre, avisando que a Marca Negra está flutuando sobre Hogwarts. Ela empresta a eles as vassouras e eles voam até a Torre de Astronomia, com Dumbledore murmurando encantamentos para permitir que eles entrem em Hogwarts através dos feitiços protetores. Harry teme pelas vidas de seus amigos.

Quando eles aterrissam no alto da Torre, Dumbledore ordena que Harry encontre Snape, mas, ouvindo passos na escada, um feitiço petrifica Harry sob a Capa da Invisibilidade. Draco Malfoy irrompe através da porta e desarma Dumbledore. Draco revela que sua missão é matar Dumbledore, e que ele ajudou os Comensais da Morte a invadirem o castelo através do Armário Sumidouro que ele consertou. Draco também usou a maldição Imperius em Madam Rosmerta para que envenenasse a bebida e para que enviasse o colar para a escola.

Malfoy parece relutante em matar Dumbledore, mas acredita que não há outro jeito, uma vez que as vidas dele e de sua mãe estarão perdidas se ele falhar. Dumbledore calmamente conversa com o garoto apavorado e com a consciência pesada, para abandonar a missão, prometendo protegê-lo de Voldemort. Malfoy vacila, aparentemente considerando a oferta de Dumbledore. Quando ele abaixa a varinha, quatro Comensais da Morte chegam: Amycus e Alecto Carrow, Fenrir Greyback e um outro. Embora eles fiquem provocando e estimulando Draco, este não consegue matar Dumbledore. Harry ainda imobilizado sob a Capa, pode ouvir os defensores de Hogwarts gritando lá em baixo, quando Snape de repente aparece no local. Quando Dumbledore chama seu nome, praticamente suplicando, o rosto de Snape mostra repulsa e asco mas ele conjura a Maldição da Morte diretamente sobre Dumbledore. O corpo sem vida do diretor cai sobre o parapeito até o chão lá embaixo, Harry olha aterrorizado e paralisado.

Análise[editar | editar código-fonte]

Talvez o grande mistério de toda a série é, Snape realmente matou Dumbledore ou isso foi um plano pré combinado? A evidência suporta qualquer das duas conclusões e a despeito da sua confiança inabalável em Snape, a lealdade deste permanece questionável tanto para Harry quanto para os leitores. Na verdade, parece que Snape não teve muita opção; ele tinha que, ou matar Dumbledore ou morrer, uma vez que estava preso pelo Voto Perpétuo para proteger Draco e completar a missão, no caso de Draco falhar.

Embora muitos leitores possam crer que se Snape fosse mesmo leal a Dumbledore, ele deveria ter se sacrificado para protegê-lo e a Harry, no entanto ele não o fez. É possível que Snape e Dumbledore estivessem se comunicando um com o outro, usando legilimência, e a súplica de Dumbledore fosse um pedido a Snape para sacrificá-lo, de modo a proteger Harry e permitir que Snape continuasse nas boas graças de Voldemort, o que significa que Snape poderá ter um papel importante se Harry for destruir Voldemort. Essas especulações e se Dumbledore está ou não de fato morto, foram debatidas com fervor pelos leitores até que o sétimo e último livro de Harry Potter fosse publicado.

Embora o Avada Kedavra já tivesse sido visto antes, a vítima apenas caia e morria. Porém nesse caso, Dumbledore é jogado no ar e gira antes de cair morto no chão. Isso foi citado como evidência de que a Maldição de Snape não foi de fato a Maldição da Morte, mas alguma outra coisa; foi sugerido que ele falou o feitiço Avada Kedavra, mas na verdade lançou um feitiço não verbal como Expelliarmus, para fazer parecer que Dumbledore estava morto, mas poupando a vida dele. O fato de Snape matar Dumbledore pode não ter sido um assassinato. Ou seja pode ter havido um arranjo anterior de que Snape deveria matar Dumbledore se os acontecimentos exigissem isso para proteger a Ordem e as missões de Harry. Ainda assim, durante o confronto na Torre de Astronomia, Dumbledore está praticamente suplicando para que um Snape cheio de conflitos o amaldiçoe. Numa conversa anterior entre os dois, Snape foi ouvido dizendo a Dumbledore que queria se recusar a fazer algo, e Dumbledore insistiu que ele tinha que prosseguir. Isso pode ter sido ligado ao fato de Snape fazer o Voto Perpétuo que iria obrigá-lo a matar Dumbledore caso Draco não o fizesse.

O próprio Voldemort pode ter evitado, sem querer, a morte de Dumbledore. Quando Dumbledore bebe a poção na caverna, ele diz que aquilo não o matará de imediato, porque Voldemort iria querer manter aquele que roubou o medalhão vivo tempo suficiente para descobrir como tal ladrão conseguiu passar pelas suas defesas. Pode até ser que a poção tenha protegido Dumbledore da Maldição da Morte, mantendo-o num estado parecido com a morte? Se isso fosse verdade, talvez houvesse um antídoto para o efeito venenoso da poção, poderia ser por isso que Dumbledore pediu para chamar Snape ao invés de Madam Pomfrey quando eles retornaram a Hogwarts.


Contra todas essas especulações, a autora afirmou numa entrevista depois da publicação do sexto livro, que Dumbledore está “definitivamente morto”. E, embora Rowling tenha plantado diversas pistas falsas na história, ela nunca foi de dar declarações falsas para seus fãs. Os diretores vivem ainda, de certo modo, dentro dos seus retratos interagindo com as pessoas e mantendo as lembranças de seu ofício. Caso o retrato de Dumbledore apareça no escritório do diretor, para se juntar aos outros retratos, ele poderá falar com Harry e explicar os acontecimentos que não foram resolvidos. Além do mais, Dumbledore também deverá ter guardado lembranças em sua Penseira, que Harry poderá acessar.

Nos livros anteriores, Rowling incluiu o comportamento suspeito de um personagem (por exemplo, no caso, Snape estava tentando roubar a Pedra Filosofal) no livro um, antes de revelar que era outra pessoa o possível ladrão (o Professor Quirrell). Por causa da tendência de plantar esse tipo de pista falsa, é impossível dizer de modo afirmativo qual é a lealdade de Snape. Suas ações tem sido de tal forma, que ele seria útil aos dois lados, e ele nada fez para ser forçado a escolher um lado ao invés de outro.

Dumbledore também parece que queria morrer ou estava aceitando apostas altas. Os Comensais da Morte podiam rapidamente conjurar uma barreira impenetrável na escada, o que levanta a pergunta por que Dumbledore não reagiu da mesma forma, quando ouviu passos na escadaria da Torre de Astronomia. Isso teria dado a Harry e a ele mesmo, uma oportunidade de fugir, mas, ao invés disso Dumbledore escolheu impedir Harry, não deixando que ele reagisse e pudesse desarmar Draco, um bruxo inferior a ele em habilidade. Ou ele estava esperando (ou planejando) ser morto, ou por Draco ou por Snape, ou ele esperava fazer Malfoy mudar de lado. Dumbledore já parecia estar muito frágil depois dos eventos na caverna, que ainda o deixaram mais vulnerável, resultando em sua falha ao se defender e a Harry contra o ataque.


Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. Se Dumbledore não sabia sobre o Voto Perpétuo de Snape, ele jamais iria sugerir a Draco Malfoy que “talvez Severus possa ter lhe contado” mostrando que Snape, na verdade, poderia não estar desobedecendo a Dumbledore. É possível que ele estivesse blefando para Malfoy?

Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. Por que Malfoy escolheu Madam Rosmerta como sua espiã? Explique com detalhes.
  2. Por que Dumbledore paralisa Harry sob a Capa da Invisibilidade na hora em que Draco chega na Torre?
  3. Por que Snape mataria Albus Dumbledore? Foi um assassinato cruel ou um plano já combinado?
  4. Se Snape é de fato leal a Dumbledore (como Dumbledore sempre afirmou), por que ele não se sacrificaria para salvar Dumbledore e Harry ?
  5. Por que a maldição Avada Kedavra afetou Dumbledore de modo diferente de outros bruxos?

Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Nesse capitulo nada é mencionado a respeito da varinha de Dumbledore, depois que Draco a mandou por cima do parapeito. No entanto, é revelado no último livro que a varinha foi enterrada com o cadáver de Dumbledore, e ela se torna um importante ponto na trama no embate final entre Harry e Voldemort.

A morte de Dumbledore foi, nós vamos descobrir mais tarde, premeditada por ele próprio e por Snape; Snape foi convencido a matá-lo no momento certo, para poupar Malfoy de completar a missão de Voldemort, de modo a salvar a alma de Draco, que seria corrompida para sempre por cometer assassinato.

Dumbledore estava morrendo lentamente por causa da maldição que sofreu quando colocou o agora destruído anel de Gaunt. Querendo morrer de seu próprio modo, para salvar a alma de Draco, e manter a dignidade que os Comensais da Morte como Fenrir Greyback ou Bellatrix Lestrange lhe teriam negado, Dumbledore encarregou Snape de matá-lo. A poção que Dumbledore tomou na caverna o havia deixado muito fraco para conseguir se defender. Sua súplica final foi não de poupá-lo, como Harry naturalmente entendeu, e sim para cumprir seu desejo final, o que Snape relutantemente executou.

Nunca ficou explicado porque Dumbledore permitiu que um Harry coberto pela Capa assistisse a sua morte. Podemos apenas adivinhar seus motivos, embora as circunstâncias possam ter impedido que ele fizesse outra escolha. Dumbledore, que sabia que sua morte estava próxima, esperava que, ou Draco ou um Comensal da Morte chegasse até a Torre. O diretor já havia dito que Harry era mais importante do que ele, portanto seu objetivo principal foi proteger Harry e mantê-lo fora da luta. Dumbledore sabia que Harry iria defendê-lo e seria dominado pelo número maior de invasores, então ele imobiliza Harry. Se Dumbledore deliberadamente escolheu o feitiço Petrificus Totalus, que iria libertar Harry imediatamente após a morte de Dumbledore, deve ficar desconhecido. A natureza do feitiço, o fato de Harry assistir a tudo do alto da Torre, e ser imediatamente liberado do feitiço, é claramente necessária do ponto do vista da autora. Nosso protagonista deve ver esses eventos no clímax do livro.

Como uma nota a mais, o quarto Comensal da Morte presente à morte de Dumbledore é mais tarde identificado como Yaxley. Ele era um Comensal da Morte da antiga organização de Voldemort, e vai ter um papel moderadamente significativo no último livro.