Bélgica/Conclusão

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O rei Philippe e a rainha Mathilde saudando o povo após Philippe prestar o juramento real no parlamento. Resta a dúvida sobre a capacidade do novo rei de ser um fator de coesão nacional.[1]

A Bélgica encontra-se atualmente numa encruzilhada entre a manutenção de sua unidade ou a separação da região de Flandres. A favor da separação, argumenta-se que o norte e o sul do país pouco têm em comum. O movimento separatista é forte em Flandres, porém a maioria dos valões é contra. O motivo principal dessas duas posições parece ser econômico, pois o desemprego é três vezes maior na Valônia do que em Flandres. Ou seja, é como se Flandres estivesse sustentando a Valônia. Pelo menos, é essa a opinião de grande parte dos flamengos. O que levanta a questão: com a independência de Flandres, teria a Valônia condições econômicas de subsistir como país independente?

Em 1830, o catolicismo foi, talvez, o principal fator que motivou a união de Flandres e Valônia num único país. O crescimento do ateísmo na Bélgica pode ser um fator importante para o desejo secessionista de Flandres: segundo uma pesquisa de 2005, 27% dos belgas não acreditam em Deus ou qualquer forma de força vital que dê sentido à vida[2]. Ora, sem o elemento comum católico, a Bélgica pode estar perdendo seu principal elemento de coesão interna.

O maior (e talvez o único) empecilho à separação imediata de Flandres parece ser a região bilíngue de Bruxelas, já que, no resto do país, a divisão linguística é claramente definida, favorecendo uma eventual divisão territorial[3].

Referências