Guia dos Trouxas para Harry Potter/Grandes Eventos/A Batalha da Torre (Hogwarts)

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Batalha na Torre de Astronomia
  • localização = Hogwarts
  • época = No sexto livro da série
  • Personagens = Harry Potter, Albus Dumbledore, Draco Malfoy, Severus Snape, vários Comensais da Morte, membros da Ordem da Fênix e membros da Armada de Dumbledore.

Visão Geral[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos Iniciantes: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

Harry e Dumbledore estavam retornando de uma missão para recuperar um Horcrux e viram a Marca Negra flutuando sobre a Torre de Astronomia da escola. Chegando ao alto da Torre, um Dumbledore muito fraco manda Harry descer e pedir ajuda, mas, petrifica Harry quando ouve alguém se aproximar. Harry observa impotente quando Draco Malfoy chega e imediatamente desarma Dumbledore

Dumbledore sabe que Draco está ali para matá-lo e quase o faz desistir, quando quatro Comensais da Morte entram em cena e começam a atiçar a Draco. Finalmente Snape chega ao topo da Torre e mata Dumbledore com Avada Kedavra. À medida que os Comensais descem as escadas, Harry petrifica um deles. Assim que alcança o corredor, ele encontra alguns membros da AD e alguns membros da Ordem da Fênix lutando contra os Comensais da Morte e escuta Snape chamando os Comensais. Harry sai à caça de Snape e Draco, mas embora ele quase os alcança, não consegue azarar Snape. Os Comensais escapam e Harry tem que voltar à escola e explicar o ocorrido.

Detalhes do Evento[editar | editar código-fonte]

Harry e Dumbledore retornam a Hogsmeade depois de sua busca por um Horcrux. Dumbledore está muito fraco graças aos efeitos da poção e pede a Harry para chamar Snape. Eles encontram no caminho com Madam Rosmerta que os alerta para a Marca Negra flutuando sobre a Torre de Astronomia em Hogwarts. Harry conjura vassouras de dentro do Três Vassouras e voa com Dumbledore até a Torre de Astronomia. Chegando lá em cima, Dumbledore está muito fraco para descer as escadas e lutar. Ele manda Harry descer, escondido pela Capa da Invisiblidade e chamar Snape, mas antes que Harry alcançasse a porta, se ouve passos subindo a escada pelo outro lado e Dumbledore petrifica Harry.

Draco chega e desarma Dumbledore enquanto Harry tem que olhar silenciosamente, sem poder fazer nada enquanto Dumbledore tenta convencer Malfoy a mudar de lado. Dumbledore está certo ao concordar que Draco está com medo por sua família e por ele mesmo, por isso aceitou fazer o que está fazendo, no modo de ver de Dumbledore, Draco não é totalmente do mal.

Quatro Comensais agora chegam, se aproximam de um Dumbledore frágil. Eles zombam de Draco e tentam convencê-lo a fazer logo sua obrigação mas ele parece incapaz de matar Dumbledore. Os Comensais também evitam matar Dumbledore, uma vez que, parece que receberam instruções de Voldemort de que esse é um trabalho de Draco e ele tem que fazer sozinho.

Finalmente Snape chega e lança a Maldição da Morte sobre Dumbledore. Os Comensais se viram para sair; Harry descobre que seu corpo está livre e corre atrás deles, petrificando um enquanto tenta pegar Snape. Snape gritou para partirem e os Comensais ficam lutando na retaguarda enquanto fogem de Hogwarts. Harry tenta adivinhar se Snape e Draco estão pretendendo sair através da Sala Precisa, que foi por onde entraram, ou através da porta principal. Torcendo para estar certo, ele usa todos os atalhos que conhece para a porta principal, vendo as pegadas sujas de sangue ele se certifica que está na direção correta. Assim que sai pela porta principal, com Snape e Draco à sua frente, e muitos outros Comensais atrás, ele tenta azarar Snape diversas vezes mas é bloqueado repetidamente. Um dos Comensais atrás dele usa a Maldição Crucio e ele cai perdendo sua varinha, mas a Maldição é parade por Snape, que diz que Voldemort que Harry para ele.

Os Comensais deixam a escola e desaparecem através dos portões. Harry ajuda a extinguir o fogo da cabana de Hagrid e retorna para onde está o corpo de Dumbledore. Lá, ele recupera o Medalhão Horcrux que ele e Dumbledore encontraram, e descobre que não é um Horcrux e sim que contém um bilhete de um tal de "R. A. B." que, evidentemente já havia pegado o Horcrux e deixado outro Medalhão no lugar Ginny leva Harry até a ala hospitalar onde Harry conta o que ocorreu no alto da Torre de Astronomia para a Professora McGonagall e os outros que lá estavam.

No final das contas, descobrimos que as mortes foram poucas; um Comensal grandão e louro, identificado em outro livro como Rowle, esteve lançando Maldições da Morte para todos os lados e acertou seu colega Gibbon. Com relação à Ordem da Fênix, além de Dumbledore, a o único ferido foi Bill Weasley que foi gravemente mordido por um lobisomem não transformado, Fenrir Greyback e que com certeza, vai ficar com cicatrizes no rosto pelo resto da vida.

As perdas seriam mais graves caso Harry não tivesse mandado Ron, Ginny e Neville tomarem conta da Sala Precisa e ter dado a eles um pouco da sua preciosa Poção Felix Felicis. Draco, vendo que a sala estava vigiada quando saiu, usou o Pó Peruano da Escuridão Imediata para evitar que Ron, Ginny e Neville vissem os Comensais entrando, mas por sorte não azarou nenhum deles. Por sorte os alunos encontraram Lupin que trouxe os membros da Ordem para a escola, a Professora McGonagall, Tonks e Bill Weasley partiram para a luta.

A Professora McGonagall mandou o Professor Flitwick chamar Snape; Hermione e Luna, paradas do lado de fora do escritório de Snape ouviram algo cair e Snape, olhando para elas enquanto saia correndo disse que Flitwick havia caido e para elas cuidarem dele. Os combatentes no hall sob a Torre de Astronomia, o deixaram passar, achando que era um deles, e tentaram segui-lo até a Torre, mas a barreira mágica nas escadas, pela qual Snape passou como se nada fosse, parou os membros da Ordem. Quando Snape desceu com Draco, os membros da Ordem acreditando que ele estava do lado do bem, novamente o deixaram passar sem incomodá-lo.


Consequências Importantes[editar | editar código-fonte]

Dumbledore é morto. Outro dos defensores de Harry e das figuras paternas se foi; Harry decide que não vai mais se proteger atrás de ninguém mais, ele vai ter que derrubar Voldemort sozinho, diretamente. Isso marca um estágio vital na crescent maturidade de Harry; ao invés de aceitar ser guiado por outros, ele decide que vai escolher seu próprio caminho.

Com a morte de Dumbledore, o cargo de diretor fica vazio. Não se sabe se o cargo será oferecido para a Professora McGonagall que é vice diretora e ocupa o cargo de diretora na ausência de Dumbledore; é o Conselho de Executivos que escolhe o Diretor, e é quase certo que McGonagall, uma Gryffindor, será escolhida porque Dumbledore aparentemente também era um Gryffindor.

Agora Snape efetivamente declarou sua lealdade e fugiu, o cargo de professor de DCAT está novamente vago. Com a partida de Snape o Professor Slughorn se torna chefe da Slytherin. Slughorn embora sempre tenha sido um Slytherin, não é partidário de Voldemort e pode pelo menos encorajar os alunos a não seguirem Voldemort.

Draco Malfoy se declarou com firmeza estar do lado de Voldemort. Embora ele tenha se assustado com a missão recebida. Seu pai Lucius, falhou por três vezes com Voldemort, a primeira usando o diário Horcrux de forma irresponsável, assim ele foi destruído, depois falhou na trama para recuperar a Profecia, que terminou com Bode ficando louco, e, finalmente falhou ao, junto com doze Comensais da Morte contra seis alunos ao recuperar a Profecia e incidentalmente alertar o mundo mágico do retorno de Voldemort, terminando preso em Azkaban. Voldemort espera que Draco falhe, como vemos quando Narcissa Malfoy, sua mãe, visita Snape, no início do livro. Narcissa, nessa altura, espera que, caso Dumbledore morra, seja pela mão de Draco ou de Snape, que Draco pelo menos tenha a chance de sobreviver. De qualquer forma, o final da batalha deixa a família Malfoy em pior situação na estima de Voldemort, agora que os dois Malfoy restantes falharam com ele: Narcissa ao falar com outros Comensais da Morte sobre os planos de Voldemort e Draco, por falhar em cumprir ordens.

Harry acredita que Dumbledore acreditava na lealdade de Snape, porque Snape havia contado a Profecia sobre Harry e Voldemort, mas depois retornou a Dumbledore e informou seus atos.

O ferimento de Bill, embora não seja fatal, é deformante e Mrs. Weasley acha que isso é o fim do tão planejado casamento. Mas, Fleur furiosa avisa que não é assim, e fica cuidando de Bill, deixando de lado Mrs. Weasley. Mrs. Weasley não suspeitava que Fleur fosse assim tão apaixonada. Até então, ela tratava bem a Fleur apenas para agradar Bill; agora ela finalmente aceita Fleur como nora e parte da grande família.

No final da batalha, Lupin e Tonks recomeçam uma conversa, que aparentemente já é antiga, se devem casar ou não. Lupin acredita que essa não é a hora mais segura para se ter um filho, mas Arthur Weasley fica do lado de Tonks, dizendo que nunca os tempos são completamente seguros. Parece que isso é suficiente para Lupin, como veremos mais tarde, Tonks parece novamente animada, a cor de seu cabelo voltou aos tons bastante coloridos.


Análise[editar | editar código-fonte]

Uma das chaves para uma história longa como a série Harry Potter é ter o leitor preocupado com o herói. Quando a história é extensa e episódica, os desafios que o herói enfrenta devem aumentar com o tempo, então, embora aumente a dificuldade a cada vez, o leitor sente que o herói ainda está sendo desafiado até o máximo de suas habilidades a cada nova crise.

Nessa batalha, vemos Harry enfrentando seu maior desafio até então, Severus Snape, que abertamente se declara um Comensal da Morte por matar Dumbledore e que então repetidamente incita Harry a atacá-lo. Ainda assim Harry consegue sobreviver quando Dumbledore não conseguiu.

Olhando para trás, para a batalha, observamos que Harry não se envolveu muito; ele parece ter sido, pelo menos em parte, protegido por Snape que diz que Voldemort quer Harry para si. Aqui Harry precisa não da força física ou mágica, mas da força da mente. Ele precisou apoiar o frágil Dumbledore da caverna até a escola, ele necessita continuar a agir embora tenha testemunhado a morte de Dumbledore e precisa perseverar para fazer planos para uma eventual batalha direta contra Voldemort.

A morte de Dumbledore, que até então parecia indestrutível e imperturbável, parece deixar Harry totalmente sozinho; com a morte de Dumbledore, seu ultimo aparente protetor se foi. Os leitores verão que isso não é inteiramente verdade; tanto Ron quanto Hermione se apressam para ir com ele e ajudar nos desafios que vierem. Mas, embora Ron e Hermione já sejam maiores de idade, nenhum deles ainda completou a escola, nenhum deles tem os poderes completes. Isso será suficiente? Não sabemos. O certo é que com a partida de Dumbledore, o caminho de Voldemort para o poder está praticamente livre.

Para alguém que tenha estudado a ficção heróica desse tipo, a queda de Dumbledore, embora triste, não foi inesperada. O herói deve, no final, seguir sozinho; com outros servindo como escudo para ele, ele não poderá ser o herói, afinal. Uma das maiores forças nessa cena em particular, é a natureza da queda de Dumbledore, morto por alguém em quem ele confiava, e dizia sempre que confiava. Um ponto importante da série é como Dumbledore estava certo. Até aqui, Dumbledore cometeu muito poucos erros, embora é claro ao final do livro cinco, ele admita que o grande erro que é a omissão e então se explica. Agora ele parece que fez seu maior erro, confiar em Snape. Não sabemos que efeitos isso terá em relação aos sentimentos de Harry para com Dumbledore e na missão que aparentemente, deixou para Harry completer.


Perguntas[editar | editar código-fonte]

Visão Completa[editar | editar código-fonte]

Spoiler[editar | editar código-fonte]

Aviso aos leitores de nível intermediário: Seguem detalhes que vocês podem não querer ler em seu nível atual de leitura.

O Conselho, agora parece que totalmente dominado pelos Comensais da Morte, vai querer colocar um dos seus como Diretor de Hogwarts, e Voldemort que sempre desejou controlar Hogwarts, vai querer colocar um dos seus mais fiéis servos nesse cargo.

A Professora McGonagall vai continuar na escola, mas será Severus Snape, sua boa sorte restaurada pela queda do Ministério e a subsequente demonização de Harry, quem vai se tornar Diretor. Comensais da Morte ocuparão os cargos de professores de DCAT e Estudo dos Trouxas, tópicos que Voldemort deseja mudar para servirem às suas ambições.

É apenas no ultimo livro que ficamos sabendo a verdade dessa batalha em particular. Está lá, nas lembranças de Snape, descobrimos que os eventos do alto da Torre de Astronomia, foram, de certa forma planejados. Dumbledore sabia que a Maldição que deixou sua mão da varinha estropiada, não tem cura e que dentro de um ano o mataria. Ele também sabia que Voldemort havia ordenado a Draco que o matasse. Com essas duas coisas em mente, Dumbledore organizou tudo, para quando Draco tentasse e não conseguisse matá-lo, Snape terminasse o serviço. É importante mencionar que essa conversa ocorre antes do Voto Perpétuo que Snape fez a Narcissa Malfoy, portanto o Voto apenas reforça o que Snape já havia prometido a Dumbledore.

Dumbledore também pediu que Snape “tomasse conta da sua escola”; Snape se tornar Diretor pode ter sido em parte por causa da politicagem dele com a organização os Comensais da Morte, para assegurar esse cargo de acordo com o desejo de Dumbledore. De qualquer maneira ele não precisou politicar muito; como um professor experiente há muito tempo na escola e chefe de uma Casa, além de (na visão dos Comensais) ser o único dos professores Comensal da Morte, ele foi obviamente o candidato natural (coisa que Dumbledore já sabia).

Descobrindo, ao mesmo tempo, porque Dumbledore confiava em Snape vamos começar a entender que Snape mereceu a confiança que Dumbledore depositava nele, até o fim. A compreensão de Harry do porque Dumbledore confiava em Snape está certa, mas incompleta; ele e nós, vamos descobrir a grande razão para Snape revelar as intenções de Voldemort para Dumbledore no último livro.