Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/A Ordem da Fênix/Capítulo 22

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


Capítulo 22
Hospital St. Mungus Para Doenças e Acidentes Mágicos [editar | editar código-fonte]

spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.


Sinopse[editar | editar código-fonte]

A Professora McGonagall acompanha Harry e Ron até o escritório do Diretor. São ouvidas muitas vozes lá dentro, mas se faz silencio quando McGonagall bate à porta. Lá dentro, Dumbledore está sozinho. Ele continua a evitar olhar para Harry enquanto o interroga, deixando-o envergonhado. Harry diz que o sonho, foi sob seu ponto de vista, como se ele fosse a cobra, e afirma que Mr. Weasley está seriamente ferido. Dumbledore imediatamente, envia dois quadros de antigos diretores, Everard e Dilys, até seus outros retratos à procura de Mr. Weasley. Dumbledore também despacha Fawkes para avisar a Mrs. Weasley, embora seu relógio mágico talvez já a tenha avisado do perigo. Dumbledore coloca em movimento uma máquina de prata de sua escrivaninha; ela emite uma fumaça que forma uma cobra. Dumbledore diz, “Naturalmente. Mas em essencia divididos?” A fumaça se divide em duas cobras. O retrato de Everard retorna, contando que Mr. Weasley foi encontrado muito ferido e foi levado para o St. Mungo. Dumbledore envia a Professora McGonagall para chamar os outros Weasley.


Dumbledore cria um Portal e depois chama o quadro de Phineas Nigellus Black, que resmungando aceita levar uma mensagem para Sirius em Grimmauld Place, avisando que os filhos dos Weasleys e Harry logo vão chegar. Fred, George e Ginny chegam com a Professora McGonagall. Fawkes avisa que Umbridge está a caminho, e McGonagall sai para afastá-la. Quando ativa a Chave de Portal, Dumbledore olha direto para Harry pela primeira vez. Uma dor intensa na cicatriz e um ódio insuportável fazem Harry querer atacar Dumbledore.

Chegando em Grimmauld Place, Harry ouve Monstro resmungando calúnias para os colegas sobre traidores do sangue. Sirius ordena que ele saia. Harry conta para os Weasleys e Sirius sobre sua visão, embora evite contar que ele era a cobra. Os gêmeos pedem para ir ao hospital, mas Sirius diz que não, explicando que a Ordem quer manter as visões de Harry em segredo. Harry fica imaginando porque sentiu tamanho ódio por Dumbledore, e porque ele parecia ter presas.

Molly Weasley avisa que Mr. Weasley está seriamente ferido, mas está vivo. Ela chega tarde e, para alivio de todos, traz novidades, que Mr. Weasley vai se recuperar dos ferimentos, e expressa sua profunda gratidão a Harry por salvar a vida de seu marido. Em particular, Harry confessa para Sirius que ele parecia ser a cobra, e sobre a raiva intensa e ódio que sentiu de Dumbledore. Sirius fala que ele não se preocupe. Mais tarde, Harry não consegue dormir, com medo de virar cobra e atacar Ron.

O grupo decide ficar em Grimmauld Place para o Natal, para ficar mais perto do hospital. No dia seguinte, Tonks e Olho-Tonto Moody escoltam todo mundo até St. Mungo. Mr. e Mrs. Weasley, Tonks e Moody tiveram uma discussão particular (ou assim eles pensam) com relação aos acontecimentos da noite anterior. Usando as Orelhas Descartáveis de Fred e George para bisbilhotar, Harry e os Weasleys escutam Moody dizendo que Harry estava vendo dentro da mente de Voldemort e Harry fica imaginando se ele está sendo possuído por Voldemort.


Análise[editar | editar código-fonte]

Podemos imaginar que as vozes ouvidas no escritório de Dumbledore era dos quadros dos diretores antigos, confabulando com Dumbledore. Eles são muito mais do que meros “faladores”. Ao mesmo tempo que eles aconselham o atual diretor, eles também agem como um sistema de vigilancia e comunicação, capazes de viajar até seus outros quadros dentro do mundo mágico, levar mensagens, reportar novidades e ocasionalmente agir como espiões. O escritório do diretor de Hogwarts é potencialmente mais bem informado do que até mesmo o Ministro da Magia, com relação a acontecimentos através do mundo mágico.

Agora, podemos suspeitar que há alguma forma de conexão mente a-mente entre Voldemort e Harry. Isso é confirmado quando Harry conta que pode ver tudo o que aconteceu no Departamentos de Mistérios através do ponto de vista de Voldemort (ou da cobra) e sentir suas emoções. O pequeno instrumento que Dumbledore consulta emite uma fumaça em forma de serpente, que se separa em duas quando questionada. Seu significado, embora não explicado por completo no livro, pode ser interpretado de diversas formas. Através da forma, imaginamos que isso está ligado de alguma forma à cobra que atacou Arthur Weasley. O fato de se dividir em duas, representam a cobra e Voldemort, e a cobra de um lado e Harry do outro. No último caso, se divide em duas imagens que podem indicar que Harry e Voldemort continuam separados, significando que Harry não foi possuído por Voldemort. Seja qual for o significado, parece que há alguma conexão mental entre os dois, e quando Harry faz contato visual com Dumbledore, a fúria e o ódio que ele sentiu eram certamente de Voldemort. Harry está mais estressado do que nunca, sem conseguir entender o que acontece com ele, e zangado porque Dumbledore está, deliberadamente escondendo informações. Com certeza, o leitor já compreendeu que a porta que aparece nos constantes pesadelos de Harry, é aquela que Mr. Weasley está aparentemente guardando. O leitor pode imaginar se aquela é a mesma porta que Sturgis Podmore foi preso, tentando arrombar.


Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. De quem são as vozes que Harry ouve dentro do escritório de Dumbledore, uma vez que o diretor está sozinho? Por que Dumbledore está falando com eles?
  2. Por que McGonagall é enviada para parar Umbridge?
  3. Por que os filhos dos Weasleys não puderam visitar o pai no hospital imediatamente?
  4. O que Moody fala sobre Harry? O que faz com que ele acredite nisso?


Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. Onde Mr. Weasley estava quando foi atacado, e o que ele estava fazendo?
  2. Por que Harry sente fúria e ódio quando olha para Dumbledore?
  3. Qual pode ser o significado da fumaça que sai do instrumento de Dumbledore, formando uma cobra e se dividindo em duas?
  4. Por que Harry está relutante em contar para os outros Weasleys, o que ele na verdade sentiu quando assistiu ao ataque sobre Arthur Weasley?
  5. Por que Monstro não responde quando Sirius o chama? É possível que ele tenha saído de casa, mesmo que ele precisasse da permissão de seu mestre? Como ele pode ter feito isso, e aonde ele pode ter ido?


Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.


Embora Harry, aparentemente, ainda não tenha percebido, Dumbledore está bastante certo de que existe uma ligação entre as mentes de Voldemort e de Harry, e isso ocorreu desde a reanimação de Voldemort. Ele provavelmente baseia suas conclusões nos sonhos de Harry envolvendo Voldemort no quarto livro, capitulos 01 e 29, durante o ano escolar anterior. Embora ele ainda não saiba que Harry anda sonhando com corredores. Dumbledore imagina que, Voldemort recuperando seu corpo pode ter fortalecido o link, e que Voldemort logo vai descobrir a existencia dele. Reconhecendo que o Lord das Trevas poderia usar essa ligação para espionar Harry e ao próprio Dumbledore, ele está distante e indiferente com relação a Harry desde o ano escolar anterior, esperando assim esconder que eles tem uma ligação muito maior do que entre diretor e aluno. Harry que nada sabe sobre isso, está sofrendo por causa do aparente desinteresse de Dumbledore.

A experiencia de Harry, até então, sugere que esse link entre a sua mente e a de Voldemort acontece quando Voldemort está sentindo uma forte emoção, ou quando Harry está quase dormindo. Podemos deduzir que o inverso é verdadeiro: Voldemort ainda não sabe desse link porque Harry não tem sentido fortes emoções algumas vezes, quando Voldemort é capaz de perceber. Isso muda nesse capítulo: o medo de Harry e a preocupação são emoções fortes o suficiente para que Voldemort possa perceber o que Harry está experimentando, e influenciar de alguma forma. É por isso, que quando Dumbledore olha diretamente para Harry, o rapaz sente repentinamente a necessidade de Voldemort de enterrar suas presas nele.

Talvez seja bom notar que o impulso de Voldemort tenha sido exatamente como uma cobra, porque Voldemort tenha estado na mente de Nagini, preparando-a para atacar Mr. Weasley. Também é importante notar que é nesse ponto que Voldemort se torna consciente desse link. Embora ainda não seja útil para Voldemort, ele vai explorá-lo logo, logo.

Como foi visto antes, a porta que Arthur Weasley estava guardando era, de fato, aquela que tem aparecido constantemente nos sonhos recorrentes de Harry, e Harry logo vai reconhecer o corredor como sendo aquele, que no Ministério, leva ao Departamento de Mistérios. Como a ação principal desse livro envolve o desejo de Voldemort de recuperar algo dessa parte do Ministério, podemos imaginar que Podmore estava guardando a tal porta. Os leitores podem suspeitar,a partir de várias outras pistas, que Podmore tenha sido posto sob a Maldição Imperius e tentou arrombar a porta sob essa influencia. Por que Podmore foi pego, e Harry não, quando ele invade, não sabemos.

Com relação ao comentário de Dumbledore “divididos em essência”, J.K. Rowling explicou seu significado, durante um chat online em a fan site logo depois que o último livro foi publicado. Rowling diz, “Dumbledore suspeitou que a essência da cobra estava dividida – que ela continha parte da alma de Voldemort, e por isso, ele foi muito hábil em fazer esse lance. Isso também explica porque Harry, o último e não intencional Horcrux, podia ver tão claramente através dos olhos da cobra, assim como ele via através dos olhos de Voldemort. Ali, Dumbledore estava pensando alto, chegando próximo da verdade com o auxílio da Penseira.”

Sirius sem querer ordenou a Monstro que saísse. Monstro aproveitou isso como se fosse uma permissão para sair da casa, e ele foi visitar o único membro vivo da família Black que ele respeita: Narcissa Malfoy. Embora ele não possa dizer a Narcissa sobre a Ordem da Fênix, ou qualquer outra coisa que Sirius tenha proibido expressamente, ele conta a Narcissa, e através dela, a Voldemort, que Sirius e Harry tem um relacionamento muito carinhoso.


Harry ainda está preocupado que possa estar sendo possuído por Voldemort, e também aflito por ter sido fisicamente transformado numa cobra e transportado até Londres para atacar Mr. Weasley. Ron assegura a ele que não se preocupe com a última parte, dizendo que ele ainda estava na cama e com certeza não era uma cobra durante a visão. Harry continua cético, e o comentário de Moody no St. Mungo parece ser uma confirmação: Harry agora acredita que Voldemort possa estar usando ele como espião. Isso acaba resultando em Harry decidindo deixar Grimmauld Place, uma partida que foi antecipada pela mensagem de Dumbledore, retransmitida sarcasticamente por Phineas Nigellus.


Conexões[editar | editar código-fonte]

  • Essa é a primeira vez que vimos os quadros dos diretores e a habilidade que eles têm, de viajar para outros quadros deles, fora de Hogwarts. Já vimos que os personagens dos quadros em Hogwarts podem viajar de um quadro para outro dentro da escola, mas até aqui parecia que os personagens dos quadros só podiam ir para quadros próximos. Nós veremos a habilidade dos personagens dos quadros de viajar para quadros em lugares remotos usada aqui e em outros livros futuros.
  • Nós vimos no primeiro capitulo do primeiro livro, Dumbledore usar o apagueiro, e essa foi a única vez que nós o vimos usar um dos instrumentos espalhados pelas mesinhas em seu escritório. A primeira vez em que tomamos conhecimento desses instrumentos foi no segundo livro, quando Harry na lembrança de Tom Riddle visita o escritório do Diretor, que era Armando Dippet e Harry repara a ausencia dos instrumentos. No entanto, vemos esses instrumentos sempre, a cada visita de Harry ao escritório de Dumbledore. Talvez, então, o leitor comece a compreender que Dumbledore está criando esses objetos, incluindo o apagueiro, para propósitos específicos, e que uma das forças de Dumbledore é a habilidade com objetos mecanicos mágicos híbridos.
  • As orelhas extensíveis dos gêmeos, usadas nesse capítulo, já foram mencionadas diversas vezes nesse livro. Veremos que elas serão usadas de novo, no sexto livro e novamente no último livro da saga.