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Discussão:Português/Classificação das palavras/Pronomes/Pessoais/Flow

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YuriTeixeiraMendes (discussãocontribuições)

Esse é o tipo de "correção" que me incomoda pq quem corrige não pensou direito a respeito do que está corrigindo.

A regra citada para pronomes e verbos no complemento verbal absolutamente não existe. Caso o sujeito da frase "Esse dinheiro é para mim/eu gastar" seja o "eu/mim", a frase tem um sentido semântico diferente do imaginado. Caso o sujeito seja "dinheiro", o dinheiro é gasto por mim. Caso o sujeito seja "mim/eu", o sujeito sou eu que gasto o dinheiro. Neste exemplo tanto faz, afinal o dinheiro será gasto pela pessoa em todo caso, mas caso tenhamos "Alguém poderia sugerir um livro para mim/eu colorir?", o sujeito deixa de ser quem sugere e passa a ser eu, que coloro o livro. Mas o livro não é colorido porque não existe, o foco é a sugestão buscada, não o colorir do livro. O complemento verbal *explica* o que será feito com a sugestão que se espera.

As orações acima também não podem ser coordenadas. Observe que orações coordenadas são ligadas por conjunção (não preposição), e mantém seu sentido enquanto orações independentes. "Mim/eu gastar" não tem sentido. No caso de orações subordinadas, a oração também precisa ser completa. Caso se separe a frase "Esse dinheiro é para mim/eu gastar" em duas orações subordinadas, as duas ficam sem complemento.

Importante lembrar que as formas diversas dos pronomes "eu, me, mim, comigo, meu" existem como vestígios de uma declinação por caso gramatical que existia no latim mas não existe no português. A forma reta "eu" é resquício do nominativo, enquanto "mim" é resquício do dativo; "me", do acusativo; "meu", do genitivo; "comigo", do instrumental.

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