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Guia dos Trouxas para Harry Potter/Livros/A Câmara Secreta/Capítulo 18

Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.


spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso: Seguem detalhes do enredo.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Dentro do escritório da Professora McGonagall, Arthur e Molly Weasley imediatamente agarraram Ginny num abraço. Depois, o Professor Dumbledore e a Professora McGonagall ouviram Harry contar o que havia acontecido, mas ele tentou ao máximo não contar o que Ginny havia feito e sobre o Diário. O Professor Dumbledore ficou imaginando como Lord Voldemort encantou Ginny, se seus informantes disseram que ele estava na Albânia. Harry ficou aliviado, uma vez que Dumbledore evidentemente compreendeu que Ginny não errou, e explicou como Ginny foi controlada pelo Diário de Riddle. Harry havia trazido o Diário, junto com a Espada e o Chapéu Seletor. Dumbledore confirma que Riddle e Voldemort são a mesma pessoa. Mr. Weasley censura Ginny: “Nunca confie em nada que pense por si mesmo e você não pode ver onde fica seu cérebro!” Dumbledore diz que não haverá castigo para Ginny. “Bruxos mais velhos e mais espertos que ela já foram enganados por Lord Voldemort.” Ele manda que a menina vá para a enfermaria, porque Madam Pomfrey ainda vai estar lá, administrando o suco de Mandrágora aos alunos petrificados. Ele recomenda repouso e que Ginny beba um chocolate quente, uma coisa que sempre o reanima. Ron fica aliviado ao ouvir que Hermione não sofreu nenhum problema permanente. Quando Mr. e Mrs. Weasley saem com Ginny, Dumbledore dispensa a Professora McGonagall, pedindo que ela avise na cozinha para prepararem uma festa.

O Professor Dumbledore premia Ron e Harry com um Troféu Especial por Serviços Prestados à Escola mais 200 pontos cada um para a Casa deles. Percebendo o olhar perdido do Professor Lockhart, Dumbledore pede a Ron que o leve até a enfermaria. Quando fica sozinho com Dumbledore, Harry admite que ficou angustiado por causa de Riddle, percebendo suas semelhanças: ambos são órfãos, cabelos escuros e falam a língua das cobras. Dumbledore acredita que Voldemort transferiu alguns de seus poderes para Harry, incluindo a habilidade em falar a língua das cobras, quando lançou a maldição que falhou, sobre Harry, então com um ano de idade. Harry diz que o Chapéu Seletor viu poderes de Slytherin nele e queria colocá-lo na Casa Slytherin. Quando Dumbledore responde que, ao invés disso o Chapéu o colocou na Gryffindor, Harry retruca que foi apenas porque ele pediu. Dumbledore então diz a Harry: “São as nossas escolhas, Harry, que revelam o que realmente somos, muito mais do que nossas habilidades.” E então ele mostra a Harry a Espada, ela traz gravado o nome de Godric Gryffindor. “Apenas um verdadeiro Gryffindor poderia ter tirado “isso” de dentro do Chapéu, Harry.”

A porta se escancara de repente e Lucius Malfoy entra acompanhado de Dobby, para o espanto de Harry. Lucius está furioso porque Dumbledore retornou depois de ter sido suspenso. Dumbledore responde que depois que a filha dos Weasleys foi atacada, os outros membros do Conselho pediram para que ele retornasse. Alguns tiveram a impressão de que Malfoy iria amaldiçoar suas famílias se eles se recusassem a dispensar Dumbledore. Lucius quer saber se o culpado foi encontrado. Dumbledore responde que foi o mesmo que da outra vez, através do Diário, de uma maneira muito engenhosa. Se a conspiração tivesse dado certo, Ginny Weasley teria levado a culpa, tornando difícil para Arthur Weasley e sua Lei de Proteção aos Trouxas. Por trás de Mr. Malfoy, Dobby está fazendo mímicas, e Harry de repente compreende: Malfoy deu o Diário a Ginny na Floreios e Borrões (A Câmara Secreta capitulo 4). Lucius exige que a acusação seja provada. Dumbledore diz que será impossível, pois o Diário foi destruído, mas, se outros artefatos forem passados para mais alguém, Arthur Weasley com certeza vai providenciar que sejam rastreados até Lucius Malfoy. Lucius sai furioso, chutando Dobby pelo caminho. Harry agarra o Diário de Riddle, embrulha em uma de suas meias e corre para devolvê-lo a Lucius. Lucius irado, arranca a meia e a joga de lado. Dobby a agarra, e tendo recebido uma roupa de seu mestre, fica livre, finalmente. Malfoy irritado parte na direção de Harry, mas Dobby usando magia joga Lucius longe. Lucius sai de Hogwarts, derrotado em todas as frentes. Quando Dobby pergunta como pode pagar a Harry, ele responde que tudo o que deseja, é que Dobby nunca mais tente salvar sua vida.

Foi uma festa muito louca, mesmo para os padrões de Hogwarts, todos de pijamas e durou a noite toda, foi ainda mais alegre graças à volta dos estudantes que estiveram petrificados e pelo retorno de Hagrid. Todos, menos Hermione fizeram a maior algazarra ao saber que os exames tinham sido cancelados.

O resto do ano transcorreu em paz. O único rosto azedo era o de Draco Malfoy, uma vez que Lucius foi dispensado do Conselho de Diretores.

No trem, de volta para casa, Harry pergunta a Ginny por que Percy não deixou ela falar com eles. Ginny revela que Percy tem uma namorada, a mesma Penelope Clearwater que tinha sido petrificada junto com Hermione. Ela viu Percy e Penelope se beijando. Imediatamente, Fred e George começam a fazer planos para se divertirem com Percy durante o verão. Harry, no entanto não espera nenhuma diversão no verão, ele pede a Hermione e Ron para telefonarem para ele de modo que eles possam se encontrar. E assim, o trem chega à Plataforma 9 e meio.


Análise[editar | editar código-fonte]

A autora usa a técnica muito apreciada, onde o vilão explica ao herói exatamente o que aconteceu nos capítulos anteriores, a autora completa a história com as ações dos outros personagens no caso. Descobrimos então, que o Diário teve origem em Lucius Malfoy, e que Dobby, como se suspeitava, era seu elfo doméstico. Também suspeitávamos que Dumbledore talvez soubesse muito mais sobre o que estava acontecendo, mas talvez estivesse impedido de agir, possivelmente por forças desconhecidas. Finalmente pudemos ver, com grande velocidade, as vitimas do Basilisco se recuperarem. O retorno de Hagrid, o fechamento do ano escolar, e a viagem de volta à Londres no Expresso de Hogwarts. Ginny ainda está, naturalmente, um pouco nervosa por causa do seu papel ajudando Tom Riddle, embora ela não possa ser culpada porque foi possuída pelo Diário de Riddle. Não se sabe se Lucius Malfoy escolheu ela, especificamente antes de por seu plano em ação, ou se foi uma questão de oportunidade, misturar o Diário com os livros de Ginny, na Floreios e Borrões, no Beco Diagonal. Além de ser um momento conveniente para passar o Diário para frente, ele talvez também tenha sido motivado a usar Ginny, baseado em seu desprezo pela família Weasley em geral, e sua antipatia por Mr. Weasley em particular. De um modo geral, foi uma péssima escolha de Malfoy, considerando como Harry é próximo dos Weasleys; logo que Harry percebesse algo de estranho com qualquer um dos Weasleys, com certeza ele seguiria a pista na direção de Voldemort.

É interessante notar que tanto Tom Riddle como Ron e Harry receberam o Troféu por Serviços Especiais Prestados à Escola por fechar a Câmara Secreta. Pode ser que cinqüenta anos no futuro, outros alunos imaginem o que Ronald Weasley fez para receber esse troféu. Quanto a Harry, seu papel não será questionado porque afinal, ele é o “famoso” Harry Potter.

Um principio que orienta toda a série, é expresso por Dumbledore: : “São as nossas escolhas, Harry, que revelam o que realmente somos, muito mais do que nossas habilidades.” Outro personagem, como Percy Weasley por exemplo, falando essas palavras, pareceria moralista, Dumbledore, no entanto as fala com leveza, um tanto talvez, por ser considerado excêntrico.

Talvez seja interessante rever as escolhas que Harry teve e as decisões que tomou. Harry dificilmente tomou o caminho mais fácil, em geral escolheu o mais difícil porque acreditava ser o caminho certo. Seria bom ver Harry manter esse hábito. Esse caso em particular, é interessante por outro motivo. Através da série, observamos as dúvidas de Harry aumentando por ter sido escolhido para a Gryffindor. Quando ele encontra Tom Riddle, esta dúvida volta à sua mente, embora não mude nada durante a ação. São as palavras de Dumbledore sobre fazer escolhas, junto com o fato da Espada ter pertencido a Gryffindor, que finalmente livram Harry da incerteza sobre a decisão do Chapéu Seletor. Assim, podemos ter a certeza de que Harry nunca mais será perturbado por essa situação outra vez.

Muitos alunos são provavelmente ajustados a mais de uma Casa. Hermione, por exemplo, poderia estar destinada à Ravenclaw. Ao contrário, o Chapéu Seletor, talvez percebendo sua personalidade forte e a inclinação de agir conforme seus princípios, a colocou na Gryffindor, onde, influenciada por seus colegas, ela está desenvolvendo habilidades que talvez, em outra Casa, ela não desenvolveria ou talvez até ignorasse.

Outro tipo de aluno é Neville Longbottom, talvez o mais tímido e assustado aluno de Hogwarts. Embora não tenhamos idéia do por que ele foi colocado na Gryffindor, devemos imaginar que ele possua habilidades desconhecidas por nós, inclusive as não mágicas. É importante observar que a coragem se manifesta de muitas formas; lembramos da afirmação de Dumbledore em A Pedra Filosofal capitulo 17, onde ele fala especificamente das ações de Neville, “é preciso coragem para enfrentar seus amigos.”

Harry também errou ao considerar que poderia ser descendente de Slytherin, porque senão uma parte de sua família o seria, no entanto ambos os seus pais pertenciam à Gryffindor. Como e porque o Chapéu Seletor faz a escolha final da Casa para a qual o aluno vai, ainda não foi inteiramente explicado, embora aparentemente o Chapéu considere as preferências individuais e aparentemente considere também as tradições familiares.

Parece que a maioria dos alunos fica satisfeita com a escolha do Chapéu Seletor. Se um aluno pode ou não pedir para trocar de Casa, depois de ter sido escolhido, não se sabe, mas é interessante pensar a respeito.

Perguntas[editar | editar código-fonte]

Revisão[editar | editar código-fonte]

  1. Por que Ginny acha que será expulsa? As ações dela justificariam isso?
  2. Por que Dumbledore resolve fazer uma festa às três horas da manhã?

Estudos Adicionais[editar | editar código-fonte]

  1. O que Dumbledore quer dizer quando diz a Harry que, são as escolhas e não as habilidades que fazem uma pessoa ser o que é? Dê exemplos.
  2. Compare o que há de similar e de diferente entre as personalidades de Tom Riddle e de Harry, as origens, habilidades, e as escolhas que decidiram fazer.
  3. Ter características semelhantes às de outra pessoa, automaticamente o faz exatamente como essa pessoa?

Explique.

  1. Como uma Poção Restauradora pode ser administrada a Nick Quase Sem Cabeça, que é um fantasma? Como poderia fazer efeito nele?
  2. Por que Harry ainda está tão preocupado com o fato do Chapéu Seletor ter pensado em colocá-lo na Slytherin? Ele está mesmo convencido de que é um verdadeiro Gryffindor?
  3. Como Dumbledore podia saber, ou acreditar, que Voldemort está na Albânia?
  4. O que levou Dumbledore a suspeitar que Lucius Malfoy foi o responsável por dar o Diário a Ginny? Dê exemplos específicos para provar isso ou não.
  5. O que Lucius Malfoy poderia ter feito a Harry, caso Dobby não interviesse?
  6. Se os elfos domésticos são tão poderosos magicamente, como os bruxos os escravizam?

Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Curiosamente, o fato de se acreditar que Voldemort está escondido na Albânia, será pertinente ao seguimento da história. Voldemort encontrou na Albânia, um artefato que ele usou para criar um Horcrux, e aparentemente retornou de lá como um espírito sem corpo, visto após seu contato inicial com Harry. Foi lá que o Professor Quirrell deve ter encontrado com ele, e é na Albânia também, Peter Pettigrew vai se reunir a ele entre os livros três e quatro. Alguém pode imaginar o que atraiu Voldemort para a Albânia ou o que a autora pretendia que ele encontrasse lá.

No sexto livro, descobrimos que essa “lembrança” de Tom Riddle é um Horcrux, e Dumbledore fica muito preocupado quando descobre isso, embora não pareça porque Dumbledore parece imperturbável durante toda a história. Mais tarde, no entanto, Dumbledore conta para Harry que a descoberta do Diário Horcrux o deixou extremamente preocupado. Enquanto um Horcrux permanecer intacto, seu criador permanece vivo, o Horcrux amarrando sua alma ao mundo dos vivos. Uma vez que o principal propósito de um Horcrux é a imortalidade, os bruxos que o criam, invariavelmente os protegem como sua própria vida. No entanto, o Diário foi feito aparentemente também como uma arma, para ser colocado num local onde pudesse ter um cúmplice que não fosse suspeito – nesse caso uma aluna, uma menina ingênua. Dumbledore conclui que esse não é o único Horcrux de Voldemort e tenta determinar quantos eles serão.

Harry acredita que a lembrança sugeriu que Tom Riddle via o sete como um número mágico, portanto, Dumbledore conclui, corretamente, que Voldemort decidiu destruir sua alma em sete pedaços: um permanecendo com ele próprio e seis guardados em Horcruxes.

Podemos observar imediatamente, que Harry libertando Dobby da escravidão, e a gratidão de Dobby por isso, vão afetar o futuro de Harry, quando Dobby voltar à história no quarto livro, ajudando Harry a resolver um grande problema. Obediente ao pedido de Harry, Dobby nunca mais tentou salvar a vida de Harry, até que foi ordenado a fazê-lo por outra pessoa, no final do sétimo livro; mas nesse meio tempo, Dobby vai ajudar Harry em sua função na Armada de Dumbledore, no livro A Ordem da Fênix, e nas suas tentativas de descobrir a missão de Draco em O Enigma do Príncipe.

Conexões[editar | editar código-fonte]

  • A ligação de Voldemort com a Albânia é vista primeiro aqui e vamos voltar a vê-la em O Cálice de Fogo capitulo 33, e a veremos novamente em As Relíquias da Morte capitulo 31. No último livro, descobriremos que o Diadema perdido de Rowena Ravenclaw, foi roubado por sua filha (A Dama Cinzenta), e escondido numa árvore na Albânia; e também que Voldemort o recuperou de onde estava. É possível que sua ligação com a Albânia tenha acontecido pelo fato de encontrar o Diadema, um dos poucos artefatos que sobraram dos Fundadores de Hogwarts. É interessante notar que Hogwarts foi fundada mais ou menos há uns mil anos atrás; não há dúvidas de que tipo de árvore permaneceu sólida o bastante, para esconder um artefato durante mil anos, mesmo na Albânia.
  • O Diário de Riddle é o primeiro Horcrux que vemos, e é onde descobrimos algumas das habilidades desse fragmento de alma. Horcruxes formam a maior parte da trama em O Enigma do Príncipe e em As Relíquias da Morte.
  • Foram as cartas para Penelope que mantiveram a coruja de Percy, Hermes, ocupada durante todo o verão. O romance entre eles vai prosseguir no próximo livro; é mencionado em O Prisioneiro de Azkaban, capitulo 4, mas depois não lemos mais sobre ele.
  • O fato de Dobby se tornar um elfo livre, vai ser parte da trama de O Cálice de Fogo, e sua constante gratidão por ter sido salvo dos Malfoys, vai resultar na ajuda que ele presta ao Trio nesse e nos outros livros. A liberdade de Dobby vai reforçar o trabalho de Hermione para libertar os Elfos Domésticos em geral, da escravidão; os primeiros esforços dela nesse sentido, incluem a criação de uma organização de caridade, F.A.L.E. - Fundo de Apoio a Liberação dos Elfos Domésticos.