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Utilizador Discussão:Fernando Lenho/Flow

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Fernando Lenho (discussãocontribuições)

Quardo esperanças dentro em mim De que algum dia serás minha Se é que espero sempre será assim Até em trilha que se caminha

Se espero dois anos, três ou até uma década Não me importo desde que te tenho Espero nem que vivo tétana Com mil desculpas de atraso, mas eu venho

Quero é imergir nessa paixão Desse amor que me serve de lição Deixar que o amor faça de nós um


Mas a probabilidade é pouca que não chega Não sei se um dia serás minha Te espero porque te amo e ‘’ Quem Ama Espera’’

Fernando Lenho (discussãocontribuições)

Segundo: Edna Vaidosa Diz que: Infecçoes Vaginais(comichão da vagina) Por vergonha ou preconceito, as mulheres pouco falam de infecções vaginais. O problema não chega sequer a sair das quatro paredes do consultório médico, isto na melhor das hipóteses, já que muitas insistem em automedicar-se só para não partilharem o assunto com ninguém. Infecções vaginais As infecções vaginais (ou vaginites) são um tipo de infecção muito comum e que com frequência conduz a aconselhamento junto do farmacêutico e/ou consulta médica. A maior parte das mulheres já teve ou irá ter uma infecção vaginal pelo menos uma vez na vida. Por isso é importante conhecer os principais tipos de infecções vaginais e os seus sintomas; perceber como se desenvolvem, quais as possíveis causas e assim algumas formas de as prevenir. Porque elas podem prevenir-se! Contribuem para isso alguns gestos simples da higiene íntima feminina e a prática de relações sexuais protegidas. A vagina é uma mucosa cujo equilíbrio e estrutura dependem, entre outros factores, de um conjunto de microorganismos, uma flora bacteriana, a chamada flora vaginal. Esta flora, de presença natural na vagina, confere-lhe algumas das suas propriedades fundamentais e assegura a defesa “da sua saúde”. Isto porque ela é a responsável pela acidez característica da vagina, e este pH ácido é a melhor defesa do órgão genital da mulher contra a agressão dos vários agentes patogénicos (fungos, bactérias, e outros). A composição da flora vaginal e o seu equilíbrio dependem de vários factores como a idade da mulher, a fase do ciclo menstrual, a actividade sexual, a higiene e a toma de medicamentos (entre outros). Quando madura a vagina é normalmente colonizada por uma grande variedade de espécies bacterianas, de entre as quais se destacam as espécies Staphylococcus, Lactobacillus, Streptococcus e Gardnerella vaginalis. Mas o tipo e o número de espécies que proliferam a nível vaginal são condicionados por diversos factores, nomeadamente o pH vaginal, a concentração em glicogénio e o conteúdo em glicose (estes dois últimos compostos são os substratos da flora bacteriana). O pH vaginal normal é de 3,8-4,2, ou seja, é ácido. Este pH, que ajuda a manter equilibrada a flora bacteriana está, por sua vez, dependente dela. Isto porque ele é mantido pelo ácido láctico que é produzido pela flora bacteriana normal (isto explica que este seja um composto presente em algumas das formas farmacêuticas utilizadas para a higiene íntima feminina durante períodos de infecção vaginal, e também para prevenção). Compreende-se assim que factores que modifiquem a acidez e/ou a flora vaginal, são factores capazes de enfraquecer as defesas da vagina. São exemplos a toma da pílula, a gravidez, a menopausa, ou uma higiene íntima deficiente ou excessiva. Na gravidez por exemplo, há uma discreta elevação do pH da vagina o que a torna mais predisposta a infecções. O mesmo acontece durante a menstruação. A flora bacteriana é também responsável pela limpeza da vagina, eliminando as células mortas e outros resíduos. Assim, estes elementos juntamente com o muco endocervical originam um corrimento natural e necessário, que é inodoro e claro ou branco (descarga vaginal designada por leucorreia). As características deste corrimento (cor e espessura) alteram-se ao longo do ciclo menstrual, mas é importante que a mulher fique atenta a essas alterações porque algumas não são naturais: se o corrimento for excessivo, adquirir uma cor e/ou espessura diferentes e um odor intenso, ou é acompanhado de ardor e comichão, isso são sinais de que houve uma alteração da flora vaginal, e de que pode ter-se desenvolvido uma infecção. Os sintomas habituais das infecções vaginais (independentemente do tipo específico de infecção ou microorganismo causador) são: - corrimento; - prurido; - irritação; - disúria (dor ao urinar); - dispareunia (dor nas relações sexuais); - sensibilidade, inflamação ou ferida. São três os principais tipos de infecções vaginais responsáveis pela maioria dos casos: - Vaginite ou vaginose bacteriana; - Vulvovaginite fúngica ou candidíase vulvovaginal; - Tricomoníase. Enquanto as duas primeiras não são doenças sexualmente transmitidas, a última é transmitida por via sexual. Com alguma frequência ocorrem também infecções mistas, ou seja, causadas por vários microorganismos. Tricomoníase É causada por um protozoário (Trichomonas vaginalis) e é uma infecção sexualmente transmissível. Surge geralmente na mulher jovem. São factores predisponentes, a actividade sexual, a existência de vários parceiros sexuais, a gravidez e a menopausa. Quanto aos sintomas, normalmente há um corrimento vaginal profuso ou espuma vaginal, isto é, um corrimento amarelo-esverdeado espumoso com odor desagradável e que é normalmente acompanhado de comichão. O tratamento deve ser feito pela mulher e parceiro, e durante a infecção é fundamental usar preservativo nas relações sexuais. O tratamento passa pela administração de antibióticos. Vaginite bacteriana A vaginite bacteriana é a infecção mais comum na mulher em período fértil. É muitas vezes assintomática (cerca de metade das mulheres com vaginite bacteriana são assintomáticas). Os sintomas, quando surgem, são um corrimento acinzentado ou amarelado com cheiro desagradável a peixe. Podem ocorrer ardor e vermelhidão locais. Normalmente os sintomas agravam-se após as relações sexuais. Alguns dos factores predisponentes a esta infecção são a gravidez, o DIU (dispositivo intra-uterino), a lactação e a actividade sexual. O tratamento passa pela administração de antibióticos. Vulvovaginite a cândida ou Candidíase vulvovaginal A candidíase é uma das infecções vaginais mais comuns. Estima-se que cerca de 75% das mulheres sofrem, pelo menos de uma infecção a Candida, durante a sua vida fértil. Esta infecção é provocada, na maioria dos casos, pelo Candida albicans. Este é um fungo que existe naturalmente no corpo humano, habitando a boca, a vagina, o aparelho gastrointestinal e a pele – locais onde existem condições de humidade favoráveis ao seu desenvolvimento. Ele mantém-se nestes tecidos em quantidades reduzidas, sendo inofensivo para a saúde. Contudo, sempre que surgem desequilíbrios que permitam o seu desenvolvimento, a infecção desenvolve-se, e os sintomas manifestam-se. Alguns dos factores de risco que podem causar este desequilíbrio, ou seja, predisponentes a candidíase são: - gravidez; - contraceptivos com estrogénios; - Diabetes mellitus; - terapêutica com antibióticos de largo espectro (para tratar outras infecções, como por exemplo, as urinárias); - infecção por vírus de imunodeficiência adquirida (HIV); - quimioterapia; - roupa justa; - colonização gastrointestinal; - actividade sexual. A candidíase vulvovaginal, apesar de envolver o aparelho genital, não é uma doença sexualmente transmissível. Contudo, e apesar disso, o homem não está imune, isto é, na verdade o contacto sexual com uma mulher infectada pode colocá-lo em risco, podendo haver migração da infecção e podendo o homem manifestar sintomas, sendo os mais frequentes a comichão e vermelhidão no pénis. Isto justifica que em muitas situações o tratamento seja feito pelo casal (apesar de que a terapêutica da candidíase na mulher não obriga ao tratamento do parceiro sexual). Por outro lado, as relações sexuais, ao aumentarem o movimento do fungo e a ocorrência de traumatismos mínimos, podem predispor para esta infecção, e além disto o sémen é um promotor do desenvolvimento e virulência do fungo. Quanto à sintomatologia, a candidíase manifesta-se como uma descarga vaginal, ou seja, um corrimento esbranquiçado e espesso, semelhante a leite/queijo coalhado, e acompanhado por inflamação na pele vulvar (com vermelhidão e comichão no exterior da vagina e na vulva), e também por dor durante o acto sexual e ao urinar. O tratamento envolve a administração de medicamentos anti-fúngicos de aplicação tópica ou toma sistémica. Com o tratamento adequado, os sintomas desaparecem completamente. Contudo, se o tratamento não for cumprido há o risco de a infecção voltar, podendo tornar-se recorrente. As infecções vaginais são bastante comuns, mas podem ser prevenidas, o que exige que a mulher tome alguns cuidados, e faça uma higiene íntima adequada (mas não excessiva, porque lavagens demasiado frequentes podem deixar a mulher mais vulnerável). Assim, aqui ficam algumas dicas: - a higiene íntima deve ser feita apenas com água e um sabão suave; - no máximo, devem fazer-se duas lavagens íntimas por dia; - não são aconselhados os duches vaginais porque irritam a vagina; -os toalhetes e os desodorizantes secam a região vaginal pelo que devem ser reservados para situações excepcionais, como viagens; - o sentido correcto da lavagem e limpeza é da vagina para o ânus, já que assim se evita que a flora intestinal entre em contacto com a região genital; - deve dar-se preferência a roupa interior de algodão; - devem evitar-se as roupas apertadas porque favorecem o desenvolvimento de infecções; - os produtos de higiene íntima devem ser utilizados pontualmente, mediante indicação médica ou aconselhamento farmacêutico. Com estes cuidados simples podem prevenir-se as infecções vaginais.

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