Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/A Ordem da Fênix/Capítulo 34

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Capítulo 34
O Departamento de Mistérios[editar | editar código-fonte]

spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.


Sinopse[editar | editar código-fonte]

Harry, Neville e Luna rapidamente montam nos Thestrals. Hermione, Ron e Ginny têm dificuldades de encontrar os deles, até que Luna desmonta e os ajuda. Harry pede ao seu Thestral para levá-los até a Entrada do Ministério da Magia em Londres, e os Thestrals levantam vôo. Ao chegar ao Ministério da Magia, Ron jura que nunca mais vai voar num Thestral novamente. O grupo se aperta dentro da cabine telefonica que é a entrada para visitantes, e Ron disca o número do Ministério. Eles descem até o atrio e encontram a recepção deserta, não havia sequer um bruxo de plantão. Harry vê isso como uma indicação de que Voldemort já passou pelo atrio, com seu usual casual desrespeito pela vida humana, e seus reforços que ele acredita que já estejam aqui. Harry e os outros entram num elevador e descem até o nível mais baixo; o Departamento de Mistérios.

De seus sonhos, Harry reconhece o corredor e sabe em que porta entrar. Lá dentro tem uma camara grande, circular, com doze portas. Harry está na dúvida de qual porta escolher, mais ainda porque, cada porta que fecha atrás deles, as paredes da sala rodam rapidamente. Quando as portas ficam paradas novamente, eles abrem a primeira; mas a sala não parece a do sonho de Harry. Ela contém um grande tanque com cérebros flutuantes. Voltando para trás, Hermione marca (flagrate) a porta com sua varinha, de modo que eles sabem que já olharam ali. A próxima sala é um enorme anfiteatro. Num palco alto, no centro existe um arco de pedra antiga, um véu esfarrapado flutuava na entrada. Parado próximo ao véu, Harry tem a estranha sensação de que há alguém do outro lado. Hermione assustada, chama Harry de volta à sala circular. A porta seguinte se recusa a abrir; Harry enfia a faca de Sirius que abrirá “qualquer porta”, mas a lâmina se desmancha e a porta continua fechada. Na próxima porta, Harry reconhece o brilho, a luz cintilante de seus sonhos. Lá dentro um vidro de cristal em forma de sino, contendo um belo beija-flor que quebrava um pequenino ovo, flutuava até o alto, caia para dentro do ovo, depois quebrava o ovo novamente. Passando por essa sala, eles alcançam uma imensa câmara contendo estantes cheias de pequenas esferas de vidro que Harry reconhece de seu sonho. Não encontrando nenhum traço de Sirius, Harry considera voltar para Hogwarts quando Ron vê uma esfera etiquetada


"S.P.T. para A.P.W.B.D. Lorde das Trevas e (?) Harry Potter"

Quando Harry estende a mão para ela, Hermione o avisa que pode ser perigoso, mas nada acontece quando ele a agarra. A despeito da sala fria, a esfera parece quente na mão de Harry.

Uma voz vinda do fundo quebra o silêncio: “Muito bem, Potter. Agora se vire, muito devagarzinho, e me entregue isso.”


Análise[editar | editar código-fonte]

Harry está tão focado em resgatar seu padrinho, que ele se atirou para o desconhecido sem sequer um plano, ignorando os riscos para si mesmo e para seus amigos, e sem confirmar se Sirius estava, de fato, em perigo. Ele recusa os avisos de Hermione, que seu sonho pode ser uma falsa visão, ao invés disso, se apegou apenas à sua intuição, alimentada por intensa emoção e o desejo de proteger Sirius. Quando está sob pressão, Harry em geral se torna surdo aos avisos dos outros e age de acordo com suas emoções ao invés de pela lógica, pensando de modo linear e apenas numa coisa, embora suas intenções sejam normalmente nobres.

Suas tentativas de dissuadir os outros de acompanhá-lo foram fúteis, eles se recusam a ficar para trás, embora suspeitem que Harry está seguindo por uma rota fatal e imprudente. Infelizmente eles estão corretos, e o comportamento de Harry teimoso e previsível o levou, e aos outros diretamente para dentro do que pode ser uma armadilha fatal. Ligado a isso, notamos que foi Luna e não Harry quem desmontou para ajudar Ron, Hermione e Ginny a montar nos Thestrals; isso mostra como Harry estava impaciente para partir.

Os leitores provavelmente podem adivinhar que as iniciais S.P.T. e A.P.W.B.D. inscritas na esfera são Sybill Patricia Trelawney e Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore.

É interessante notar o lindo beija-flor que continuamente quebra o ovo e retorna para ele. Isso é claramente similar à Fênix, o pássaro mítico que continuamente morre ardendo em chamas, depois ressurge de suas próprias cinzas. Nesse contexto, no entanto, isso parece ser um indicador de um dos grandes Mistérios, o mistério do tempo.


Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. Por que Ron está preocupado em voar nos Thestrals?
  2. Por que o Departamento de Mistérios foi tão fácil de acessar para Harry e os outros?


Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. O que são as Esferas?
  2. Hermione estava certa em ficar preocupada por Harry tocar uma Esfera, ainda que ela tenha seu nome nela? O que poderia ter acontecido?
  3. Por que Harry experimenta uma sensação estranha ao ficar de pé próximo do arco com o véu? O que poderia ter acontecido se Harry tivesse passado através dele?
  4. Por que Ron, Hermione e os outros, insistem em ir com Harry ainda que eles acreditem que pode ser uma armadilha? O que isso mostra sobre o caráter deles?


Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Embora isso nunca tenha sido dado como certo, a reação de Luna ao véu na pedra, no anfiteatro, assim como Harry, nos leva a acreditar que eles estão ouvindo vozes daqueles que já morreram. Essa sala parece fisicamente com o modo de falar dos Trouxas: quando dizemos que uma pessoa passou “através do Véu”, significa que a pessoa morreu. Essa sala e seu Véu físico, seria uma forma de falar feita realidade. Essa interpretação é reforçada mais tarde por Sirius passando fisicamente através dessa cortina esfarrapada e desaparecendo, e por Luna dizendo a Harry, que as vozes que ele ouviu na entrada do arco pertenciam aos mortos, esperando Harry para se juntar a eles.

Embora isso ainda não tenha sido revelado, as Esferas são, na verdade, as gravações das Profecias, extraídas por aqueles que viram a profecia original, mais ou menos da mesma maneira que as lembranças podem ser extraídas e colocadas na Penseira. O que Voldemort tem estado procurando, que mais cedo foi identificado como uma “arma” é de fato, essa Profecia. Vamos saber que ele ouviu apenas metade dela, e acredita que na outra metade talvez tenha a informação que ele acredita, será importante para derrotar Harry e completar sua conquista do mundo dos bruxos.

Isso sendo o Departamento de Mistérios, podemos esperar que onze das doze portas do salão circular levam a uma área devotada ao estudo de um Mistério, a décima segunda deve ser o caminho de volta ao atrio. Esse parece ser o caso; em cada uma vemos os mistérios do Pensamento ou Consciência, Morte e (pulando a porta trancada) Tempo. Parece ter lógica que as Profecias sejam associadas com o mistério do Tempo, uma vez que elas violam nossa compreensão do Tempo sendo unidirecional. Mais tarde, em outra sala, um planetário gigante, obviamente dedicado ao mistério do Universo Físico; Dumbledore vai contar a Harry sobre o departamento cuja porta está sempre trancada por causa do grande poder do mistério lá dentro, chamado o mistério do Amor.

Também faz sentido que os vários Mistérios sejam interconectados. Mais tarde vamos ver que, deixando o anfiteatro, Harry vai correr até a sala dos cérebros; é óbvio, em retrospecto, que o mistério da Consciência e o mistério da Morte estão ligados.

Isso, incidentalmente, é uma ilustração da Doutrina das Assinaturas, a crença que a função é a mesma que a aparência: isso é, uma planta que cresce com o formato de um coração deve ter efeitos benéficos sobre o coração das pessoas. A Doutrina das Assinaturas era o cerne de uma grande parte da “magia” medieval; não sabemos se ela é importante no mundo mágico, embora ela fosse importante nos tempos antigos. Se a Doutrina das Assinaturas foi considerada no design do Departamento de Mistérios, imaginamos que os bruxos estudando os Mistérios seriam interessados em manter conexões entre as salas devotadas a eles.


Conexões[editar | editar código-fonte]

  • A pequena Esfera que Harry tira da estante aqui, é a gravação da profecia que comanda a maior parte da série, será destruída no próximo capitulo. Dumbledore aludiu à sua existência no primeiro livro, e na verdade vai revelá-la mais tarde nesse livro. Essa é a primeira das duas profecias verdadeiras que a Professora Trelawney fez, de acordo com Dumbledore dois anos antes. Vamos rever essa profecia e os eventos que envolvem sua revelação no próximo livro.
  • Sirius vai cair através do Véu no próximo capitulo, e Luna vai falar com Harry sobre isso mais tarde nesse livro. Embora a sala do Véu não mais apareça em nossa história, a ideia associada, da morte ser uma “mudança” ao invés de um ponto final, permeia muito da história através dos sete livros. Ela é mais claramente mostrada por Dumbledore no livro final.