Charuto/História: diferenças entre revisões

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[[File:Havana cigar factory.jpg|thumb|Fábrica dos charutos Partagas em Havana, em Cuba]]
[[Image:Cigar balcony loc 3b25437r.jpg|thumb|Propaganda de charuto cubano de 1868]]
Segundo os estudiosos, o uso do tabaco pelo homem principiou na América Central por volta do ano 1000 a.C.<ref>http://revistaadega.uol.com.br/Edicoes/46/artigo146189-1.asp</ref>. A planta era consumida através de infusões, comida, mascada, moída e aspirada, ou aspirando-se a fumaça por ela produzida.
A origem do charuto é incerta. Concretamente, o mais antigo registro do charuto que existe é um vaso maia do século X, encontrado nas ruínas de Uaxactún, na Guatemala, que mostra um indivíduo fumando folhas de tabaco enroladas com um barbante.
 
AJá a origem do charuto é incerta. Concretamente, o mais antigo registro do charuto que existe é um vaso maia do século X, encontrado nas ruínas de Uaxactún, na Guatemala, que mostra um indivíduo fumando folhas de tabaco enroladas com um barbante.
Com a chegada dos europeus ao continente americano, o charuto ganhou o mundo. Os primeiros europeus a terem contato com ele foram Rodrigo de Jerez e Luiz de Torres, dois marinheiros da esquadra de Colombo que foram por este enviados para explorar a região ao redor da baía de Bariay, ao norte da atual província cubana de Holguín. Quando retornaram de sua excursão, estes relataram terem encontrado ''mulheres e homens, com um tição entre as mãos e ervas para tomar a defumação à qual estavam acostumados''. Quando regressou a Ayamnte, na Espanha, Jerez levava consigo algumas folhas de tabaco e mostrou a familiares e amigos como usá-las para fumar. O que lhe custou caro, pois foi acusado de estar possuído pelo demônio, e condenado a anos de prisão. Os índios que habitavam em Cuba nessa época eram os tainos, que chamavam o tabaco de ''cohiba''. Atualmente, Cohiba é o nome de uma famosa marca de charutos<ref>http://www.charutos.com.br/artigos/art_charutos15.htm</ref>.
 
Com a chegada dos europeus ao continente americano, o charuto ganhou o mundo. Os primeiros europeus a terem contato com ele foram Rodrigo de Jerez e Luiz de Torres, dois marinheiros da esquadra de Colombo que foram por este enviados para explorar a região ao redor da baía de Bariay, ao norte da atual província cubana de Holguín. Quando retornaram de sua excursão, estes relataram terem encontrado ''mulheres e homens, com um tição entre as mãos e ervas para tomar a defumação à qual estavam acostumados''. Quando regressou a Ayamnte, na Espanha, Jerez levava consigo algumas folhas de tabaco e mostrou a familiares e amigos como usá-las para fumar. O que lhe custou caro, pois foi acusado de estar possuído pelo demônio, e condenado a anos de prisão. Os índios que habitavam em Cuba nessa época eram os tainos, que chamavam o tabaco de ''cohiba''. Atualmente, Cohiba é o nome de uma famosa marca de charutos<ref>http://www.charutos.com.br/artigos/art_charutos15.htm</ref>.
O tabaco continuou a sofrer muitas perseguições por parte dos governos de países como Pérsia, Rússia, Japão e Turquia. Porém, com a publicação de um estudo científico do alemão Johan Neander sobre os efeitos terapêuticos do tabaco, a situação se reverteu, e o tabaco passou a ser encarado como um remédio para diversos males. A rainha francesa Catarina de Médici, por exemplo, passou a usar o tabaco aspirado sob a forma de pó para curar sua enxaqueca, sob orientação médica. Vale lembrar que o tabaco foi apresentado a ela por Jean Nicot, o embaixador francês em Portugal. Do sobrenome Nicot surgiu denominação científica da planta, ''Nicotiana''.
 
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