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Embora se possa trabalhar com mínimos e máximos, ao longo dos próximos capítulos só trabalharemos com mínimos, pois achar o máximo de uma função f é equivalente a achar o mínimo da função  -f.

Índice

[editar] Mínimo global

Sejam  D \subset \mathbb{R}^n e  f:D \rightarrow \mathbb{R}. Para encontrarmos o mínimo global, devemos encontrar o  \operatorname{min} \; f(x), \forall \; x \in D .

Definição

Dizemos que um ponto  \bar{x} \in D é mínimo global, se  f(\bar{x}) \le f(x), \forall \; x \in D.

[editar] Máximo global

Seja  D \subset \mathbb{R}^n e  f:D \rightarrow \mathbb{R}. Para encontrarmos o máximo global, devemos encontrar o  \operatorname{max} \; f(x), \forall \; x \in D .

Definição

Dizemos que um ponto  \bar{x} \in D é máximo global, se  f(\bar{x}) \ge f(x), \forall \; x \in D.

[editar] Mínimo local

Seja  D \subset \mathbb{R}^n e  f:D \rightarrow \mathbb{R}. Para encontrarmos o mínimo local, devemos encontrar o  \operatorname{min} \; f(x), \forall \; x \in D \cap B_\epsilon (\bar{x}).

Definição

Dizemos que um ponto  \bar{x} \in D é mínimo local, se

 f(\bar{x}) \le f(x), \forall \; x \in D \cap B_\epsilon (\bar{x}) onde  B_\epsilon (\bar{x}) = \{ x \in D ; \;  \| x - \bar{x} \| < \epsilon \}.

[editar] Máximo local

Seja  D \subset \mathbb{R}^n e  f:D \rightarrow \mathbb{R}. Para encontrarmos o máximo local, devemos encontrar o  \operatorname{max} \; f(x), \forall \; x \in D \cap B_\epsilon (\bar{x}).

Definição

Dizemos que um ponto  \bar{x} \in D é máximo local, se  f(\bar{x}) \ge f(x), \forall \; x \in D \cap B_\epsilon (\bar{x}) onde  B_\epsilon (\bar{x}) = \{ x \in D ; \;  \| x - \bar{x} \| < \epsilon \}.

[editar] Exemplos

Seja  f: \mathbb{R}^n \rightarrow \mathbb{R}; D_1, D_2 \subset \mathbb{R} , tais que  D_2 \subset D_1 .

[editar] Exemplo 1

Mostrar que  \inf_{x \in D_1}f(x) \le \inf_{x \in D_2}f(x) .

Afirmação:  f(y)=\inf_{x \in D_1}f(x) \Rightarrow  f(y) \le f(x), \forall \; x \in D_1 e  f(z)=\inf_{x \in D_2}f(x) \Rightarrow  f(z) \le f(x), \forall \; x \in D_2.

Prova1: Tome  t \in D_2 \subset D_1 \Rightarrow t \in D_1 \Rightarrow f(y) \le f(t), \forall \; t \in D_2 \Rightarrow f(y) \le f(z) .

Prova2: Suponha por contradição que  \inf_{x \in D_2}f(x) < \inf_{x \in D_1}f(x) \Rightarrow f(z) < f(y). Mas  z \in D_2 \subset D_1 \Rightarrow z \in D_1 \Rightarrow f(y) \le f(z) . Logo  f(z) < f(y) \le f(z) . Contradição! A contradição foi supor que  \inf_{x \in D_2}f(x) < \inf_{x \in D_1}f(x) .

Portanto,  \inf_{x \in D_1}f(x) \le \inf_{x \in D_2}f(x) .

[editar] Exemplo 2

Seja  f: \mathbb{R}^n \rightarrow \mathbb{R}; D_1, D_2 \subset \mathbb{R} , tais que  \bar{x} \in D_2 \subset D_1 . Seja  f(\bar{x})\le f(x), \forall \; x \in D_1 .

Mostrar que  f(\bar{x})\le f(x), \forall \; x \in D_2 .

Suponha por contradição que  \exists \; z \in D_2 tal que  f(z) < f(\bar{x}) . Por  z \in D_2 \subset D_1 \Rightarrow f(\bar{x})\le f(z). Logo  f(z) < f(\bar{x})\le f(z) . Contradição! A contradição foi supor que  \exists \; z \in D_2 tal que  f(z) < f(\bar{x}) . Portanto  f(\bar{x})\le f(x), \forall \; x \in D_2 .

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