Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/A Ordem da Fênix/Capítulo 18

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Capítulo 18
A Armada de Dumbledore[editar | editar código-fonte]

spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.


Sinopse[editar | editar código-fonte]

Hermione suspeita que Umbridge foi quem causou o ferimento de Hedwig, tentando interceptar a correspondencia de Harry. Ela acha que o interesse de Umbridge nas cartas de Harry é que fizeram Filch tentar confiscar a carta de Harry no Corujal. Angelina avisa que o time da Gryffindor já pode voltar a jogar, os treinos já começam essa noite.

Hermione, apesar de ter sido uma das maiores incentivadoras, já começou a ter dúvidas sobre as aulas particulares de defesa de Harry, talvez porque Sirius apoie. Ela sente que Sirius é imaturo e tenta viver através de Harry. Sua opinião apenas recebe uma resposta furiosa de Harry e de Ron.

O tempo está pavoroso, e Fred e George discutem não ir ao treino de Quadribol usando um dos produtos do kit mata-aulas, mas Angelina conhece bem isso. Ao testar o item mais novo, Fever Fudge, eles ficaram com bolhas de pus em lugares muito privados. Por causa disso e do tempo horrível, o treino durou apenas uma hora. Quando a cicatriz de Harry começa a doer depois do treino, ele conta a Ron que Voldemort está furioso. Alguma coisa que ele quer que seja feita, está demorando demais. Isso é diferente do que aconteceu quando ele estava no escritório de Umbridge; naquela altura Voldemort estava feliz.

Mais tarde nessa noite, Harry adormece sobre seu dever de casa, na Sala Comunal, e tem o sonho familiar sobre o corredor sem janelas. Ele é acordado por Dobby trazendo Hedwig, já curada. Dobby está usando todos os chapéus e meias de tricô, escondidos por Hermione. Os elfos domésticos acham esses objetos insultantes e se recusam a limpar a Torre da Gryffindor por isso. Harry decide não contar para Hermione. Quando Harry menciona que precisa um lugar secreto para reuniões, Dobby conta para ele sobre a Sala Precisa, um lugar que ele usa para levar a Winky para se recuperar da ressaca. Dobby se oferece para mostrar a Harry como convocar a sala, e explica que ela vai aparecer com tudo o que for preciso.

No dia seguinte, Harry avisa que o primeiro encontro será nessa noite. Hermione tem dúvidas, lembrando como outros esquemas de Dobby falharam, mas Harry diz a ela que Dumbledore já havia mencionado essa sala antes. À noite, Harry, Ron e Hermione convocam a sala; ela é perfeita, com almofadas para proteger aqueles que forem estuporados, detetores de artes negras, que Harry acha estavam no escritório do falso Moody, no ano passado, e o mais reconfortante para Hermione, uma biblioteca completa com livros referencia sobre Defesa Contra as Artes das Trevas. Os outros alunos enchem a sala, espantados com a perfeição do espaço, e a primeira aula começa. Harry é escolhido por unanimidade o líder do grupo. Cho Chang sugere chamar o grupo de Associação de Defesa ou AD. Ginny ao ver as iniciais diz que também poderia ser Armada de Dumbledore, e os membros escolhem esse nome para zombar do paranóico Ministro da Magia Cornelius Fudge, que teme que Dumbledore esteja organizando um exército bruxo contra o Ministério. Hermione escreve “Armada de Dumbledore” no alto do pergaminho, com os nomes dos estudantes e o prende na parede.

Harry começa a primeira aula – o feitiço de desarme, embora Zacharias Smith reclame que isso é muito simples. Harry diz que o usou muito bem contra Voldemort, mas Zacharias é livre para sair se assim preferir. O treino anda bem, embora Cho se atrapalhe com o feitiço sempre que Harry está olhando. Harry avaliando a turma fica contente de ver que começou com algo tão simples. A lição termina, e o próximo encontro é na quarta feira, num horário que não atrapalhe o treino do Quadribol.


Análise[editar | editar código-fonte]

As Casas da escola, criaram identidades diversas entre si, na maior parte, rivalidades amigáveis, embora Gryffindor e Slytherin tenham sido, tradicionalmente, mais hostis. Como é muito comum, os grupos mais ou menos díspares, criam alianças contra ameaças externas. Com a exceção da Slytherin, as Casas se uniram contra uma causa comum: se opor à Umbridge e ao Ministério. Enquanto isso, Umbridge demonstra claramente favoritismo para com a Slytherin. Parece que eles não foram deliberadamente excluidos da AD. A chamada para a AD foi feita boca a boca, portanto não houve uma exclusão específica dos Slytherins; acreditamos que os alunos que estavam chamando o pessoal para a AD, simplesmente acharam que os membros da Slytherin que eles conheciam não eram confiáveis. Conforme o poder de Voldemort cresce, essa ligação inicial entre Gryffindor, Ravenclaw e Hufflepuff pode se mostrar significativa, mais tarde.

Também, o nome, “Armada de Dumbledore” (ou AD), que os alunos escolheram para seu grupo secreto, não apenas reflete o desafio e a vontade de se opor a Umbridge e zombar de Fudge, mas reforça a lealdade deles à Dumbledore e Hogwarts. A paranóia constante de Fudge ao insistir que Dumbledore está formando um exército bruxo para tomar o Ministério é ridícula; não há nada, simplesmente, que suporte essa suposição, e grandes evidencias contra isso – soubemos por Hagrid, no primeiro livro, que o cargo de Ministro foi oferecido á Dumbledore, que recusou – isso mostra apenas, como o raciocínio de Fudge está deformado. A Armada de Dumbledore se torna o exemplo extremo de Fudge “criando aquilo que ele teme”.


Fudge suspeitando que um exército está sendo criado, para o que ele não tem provas, é um contraste gritante com suas declarações inflexíveis de que, a despeito de evidencias concretas, Voldemort, Peter Pettigrew estão ainda mortos e Sirius Black é totalmente culpado. Umbridge apoia a posição de Fudge, é claro, embora ela tenha uma agenda diferente.

Quando Dumbledore mencionou a Sala Precisa, que Harry diz para acalmar o medo de Hermione, foi num momento extremamente rápido: no Baile de Inverno, no ano anterior, Dumbledore conversando com Karkaroff mencionou ter descoberto, e logo depois perdido, uma sala cheia de penicos. Assim, Harry, baseado na descrição de Dobby, reconheceu sendo a Sala Precisa, isso foi muito esperto e reflete sua capacidade intelectual e lógica, ainda que Harry pudesse ter entendido melhor a piscadela que Dumbledore deu para ele na ocasião, do que entendeu.

Voltando à Torre da Gryffindor, Harry apenas ouve pela metade a discussão de Ron e Hermione sobre o encontro; ele ainda está pensando em Cho, admitindo que ela ficava nervosa quando ele estava por perto. Harry vê isso tudo como o início do romance com que ele sonhou no ano anterior. No entanto estava tudo ligado à morte de Cedric, pela qual ele se sente parcialmente responsável, e isso deixa Harry inseguro.

O comentário de Dobby sobre a opinião dos elfos domésticos com relação às peças de roupas espalhadas, é bastante revelador. Nos entendemos como os elfos domésticos se sentem sobre seu trabalho e seus mestres; o comentário de Dobby apenas reforça que os elfos domésticos estão completamente devotados em promover o conforto de seus mestres, no caso da escola. Os esforços de Hermione como podemos ver, já teria dado errado, ainda que pudesse funcionar: ela não tem o poder de dar liberdade aos elfos domésticos, porque ela não é mestre deles. Além disso, podemos ver aqui, pelos comentários de Dobby, que eles recusariam liberdade, se lhes fosse oferecida, e ficam ofendidos quando tentam isso através de truques.


Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. Por que Hermione suspeita que foi Umbridge que tentou capturar Hedwig? O que ela pensa sobre Filch?
  2. Por que Hermione pensa duas vezes sobre começar o grupo de defesa? Ela está certa?
  3. O que Harry acha da sua cicatriz estar doendo durante o treino de Quadribol?
  4. Por que os elfos domésticos evitam os presentes de roupas de Hermione? Por que eles acham isso um insulto?
  5. Como Harry fica sabendo sobre a Sala Precisa? O que Hermione acha disso?
  6. Como o grupo de magia defensiva decidiu se chamar? Por que esse nome ficou bem de acordo?
  7. Por que Cho se atrapalha toda quando Harry está olhando?
  8. Por que Harry está contente por ter começado as aulas com um feitiço muito simples?


Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. Podem haver repercussões como resultado do nome que eles escolheram para o grupo? Se a resposta é sim, o que pode ser?
  2. É verdade que Sirius está, como disse Hermione, “vivendo através” de Harry? Se está, como e por que?
  3. O que está por trás da atitude atual de Zacharias Smith, com relação a Harry e a AD? O que pode trazer uma mudança?


Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.


O que Voldemort deseja que seja feito e que não está acontecendo tão rápido quanto ele queria, pode ser tirar a Profecia do Ministério, embora, também possa ser recrutar os dementadores para seu lado, e a fuga de seus parceiros. Seja lá o que for, não fica bem claro, mas parece ser recuperar a Profecia. A evidencia é o sonho recorrente de Harry: o corredor que ele vê, será revelado em breve logo após o Natal, é o hall que leva ao Departamento de Mistérios, onde a Profecia está guardada, e o sonho representa os desejos de Voldemort.

Malfoy foi incumbido de colocar Bode sob a Maldição Imperius, e isso está levando muito tempo para o gosto de Voldemort, isso pode ser um presságio da queda da família no circulo dos Comensais da Morte. Além disso, foi há pouco mais cedo que a cicatriz de Harry pareceu reagir à Umbridge, e agora descobrimos que Voldemort na ocasião estava contente com alguma coisa, pode ser que Voldemort tenha sabido que Bode foi posto sob a Maldição Imperius, embora continue a reagir. Mais cedo, quando Voldemort estava furioso, foi antes do inicio das aulas, e há duas oportunidades. Uma quando durante a festa depois que Harry voltou do Ministério; foi no momento em que a tentativa de Lucius Malfoy de tentar que Harry fosse culpado, falhou. A segunda foi logo depois que Harry deixou a festa que comemorava os monitores; teria sido quando Voldemort recebeu a notícia que Sturgis Podmore falhou em entrar no Departamento de Mistérios e foi preso.

Notamos que a autora demonstra uma grande habilidade em manobrar os personagens mesmo quando não estão à frente dos acontecimentos. Ela determina quando Voldemort parece descobrir coisas que o deixam em altos e baixos emocionais, e é cuidadosa ao fazer a cicatriz de Harry reagir corretamente nesses momentos. Como a comunicação através desse canal será crítica para a história, o leitor deve estar convencido da validade desse canal. Nossa consciência crescente da confiabilidade da cicatriz de Harry em detectar as emoções de Voldemort, conforme o livro segue, é a maior responsável pela confiança na informação recebida por esse método, no livro final.

É curioso que Hermione tenha feito um erro elementar ao acreditar que poderia libertar elfos domésticos dando roupas a eles. Ela deveria estar ciente, assim como o leitor, que a demissão do trabalho só pode ser feita se o mestre do elfo lhe der roupas. Harry parece saber bem disso, uma vez que ele deu um jeito de Lucius Malfoy jogar para Dobby uma das meias de Harry, ao invés de dá-la ele mesmo. Hermione também viu a reação de Winky ao ser ameaçada com roupas. Acreditamos que a autora usa esses momentos como momentos de aprendizado, mostrando ao leitor que muitas coisas que parecem soluções fáceis, não funcionam, e que problemas diretos (nesse caso, “liberdade é bom para todos”) pode ser muito complexo quando são bem compreendidos.

É a crença paranóica de Fudge de que Dumbledore está criando um exercito secreto de bruxos, e o resultado da escolha de Umbridge como professora de DCAT, que leva à criação da AD. Ela, talvez, ironicamente, se torna o núcleo do exército que ajuda a lutar contra Voldemort e seus Comensais da Morte, depois que tomaram conta do Ministério e de Hogwarts no último livro. Nesse meio tempo, quando o grupo é exposto, Fudge vai usar o nome do grupo como prova de que Dumbledore estava organizando seu exército particular; isso vai resultar na tentativa de prender Dumbledore e sua fuga dramática.

Reparamos que o personagem, específico que vai trair a AD permanece escondido até esse ponto, embora nossas suspeitas recaiam sobre Zacharias Smith. O leitor deve prestar cuidadosa atenção em Marietta Edgecombe a amiga de Cho, e especialmente no fato que ela não chama nenhuma atenção, nosso foco é Zacharias Smith.

Como uma pequena nota, vamos mencionar o kit mata-aulas que os gêmeos estão testando nesse capítulo, vai reaparecer. O amigo deles, Lee Jordan, vai receber detenção de Umbridge. Harry sabe o que vai acontecer recomenda os tentáculos de Murtisco, que Hermione deu a ele depois de sua própria detenção. Lee vai passar essa informação para os gêmeos, que vão usar os tentáculos de Murtisco nas versões atuais de seu Febricolate, para resolver o problema das bolhas em regiões privadas.

A Sala Precisa vai ter um papel importante nos próximos dois livros. Durante esse livro, ela se torna o lugar secreto dos encontros da AD; no próximo livro, Malfoy vai trabalhar secretamente numa missão dada por Voldemort, dentro da Sala, e no livro final, ela será usada novamente pela AD. Também vai ser lá que Voldemort, um dia, escondeu algo muito valioso para ele.


Conexões[editar | editar código-fonte]

  • A Sala Precisa, é mencionada a primeira vez no ano anterior, e se mostra fundamental nesse livro. Ela também será um elemento básico no sexto livro e será da maior importância no último livro.
  • A dor na cicatriz de Harry é parte da série toda, da ligação mágica entre Harry e Voldemort.