Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação em Direitos Humanos (polo Santa Maria)

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As Diretrizes Curriculares Nacionais são orientações para a Educação Básica dos sistemas de ensino para a organização, articulação e desenvolvimento das propostas pedagógicas nacionais.

O texto abaixo foi elaborado colaborativamente por professores participantes do Curso de Especialização na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para Gestores Escolares do Polo de Santa Maria para a disciplina de Práticas e Espaços de Comunicação na Escola - PECE. Essa disciplina aborda estudos dos espaços e práticas de comunicação na e para a escola. Fazendo analise dos limites e das potencialidades que os diferentes ambientes comunicacionais oferecem no tocante à sociabilidade, à produção e circulação de informações e de conhecimentos e à gestão escolar. Também discute o papel das mídias na produção e circulação de informações para, por e com a comunidade escolar.

Índice[editar | editar código-fonte]

  1. Valorização das Diversidades Escolares na Formação dos Professores
  2. A importância de práticas inclusivas
  3. Valorização das Diferenças e Diversidades 
  4. Direitos Humanos e Educação- Mudanças da Cultura Social
  5. Sustentabilidade Socioambiental (sustentabilidade - sobrevivência no planeta)
  6. A importância da Educação em Direitos Humanos para a construção de uma sociedade mais justa
  7. Igualdade de Direitos

Valorização das Diversidades Escolares na Formação dos Professores[editar | editar código-fonte]

Aqui discuti-se a importância da  valorização da diversidade escolar na formação dos professores que resultem em práticas escolares inclusivas para todos e contamos com a contribuição dos colegas para discutir o tema.

Exemplo da Escola 1:[editar | editar código-fonte]

Sobre Atividade a distância: PPP, Conselho de Escola. Práticas e Espaços Comunicacionais na Escola.

A Escola Estadual de Ensino Médio Humberto de Campos – CASE- Santa Maria, apresenta uma característica diferenciada da maioria das instituições, ela está dentro de um Centro de Apoio socioeducativo, ou seja, em um centro para adolescentes infratores em regime fechado, esses com características diversas entre elas um grande déficit cognitivo, e um enorme histórico de violência.

O Projeto Político Pedagógico atualmente está passando por uma reelaboração devido as necessidades dos nossos educandos. Sua elaboração sempre parte de levantamentos de dados primeiramente através do PIA (Plano Individual de Atendimento), que é uma importante ferramenta no acompanhamento da evolução pessoal e social do adolescente em medida socioeducativa, constituindo um instrumento que possibilita planejar as ações necessárias, propiciando a reflexão com o adolescente sobre onde está e aonde quer chegar, linhas de intenções e compromissos que são registrados no PIA, esse instrumento de avaliação é um encontro que ocorre com o adolescente infrator, equipe técnica da instituição (psicólogos, assistente social e escola com um representante) no caso CASE- SM, em reuniões semanais com professores  e quando possível nos dias de visita os pais respondem algumas questões.

Diante desse cenário a reelaboração do PPP, deve ser dinâmica e que atenda a demanda existente na legislação geral das escolas estaduais e Diretrizes Nacionais para a educação e Direitos Humanos e para jovens e adultos em privação de liberdade nos estabelecimentos penais em um sistema normal de ensino. 

O uso de tecnologias na educação, têm sido muito debatida nas questões referentes as práticas pedagógicas, e mídias digitais, como as características já citadas a escola vive um caso em particular por estar em um sistema prisional, porém, as tecnologias tem facilitado a comunicação entre professores com reflexões pós reuniões, através de grupos no watsapp e facebook, na demanda alunos, o PPP vai prever acessos a mídias digitais, através de projetos com desenvolvimento e edições de canções formuladas pelos alunos, trazendo vídeos via youtube, como por exemplo http://www.youtube.com/watch?v=cWbcBYmSOM, onde mostra exemplos de produção de imagens digitais, ou http://www.youtube.com/watch?=PdrT0SN9_OI, esse com técnicas de animação com recortes de massa de modelar, e http://radionista.podomatic.com/player/web/2008-08-19T11_34_51_07_00, esse link dá acesso a um programa de rádio produzido pelos alunos do Colégio Passionista São Paulo da Cruz. Nesse programa, os alunos problematizam o uso das drogas, levantam questões sobre sua classificação e alertam para seus malefícios, trazendo assim a possibilidade de uma construção que consiga atender as necessidades intelectuais e cognitivas dos educandos, bem como estimular todo o processo de ressocialização dos mesmos.

A partir destas situações diagnosticadas, estão sendo realizadas reuniões periódicas com o grupo de professores, representantes pedagógicos e assistente social do CASE, articulamos os itens abaixo para um melhor atendimento aos socioeducandos.

O PPP está organizado da seguinte forma – Identificação; Atos legais; Apresentação; Histórico do PPP; Concepções de Pessoa; De Sociedade; De Educação; De Inclusão Social e digital. – Objetivo da escola. – Objetivo geral. – Objetivo do Ensino Fundamental 9 anos – EJA; Objetivo do Ensino Médio- Histórico da escola- Ato Situacional- Ato Conceitual- Ato Operacional- Metodologia- Calendário escolar- Participação da Comunidade- Formação dos segmentos da Escola- Avaliações e conselho de Classe. 

MISSÃO- Promover uma educação de qualidade, contribuindo para a formação do cidadão responsável e sua inclusão no mundo do conhecimento, digital, do trabalho,  do cidadão comprometido com sua própria formação humana e profissional, melhorando a comunidade da qual faz parte. Bem como promover e assegurar uma educação de qualidade oferecendo continuidade do processo de formação do reeducando, objetivando a ressocialização.

VISÃO- Ser uma escola que atenda às necessidades da comunidade na qual está inserida, através de uma gestão participativa, responsável e democrática para todos os processos administrativos e pedagógicos. O papel da educação em prisões deverá ser exclusivamente de ajudar o ser humano privado de liberdade a desenvolver habilidades e capacidades para estar em melhores condições de conquistar as oportunidade socialmente criadas ao ser inserido novamente a sociedade. 

VALORES- Comprometimento com uma educação emancipadora; Respeito à individualidade e à coletividade; Resgate da autoestima do alunos adolescentes; Promoção da inclusão do aluno não-alfabetizado, privados de liberdade; Valorização dos saberes e do conhecimento socialmente produzido, por meio da interação professor/reeducando em sala de aula.

O grupo de educadores e gestores da escola têm como objetivos:

- Oportunizar o acesso e a permanência do reeducando na escola; 

- Oferecer a escolaridade necessária para sua formação; 

- Oferecer ao reeducando um ambiente (sala de aula) propício para o processo de ensino aprendizagem; 

- Estimular a permanência do reeducando em sala de aula;

- Buscar alternativas para os reeducandos com dificuldade de aprendizagem; 

- Aperfeiçoar ação entre os profissionais envolvidos inclusive nos processos de educação digitais; 

- Assumir uma postura profissional adequada para o ambiente prisional socioeducativo; 

- Estabelecer diálogos entre os profissionais envolvidos; 

- Capacitar o reeducando para uma tomada de consciência da necessidade de estudo voltado para uma realidade global; 

- Proporcionar materiais didáticos pedagógicos para o auxílio da aprendizagem; 

Exemplo da Escola 2:[editar | editar código-fonte]

Sobre Atividade a distância: PPP, Conselho de Escola. Práticas e Espaços Comunicacionais na Escola. Ambientes Comunicacionais, Meios de Comunicação e Cultura

O papel do educador hoje na atualidade da sociedade tecnológica é voltado para a construção de uma sociedade que tenha a inclusão social como prioridade. A inclusão social pressupõe a formação para a cidadania, pois as tecnologias devem ser utilizadas para a democratização dos processos sociais, para integrar a escola e a comunidade, levando que a educação mobilize a sociedade. Na minha escola os educadores utilizam ainda o data show, e, alguns ainda não sabem como ligá-lo. O laboratório de informática é pouco utilizado, alguns educadores do Ensino Médio são os que utilizam, enquanto que os educadores do Ensino Fundamental dos anos finais e Iniciais nem chegam perto, alegando de que as crianças não sabem fazer uso correto do computador. Mas, na verdade, essas educadoras não sabem utilizar tudo o que podem ser realizados com a tecnologia. Agora, vejo o comprometimento dos educadores do Ensino Médio, principalmente na disciplina do Seminário Integrado, a pesquisar os temas sugeridos, as apresentações dos trabalhos. A meu ver, é  assim que iniciamos a fomentar a pesquisa em nossos educandos, pois ao chegarem nas universidades precisarão dessas tecnologias, a pesquisa como ponto principal de um futuro profissional da educação ou outra profissão. Alguns educadores postam atividades, trabalhos a serem realizados na página do face da escola, a interação dos educandos com os educadores é algo fantástico, mas para  que aconteça as tecnologias os educadores precisam se  atualizarem com formação continuada, pois a tecnologia se modifica a cada dia, sempre se atualizando. Para que ocorra na minha escola o uso das TICs será preciso uma formação para todos os professores, pois vejo uma dificuldade muito grande em trabalhar com as mesmas, e, nós, coordenadores, estamos com dificuldades em realizar atividades referentes as TICs, precisaríamos de mais explicações para podermos realizar a atividade com clareza e sem dúvidas. Nas abas criadas no APP utilizamos yotube com vídeos, textos, coisas que fazemos em nossas aulas. O vídeo do PPPP foi de extrema importância para poder analisar e poder tirar sugestões para poder ajudar os professores, quem não gostaria de ter uma escola ideal? Cabe a nós, professores com a reconstrução do PPP da minha escola, podemos mudar, acrescentar, excluir, tudo é possível, desde que contemple os objetivos do PPP, do marco referencial. Gostei do momento dos sonhos, se podemos sonhar, vamos sonhar para que esse sonho torne-se realidade. Gosto muito da minha escola, dos alunos que ali estão inseridos, a comunidade é sempre bem vinda à escola. E, tudo que for possível fazer para melhorar para essa escola, para nossos alunos, colocarei em ação com a ajuda de outros professores, funcionários, estudantes, todos que estejam envolvidos na educação.

Segue exemplo da professora Vera exposto ao grupo sobre Atividade a distância 3: PPP, Conselho de Escola. Práticas e Espaços Comunicacionais na Escola. Ambientes Comunicacionais, Meios de Comunicação e Cultura

A partir do vídeo assistido sobre o PPP e do planejamento do nosso APP constamos que, ainda, temos muito caminho a trilhar na construção de uma escola de qualidade social e cidadã e que não estamos devidamente preparados para usar as novas tecnologias de forma interativa, colaborativa e como um instrumento de aprendizagem que nos oferece novas possibilidades de ensinar e aprender. Precisamos, urgentemente, nos qualificar e qualificar nossos professores para dar conta de uma nova realidade que pode contribuir muito para a melhoria da qualidade de nossas ações pedagógicas e a divulgação das mesmas na nossa comunidade escolar.

A internet constitui-se, hoje, a fonte de informação mais usada para pesquisa, informação e comunicação. O educador utiliza no seu cotidiano as tecnologias digitais, mas reluta e tem dificuldade em utilizá-la na sala de aula. A maioria deles reconhece que não possui conhecimentos suficientes para incorporar as novas tecnologias de informação e educação em suas práticas pedagógicas. Assim precisamos investir na formação do professor para capacitá-lo no uso das novas tecnologias não só como consumidores, mas no seu uso seguro, consciente e responsável para o exercício da  cidadania e a promoção da cultura que inclua os direitos humanos como um dos seus princípios . O que é o caso, agora, na construção de aplicativos educacionais para celulares que estamos aprendendo a criar e que poderão se constituir em recurso tecnológico de grande valia para ser utilizado tanto na formação de professores, na construção de um Projeto Político Pedagógico Participativo,na promoção dos direitos humanos, como também em nossas aulas numa produção colaborativa com os alunos onde todos participam do processo de construção da escola que queremos e do conhecimento com autoria.

Na construção do aplicativo pelo grupo, que está em fase de construção, priorizamos até o momento a aba de lista de textos, onde incluímos alguns textos sobre a Valorização das Diversidades Escolares na Formação dos Professores e  vídeos sobre o mesmo assunto, também incluímos em uma das abas o youtube. Para futuras inserções estamos pensamos em  usar a página pesquisa  e um espaço interativo onde o professor  pode deixar sua mensagem e reflexões sobre os textos, videos e postagens realizadas. Em relação às outras abas e ferramentas estamos descobrindo sua utilidade e serão usadas à medida que nos apropriarmos melhor desse instrumento e considerarmos que são importantes para desenvolver situações de aprendizagem de forma crítica e criativa onde se transforma informação em conhecimento. 

Exemplo da Escola 3:[editar | editar código-fonte]

Nosso APP diz respeito às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação em Direitos Humanos – com ênfase nas Diversidades Escolares

Quando em nossa primeira aula teríamos que formar um grupo e escolhermos um tema para trabalharmos no APP, as nossas ideias foram se juntando e pensamos nas diversidades escolares, pois trabalhamos em locais diferentes, mas com um universo quase que totalmente igual.

Pensando nas diversidades escolares, veio a formação do professor, o trabalhar com as TICs, que não é frequente em nossas unidades escolares, em nossos alunos que poderiam aproveitar o espaço escolar com mais vontade, mais objetivo, e como o objetivo das escolas é formar cidadãos críticos e socaveis, porque não ensinar algo diferente para eles.

O papel do educador hoje na atualidade da sociedade tecnológica é voltado para a construção de uma sociedade que tenha a inclusão social como prioridade. A inclusão social pressupõe a formação para a cidadania, pois as tecnologias devem ser utilizadas para a democratização dos processos sociais, para integrar a escola e a comunidade, levando que a educação mobilize a sociedade.

Alguns alunos da escola no ano de 2014, esses do 8º ano, produziram um vídeo sobre o bairro, estávamos numa campanha sobre o Meio Ambiente, no início diziam não saber fazer, foi complicado a iniciação, mas com o decorrer dos dias, das explicações dos professores, tudo foi se ajeitando e o vídeo ficou muito bom, foi relatado muitos fatos que ocorrem no bairro que diz respeito ao que eles mesmo vivenciam e não se davam conta.   

Gostei muito desse trecho do texto que diz que aprender é poder compartilhar conhecimentos e protagonismos autorais, pois os dispositivos midiáticos é o próprio pensar, o próprio autor. Lendo esse trecho, nossos alunos foram os próprios autores de um vídeo produzidos pelos mesmos. 

Acredito que assim podemos colocar nossos alunos em contato com a vida, propriamente dita, pois vivendo e se dando conta do que ocorre ao seu redor fica mais fácil de entender o que fazer. 

E no texto fala sobre os dispositivos midiáticos, sim, devemos saber usar para ensinar aos nossos alunos, pois não sabendo usar essas ferramentas não tem como cobrar e não deixar os alunos fora desse meio tecnológico.

Com o Programa Mais Educação, Ensino Médio Inovador entre outros, vinha mais verbas para poder usar com ferramentas para os alunos, mas, mesmo assim,  podemos inserir nossos alunos na descoberta desses dispositivos para que possam estar no mesmo patamar de qualquer outra escola, mesmo de uma escola particular.

A escola oportuniza, aproxima os alunos da forma de criação e comunicação, vejo isso muito bem no Ensino Médio Inovador com o Seminário Integrado, a preocupação com a pesquisa, as apresentações de trabalhos, a saber, manusear os aparelhos da escola, e, agora caminhando nos anos finais com a Rádio Escola, mas ainda um engatinhamento.

A meu ver a atividade estética se esparrama nos espaços escolares no momento em que oportunizamos nossos alunos a serem eles mesmos, a  ser feliz na escola, pois também estamos aprendendo com eles.  

Disponível em: http://cac-php.unioeste.br/eventos/iisimposioeducacao/anais/trabalhos/30.pdf

Neste artigo encontraremos desafios nas escolas em que estamos trabalhando. A cultura tecnológica ainda é muito pequena em nosso universo, e, também, os professores não sabem utilizá-los. 

O professor em sala de aula sente grande dificuldade para trabalhar com tanta diversidade e fazer com que seja aceita entre os alunos. Tenta construir entre eles conceitos de solidariedade, amizade, respeito e que entendam a educação que se pretende diversificada e inclusiva. Alguns dos questionamentos que iremos ver no artigo: 

Como compreender os elementos comuns e as singularidades entre as culturas? Como lidar com a diversidade cultural na sala de aula? Que pedagogia desenvolver para sensibilizar para a importância da temática étnico-racial? Como entender e valorizar a diversidade para superar as situações de descriminações? Começaremos pela superação dos preconceitos, mudanças dos professores, funcionários,alunos, respeitarem e 

perceberem as diferenças. “Lei 10.639 de 09 de janeiro de 2003 que altera a LDB para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura afro-brasileira” e a Lei 10.639/2003 sofreu uma alteração com a promulgação da Lei 11.645/2008, que incluiu a história e a cultura indígena.

Percebemos que inúmeras tentativas estão sendo realizadas pelos educadores para trabalhar e superar as diversidades.

Disponível em:  http://eaulas.usp.br/portal/video.action;jsessionid=27E119CBAB17171F470CB2A645358868?idItem=627 (vídeo aula interessante sobre diversidade cultural)

Reflexão acerca dos exemplos encontrados:[editar | editar código-fonte]

A partir de uma reflexão do grupo sobre as diferentes vivências, tempos e espaços educacionais que ocupamos ao longo de nossa trajetória como profissionais da educação, da leitura das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação em Direitos Humanos( EHD) a serem seguidos pelos sistemas de ensino, dos textos e vídeos disponibilizados para leitura e reflexões que nos foram passados pela sala PECE e das anteriores que tivemos, tecemos nossas concepções sobre o tema em questão.

Historicamente a conquista dos direitos humanos é uma luta para o reconhecimento, realização e universalização da dignidade humana em todas as instâncias e para todos que está em processo de construção frente ás muitas transformações ocorridas nos últimos decênios nos diferentes contextos da nossa sociedade. 

Reconhecer a educação como promotora dos direito humanos e o direito a educação básica como direito inalienável de todos os cidadãos como condição primeira para o exercício pleno dos Direitos Humanos, exige posicionamentos, atitudes e ações que promovam uma cultura de direitos dentro do espaço escolar onde “todos” independentes das condições sociais, culturais, políticas e econômicas tem a possibilidade de usufruir de uma educação não discriminatória, de qualidade social e democrática, que promova a cultura da paz e se posicione contra toda e qualquer forma de violência dentro dos espaços escolares. Violência esta que se encontra, ainda, presente nos espaços educativos de múltiplas formas, sejam elas veladas ou não, que contribuem para a manutenção das desigualdades, discriminações e muitas vezes o não reconhecimento do direito do outro na sua diferença. É fruto de uma construção histórica que impossibilita o uso dos direitos humanos para todos de forma igual. Portanto, precisa ser refletida, trabalhada e desconstruída para construirmos na escola uma formação de sujeitos que respeite as diferenças, participe ativamente na vida democrática, exercite seus direitos e responsabilidades de forma autônoma na construção de uma sociedade mais justa.

Pensar a superação das desigualdades em uma perspectiva que articula a educação e os direitos humanos como inseparáveis, nos remete a pensar a importância desse tema como um dos princípios norteadores na formação continuada de todos profissionais da educação. Sendo assim, promover o conhecimento e a vivência dos direitos fundamentais, criar espaços que promovam a cultura dos direitos humanos nas práticas cotidianas, contemplar na elaboração do Projeto Político Pedagógico essas práticas e buscar uma organização curricular mais flexível construída coletivamente por toda comunidade escolar que busque a dignidade humana em suas ações pedagógicas, se constitui em um dos caminhos para construirmos uma educação com qualidade social que acolhe a todos em suas diversidades.

Para mudarmos essa realidade que está marcada por privilégios, desigualdades, discriminações de toda ordem, preconceitos e desrespeito com a diversidade e diferenças, que foi construída historicamente e que, lamentavelmente, ainda faz parte de nossos espaços escolares, seja de forma consciente ou inconsciente, nas ações pedagógicas que, muitas vezes, reforçam o “status quo” de uma cultura dominante precisamos intensificar o trabalho com a diversidade social e os direitos humanos na formação dos professores com a finalidade de desenvolver novos olhares sobre a educação.

O uso dos recursos das novas tecnologias digitais pode nos ajudar nesse processo de formação continuada dos professores, desenvolvido pelos coordenadores pedagógicos, no sentido de qualificá-los não só no uso das habilidades tecnológicas e ao acesso a informação pela internet, mas, também, para serem mediadores no processamento das informações digitais para que se constituam em aprendizagens significativas que integrem o racional, sensorial, emocional, pessoal e social. Facilitando, assim, o processo de aprendizagem, o acesso ao conhecimento de forma mais dinâmica e atualizada e criando a possibilidade de desenvolver habilidades estéticas, éticas, tecnológicas e cognitivas. Habilidades essas que poderão conduzir a novas formas de aprender a aprender e a construção de espaços dialógicos, interativos e colaborativos na construção do conhecimento com autonomia, na promoção dos direitos humanos e no respeito às diversidades.   

Fontes Consultadas:

BOLL, C.I. Os Dispositivos... in CORÁ, E,J (Org.). Reflexões Acerca da Educação em Tempo Integral. Porto Alegre: Evangraf, 2014.

A importância de práticas inclusivas[editar | editar código-fonte]

A importância de práticas inclusivas para todos os alunos  é muito importante no sentido de promover  uma educação onde todos possam sentir- se incluídas e construtoras de sua aprendizagem.

Esperamos que nossos estudos promovam uma discussão sobre o tema com a intenção de construir práticas inclusivas em nosso ambiente de trabalho.

Educação em direitos humanos é essencialmente a formação de uma cultura de respeito às diferentes culturas e que atendam a diversidade existente no ambiente escolar, muitas vezes marcadas por preconceitos e discriminação.

O respeito à igualdade e ao mesmo tempo, à esta grande diversidade existente na sociedade é fundamental e a escola escola tem o papel de promover esta mudança visando a legitimação dos direitos humanos  econômicos e sociais.

Paulo Freire(1997) coloca que:

Se, de um lado, não posso me adaptar ou me “converter” ao saber ingênuo dos grupos populares, de outro não posso (...) impor-lhes arrogantemente o meu saber como o verdadeiro. O diálogo em que se vai desafiando o grupo popular a pensar sua história social com a experiência igualmente social de sus membros, vai revelando a necessidade de superar certos saberes que, desnudados vão mostrando sua “incompetência” para explicar os fatos. (FREIRE, 1997, p. 32).

Nossa escola busca trabalhar observando estas questões, as quais são propostas no PPP e no objetivo que todos buscam alcançar por meio de ações e reflexões que atendam a estas demandas.

A formação de sujeitos autônomos e capazes de modificar sua realidade de forma consciente, fazer escolhas e  tomar decisões.

A escola precisa ser democrática para atingir sua finalidade, respeitando todos os sujeitos funcionários, pais, alunos, professores enfrentando as próprias contradições e conflitos existentes.

Os estudos e discussões  promovidas ao longo do nosso curso acrescentam muitos conhecimentos para nossa formação e a sala PECE nos coloca a possibilidade de trabalhar com a cultura digital que também é uma forma de inclusão importante diante das transformações da sociedade atual e do mundo contemporâneo.

Os jovens tem bastante facilidade no uso de novas ferramentas e cabe ao professor se atualizar e tornar suas aulas mais atrativas e dinâmicas.

Educação em Direitos Humanos - YouTube[editar | editar código-fonte]

https://www.youtube.com/watch?v=ap5JzYPdEro

Objetivos: Possibilitar a sociedade uma maior igualdade social, de modo que todos os seres humanos possam ter direitos iguais, independente de ser homem, mulher, criança, idoso, indígena, negros entre outros, a humanidade deve ser oportunizada e respeitada de maneira igualitária.

Valorização das Diferenças e Diversidades [editar | editar código-fonte]

Link do APP: http://app.vc/valorizacao_das_diferencas_e_das_diversidades

Esse APP tem por objetivo trabalhar dentro das Diretrizes Curriculares Nacionais  para a Educação em Direitos Humanos. Decidimos trabalhar com o tema: Valorização das Diferenças e Diversidades. O trabalho será voltado para formação de professores, que sensibilizaremos através de textos, vídeos, leis, diretrizes sobre o tema proposto, de forma a atingir o público alvo, os alunos da rede pública estadual.

Pois a partir do momento que as mídias digitais começaram a transformar as formas de comunicação, a educação também deverá estar preparada para essas mudanças. Visando facilitar uma proposta educacional  para  formar jovens críticos,  atualizar os conteúdos de ensino e as metodologias, assim formando jovens que saibam aprender, conviver e empreender nas condições da sociedade contemporânea.

A integração da informática com a educação representa o imprescindível elo com a sociedade atual, portanto os professores devem estar preparados para trabalhar com as novas tecnologias e através de cursos de formação oferecidos pelo governo para os educadores aprenderem a inserir a educação midiática nas atividades pedagógicas. Assim as escolas devem vincularem no seu PPP a cultura em suas variadas formas de criação e comunicação, sejam digitais ou não.

Portanto é necessário que a cultura digital esteja integrada no ensino escolar e seus PPPS. A sociedade atual precisa de uma escola ativa e criadora que apresente atividades no campo científico quanto no campo artístico-cultural. Assim aprender envolve compartilhar conhecimento e protagonismo autorais e a transgressão oferecida pelos recursos midiáticos é o próprio pensar, os alunos tornam-se um espectador autor do conhecimento.

Na atual sociedade contemporânea e pluricultural os dispositivos midiáticos apresentam o novo, a ousadia, assim, acreditamos na coexistência de uma prática escolar que considere a escrita autoral, a apresentação, a produção e a invenção, sejam apreciados além do certo e do errado. Acreditamos, pois nas potencialidades do olhar de cada multivídeo, sendo o verdadeiro protagonista de sua criação, o sujeito do conhecimento.

Sustentabilidade Socioambiental (sustentabilidade - sobrevivência no planeta)[editar | editar código-fonte]

Sustentabilidade Socioambiental (sustentabilidade - sobrevivência no planeta), onde o material organizado será suporte para estudos e reflexões sobre o meio ambiente sadio, como um direito fundamental e natural do ser humano; pois somente o processo de educação tem o poder de conscientizar e  transformar os sujeitos, assim modificando ou consolidando atitudes tão necessárias e urgentes para preservação do nosso planeta de forma sustentável.

DIREITOS HUMANOS E SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL[editar | editar código-fonte]

Direitos Humanos são aqueles direitos fundamentais a todas as pessoas independente de qualquer diferença social, de credo, de cor  ou outra. 

A Declaração de Estocolmo, em 1972, na Conferência sobre o Ambiente Humano das Nações Unidas reconhece como direito humano fundamental, a vida em ambiente sadio e não degradado e a responsabilidade do homem de preservar o ambiente para si e para as futuras gerações, mediante um desenvolvimento de sustentabilidade de forma planejada e organizada.

O momento exige reflexão em nossa prática e a tomada de um novo posicionamento tanto para o educando quanto para o educador.

Assim sendo a Educação Ambiental levará a uma formação de consciência para o uso de forma adequada dos recursos naturais disponíveis e ,consequentemente, a adoção de atitudes sustentáveis é introduzida nas mais simples ações ás mais complexas, como nossa forma de agir, nas nossas atitudes em relação ao outro e o nosso comportamento no contexto social em que vivemos.

A aprendizagem pela Educação Ambiental ocorre por meio da participação, de criatividade, da expressividade e das relações, exigindo de nós educadores uma proposta pedagógica além de prática, flexível, processual e adequada à realidade, precisando ser criada e recriada diariamente.

Muitos pesquisadores de diferentes esferas do conhecimento  têm-se debruçado sobre a urgência de se pensar novas visões de mundo colocadas em uma nova relação homem-natureza. Nesse sentido, cabe grande parte de responsabilidade aos educadores, desenvolver esta temática junto ao seu público.

Ao traçar um paralelo com os Direitos Humanos, fica evidente que para garanti-los, o desenvolvimento sustentável como um todo deve existir. Fica impossível garantia de vida e saúde aos seres humanos sem um meio ambiente que se sustente e consequentemente seja saudável.

A importância da Educação em Direitos Humanos para a construção de uma sociedade mais justa[editar | editar código-fonte]

Os Direitos Humanos são constituídos de uma série de direitos reconhecidos e necessários para garantir a igualdade e dignidade humana. São partes dos Direitos Humanos os direitos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais – individuais ou coletivos.

Em uma sociedade marcada por desigualdades econômicas e exclusão social, a luta pelos direitos humanos caracteriza-se como um processo em constante desenvolvimento, com grandes desafios. A evolução desse processo depende do trabalho desta temática no ambiente escolar, um ambiente onde se refletem todas as desigualdades, discriminação, pobreza e exclusão.

Através da cultura dos Direitos Humanos, espera-se uma mudança social profunda, onde são agentes desta figuras públicas, políticos, gestores de instituições de ensino e professores. Assim, acreditando-se na educação como elemento primordial na implantação da cultura dos Direitos Humanos, os gestores de instituições de educação e professores tornam-se fundamentais na elaboração do processo, promovendo uma educação que prime pelo respeito às pessoas e culturas, pela criação de um ambiente escolar não discriminatório e democrático e consequentemente uma sociedade com tais características, onde haja superação do racismo, homofobia e toda a forma de diferenciação.

A importância da Educação em Direitos Humanos para a construção de uma sociedade mais justa e democrática foi reconhecida em 2003, quando surgiu o Plano Nacional de Educação em Desenvolvimento Humano. Este programa abrange da Educação Básica até a superior, ressaltando valores de tolerância, respeito, solidariedade, fraternidade, justiça social, inclusão, pluralidade, sustentabilidade. Através destes valores hoje existem políticas para proteção de crianças e adolescentes, relações étnico- raciais, inclusão de deficientes na escola, educação indígena, quilombola, ambiental, entre outras.

O principal objetivo da educação em Direitos Humanos é a valorização da dignidade humana por parte de toda a sociedade, que a condição humana década um possa ser percebida e valorizada pelo seu próximo. Para isso, baseia-se em princípios básicos, tais como: dignidade humana, igualdade de direitos, reconhecimento e valorização das diferenças e diversidades, democracia na educação, sustentabilidade sócio-ambiental, etc.

Por isso, é muito importante que a prática escolar seja orientada para a educação em direitos humanos, que haja formação continuada de professores, que haja estímulos aos estudantes para as mudanças sociais e que haja participação da comunidade educativa nas ações de educação em Direitos Humanos.

Fontes Consultadas:

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. – 06.06.2012.

Igualdade de Direitos[editar | editar código-fonte]

Link do APP: http://app.vc/maristela_brizzi

  Esse APP  tem como objetivo discutir a Igualdade de Direitos. Busca-se a complexificação dos problemas cotidianos, através da  Educação Midiática, com interlocutores sociais, que promovam a autoria e dialogam com os saberes do mundo da vida no contexto escolar. Assim Igualdade de Direitos, são saberes em interlocução e cooperação que através de imagens, fotos, noticias do dia-a-dia, vídeos, textos, listas de produção midiática sobre o assunto, grupo de discussão no Facebook e integração com projetos escolares, possam contribuir na formação do “multividuo”  que faz da técnica e da tecnologia suas aliadas ao próprio exercício autoral (BOOL, 2012).  

O princípio da igualdade de direitos está ligado à ampliação de direitos civis, direitos políticos, direitos econômicos, direitos sociais, direitos culturais e direitos ambientais, a todos os cidadãos e cidadãs, com vistas a sua universalidade sem distinção de cor, nacionalidade, orientação sexual, biopsicossocial e local de moradia. A proposta é a inserção, no currículo escolar, da temática envolvendo a Igualdade de Direitos, conforme orientações dos  Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Básica (2013) sob a perspectiva da Educação Midiática (BOOL, 2012), enquanto expressão comunicativa, envolvendo os elementos da cultura digital: interconexão, criação de comunidades e inteligência coletiva (LÉVY, 1999). 

O que se busca é a complexificação dos problemas cotidianos, através da  Educação Midiática, com interlocutores sociais, que promovam a autoria e dialogam com os saberes do mundo da vida no contexto escolar vislumbrando a vivência da cultura digital nas escolas.. 

Cultura Digital [editar | editar código-fonte]

 Estamos cada vez mais tentando inserir nossos alunos no contexto tecnológico, quebrando paradigmas e inserindo-os a cultura digital, trocando laboratórios de informática por Smartfones, notebooks, tablets, etc..., Tudo isso para que os alunos possam usar suas habilidades e potencialidades. Porém é fundamental que os educadores devem atualizar-se  para fazer da comunicação um elo com seus alunos. Boll, nos fala que  “a comunicação é a essência humana que, acoplada a técnica e a tecnologia, dá a liga necessária para que quaisquer destes princípios se evidenciem”. (BOLL, 2014, p.01). Devemos aproveitar essa nova roupagem que a cultura digital vem trazendo para dentro das escolas favorecendo a comunicação dos adolescentes,  através da técnica e da tecnologia, pois os mesmos  se comunicam por “códigos digitais”. Cabe aos professores a sua formação e atualização, para superar dificuldades de decifrar e usar esse “códigos” no dia a dia como linguagem, refletindo sua vida, em um contexto político, cultural e principalmente social. 

Podemos então aproveitar esse processo de crescimento da cultura digital nas escolas e esse interesse do jovem pela linguagem digital e pela necessidade de ser visto pela sociedade através das redes sociais e ampliar nossos currículos escolares oportunizando o ensino aprendizagem através do contexto digital como criação de blogs e medidas educativas que aproximem os alunos com os processos culturais digitais de maneiras segura sendo eficaz para o seu crescimento cultural e social.

Diretrizes Curriculares Nacionais da  Educação Básica [editar | editar código-fonte]

Segundo as Diretrizes Curriculares  Nacionais da Educação Básica  a  "Igualdade de direitos compreende o respeito à dignidade humana, devendo existir em qualquer tempo e lugar, diz respeito à necessária condição de igualdade na orientação das relações entre os seres humanos". A discussão sobre Direitos Humanos e Educação tem como objetivo  garantir a igualdade e defesa da dignidade humana. Assim os processos Educativos devem promover atividades/situações de estudo e aprendizagem  que oportunizem aos estudantes a vivência de valores e atitudes envolvendo a  justiça, a não violência, a tolerância, o respeito, a paz entre outros.

Desigualdade Social no Brasil[editar | editar código-fonte]

Diante do elevado nível de desigualdades sociais no Brasil, serviços efetivamente públicos necessitam atender às expectativas com qualidade da população que sofre com o desinteresse das camadas da estrutura social. Não estamos, aqui, falando dos muitos ricos, mas da “classe menos favorecida” da sociedade brasileira. Esse grupo social de certa forma, é aquele que dispõe dos atributos da cidadania que busca seus direitos através dos meios públicos, sendo muitas vezes humilhados por requerem um direito assegurado na Constituição Brasileira. Observo que essa questão é complexa, pois quando nos esbarramos no “público”, tudo é difícil, as pessoas não correspondem as suas devidas responsabilidades, o “público” não é nosso mas, ao mesmo tempo é de todos, temos nossos direitos mas que infelizmente não usufruímos como deveríamos, pois quando colocamos alguém no poder acreditamos estar fazendo a coisa certa, nem sempre o fizemos. Já o privado tem por afirmação ser cordial e trabalhar corretamente, pois esse corre o risco da substituição o que dificilmente ocorre no público.

A discussão que envolve os Direito Humanos, nas escolas públicas, envolvem projetos, pesquisas e planos de aula, nas escolas públicas atendem para as discussões desses tópicos. Porém, isso garante  ações e transformações individuais e coletivas? Será que os projetos dão conta das discussões necessárias para a transformação na sociedade e a implementação de uma nova cultura? 

Certamente que não. Direitos coletivos precisam envolver todos os segmentos da sociedade. Assim, precisamos, que as mantenedoras/Secretarias Estaduais de Educação elaborem politicas públicas que garantem as discussões e ações nas escolas. É preciso que os processos de formação inicial e continuada dos professores, discutam e tragam vivências e trocas de experiências, sobre como implementar a discussão sobre  os DH  no currículo das escolas em diferentes áreas do conhecimento e níveis de ensino. Mas, também é fundamental que o Projeto Político Pedagógico da Escolas estejam contemplados com metodologias que garantem as discussões dos DH nas atividades pedagógicas das Escolas.

Considerações Finais[editar | editar código-fonte]

Sabemos que a função da escola, tem como princípio o trabalho da igualdade e dignidade social. Pensar os Direitos Humanos na escola, é oportunizar as "mediações fundamentais tanto para o acesso ao legado histórico dos Direitos Humanos, quanto para a compreensão de que a cultura dos Direitos Humanos é um dos alicerces para a mudança social". 

A proposta de Educação, que apresento, busca desempenhar um papel ativo  de aprendizagem coletiva e a potencialização do desenvolvimento cognitivo, prático moral e expressivo-ético-estético, assegurando o domínio de situações a enfrentar no espaço social e cultural do convívio em grupos e no respeito e afirmação das identidades pessoais. Assim, a Educação é o alargamento do horizonte cultural, relacional e expressivo, tendo a dinâmica das experiências vivenciadas e submetidas ao debate, diálogo e reconstrução de saberes, "cada um, a seu modo, dá testemunho das múltiplas possibilidade humanas" (Gudsdorf :14-26).

O  PNEDH define a" Educação em Direitos Humanos como um processo sistemático e multidimensional que orienta a formação do sujeito de direitos, articulando as seguintes dimensões: a) apreensão de conhecimentos historicamente construídos sobre direitos humanos e a sua relação com os contextos internacional, nacional e local; b) afirmação de valores, atitudes e práticas sociais que expressem a cultura dos direitos humanos em todos os espaços da sociedade; c) formação de uma consciência cidadã capaz de se fazer presente em níveis cognitivo, social, cultural e político; d) desenvolvimento de processos metodológicos participativos e de construção coletiva, utilizando linguagens e materiais didáticos contextualizados; e) fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem ações e instrumentos em favor da promoção, da proteção e da defesa dos direitos humanos, bem como da reparação das violações" (DNEB, 2013 p.519).

Como atividade pedagógica a ser inserida nas escolas, é possível criarmos uma proposta a partir do uso de Aplicativos, visando a discussão da temática. Como sugestão foi criado uma aplicativo que se encontra disponível no endereço http://app.vc/maristela_brizzi. O aplicativo conta com espaços de discussão através de uma página para o Facebook, álbuns de foto de Sebastião Salgado, Vídeos, Lista de textos, e links para visitação em entidades que discute a temática. Acreditamos que o potencial da técnica e da tecnologia, podem aproximar saberes e transformações na escola e na vida social de nossos alunos. 

Fontes Consultadas:

BOLL, C.I. Os Dispositivos... in CORÁ, E,J (Org.). Reflexões Acerca da Educação em Tempo Integral. Porto Alegre: Evangraf, 2014. 

MEC, Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília. DF, 2013.