Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/A Ordem da Fênix/Capítulo 7

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Capítulo 7
O Ministério da Magia[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Harry acorda cedo naquela manhã, nervoso demais para tomar café da manhã. Ele e Mr. Weasley partem para o Ministério da Magia usando “transportes não mágicos”, porque Mr. Weasley acredita que podem causar melhor impressão.

Logo que chegam, Mr. Weasley e Harry entram numa cabine de telefone quebrada e são transportados underground. Eles entram num amplo, átrio muito iluminado com uma grande fonte, em cujo centro podem ver um bruxo e uma bruxa, rodeados de várias criaturas mágicas, com expressões servis. Harry passa pelo detetor de segurança, depois segue Mr. Weasley para o elevador. Harry observa que as janelas, embora estejam sob a terra (underground) mostrem a luz do sol através delas. Mr. Weasley explica que elas são controladas pela Manutenção Mágica, que, além de outras funções de manutenção no Ministério, determinam o aparente efeito do tempo.

Passando pelos escritórios dos Aurores, Harry vê que há muitas fotos de Sirius Black coladas, além de outras. Kingsley Shacklebolt se aproxima, agindo como se ele e Mr. Weasley não se dessem bem. Logo que chegam ao escritório extremamente pequeno de Mr. Weasley, Perkins, um colega, entra correndo. O local e hora da audiência foram mudados, portanto Harry está atrasado. O novo local é no porão, mas como o elevador não vai até lá embaixo, Harry e Mr. Weasley correm pela escada abaixo. Chegando na porta do tribunal, Mr. Weasley para; Harry deve enfrentar a audiência sozinho.


Análise[editar | editar código-fonte]

Essa é a primeira visita de Harry ao Ministério da Magia. Até então ele havia tido pouca exposição à sociedade mágica adulta, exceto por Hogwarts, e pequenas viagens ao Beco Diagonal e à Hogsmeade, sempre supervisionadas. O Ministério da Magia é a porta de entrada da comunidade mágica na Grã Bretanha, e governa praticamente todas as suas atividades. Infelizmente, a primeira visita de Harry é bastante desagradável.

A Fonte dos Irmãos Mágicos no átrio do Ministério é especialmente digna de atenção, uma vez que representa o fato do poder do Ministério ser exercido apenas por bruxos, sendo que todos os outros seres mágicos estão sob seu domínio. Harry observa as expressões doces e subservientes que podem ser vistas em todas as raças mágicas esculpidas, exceto nos elfos domésticos.

O tamanho do escritório de Arthur Weasley mostra bem a opinião sobre a pouca utilidade de sua divisão. Arthur, como vimos antes, está na Divisão do Mau Uso de Objetos Trouxas. Aqui nós vemos que só existe ele nessa divisão, com apenas um assistente, e trabalhando num espaço superlotado de papéis, e que foi anteriormente um armário de vassouras. Aparentemente ele também é chamado para ajudar a limpar objetos de Artes das Trevas, como foi mencionado no livro dois, o que indica que o Ministério precisa de suas habilidades como bruxo, acima do desejo de dispensar seu trabalho. É uma espécie de revelação para nós, que a opinião de Lucius Malfoy, a respeito do trabalho de Arthur, é grandemente partilhada pelo Ministério.

A mudança repentina da hora e do local da audiência, é uma evidente armação de certos juízes para evitar que Harry testemunhe e o julguem culpado em sua ausência. Harry tenha ou não violado a lei, o Ministério parece decidido em evitar que ele continue a afirmar que Lord Voldemort voltou, e vai usar de qualquer meio para censurá-lo e afastá-lo do mundo mágico.

Se os Comensais da Morte de Voldemort estão por trás disso ou se os juízes são apenas corruptos e/ ou incapazes, que se recusam a acreditar que Voldemort retornou, ou preferem que a população em geral, permaneça ignorante sobre os reais acontecimentos, ainda não está claro. A autora fala sobre o Ministério da Magia e faz alusão aos seus motivos, reforçando o que já foi dito. Hermione disse a Harry que o Profeta Diário está tornando Harry e Dumbledore motivo de zombaria, de modo a poderem fazer seus avisos sobre Voldemort, caírem no esquecimento. Isso tem pouco impacto sobre os leitores, porque não acontece diretamente do ponto de vista do personagem (Harry); essa é uma violação deliberada do “mostre, não conte” que é uma regra da escrita. A autora escolheu demorar a mostrar completamente o tratamento do Ministério a respeito de Harry e Dumbledore, inicialmente revelada no inicio do livro, quando Harry chega ao quartel general. Com a audiência repentinamente mudada, percebemos que na verdade, existe um sentimento ruim, contra Harry, e que algumas maquinações dentro do Ministério podem estar se desenrolando para se ver livre dele de modo permanente.

O encontro entre Kingsley Shacklebolt e Arthur Weasley é usado para mostrar algo, que já havíamos ouvido falar. Hermione, Ron e os gêmeos, haviam nos contado antes, que Percy tinha se mudado para Londres e cortado o contato com sua família, por causa da ligação com Dumbledore, ou com aqueles que, concordam publicamente com ele, como Arthur, e estão em risco de perder seus empregos no Ministério. Nesse capítulo vemos que Shacklebolt e Arthur estão fingindo ter um aborrecimento entre os departamentos, isto para esconder sua amizade. Isso está ocorrendo para preservar o status de Shacklebolt no Ministério, como um Auror simpático à Dumbledore ele não poderia manter seu emprego no atual clima do Ministério.

Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. Por que a hora e o lugar da audiência de Harry foi mudada tão repentinamente?
  2. Por que Mr. Weasley não pode assistir à audiência?

Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. Como a Fonte dos Irmãos Mágicos pode representar tanto um quadro acurado como um pouco acurado do mundo mágico?
  2. Por que Harry pensa que a expressão dos elfos domésticos na estátua, é a única acurada?
  3. Qual é o significado de fazer uma audiência completa por usar magia sendo menor de idade, nessa corte específica (Corte 10)?
  4. Essa é a primeira visita de Harry ao Ministério da Magia. Sabemos sobre sua burocracia, é claro, e agora sobre a recusa de encarar os fatos (o Ministério nega a existência de Voldemort), mas entrando no Ministério nós - e Harry- vemos alguma corrupção lá dentro. O que essa visão nos mostra do Ministério da Magia? Podemos de fato confiar neles ainda? Alguma vez, pudemos? Explique.


Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Se a campanha para denegrir as imagens de Harry e de Dumbledore, está sendo dirigida por Voldemort, ou simplesmente se o Ministério está seguindo as ordens de Fudge, enquanto ele briga para manter o poder, nunca fica completamente resolvida. No entanto, a luta de Fudge para ficar no controle, com certeza explica porque Harry e Dumbledore são constantemente desacreditados. Quando Fudge é afastado e o cargo é ocupado por Rufus Scrimgeour, Harry é subitamente elevado à posição de “O Escolhido”, o único bruxo que pode derrotar Voldemort; isso sugere realmente que a campanha anti-Harry era puramente inspirada em Fudge.

Aqui, Harry aprende onde fica a Entrada de Visitantes do Ministério e como acessar o Átrio principal. Essa informação , mais a disposição geral que ele observa durante sua visita, vai se mostrar vital no final do livro, quando Harry, nervoso tenta resgatar Sirius Black ali. A informação sobre o disposição do Ministério será útil também no último livro, quando o Trio se infiltra no Ministério a procura de um Horcrux.

A Fonte dos Irmãos Mágicos, demonstra com um realismo inquietante, como o Ministério espera que as raças mágicas não humanas vejam os bruxos. Embora nunca definido oficialmente, a política do Ministério sempre tratou a maioria das raças mágicas, como cidadãos de segunda classe, enquanto outras praticamente como nulidades. Essa fonte será destruída no final desse livro; Harry vai novamente entrar no Ministério no último livro, e nessa ocasião vamos ver o que há no local. A estátua mostrando uma família bruxa sentada em tronos feitos de Trouxas atormentados, vai demonstrar a atual política do novo Ministério controlado por Comensais da Morte. Claramente, as estátuas no Ministério são usadas pela autora como forma de demonstrar a política que guia o Ministério a cada visita. Não sabemos que forma essa estátua toma quando Scrimgeour é o Ministro da Magia.


Conexões[editar | editar código-fonte]

  • Ouvimos falar sobre os “ Inomináveis!” como empregados do Ministério que trabalhavam no Departamento de Mistérios no quarto livro; nesse capítulo ouvimos mais sobre eles. O Departamento de Mistérios vai ter uma grande parte mais tarde nesse livro.
  • A disposição física do Ministério, e o uso da entrada para visitantes, são coisas que Harry aprende nesse capitulo, e serão usados por ele no clímax do livro, e a disposição também será útil no último livro quando o Trio se infiltra no Ministério.