Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/A Ordem da Fênix/Capítulo 8

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Capítulo 8
A Audiência[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Ao entrar na sala onde a audiência aconteceria, Harry reconheceu que era a mesma corte onde os Comensais da Morte foram julgados; o lugar que ele vira no livro quatro, na Penseira de Dumbledore. Cornelius Fudge está presidindo a audiência no Wizengamot (a mais alta corte dos bruxos); Harry fica um tanto surpreso ao ver que Percy Weasley é o escrivão. Dumbledore entra subitamente na sala, e vários membros demonstram desconforto. Ele anuncia a si mesmo, como testemunha da defesa. Fudge começa as perguntas, dando a Harry muito pouco tempo para responder completamente.

Frustrado, Harry exclama, “Eu fiz por causa dos dementadores!” O Wizengamot parece espantado, Amelia Bones pergunta a ele mais, a respeito da presença dos dementadores. Dumbledore chega à frente avisando que eles têm uma testemunha ocular, Arabella Figg. Chamada a depor, ela parece especialmente tímida e assustada e começa seu depoimento como se tivesse decorado as palavras. Há dúvidas se Abortos podem ver os dementadores, mas Mrs. Figg os descreve acuradamente. Depois do depoimento de Mrs. Figg, Fudge tenta recuperar a disposição da corte, insistindo em que as ações de Harry tiveram muito pouco a ver com a presença dos dementadores. Uns poucos membros da corte ajudam Fudge, especialmente Dolores Umbridge que, é claro, permanece convencida da culpa de Harry. Dumbledore afirma que Harry não feriu nenhuma lei, uma vez que estava protegendo a si próprio e a Dudley de um perigo que ameaçava suas vidas, assim como está escrito no Decreto das Possiveis Restrições ao Uso da Magia por Menores de Idade. Fudge logo começa a levantar outras circunstâncias em que Harry quebrou o Decreto, mas Dumbledore anula uma da cada vez. O Conselho vota, e Harry é considerado livre de qualquer culpa, para o aborrecimento de Fudge. Harry se vira para agradecer a Dumbledore, apenas para descobrir que o diretor já tinha saído da corte.


Análise[editar | editar código-fonte]

O fato de Harry ser submetido a uma plena audiência à frente do Wizengamot completo, simplesmente por estar envolvido em magia de menor de idade, indica que alguém na burocracia, quase com certeza, Fudge, está tentando eliminá-lo. A troca repentina da hora e do local da audiência, sem aviso anterior é outra tática suja do Ministério da Magia, para desacreditar Harry, e também para evitar que Dumbledore testemunhasse. Por sorte, todo esse esquema falhou. A tentativa de evitar que Harry desse uma explicação completa sobre os acontecimentos que ocorreram na Rua dos Alfeneiros, deixa óbvio que Fudge está tentando forçar o Wizengamot a votar contra Harry. Mais do que qualquer outra coisa que aconteceu antes, isso, mostra que Fudge vai fazer o que for necessário para invalidar as afirmações de Dumbledore e de Harry com respeito à volta de Voldemort, inclusive afastar Harry do mundo mágico.

O fato da audiência ser mudada para a mesma corte onde os Comensais da Morte foram julgados e condenados, é significativo; uma tentativa óbvia de implantar nas mentes dos membros do Wizengamot, que Harry é igualmente culpado de crimes igualmente sérios. A intervenção de Dumbledore salva Harry, embora sua partida abrupta, sem falar com ele, é estranha, e também deixa Harry chateado, afinal ele já estava se sentindo abandonado.

O testemunho de Mrs. Figg também foi crucial, embora, como ela é um Aborto, o Wizengamot provavelmente suspeitou que não seria comum ela ver os dementadores, e que ela tivesse sido preparada para dar o testemunho. Mrs. Figg, no entanto, identificou os dementadores enquanto falava com Harry, antes que ele os mencionasse, e antes que Mundungus Fletcher retornasse. Contra esse fato, a autora afirmou numa entrevista que Mrs. Figg não podia ver os dementadores. Presumivelmente, Mrs. Figg embora não pudesse ver os dementadores, sabia dos seus efeitos, e saberia que eles estavam presentes, ao reconhecer seus efeitos emocionais sobre ela e talvez sobre Dudley.

Dumbledore, como vimos no final do quarto livro, suspeita que tanto os dementadores como os gigantes, irão se alinhar à Voldemort, e deve ter explicado à Mrs. Figg sobre os efeitos. Também, tendo crescido no mundo mágico, ela talvez já soubesse de sua aparência e de seus efeitos.


Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. Um Aborto pode de fato ver dementadores? Se não, como e por que Mrs. Figg pode dar um testemunho tão convincente?
  2. Por que Fudge quer que Harry seja culpado, mesmo ele não sendo?


Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. Por que Dumbledore evita olhar para ou falar com Harry?
  2. Por que a audiência de Harry foi feita na mesma corte onde os Comensais da Morte foram julgados e condenados?
  3. Por que todo o Wizengamot está presente por causa de uma audiência sobre um simples caso de uso de magia por um menor de idade? Como Fudge terá convencido todo o Wizengamot por um caso tão simples?
  4. Compare o comportamento de Dolores Umbridge e de Fudge com o de Amelia Bones. Cada um dos lados se comporta de acordo? Se sim, qual lado? Como? Rowling pode ter escrito uma mensagem sobre a justiça para ser compreendida nas entrelinhas?


Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Harry ficou aborrecido porque Dumbledore não entrou em contato com ele durante todo verão e mesmo quando ele esteve no quartel general. Ele ficou especialmente infeliz quando Dumbledore foi embora do quartel general, na noite antes da audiência sem sequer visitar Harry. Agora, Dumbledore chega, defende Harry com sucesso, e logo parte rapidamente sem uma palavra, sem nem mesmo um olhar. Isso, vamos saber, é uma decisão deliberada de Dumbledore durante o ano todo. Sabendo que Harry, ocasionalmente percebe o que acontece dentro da mente de Voldemort, Dumbledore conclui que, se e quando, Voldemort perceber que essa conexão existe ele vai usá-la contra Harry e seus amigos. Dumbledore tenta criar um escudo para proteger Harry e a si mesmo, mantendo um relacionamento no nível diretor e aluno. Harry, sem saber do motivo racional por trás desse comportamento, ficará confuso e ressentido, e vai retaliar (ainda que não saiba que é uma retaliação), guardando para si informações importantes.

Aqui, nós vemos uma curiosa, mas possivelmente intencional, estranheza do sistema de justiça dos bruxos. Ao invés de ter representantes da acusação e defesa, frente a um grupo neutro, as testemunhas da defesa são questionadas diretamente pelo chefe nominal do Wizengamot, e pelos membros do Wizengamot, que conversam entre si e votam pela culpa ou inocência do grupo da defesa. Isso combina com a visão do Wizengamot que a Penseira de Dumbledore nos mostrou antes. Isso pode levar a abusos da justiça, quando a acusação é geralmente mais bem preparada do que a defesa, especialmente se o réu tiver acabado de ser libertado de Azkaban e o promotor for um membro do mesmo grupo de juízes. A sorte de Harry nisso tudo parece ter sido que, enquanto Fudge é aparentemente o chefe oficial do Wizengamot, o líder atual parece ser Amelia Bones, que, talvez, inspirada pela presença de Dumbledore, está mais interessada na justiça do que em se alinhar com o grupo do Ministério.

Devemos notar que a simplificação do sistema judiciário, parece fazer com que o drama do julgamento fique mais palatável para um livro infantil. Além disso, a vitória de Harry sobre a corte fica muito mais doce quanto mais as coisas ficam dificeís contra ele.

Devemos notar que, talvez, que a origem dos dementadores, nessa altura será uma surpresa. Acontece que, a própria Umbridge mandou os dementadores, porque “alguém precisava fazer alguma coisa”. Não temos mais nenhuma explicação, como porque alguma cois tinha que ser feita, ou porque dementadores poderiam ser considerados o meio de fazer alguma coisa.

Como foi mencionado na Análise, Dumbledore certamente preparou Mrs. Figg sobre a possibilidade dos dementadores, mas é quase certo que ele esperaria que Voldemort os tivesse mandado, não alguém associado ao Ministério.


Conexões[editar | editar código-fonte]

  • Fudge se refere a duas outras ocasiões em que Harry usou magia não autorizada: uma vez, três anos antes quando usou um feitiço hover, e Dumbledore diz que foi Dobby e que ele pode testemunhar; outra quando inflou tia Marge Dursley, e nesse ponto, Dumbledore agradece a Fudge por ter perdoado Harry, pessoalmente.
  • A sala onde Harry é julgado, é uma das que ele já havia visto na Penseira de Dumbledore no ano anterior. Harry vai vê-la novamente no último livro quando ele precisa resgatar Hermione da Comissão de Registro dos Nascidos Trouxas.