Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/A Pedra Filosofal/Capítulo 7

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spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Após chegarem ao Castelo, Hagrid entrega os novos alunos para a Professora McGonagall. Numa antesala, os estudantes aguardam nervosos a hora de serem escolhidos para as Casas da escola. Os fantasmas passando pela antesala ainda deixam Harry mais nervoso. A Professora McGonagall então os leva até o Grande Salão, onde o Chapéu Seletor diz as Casas onde cada estudante deve ficar.

Há quatro Casas, cada uma com características específicas. A Casa Slytherin está repleta de bruxos e bruxas ambiciosos e astutos. A Casa Ravenclaw é onde ficam os mais inteligentes. A Casa Gryffindor é o local onde ficam os bravos, e a Casa Hufflepuff é para onde vão os mais bondosos e honestos.

É a vez de Harry e ele senta no banquinho com o Chapéu Seletor colocado na cabeça; o Chapéu sugere silenciosamente que a inteligência, talento e necessidade de provar a si mesmo poderá torná-lo grande. Mas Harry geme quando o Chapéu sugere Slytherin, então, ele resolve colocar o menino na Casa Gryffindor. Ron e Hermione também foram escolhidos para Gryffindor, assim como Neville, o menino que perdeu o sapo; Seamus Finnigan; Dean Thomas, que é mencionado nas edições norte-americanas como um garoto alto e negro, mas não é descrito nos livros editados na Grã Bretanha.

Draco Malfoy vai para Slytherin. Neville mais tarde conta para Harry que sua família não acreditava que ele tivesse poderes mágicos até o dia em que ele sobreviveu depois de cair pela janela.

O Professor Dumbledore fez um pequeno discurso maluco e a festa começou. O fantasma da Gryffindor apareceu, ele é Sir Nicholas de Mimsy-Porpington. Os estudantes mais antigos o conhecem como Nick Quase Sem Cabeça, porque sua cabeça fora mal cortada do pescoço e ficava meio pendurada no corpo.

Enquanto Harry observa a mesa dos professores, sua cicatriz lateja de dor quando ele vê o Professor Snape, professor de Poções, olhando fixamente para ele. Um outro aviso de Dumbledore chamou a atenção de Harry, este ano, o corredor do terceiro andar do lado direito está proibido a todos que não quiserem ter uma morte muito dolorosa.

Harry pergunta a Percy se Dumbledore está falando sério e Percy responde que ele deve estar. Conforme Percy lidera os estudantes de primeiro ano da Gryffindor por um caminho complicado através dos corredores do castelo, os ocupantes das pinturas nas paredes fazem comentários sobre os estudantes que passam. Pirraça um poltergeist, faz zombarias deles. Finalmente chegam à Torre da Gryffindor, guardada pelo quadro de uma Mulher Gorda. Percy dá a eles a senha Cabeça de Dragão ("Caput Draconis"), e todos entram dentro do Salão Comunal da Gryffindor e em seus dormitórios. Durante a noite Harry sonha sobre o turbante de Quirrell e Malfoy se transforma em Snape. Pela manhã Harry já tinha esquecido o sonho.


Análise[editar | editar código-fonte]

Nesse capítulo conhecemos o Castelo de Hogwarts e suas quatro Casas, Ravenclaw, Hufflepuff, Slytherin e Gryffindor; também temos o primeiro gostinho do excêntrico Diretor, Albus Dumbledore (que Harry acha que é um pouco doido). A fama de Harry dentro do mundo Mágico é também mostrada através das exclamações excitadas dos outros estudantes, quando seu nome é chamado pelo Chapéu Seletor.

A cerimônia de seleção é indiscutivelmente o ritual mais importante de que os estudantes de Hogwarts participam. Ele não só determina em que Casa eles vão passar seus sete anos em Hogwarts, mas também diz muito sobre quem são eles e geralmente indica que direção suas vidas irão tomar. Eles também serão afetados pelos outros de sua própria Casa. Essas ligações forjarão alianças duradouras, assim como vão criar rivalidades entre as Casas, embora essas em geral sejam amigáveis; no entanto, há uma competitividade em particular entre Gryffindor e Slytherin, duas Casas que irão simbolizar os temas do bem e do mal na série, e qual é o caminho, da luz ou das trevas, que um personagem vai escolher.

As quatro Casas são diferentes e representam os fundadores da escola: Helga Hufflepuff, Salazar Slytherin, Rowena Ravenclaw e Godric Gryffindor. Todos tinham talentos diversos e visões diferentes, e os estudantes com características similares às dos fundadores, em geral são escolhidos para a Casa que melhor reflete esses traços.

O Chapéu vê habilidades em Harry, esperteza, determinação e ambição que alinham com a Slytherin e poderiam levá-lo à grandeza, algo que ninguém jamais disse a Harry ou que ele algum dia tivesse pensado. Alguns estudantes, como Harry, parecem ter traços que combinam com mais de uma Casa, e o Chapéu Seletor pondera sobre onde colocar o aluno.

Ainda um tanto assustado com sua ligação com Voldemort, Harry imediatamente recusa Slytherin, a Casa que ele sabe está associada aos Bruxos das Trevas, assim como a estudantes desagradáveis como Draco Malfoy.

No entanto, o Chapéu Seletor aparentemente poderia ter posto Harry na Casa Slytherin, mas como ele também se encaixa perfeitamente em Gryffindor, que é conhecida pela nobreza e bravura, e é o oposto de Slytherin em diversas maneiras, assim foi escolhido. Os pais de Harry também eram ambos de Gryffindor. Harry certamente demonstrou nobreza e também demonstrou muita coragem em sua vida até então, primeiro enfrentando os Dursleys, depois entrando num mundo estranho e desconhecido, e agora, desafiando o Chapéu Seletor. Ao invés de ficar passivamente esperando que o Chapéu fizesse a seleção, ele especificamente pede para não ser escolhido para Slytherin. Muitos estudantes provavelmente nunca questionam ou se opõe com relação à Casa escolhida, e, embora o Chapéu sentisse que os talentos de Harry se adequavam à Slytherin, ele nunca forçou a escolha. Ao invés disso ele convida Harry a se posicionar em que Casa deveria ser posto. A escolha de Harry mostra sua crescente habilidade de considerar todas as opções e tomar suas próprias decisões baseadas nelas. Mesmo que o destino resolvesse que ele um dia iria desafiar Voldemort, Harry possui o poder de mudar esse destino da sua maneira. Essa ameaça é sublinhada no próximo livro e através de toda série. Após alguma negociação, o Chapéu o coloca em Gryffindor. Devemos reparar que Harry nunca pediu para ser Gryffindor ou qualquer outra Casa, pelo contrário, ele só pediu para não ir para Slytherin, a Casa que para ele representa o caminho das trevas. Apesar de sua reputação sombria, a Casa Slytherin não é por natureza, do mal e nem todos os estudantes são desagradáveis como Draco Malfoy e seus companheiros. No entanto essa Casa em particular possui certas características, como ambição, fome de poder, esperteza e dissimulação, etc. que os Bruxos das Trevas aparentemente possuem em grande quantidade. Como Harry, todos os Slytherins podem escolher como usar esses traços e se vão preferir seguir o caminho da luz ou das trevas. Mais tarde na série, um personagem Slytherin se torna aliado de Harry.

O aviso sério de Dumbledore que este ano, o corredor do terceiro andar do lado direito está proibido, junto com o pacote que Hagrid foi buscar, indicam que eventos sinistros e fora do comum podem estar ocorrendo em Hogwarts. A invasão de Gringotes pode estar relacionada. embora Harry não tenha certeza; aquilo só lhe chamou atenção porque tinha conhecido Gringotes há coisa de um mês atrás. Harry está começando a juntar essas pistas, suspeitando que seja lá o que for que Hagrid pegou em Gringotes está agora, guardada no terceiro andar.

A natureza observadora e inquisitiva de Harry está se tornando aparente aqui, e através da série, ele vai continuamente precisar de juntar os pedaços de informações para resolver grandes enigmas, em geral arriscando sua vida nesse processo. No entanto, suas conclusões as vezes, são erradas ou vão levá-lo na direção errada, enquanto que sua imaturidade, predisposição e teimosia inata em geral o impedem de considerar alternativas mais razoáveis.

Também são apresentadas noções de como o Mundo Mágico difere do Mundo dos Trouxas, no qual Harry estava preso até então. O entendimento de como a sociedade Bruxa funciona, aqui não apenas é apropriado para a idade de Harry (11), mas também os detalhes são apresentados de uma maneira compreensível, apropriada para alguém da mesma faixa etária, que é subitamente atirado num Mundo Mágico que nunca imaginou existir. Por exemplo, quando toda a comida do banquete aparece nos pratos, Harry nunca imagina quem preparou ou como ela foi colocada ali. Essa curiosidade e a compreensão só chegam dentro de três anos.

O sonho de Harry é o prenúncio da trama principal desse livro. O leitor sabe ainda muito pouco para entender esse sonho, mas pode compreender que há alguma ligação entre o turbante de Quirrell e a dor na cicatriz de Harry.

Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. Descreva os traços principais de cada Casa de Hogwarts. Harry, Ron e Hermione combinam com Gryffindor? Baseado no que você sabe sobre cada personagem, o que cada um tem contra e a favor de ir para Gryffindor?
  2. Quais as outras Casas que serviriam para Harry, Ron e Hermione? Dê exemplos de por que serviriam.
  3. Por que o Chapéu Seletor queria colocar Harry na Slytherin? Por que, ao invés disso, ele o colocou na Gryffindor?
  4. Por que Harry discordou da primeira escolha do Chapéu Seletor?

Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. Dumbledore é tão excêntrico como parece? Diga porque você acha que é ou não.
  2. Se Harry, Ron e Hermione não fossem para Gryffindor, para qual Casa cada um deles iria? Diga porque.
  3. Por que Quirrell começa a usar um turbante?
  4. Por que a cicatriz de Harry começa a latejar?
  5. O que significa o sonho de Harry? Por que ele esquece o sonho?


Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

O envolvimento entre Harry e o Chapéu Seletor se torna mais pertinente no segundo livro, A Câmara Secreta, e mais tarde deixando claras as diferenças entre Harry e Voldemort. Enquanto o Chapéu reconhece qualidades em Harry que foram, sem saber, concedidas a ele pela ligação entre ele e Voldemort, na verdade, é ao exercer sua vontade independente e livre que abre seu caminho para a Casa Gryffindor. É interessante considerar se o Chapéu Seletor iria considerar a possibilidade de Harry ir para Slytherin, caso a ligação entre ele e Voldemort nunca tivesse existido.

Como foi observado na análise acima, nem todos os Slytherins são do mal. O Professor Horace Slughorn, um professor de Hogwarts que aparece pela primeira vez em O Enigma do Príncipe capítulo 4 também é Slytherin. Ele se torna Chefe da Casa depois que o Professor Snape aparentemente passa para o lado de Voldemort. E, embora Slughorn possua muitos traços típicos dos Slytherins, ele sempre segue o caminho da luz, rejeitando as crenças de Voldemort e se alinhando ao lado de Dumbledore e Harry.

É descoberto, mais tarde na série que Sirius Black, padrinho de Harry, também pertencia a Gryffindor, embora sua família sempre fosse da Slytherin e mesmo alguns deles fossem associados ao Lord Voldemort. Não sabemos como Sírius, que rejeitou as crenças de sua família puro-sangue e se tornou um estranho para eles, escolheu não ser colocado na Slytherin, ainda vamos descobrir que antes mesmo de ir para Hogwarts, ele já tinha manifestado uma preferência pela Gryffindor. É possível que ele, assim como Harry, tenha se recusado a aceitar a primeira escolha do Chapéu Seletor, mas também pode ser que o próprio Chapéu achou que ele serviria melhor à Gryffindor.

Nós somos levados a acreditar que a dor terrível na cicatriz de Harry é porque Snape está olhando para ele. É verdade que Snape não gosta dele; da distância onde ele está pode ver apenas a semelhança entre Harry e seu pai James. Mais tarde vamos descobrir que James e Snape estavam no mesmo ano em Hogwarts eram rivais e se detestavam. A dor na cicatriz de Harry, na verdade, é causada por Voldemort que está escondido na cabeça de Quirrell, e está olhando para Harry através do turbante do professor ou está usando legilimência para observar o Salão e percebeu a presença de Harry. A cicatriz de Harry não doeu quando ele encontrou Quirrell pela primeira vez no Caldeirão Furado, nem a pele de Quirrell queimou quando eles apertaram as mãos (ver capitulo 17), tudo porque ele não estava usando o turbante naquele momento, e Voldemort não estava grudado na sua cabeça. De acordo com o texto original, na festa de boas vindas, Harry observou Quirrell, também, o homenzinho nervoso do Caldeirão Furado. Ele parecia bem diferente com um grande turbante púrpura. (o negrito é nosso) Isso significa que essa é a primeira vez que Harry o vê usando o turbante.

Mais tarde vamos descobrir que o mesmo cofre em Gringotes de onde Hagrid tirou o pequeno pacote, é o mesmo que foi invadido recentemente, e isso, é claro aumenta o mistério. Devemos notar que a visita de Harry a Gringotes não parece, mas já está no passado. Foi no dia 31 de julho, aniversário de Harry, que Hagrid o levou ao Beco Diagonal e nós ficamos sabendo da invasão, no Expresso de Hogwarts dia 1 de setembro; entre esses dois eventos temos o mês inteiro de agosto.

O sonho de Harry pode bem ser presságio de eventos da série toda, ao invés de se referir apenas a esse livro. Também pode ser uma tentativa inconsciente de Voldemort para influenciar os atos de Harry, usando legilimência, assim como ele faz em A Ordem da Fênix. Embora isso não seja confirmado e nem negado pelos eventos seguintes, não é provável que Voldemort esteja usando legilimência de forma consciente; Voldemort passou a usar legilimência deliberadamente em Harry, depois que descobriu que havia uma ligação entre eles (A Ordem da Fênix capitulo 21) Vamos saber mais tarde na série, que Harry adquire a habilidade de sintonizar os pensamentos de Voldemort quando deseja, sem que o Lord das Trevas perceba.

A reação dos outros professores quando Dumbledore anuncia o Hino da Escola, levou a muitas perguntas no sites dos fans, porque o Hino não apareceu nos volumes seguintes, se foi causada por alguma rebelião dos professores. The author has said A autora diz que “Dumbledore cantava o Hino da Escola quando estava especialmente alegre, mas os tempos vão ficando mais sombrios no Mundo Mágico”

É bem verdade que o Hino da Escola, foi divertido pela primeira vez que ouvimos, mas a repetição não seria tão interessante. Essa também é a razão pela qual o Chapéu Seletor varia a canção anual, para não ficar chata.

Conexões[editar | editar código-fonte]

  • A resistência de Harry quando o Chapéu Seletor quis colocá-lo na Slytherin, será a razão para Dumbledore fazer um comentário dos mais importantes da série. Na Câmara Secreta, capítulo 18, Dumbledore vai dizer, são nossas escolhas, Harry, que mostram quem realmente somos, muito mais do que nossas habilidades.

Isso será visto novamente, primeiro na pessoa de James Potter, como é revelado em A Ordem da Fênix, e depois, mais tarde em As Relíquias da Morte, dessa vez sobre o próprio Dumbledore.