| Vogal |
Portugal |
Brasil |
Palavra |
| i |
/'di.a/ |
/'dʒi.a/ |
dia |
| u |
/ɔb.ˈʒɛ.tu/ |
/ob.ˈʒɛ.tu/ |
objeto |
| ɪ |
|
/pɑrɑˈrrɑɪus/ |
para-raios |
| e |
/ˈteɾ/ |
/ˈteɾ/ |
ter |
| ə |
/ˈsa.lə/ |
/ˈsa.lə/ |
sala |
| ɛ |
/ˈɛ/ |
/ˈɛ/ |
é |
| ɔ |
/ˈfɔ.ɾa/ |
/ˈfɔ.ɾa/ |
fora (verbo) |
| ɐ |
/sɐni'tarju/ |
/sɐni'tarju/ |
sanitário |
| a |
/vaɨ/ |
/ˈvaj/ |
vai |
Observações: As outras vogais são restritamente utilizadas em certas regiões e/ou em poucas palavras da língua portuguesa. Algumas nem são ditas nesta.
As consoantes (do latim consonante) são letras que quando produzidas há impedimento da passagem de ar. São classificadas de acordo:
- Egressão - São as consoantes que têm seu início nos pulmões (o ar vai da laringe para a traqueia, veja imagem abaixo). Na passagem pelos órgãos o som é modelado, conforme a zona de articulação.
- Não-egressão - São as consoantes que não têm como seu início os pulmões (cliques e implosivas).
[editar] Modo de articulação
- Articulação - São as que possuem zona de articulação. Estas são egressivas.
- Co-articulação - São as que não possuem zona de articulação. Todas as co-articuladas podem ser articuladas, mas o oposto não ocorre.
[editar] Articulação
As consoantes cujas o modo de articulação possuem, são classificadas em:
- Consoantes nasais - Consoantes formada pelo impedimento do ar em uma zona de articulação, boa parte do ar vai à cavidade nasal, fazendo com que este saia pelas narinas.
- Consoantes fricativas - O ar passa por um canal estreito que é formado pelo impedimento que a zona de articulação faz.
- Consoantes aproximantes - São consoantes que possuem o som similar às demais articulações. Podem também ser chamadas de semivogais ou ainda de semiconsoantes. Apesar do som assemelhar-se ao de uma vogal, são consoantes por possuirem modo e zona de articulação.
- Consoantes oclusivas - A corrente de ar é interrompida pela zona de articulação, a corrente de ar acaba se desintegrando na boca e automaticamente saindo desta.
- Consoantes vibrantes - São iguais às oclusivas, porém, depois da desintegração forma-se uma nova corrente de ar, podendo ficar mais tempo na boca.
- Consoantes laterais - São classificadas em três: Lateral fricativa, Lateral aproximante e Lateral vibrante. Consistem na passagem de ar pelas laterais da boca pelo bloqueio da zona de articulação.
[editar] Co-articulação
As consoantes cujas o modo de co-articulação possuem (possuem duas zonas de articulação simultâneas em sua formação, ou podem ter duas zonas de articulação diferentes para formá-las), são classificas em:
- Consoantes fricativas co-articuladas
- Consoantes aproximantes co-articuladas
- Consoantes oclusivas co-articuladas
[editar] Zona de articulação
Zonas de articulação:
1. Exo-labial, 2. Endo-labial, 3. Dental, 4. Alveolar, 5. Pós-alveolar, 6. Pré-palatal, 7. Palatal (palato mole), 8. Velar (palato duro), 9. Uvular, 10. Faríngea, 11. Glotal, 12. Epiglotal, 13. Radical, 14. Pós-dorsal, 15. Pré-dorsal, 16. Laminal, 17. Apical, 18. Subapical
A laringe. Legenda:
*Epiglottis (Epiglote)
*Vocal fold (pregas vocais)
*Trachea (Traqueia)
Ver módulo principal: Zona de Articulação consonantal
Além de as consoantes serem classificadas por articulação, também são pela zona articuladora (as co-articuladas não possuem):
-
Consoantes bilabiais - Consoantes formadas pelo impedimento do ar pelos lábios — b, m, p
Consoantes labiodentais - Consoantes formadas pelo impedimento do ar pelos lábios quando estes não estão totalmente fechados — f, v
Consoantes dentolabiais - |
-
-
Consoantes linguolabiais -
Consoantes interdentais' -
Consoantes dentais - Consoantes formadas pelo impedimento da língua quando esta entre os dentes — d, n, t
Consoantes dentoalveolares-
Consoantes alveolares - Consoantes formadas pelo impedimento do ar pela língua quando esta em contato com os alvéolos dentais (parte atrás da gengiva, abaixo dos dentes) — l, r (fraco), s, z
Consoantes palatoalveolares - Consoantes formadas pelo impedimento do ar pela língua quando esta em contato com a região entre os alvéolos e o palato duro |
-
Consoantes palatais - Consoantes formadas pelo impedimento do ar pela língua quando esta em contato com o palato duro (próximo aos lábios) — d (às vezes e sempre antes de i), g (fraco, com som de j), j, t (às vezes e sempre antes de i); dígrafos ch, lh, nh
Consoantes velares - Consoantes formadas pelo impedimento do ar pela língua quando a parte traseira em contato com o palato mole (próximo à cavidade oral) — c (com som de k), g (forte, sem som de j), k
Consoantes uvulares - Consoantes formadas pelo impedimento do ar pela vibração da úvula — r (forte); dígrafo rr |
-
Consoantes faríngeas -
Consoantes epiglotais -
Consoantes faríngeo-epiglotais - |
-
| Consoantes glotais - Consoantes formadas pelo impedimento do ar pela vibração da glote (abaixo da abertura da laringe à faringe, oposta à epiglote) |
[editar] Não-egressão
- Cliques - São consoantes onde a vibração do ar é apenas encontrada na boca, o ar não passa pelos pulmões e nem pela laringe. São formadas pela retirada rápida dos lábios, tendo uma parte fechada e outra entre-aberta, ou da língua do céu da boca quando esta e os demais músculos estão tensos.
- Implosivas -
- Ejetivas -
[editar] Junção consonantal
- Consoante africada - As consoantes africadas são consoantes cujas são formadas pela junção de uma consoante oclusiva e de uma fricativa, articuladas na mesma zona.
As consoantes podem ser classificadas pela vibração da laringe:
- Consoante sonora - Quando há vibração laríngea.
- Consoante surda - Quando há falta de vibração laríngea. A altíssima aspiração ou total fechamento glotal as produzem (veja: Fonação).
A tensão é classificada de acordo com o tônus muscular na emissão consonantal, semelhante à tensão das vogais.
- Consoante fortis - É a consoante com o mais tônus muscular, a que mais tem aspiração, podendo ser pré ou pós consoante. Não produz som. O alofone é definido pelo h, antes ou depois deste (exemplo: /ht/ → pré; /th/ → pós)
- Consantes tenuis - Caracteriza a consoante oclusiva, por não apresentar nem aspiração e nem voz.
- Consoante lenis - É a consoante com menor tônus muscular e caracteriza a voz melódica (isto é, a voz comum), por consequência, não possui aspiração.
Podem haver consoantes entre estas tensões, sendo que a aspiração é proporcionalmente inversa à voz. Em português apenas existem as consoantes lenis.
Observações:
- Obviamente, não é possível empregar consoantes fortis seguidamente na mesma silaba (pois há uma pausa - a aspiração).
- Sabido que duas consoantes fortis formam duas sílabas, a primeira perde a aspiração nas línguas indo-europeias (Lei de Grassmann).
[editar] Tabela das consoantes
Os alofones que se encontram à esquerda dos quadros são consoantes sonoras, à direita são consoantes surdas:
Egressivas (articuladas)
|
Labial |
Coronal |
Dorsal |
Radical |
Glotal |
| Bilabial |
Labiodental |
Dental |
Alveolar |
Palato-
alveolar |
Retro-
flexiva |
Palatal |
Velar |
Uvular |
Faríngea |
Epiglotal |
| Nasal |
m |
ɱ |
n̪ |
n |
n |
ɳ |
ɲ |
ŋ |
ɴ |
|
|
| Oclusiva |
p b |
p̪ b̪ |
t̪ d̪ |
t d |
t d |
ʈ ɖ |
c ɟ |
k ɡ |
q ɢ |
|
ʡ |
ʔ |
| Fricativa |
ɸ β |
f v |
θ ð |
s z |
ʃ ʒ |
ʂ ʐ |
ç ʝ |
x ɣ |
χ ʁ |
ħ ʕ |
ʜ ʢ |
h ɦ |
| Aproximante |
|
ʋ |
ɹ |
ɹ |
ɹ |
ɻ |
j |
ɰ |
ʁ |
ʕ |
ʢ |
ɦ |
Vibrante
Multipla |
ʙ |
|
r |
r |
r |
|
|
|
ʀ |
|
|
|
Vibrante
Simples |
ⱱ̟ |
ⱱ |
ɾ |
ɾ |
ɾ |
ɽ |
|
|
ɢ |
|
ʡ̯ |
|
Lateral
Fricativa |
|
|
ɬ ɮ |
ɬ ɮ |
ɬ ɮ |
ɭ˔̊ |
ʎ̥˔ |
ʟ̝̊ |
|
|
|
|
Lateral
Aproximante |
|
|
l |
l |
l |
ɭ |
ʎ |
ʟ |
|
|
|
|
Lateral
Vibrante |
|
|
ɺ |
ɺ |
ɺ |
|
ʎ̯ |
|
|
|
|
|
Co-articuladas
| Fricativa |
ɕ |
ʑ |
ɧ |
| Aproximante |
ʍ |
w |
ɥ |
ɫ |
| Oclusiva |
k͡p |
ɡ͡b |
ŋ͡m |
|
Africadas
| p̪f b̪v |
ts dz |
tʃ dʒ |
tɕ dʑ |
ʈʂ ɖʐ |
| t̪θ d̪ð |
tɬ dɮ |
cç ɟʝ |
kx |
qχ |
|
Não-egressivas
| Cliques |
ʘ |
ǀ |
ǃ |
ǂ |
ǁ |
| Implosivas |
ɓ |
ɗ |
ʄ |
ɠ |
ʛ |
| Ejetivas |
pʼ |
tʼ |
kʼ |
qʼ |
sʼ |
| tsʼ |
tɬʼ |
tʃʼ |
kxʼ |
kʼ |
|
A fonação consiste no estudo das vozes. Na formação das consoantes e das vogais, cada uma das quais possui uma zona de articulação, alguns órgãos podem-se alterar para possibilitar a produção do som.
[editar] Registro vocal
O registro da voz é produzido de acordo com a posição das válvulas e músculos e da vibração das pregas vocais. Pode ser dividido em:
-
- Fonação glotal - É o estudo da voz de acordo com o estado da glote (que tem como função impedir ou não a passagem de ar).
- Fonação supraglotal - É o estudo dos demais órgãos.
[editar] Fonação glotal
| Estado da glote |
Registro |
Aproveitamento das pregas vocais |
Vibração |
AFI (exemplo) |
| Glote totalmente aberta |
fonação surda |
nenhuma (total passagem de ar) |
surda |
|
|
murmúrio |
|
sonora |
Acrescenta-se ʱ ou ̤ (dʱ ou d̤ ) |
|
voz baixa |
|
sonora |
Acrescenta-se ̥ (d̥ ) |
| Glote semi-aberta |
voz melódica |
máxima vibração |
sonora |
Nada é acrescentado |
|
voz firme |
|
sonora |
Acrescenta-se ̬ (d̬ ) |
|
voz crepitante |
|
sonora |
Acrescenta-se ̰ (d̰ ) |
| Glote totalmente fechada |
Glote totalmente fechada |
(sem passagem da corrente de ar) |
surda |
|
A glote na formação da voz melódica
Na fonação surda, o ar passa pelas pregas vocais sem que estas consigam vibrar e produzir um som, de vogal ou consoante. Já no murmúrio a glote fica levemente fechada, fazendo o ar ficar um pouco mais tempo na laringe, fazendo com que as pregas vocais possam vibrar um pouco. Na voz baixa o ar fica um pouco mais tempo que o murmúrio, logo haverá mais vibrações nas pregas vocálicas. Na voz melódica (que é a voz comum), a glote fecha-se e abre-se por um tempo, conforme a imagem ao lado. Já na voz firme, a glote fica muito tempo fechada, fazendo haver demasiadas vibrações. Quando a glote fica muito tempo totalmente fechada, as vibrações feitas no ar se dissipam e fazendo o som não sair.
[editar] Tamanho das pregas vocais
O tamanho das pregas vocais influencia nas vibrações. Quanto maior as pregas, mais vibrações serão produzidas. Acontece que na puberdade este tamanho é bastante alterado, logo, não estaremos acostumados a deixar a glote menos tempo fechada (já que são produzidas mais vibrações), então a voz acaba de ser melódica e passa a ser firme.
[editar] Fonação Supraglotal
As articulações dos órgãos supra-glotais (dos órgãos localizados na laringe) são:
- Cobrimento glotal (pelas falsas pregas vocais)
- Compressão esfincteriana
- Retração linguo-epiglotal (fechamento faríngeo linguo-epiglotal)
- Movimento laríngeo
- Estreitamento faríngeo
A laringoscopia, que trata de tais articulações, ainda está sendo estudada, mas sabe-se que quando algumas destas são combinadas, podem surgir os seguintes resultados na voz, na formação geralmente das vogais:
|
Estudos laringoscópios |
Resultado |
| Voz oca |
Movimento laríngeo (em expansão) |
Formação das vogais tensas e consoantes fortis |
| Voz áspera |
Estreitamento faríngeo e cobrimento glotal |
Aproximação da voz quando se carrega algo muito pesado |
| Voz estridente |
Movimento laríngeo e estreitamento faríngeo |
Maior vibração das pregas vocais |
Tonema e Cronema são tipos de fonemas.
Ver também: Prosódia e Acento tônico
Tonema é um fonema que sua entonação, isto é, seu tom, pode ser alterado sem alterar a semântica ou sintaxe frasal. Este fator, o tom, é alterado de acordo com a região e é um dos fatores que constroem um sotaque. Quando há está ocorrência decorrente das vogais próximas ao tonema, chamamos este fenômeno de metafonia (que consiste de um tonema):
- /côrpos/ = /córpos/
- /refôrços/ = /refórços/
- /carôços/ = /caróços/
- /homônima/ = /homónima/
Cronema é o fonema que tem uma duração maior que os outros fonemas. Em várias línguas como o italiano, a apresentação destes é formada pela duplicação das letras, o fonema é o mesmo, o que muda é seu tempo.
Como o nome já sugere, encontros vocálicos são o ajuntamento de duas ou mais vogais numa palavra. Ou, mais especificamente, o encontro de uma vogal com uma semi-vogal (e vice-versa). Existem três tipos:
Ver módulo: Ditongo
Ver módulo: Tritongo
Ver módulo: Hiato
| Decrescentes |
Crescentes |
| ãe |
ea |
| ai |
eo |
| ãi |
ia |
| ão |
ie |
| au |
io |
| éi |
oa |
| ei |
ua |
| ~ei |
uã |
| éu |
ue |
| eu |
u~e |
| iu |
ui |
| õe |
u~i |
| ói |
uo |
| oi |
|
| ou |
|
| ui |
|
| ~ui |
|
|
Obtemos ditongos com a combinação de uma vogal + uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba.
- Exemplos: sou, sério, pai.
- orais (som é emitido especialmente pelas cordas vocais).
- nasais (som é emitido especialmente pelo nariz).
- crescentes (semivogal + vogal): semivogal - som mais baixo e vogal - som mais alto.
- decrescentes (vogal + semivogal): vogal - som mais alto e semivogal - som mais baixo.
Os tritongos são encontros de uma semivogal + vogal + semivogal, formando uma sílaba.
- oral: iguais, sequóia
- nasal: saguões, mínguam
Observações: Nos tritongos nasais uam e üem, não se escreve a segunda semivogal. Isto porque se subentende uãu e uãe
Hiatos encontram-se em duas sílabas diferentes, havendo nelas o encontro de duas vogais pronunciadas em dois impulsos diferentes.
- Exemplos: podia (po-di-a), cruel (cru-el), frear (fre-ar), hiato (hi-a-to), meeiro (me-eiro), lagoa (la-go-a).
Observações: Em uma palavra como saia pode-se ver um hiato (sai-a) ou dois ditongos (sai-ia) (o que é o mais correto)
[editar] Sinérese e diérese
- Sinérese: conversão de hiatos em ditongos
- Diérese: conversão de ditongos em hiatos
Assim como existem encontros vocálicos existem os encontros consonantais.
[editar] Inseparáveis
São os que encontram-se numa mesma sílaba, geralmente formados por consoante + r, l ou h:
- du-plo
- czar
- psi-co-se
- cli-ma
- ma-nhã
- bí-ceps
[editar] Separáveis
São os que encontram-se em sílabas diferentes. Ocorrem sempre no interior das palavras.
- ob-tu-so
- ap-to
- cor-rup-ção
- naf-ta
- pas-sar
O dígrafo é o encontro de duas letras em uma mesma palavra representando um único fonema, as letras podem estar na mesma sílaba como em sílabas diferentes.
O som dos dígrafos podem representar consoantes ou vogais nasais:
[editar] Representam consoantes
Os dígrafos que representam consoantes são, e exemplos:
- ch → chapéu; chuva
- lh → galho; palha
- nh → lasanha; companhia
- rr → carro; amarrar
- ss → massa; cassar
- gu → gueto; guitarra
- qu → queijo; leque
- sc → acréscimo; rescisão
- sç → cresço; nasçam
- xc → exceção;
Observações: Naquelas palavras em que as duas letras do dígrafo pronunciam-se (exemplo: aguentar, escada, exclamar), os grupos xc, qu, sc e gu não são dígrafos - pois dígrafos representam um som.
[editar] Representam vogais nasais
Os dígrafos que representam vogais são:
- am, em, im, om, um, an, en, in, on, un
Observações: No fim de palavras am e em não são dígrafos, porque representam um ditongo nasal, isto é, dois fonemas (exemplo: falam /fálãu/.)
A pronúncia das palavras da língua portuguesa acompanham o sinal gráfico (acento), que indicam a sílaba tônica da palavra. Seguem as regras de acentuação já descritas anteriormente.
[editar] Enfraquecimento das sílabas átonas
Em certos lugares onde se fala o português ocorre o enfraquecimento da vogal nas sílabas átonas (fracas), esta passando a ter um movimento dos órgãos da fala mais rápidos que teriam. A substituição de vogais nas sílabas átonas mais comuns são:
- E por I;
- O por U;
- L por U.
E algumas palavras em que ocorrem a declinação (as letras em que ocorre o enfrauqecimento estão sublinhadas):
De /e/ por /i/:
- Leite
- Escada
- Sorvete
- Escola
- Dente
- Pote
- Teatro
- Xale
- Chocolate
- Diamante
De /o/ por /u/:
De /l/ por /u/:
[editar] A anulação da vogal em encontros
A anulação da vogal mais intensa da sílaba tônica ocorre quando há um ditongo e a sílaba do ditongo é tônica. Estes casos muitas vezes são levados como falta de educação, já que se esta reduzindo a palavra. Como no caso anterior, não é válido para todos os falantes da língua portuguesa. Neste caso a vogal mais intensa acaba sendo excluída (na fala) para aligeirar a pronúncia, diferença visível diferente dos casos anteriores. Veja (em negrito as letras anuladas):
- Chaleira
- Clareira
- Madeira
- Queijo
[editar] O x e seus sons
A letra x no português pode indicar diversos fonemas, são eles:
/s/:
- Auxiliar
- Expectativa
- Máximo
- Próximo
- Texto
/z/:
/ch/:
- Bruxa
- Peixe
- Roxo
- Xadrez
- Xale
/cs/:
- Asfíxiar
- Axila
- Axônio
- Hexaedro
- Léxico
- Taxi
Também há casos em que o x não exprime som algum como na palavra Exceção.
Ver artigo principal: Escrita
A pronúncia é uma das maiores influências na escrita moderna em todas as línguas. Com o passar do tempo, a pronúncia muda as palavras, muitas línguas foram se formando assim. A pronúncia traz grande dificuldade quando escrevemos, você poderá ver diversas regras da escrita em relação a pronúncia.
A sílaba é uma das mais importantes partes da língua portuguesa. É um fonema (ou grupo de fonemas) emitidos em um único impulso expiratório.
- de-zem-bro — é formado por três impulsos, isto é, três sílabas.
Observações: É essencial a presença de uma vogal na sílaba para que ela possa sê-lo.
[editar] Classificação quanto o número de sílabas
Ver módulo: Classificação das palavras em número de sílabas
[editar] Divisão Silábica
Ver módulo: Divisão silábica
[editar] Acento Tônico
Ver módulo: Acento tônico e Classificação quanto o acento tônico
Ver módulo: Vocábulos rizotônicos e arrizotônicos
[editar] Acento de Insistência
Ver módulo: Acento de insistência
Ver módulo: Análise fonética
Existe uma classificação das palavras quanto ao número de sílabas, eis:
[editar] Monossílabos
Monossílabos são palavras que têm somente uma sílaba.
- pão, boi, pó, luz, ar, mão, mãe, cal, pau, dia, cai, sol, só, rei, cão, chão, um, seu, lua, não, meu, pé,teu, mel, mar, pães, pai, rã, pá e etc.
[editar] Dissílabos
Dissílabos são palavras que têm duas sílabas.
- li.vro, ar.roz, de.do, ce.do, ver.de, den.gue, se.lo, col.chões, li.mão, noi.te, cros.ta, hé.lio, ba.bá, vo.o, ru.a
[editar] Trissílabos
Trissílabos são palavras que possuem três sílabas.
- As.sun.ção, Pa.ra.guai, pa.la.vra, fa.ri.nha, me.ni.na, cri.an.ça, sa.u.de, gar.gan.tas, tra.ves.so
[editar] Polissílabos
Polissílabos são palavras que têm quatro ou mais sílabas.
- For.ta.le.za, ca.sa.men.to, com.pu.ta.dor, con.di.cio.na.dor, as.ses.so.ri.a, ex.pe.di.en.te, es.co.a.do
Divisão silábica é a separação das sílabas (silabação) de uma palavra. Na escrita as sílabas são separadas por hífen (-) e em alguns casos com pontos (.).
- ra-iz, ma-ca-co, For-ta-le-za, Volks-wa-gem, gra-ma, pi-ca-pau, sí-la-ba
Regra geral
- Não separam-se letras representativas da mesma sílaba.
- Não existe sílaba sem vogal!
- Separa-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç e xc
- Na silabação não se consideram prefixos, afixos, radicais, etc.
- Exemplos: su-bur-ba-no, tran-sa-tlân-ti-co
Observações: O fonema /cs/ representado pela letra x junta-se à vogal seguinte — isto é, quando houver (exemplo: tó- xi-co).
Sabido que uma sílaba é formada pela pausa fonética em uma palavra, concluímos que sempre temos uma nova sílaba:
- Antes de consoantes pré-aspiradas;
- Depois de consoantes pós-aspiradas;
- Após vogal tônica entre letras átonas;
- Sendo o dígrafo um fonema, este não é separável;
- O mesmo ocorre com uma consoante africada;
- Antes e depois da junção fonética do som de uma vogal com uma consoante (pré e/ou pós-vogal).
[editar] Translineação
Translineação é a partição das palavras no fim da linha. Para repartir uma palavra de modo a deixar parte dela em uma linha e o restante da mesma em outra, é necessária que sejam seguidas as normas de divisão silábica e as seguintes:
- Dissílabos como ato, unha, caí, etc., não devem ser partilhados pois isso deixaria uma letra isolada no início ou fim de uma linha.
- A partir de três sílabas não isola-se sílaba formada por uma vogal.
- Exemplo: la-goa (ao invés de la-go-a).
- Ao translinear palavras compostas, na partição hifenizada, repetir-se-á o hífen. Exemplos:
saca-
arco- |
-rolhas
-íris |
Observações: Não se translineiam, obviamente, monossílabos.
[editar] Saiba mais: os ditongos e hiatos
Ver também: Hiato e Ditongo
Até agora você viu como é simples fazer a divisão silábica de uma palavra, basta observar a pronúncia. Mas e quando a pronúncia é diferente entre regiões? Este é um caso em que existem dois tipos de divisão silábica, uma para o português do Brasil e outra para o português europeu. Acontece que os ditongos crescentes existentes no português do Brasil não passam de hiatos no português europeu. Essas palavras são chamadas em geral de proparoxítonas aparentes. Veja algum desses casos:
| Português do Brasil |
Português Europeu |
| A.lu.mí.nio |
A.lu.mí.ni.o |
| An.fí.bio |
An.fí.bi.o |
| Bi.ná.rio |
Bi.ná.ri.o |
| Con.tí.nuo |
Con.tí.nu.o |
| Es.tân.cia |
Es.tân.ci.a |
| Fre.qüên.cia |
Fre.quên.ci.a |
| His.tó.ria |
His.tó.ri.a |
| I.ní.cio |
I.ní.ci.o |
| La.bo.ra.tó.rio |
La.bo.ra.tó.ri.o |
| Má.goa |
Má.go.a |
| Pré.dio |
Pré.di.o |
| Re.fe.rên.cia |
Re.fe.rên.ci.a |
| Sé.rie |
Sé.ri.e |
| Ti.tâ.nio |
Ti.tâ.ni.o |
| Vár.zea |
Vár.ze.a |
Em vocábulos com duas ou mais sílabas, é natural que uma se destaque por ser proferida com mais intensidade que as demais: trata-se da sílaba tônica. Nela está o acento tônico (ou acento de intensidade, ou ainda acento prosódico). Abaixo estão destacadas as sílabas tônicas dos vocábulos.
- porta, colecionador, janela, café
Observações:
- O acento tônico não deve ser confundido com acentos gráficos (agudo, circunflexo), uma vez que este é um fato fonético.
- O acento na sílaba tônica não é indispensável. Existem várias palavras sem acento gráfico que possuem sílaba tônica (exemplo: bote, cedo).
[editar] Acento sub-tônico
Em alguns vocábulos derivados — normalmente polissílabos —, há, além do acento tônico, um acento sub-tônico. Abaixo, as sílabas sub-tônicas estão sublinhadas e as tônicas destacadas:
- Rapidamente, indiazinha, cafezinho.
[editar] Sílabas átonas
Sílabas que não sejam nem tônicas tampouco sub-tônicas, são átonas (= fracas); podem ser ainda pretônicas ou postônicas. Veja os exemplos a seguir:
Montanha:
-
- MON → átona
- TA → tônica
- NHA → átona
Facilmente:
-
- FA → subtônica
- CIL → pretônica
- MEN → tônica
- TE → postônica
Heroizinho:
-
- HE → pretônica
- ROI → subtônica
- ZI → tônica
- NHO → postônica
[editar] Vocábulos átonos e tônicos dissílabos
Existem alguns vocábulos átonos dissílabos (duas sílabas) — embora a maioria sejam monossílabos —, são eles as contrações pelo e pela, o artigo uma, as conjunções como e porque e as preposições para e pera (arcaico).
Se temos dois vocábulos homógrafos — um átono e outro tônico —, o tônico será acentuado (na escrita), formando o acento diferencial. Exemplo:
- pára (verbo, tônico)
- para (preposição, átono)
Observações: Esta regra não é válida ao acordo ortográfico de 1990. Ela só vale à preposição por e o verbo pôr.
[editar] Acento tônico em monossílabos
Em vocábulos monossílabos (uma sílaba) pode não haver sílaba tônica (veja Classificação quanto o acento tônico).
[editar] Classificação
Ver módulo: Classificação quanto o acento tônico
Vocábulos são classificados sobre seu acento tônico. Há inicialmente duas sub-divisões, mais de uma sílaba e monossílabos:
[editar] Mais de uma sílaba
Vocábulos com mais de uma sílaba são classificados de acordo com a posição da sílaba tônica:
- Quando a última sílaba da palavra é a sílaba tônica, a palavra é oxítona:
- es.cri.tor
- ca.fé
- a.mor
- Quando a penúltima sílaba de uma palavra é a sílaba tônica, a palavra é paroxítona:
- me.sa
- er.va-ma.te
- an.tes
- Quando a antepenúltima sílaba de uma palavra é a sílaba tônica, a palavra é proparoxítona:
- Mé.xi.co
- ár.vo.re
- grá.vi.da
Observações: No caso de palavras compostas considera-se a posição da sílaba tônica do último elemento.
[editar] Monossílabos
Vocábulos monossílabos (com apenas uma sílaba) são classificados conforme a intensidade com que se proferem, podendo ser tônicos ou átonos:
São vocábulos que têm autonomia fonética sendo citados de forma forte, alta, na frase em que aparecem.
- "Pálido, o Sol do céu se despedia" — Olavo Bilac.
- Lista
- é, má, si, dó, nó, eu, tu, nós, ré, pôr etc.
Ao contrário dos tônicos, são os que não tem autonomia fonética — são proferidos fracamente. Observe os grifados.
- "Este céu que me leva ao fim do mundo" — Dante Milano.
São pronomes oblíquos, artigos, conjunções, preposições.
- Lista
- o, a, os, as, um, uns, me, te, se, lhe, nos, de, em, e, que etc.
Rizotônicos (do grego riza, raiz) são os vocábulos cujo acento tônico incide no radical.
O Radical é a parte da palavra em que os derivados não mudam em relação ao primitivo. Ex.:
- Limão → Limoeiro → Limonada. Lim é o radical.
- Exemplo: Curso, sílaba tônica cur, que está dentro do radical
Aqueles, pelo contrário, que têm o acento tônico depois do radical se dizem Arrizotônicos.
- Exemplo: Cursaste, o acento tônico recai sobre o a que não pertence ao radical.
Um acento de insistência é a emissão da silaba tônica ou da primeira sílaba de uma palavra com um duração e intensidade anormal, de forma a enfatizar idéias e/ou expressar sentimentos.
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Ela está a chamar-lhe nomes. Olhaaa.
Eu vi uma coisa horroroooosa!
Roraima é um estado de imigrantes e não de emigrantes.
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A análise fonética é a análise de um fonema no que diz respeito à suas classificações em número de sílabas e acento tônico, à sua decomposição em sílabas (divisão silábica) e à classificação dos fonemas que o constrói.
- Bai-le — vocábulo dissílabo paroxítono, rizotônico.
-
- 1ª sílaba: tônica, constituída pela consoante bilabial oclusiva sonora b e pelo ditongo oral decrescente ai (a vogal + i semivogal)
- 2ª sílaba: átona postônica, formada pela consoante constritiva lateral alveolar sonora l e a vogal anterior reduzida oral átona e
O ramo que ocupa-se da boa pronunciação das palavras é a ortoépia (etimologia vinda do grego orthós, correto + hépos, fala).
A ortoépia contém os seguintes itens:
A perfeita emissão das vogais e grupos vocálicos, citando-os de forma nítida, evitando a omissão e/ou alteração de fonemas, respeitando os timbres de vogais tônicas e as normas da fala culta em geral. Exemplos:
-
- queijo, bandeja, roubo, ouro — e não: quêju, bandeija, rôbu, ôru.
A articulação correta de fonemas consonantais. Exemplos:
-
- mulher, companhia, mas (z), dígno — e não: mulhé, compania, mas (ç), díguino.
A adequada e correta ligação das palavras na frase. Exemplos:
-
- No fim da avenida há um túnel esburacado, que atravessamos perigosamente.
- Àquela noite, o que mais tive medo, era aquilo ser um assaltante.
Ver módulo: Prosódia
A prosódia (do grego prosōidía - acento que se põe sobre as vogais) é uma parte da ortoépia (que é por sua vez parte da Fonética) dedicada à correta acentuação tônica das palavras.
Existem vocábulos aos montes que são mal-proferidos devido a um errado deslocamento do acento prosódico, conhecidos por silabadas.
Palavras como, por exemplo, Madagáscar — que é paroxítona —, são alvos frequentes de silabadas (Madagáscar é erradamente lida como Madagascár, transformando-a em oxítona, por muitos), gratuito e flexões — palavras paroxítonas — são frequentemente lidas gratuíto, transformando a sílaba tônica breve em duas sílabas (norma culta: gra-tui-to; norma erradamente lida: gra-tu-í-to).
A ortografia (do grego orthosgráphō) é uma parte da nossa gramática destinada à correta escrita das palavras, nomeadamente, o conjunto de símbolos (letras e sinais diacríticos), a forma como devem ser usados, a pontuação, o uso de maiúsculas, et cetera.
Ver módulo: Escrita
Ver módulo: Alfabeto português
[editar] Letras Maiúsculas
Ver módulo: Uso de inicial maiúscula
Ver módulo: Uso de K, W e Y
Aqui iremos apresentar a escrita segundo a pronúncia.
[editar] C, Ç, S, SS, Z e X
Na língua portuguesa existem diversas regras quanto o uso dessas letras. Elas representam os seguintes fonemas: /s/ e /z/ -nos casos que iremos mostrar o x só apresenta /s/ e /z/ e o c só apresenta som de /s/. Existem diversas regras que determinam qual das letras acima devemos usar:
As letras que representam o som /s/ são c, ç, s, x e o dígrafo ss. Algumas regras para o fonema /s/:
Para o uso de ç
- Usa-se ç em palavras derivadas cujo primitivo é escrito com ç, já que o radical é o mesmo:
- Açúcar → Açucarado
- Embaraçar → Embaraçado
- Usa-se ç em palavras derivadas cujo primitivo é terminado em TIVO, TO ou TOR:
- Exceto → Exceção
- Junto → Junção
- Trator → Tração
- Setor → Seção
- Privativo → Privação
- Atrativo → Atração
- Usa-se ç nas palavras derivadas com terminação /tensão/ dos verbos referentes ao verbo TER:
- Deter → Detenção
- Reter → Retenção
- Conter → Contenção
- Manter → Manutenção
- Usa-se ç após ditongo:
- Usa-se ç em palavras de origem árabe, indígena ou africana:
Para o uso de c
- Usa-se apenas seguido de E e I em certos casos:
- Usa-se c em palavras derivadas cujo primitivo é escrito com c, já que o radical é o mesmo:
- Macio → Maciez
- Bicicleta → Bicicletário
Para o uso de s
- Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em NDER, NDIR, ERTER e ERTIR:
- Compreender → Compreensão
- Inverter → Inversão
- Divertir → Diversão
- Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em CORRER ou PELIR:
- Discorrer → Discurso
- Percorrer → Percurso
- Expelir → Expulsão
- Compelir → Compulsório
- Usa-se s em palavras que indicam nacionalidade, títulos ou nomes próprios terminadas em /ês/:
- Japonês
- Campones
- Inês
- Irlandês
Para o uso de ss
- Usa-se ss quando o fonema /s/ antecede e procede vogais:
- Assalto
- Assinatura
- Assunto
- Confessar
As letras que representam o som /z/ são s, z e x. Algumas regras para o fonema /z/:
Para o uso de s
- Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em NDIR:
- Usa-se s em palavras derivadas cujo primitivo é escrito com s, já que o radical é o mesmo:
- Visita → Visitante
- Casa → Casebre
- Usa-se s na maioria das palavras terminadas em /aza/, /aze/, /azo/, /eza/, /eze/, /ezo/, /iza/, /ize/, /izo/, /oza/, /oze/ e /ozo/:
-
- Casa
- Frase
- Caso
- Mesa
- Tese
- Ileso
- Profetisa
- Crise
- Liso
- Rosa
- Osmose
- Mimoso
- Usa-se s após ditongo:
- Usa-se entre vogais:
Para o uso de z
- Usa-se z em palavras derivadas cujo primitivo é escrito com z, já que o radical é o mesmo:
- Zebra → Zebrado
- Enraizar → Raiz
- Vazar → Vazio
Usa-se J:
- Em palavras de origem Africana e Indígena:
- Em palavras terminadas em /aje/ e verbos em /jar/:
- Laje
- Tarjar
- Viajar
- Ultraje
Usa-se G:
- Com o fonema /g/, antes de E ou I
- Apogeu
- Coragem
- Gente
- Rugir
- Em palavras terminadas em /agem/, /igem/, /ugem/, /ágio/, /égio/, /ígio/, /ógio/, /úgio/:
- Vagem
- Fuligem
- Mugem
- Pedágio
- Régio
- Prestígio
- Relógio
- Refúgio
Exceção: Pajem e Lambujem
É bem simples definir quando devemos usar M ou N.
- Usa-se N antes de H:
- Amanhã
- Canhão
- Lasanha
- Nhoque
- Usa-se M antes de B e P:
- Bomba
- Campo
- Pompom
- Tromba
Usa-se X:
- Após ditongo:
Exceção: Recauchutar (e derivados) e Caucho
- Em palavras iniciadas em en e me:
- Engraxar
- Enxugar
- Mexer
- Mexerica
Exceção: Mecha (e derivados) e palavras cujo radical inicia com ch
- Em palavras aportuguesadas:
- Hiroxima
- Lagartixa
- Xampu
- Xerife
- Em palavras de origem Africana e Indígena:
Usa-se CH:
- Em palavras provenientes do Latim (e demais línguas itálicas) e Alemão (e demais línguas germânicas):
- Broche
- Chope
- Chuva
- Salsicha
O alfabeto da língua portuguesa pelo que se sabe possui origens gregas e latinas. Atualmente o alfabeto (ou abecedário) da língua portuguesa é composto por vinte e seis letras:
a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k,[1] l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w,[1] x, y,[1] z
Esses signos são utilizados em conjunto, sozinhos ou acompanhados por sinais gráficos (acentos, cedilha, etc). Podem vir em minúsculo, maiúsculo, manuscritas ou em fôrma (imprensa).
- ↑ 1,0 1,1 1,2 De acordo com o novo Acordo Ortográfico, estas letras são usadas na grafia de nomes estrangeiros não aportuguesados e abreviaturas internacionais. Ver Uso de K, W e Y.
Observações: Algumas destas regras aplicam-se ao Português brasileiro mas não são válidas em Portugal.
Usam-se as maiúsculas:
- No início de período ou citação:
- A vida é bela, por isso eu fui a Timor.
- Diz o provérbio: "Quem cala, consente".
- Nos nomes próprios de qualquer tipo (antropônimos, epítetos, alcunhas, topônimos, sagrados, mitológicos, astronômicos):
- Carlos, a Águia de Haia, Pelé, Lisboa, Deus, Zeus, Ursa Maior.
- Nos nomes designativos de eras e fatos históricos, empreendimentos públicos ou atos solenes:
- Idade Média, Descobrimento do Brasil, XX Bienal do Livro, Dia do Trabalho.
- É opcional em vias e lugares públicos:
- Rua da Praia, Praça da Sé, Largo da Mariquita.
- Nos nomes de regiões, de edifícios e na designação de estabelecimentos públicos e particulares.
- Zona da Mata, Teatro Municipal, Biblioteca Municipal, Livraria Curió.
- Nos nomes designativos de artes, ciências, disciplinas, religiões, partidos políticos:
- Arquitetura, Física, Geografia Regional, Catolicismo, União Democrática Nacional.
- Nos nomes designativos de cargos, funções, dignidades:
- Almirante, Governador do estado, Papa.
- Nos nomes designativos de repartições, corporações, agremiações, escolas, festas religiosas, feiras, prêmios, exposições, congressos:
- Secretaria da Educação, Organização das Nações Unidas, Teatro dos Doze, Escola Superior de Guerra, Natal, Feira Nacional da Indústria Têxtil, o Oscar, Salão do Automóvel, Congresso Internacional de Cirurgia Plástica.
- Nos títulos de livros, jornais, revistas, obras de arte:
- O Dia do Chacal, a Folha de S. Paulo, O Cruzeiro, o filme O Código DaVinci.
- Nos nomes dos pontos cardeais quando designam regiões:
- O Ocidente, o Nordeste, o Sul.
- Nas expressões de tratamento:
- Vossa Senhoria, Reverendo, Sua Santidade.
- Nos nomes de competições esportivas:
- Torneio de Wimbledon, Liga Mundial de Voleibol, Jogos Olímpicos de Verão.
- Nos nomes comuns quando personificados ou individualizados:
- a Virtude, o País - Moçambique.
- Nos nomes de importantes conceitos religiosos, políticos ou filosóficos:
- a Igreja, a República, a Justiça.
- Em Portugal, para nomear os meses e os dias:
- Segunda-feira, Março, 10 de Junho, 1 de Dezembro.
[editar] Alteração de significado
Existem algumas palavras que alteram seu significado quando escritas com letra maiúscula, é o caso de estado (igual à forma, jeito. Exemplo: O estado de saúde dele é grave; A temperatura de ebulição é o ponto da passagem do estado líquido para o gasoso) e Estado (no sentido de "parte da sociedade responsável pela sua administração". Exemplo: É dever do Estado brasileiro oferecer educação pública para os brasileiros.).
De acordo com o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as letras K, W e Y passam a pertencer ao alfabeto da língua portuguesa. Antes, estas letras eram consideradas estrangeiras. Elas são usadas em:
- Abreviaturas e símbolos de termos científicos de uso internacional:
- km (quilômetro), kg (quilograma), w (watt), yd (jarda), K (potássio), W (tungstênio), etc.
- Para palavras estrangeiras não aportuguesadas (isto é, palavras de outro idioma):
- kart, show, playboy, watt, sony, etc.
- Nomes estrangeiros não aportuguesados e suas correspondentes derivadas (nomes de outros idiomas):
- Franklin, Kartista, Kennedy, Wagner, Darwin, wagneriano, darwinismo, etc.
Observações: Já há diversas palavras estrangeiras aportuguesadas (isto é, sofreram mudanças para adequrem-se ao nosso idioma), como copirraite (copyright), leiaute (lay-out), Iorque (York), roque (rock), etc, então, deve-se utilizar as palavras aportuguesadas - sem k, w e y- e não as estrangeiras.
Antes de ensinar a acentuar palavras há de se observar a existência de dois tipos de acentos, o acento tônico e o acento gráfico.
O acento tônico trata-se da sílaba mais forte da palavra que sempre corresponde a sílaba tônica. Por exemplo, a palavra "prato" tem acento, o acento tônico, entretanto não tem acento gráfico.
O acento gráfico serve para mostrar visualmente onde está localizado o acento tônico, desse modo ajudando no pronunciamento correto da palavra, além de que mesmo a falta do acento gráfico já ajuda a resolver essas dúvidas.
Enfim, toda palavra tem acento, pelo menos o acento tônico.
[editar] Acentos no português
Há duas ocasiões para pôr um acento no Português:
- Acentuação gráfica - Quando o objetivo do acento é marcar a sílaba tónica (pronunciada com mais força do que as outras). O Acento Agudo e o Acento Circunflexo desempenham esta função.
- Acentuação fonética - Quando o acento é uma característica da letra, ou seja, quando o som da letra é modificado por este. O Til, o Acento Agudo, o Acento Grave e o Acento Circunflexo podem desempenhar esta função.
Acentos no Português
| Vogais |
Acento
Agudo ( ´ ) |
Acento
Grave ( ` ) |
Acento
Circunflexo ( ^ ) |
Acento
Til ( ~ ) |
| A |
Á |
À |
 |
à |
- |
| E |
É |
- |
Ê |
- |
- |
| I |
Í |
- |
- |
- |
- |
| O |
Ó |
- |
Ô |
Õ |
- |
[editar] Sinais auxiliares da escrita
São aqueles sinais que, não sendo acentos, de alguma forma tentam aproximar a escrita da pronúncia.
O til (do latim titulus, significando título, acima da escrita), representado por ~, em português, pode-se escrever em cima do a ou do o e o seu objetivo é anasalar a pronúncia da letra. Lembre que o til não é um acento gráfico e sim fonético.
[editar] Uso do til
O til é empregado em três situações:
- Em encontros vocálicos: cão, põem, feijão, mão, etc;
- No a nasal final, seguido ou não de s: cristã, ímã, amanhã, lã, etc;
- Em derivadas de palavras que recaem nas situações anteriores pela adição de sufixos iniciados por z ou -mente: cãozinho, cristãmente, etc.
A função do acento na língua portuguesa é permitir que haja conhecimento da tonicidade das palavras, sejam desconhecidas, homógrafas, homônimas ou habituais.
[editar] Tonicidade
[editar] Monossílabos tónicos/tônicos
Acentua-se os monossílabos tônicos (de silabação forte) terminados em a, e, o e seus respctivos plurais (as, es, os).
Exemplo: pá, lá, cá, pé, chá.
- Acentuam-se oxítonas terminadas em a, e, o, em e seus respctivos plurais (as, es, os, ens) e nos ditongos abertos éi, éu e ói e seus respectivos plurais (éis, éu, óis). Recebem também, quando exepcionalmente, i, is, u, us são sílabas tônicas, procedidas de vogal.
Exemplos: sabiá, chalé, maiô, parabéns, armazém, além.
Com colocação pronominal por pronomes oblíquos enclíticos em verbos, não se conta este como sílaba, pois são palavras diferentes.
[editar] Paroxítonas
A regra clássica diz que são acentuadas as paroxítonas terminadas em um, ã, l, n, r, x, ps, om e ditongo (em Portugal, somente ditongos crescentes) e seus respectivos plurais (ns, ãs, ãos, is, eis, us e ditongo + s). Quando i, is, u, us são sílabas tônicas e precedidas de vogal e nunca antecedidas de nh, recebem acento.
Exemplos: falésia, tórax, bíceps, saúde.
[editar] Proparoxítonas
Todas as palavras que sejam proparoxítonas devem ser acentuadas, ou seja, devem levar acento na antepenúltima sílaba.
Exemplos: cálculo, prática, vítima, análise, dígito.
[editar] Acento diferencial
O acento diferencial não segue as regras acima e somente são usados para distinguir uma palavra homônima ou homógrafa da outra. Anterior ao acordo ortográfico de 1990, existiam uma quantidade pequena de palavras com este acento, atualmente elas são muito poucas:
- É facultativo (depende da região) usar para diferenciar o pretérito perfeito indicativo do presente indicativo, quando possuem a mesma escrita mas não a mesma pronúncia, nestes casos, acentua-se o pretérito perfeito (ex.: amamos → presente; amámos → pretérito). No verbo poder é obrigatoria essa regra (pode → presente; pôde → pretérito). Esta regra não é válida se a vogal é repetida (ex.: veem);
- Nunca se usa acento diferencial com preposições e contrações que tenham preposição (ex.: para → preposição; para → afirmativo do verbo parar/pelo → contração; pelo → substantivo/pera → contração arcaíca; pera → substantivo/polo → contração arcaíca; polo → substantivo), exceto o infinitivo do verbo pôr para diferenciar da preposição por;
- Os verbos terminados em guar, quar e quir, quando no presente do indicativo, do subjuntivo ou no imperativo, admitem duas pronúncias: quando pronunciadas com a ou i tónicos (tônicos), são acentuadas. Se forem pronunciadas com u tónico (tônico), não serão acentuadas;
- O acento diferencial para as palavras forma e fôrma é facultativo;
- Obrigatoriamente, usa-se o acento diferencial para diferenciar o plural do singular em verbos como ter e vir (ele vem/tem → singular; eles vêm/têm → plural).
Outros casos de acento diferencial:
- fluído → substantivo (igual a gás ou líquido);
- fluido → particípio do verbo fluir (semelhante a tranquilo).
[editar] Quanto à pronúncia regional
Podem levar acento agudo ou acento circunflexo (dependendo da região), as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas (tônicas) e ou o estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais m ou n, conforme o seu timbre é, respectivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/ anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, pénis/pênis, ténue/tênue, vólei/vôlei, etc.
Em português, o acento grave é utilizado para representar a crase. A crase (do grego krâsis, "mistura", "mescla") é o encontro de duas vogais (duas emissões fonéticas) de modo a comporem emissão de apenas um único fonema. Só é colocada na letra a, quando a preposição «a» se contrai com algum determinante (artigo definido feminino ou pronome demonstrativo) começado pela mesma letra.
Sendo um fenômeno fonético, pode ser que não haja correspondência entre o som resultante da crase e sua representação na escrita, mas no português, grego e sânscrito, a crase geralmente pode ser depreendida, no primeiro, através de sinal diacrítico, no terceiro, através de substituição dos caracteres representativos dos sons formadores da crase pelo(s) caracter(es) representativo(s) do som resultante e, no grego, tanto um artifício como o outro, fazendo nestes idiomas a crase como um mecanismo de sandhi (para fins de eufonia na elocução).
O acento grave é utilizado nas palavras:
- à
- às
- àquele
- àquela
- àqueles
- àquelas
- àquilo
- àqueloutro
- àqueloutra
- àqueloutros
- àqueloutras
Observações: a e as nem sempre serão contraídos, pois estes podem ser:
- Pronomes demonstrativos (não usa-se o acento grave)
- Artigos definidos (pode ser usado o acento grave)
- Preposição (apenas a - pode ser usado o acento grave)
Assim sendo, não mais se usa o acento grave em outros casos em que eram utilizados outrora, como, por exemplo, para marcar a sílaba subtônica (cafèzinho, sòzinho). Usa-se nos casos de:
[editar] Regência verbal
Para saber mais: Regência verbal
A regência verbal, em sintaxe, é o estudo da colocação de complementos verbais - sendo necessário análise semântica.
Quando o verbo for transitivo e o seu complemento indireto (OI) feminino, a preposição contrair-se-á com o artigo definido (a ou as). Usa-se o acento grave sobre a letra a só se a preposição for a. Já que em estes casos basta apenas a preposição, o artigo pode estar oculto, pode se excluir o acento, mas, às normas cultas da língua devemos colocá-lo. Exemplo:
Levei água às pessoas duma antiga comunidade.
- Verbo: Levei (transitivo direto indireto)
- OD: água (Levei o quê?)
- OI: às pessoas duma antiga comunidade (Levei a quem?)
- Preposição que inicia o OI: a
- Artigo que inicia o OI: as (pessoas)
- Resultado dos termos introdutórios do OI: a + as = às
Como várias preposições podem introduzir o OI (veja em uso de preposições), podemos substituir a por alguma preposição que indique a mesma circunstância, com exemplo para, até, em (ou seja, à por para a, até a, na) - está é uma maneira bem fácil de saber quando usar o acento grave. Veja outro exemplo:
Então eu contei tudo à minha esposa.
- Verbo: Contei (transitivo direto indireto)
- OD: tudo (Contei o quê?)
- OI: à minha esposa (Contei a quem?)
- Preposição que inicia o OI: a (que pode ser substituída por para)
- Artigo que inicia o OI: a (esposa)
- Resultado dos termos introdutórios do OI: a + a = à
O artigo só pode ser usado antes de substantivos ou seus adjuntos adnominais. Pelo fato de ser facultativo o uso de artigos antes de substantivos próprios, a crase também é facultativa nestes casos - salvo quando o artigo é obrigatório (depende da região em que o português é falado). O mesmo ocorre com os pronomes demonstrativos iniciados por a (àquilo, àquele, àqueles, àquela e àquelas) - contraídos ou não com pronomes indefinidos (àqueloutro, àqueloutros, àqueloutra e àqueloutras) - mas apenas quando fizerem parte do objeto indireto iniciado por preposição a e estiverem imediatamente após a contração.
[editar] Adjunto adnominal e o verbo
Para saber mais: Adjunto Adnominal
Há exceções, é quando há as palavras terra, Terra ou casa.
Quando houver a palavra Terra (planeta) o artigo não poderá estar oculto, obrigatoriamente o uso do acento grave - quando necessário:
- O astronauta voltou à Terra.
Quando houver a palavra terra (solo) não usa-se acento grave (exceto se houver adjuntos adnominais - esta regra só se aplica às palavras terra e casa.)
- Voltei a terra.
- Voltei à minha velha terra.
O mesmo que ocorre em terra, ocorre em casa.
- Eles não foram a casa.
- Eles não foram à nossa casa.
[editar] Vocábulo já determinado
Não se usa o acento grave se o artigo não é usado, são poucos os casos, os mais comuns são os que o substantivo está determinado por um pronome. Exemplo:
Diga a esta pessoa o quanto sinto falta
Pelas regras que vimos até agora, colocaríamos o acento, posto que há objeto indireto feminino (diga a quem? - a esta pessoa), mas, por se tratar de um substantivo (pessoa) já determinado (esta), não há uso do artigo, não ocorrendo a crase, pois seria impossível o sujeito ser A esta pessoa.
[editar] Locuções de caráter subordinativo
Ver também: Locução
Nas classes das palavras, duas possuem papel subordinativo: as preposições e as conjunções. A dúvida quanto o uso do acento grave nestas locuções é frequente, mas há uma maneira bem fácil de saber o uso: pergunta-se à locução o que ela suborna. Exemplo:
Quanto à minha separação, prefiro não comentar
Quanto a é uma locução prepositiva, que suborna prefiro não comentar a a minha separação. Pergunta-se a esta locução: "quanto" a quê? - tratando-se de vocábulo feminino, tem-se o acento grave, já que nesta frase a locução refere-se a minha separação. Veja outro exemplo:
Gritávamos tanto de modo à rouquidão vir
- De modo a quê? - à rouquidão vir.
A locução pode estar em elipse:
Gritávamos tanto (de modo) à rouquidão vir
[editar] Adjunto adverbial
Para saber mais: Adjunto adverbial
Pode haver crase em locuções adverbiais (já que preposições também servem para introduzir estes). Ocorre quando o substantivo da locução for feminino. Exemplo:
À noite é tranquila. - o sujeito ela está oculto
Mas lembre-se! O mesmo substantivo da locução adverbial pode representar um substantivo qualquer noutros casos, ou seja, não será sempre que haverá acento grave, apenas quando representar advérbio. É o caso:
A noite é tranquila. - aqui a noite torna-se o sujeito
Observações: prazo é substantivo do gênero masculino, mas a prazo possui valor adverbial modal - aqui ocorre a elipse do artigo, para diferenciá-lo da locução ao prazo que possui valor temporal. Já a vista é usado quando possui valor de substantivo, é obrigatório o uso de acento grave na locução adverbial - à vista; que possui valor modal. Exemplo:
- Pagarei as compras ao longo do prazo. → Prazo com valor substantivo
- Pagarei as compra a prazo. → Prazo com valor adverbial
- A minha vista é péssima. → Vista com valor substantivo
- Pagarei as compras à vista. → Vista com valor adverbial
[editar] Preposição até
Estudadas as preposições, é sabido que à regência basta apenas uma preposição para fazê-la, inclusive todos os demais usos de preposições. Há apenas uma exceção que não segue as regras sintáticas, é facultátivo o uso de acento grave antes da preposição até, indroduzindo certo advérbio (feminino):
-
- Abriremos até às sete horas. = Abriremos até as sete horas.
[editar] À (s) e Ao (s)
Pelo fato de à ser a+a, ao ser a+o (e formas no plural); quando pudermos substituir o complemento feminino por masculino e for necessário o uso de ao (ou aos), então no complemento feminino será usado à (ou às). Exemplo, como teremos certeza se tem ou não acento grave em:
Então contei tudo à minha esposa.
É simples, substituiremos o OI feminino a minha esposa por um masculino, de termos semelhantes morfossintaticamente (nunca diferentes). Vamos pegar o exemplo, ao meu pai. Sintaticamente, eles são bastante parecidos. Coloquemos na frase. Ficará assim:
Então contei tudo ao meu pai.
Foi necessário o uso de a+o no OI masculino, então no feminino será necessário o uso de a+a (à). Mas isso só vale para o primeiro caso, Regência verbal. Não é correto se basear apenas nesta regra, pois muitas vezes você não encontrará termos semelhantes morfossintaticamente.
O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que passou a vigorar em 2009 aboliu o uso do trema, porém, continua existindo em nomes estrangeiros e palavras deles derivadas, tal como em Müller e mülleriano.
De acordo com a regra anterior, o trema só se empregava no u. Isso acontecia quando tal letra:
- vem depois de g ou q e antes de e ou i.
- é pronunciada.
- não é a vogal tónica.
Exemplo: tranqüilo.
Nota: No Brasil o trema foi extinto pela reforma ortográfica (Decreto 6583/2008). Em Portugal e no Brasil, o trema se aplica excepcionalmente aos derivados de nomes estrangeiros, como mülleriano.
O hífen é um sinal diacrítico comumente usado em língua portuguesa. Não confundir com meia risca ou travessão.
[editar] Emprego do hífen conforme Acordo Ortográfico
- Prefixo terminado em vogal:
- Quando prefixo termina com vogal diferente do início do sufixo, não se usa hífen: autoescola, antiaéreo, antieducativo.
Observações: O contrário da regra acima também é válido: quando prefixo e termo seguinte terminam e iniciam pela mesma vogal, usa-se hífen, exceção ao prefixo co, que se aglutina com o sufixo mesmo que este comece por o.
-
- Quando o sufixo inicia com consoante diferente de r, s e h, não se usa hífen: anteprojeto, anteontem, semicírculo.
Observações:
-
- Neste caso, também há a exceção do prefixo vice, que sempre exige hífen, mesmo quando o sufixo inicia por consoante diferente de r ou s.
- No caso da palavra subumano e derivadas, não se usa o hífen e se suprime o h.
-
- Caso o sufixo comece por r ou s, não se usa hífen, porém dobra-se o r ou o s: antirracismo, antissocial, ultrassom.
- Quando o sufixo começa com a mesma vogal com a qual termina o prefixo, usa-se o hífen: contra-ataque, micro-ondas.
Observações: Exceção ao prefixo co, que não admite hífen quando o termo seguinte inicia-se com o.
- Prefixo terminado em consoante:
- Usa-se hífen se o sufixo iniciar com a mesma consoante com a qual terminou o prefixo: inter-regional, sub-bibliotecário.
- Caso o sufixo inicie por consoante diferente da que termina o prefixo, não se usa o hífen: intermunicipal, supersônico.
Observações: Com o prefixo sub, usa-se hífen quando o sufixo inicia-se por r.
-
- Caso o sufixo inicie por vogal, não se usa o hífen: interestadual, superinteressante.
- Outras regras:
- Sempre se usa hífen quando o sufixo inicia com h: anti-higiênico, super-homem.
- Com o prefixo sub, usa-se hífen também nas palavras iniciadas com r: sub-região, sub-raça. Já para as demais palavras onde o sufixo inicia com outras consoantes, não se usa hífen: subclasse, subdiretório.
- Os prefixos circum e pan exigem hífen em palavras cujo sufixo inicia por m ou n ou por vogal: circum-navegação, pan-americano.
- O prefixo co aglutina-se mesmo quando o sufixo inicia por o: coordenação, coobrigar, coautor.
- Sempre se usa hífen com o prefixo vice: vice-rei, vice-governador.
- Não se usa hífen com palavras que perderam a noção de composição: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedista.
- Prefixos sem, além, ex, aquém, recém, pós, pré, pró, sempre aparecem separados por hífen dos seus sufixos: ex-aluno, sem-terra, além-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
- Exige-se hífen entre duas ou mais palavras que formam combinações ocasionais, sem formar vocábulos propriamente ditos: eixo Rio-São Paulo, ponte Rio-Niterói, tratado Brasil-Uruguai.
Observações: No final de linha ao ocorrer separação da palavra, quando o último elemento escrito for o próprio hífen, deve-se repeti-lo no início da próxima linha para facilitar a leitura (clareza gráfica).
[editar] Emprego do hífen conforme Acordo Ortográfico anterior a 2009
A fim de se preservar o conhecimento e também como forma de comparação, mantém-se neste módulo as regras ortográficas do emprego do hífen como eram antes do atual Acordo Ortográfico.
Usa-se o hífen:
- Nas palavras compostas em que os elementos da composição têm acentuação própria e formam uma unidade significativa: guarda-roupa, beija-flor, bem-te-vi;
- Com a partícula denotativa eis seguida de pronome pessoal átono: eis-me, eis-vos, eis-nos, ei-lo (com a queda do s);
- Nos adjetivos compostos: surdo-mudo, afro-brasileiro, sino-luso-brasileiro;
- Nos vocábulos formados pelos sufixos Açu, guaçu e mirim, se o primeiro elemento terminar com uma vogal acentuada graficamente ou for anasalada: sabiá-açu, acará-guaçu, capim-açu;
- Em vocábulos formados por prefixos que têm acentuação: pré-história, pós-operatório, pró-socialista;
- com os prefixos abaixo (mas observe que haverá hífen diante de determinadas letras):
- Antes de qualquer palavra
- Prefixos: além, aquém, bem, co, grão, pré, pára, pós, pró, recém, sem, sota, soto, vice, ex ( = anterioridade)
- Exemplos: além-mar, aquém-mar, recém-casado, sem-terras, soto-capitão, ex-aluno
- Antes de palavras começadas com vogal, H, R ou S
- Prefixos: auto, contra, extra, intra, infra, neo, proto, pseudo, semi, supra, ultra
- Exemplos: auto-escola, contra-ordem, extra-oficial, intra-renal, infra-som, neo-republicano, proto-revolucionário, pseudo-revelação, semi-selvagem, supra-humano, ultra-som
- Antes de palavras começadas com H, R ou S
- Prefixos: ante, anti, arqui, sobre, hiper, inter, super
- Exemplos: ante-histórico, anti-rábico, ante-sala, anti-higiênico, arqui-rabino, sobre-solar, hiper-sensível, inter-regional, super-homem, sub-raça
- Antes de palavras começadas com H ou R
- Prefixos: super, hiper e inter.
- Exemplos: super-homem, superabundante, hiper-hidrose, hiperacidez, inter-regional, interacadêmico.
- Antes de palavras começadas com R
- Prefixos: ad, ab, sob
- Exemplos: ad-renal, ab-rogar, sob-roda
- Antes de palavras começadas com vogal ou H
- Prefixos: pan, mal
- Exemplos: pan-americano, mal-educado, mal-humorado
- Antes de palavras começadas com vogal
- Prefixo: circum
- Exemplos: circum-adjacente, circumpolar.
- Antes de R ou B (antes de H é facultativo)
- Prefixo: sub
- Exemplos: sub-reitor, subchefe, sub-bibliotecário, sub-humano ou subumano.
Existem, no entanto, inúmeras composições consagradas pelo uso em que não se usa o hífen.
- Exemplos: coexistir, colateral, correlação, coabitar, coadjuvante, etc.
Observações:
- Fugindo à regra, a palavra extraordinário escreve-se sem hífen.
- Nos compostos com o prefixo bem, usa-se hífen quando o segundo elemento tem vida autônoma ou quando a pronúncia assim o exigir.
- Exemplos: bem-vindo, bem-estar, bem-aventurado, etc.
- O prefixo sobre apresenta algumas exceções.
- Exemplos: sobressair, sobressalto, sobressalente, etc.
- O prefixo co é seguido de hífen quando tem o sentido de "a par" ou "juntamente" e o segundo elemento tem vida autônoma.
- Exemplos: co-aluno, co-autor, co-proprietário.
Ver também: Escrita segundo a Pronúncia
O cedilha ç (do espanhol cedilla) é empregado em português, catalão e francês para o mesmo fim: ter o som de /s/ para diferenciá-lo de outro som que a letra c faz: /k/. Também é utilizado em outras línguas mas sobre outras letras (̧ḉ, ḑ, ȩ, ḝ, ģ, ḩ, ķ, ļ, m̧, ņ, æ̧, ŗ, ş, ţ, z̧). No português, o ç vem sempre antes das letras a, o e u; tendo o som /s/ (equivalente a ss), quando não é possível empregar apenas um s. Alguns exemplos de palavras:
- ação
- animação
- armação
- bagaço
- caça
- caçar
- calça
- calçado
- calção
- coloração
- coração
- coroação
- feição
|
- fração
- laço
- maço
- março
- ração
- taça
- traçar
- tração
- tradição
- traço
- suíça
- unção
|
Metaplasmo, é o que a língua sofre quando evolui, considerando a fonética. Os metaplasmos podem ser divididos quanto a modificação fonética:
- Metaplasmo por adição - Metaplasmos que na evolução das palavras, recebem sons;
- Metaplasmo por supressão - Metaplasmos que na evolução das palavras, perdem sons;
- Metaplasmo por modificação - Metaplasmos que na evolução das palavras, modificam sons por transposição ou transformação.
[editar] Metaplasmos por adição
Epêntese
Colocação de fonema no meio da palavra. A Epêntese pode ocorrer no português atual tendo o nome de Anaptyxis (para vogais) e Excrescence (para consoantes).
Paragoge
Colocação de fonema no final da palavra.
Prótese
Colocação de fonema no final da palavra.
[editar] Metaplasmos por supressão
Aférese
Apócope
Supressão de fonema no final da palavra.
- amore (latim) → amor
- seniore (latim) → senhor
Crase
Ver também: Ocorrência da crase no português
Fusão de vogais idênticas.
- coor (arcaísmo) → cor
- veer (arcaísmo) → ver
Síncope
[editar] Metaplasmos por modificação
Ver módulo: Metaplasmos modificadores
Português/Metaplasmos/Modificadores
As palavras são formadas de unidades ou elementos mórficos (morfemas ou monemas). São eles:
- Raiz
- Radical
- Vogal temática
- Tema
- Desinência
- Afixos
- Letras de ligação
Raiz ou radical primário é o elemento originário, onde concentra-se a significação da palavra. As raízes vêm de outras línguas (no português, geralmente do grego ou latim) e são, sobretudo, monossilábicas. Por exemplo, a raiz noc (vinda do latim = prejudicar) tem significação geral de gerar danos. Note aonde ela aparece:
- nocivo
- nocaute
- inocente
- inócuo
Ver também: Rizotônico e Arrizotônico
O radical, semantema, lexema ou elemento de composição é o elemento básico das palavras. O radical é a parte invriável da palavra, presente em todas as palavras derivadas. Exemplo:
- Amor
- Amar
- Amável
- Amizade
- Amigos
[editar] Vogal temática
Vogais temáticas são vogais que são acrescentadas a fim de poder flexioná-las, quando flexionadas podem ser anuladas. As vogais temáticas podem ser:
- A → São usadas em verbos e em nomes. Falar, Olhar, Colocar, Boneca, Mala.
- E → São usadas em verbos e em nomes. Receber, Tremer, Escrever, Omelete.
- I → São usadas em verbos. Dormir, Mentir, Exibir, Incubir.
- O → São usadas em verbos e em nomes. Repor, Entrepor, Amor.
É formado pelo radical + vogal temática (ou seja, em nomes e verbos). A exceção é quando há um verbo terminado em or:
[editar] Desinência
É a parte do verbo ou do nome flexionada, anterior a desinência há o radical (nos verbos irregulares o radical e/ou a desinência são alterados). As vogais temáticas, como você já sabe, podem ser anuladas:
- Uvas
- Uvinha
- Acabarmos
- Acabei
Ver módulo: Afixos
[editar] Letras de ligação
Entre esses vários morfemas, podem existir letras para facilitar a pronúncia, ligando-os. São infixas. Essas letras são chamadas de termos eufônicos:
Afixos são conjuntos de letras que se juntam a palavras primitivas de modo a delas derivar novas palavras, participando dos processos de formação. Exemplo, a palavra afixos é formada por:
- A = afixo
- fix = raiz
- os = desinência
O afixo a dá ideia de oposição, ou seja, não fixo; logo, todo morfema denominado afixo, não é fixo - e pode ser colocado em várias palavras.
Ver módulo: Lista de morfemas
Os prefixos são afixos que são adicionados no começo das palavras (à esquerda). São provenientes de palavras independentes do latim e do grego.
Prefixo derivacional
Ver também: Derivação prefixal
São os prefixos que participam em processos derivacionais de formação de palavras.
Prefixo modificador
São os prefixos que formam palavras através de modificação morfológica. Estes prefixos apenas modificam a sua interpretação semântica, sem alterar nenhuma das propriedades gramaticais da forma de base (isto é, categoria sintática, gênero, etc).
Pseudoprefixo
São prefixos que tornam uma palavra que é derivada em primitiva de outras palavras que se encontra o mesmo pseudoprefixo (ou seja, a palavra é primitiva de algumas por causa do pseudoprefixo e derivada de outras). O pseudoprefixo é formado pela redução da palavra, logo, ele perde seu sentido quando a nova palavra é formada.
Exemplo, o prefixo euro possui origem grega e também é utilizado na língua portuguesa (Europa, europeia, Európio, euro-asiático, etc) relativando palavras ao continente europeu. A palavra Europa foi reduzida e formou uma outra: a palavra euro (a moeda). A palavra euro possui derivadas assim como a palavra Europa (eurozona, eurolândia, etc), mas nestas o prefixo euro perdeu seu sentido original (relativa ao continente europeu) e adquiriu um novo (a moeda utilizada na europa), sendo assim, euro em eurozona e em eurolândia é um pseudoprefixo, diferente de em Europa, que é um simples prefixo.
Ver módulo: Lista de morfemas
Os sufixos são afixos que são adicionados no fim das palavras (à direita).
Sufixo derivacional
Ver também: Derivação sufixal
São os sufixos que formam palavras derivadas. Estes sufixos determinam a categoria sintática da palavra em que ocorrem.
Exemplo, raiz doc:
- Doce - substantivo
- Adoçar - verbo
- Docemente - advérbio
- Doçura - adjetivo
Sufixo de flexão
Sufixos de flexão não alteram o significado ou a classificação da palavra, mas altera bases morfológicas como gênero, pessoa, número e tempo. Junto a demais morfemas que compõe uma palavra, forma a desinência.
[editar] Circunfixos
Ver também: Derivação parassintética
Palavras com circunfixos são palavras que possuem prefixos e sufixos.
[editar] Interfixos
Unem a raíz da palavra a um sufixo, servindo de termo eufônico (isto é, serve para facilitar a pronúncia). Pode também ligar dois radicais.
Ver módulo: Letras de Ligação
Infixos são os afixos que se introduzem no corpo de uma forma de base.
Aqui temos uma lista de morfemas da língua portuguesa, entre eles, raizes, prefixos e sufixos.
| Morfema |
Origem |
Sentido |
Depois do morfema, as iniciais dos morfemas seguintes que exigem hífen |
Exemplos |
| ã |
|
feminino |
|
pagã, anã |
| a |
gr. a |
negação |
|
afixo, ateu |
| a |
lat. ab, ad |
distância |
|
amover, aceitar |
| ab |
lat. ab |
longe |
r |
ab-rogar |
| acanto |
gr. ákanthos |
espinho, espinhoso |
|
|
| acet |
lat. acetum |
vinagre |
|
acetato, acético |
| acr, acro |
gr. ákros |
mais elevado, mais extremo, alto, elevado |
|
acrópole, acrofobia, acrobata |
| actino |
gr. aktís, aktînos |
raio |
|
actinofobia |
| acuo |
gr. akúein (akúo) |
ouvir |
|
|
| ad |
lat. ad |
próximo |
r |
adjunto, advérbio |
| ada |
lat. ata |
resultado da ação |
|
caminhada, joelhada |
| adeno |
gr. adén, adénos |
glândula |
|
adenóide, adenoma |
| adipo |
lat. adeps, adipis |
gordura |
|
adiposo, adiposidade |
| aer, aero |
gr. aér, aéros |
ar |
|
aéreo, aeródromo, aeronauta, aeróstato |
| agro, agri |
gr. ágros |
campo |
|
agrologia, agronomia, agrografia, agromania, agrícola, agricultura |
| al |
ar. al |
gênero masculino |
|
almofada, alcorão |
| algo |
gr. álgos |
dor, sofrimento |
|
|
| ali |
lat. ala |
asa |
|
alígero, alípede, aliforme |
| alo |
gr. állos |
outro, diferente, diverso |
|
alopatia, alomorfia |
| alti |
lat. altus |
alto |
|
altissonante, altiplano |
| alvi |
|
branco |
|
alviverde, alvinegro |
| ambi |
lat. ambo |
os dois, ambos |
|
ambidestro |
| ambli |
gr. amblýs |
enfraquecido, ângulo obtuso |
|
|
| ampelo |
gr. ámpelos |
vinha |
|
|
| ana |
gr. aná |
(movimento) de baixo pra cima, ao contrário, através de |
|
anagênese, anagogia |
| ancilo |
gr. agkýlos (var. ankýlos) |
recurvado, adunco |
|
|
| andro |
gr. anér |
homem, caráter masculino, macho |
|
androceu, andrógino, andróide, androsperma |
| anemo |
gr. ánemos |
vento |
|
anemógrafo, anemômetro |
| anfi |
gr. amphí |
em torno de, dos dois lados, no meio de |
|
anfibiologia, anfiteatro |
| anfo |
gr. ámpho |
os dois, ambos |
|
|
| angel, angelo |
gr. aggelos |
mensageiro, anjo |
|
angelólatra, angelogia |
| angio |
gr. aggeîon (var. angeîon) |
recipiente, vaso, cápsula |
|
|
| angl |
lat. anglus |
relativo à Inglaterra |
quando não representar adjetivo |
anglicano, anglo-saxão |
| aniso |
gr. ánisos |
desigual, parcial |
|
anisófilo, anisómero |
| anseri |
lat. anser, anseris |
pato, ganso |
|
anserino, anserinologia |
| ante |
lat. ante |
anterioridade no tempo, antes |
h, r |
antepassado |
| ântero |
lat. anterior |
posição anterior |
|
|
| anti |
gr. antí |
no lugar de, confronto com |
h, r, s |
anticorpo |
| anto, ant |
gr. ánthos |
flor, rebento |
|
antologia, antografia, antóide, antomania |
| antrac |
gr. ánthrax, ánthrakos |
carvão, carbúnculo |
|
antracite |
| antropo |
gr. ánthropos |
homem, ser humano |
|
antropógrafo, antropologia, antropófago |
| api |
lat. apis |
abelha |
|
apicultura, apicultor, apiário, apícola |
| apico |
|
|
|
|
| apo |
gr. apó |
de, fora de, longe (de), separado (de) |
|
apócrifo |
| aqua, aque |
lat. aqua |
água |
|
aquático, aqueduto |
| ão |
lat. io, ionis |
ação |
|
arranhão |
| ão |
|
grande, em maior quantidade, expandido |
|
garotão, pobretão |
| aracn |
gr. aráchne |
aranha |
|
aracnofobia, aracnologia |
| arbori |
gr."drendros" |
árvore |
|
arborícola, arboricultura |
| arce |
gr. árchein (árcho) |
ocupar o posto mais elevado ou avançado, comandar, guiar |
|
arcebispo |
| areo |
gr. araiós |
pouco denso, leve |
|
aerômetro |
| argento |
lat. argentum |
prata |
|
Argentina, argentário |
| aristo |
gr. áristos |
o melhor |
|
aristocracia, aristocratizar |
| aritm, aritmo |
gr. arithmós |
quantidade, número |
|
aritmética, aritmologia, aritmomancia |
| arque, arqueo |
gr. archaîos |
que está na origem, antigo, primitivo |
|
arquétipo, arquegônio, arqueografia, arqueologia, arqueozóico |
| arqui |
gr. árchein (árcho) |
ocupar a posição mais elevada, dominar |
|
arquidiocese, arquipélago, arquipresbítero |
| arterio |
gr. artería |
artéria |
|
arteriosclerose |
| artri, artro |
gr. árthron |
articulação |
|
artrite, artrose |
| asco |
gr. askós |
saco, odre |
|
|
| asteno |
gr. asthéneia |
fraqueza, enfermidade |
|
astenia |
| aster, astro |
gr. astér, astéros |
estrela, astro, chama |
|
asteróide, astrólogo, astronomia |
| atelo |
gr. atelés |
que não chega ao fim, incompleto, imperfeito |
|
|
| atmo |
gr. atmós |
vapor |
|
atmosfera |
| atri |
lat. |
negro, preto |
|
|
| atto, ato |
din. attem |
dezoito |
|
attometro |
| audio |
lat. audire |
ouvir |
|
audiofônes, audiente |
| aur |
lat. aurum (var. aureus) |
ouro |
|
auriverde, auriflama, aurífero, auréola |
| auto |
gr. autós |
por si mesmo, só, próprio |
|
autocracia, autógrafo, autômato |
| avi |
lat. avis |
ave, pássaro |
|
avicultura, aviário, avícola |
| balan |
gr. bálamos |
bolota, glande |
|
|
| bari |
gr. barýs |
pesado |
|
barítono, barisfera |
| baro |
gr. báros |
peso, pressão |
|
barômetro |
| bata |
gr. baíno (var. batéo) |
andar, marchar |
|
|
| bati |
gr. bathýs |
profundo |
|
batímetro |
| bel, beli |
|
guerra |
|
belígero, beligerante |
| bene |
lat. bene |
que faz bem |
|
benevolente |
| bi, bis |
lat. bis |
duas vezes, duplicação por repetição |
|
bisavô |
| biblio |
gr. bíblion |
livro |
|
bibliografia, biblioteca, bibliófilo |
| bio |
gr. biós |
vida |
|
biografia, biologia |
| blasto |
gr. blastós |
germe, rebento |
|
blastócito |
| blefaro |
gr. blépharon |
pálpebra |
|
blefarite |
| brevi |
lat. brevis |
curto |
|
breviário |
| braquio |
lat. brachium |
braço |
|
braquiotômia |
| buco |
lat. bucca |
boca |
|
buco-sedal |
| butiro |
gr. bútyron |
manteiga |
|
butirômetro, butirico |
| caco |
gr. kakós |
mau, defeituoso |
|
cacofonia, cacografia |
| cali, calo |
gr. kalós |
belo, formoso |
|
califasia, caligrafia |
| calori |
lat. calor |
calor |
|
calorífero |
| capilo |
lat. capillus |
cabelo |
|
capilaridade, capilamento |
| carbo, carboni |
lat. carbo, carbonis |
carvão |
|
carbono, carbonífero |
| carcino |
gr. karkínos |
caranguejo, tumor, câncer |
|
carcinoma |
| cardi, cardio |
gr. kardia |
coração |
|
cardiologia, cardiografia |
| carpo |
gr. karpós |
fruto, pulso |
|
carpófago, carpologia |
| cata |
gr. katá |
(movimento) de cima pra baixo |
|
catarata |
| cefalo |
gr. kephalé |
cabeça |
|
cefálico |
| cent, centi |
lat. centum |
cem |
|
centavo, centena, centopéia |
| centri |
lat. centrum |
centro |
|
centrífuga |
| cervico |
|
|
|
cervical |
| ciano |
gr. kýanos |
azul-escuro |
|
cianato |
| cida |
lat. cida |
quem ou o que mata |
|
suicida, fungicida |
| cine, cinema, cinemato |
gr. kínemas, kínematos |
movimento, agitação |
|
cinemática, cinestesia |
| cineto |
gr. kinetós |
que pode mover-se, capaz de mover-se |
|
|
| cino |
gr. kýon, kinós |
cão |
|
cinologia, cinófilo |
| circum, circun |
lat. circum |
em volta |
|
circundante |
| cis |
|
aquém |
|
cismontano |
| ciste, cisti, cisto |
gr. kýstis |
bexiga, vesícula |
|
cistite |
| cito |
gr. kýtos |
cavidade oca, célula |
|
citoplasma, citoquímica |
| clepto |
gr. kléptein (klépto) |
roubar |
|
cleptomania |
| cloro |
gr. chlorós |
amarelo-esverdeado, verde-claro |
|
clorofila |
| coco |
gr. kókkos |
grão esférico, semente |
|
|
| col |
gr. cholé |
bílis |
|
colite |
| color, colori |
lat. color, coloris |
cor |
|
colorir, colorante |
| colpo |
gr. kolpós |
reentrância, cavidade, vagina |
|
colposcopia |
| co, com,cum |
gr. sun |
parceria, em uniao com |
|
coirmao, comunhao |
| contra |
gr. anti |
oposição |
|
contra-reforma, contra-senso, contraguerra |
| copro |
gr. kópros |
excremento |
|
coprofilia, coprofágo |
| core, coreo |
|
dança |
|
coreografia, coreógrafo |
| cortico |
lat. cortex, corticis |
casca, invólucro |
|
corticoso |
| cosmo |
gr. kosmos |
mundo, universo |
|
cosmógrafo, cosmologia |
| cript, cripto |
gr. kryptós |
escondido |
|
criptônimo, criptograma, criptografia |
| cris, criso |
|
ouro |
|
crisálida, crisântemo |
| crom, cromo, cromato |
gr. chrôma, chrômatos |
cor, cor atificial |
|
cromossomo, cromogravura, cromoterapia |
| crono |
gr. chrónos |
tempo, duração de um evento |
|
cronologia, cronômetro, cronograma |
| cruci |
lat. crux, crucis |
cruz |
|
crucifixo |
| curvi |
|
curvo |
|
curvilíneo |
| cuti |
lat. cutis |
pele |
|
cutícula |
| datilo |
gr. dáktylos |
dedo |
|
datilografia, datiloscopia |
| deca |
gr. déka |
dez |
|
decaedro, decalitro, decâmetro |
| deci |
lat. decimus |
divisão por dez |
|
decímetro, decigrama, decilitro |
| demo |
gr. dêmos |
povo, público, país |
|
demografia, democracia, demagogia |
| dermo |
gr. dérma, dérmatos |
pele |
|
dermatologia |
| des, in, im, |
lat. in |
negação |
|
desnecessário, desmentir, desobrigar |
| di |
gr. dís |
duas vezes, em dobro, dois |
|
dipétalo, dissílabo |
| dis |
gr. dýs |
mau estado, dificuldade |
|
distorção |
| dis |
lat. dis |
afastamento |
|
distante |
| dinam, dinamo |
|
força, potência |
|
dinamômetro, dinamite |
| diplo |
gr. diplóos |
duplo |
|
diplomata |
| dodeca |
gr. dódeka |
doze |
|
dodecassílabo |
| dolico |
gr. dolichós |
alongado, comprido |
|
dolicocefalia |
| dulci |
lat. dulcis |
doce |
|
dulcificar |
| eco |
gr. ôikos |
casa, habitação |
|
ecologia, ecossistema, economia |
| ego |
gr. aix (var. aigós) |
cabra |
|
|
| ego |
lat. ego |
eu |
|
egocentrismo |
| eletro, electro |
gr. élektron |
âmbar, eletricidade |
|
elétrico, eletrômetro |
| en |
|
tornar, criar, deixar |
|
encurtar, enrugar |
| endo |
gr. éndon |
dentro, no interior (de) |
|
endoscópio, endosperma |
| enea |
|
nove |
|
eneágono, eneassílabo |
| eno |
gr. ôinos |
vinho |
|
enologia |
| enter, entero |
gr. énteron |
intestino |
|
enterite, enterogastrite |
| entomo |
gr. éntomon |
inseto |
|
entomologista |
| entre |
|
entre |
|
entramanha, entreaberto |
| epi |
gr. epí |
sobre |
|
epiderme |
| equi, eqüi |
lat. aequus |
igual |
|
eqüilátero, equivalência |
| ergo |
gr. érgon |
trabalho, execução |
|
ergonomia, ergometria |
| eritro |
gr. erythrós |
vermelho |
|
eritroblasto |
| escafo |
gr. skáphe |
barco, esquife |
|
escafandro |
| escato |
gr. skór, skatós |
excremento |
|
escatologia, escatológico |
| esclero |
gr. sklerós |
duro, rígido |
|
esclerose, esclerosado |
| esperm(ato) |
gr. spérma, spérmatos |
semente |
|
espermatozóide |
| esplen, espleno |
gr. splén, splénos |
baço |
|
esplenite |
| esquizo |
gr. schízein (schízo) |
fender, dividir |
|
esquizofrenia |
| estafilo |
gr. staphylé |
úvula, cacho de uva |
|
estafilococo |
| esteno |
gr. stenés |
estreito, apertado |
|
estenógrafo |
| estere, estereo |
gr. stereós |
sólido, fixo |
|
estereótipo, estereografia |
| estilo |
gr. stýlos |
coluna, pilar |
|
estilografia |
| estilo |
lat. stilus |
haste pontiaguda para escrever |
|
estilógrafo |
| estomat, estomato |
gr. stómatos |
boca, orifício |
|
estomatite, estomatoscópio |
| estrati, estrato |
lat. stratum |
leito, extensão, camada |
|
estratificação |
| estrepto |
gr. streptós |
recurvado |
|
estreptococo |
| estrobo |
gr. stróbos |
turbilhão |
|
|
| et |
|
dois átomos de carbono |
|
etanol |
| etno |
gr. éthnos |
raça, povo |
|
etnografia, etnologia |
| eu |
gr. eû |
bem, com harmonia, com felicidade |
|
eutimia |
| euro |
|
relativo à Europa |
quando não representar adjetivo |
europeu, euro-asiático |
| ex |
gr. éx |
anterior |
sempre |
ex-presidente, ex-primeiro-ministro |
| ex |
lat. ex |
(vindo) do interior de, (saído) de |
|
expedicionário |
| exo |
gr. éxo |
de fora, do lade de fora (de) |
|
exotêrmico |
| extero |
lat. oris |
mais exterior |
|
êxtero-anterior |
| extra |
lat. extra |
fora de |
|
extranormal |
| fago |
gr. phagein (phagés) |
comer |
|
fagócito |
| fento, femto |
no. femten |
quinze |
|
femtosegundo |
| farmaco |
gr. phármakon |
remédio, medicamento |
|
farmacologia, farmacopéia |
| ferri, ferro |
|
ferro |
|
ferrovia, ferrífero |
| fili |
|
filho |
|
filicídio, filial |
| filia, filo |
gr. philos |
que ama, amante, amigo (de) |
|
filósofo, filólogo, pedofilia |
| filo, filia |
gr. phýllon |
folha |
|
filológico |
| fisio |
gr. physis, physeós |
natureza, formação |
|
fisiologia, fisionomia |
| fito |
gr. phytón |
planta, árvore |
|
fitologia |
| flebo |
gr. phléps, phlébos |
veia |
|
flebite |
| flori |
lat. flos, floris |
flor |
|
floricultura, florista |
| fobia |
gr. phóbos |
medo, aversão |
|
hidrofobia, aracnofobia |
| foli |
lat. folium |
folha |
|
foliado |
| fono, fon |
gr. phoné |
som, voz |
|
fonologia |
| fos, foto |
gr. phôs, photós |
luz |
|
fósforo, fotofobia, fotossíntese |
| franc |
it. french |
relativo à França |
quando não representar adjetivo |
francês, franco |
| fratri, frater |
|
irmão |
|
fratricida, fraternidade |
| fungi |
lat. fungus |
cogumelo, fungo |
|
fungicida |
| fusci |
lat. |
fusco, pardo |
|
|
| gamo |
gr. gámos |
casamento, união |
|
gamologia |
| gastr, gastro |
gr. gastér, gastrós |
ventre, estômago |
|
gastrite, gastrônomo, gastronomia |
| gemo |
lat. gemma |
pedra preciosa |
|
|
| gen, geno |
gr. génos, géneos |
descendência, raça, espécie |
|
genótipo |
| geo |
gr. gê |
terra |
|
geografia, geologia |
| ger, gero |
gr. géron |
idoso, velho |
|
geriatria, gerontocracia |
| giga |
gr. |
gigante |
|
gigabit |
| gino, gineco |
gr. gyné, gynaikós |
mulher |
|
ginecologista |
| glicero, glicer |
gr. glykerós |
de sabor doce |
|
|
| glosso |
gr. glôssa (var. glôtta) |
língua, linguagem, idioma |
|
glossofaríngeo |
| gluco, glico, gli |
gr. glykýs, glykeîa |
doce |
|
glucose, glicose, glicogênio |
| gnos |
|
estudo, conhecimento |
|
gnosiologia, diagnóstico |
| goni |
gr. gonía |
ângulo, aresta |
|
goniómetro |
| gono |
gr. gónos |
germe, semente, reprodução |
|
|
| grafia |
gr. graphé |
registro |
|
biografia, geografia |
| grafo |
gr. gráphein (grápho) |
gravar, escrever |
|
grafologia |
| hagio |
gr. hágios |
santo, sagrado, puro |
|
hafiografia, hagiógrafo |
| hecto, hecato |
|
cem |
|
hectoedro, hecatombe, hectômetro, hectograma |
| helio |
gr. hélios |
sol |
|
heliografia, helioscópio |
| hemero |
gr. heméra |
dia |
|
hemeropatia |
| hemi |
gr. hemi |
meio, metade |
|
hemisfério, hemistíquio |
| hemo, hemato |
gr. haîma, haîmatos |
sangue, fluxo de sangue |
|
hemoglobina, hematócrito, hemorragia |
| hendeca |
gr. héndeka |
onze |
|
hendecassílabo, hendecaedro, |
| hepato |
gr. hépar, hépatos |
fígado |
|
hepatite |
| hepta |
gr. heptá |
sete |
|
heptágono, heptassílabo |
| hetero |
gr, héteros |
outro, diferente, oposto |
|
heterônimo, heterogêneo |
| hexa, exa |
gr. héx |
seis |
|
hexágono, hexâmetro |
| hidro |
gr. hýdor |
água |
|
hidrogênio, hidrografia |
| hier, hiero |
|
sagrado |
|
hieróglifo, hierosolimita |
| hiper |
gr. hypér |
sobre, além (de), em excesso |
h, r |
hipertensão |
| hipno |
gr. hýpnos |
sono |
|
hipnotismo, hipnótico |
| hipo |
gr. híppos |
cavalo |
|
hipódromo, hipopótamo |
| hipo |
gr. hypó |
sob, abaixo (de) |
|
hipotensão, hipoderme |
| histero |
gr. hystéra |
matriz, útero |
|
histerotomia |
| homo, homeo |
gr. homós |
semelhante, igual, comum |
|
homógrafo, homogêneo, homeopatia |
| iatro |
gr. iatrós, iatér |
médico |
|
iatromatemática |
| icono |
|
imagem |
|
iconoclasta, iconolatria |
| icos |
|
vinte |
|
icosaedro, icoságono |
| ictio |
gr. ichthýs, ichthýos |
peixe |
|
ictiófago, ictiologia |
| idio |
gr. idios |
particular, pessoal, particular |
|
idiopático, idioleto, idiomografia |
| ido |
|
|
|
|
| igni |
lat. ignis |
fogo |
|
ignívomo, ignífero |
| in, im, ir |
lat. in |
privação, negação |
|
imortalidade, impaciente, impeto, inadequado |
| indo |
|
relativo à Índia |
quando não representar adjetivo |
indo-europeu |
| infra |
lat. infra |
abaixo de, inferior a |
|
infra-escrito, infracitado |
| inter |
lat. inter |
no meio de, entre, durante |
h, r |
interfoliar, interdigital |
| intra, intro |
lat. intra |
no interior, dentro, para dentro |
a, h |
intravenoso, intramuscular |
| intro |
lat. intro |
no interior, dentro, para dentro |
h, o |
introdução |
| iso |
gr. ísos |
igual |
|
isócrono, isósceles |
| ite |
gr. itis |
inflamação |
|
celulite, neurite, gastrite |
| ite |
gr. ites |
mineral, fóssil |
|
grafite |
| justa |
lat. juxta |
perto de, ao lado de |
|
justaposição |
| labio |
|
|
|
|
| lacto, lacti |
lat. lac, lactis |
leite |
|
lactose |
| laringo |
gr. lárygks, láryggos (var. lárynx, lárynkos) |
garganta |
|
laringite, laringologia |
| lati |
lat. latus |
grande, largo |
|
latifoliado, latifúndio |
| latra |
gr. latra |
adorador |
|
alcoólatra |
| lepi, lepido |
gr. lépis, lepídos |
escama, casca |
|
|
| leuco |
gr. leukós |
branco |
|
leucócito |
| linguo |
|
relativo à lingua ou com a língua |
|
lingüiforme, linguosedal |
| lipo |
gr. lípos |
gordura |
|
lipograma |
| lito |
gr. líthos |
pedra |
|
litografia, litogravura |
| loco |
lat. locus |
lugar |
|
locomotiva |
| logia |
gr. lógos |
estudo |
|
geologia, histologia |
| logo |
gr. lógos |
palavra, discurso, ciência |
|
logografia |
| longi |
lat. longus |
longo |
|
longitude |
| luci |
lat. lux, lucis |
luz |
|
lucífero |
| luso |
lat. lusus |
relativo a Portugal |
quando não representar adjetivo |
lusitano |
| macro |
gr. makrós |
grande |
|
macrocéfalo, macrocosmo |
| mal |
|
|
h |
malefício, maleficente |
| mamo |
lat. mamma |
mama, seio |
|
mamografia |
| mani, manu |
lat. manus |
mão |
|
manicure |
| mani, mania |
gr. mania |
loucura, paixão |
|
manicomial, megalomania |
| matri |
|
mãe |
|
matrilinear, matriarcal |
| masto |
gr. mastós |
mama |
|
mastologia |
| maxi |
|
muito grande |
|
maxidesvalorização, maxissaia |
| mecano |
gr. mechané |
máquina |
|
mecanizar |
| medio |
lat. medium |
meio |
|
mediocridade |
| mega, megalo |
gr. mégas, megále |
grande |
|
megatério, megalomaníaco |
| meia, melano |
gr. mélas, mélaina |
negro, escuro |
|
melanoma, melanócito |
| meli |
lat. mel, mellis |
mel |
|
melífero |
| melo |
gr. mélos |
melodia, canto |
|
melodia, melopéia |
| meningo |
gr. mêninx, mêniggos |
meninge |
|
meningite |
| meno |
gr. mén, menós |
mês, mênstruo |
|
menorréia |
| meso |
gr. mésos |
meio, médio; no meio de |
|
mesóclise, Mesopotâmia |
| met |
|
relativo a um carbono |
|
metano |
| meta |
gr. metá |
transcedência |
|
metalinguagem |
| meteoro |
gr. metéoros |
fenômenos ou corpos celestes |
|
meteorologista |
| metro |
gr. métra |
matriz, útero, ventre |
|
|
| metro |
gr. métron |
medida |
|
metrologia |
| micro |
gr. mikrós |
pequeno |
|
micróbio, microcéfalo, microscópio |
| mielo |
gr. myelós |
medula, tutano |
|
mielograma |
| mili |
|
mil, milésima parte |
|
milípede, milímetro |
| mini |
lat. minimum |
muito pouco, muito pequeno |
|
minissaia, minifúndio |
| miria |
gr. myriás, myriádos |
dez mil, em número muito grande, inumerável |
|
miriâmetro, miríade, miriápode |
| miso |
gr. misein (miséo) |
odiar, detestar |
|
misógino, misantropo |
| mito |
|
fábula |
|
mitologia, mitômano |
| mnemo |
gr. mnéme |
memória, lembrança |
|
mnemônico |
| mon, mono |
gr. mónos |
sozinho, único, um |
|
monarca, monogamia |
| morfo |
gr. morphé |
forma |
|
morfologia |
| morti |
|
morte |
|
mortífero |
| moto |
|
movimento |
|
motricidade, moto-própio, motociclo |
| multi |
lat. multi |
muito, numerosos |
|
multiforme, multidimensional |
| nano |
gr. nánnos |
anão |
|
nanocéfalo, nanotecnologia |
| nauto |
gr. náutes |
navegante, navegador |
|
nautografia |
| necro |
gr. nekrós |
morte, morto, cadáver |
|
necrópole, necrotério |
| nefelo, nefeli |
gr. nephéle |
nuvem |
|
|
| nefro |
gr. nephrós |
rim |
|
nefrite, nefrologia |
| neo |
gr. neós |
novo, jovem |
vogal, h,s |
neolatino, neologismo |
| neuro, neuri, nevr, nevro |
gr. neuron |
fibra, nervo |
|
neurologia, nevralgia |
| nocti |
lat. nox, noctis |
noite, trevas |
|
noctívago, nocticolor |
| nonno |
lat. nonna |
regra |
|
|
| noso |
gr. nósos |
doença |
|
nosocómio, nosocrático |
| novi |
|
|
|
novilúnio |
| nubi |
|
nuvem |
|
nubívago, nubífero |
| nuper |
|
recente |
sempre |
nuper-publicado, nuper-falecido |
| ob |
lat. ob |
por diante e contra |
r |
obtusangulado, obstúpido |
| octo |
gr. októ, lat. octo |
oito |
|
octossílabo, octaedro |
| odonto |
gr. odous, odóntos |
dente |
|
odontologia, odontalgia |
| ofi, ofio |
|
cobra, serpente |
|
ofiologia, ofiomancia |
| oftalmo |
gr. ophthalmós |
olho |
|
oftalmologia, oftalmoscópio |
| oligo |
gr. olígos |
pequeno, pouco numeroso |
|
oligarquia, oligocracia |
| oni |
lat. omnis |
todo |
|
onipotente, onipresente |
| oniro |
gr. óneiros |
sonho |
|
onirologia, oniromância |
| onomato |
gr. ónoma, onómatos |
nome |
|
onomatologia, onomatopéia |
| ornito |
gr. órnis, órnithos |
pássaro, ave |
|
ornitologia, ornitóide, ornitorrinco |
| oro |
gr. ôros, lat. ors, oris |
montanha |
|
orografia, orognosia, orogenia |
| orto |
gr. orthos |
certo, direito, reto, justo |
|
ortografia, ortodoxo, ortopedia |
| orqui |
gr. órchis |
testículo |
|
orquite, orquiocele |
| osmo |
gr. osmé |
cheiro |
|
osmologia |
| oste, osteo |
gr. ostéon |
osso |
|
osteoporose, osteodermo |
| oto |
gr. oús, otós |
ouvido |
|
otite, otorrinolaringologista |
| oxi, oxido |
gr. oxys |
acre, ácido, agudo |
|
oxítona, oxígono, oxigênio |
| paleo |
gr. palaiós |
antigo |
|
paleografia, paleontologia |
| pan, panto |
gr, pân, pantós |
todo, todos, tudo |
vogal, h |
panteísmo, pan-americano |
| paqui |
gr. pachýs |
espesso, grosso |
|
paquiderme |
| para |
gr. pará |
proximidade, oposição |
|
paracéfalo, paragoge |
| pato |
gr. pathos |
paixão, sofrimento, doença |
|
patologia, patogenético, patético |
| patri |
lat. patris |
pai |
|
patrilinear, patrilocal |
| pedi |
lat. pes, pedis |
pé |
|
pedilúvio, pedicure |
| pedi, pedo |
gr. pais, paidós |
criança, educação, cultura |
|
pediatria, pedologia, pedofilia |
| pedia |
gr. paideia |
ensino |
|
enciclopedia |
| pedo |
gr. pedón |
menino |
|
pedarquia, pediatria, pedologia, pedófilo |
| pene |
lat. paene |
quase |
|
penetrável |
| pent, penta, peta |
gr. pénte |
cinco |
|
pentatlo, pentágono, petabyte |
| pepto |
gr. peptein (pépto) |
digerir |
|
peptonizar |
| per |
|
em volta de, ao redor |
|
peripetálo, perisperma |
| peri |
gr. perí |
ao redor de, em volta de |
|
periferia |
| petro, petri |
lat. petrum |
pedra, rocha |
|
petróglifo, petrificado, petróleo |
| pico |
it. piccolo |
pequeno |
|
|
| picto |
lat. pictus |
pintado |
|
pictograma |
| pigo, pige |
gr. pygé |
nádega |
|
|
| pilo |
lat. pilus |
pêlo |
|
pilosidade |
| piro |
gr. pýr, pyrós |
fogo |
|
pirólise, piromania, pirotecnia |
| pisci |
lat. piscis |
peixe |
|
piscicultura, piscicultor |
| piteco |
gr. píthekos |
macaco |
|
piteco |
| plani |
lat. planus |
plano |
|
planiglobo, planimetria |
| plasmo |
gr. plásma |
ação de formar, modelagem |
|
plasmar |
| plati |
gr. platýs |
largo, chato |
|
platibanda |
| pluri |
lat. plures |
muitos, vários |
|
pluriforme, plurisseriado |
| pluto |
gr. plutōn |
riqueza |
|
plutomania, plutocracia |
| pneumo |
gr. pneúmon, pneúmonos |
pulmão, respiração |
|
pneumologia, pneumonia |
| pneumato |
gr. pneúma, pneúmatos |
ar, gás |
|
pneumatologia |
| podo |
gr. poús, podós |
pé |
|
podologia |
| poli |
gr. polís |
vários |
|
poliedro |
| poli |
gr. pólys |
muito, numerosos |
|
policromia, poliglota, polígrafo, polígono |
| pós |
lat. post |
posterioridade |
pós, tônico leva sempre hífen |
pospasto, pós-meridiano, pós-nupcial |
| potamo |
gr. potamós |
rio |
|
potamografia, potamologia |
| pre, pré |
lat. prae |
precedência, anterioridade |
pré, tônico leva sempre hífen |
pré-história, pré-colombianos |
| preter |
lat. praeter |
além, além de que, por diante |
|
preternatural, preternormal, pretermitir |
| primo |
lat. primus |
primeiro |
|
primogênito |
| pro |
lat. pro |
para diante de, em benefício ou favor de |
pró, tônico leva sempre hífen |
pró-reitor, pró-africano |
| proto |
gr. prôtos |
primeiro |
vogal, h, r, s |
protótipo, protozoário |
| pseudo |
gr. pseudés |
enganoso, falso |
vogal, h, r, s |
pseudônimo, pseudópode |
| psico |
gr. psyché |
alma, espírito |
|
psicologia, psicanálise, psicografia |
| ptero |
gr. pterón |
asa |
|
pterodáctilo |
| quadra, quadri, quadru |
lat. quadra, quadri, quadru |
quatro |
|
quadrimotor, quadrúpede, quadrilátero |
| quarti |
|
|
|
|
| quilo |
|
mil |
|
quilograma, quilômetro |
| quinq |
|
|
|
quinquagésima |
| quiro |
gr. cheír, cheirós |
mão |
|
quiromancia, quiróptero |
| radico, radic |
lat. radix, radicis |
raiz |
|
radicais, radicícola |
| radio |
lat. radius |
raio, onda |
|
radiologia |
| re |
lat. re |
repetição |
|
refazer, repensar, recomeçar |
| recém |
|
recente |
sempre |
recém-nascido, recém-vindo |
| reo |
gr. rheía |
fluir, escorrer |
|
reómetro, reóforo |
| reti |
|
reto |
|
retilíneo |
| retro |
lat. retro |
(movimento) da frente para trás |
|
|
| rinco |
gr. rhýgchos (rhýnchos) |
bico, focinho |
|
|
| rino |
gr. rhís, rhínos |
nariz |
|
rinoceronte, rinoplastia |
| rizo |
gr. rhíza |
raiz |
|
rizófilo, rizotônico |
| rodo |
gr. rhódon |
rosa |
|
rodologia |
| rombo, rombi |
gr. rhómbos |
losango |
|
romboedro |
| sacaro |
lat. saccharum |
açúcar |
|
sacarose |
| sacro |
lat. sacrum |
sagrado |
|
sacrário, sacramentos |
| sali |
lat. sal, salis |
sal |
|
salífero |
| sanguino |
lat. sanguis, sanguinis |
sangue |
|
sangüifero |
| saponi |
lat. sapo, saponis |
sabão |
|
saponária, saponiforme |
| sarco |
gr. sárxs, sárkos |
carne |
|
sarcófago |
| seleno |
gr. seléne |
lua |
|
selenologia |
| semi |
lat. semi |
metade |
vogal, h, r, s |
semimorto, semiconsciente |
| semio |
gr. semeíon |
sinal, indicação |
|
semiologia |
| sesqui |
|
metade |
|
sesquipedal |
| sidero |
lat. sidus, sideris |
astro, estrela |
|
sideromância |
| sidero, sider |
gr. síderos |
ferro |
|
siderólito, siderurgia |
| silvi |
lat. sylva (var. silva) |
floresta |
|
silvícola |
| simili |
lat. similis |
similitude |
|
|
| sin |
gr. sín |
com, juntamente |
|
|
| sinistro |
lat. sinister |
esquerdo |
|
|
| sino |
lat. Sina |
relativo à China |
quando não representar adjetivo |
sinologia |
| sismo |
gr. seismós |
tremor de terra |
|
sismógrafo, sismologia |
| sob |
|
|
r |
|
| socio, soci |
lat. socius |
relativo à sociedade |
|
sociologia, sociocultural |
| soma, somato |
gr. sôma, sômatos |
corpo |
|
somático |
| soni |
lat. somnus |
sono |
|
sonífero |
| sono |
lat. sonus |
som |
|
|
| sota, soto |
lat. subtus (var. sùbta) |
inferioridade |
sempre |
sota-ministro, soto-pôr |
| sub |
lat. sub |
posição ou qualidade inferior, insuficiência |
r, b |
subsolo |
| sulf |
lat. sulf |
relativo ao enxofre |
|
sulfúrico, sulfato |
| super, supra |
lat. super, supra |
superioridade, posição superior |
h, r |
|
| tafo |
gr. táphos |
funeral, tumba |
|
|
| talasso |
gr. thálassa (var. tálatta) |
mar |
|
|
| tanato |
gr. thánatos |
morte |
|
tanatofobia |
| taqueo, taqui |
gr. tachýs |
rápido |
|
taquicardia, taquigrafia |
| taur |
lat. taurus |
relativo a touro |
|
tauromaquia |
| tax, taxi, taxio |
|
ordem, arranjo |
|
taxidermia, taxiologia |
| tecno |
gr. téchne |
arte, artifício, indústria |
|
tecnologia, tecnocracia, tecnografia |
| tele |
gr. têle |
de longe, a distância |
|
telegrama, telefone, telepatia |
| teo |
gr. theós |
deus, divindade |
|
teocracia, teologia |
| ter |
|
|
|
|
| terato, tera |
gr. téras, tératos |
monstro |
|
teratologia |
| term, termo |
gr. thérmos |
calor |
|
termômetro |
| tetra |
gr. tetrá |
quatro |
|
tetrarca, tetraedro |
| tipo |
gr. tipos |
impressão, marca, figura |
|
tipografia, tipologia |
| tiros, tiros |
gr. týros |
queijo |
|
|
| tomo |
gr. tomé |
corte, seção |
|
tomografia |
| tono |
gr. tónos |
tensão, força, tom |
|
|
| topo |
gr. tópos |
lugar, sítio |
|
topografia, toponímia |
| toraco |
gr. thórax, thórakos |
peito, tórax |
|
|
| toxico, toxo |
lat. toxicum |
veneno |
|
toxicologia |
| trans |
lat. trans |
para além, através, mudança |
|
transpor, transversal |
| traqueo |
|
|
|
|
| tras |
|
|
|
|
| tres |
|
|
|
|
| tri |
gr., lat. tri |
três |
|
trilogia, trissílabo, tricolor |
| tris |
gr. tris (var. tri) |
três |
|
|
| trofo |
gr. trophé |
alimento, crescimento |
|
trofologia |
| trombo |
gr. thrómbos |
coágulo |
|
trombose |
| tropo |
gr. trópos |
ação de se voltar para |
|
tropológico |
| turbo |
|
|
|
|
| ultra |
lat. ultra |
intensidade, além de |
vogal, h, s |
ultra-humano |
| umbri |
|
sombra |
|
umbrívago, umbrífero |
| uni |
lat. unus |
um, um só |
|
uníssono |
| urano |
gr. ouranós |
céu, abóbada palatina |
|
uranista, uranómetro |
| uretro |
|
|
|
uretroscópio, uretralgia |
| uro |
gr. oúron |
urina |
|
urologista |
| uro |
gr. ourá |
cauda |
|
urodelo |
| uxori |
lat. uxor |
esposa |
|
uxório, uxoricida, uxoriano |
| vaso |
lat. vas |
|
|
vasomotor |
| veloci |
lat. velox, velocis |
rápido, veloz |
|
|
| vermi |
lat. vermis |
verme |
|
vermífugo |
| vesico |
|
bexiga ou relativo a ela |
|
vesical |
| vice |
lat. vice |
substituição |
sempre |
vice-presidente |
| vini |
lat. vinum |
vinho |
|
vinicultura, vinícola, vinicultor |
| viti |
lat. vitis |
videira, vinha |
|
viticultura |
| xanto |
gr. xantós |
amarelo |
|
xantosperma |
| xeno |
gr. xénos |
estrangeiro, hóspede |
|
xenofobia, xenomania |
| xera |
gr. xerós |
duro, seco |
|
xerófilo |
| xilo |
gr. xýlon |
madeira |
|
xilografia, xilogravura |
| zepto, zetta, zeta |
lat. septem |
sete |
|
zeptograma |
| zigo |
gr. zygón |
par, união de dois |
|
zigofíleas |
| zinco |
|
zinco |
|
zincografia |
| zoo |
gr. zóon |
animal |
|
zoógrafo, zoologia |
| yocto, yotta, iocto, iota |
gr. |
oito |
|
ioctograma, iotabyte |
[editar] Formação das palavras
Como qualquer idioma vivo e ativo a língua portuguesa sofre constante mudança e evolução, isso pode ser bom, ou não, pois nenhum idioma pode permanecer estático e sem mudanças. Muitas vezes essas mudanças podem ser boas e enriquecedoras mas em outros momentos podem gerar o empobrecimento do idioma, que é uma manifestação cultural de um povo ou nação.
Um idioma pode se desenvolver e evoluir de muitas formas diferentes, seja pela auto-mudança ou através da interação com outras linguagens. É importante observar que essas mudanças que uma linguagem pode sofrer podem variar bastante. Depois de um certo tempo uma palavra que tinha um significado passa a ter outro. Há sempre o nascimento de gírias no modo informal da língua.
Mas um dos pontos mais importantes é o nascimento de novas palavras e esse é ponto principal deste texto.
As palavras podem nascem através de muitos meios:
- Derivação - Formação das palavras derivadas. Tipos:
-
- Sufixal
- Prefixal
- Parassintética
- Imprópria
- Regressão
- Hibridismo
-
- Justaposição
- Aglutinação
[editar] Ver também
[editar] Palavras derivadas e primitivas
As palavras podem ser classificadas de acordo com sua formação, em derivadas e primitivas. Chamam-se primitivas as palavras que possuem estrutura simples. As derivadas são as palavras que se formam a partir de uma palavra primitiva. A parte em comum entre estas palavras chama-se radical, que você viu no capítulo anterior.
Quando se encontra um radical adicionado de desinências, vogais temáticas, e afixos, temos o exemplo de derivação, que se divide em:
- Derivação sufixal
- Temos esse tipo quando são adicionados morfemas após o radical da palavra, veja:
- governo - governADO - governANDO - governADOR.
- Derivação prefixal
- Temos esse tipo quando são adicionados morfemas antes o radical da palavra, veja:
- governo - DESgoverno
- Derivação parassintética
- Temos esse tipo quando são adicionados morfemas tanto antes como após o radical da palavra, veja:
- afunilar - a - funil - ar.
- Derivação imprópria
- Temos esse tipo quando ocorre uma mudança gramatical nas palavras sem alteração da forma, veja:
- Porto (cidade) - porto (lugar)
- pereira (árvore) - Pereira (sobrenome)
- Derivação regressiva
- Temos esse tipo quando o radical é reduzido para se formar uma nova palavra.
- Combater - combate
- Derivação por hibridismo
- Temos esse tipo quando o radical é formado por palavras de vários idiomas.
Muitas palavras foram e serão formadas por composição, visto que, esse modo de originar novas palavras abre espaço para muitas possibilidades. Palavras formadas por composição originam-se pela união de duas ou mais palavras ou radicais, formando assim uma nova palavra composta, com novo significado. Dentro da formação por composição existem duas formas de unir palavras para gerar uma nova, estas são:
[editar] Composição por justaposição
Neste processo as palavras são formadas através da união de duas ou mais palavras e com essa união não há perda ou alteração gráfica ou fonética, ou seja, as palavras após se unirem não sofrem nenhum tipo de alteração na sua escrita ou pronúncia. É importante saber quando e como se usa o hífen, pois muitas palavras formadas por justaposição usam o hífen para ligar-se. Exemplo:
- Girassol (gira + sol)
- Cavalo-marinho (cavalo + marinho)
[editar] Composição por aglutinação
É semelhante à composição por justaposição, porém, há alteração fonética. Exemplo:
- Aguardente (água + ardente)
- Planalto (plano + alto)
- Hidrelétrica (hidro + elétrica)
No Português, temos dez classes de palavras. Segue-se uma breve descrição de cada uma delas. Siga os caminhos (links) para obter mais informações. As palavras podem ser, quanto às flexões:
- Variáveis: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo.
- Invariáveis: advérbio, preposição, conjunção, interjeição.
Exemplo:
| Carlos |
|
estava |
|
na |
|
igreja |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Substantivo (Próprio) |
|
Verbo (de Ligação, 3ª p. do sin. do pret. imperf. do ind.) |
|
Contração (Em + a) |
|
Substantivo (Comum) |
- Artigo: palavra que precede o substantivo. Pode determiná-lo de forma precisa ou vaga;
| Os |
|
irmãos |
|
farão |
|
um |
|
bolo |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Artigo (Definido) |
|
Substantivo (Comum) |
|
Verbo (3ª p. do plur. do fut. do pres. do ind.) |
|
Artigo (Indefinido) |
|
Substantivo (Comum) |
- Adjetivos: palavra que confere qualidades aos substantivos;
Exemplo:
| A |
|
gentil |
|
moça |
|
é |
|
bonita |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Artigo (Definido) |
|
Adjetivo |
|
Substantivo (Comum) |
|
Verbo (de ligação, 3ª p. do s. do pres. do ind.) |
|
Adjetivo |
- Numeral: palavra que indica quantidade de elementos ou uma sucessão deles.
Exemplo:
| Nós |
|
temos |
|
cinco |
|
sentidos |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Pronome (Pessoal Reto) |
|
Verbo (1ª p. do plur. do pres. do ind.) |
|
Numeral (Cardinal) |
|
Substantivo (Comum) |
- Pronomes: palavra que acompanha ou substitui o substantivo, como pessoa do discurso;
Exemplo:
| Ele |
|
comprará |
|
aquele |
|
carro |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Pronome (Pessoal Reto) |
|
Verbo (3ª p. do sin. do fut. do pres. do ind.) |
|
Pronome (Demonstrativo) |
|
Substantivo (Comum) |
- Verbo: palavra que designa uma ação, fenômeno natural ou estado do sujeito;
Exemplo:
| Eles |
|
fazem |
|
o |
|
barco |
|
andar |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Pronome (Pessoal Reto) |
|
Verbo (3ª p. do plur. do pres. do ind.) |
|
Artigo (Definido) |
|
Substantivo (Comum) |
|
Verbo (Infinitivo Pessoal) |
- Advérbio: palavra que modifica o verbo, adjetivo ou outro dele (o advérbio) conferindo-lhes uma circunstância;
Exemplo:
| Estou |
|
bem |
|
longe |
|
da |
|
cidade |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Verbo (1ª p. do sing. do pres. do ind.) |
|
Advérbio (de Intensidade, Superlativo abs. analítico) |
|
Advérbio (de Lugar) |
|
Preposição (de Lugar) |
|
Substantivo (Comum) |
- Preposição: palavra invariável que liga elementos de uma oração, subordinando-os. Cada Preposição é utilizada em uma circunstância;
Exemplo:
| Estava |
|
sem |
|
dinheiro |
|
para |
|
comprar |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Verbo (1ª p. do sing. do. pret. imperf. do ind). |
|
Preposição (de Posse) |
|
Substantivo (Comum) |
|
Preposição (de Fim) |
|
Verbo (Infinitivo) |
- Conjunção: palavras invariáveis que servem para conectar orações, estabelecendo entre elas uma relação de dependência ou de simples coordenação;
Exemplo:
| Caminhava |
|
e |
|
ouvia |
|
música |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Verbo (1ª p. do sing. do pret. imperf. do ind.) |
|
Conjunção (Aditiva) |
|
Verbo (1ª p. do sing. do pret. imperf. do ind.) |
|
Substantivo (Comum) |
- Interjeição: palavra que exprime sentimento, sensação, estados de espírito, ...;
Exemplo:
| Oh |
|
meu |
|
bom |
|
Deus! |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Interjeição |
|
Pronome (Pessoal Possessivo) |
|
Adjetivo |
|
Substantivo (Próprio) |
[editar] Exercícios
Agora usando o que você aprendeu, responda as seguintes questões de acordo com as orações:
Ver também: Oração Subordinada Substantiva e Função substantiva
No português, como em qualquer outro idioma, existem palavras para nomear um ser ou um objeto, uma ação e qualidade ou estado. As palavras que nomeiam seres ou objetos formam a maior classe morfológica da língua portuguesa, os substantivos (ex.: livro, gato, mesa, cama, Brasil, etc).
Qualquer palavra pode ser substantivada, isto é, tornar-se substantivo, bastando precedê-la de um artigo (determinantes). Determinantes sempre precedem substantivos. Exemplo: "O não é uma palavra dura" (não é advérbio, mas por neste caso possuir função de sujeito torna-se substantivo).
[editar] Quanto à morfologia
[editar] Locução substantiva
É uma locução substantiva qualquer conjunto de palavras que só possuam determinado significado, quando juntas:
-
- Compramos muitos cachorros-quentes.
- O pretérito mais-que-perfeito é um tempo verbal.
Ver módulo: Flexões dos substantivos
[editar] Classificação e formação
Ver módulo: Classificação dos substantivos
[editar] Quanto à sintaxe
Qualquer outra palavra de diferente classe gramatical que desempenhe uma dessas funções na oração equivaler-se-á forçosamente a um substantivo, adquirindo uma função substantiva.[1]
[editar] Oração subordinada
Qualquer termo que o substantivo seja núcleo pode se apresentar na forma de uma oração subordinada (oração subordinada substantiva).
[editar] Referências
- ↑ Ferreira, Celso, Gramática da Língua Portuguesa, pag. 187
Os substantivos são classificados quanto às suas flexões e quanto aos seus radicais. No caso do português, o substantivo pode variar em gênero, número e grau. Em outros idiomas (como o latim, o grego e o romeno) os substantivos declinam-se em casos gramaticais.
Ver artigo principal: Plural
A mais simples forma de flexão é quanto à desinência de número. Um determinado substantivo se flexiona em número de acordo com o número de seres ou coisas de mesma espécie ao qual se refere. Quando se refere a um único ser ou coisa, está no singular. Quando se refere a mais de um ser ou coisa, está no plural. A flexão de número segue as regras da concordância nominal.
Além da flexão de número, um substantivo pode ser flexionado quanto ao gênero, em feminino e masculino. A flexão de gênero segue as regras da concordância nominal.Exemplo: garota/garoto; diretor/diretora.
São os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino, com apenas um radical. Exemplo: aluno e aluna; traidor e traidora.
São os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino, com dois radicais diferentes. Exemplo: bode e cabra; homem e mulher; vaca e boi;
São os que apresentam apenas um forma, para ambos os gêneros. Os substantivos uniformes recebem nomes especiais, são eles:
-
- Comum de dois gêneros
São os que têm uma só forma para ambos os gêneros, com artigos distintos. Exemplo: o/a fã; o/a gerente; o/a viajante o/a dentista
-
- Sobrecomum
São os que têm uma só forma e um só artigo para ambos os gêneros. Exemplo: a criança; o carrasco; o animal.
-
- Epiceno
São os que têm uma só forma e um só artigo para ambos os gêneros de certos animais, acrescentando as palavras macho e fêmea, para se distinguir o sexo do animal. Exemplo: a águia; a barata; o pernilongo; o piolho.
O grau dos substantivos é, de uma forma genérica, representado pelos sufixos:
|
Diminutivo |
Aumentativo |
| Masculino |
Singular |
-inho |
-ão |
| Plural |
-inhos |
-ões |
| Feminino |
Singular |
-inha |
-ona |
| Plural |
-inhas |
-onas |
Existem algumas exceções, por exemplo, copo → copinho → copázio.
Aqui temos as formas de classificação dos substantivos existentes na língua portuguesa.
[editar] Quanto ao tipo
[editar] Comum ou Próprio
Os substantivos podem ser classificados quanto à importância, individualização, especificação do que nomeiam. Assim, são classificados em "comuns" ou "próprios".
Um substantivo que se refira a um ser específico, com nome próprio, de determinada espécie, é um substantivo próprio, condição mostrada pela letra maiúscula. Substantivos que não sejam próprios são classificados como comuns.
Designa um grupo geral de coisas com as mesmas características, geralmente um objeto ou um lugar qualquer sem seus elementos especificados.[1] São grafados em geral com letra minúscula. Exemplo: mulher, cachorro, cidade, loja, livro.
Note que não é qualquer coisa que pode receber o nome de cidade, cachorro, mulher, loja, livro. Para ambos é necessário haver certas características para assim serem chamados.
Designa algo específico dentro de um grupo, sendo grafados sempre com letra maiúscula. Indicam um nome, seja ele de um lugar, ser vivo ou obra. O estudo destes é chamado de Onomástica. Exemplo: Ana, Rex, Lisboa, São Paulo, Salvador, Mateus, Luis, Talita, Natanael.
[editar] Concreto ou Abstrato
Os substantivos podem ser classificados quanto à possibilidade de formação de uma imagem. Assim, são classificados em concretos ou abstratos.
Quando um substantivo se refere a algo que se pode pegar, é chamado de concreto. Quando se refere a algo imaginário, sentimental, não pegável, é classificado como abstrato. Substantivos abstratos são sempre substantivos derivados de verbos ou adjetivos. Por exemplo, o substantivo abstrato soma deriva do verbo somar, o substantivo abstrato atenção deriva do adjetivo atento. Vale lembrar que muitos substantivos abstratos são facilmente identificáveis pelo seu sufixo e também pela estrutura de formação verbal, nesse último caso, um bom exemplo é a palavra soma que é formada verbalmente da palavra somar excluindo-se o r.
Designa seres e objetos, que existem fisicamente ou não. Exemplo: casa, cadeira, Deus, saci, fada, bola.
Designa ideias, conceitos, ações, estados e qualidades, que em geral não têm uma imagem concebida (tudo que não se pode pegar). Exemplo: teoria, desejo, justiça, altura, trabalho, saudade, amor etc.
-
- Há também o caso coletivo. O coletivo é um substantivo que, mesmo no singular, refere-se a um conjunto de seres, como se fossem um único ser. Por exemplo: matilha, o coletivo de cães.
[editar] Lista de exemplos de coletivos
- álbum de retratos
- bando de pássaros
- batalhão de soldados
- acervo de livros
- boiada de bois
- cardume de peixes
- cacho de uvas
- cafezal de pés de café
- classe de alunos
- constelação de estrelas
- discoteca de discos
- enxame de abelhas
- esquadra de navios
|
- esquadrilha de aviões
- fornada de pães
- matilha de cães
- molho de chaves
- ninhada de pintos
- nuvem de insetos
- penca de bananas
- quadrilha de ladrões
- ramalhete de flores
- rebanho de carneiros
- resma de papéis
- tribo de índios
- tropa de burros
|
[editar] Quanto à formação
[editar] Simples ou Composto
Os substantivos podem ser classificados quanto à quantidade de radicais. Assim, são classificados em "simples" ou "compostos".
Designa substantivos formados por apenas um radical. Exemplo: pente, América, abelha, senzala, país, canção.
Designa substantivos formados por mais de um radical. Exemplo: pau-brasil, abelha-rainha, girassol, país-membro, afro-americano, samba-canção, pé-de-moleque, aeronaves.
[editar] Primitivo ou Derivado
Os substantivos podem ser classificados quanto à origem. Assim, são classificados em "primitivos" ou "derivados".
Designa substantivos não derivados de outros, aqueles que não vêm de outra palavra da língua. Exemplo: terra, fogo, luz, avião, feudo.
Designa substantivos formados a partir de um substantivo primitivo existente no idioma. Exemplo:
- terra → território
- fogo → fogueira
- luz → luminosidade
- avião → aviador
- feudo → feudalismo
Observações: Um substantivo pode ser, ao mesmo tempo, derivado de um e primitivo de outro. Exemplo:
- Pau-brasil origina Brasil
- Brasil origina brasileiro
Observe que, não há relação entre as palavras pau-brasil e brasileiro, logo, uma não pode ser considerada derivada da outra.
Dessa forma, podem-se classificar todos os substantivos. Seguem alguns exemplos:
- Guarda-chuvas: substantivo comum concreto composto derivado masculino no plural.
- Mau-humor: substantivo comum abstrato composto derivado masculino no singular.
- Ana: substantivo próprio concreto simples primitivo feminino no singular.
- Bahia: substantivo próprio concreto simples primitivo feminino no singular.
- Novenas: substantivo coletivo abstrato simples derivado feminino no plural.
[editar] Referência
- ↑ Bechara, Evanildo, Moderna Gramática Portuguesa, pág. 73
A onomástica (ou onomatologia) é o estudo de substantivos próprios, que são os substantivos que individualizam seres e lugares. A onomástica é dividida em dois casos: a antroponímia e a toponímia.
[editar] Antroponímia
É a parte da onomástica que estuda os nomes de seres fictícios ou não. Os substantivos são classificados em:
-
- Pelé → Edison Arantes do Nascimento
- Kaká → Ricardo Izecson dos Santos Leite
- Dunga → Carlos Caetano Bledorn Verri
- Antonomásticos - Substituição do nome por características
-
- A Voz → Frank Sinatra
- O Príncipe dos Poetas → Camões
- O Rei do Cangaço → Lampião
- Cognomes - Nome que recebe um ser histórico
-
- Alexandre, o Grande
- Felipe, o Belo
- Átila, o Huno
- Hierônimos - Nomes sagrados
-
- São Gabriel
- Virgem Maria
- Alá
- Hipocorísticos - Simplificação de prenomes
-
- Bárbara → Barbie
- Alexandre → Alex
- Michael → Mike
- Patronímicos - Sobrenome, apelido de família
-
- Queiroz
- Pinheiro
- Sales
- Prenomes - Nomeação comum de cada ser
-
- João
- Gabriela
- Rafael
- Pseudônimos - Nome artístico
-
- Voltaire → François Marie Arouet
- Lima Duarte → Ariclenes Venâncio Martins
- Eugénio de Andrade → José Fontinhas
É a parte da onomástica que estuda os nomes de lugares e obras. Os substantivos são classificados em:
- Corônimos - Subdivisões administrativas
-
- Território do Norte
- Distrito Federal
- Algarve
-
- Judeus
- Gregos
- Visigodos
- Exotopônimos - Países, regiões e cidades.
-
- Alemanha
- Bratislava
- Belfast
- Hidrônimos ou Potamônimos- Rios, arroios e cursos de água.
-
- Rio Amazonas
- Rio Tejo
- Rio Zambeze
- Heteroglotônimos - Idiomas
-
- Eslovêno
- Finlandês
- Dinamarquês
- Intitulativos - Sindicatos, estabelecimentos, artigos, livros, obras artísticas e semelhantes
-
- Mona Lisa
- Instituto Smithsoniano
- Os Lusíadas
- Limnonimos - Lagos, lagoas e semelhantes
-
- Lago Aral
- Laguna dos Patos
- Lago Superior
- Nesônimos - Ilhas e arquipelagos
-
- Açores
- Cabo Verde
- Anhatomirim
- Orônimos - Montes, montanhas, cordilheiras e semelhantes
-
- Monte Aconcágua
- Cordilheira do Himalaia
- Pico da Esperança
-
- Belo Horizonte
- Lisboa
- Díli
- Talassônimos - Oceanos, mares e semelhantes
-
- Mar Mediterrâneo
- Oceano Pacífico
- Mar Cáspio
- Urbanos - Vias, ruas, praças e semelhantes
-
- Praça da Sé
- Rodovia Panamericana
- Rodovia Transamazônica
[editar] Alteração linguística
Diferentemente da transformação de substantivos comuns e antropônimos, os toponímicos sempre são originados da língua da região em que se localiza determinado lugar, povo, ou idioma, e não são originados do latim ou grego, como de costume às demais palavras. Muitos substantivos próprios sofrem adaptações da língua natural ao português, principalmente para facilitar a pronúncia e a escrita. Esses substantivos são classificados como exônimos. Ao mesmo tempo, há substantivos em que não é necessário qualquer transformação, os endônimos. Exemplo:
-
- Alemanha → Deutschland
- Finlandês → Suomi
- Judeus → Yehudi
[editar] Outros casos
- Tautologia - É um caso particular, em que, o substantivo é uma tradução de seu hipônimo. Exemplo: Lago Chade (Chade no idioma kanuri significa lago);
- Nome científico - É o nome que quaisquer seres vivos são internacionalmente reconhecidos. Exemplo: Canis familiaris (cão doméstico).
Os artigos é uma classe de palavras que podem ter função sintática em alguns casos muito importantes na frase, outras vezes nem tanto (já que é um adjunto adnominal - um termo acessório à oração). O artigo, em morfologia, é um determinante (acompanha substantivos). Dão algumas informações ao substantivo, tais como o gênero, o número e a importância. Por modificarem um substantivo, possuem função adjetiva.
[editar] Classificação
Na língua portuguesa, existem ao total, oito artigos. São eles:
Artigos definidos
|
masculino |
feminino |
| singular |
o
|
a
|
| plural |
os
|
as
|
|
Artigos indefinidos
|
masculino |
feminino |
| singular |
um
|
uma
|
| plural |
uns
|
umas
|
|
Exemplos:
- o livro
- os livros
- um livro
- uns livros
|
- a casa
- as casas
- uma casa
- umas casas
|
- o homem
- os homens
- um homem
- uns homens
|
- a mulher
- as mulheres
- uma mulher
- umas mulheres
|
|
- O artigo sempre acompanha o substantivo (podendo este estar tanto antes como depois dos adjuntos adnominais), concordando com ele e indicando a ele o gênero e o número (é facultativo o uso destes quando juntos a substantivos próprios ou preposições - no caso das preposições, quando é algo comum a todas as coisas de determinada espécie). Antes de certos determinantes, não ocorre seu uso:
-
- A raça humana evoluiu com o tempo.
- Os cogumelos são os corpos de frutificação de vários fungos.
- Uns gostam, outros não.
- Na língua portuguesa, há artigos definidos e indefinidos que indicam, respectivamente, se o substantivo se refere a uma coisa específica (o, a, os, as) ou se, por outro lado, se refere a qualquer coisa pouco clara, que pode ser aleatoriamente nomeada (um, uma, uns e umas):
-
- Há uns dias estará curado. (não se sabe a quantidade exata de dias)
- Este foi o melhor acontecimento que me ocorreu. (sabe-se que foi um acontecimento único, o melhor)
-
- As árvores foram cortadas.
- A corrente marítima carrega a água de uma temperatura a locais de diferentes temperaturas.
- Antes de substantivos no predicativo, é utilizado para seu sentido maximizar ou rebaixar:
-
- Ele era o atacante e não um atacante.
- Não foi qualquer evento, mas o evento.
-
- Tu leste o livro antes das seis horas?
- A minha vida passou nos meus olhos num segundo.
-
- Tiveram (a) sorte?
- Entrei em (umas) lojas.
- Podem estar referidos a substantivos que estão na forma elíptica:
-
- Fecharemos às 7 (horas).
- Não são usados quando os substantivos já estão determinados:
-
- Estas cerejas estão muito doces.
- De todos que tinham, aqueles caros eram os mais belos.
- Substantivam palavras (transformam qualquer palavra em substantivo):
-
- Qual o porquê disto?
Ver também: Oração Subordinada Adjetiva, Predicativo, Adjunto Adnominal e Função adjetiva
Adjetivos atuam basicamente como modificadores dos substantivos e dos pronomes, flexionando-se em gênero, número e grau, ocorrendo a concordância nominal. Os advérbios podem maximizar, negar, modificar o sentido dos adjetivos. Sua função gramatical pode ser comparada com a que o advérbio tem em relação aos verbos, adjetivos e outros advérbios. Exemplo:
- Estava tudo muito bom para ser verdade.
-
- muito → Advérbio de intensidade
- bom → Adjetivo, o resultado final é o adjetivo intensificado
-
- não → Advérbio de negação
- contente → Adjetivo, o resultado final é o adjetivo negado
-
- cobra → Substantivo
- peçonhenta → Adjetivo alterando o substantivo
-
- Ele → Pronome substantivo
- não + contente → Locução adjetiva, o resultado final é contente negado pelo advérbio, modificando o substantivo
[editar] Quanto à morfologia
[editar] Tipos de adjetivos
Os adjetivos podem ser:
- De qualidade ou estado - São os mais comuns de aparecerem:
-
- A camisa é verde claro.
- O vidro era resistente.
- De lugar ou origem - São os adjetivos pátrios:
-
- Eles são húngaros. (da Húngria)
- Você é angolano? (da Angola)
[editar] Locução adjetiva
A locução adjetiva pode ser apresentada pelas seguintes formas:
-
- O aquecimento global. = O aquecimento do globo.
- A festa natalina. = A festa de natal.
- O povo brasileiro. = O povo do Brasil.
- A locução adjetiva. = A locução do adjetivo.
-
- Ela é a minha amada.
- Nós somos médicos doutores.
Ver módulo: Flexão dos Adjetivos
[editar] Classificação
Ver módulo: Classificação dos adjetivos
[editar] Quanto à sintaxe
O adjetivo pode aparecer de duas formas:
-
- Aquelas plantas estranhas são de origem polinésia.
- Os pequenos detalhes são os diferenciais.
-
- Aquelas plantas estranhas são de origem polinésia.
- Os pequenos detalhes são os diferenciais.
[editar] Oração subordinada
O adjetivo pode estar na forma de uma oração subordinada (oração subordinada adjetiva):
-
- Estas são as fotografias que tiramos. (= Estas são as fotografias tiradas.)
- Estes são os pássaros que capturamos. (= Estes são os pássaros capturados.)
Qualquer palavra de diferente classe gramatical que modifique um substantivo equivaler-se-á forçosamente a um adjetivo, adquirindo uma função adjetiva.
Como o adjetivo concorda sempre com o substantivo, sofrerá as mesmas flexões que ele:
- Gênero (masculino e feminino)
- Número (singular e plural)
- Grau (comparativo e superlativo)
- Biformes – possuem duas formas, uma para indicar cada gênero:
-
- Que garota bonita!
- Que garoto bonito!
- A gata é fofinha.
- O gato é fofinho.
- Uniformes – possuem apenas uma forma para indicar os dois gêneros:
-
- Camilla era inteligente.
- Gustavo era inteligente.
- Os pêlos eram cinzas.
- As penas eram cinzas.
Observações: Nos adjetivos compostos, somente o gênero do último elemento varia.
- Adjetivos simples – seguem as mesmas regras dos substantivos simples para flexionarem em número:
-
- legal → legais
- gentil → gentis
- inteligente → inteligente
- Adjetivos compostos – só o segundo elemento varia:
-
- sapato marrom-escuro → sapatos marrom-escuros
- folha verde-amarelada → folhas verde-amareladas
A flexão de grau corresponde à variação em intensidade da qualidade expressa pelo adjetivo (veja mais em advérbios).
Grau comparativo
-
- Igualdade. Exemplo: Este cão é tão feroz quanto aquele.
- Superioridade. Exemplo: Este cão é mais feroz que aquele.
- Inferioridade. Exemplo: Este cão é menos feroz que aquele.
Grau superlativo
- Absoluto
- Sintético. Exemplo: Este cão é ferocíssimo.
- Analítico. Exemplo: Este cão é muito feroz.
- Relativo
- Superioridade. Exemplo: Este cão é o mais feroz do bairro.
- Inferioridade. Exemplo: Este cão é o menos feroz do bairro.
A classificação dos Adjetivos possui algumas semelhanças com a classificação dos substantivos. Os adjetivos podem ser:
- Primitivos ou Derivados;
- Simples ou Compostos.
[editar] Primitivo ou Derivado
Os adjetivos podem ser classificados quanto a origem:
São as palavras que vem primeiramente na cadeia de origens, as outras palavras derivam-se destas. Exemplo:
-
- Bela → Beleza
- Magro → Magreza
- Justo → Justiça
São os adjetivos que derivam de outras palavras, geralmente de verbos. Exemplo:
-
- Plantar → Plantado
- Completar → Completo
- Cerca → Cercado
[editar] Simples ou Composto
São os mais comuns de encontrar. São formados por uma palavra. Exemplo: Rico, Triste, Alto.
São os adjetivos formados por mais de uma palavra. Exemplo: Amarelo-claro, Professor universitário.
Numeral é a palavra que qualifica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência.
Observações: Não confundir numeral com plural e com o artigo indefinido
Cardinais - Adjetivam dando uma quantidade:
-
- Duzentas pessoas se manifestaram.
- Na verdade, ocorreu só após passarem quarenta dias.
Ordinais - Determinam a sequência de fatos, ocorridos ou não:
-
- Quem chega primeiro, consegue comprar os ingressos.
- Estamos no terceiro milênio.
Multiplicativos - Relacionam um conjunto de seres ou objetos, dando-lhes uma característica:
-
- O dobro ou nada.
- Gastamos o triplo do que costumamos.
Fracionários - Relativam uma parte do todo:
-
- Metade do que tínhamos, ganhamos por sorte.
- O atleta ganhou por um décimo de segundo.
Observações:
- Todos os numerais concordam com o nome, exceto os multiplicativos que sempre são masculinos.
- Geralmente os multiplicativos vêm precedidos de artigos, os fracionários é opcional o uso.
[editar] Escalas de numeração
Existem dois sistemas de numeração, o curto e o longo. Na língua portuguesa, podemos encontrar os dois tipos, o sistemas de numeração longa em Portugal e de numeração curta no Brasil. A diferença é que no sistema de numeração curto há três classes por ordem, e no longo há quatro classes por ordem (exceto na simples e nas dos milhares). Veja:
| Numeral |
Leitura |
Ordem |
| 1 000 000 |
um milhão |
dos milhões |
| 10 000 000 |
dez milhões |
dos milhões |
| 100 000 000 |
cem milhões |
dos milhões |
| 1 000 000 000 |
um bilhão (Brasil), mil milhões (Portugal) |
dos bilhões (Brasil), dos milhões (Portugal) |
| 10 000 000 000 |
dez bilhões (Brasil), um bilião (Portugal) |
dos bilhões (Brasil), dos biliões (Portugal) |
É importante notar que na escrita das nomenclaturas das ordens, a partir da terceira, no português do Brasil escreve-se com h, e no português europeu com i (bilhões ≠ biliões).
[editar] Nomenclatura dos cardinais
Cada algarismo representa uma classe (unidade da ordem, dezena da ordem ou centena da ordem). Ordem, é cada parte do número que possui nomenclatura especial: simples (sem nomenclatura), milhares, milhões, bilhões, trilhões, quatrilhões, pentilhões, etc
Os numerais cardinais possuem uma nomenclatura bastante complicada. Para nós, falantes do português, não há complicação alguma, obviamente, mas para quem está aprendendo português, é bastante diferente:
- Números com uma ordem
- 1 - Entre a dezena, centena e unidade, sempre haverá a conjunção e (exceto números entre 11 e 19 e divisíveis por 10);
- 2 - As classes nulas não possuem nomenclatura, ou seja, não há conjunção para introduzi-las (os números divisíveis por 10 - obviamente, todos possuem ao menos uma classe nula - possuem nomenclatura);
- Números com mais de uma ordem
- 3 - As ordens nulas (zero centenas, zero dezenas e zero unidades) não possuem nomenclatura;
- 4 - A partir da decomposição de ordens do número (cada ordem segue a regra 1 e 2), os colocamos lado a lado, do maior ao menor;
- 5 - Separamos as ordens uma da outra;
- 6 - Para números com até duas ordens, colocamos a conjunção e, separando-as. Esta regra não aplica-se a números em que existe centenas na ordem simples, exceto se houver apenas a centena e não houver as dezenas e unidades;
- Números com duas ou mais ordens não-nulas
- 7 - Introduzimos cada ordem por vírgula (cada ordem segue as regras 1 e 2).
- 8 - A ordem simples e a ordem dos milhares podem seguir as regras 3, 4, 5 e 6. As demais, a regra 7.
[editar] Quadro de numerais
Ver módulo: Tabela de Numerais
Os numerais possuem duas funções:
- Numerais substantivos: são aqueles que podem substituir outros substantivos, os numerais coletivos;
- Numerais adjetivos: são aqueles que modificam o substantivo, dando uma quantidade ou uma parte, são os demais.
[editar] Os numerais
| Nº |
Cardinais |
Ordinais |
Multiplicativos |
Fracionários |
Coletivos |
| 1 |
um |
primeiro |
|
|
|
| 2 |
dois |
segundo |
duplo ou dobro |
meio ou metade |
duo, dueto, dupla |
| 3 |
três |
terceiro |
triplo ou tríplice |
terço |
trio |
| 4 |
quatro |
quarto |
quádruplo |
quarto |
quarteto |
| 5 |
cinco |
quinto |
quíntuplo |
quinto |
quinteto |
| 6 |
seis |
sexto |
sêxtuplo |
sexto |
sexteto |
| 7 |
sete |
sétimo |
séptuplo |
sétimo |
|
| 8 |
oito |
oitavo |
óctuplo |
oitavo |
|
| 9 |
nove |
nono |
nónuplo |
nono |
novena |
| 10 |
dez |
décimo |
décuplo |
décimo |
dezena, década |
| 11 |
onze |
undécimo ou décimo primeiro |
undécuplo |
undécimo ou onze avos |
|
| 12 |
doze |
duodécimo ou décimo segundo |
duodécuplo |
duodécimo ou doze avos |
dúzia |
| 13 |
treze |
décimo terceiro |
|
treze avos |
|
| 14 |
quartorze |
décimo quarto |
|
quartorze avos |
|
| 15 |
quinze |
décimo quinto |
|
quinze avos |
|
| 16 |
dezesseis |
décimo sexto |
|
dezesseis avos |
|
| 17 |
dezessete |
décimo sétimo |
|
dezassete avos |
|
| 18 |
dezoito |
décimo oitavo |
|
dezoito avos |
|
| 19 |
dezenove |
décimo nono |
|
dezenove avos |
|
| 20 |
vinte |
vigésimo |
|
vinte avos |
|
| 21 |
vinte e um |
vigésimo primeiro |
|
vinte e um avos |
|
| 30 |
trinta |
trigésimo |
|
trinta avos |
|
| 40 |
quarenta |
quadragésimo |
|
quarenta avos |
|
| 50 |
cinquenta |
quinquagésimo |
|
cinquenta avos |
|
| 60 |
sessenta |
sexagésimo |
|
sessenta avos |
|
| 70 |
setenta |
septuagésimo |
|
setenta avos |
|
| 80 |
oitenta |
octogésimo |
|
oitenta avos |
|
| 90 |
noventa |
nonagésimo |
|
noventa avos |
|
| 100 |
cem |
centésimo |
cêntuplo |
centésimo |
centena, cento |
| 200 |
duzentos |
ducentésimo |
|
duzentos avos |
|
| 300 |
trezentos |
tricentésimo |
|
trezentos avos |
|
| 400 |
quatrocentos |
quadrigentésimo |
|
quatrocentos avos |
|
| 500 |
quinhentos |
quingentésimo |
|
quinhentos avos |
|
| 600 |
seiscentos |
seiscentésimo |
|
seiscentos avos |
|
| 700 |
setecentos |
septigentésimo |
|
setecentos avos |
|
| 800 |
oitocentos |
octigentésimo |
|
oitocentos avos |
|
| 900 |
novecentos |
nongentésimo |
|
novecentos avos |
|
| 1 000 |
mil |
milésimo |
|
milésimo |
milhar |
| 10 000 |
dez mil |
dez milésimos |
|
dez mil avos |
|
| 100 000 |
cem mil |
cem milésimos |
|
cem mil avos |
|
| 1 000 000 |
um milhão |
milionésimo |
|
milionésimo |
|
| 1 000 000 000 |
um bilhão (mil milhões) |
bilhonésimo |
|
bilhonésimo |
|
| 1 000 000 000 000 |
um trilhão (um bilião) |
trilhonésimo (bilionésimo) |
|
trilionésimo (bilionésimo) |
|
Observações: Não confundir a expressão "bi lhão" que é usada no Brasil para expressar o número 1 000 000 000, com o termo "bi lião", usado em Portugal para significar 1 000 000 000 000. Os termos entre parêntes referem-se à escrita dos números em Portugal.
 |
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PRONOMES
Pronomes são palavras que exercem função nominal, seja para substituir um substantivo, seja para acompanhá-lo (determinando o seu significado). Quando ocupa o espaço normalmente destinado para substantivos (substituindo-o), o faz indicando a pessoa (se é 1º, 2º ou 3º pessoa), o número (se é singular ou plural) e o gênero (masculino ou feminino) da pessoa do discurso. Quando apenas acompanha o substantivo, o pronome modifica, de alguma forma, a relação da pessoa do discurso com o substantivo que acompanha.
A função do pronome pode ser de substantivo ou adjetivo. Quando o pronome substitui um substantivo na frase, denomina-o de pronome substantivo. Quando o pronome acompanha um substantivo, determinando o seu significado, denomina-o de pronome adjetivo.
- Pronome substantivo: Ela não entende nada de dinheiro → o pronome pessoal reto da 3° pessoa Ela, nessa frase, poderia ser qualquer pessoa, como por exemplo: Maria não entende nada de dinheiro. Nesse caso, não seria um pronome, mas sim um substantivo próprio (Maria), a exercer a função de núcleo do sujeito.
- Pronome adjetivo: Entregue seu destino nas mãos de Deus → o pronome possessivo masculino da 3° pessoa seu acompanha o substantivo destino, determinando-o, pois não é o meu destino, ou o destino de qualquer outra pessoa, é o seu destino. Nesse caso, o pronome se assemelha a um adjetivo, concordando em número e gênero com o substantivo que o acompanha.
[editar] Classificação dos pronomes
Os pronomes podem ser classificados em seis tipos, conforme a seguir (clique nos links para obter mais informações sobre aquele tipo de pronome):
- Pessoais: Os pessoais apontam para algum participante da situação da fala: eu, tu, ele, eles, nós, mim, comigo, você, vossa excelência, etc. Os pronomes pessoais podem ser retos, oblíquos ou de tratamento:
-
- Eu amo aquela garota
- Entregue-me os teus pertences!
- Você irá comigo
- Possessivos: Os possessivos indicam a quem pertence algo, geralmente transmitindo a ideia de posse:
-
- Ele é meu melhor amigo.
- Estas frutas são de tua cidade?
- Nossas riquezas foram multiplicadas.
- Demonstrativos: Os pronomes demonstrativos determinam o sujeito no espaço ou no tempo:
-
- Este é um bom livro.
- Aquelas mulheres não paravam de rir.
- É muito estranho tudo isso.
- Relativos: Os pronomes relativos referem-se a termos já expressos anteriormente, relativando seus significados:
-
- Os estudantes que tiraram a farda na cerimônia de formatura estão em sarilhos.
- Objetos os quais perdidos serão devolvidos.
- O dólar, que é a moeda dos Estados Unidos, é bastante valorizado.
- Interrogativos: Os pronomes interrogativos são usados na construção de perguntas, transmitem a ideia de dúvida:
-
- Quem está aí?
- Sabe quem assassinou a jovem?
- Tu queres o quê?
- Indefinidos: Os pronomes indefinidos preenchem um espaço numa frase deixando imprecisa uma pessoa, uma coisa ou um lugar, que representam:
-
- Você precisa de algo?
- Ninguém deixará esta sala.
- Quaisquer pessoas aqui serão bem recebidas.
Observações: Os pronomes pessoais serão sempre pronomes substantivos, pois sempre se pode substituí-los por um substantivo, ou representá-lo, e vice e versa; os demais pronomes são, normalmente, pronomes adjetivos, mas podem assumir a forma substantiva dependendo do caso, como por exemplo:
- Aqueles são os inimigos → Aqueles exerce a função substantiva, podendo até mesmo ser substituído por um substantivo, como por exemplo: Os alemães são os inimigos. Portanto, pronome substantivo;
- Aqueles meninos não têm futuro → Aqueles determina o substantivo, pois explica quais são os meninos que não têm futuro, e ainda concorda em número (plural) e gênero (masculino) com o substantivo meninos, como se fosse um adjetivo. Portanto, pronome adjetivo.
Os pronomes pessoais possuem as funções de substituir o nome de um ser e, ao mesmo tempo, situá-lo em relação a pessoa gramatical do discurso; ou seja, indicar quem fala (1° pessoa), com quem se fala (2° pessoa) ou de quem se fala (3° pessoa), tanto no singular quanto no plural.
Subdividem-se os pronomes pessoais em três tipos: pronome reto e pronome oblíquo (que dependem da função sintática que exercem); e pronome de tratamento:
-
- Pronome reto: exerce função de sujeito.
-
-
- Eles caminharam no deserto por anos → Eles atua como sujeito da oração (os pronomes retos, quando aplicados, serão sempre o sujeito de algum verbo que o acompanha e estarão, muitas vezes, oculto na frase).
-
- Pronome oblíquo: exerce a função de complemento ou de objeto (direto ou indireto).
-
-
- Entregue-me o que é teu → o pronome oblíquo me é o objeto indireto do verbo entregar (regido por preposição, pois entrega a alguém)
-
-
- Venha comigo para o sul → o pronome oblíquo comigo atua como complemento do verbo vir, regido pela preposição com
-
-
- Enterre-o no jardim → no terceiro exemplo, o pronome átono "o" é objeto direto (sem a presença de preposição, pois enterra algo ou alguma coisa);
-
- Pronome de tratamento: são certas palavras e locuções (com formas próprias) aplicadas em casos especiais e considerando a importância do ser a que se quer dirigir a comunicação. São usados tanto como sujeito como objetos verbais.
-
-
- Vossa Excelência é um exemplo de honestidade.
Os pronomes retos e oblíquos podem assumir as seguintes formas, conforme tabela abaixo:
| Pronomes Pessoais |
| Número |
Pessoa |
Retos |
Oblíquos |
| Átono |
Tônico |
| Singular |
1ª |
eu |
me |
mim, comigo |
| 2ª |
tu |
te |
ti, contigo |
| 3ª |
ele, ela |
o, a, lhe |
eles, elas, se, si, consigo |
| Plural |
1ª |
nós |
nos |
nós, conosco |
| 2ª |
vós |
vos |
vós, convosco |
| 3ª |
eles, elas |
os, as, lhes |
ele, ela, se, si, consigo |
[editar] Pronomes retos
Os pronomes retos são, por excelência, pronomes substantivos, portanto, servem de substitutos dos substantivos e para representar a pessoa da oração:
-
-
- Eu sou um ótimo estudante → o pronome eu substitui o nome do ser (ou seja, o substantivo) que é um ótimo estudante, por exemplo: Marcos é um ótimo estudante;
-
-
- Nós partiremos nesta noite → os seres que partirão esta noite estão, resumidamente, representados pelo pronome nós;
Os pronomes pessoais retos podem mudar de forma (flexionar), dependendo do número (singular ou plural) e da pessoa gramatical (1°, 2° ou 3° pessoa) do discurso, conforme abaixo:
| Pronomes Retos |
|
Singular |
Plural |
| 1° Pessoa |
Eu |
Nós |
| 2° Pessoa |
Tu |
Vós |
| 3° Pessoa |
Ele, Ela, Você |
Eles, Elas, Vocês |
Observação: É possível contrair as formas ele(s), ela(s) com as preposições de e em, formando as formas: dele(s), dela(s), nele(s) e nela(s). Essas formas costumam ser aplicadas quando exercem a função de predicativo do sujeito, normalmente indicando pertencimento ou localização, como por exemplo: O brinquedo é dele. Entretanto, quando o pronome exerce a função de sujeito de um verbo, a preposição não se une ao pronome: A culpa de ela quebrar o vaso é minha.
Não se deve usar os pronomes retos de maneira indiscriminada; pois, no português, a desinência verbal, normalmente, é suficiente para indicar o número e a pessoa gramatical do sujeito da ação verbal.
Como o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito a que se refere (nesse caso, sob a forma de um pronome reto) é possível, por meio da concordância verbal, deduzir a forma do pronome, mesmo que ele não esteja visível na frase (formando um sujeito oculto ou elíptico). Exemplos:
-
-
- Sou um ótimo estudante → a forma que o verbo ser se apresenta é suficiente para deduzir que o sujeito da frase é o pronome reto eu, que está oculto;
-
-
- Partiremos nesta noite → a desinência verbal emos do verbo partir indica que o sujeito da frase é o pronome reto Nós;
Os principais usos do pronome reto são as seguintes:
-
- Quando se deseja dar ênfase ao sujeito, mas sem revelar o seu nome (ou sem determiná-lo); geralmente repetindo-o ou, simplesmente, não o ocultando:
-
-
- Eu, mesmo doente, sobrevivi, mas ela não resistiu;
-
-
- Ele entrou silencioso. Ele não sabia onde estava.
-
- Quando se deseja opor duas pessoas, ou quando há contraste entre elas:
-
-
- Eu vou naquela direção, tu vais para esta;
-
-
- No fim, eu choro e ela ri;
-
-
- Ambos estávamos doentes. Eu, sobrevivi. Ela não resistiu.
-
- Quando se deseja representar um substantivo já anteriormente mencionado:
-
-
- O Presidente é uma pessoa simpática. Ele não se cansa de abraçar o seu povo
Observação 1: Como o pronome ele e ela pode representar qualquer substantivo já mencionado, deve-se evitar ambiguidades quando o pronome se referir a dois sujeitos diferente, por exemplo:
-
-
- Cláudia pediu para Maria que ela saísse primeiro → é ambígua a frase, pois não se sabe quem deve sair primeiro é Cláudia ou Maria.
Observação 2: Quando se quer dar ênfase ao pronome-sujeito, costuma-se usar as palavras mesmo e próprio anterior ou posteriormente ao pronome. Esse mecanismo serve apenas para realçar o sujeito, imprimindo-lhe uma importância diferenciada:
-
-
-
- Ela própria assumiu o controle;
- Mesmo eu não pude detê-lo
[editar] Função sintática
Os pronomes retos, por serem os substitutos dos substantivos, podem exercer algumas funções sintáticas próprias de substantivos, conforme abaixo:
-
- Exerce função de sujeito:
-
-
- Ela é uma garota insensata;
-
-
- Lutarei até o fim (com o sujeito Eu elíptico).
-
-
-
- Ainda é ele em cada palavra;
-
-
- Ele será tu em poucos dias.
-
- Exerce função de vocativo (apenas nos pronomes tu e vós):
-
-
- Ó vós, Senhor do Mundo, que és o possuidor do poder divino;
-
-
- Ó tu, sim, és o filho perdido.
Observação: Pelo fato dos pronomes retos exercerem a função de sujeito, em frases onde há a presença do verbo, deve-se utilizar os pronomes retos. Onde não há a presença do verbo, utiliza-se os pronomes oblíquos. Por exemplo:
-
- Esse dinheiro é para eu gastar → o pronome eu (pronome reto) é o sujeito do verbo gastar, portanto, é errada a construção: "Esse dinheiro é para mim gastar", pois o mim (pronome oblíquo) jamais será sujeito, e sim complemento (lembre-se que é a função sintática que separa os pronomes retos dos oblíquos);
- Esse dinheiro é para mim → nesse caso, o mim exerce a função que é própria dos pronomes oblíquos (de complemento do verbo), portanto, essa construção está correta.
Como regra, deve-se observar se há a presença de verbo acompanhando o pronome (o que exigiria que esse pronome fosse o sujeito desse verbo). Se o pronome em questão precisa ser o sujeito, então este será um pronome reto, se não houver verbo, o pronome assumirá a forma oblíqua.
Na língua falada, é muito comum o uso dos pronomes retos ele e ela na função de objeto, como por exemplo, quando se diz: Vi ele passar, Deixei ela pra trás, enquanto o correto seria o uso das formas oblíquas o, a, os, as (Vi-o passar; Deixei-a para trás)
[editar] Valores especiais
Os pronomes retos (em especial na linguagem formal), podem ser empregados para imprimir um determinado valor emotivo, dependendo da ocasião e para quem é direcionada a mensagem, segue algumas dessas aplicações:
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- Plural de modéstia → ocorre quando há o emprego da forma da 1° pessoa do plural (nós) ao invés da 1° pessoa do singular (eu), com o objetivo de fazer parecer que o mensageiro expressa uma opinião compartilhada por todos os ouvintes, ou representa a opinião coletiva, ao invés de suas próprias opiniões individuais.
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- Nós apoiamos as decisões do sindicato
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- Plural de majestade → termo pouco utilizado no Brasil, ocorre quando se aplica do pronome no plural "nós", mesmo referindo-se a um sujeito na 1° pessoa do singular, como sinal da grandeza do cargo que ocupa.
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- Nós, Henrique II, em nome do Reino da Inglaterra, declaro guerra à França.
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- Fórmula de cortesia → é a forma utilizada em requerimentos, onde referimos-nos a nós mesmos em 3° pessoa, como sinal de respeito e humildade para quem encaminhamos a requisição.
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- João da Silva, funcionário público, residente em Brasília, requer a V. S.ª liberação para ausentar-se do serviço...
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- Modéstia do pronome eu → pode-se expressar modéstia na posição do pronome sujeito eu quando na presença de sujeito composto. O uso indiscriminado desse pronome, causa a sensação de valorização da própria personalidade, ou da própria posição em relação aos demais; por isso, a aplicação desse recursos requer atenção em dois detalhes:
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- Pedro, Marcos e eu saímos vitoriosos → quando indica algo agradável, vitória, conquista, ou coisas positivas, deve-se colocar o pronome ao final do sujeito composto, indicando modéstia de participação no evento positivo.
- Eu, Pedro e Marcos cometemos muitos erros → quando indica algo desagradável, derrota, perda, ou coisas negativas, deve-se fazer o oposto da situação anterior e se posiciona na frente em sinal de humildade e cortesia, não se esquivando da responsabilidade do evento negativo (até desejando assumir mais responsabilidade que os demais).
[editar] Pronomes oblíquos
Ver também: Colocação Pronominal e Colocação Pronominal nas Locuções Verbais
Os pronomes oblíquos, no exercício de suas funções sintáticas (que é de ser objeto direto, indireto ou complemento), podem fazê-lo indicando reflexibilidade ou não reflexibilidade da ação verbal sobre o sujeito. Quanto às formas que os oblíquos podem assumir, essas formas dependem da tonicidade que possuem, apresentando-se sob duas formas: átonas e tônicas
[editar] Tonicidade
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- Pronomes átonos: são os que possuem tonicidade fraca, por isso apoiam-se na tonicidade de um verbo, unindo-se a ele por intermédio de um hífen. Por exemplo:
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- Leve-a para casa → a força tônica de leve-a está na sílaba le (le-ve-a), as demais sílabas são átonas, inclusive a última (que representa o pronome a);
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- Vesti-a para um filme → a sílaba tônica de vesti-a está em ti, sendo átona as demais sílabas (ves-ti-a).
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- Pronomes tônicos. por apresentar tonicidade forte, não se unem ao verbo por meio do hífen. Os pronomes oblíquos tônicos estão sempre acompanhados por uma preposição. Por exemplo:
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- Gosto de ti mais que de mim → os pronomes ti e mim possuem suas forças tônicas separadas da tonicidade do verbo que acompanham (gos-to-de-ti), porém precisam da presença da preposição de para terem sentido;
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- Venha comigo → perceba que em comigo, contigo, conosco e convosco, a preposição com é parte integrante do pronome migo e ainda possui força tônica própria (ve-nha-co-mi-go)
[editar] Reflexibilidade
Quando na função de objeto ou complemento, classifica-se os pronomes oblíquos em dois tipos distintos: reflexivos e não reflexivos. Todos os pronomes oblíquos assumem uma dessas duas posições; porém, o uso do pronome para indicar reflexibilidade é menos ocorrente do que para indicar a não reflexibilidade, por isso nomeia-se apenas estes de pronomes reflexivos devido a função que exercem e não a forma que possuem (apesar de que os reflexivos na 3° pessoa possuem formas próprias (se, si e consigo) e formas átonas nas demais pessoas).
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- Pronomes reflexivos: são os pronomes que, ao mesmo tempo, são o objeto e a representação do sujeito que praticou a ação expressa pelo verbo, ou seja, ocorre quando o pronome representa a pessoa da ação verbal que, reflexivamente, praticou a ação sobre si mesmo (ocupando, simultaneamente, o polo ativo e passivo da ação verbal).
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- O criminoso entregou-se a tempo → note que a ação verbal entregar (verbo transitivo direto) partiu do substantivo-sujeito criminoso e recaiu sobre o pronome-objeto se.
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- Defenda-se se for capaz → o verbo ordena que o sujeito tu (oculto na frase) defenda a pessoa que o pronome se representa, ou seja, o próprio sujeito.
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- Pronomes não reflexivos: são os pronomes que fazem o papel do objeto que recebeu (do sujeito) a ação expressa pelo verbo, ou seja, ocorre quando o pronome representa uma pessoa diferente da pessoa que, ativa ou passivamente, praticou a ação verbal.
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- Joguei-a na cama → o sujeito oculto eu jogou alguém, representado pelo pronome a, na cama, ou seja, são pessoas completamente diferentes: uma pessoa joga, a outra é jogada; uma pratica a ação verbal no polo ativo, a outra recebe ação verbal no polo passivo.
[editar] Formas dos oblíquos
Os pronomes oblíquos não reflexivos mudam de forma em função da pessoa, do número e do gênero gramatical, bem como em função da acentuação que possuem (átona ou tônica). Os pronomes oblíquos reflexivos são os mesmos que os não reflexivos nas formas átonas da 1° e da 2° pessoa gramatical, e apresentam três formas próprias quando indicam alguém na 3° pessoa gramatical.
| Pronomes Oblíquos |
|
Não reflexivos |
Reflexivos |
| Átono |
Tônico |
| Singular |
Plural |
Singular |
Plural |
Singular |
Plural |
| 1° Pessoa |
me |
nos |
mim, comigo |
nós, conosco |
me |
nos |
| 2° Pessoa |
te |
vos |
ti, contigo |
vós, convosco |
te |
vos |
| 3° Pessoa |
o, a, lhe |
os, as, lhes |
ele, ela |
eles, elas |
se, si, consigo |
A identificação da função de um pronome oblíquo requer a percepção de algumas variáveis, tanto nas formas átonas quanto nas formas tônicas, sendo que cada forma possui suas peculiaridades.
[editar] Formas átonas
Os pronomes átonos normalmente estão ligados a um verbo por meio do hífen, o que limita as funções que esses tipos de pronomes podem exercer, portanto, eles geralmente são o objeto desse verbo. Há oblíquos átonos que exercem função sintática exclusiva (como os pronomes átonos da 3° pessoa o, a, os, as, lhe e lhes), mas há oblíquos quem podem exercer tanto a função de objeto direto como a de objeto indireto, tudo vai depender da transitividade do verbo em cada caso (como os pronomes me, te, nos, vos).
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- Pronomes o, a, os, as: esses pronomes somente podem ter a função de objeto direto.
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- Convidei-a para sair → objeto direto do verbo convidar na colocação enclítica;
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- Não a convidei para sair → objeto direto do verbo convidar na colocação proclítica.
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- Pronomes lhe, lhes: esses pronomes somente podem ter a função de objeto indireto, porém a preposição é anulada.
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- Obedeça-lhes ou ficará de castigo → objeto indireto do verbo obedecer na colocação enclítica;
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- Não lhes obedecerei mais → objeto indireto do verbo obedecer na colocação proclítica.
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- Pronomes me, te, nos vos: esses pronomes podem ter a função de objeto direto ou de objeto indireto e, ao contrários dos pronomes anteriores, não é possível identificar se o verbo transita direta ou indiretamente apenas olhando a forma do pronome, para isso é fundamental o conhecimento da regência do verbo.
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- Ouviu-me cantar → objeto direto, pois quem ouve, ouve alguém;
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- Chamou-me com urgência → objeto indireto pois quem chama, chama a alguém;
Observação: Entretanto, há alguns casos em que os oblíquos átonos podem exercer a função de sujeito, contrariando uma das características fundamentais dos oblíquos (que é servirem de objeto ou de complemento). Esses casos são uma exceção à regra geral (pois é erro tomar o oblíquo por sujeito), mas é possível (e lícito) apenas se os oblíquos átonos forem o sujeito de um verbo (que consequentemente estará no infinitivo) que complementa o sentido de outro verbo (o qual o mesmo átono serve de objeto) .
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- Deixaram-no ficar mais um pouco
=== Flexão dos átonos da 3° pessoa === ♥ Os formas átonas o, a, os, as sofrem variações próprias em função da posição que ocupam e da terminação das formas verbais a que se ligam. Essas mudanças, no entanto, não mudam as características próprias desses oblíquos átonos, que é indicar a 3º pessoa gramatical e ser objeto direto do verbo ao qual estão unidos. Se diz que o pronome é clítico por ser átono e unir-se ao verbo. A posição do pronome em relação ao verbo não é fixa, podendo este aparecer depois do verbo (proclítico), antes do verbo (enclítico) e, até mesmo, no meio do verbo (mesoclítico). Portanto, não é de regra a união do pronome ao verbo pelo hífen para percebê-lo como um pronome átono, principalmente no que se refere às suas funções sintáticas, que serão as mesmas independentemente da posição que ocuparem. Ver o estudo completo desse tema no tópico específico sobre Colocação pronominal.
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- Pronomes antepostos ao verbo (posição proclítica): nessa posição, usa-se as formas normais o, a, os, as.
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- Não os entendo, o que querem? LOL LOL LOL LOL --94.132.150.182 12h55min de 13 de Maio de 2012 (UTC)--94.132.150.182 12h55min de 13 de Maio de 2012 (UTC)--94.132.150.182 12h55min de 13 de Maio de 2012 (UTC)--94.132.150.182 12h55min de 13 de Maio de 2012 (UTC)--94.132.150.182 12h55min de 13 de Maio de 2012 (UTC)--94.132.150.182 12h55min de 13 de Maio de 2012 (UTC)--94.132.150.182 12h55min de 13 de Maio de 2012 (UTC)
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- Pronomes pospostos ao verbo (posição enclítica): deve-se observar a terminação dos verbos aos quais os pronomes se relacionam:
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- 1. Permanecem na forma normal o, a, os, as se o verbo terminar em vogal ou ditongo oral:
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- Vejo ele na televisão ou Vejo-o na televisão → o verbo ver nessa conjugação termina em vogal, portanto, o oblíquo átono assume a forma normal (o).
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- Entregarei ele para a polícia ou Entregarei-o para polícia → deve sempre observar a terminação verbal considerando o tempo e o modo do verbo apresentado, pois é possível que em algumas conjugações a terminação verbal não seja uma vogal ou um ditongo oral.
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- 2. Mudam a forma para lo, la, los, las se o verbo termina nas consoantes r, s, z, sumindo a terminação no processo;
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- Preciso ver ele ou Preciso vê-lo → o verbo, na forma infinitiva (portanto, com terminação em r), modifica a forma normal do pronome de o para lo.
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- Entregaremos ele para a polícia ou Entregaremo-lo para a polícia → a terminação do verbo em s some e a forma átona muda para lo.
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- 3. Mudam a forma para no, na, nos, nas se o verbo terminar em ditongo nasal (verbos terminado em m, n, ão).
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- Coroaram ele rei ou Coroaram-no rei
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- Pronomes no meio do verbo (posição mesoclítica): deve-se assumir as formas lo, la, los, las quando relacionados a um verbo na terceira pessoa do futuro do presente, pois, nessa posição, os pronomes estão pospostos a um verbo que quando retirada a desinência, em r (obedecendo a regra da terminação r, s, z).
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- Entregarei ele ou Entregar-lo-ei
[editar] Formas tônicas
Os pronomes tônicos sempre estão acompanhados por preposição, o que, na maioria dos casos, lhes dão a função de objeto indireto ou complemento. Para os pronomes tônicos é preciso que se analise sintaticamente as demais funções da oração pois eles podem ocupar tanto a posição de termo integrante como de termo acessório.
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- Sou o pior inimigo de mim.
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- Olhe para mim com carinho.
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- Objeto direto (preposicionado pela preposição a):
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- Amou a si em primeiro lugar.
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- A separação será sentida por mim.
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- Ele viajou conosco. (adjunto adverbial de companhia com a presença da preposição com integrada ao pronome nosco)
[editar] Aplicação das preposições
Ver também: Preposições
As formas oblíquas tônicas sempre são regidas por preposição, ou seja, elas sempre estarão lá antepostas aos pronomes. Contudo, há casos em que algumas preposições, pelo sentido que exprimem, possuem uma relação especial com o pronome do qual são antecessoras. Essa relação pode ser tanto para modificar a forma do pronome, como para dar a ele valor enfático. As formas pronominais mim, ti, ele, ela, nós, vós, eles, elas, podem ser antecedidas de diversas preposições (como as preposições para, de, a, por, em, entre); mas, em casos especiais, a aplicação tanto do pronome quanto da preposição requer algumas observações:
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- Preposição a: pode-se aplicar essa preposição caso se deseje enfatizar o objeto que está na forma átona e já mencionado anteriormente. Para isso, utiliza-se um pronome na forma tônica (antecedido da preposição a) a fim de retornar enfaticamente o mesmo objeto.
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- Dava-lhe a ela uma outra oportunidade → a forma pronominal tônica a ela enfatiza o objeto indireto do verbo dar, (que é o pronome átono lhe).
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- Presenteei-me a mim mesmo com essas flores → a forma pronominal tônica é retornada por outra forma verbal átona, já expressa anteriormente.
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- 1. Normalmente essa preposição já está integrada às formas pronominais migo, nosco, vosco, porém, quando em relação com os pronomes ele(s) e ela(s), mantem-se distintos as formas de cada um.
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- Esteja com ele quando nos encontrarmos;
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- Com ela ninguém pode.
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- 2. Em casos de exceção, a integração da preposição com nos pronomes comigo, conosco, convosco é desfeita se, após esses pronomes, vierem as palavras reforçativas outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou qualquer numeral.
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- Eles não poderão conosco(sem reforçativos) → Eles não poderão com nós três (acompanhado de numeral);
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- Resolveremos conosco esses problemas → Resolveremos com nós mesmos esses problemas
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- Preposições acidentais afora, fora, exceto, menos, salvo: após essas preposições, utiliza-se as formas eu, tu, ele(s), ela(s) que, nesse caso, são tratados como oblíquos e não como pronomes retos.
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- Puniram todos, exceto eu, que fui polpado;
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- Fora tu, ninguém mais pode.
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- Preposição entre: deve-se utilizar, obrigatoriamente, as formas tônicas após essa preposição.
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- Entre mim e você, não há mais nada. → portanto, desaconselha-se usar a forma entre eu e você...
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- Essas brincadeiras são entre eles. → eles também é uma forma oblíqua da 3° pessoa.
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- 1. Usa-se as formas oblíquas mim, ti e si quando a preposição denotar que o pronome é o limite, a chegada ou o destino.
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- Venha até mim, pois eu sou a luz.
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- 2. Usa-se as formas retas eu, ele, tu quando a preposição denotar que o pronome está incluso naquilo de que se fala, equivalente às palavras mesmo, também, inclusive, já que, nestes casos, o pronome exerce função de sujeito.
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- Até eu já beijei aquela garota → inclusive eu já beijei aquela garota;
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- Como pode? Até tu me abandonaste → mesmo tu me abandonaste?.
[editar] Pronomes reflexivos e recíprocos
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Ver também: Conjugação Reflexiva
Os pronomes reflexivos são os que, no papel de objeto direto e ou indireto, representam a mesma pessoa que o sujeito da oração. O entendimento dos pronomes reflexivos está intimamente ligado ao entendimento dos verbos reflexivos. Quando se deseja expressar a reflexibilidade da ação verbal, indicando que o sujeito praticou a ação sobre si mesmo, o verbo fica na voz reflexiva.
Não é exclusivo o uso do pronome para indicar reflexibilidade, há casos em que o pronome indica também reciprocidade, que, apesar de menos ocorrentes, possui sentido diverso. Portanto, subdividi-se os pronome reflexivos quando na função reflexiva e na função recíproca, que diferenciam-se justamente por causa ambiguidade que podem causar:
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- Pronomes reflexivos: por expressarem reflexibilidade, pode-se normalmente complementar o sentido dessa oração com as expressões: a mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo.
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- Feri-me → significa o mesmo que feriu a mim mesmo.
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- Matou-se → significa o mesmo que matou a si mesmo.
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- Pronomes recíprocos: por expressarem reciprocidade (com os pronomes na 3° pessoa, ou quando em sujeito plural), pode-se normalmente complementar o sentido dessa oração com as expressões: um ao outro, uns aos outros, entre si, ou os advérbios reciprocamente, mutuamente.
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- Feriram-se → significa o mesmo que feriram um ao outro, reciprocamente.
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- Mataram-se → significa o mesmo que mataram-se mutuamente.
Observação: Frequentemente, na presença do sujeito plural, as funções reflexivas e recíprocas se confundem, não sendo possível diferenciar um do outro. Nesse caso, recomenda-se complementar essas orações com expressões reforçativas:
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- João e Mariam amaram-se → pode, reflexivamente, significar que João amou a si mesmo, enquanto, paralelamente, Maria também amou a si mesma; ou, reciprocamente, pode significar que João amou a Maria, enquanto, simultaneamente, Maria amou a João, pois eles amaram-se um ao outro.
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- João e Maria amaram-se a si mesmos no fim do relacionamento → a expressão reforçativa a si mesmo indica reflexibilidade;
- João e Maria amaram-se um ao outro na noite de núpcias → a expressão reforçativa um ao outro indica reciprocidade.
[editar] Função reflexiva
A função dos pronomes reflexivos depende da natureza do verbo reflexivo com o qual se relaciona, portanto, perceber qual é a natureza do verbo é fundamental para entender qual a função do pronome. Os reflexivos podem exercer suas funções típicas (objeto ou complemento), ou não possuírem função alguma! Quando o pronome serve de recipiente da ação verbal (portanto, quando acompanham verbos transitivos) exerce a função de reflexibilidade pronunciada; quando o pronome indica reflexibilidade, mas não há transitividade na ação, exerce a função de reflexibilidade atenuada.
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- Reflexibilidade pronunciada: é a função que os pronomes reflexivos exercem quando são, normalmente, objeto direto da ação verbal (podendo também ser objeto indireto). Chama-se de reflexibilidade pronunciada pelo fato de que o pronome relaciona-se com verbos pronominais acidentas, ou seja, a ação verbal transita para um pronome reflexivo. Quando o pronome é aplicado dessa forma, a sua pronúncia ganha força, por exemplo, quando se diz: "Cortei-me", torna-se muito mais evidente a relação objetiva do pronome com o verbo. O pronome anuncia-se na força da sua pronúncia, indicando que há transitividade da ação verbal.
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- Atingi-me no peito;
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- Atirou-se pela janela.
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- Reflexibilidade atenuada: ocorre nos casos em que o pronome é parte integrante de verbos pronominais essenciais, pois o sentido do verbo não pode ser concebido de outra forma que não seja reflexivo. Nesse caso, os pronomes não possuem função nenhuma, apesar de aparentemente exercerem a função de objeto, não o são, pois não há transitividade. Não há uma pessoa passivamente recebendo a ação verbal, portanto, a pronuncia do pronome é atenuada (suavizada, enfraquecida); quando se diz: "Arrependi-me", o sentido do verbo já revela que a ação verbal ocorreu no próprio sujeito pelo o que o verbo é, e não porque o pronome indicou esse fato.
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- Espelhou-se em seu pai;
Observação: Pelo fato dos verbos reflexivos sempre necessitarem da presença de um pronome reflexivo para indicar-lhes a reflexibilidade, chama-os de verbos pronominais, pois, como se pode perceber facilmente, a reflexão não seria possível sem a presença do pronome oblíquo apropriado. Os verbos pronominas dividem-se em dois tipos: os pronominais essenciais e os pronominais acidentais.
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- Verbos pronominais essenciais: são os que possuem o pronome reflexivo como parte integrante do verbo, pois não é possível, para esses verbos, que a ação verbal seja praticada em um objeto que não o próprio sujeito, semelhantes aos verbos intransitivos, porque a ação não transita a um objeto, ela simplesmente acontece no âmago do próprio verbo. Por exemplo:
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- Indignou-se com os políticos → não é possível alguém "indignar" outra pessoa. Pelo sentido inato do verbo, a ação é desenvolvida exclusivamente no interior do ser do sujeito do verbo, sendo impossível fazer essa mesma ação ocorrer fora desse ser por uma vontade impositiva.
- São exemplos de verbos pronominais essenciais: arrepende-se, indigna-se, abster-se, comportar-se.
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- Verbos pronominais acidentais: são os verbos que representam uma ação capaz de ser dirigida tanto para uma outra pessoa (diferente do ser que a pratica), como para o próprio ser que a pratica. Diferentemente do pronominal essencial, a ação reflexiva dos pronominais acidentais é possível de ocorrer se assim agir o sujeito da ação verbal; por isso os pronominais acidentais são, geralmente, verbos transitivos, pois é possível que a ação transite para um objeto, seja esse objeto uma outra pessoa do sujeito, ou o próprio sujeito.
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- Atirou-se pela janela → o sujeito foi o agente da ação na sua iniciativa e, ao mesmo tempo, foi o paciente dessa ação nas suas consequências.
- Feri-me profundamente → ficaria incompleta a frase do tipo: eu feri profundamente, portanto, verbo exige a presença do objeto para ter sentido, pois a ação precisa, necessariamente, transitar; o que no exemplo (feri-me), foi o próprio sujeito o objeto da ação.
[editar] Função recíproca
Ao contrário da função reflexiva, em alguns casos o pronome não está indicando que o objeto da ação é o mesmo que o sujeito que a praticou. Pode ocorrer casos onde o sujeito seja composto, ou o pronome indica uma pluralidade de pessoas, e a ação ocorre entre essas pessoas simultaneamente. Esse não é o caso reflexivo porque o objeto e o sujeito não são os mesmos.
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- Pedro e Caio abraçaram-se na despedida → nesse caso, Pedro abraçou Caio (sujeito = Pedro; objeto = Caio), e ao mesmo tempo, Caio abraçou Pedro (sujeito = Caio; objeto = Pedro), demonstrando que a ação foi recíproca.
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- Eles se atropelaram na saída → uma primeira pessoa foi agente da ação praticada na segunda pessoa e paciente da ação que essa segunda pessoa praticou, simultaneamente, ocorrendo o mesmo na segunda pessoa.
[editar] Pronome de tratamento
Ver módulo: Pronomes de tratamento
Pronomes de tratamento são todas as palavras ou expressões que referem-se a alguém da 1ª ou da 2ª pessoa gramatical como se ela estivesse na 3ª pessoa, ou representam alguém que efetivamente está na 3ª pessoa gramatical. Para fins de concordância verbal, deve-se tratar esses elementos sempre como alguém da 3ª pessoa. São considerados pronomes pessoais, pois, seu uso equivale-se aos dos pronomes retos e pronomes oblíquos (função sintática de sujeito e objeto).
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- Vossa Majestade deseja algo? → o pronome de tratamento leva o verbo para a 3ª pessoa do singular (Ele deseja), apesar de referi-se a alguém que efetivamente está na 2ª pessoa do singular (a qual a forma verbal é: Tu desejas)
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- Você faria um favor para mim? → utiliza-se a forma verbal da 3ª pessoa (fazer) ao invés da 2° pessoa (farias), apesar de efetivamente se referir a alguém da 2ª pessoa.
Observação: É importante enfatizar as circunstâncias em que se aplicam os pronomes de tratamento, pois, retomando o conceito inicial, os pronomes referem-se a alguém como se ela estivesse na 3° pessoa, ou representam alguém que já está na 3ª pessoa:
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- Quando se diz: Você fez isso? Nessa pergunta, há presença de dois personagens, alguém da 1° pessoa fazendo uma pergunta para alguém da 2ª pessoa, mas para referir-se a esse alguém da 2° pessoa, não se usa o pronome apropriado para esse fim (tu), usa-se uma palavra representativa (você, vossa excelência), tratando-a como um ser hipoteticamente situado na 3ª pessoa singular ou plural.
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- Quando se diz: A gente fez isso. O pronome a gente refere-se, de fato, a presença de duas ou mais pessoas, sendo uma delas alguém quem fala (1ª pessoa gramatical); esse termo equivale ao pronome reto nós, mas, para efeito de concordância, o verbo não concorda com sentido real do pronome (se não a frase seria Nós fizemos isso), concorda imaginariamente com o pronome da 3ª pessoa (Ele fez isso, nessa frase, a forma verbal não se alterou).
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- Quando se diz: Sua Alteza está em seus aposentos. Nessa forma, estamos nos referindo a alguém que não é quem fala, nem quem escuta, mas sim uma 3ª pessoa que não participa do diálogo, entretanto, por força do cargo ou da posição que ocupa, essa referência precisa ser feita de maneira cerimoniosa, por meio de um fórmula de cortesia específica para essa pessoa de elevada importância. Essa forma do pronome de tratamento é utilizada para referi-se a alguém que já se encontrava na posição de 3ª pessoa gramatical.
Os pronomes de tratamento possuem formas próprias quando representam a pessoa gramatical e a importância pessoal (por força do cargo ou da posição) que esse ser possui. A representação da pessoa gramatical é limitada, pois há formas específicas para cada caso, mas para representar uma pessoa de importância diferenciada, há uma lista de fórmulas de tratamento que convém saber para sua correta aplicação. Quando os pronomes de tratamento referem-se a alguém pela sua importância, também é possível abreviá-lo de forma própria, portanto, há tantas abreviações quanto há pronomes.
| Pronomes de Tratamento |
| Forma |
Representação da Pessoa Gramatical |
| A gente |
1ª pessoa gramatical do plural (nós) |
| Você(s) |
2ª pessoa do singular (tu) ou plural (vós) |
| Senhor(es) e Senhora(s) |
2ª pessoa do singular (tu) ou plural (vós) |
| Vossa + (fórmula de tratamento) |
2ª pessoa do singular (tu) ou plural (vós) |
| Sua + (fórmula de tratamento) |
3ª pessoa do singular (Ele/Ela) ou plural (Eles/Elas) |
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- Uso do a gente: Esse pronome equivale a nós, não possui abreviação, e sua forma correta é o a e o gente separados, pois sua aplicação junta significa quem executa, é encarregada, ou age para algum fim:
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- A gente precisa partir → exerce função de pronome de tratamento; diferente de O agente de polícia, que é um substantivo com sentido diverso.
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- Uso do você(s): Aplica-se quando se quer expressar intimidade, como, por exemplo, entre amigos, colegas de trabalhos, irmãos e semelhantes; evidenciando uma relação de igualdade, proximidade ou intimidade. Em algumas regiões do Brasil, usa-se o pronome Tu com função semelhante ao tratamento você, entretanto, apesar do uso do pronome na pessoa gramatical correta, o verbo que o acompanha concorda com o sujeito como se ele estivesse na 3° pessoa. Com isso, o pronome tu equivale a um pronome de tratamento e não a um pronome reto:
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- Tu entregou o relatório? → o tu com função de pronome de tratamento, pois se fosse um pronome reto, a forma verbal deveria ser conjugada na 2° pessoa, e ficaria: "Tu entregaste o relatório?"
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- Uso de senhor(a): Aplica-se quando se quer expressar respeito ou cortesia (abrevia-se sr. ou sra.), seu uso se dá nos casos opostos aos dos tratamentos você e tu; evidenciando distanciamento entre um ser superior para um ser inferior, ou seja, em uma relação desigual, ou simplesmente o uso às pessoas solteiras.
[editar] Fórmulas de tratamento
Fórmulas de tratamento são palavra que representam um cargo ou uma posição diferenciada; portanto, não é, por si só, um pronome de tratamento. Para a fórmula de tratamento adquirir esse status, é preciso que ela seja antecedida dos pronomes vossa ou sua, formando, assim, uma locução. As formas nominais Alteza, Santidade, Majestade e etc são apenas fórmulas de tratamento designadas aos cargos de Príncipe, Papa e Rei; mas quando se diz as expressões Vossa Alteza, Vossa Santidade, Vossa Majestade, a fórmula de tratamento passa a ser um verdadeiro Pronome de Tratamento, pois está se referindo a um ser físico que ocupa este cargo.
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- Uso do pronome Vossa: Quando esse pronome antecede a fórmula de tratamento, formando uma locução pronominal, a pessoa com quem se refere se encontra na 2ª pessoa gramatical, ou seja, o interlocutor emite a mensagem diretamente para a pessoa ocupante do cargo ou da posição que a fórmula de tratamento se refere (apesar de fazer parecer que a pessoa se encontra na 3ª pessoa).
-
-
- Vossa Excelência é uma pessoa digna → o pronome vossa indica que a pessoa a quem se refere o pronome de tratamento está na 2ª pessoa gramatical.
-
- Uso do pronome Sua: Quando esse pronome antecede a fórmula de tratamento, a pessoa a quem se refere se encontra na 3º pessoa gramatical, ou seja, a pessoa não participa da conversa.
-
-
- Sua Excelência é uma pessoa digna → o pronome sua indica que alguém da 1ª pessoa se dirige para alguém na 2ª pessoa, para referi-se a outra 3ª pessoa gramatical e, por força do cargo/posição que está possui, essa referência exige o uso da fórmula de tratamento após o possessivo sua.
| Fórmulas de Tratamento |
| Fórmula |
Abreviação |
Refere-se ao Cargo/Posição |
| Excelência |
V. Ex.ª |
Presidente e Vice-Presidente da República; Ministros de Estado; Comandantes das Forças Armadas; Oficiais Militares; Presidentes e Membros das Assembléias Legislativas Estados e das Câmaras Legislativas Municipais; Governadores e Vice-Governadores dos estados; Prefeitos Municipais; Juizes; Procuradores; Desembargadores. |
| Senhoria |
V. S.ª |
Funcionários graduados; Organizações comerciais e industriais; Particulares em geral; Diretores de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais. |
| Eminência |
V. Em.ª |
Cardeais |
| Excelência Reverendíssima |
V. Ex.ª. Rev.ma |
Arcebispos e Bispos |
| Santidade |
V. S. |
Papa |
| Reverendo |
Rev.do |
Sacerdotes; Clérigos; Religiosos |
| Magnificência |
V. Mag.ª |
Reitores de Universidades |
Alteza
- Real
- Imperial
- Sereníssima
|
V. A.
- V. A. R.
- V. A. I.
- V. A. S.
|
Príncipes, Princesas e Duques:
- de Casas Reais
- de Casas Imperiais
- para Arquiduques
|
| Majestade |
V. M. |
Reis e Imperadores |
[editar] Invocação das fórmulas
Utiliza-se uma invocação apropriada para cada fórmula de tratamento na sobrescrição de envelope ou no chamamento, quando na redação da comunicação oficial de órgãos públicos, ou na comunicação comercial. Não se deve confundir pronome com invocação, pois este tem uso específico, enquanto os pronomes (de tratamento ou não) são utilizados no corpo do texto. Por exemplo, ao se escrever uma carta para o presidente da república, deve-se começar com:
-
-
- "Ao Exmo. Sr. Presidente da República" → invocação
- Com orgulho escreve a Vossa Excelência confiante que serei ouvido..." → pronome de tratamento
Segue lista das formas das invocações mais usadas:
| Fórmula |
Invocação |
Aplicação |
| Excelência |
Excelentíssimo(a) Senhor(a) |
Exmo(a). Sr.(a) Presidente... |
| Reverendo |
Reverendíssimo |
Revmo.... Sacerdote... |
| Alteza |
Sua Alteza |
A Sua Alteza Rei... |
| Senhoria |
Ilustríssimo(a) Senhor(a) |
Ilmo. Sr.(a)João... |
| Majestade |
Sua Majestade |
A Sua Majestade... |
| Santidade |
Sua Santidade |
A Sua Santidade... |
Observe que em algumas fórmulas, há abreviações próprias para representá-las e, em outras fórmulas, não é possível a abreviação para fins de invocação; em qualquer, caso é necessário o conhecimento da aplicação das fórmulas. Há duas formas de se construir a invocação, dependendo da fórmula a ser usada, seguindo o esquema:
-
- A primeira forma é o uso do esquema: (fórmula abreviada) + Sr(a) + (nome do cargo[se houver]) + (nome da pessoa) → a aplicação desse esquema é possível quando no uso das fórmulas excelência e senhoria, por exemplo, ao se encaminhar uma carta para um senador (cujo a fórmula apropriada é excelência):
-
-
- Exmo. Sr. Senador Cristovam Buarque
-
-
- Espero de Vossa Excelência mais dedicação para melhorar a educação do Brasil...
-
- A segunda forma é o uso do esquema: A Sua + (fórmula do cargo)+ (nome do cargo) + (nome da pessoa) → aplica-se esse esquema quando no uso das fórmulas alteza, majestade e santidade, pois, nesse casos, não há abreviação para a invocação, e sua aplicação se dá na mesma forma que a fórmula:
-
-
- A Sua Majestade Rainha Elizabeth
Observação: As abreviaturas podem ser aplicadas simultaneamente caso o cargo exija mais de uma fórmula de tratamento (ou uma fórmula de tratamento composta), como é dos bispos e arcebispos, cuja fórmula é " Excelência Reverendíssima":
-
-
- Exmo. e Revmo. Bispo João
Os pronomes possessivos são palavras que trazem, principalmente, a ideia de posse ou de pertencimento, indicando a quem cabe ou a quem pertence alguma coisa. Os possessivos são, na maioria das vezes, pronomes adjetivos, mas podem assumir eventualmente a função substantiva:
-
-
- Ele é meu amigo → nessa frase, o possessivo meu está determinando a relação da coisa com a pessoa gramatical, no caso, indica a quem pertence o amigo.
-
-
- Não chame os seus amigos. Chame os meus → no 1° caso se observa o uso do possessivo na função adjetiva (pois está determinando um substantivo e concordando com ele em gênero e número, semelhante a um adjetivo). No 2° caso, o possessivo é um pronome substantivo (pois está substituindo um substantivo, não o acompanhando).
Vale observar que, muitas vezes estes substantivos não transmitem que é dono de algo, mas simplesmente algo muito próximo ao sujeito:
-
-
- Está é a minha cidade. → de fato, ninguém é dono de uma cidade, mas trata-se de um lugar em que é muito próximo ao sujeito.
Os pronomes possessivos podem variar em função do número e da pessoa gramatical do ser possuidor da coisa, e em função do número e do gênero do substantivo pertencente. Nessa relação, um único possessivo, pode, por si só, indicar se o objeto pertence a quem fala (1° pessoa), se pertence a pessoa com quem se fala (2° pessoa) ou se pertence a pessoa de quem se fala (3° pessoa) e mais ainda, se é uma ou mais pessoas possuidoras da coisa, se é uma ou várias coisas que essa pessoa (ou pessoas) possui e se essa coisa é do gênero masculino ou feminino; ou seja, é possível deduzir todas essas informações simplesmente observando a forma que o possessivo se apresenta. Para tanto, o possessivo apresenta várias formas, conforme abaixo:
| Número |
Pessoa |
Equivalente
Pessoal |
Objeto possuído
do gênero masculino |
Objeto possuído
do gênero feminino |
Um
Objeto |
Vários
Objetos |
Um
Objeto |
Vários
Objetos |
| Singular |
1ª |
Eu |
meu |
meus |
minha |
minhas |
| 2ª |
Tu |
teu |
teus |
tua |
tuas |
| 3ª |
Ele (Ela) |
seu |
seus |
sua |
suas |
| Plural |
1ª |
Nós |
nosso |
nossos |
nossa |
nossas |
| 2ª |
Vós |
vosso |
vossos |
vossa |
vossas |
| 3ª |
Eles (Elas) |
seu |
seus |
sua |
suas |
Para indicar que algo esta em posse da terceira pessoa do plural, pode usar-se a preposição de posse ( de) mais o pronome reto (ou seja, de + ele, de + eles, de + ela, de + elas) que resulta numa contração ( dele, deles, dela, delas). Caso o sujeito não seja um pronome reto, utiliza-se a preposição de posse ( de) mais o nome do sujeito (ou seja, de Pablo, de Cássia, de Lucio).
Quando os pronomes demonstrativos indicam a posição do ser no espaço (em relação às pessoas do discurso) ou no tempo são chamados de dêiticos. Os pronomes demonstrativos dêiticos são variáveis. Os pronomes demonstrativos podem ainda ter a função de retomar um nome já dito.
[editar] Pronomes variáveis
|
Masculinos |
Femininos |
| Singular |
Plural |
Singular |
Plural |
| Primeira pessoa |
este |
estes |
esta |
estas |
| Segunda pessoa |
esse |
esses |
essa |
essas |
| Terceira pessoa |
aquele |
aqueles |
aquela |
aquelas |
Tendo a concordância nominal, já que o pronome demonstrativo flexiona-se em gênero e número, trata-se de um pronome adjetivo. As pessoas são classificadas de acordo com a posição do ser no tempo ou espaço:
- Utiliza-se a primeira pessoa quando o ser do qual se fala está perto no tempo ou espaço de quem fala;
- Utiliza-se a segunda pessoa quando o ser do qual se fala está próxima de quem ouve ou num passado próximo;
- Utiliza-se a terceira pessoa quando o ser do qual se fala está distante de quem fala e de quem ouve ou está no passado distante.
Em um texto, podem ser usados para retomar um nome já citado para evitar repetição, seguindo as seguintes regras:
- Quando o nome não foi citado, usa-se a primeira pessoa;
- Quando o nome já foi citado, usa-se a segunda pessoa;
- Quando o nome foi citado, havendo uma grande distância no texto, pode-se usar tanto a segunda quando a terceira pessoa.
Podem haver palavras que ganham papel de pronome demonstrativo, igualmente variáveis, porém, não seguem as regras das três pessoas do discurso:
|
Masculino |
Feminino |
| Singular |
mesmo, o, próprio, semelhante, tal |
a, mesma, própria, semelhante, tal |
| Plural |
mesmos, os, próprios, semelhantes, tais |
as, mesmas, próprias, semelhantes, tais |
- a, as, o, os
Acompanham o pronome relativo que ou qual (veja na próxima página) ou a conjunção integrante que:
-
- É tudo mentira o que ele lhe falou.
- As que tiveram sorte, não se molharam com a chuva.
- mesma, mesmas, mesmo, mesmos
Retomam um nome já dito anteriormente (possuem sentindo de idêntico e flexões, em pessoa):
-
- Estes mesmos sintomas eu senti novamente.
- Era ela mesma que falou conosco ao telefone.
- própria, próprias, próprio, próprios
Dá ênfase (possuem sentindo de idêntico e flexões, em pessoa):
-
- A própria natureza se encarregou de tudo.
- Nós próprios montaremos a barraca.
- tal, tais
Dão sentido completo, retomando um nome anterior (possuem sentido de este e flexões, esse e flexões, aquele e flexões):
-
- Tal foi o dinheiro gasto.
- Tais pais, tais filhos.
- semelhante, semelhantes
Possuem o mesmo sentido de tal e tais, porém incompleto:
-
- Semelhante desespero senti.
- Tais pais, semelhantes filhos.
[editar] Pronomes invariáveis
Observe as seguintes frases:
-
- Este jogo é divertido!
- Isto é divertido!
Como podemos observar, o pronome este possui os mesmos valores morfossintáticos que isto, mas não semântico. Observe como seria estranho transformar isto em adjunto adnominal do núcleo do sujeito da primeira frase, jogo. Isto jogo é divertido., é um tanto estranho.
Os pronomes invariáveis, diferente dos variáveis, indefinem a classe do termo retomado, diferenciando-os semanticamente
Eles são:
- Primeira pessoa - isso
- Segunda pessoa - isto
- Terceira pessoa - aquilo
[editar] Contrações
Os pronomes demonstrativos podem aparecer na forma contraída (exceto mesmo, próprio, tal, semelhante e as flexões destes):
Contrações de pronomes demonstrativos com preposições
| a |
de |
em |
| àquela, àquelas, àquele, àqueles, àquilo |
da, daquela, daquelas, daquele, daqueles, daquilo, das, dessa, dessas, desse, desses, desta, destas, deste, destes, disto, do, dos |
na, naquela, naquelas, naquele, naqueles, naquilo, nas, nessa, nessas, nesse, nesses, neste, nestas, neste, nestes, nisto, no, nos |
Contrações de pronomes demonstrativos com outros pronomes
| aqueloutra, aqueloutras, aqueloutro, aqueloutros, essoutra, essoutras, essoutro, essoutros, estoutra, estoutras, estoutro, estoutros |
Contrações de pronomes demonstrativos com outros pronomes e preposições
| a |
de |
em |
| àqueloutra, àqueloutras, àqueloutro, àqueloutros |
daqueloutra, daqueloutras, daqueloutro, daqueloutros, dessoutra, dessoutras, dessoutro, dessoutros, destoutra, destoutras, destoutro, destoutros |
naqueloutra, naqueloutras, naqueloutro, naqueloutros, nessoutra, nessoutras, nessoutro, nessoutros, nestoutra, nestoutras, nestoutro, nestoutros |
Pronomes Relativos são aqueles que representam nomes já referidos, com os quais estão relacionados. Retomam um nome anterior.
[editar] Uso dos variáveis
Pronomes Relativos Variáveis
|
Masculino |
Feminino |
| Singular |
cujo, qual, quanto |
cuja, qual, quanta |
| Plural |
cujos, quais, quantos |
cujas, quais, quantas |
Observe a frase:
- Aquela é a cidade a qual eu nasci.
Sendo os pronomes relativos pronomes que retomam o nome anterior, observamos que a qual está retomando a cidade, possuindo todas as caracteristicas de concordância nominal. Observe que a frase não teria sentido caso fosse retirado eu nasci ou se fosse retirado aquela é a cidade. Já se retirarmos o pronome relativo a qual, com algumas alterações podemos fazê-la:
Veja mais exemplos:
- Estas foram as pessoas as quais eu convidei. → Estas pessoas eu convidei.
- Este será o rio o qual navegarei. → Este rio navegarei.
[editar] Morfossintaxe
Note que em tais frases há a presença do verbo, antes e depois do pronome relativo, logo, estes pronomes sempre formaram a oração subordinada adjetiva:
Aquela é a cidade a qual eu nasci
Oração subordinada: a qual eu nasci
Oração principal: aquela é a cidade
Chamamos de antecedente o termo que o pronome relativo retoma, relaciona, o termo dependente, o qual é fixo, não podendo ter outra colocação na frase. Este termo será o sujeito da oração principal. O sujeito da oração subordinada chama-se consequente, o termo relacionado pelo pronome relativo. A parte da oração principal que não é o antecedente (o predicado da oração principal) pode mudar de posição na frase (estes em negrito, sublinhado o antecedente):
- A cidade a qual eu nasci é aquela.
- As pessoas as quais eu convidei foram estas.
- O rio o qual navegarei será este.
Observações: Sempre haverá um verbo de ligação:
1. Antes ou depois do antecedente quando a frase iniciar com pronome adjetivo:
-
- Aquela é a cidade a qual eu nasci
- Será este o rio o qual navegarei
2. Antes do pronome adjetivo quando o predicado da oração principal é colocado depois da oração subordinada:
-
- A cidade a qual eu nasci é aquela
- O rio o qual navegarei será este
3. Após o pronome relativo quando não há verbo principal no núcleo da oração (haverá adjetivo que pode ser substituido com o verbo de ligação por um verbo ou locução) necessitando de complemento:
-
- A cidade a qual sou nascido chama-se Cuiabá - necessita de complemento (chama-se Cuiabá)
- O rio o qual será navegável nasce na Serra do Mar - necessita de complemento (nasce na Serra do Mar)
4. O complemento pode seguir as regras dos itens 1 e 2:
-
- A cidade a qual sou nascido é aquela
- Este é o rio o qual será navegável
[editar] Concordância pronominal
Junto aos pronomes qual e quais haverá um pronome demonstrativo que concordará com o antecedente (os pronomes demonstrativos podem estar contraidos com preposição, nestes casos, o pronome é equivalente a cujo e flexões):
- As pessoas as quais eu convidei foram estas.
- Os meteoros os quais não se desintegram, agridem o planeta.
Não se põe artigo junto aos pronomes cujo, cujos, cuja e cujas, eles simplesmente concordam com o antecedente. São equivalentes a ao/do qual, aos/dos quais, à/da qual, às/das quais:
- As pessoas cujas eu falei não compareceram. = As pessoas às/das quais eu falei não compareceram.
[editar] Quanto e flexões
Quanto, quantos, quanta e quantas somente são utilizados quando o antecedente é o pronome indefinido tudo, tanto, tantos, tanta ou tantas, formando as locuções pronominais tudo quanto, tanto quanto, tantos quantos, tanta quanta e tantas quantas.
[editar] Uso de pronomes invariáveis
Os pronomes invariáveis possuem este nome por não obedecerem nenhuma das regras de concordância nominal. Eles são:
-
- que → Equivalente a artigo + qual/quais. Junto à preposição, equivale a cujo e flexões e de/a + pronome demonstrativo + qual/quais.
- quem → É colocado junto à preposição, se referindo à pessoas
- onde → Indica um local
Os pronomes interrogativos, como o próprio nome diz, são formadores das frases interrogativas.
Observe:
- Foram estas as pessoas que compraram o bilhete premiado.
- Foram estas as pessoas que compraram o bilhete premiado?
Na página anterior, aprendemos os pronomes relativos. Os pronomes interrogativos são os mesmos que os relativos, como no exemplo acima, porém só são classificados como tais em perguntas.
Observações:
- O pronome relativo onde por expressar lugar, nas perguntas é classificado como advérbio.
- O pronome relativo cujo e flexões, por ter definição indireta, já que se caracteriza pela preposição + pronome demonstrativo + qual, não possui valores interrogativos, pois a preposição não é necessária para a formação das perguntas.
[editar] Classificação
Eles são:
Invariáveis
- Quê? - A pergunta refere-se a algo.
- Quem? - A pergunta refere-se a alguém.
- Quando? - A pergunta refere-se ao tempo.
Variáveis
- Qual? - Relativa algo entre vários da mesma classe.
- Quais? - Relativa diversos entre vários da mesma classe.
- Quanto? - Relativa a quantidade de algo de gênero masculino.
- Quanta? - Relativa a quantidade de algo de gênero feminino.
- Quantos? - Relativa uma quantidade maior de algo de gênero masculino.
- Quantas? - Relativa uma quantidade maior de algo de gênero feminino.
Observações: O acento circunflexo somente é utilizado em quê antes do ponto interrogativo. Quê nem sempre será pronome interrogativo, pode também ser uma interjeição ou um substantivo.
[editar] Quanto à morfossemântica
Estes pronomes dependendo do contexto podem ter função substantiva ou adjetiva:
-
- Quantos anos tu tens?
- Qual presente você quererá?
Nestes exemplos o pronome modifica, interrogativamente, anos, presente; tendo o papel adjetivo. Os pronomes variáveis geralmente possuem este papel.
-
- Quando voltaremos?
- Quem teve esta ideia?
Já nestes exemplos, o pronome não refere-se a nada, tendo referência a algo indefinido. Geralmente os pronome invariáveis possuem este papel, o papel substantivo.
[editar] Quanto à morfossintaxe
A colocação pronominal destes altera a significação da frase. As classificamos de acordo com a posição destes pronomes:
- Frase interrogativa direta → A pergunta está se referindo diretamente a que o pronome interrogativo refere-se:
-
- Quem comprou o bilhete premiado?
- Qual é o resultado?
- Frase interrogativa indireta → A pergunta não é desenvolvida diretamente:
-
- Foram estas as pessoas que compraram o bilhete premiado?
- Você quer saber qual é o resultado?
Os pronomes indefinidos não referem-se a nada de específico. Apesar de isto caracterizá-los, eles podem variar quanto o gênero e o número. O pronome outro pode, excepcionalmente, contrair-se. (veja: Contrações)
- algum (alguns)
- alguma (algumas)
- certa (certas)
- certo (certos)
- nenhum
- nenhuma
- muita (muitas)
- muito (muitos)
- outra (outras)
|
- outro (outros)
- pouca (poucas)
- pouco (poucos)
- quaisquer
- qualquer
- tanta (tantas)
- tanto (tantos)
- toda (todas)
- todo (todos)
|
[editar] Invariáveis
- algo
- alguém
- cada
- menos
- nada
- outrem
- ninguém
- tudo
- quem
Observações: Por indefinirem seres, não são usados artigos antes dos seres que o pronome indefinido relaciona. O artigo indefinido pode substituir estes pronomes.
[editar] Quanto à semântica
Os pronomes substantivos são os que indefinem a quantidade de seres (são sempre substantivos: algo, alguém, nada, ninguém, outrem, quem, tudo). Os pronomes adjetivos indefinem a quantidade de seres já expressos (são sempre adjetivos: cada, certa, certas, certo, certos). Os demais podem ser adjetivos ou substantivos, dependendo do contexto.
Verbos são palavras que expressam uma ação, um estado ou mudança de estado. Além disso, alguns verbos (chamados de relacionais) só formam um relação sintática na oração. A correta compreensão do papel do verbo obedece uma premissa lógica fundamental.
Toda ação ou estado tem uma causa e um causador e produz um efeito.
O verbo é o elemento que determina o acontecimento fundamental no qual todas as outras palavras de todas as outras classes gramaticais se relacionam. Por exemplo:
-
-
- Marcos escreveu uma carta → ocorre nessa frase uma ação, pois as palavras Marcos, uma e carta, não formam uma estrutura com sentido próprio sem a presença do verbo escrever. Portanto, seguindo a sequência lógica: 1º Marcos é a causa de tudo; 2º escreveu é a ação, o elemento que liga a causa ao efeito; 3º a carta é o efeito, aquilo que resultou da ação promovida pela causa.
Percebe-se a importância do verbo no processo de comunicação, seja ela falada ou escrita. Devido a essa importância, o verbo é, sem dúvida, a parte da gramática mais importante de ser estudada.
Para a sintaxe, o verbo é o elemento que determina a divisão das orações, sendo assim, onde haver um verbo haverá uma oração, pois alguma coisa estará, de fato, acontecendo. Na oração, o que acontece é um relação de causa e efeito, sendo o verbo o intermediador dessa relação.
-
-
- Maria está doente → Qual é a causa? Qual é o efeito? Qual é a relação? Há uma relação de estado em que o sujeito Maria é o causador, não de uma ação, enquanto doente é o efeito. Seja como uma ação ou como um efeito, mantem-se a relação lógica em que Maria e doente nada tem em comum se não houver o verbo, definindo essa relação.
- O pássaro voou → Nesta frase, ainda há a relação de causa e efeito, apesar do verbo não exigir complemento. Nesse caso, o efeito se desenvolveu no próprio verbo, a ação, por si só, é o efeito, resultando em um frase de sentido completo. Esse entendimento (do efeito se desenvolver por completo na ação ou não) é a base para o estudo da transitividade verbal, assunto fundamental para a sintaxe.
O verbo é a classe de palavras mais rica em flexões; assim sendo, o verbo reveste diferentes formas para indicar a pessoa do discurso, o número, o tempo, o modo e a voz. Também serve para formar outros tempos e ligar termos, veremos adiante.
[editar] O número e a pessoa
O verbo sofre variações para indicar a pessoa e o número. A relação do verbo entre os substantivos e os pronomes chama-se concordância verbal.
| Verbo pensar |
singular |
plural |
| 1ª pessoa (aquela que fala) |
eu penso |
nós pensamos |
| 2ª pessoa (aquela com quem se fala) |
tu pensas |
vós pensais |
| 3ª pessoa (aquela de quem se fala) |
ele pensa |
eles pensam |
[editar] Tempo e Modo
Os verbos regulares no infinitivo podem ter até três desinências (-ar, -er e -ir). Chamam-se os verbo terminados em -ar, da primeira conjugação; em -er, da segunda conjugação; e, em -ir, da terceira conjugação. Em cada conjugação, o verbo flexiona-se diferentemente. Verbos que não seguem estas conjugações, são chamados de irregulares (ou anômalos), os que seguem, regulares (veja: verbos irregulares, terminação ar, er, ir e or). O verbo além de flexionar-se em número e pessoa, também flexiona-se em tempo e modo (seguindo as conjugações). Os modos são três, indicativo, subjuntivo (ou conjuntivo) e imperativo:
Indicativo
O modo indicativo apresenta seis tempos verbais, sendo um deles representando o presente do enunciado, três o passado do enunciado, que dividem-se em perfeitos (completos) e em imperfeito (incompleto), e dois representando o futuro, um o futuro do enunciado e outro o futuro do passado do enunciado. Este último (denominado futuro do pretérito) apresenta características especiais, muitas vezes semelhantes ao modo subjuntivo.
Eis as flexões deste modo, em tempos (verbo levar - 1ª conjugação):
- Presente (eu levo, tu levas, ele leva, nós levamos, vós levais, eles levam)
- Pretérito imperfeito (eu levava, tu levavas, ele levava, nós levávamos, vós leváveis, eles levavam)
- Pretérito perfeito (eu levei, tu levaste, ele levou, nós levamos, vós levastes, eles levaram)
- Pretérito mais-que-perfeito (Eu levara, tu levaras, ele levara, nós leváramos, vós leváreis, eles levaram)
- Futuro do presente (eu levarei, tu levarás, ele levará, nós levaremos, vós levareis, eles levarão)
- Futuro do pretérito (ou Condicional - eu levaria, tu levarias, ele levaria, nós levaríamos, vós levaríeis, eles levariam)
Subjuntivo ou Conjuntivo
O modo subjuntivo ou conjuntivo exprime dúvida, desejo. Apresenta três tempos bem destintos um dos outros. O passado deste tempo é o mais utilizado, junto à conjunção Se. O presente e o futuro não são tão utilizados na linguagem informal, utiliza-se Que e Quando, respectivamente.
Os tempos do modo subjuntivo são (verbo levar - 1ª conjugação):
- Pretérito imperfeito (Se eu levasse, se tu levasses, se ele levasse, se nós levássemos, se vós levásseis, se eles levassem)
- Presente (Que eu leve, que tu leves, que ele leve, que nós levemos, que vós leveis, que eles levem)
- Futuro (Quando eu levar, quando tu levares, quando ele levar, quando nós levarmos, quando vós levardes, quando eles levarem)
Imperativo
O modo Imperativo é dividido em dois, nas formas afirmativas e nas negativas. Nenhum verbo pode ser flexionado na primeira pessoa do singular (eu) no afirmativo e no negativo, outros verbos possuem em apenas algumas pessoas e números (é o caso do verbo Adequar) e outros nem possuem (é o caso do verbo Caber)
- Negativo (não leves tu, não leve você, não levemos nós, não leveis vós, não levam vocês)
- Afirmativo (leva tu, leve você, levemos nós, levai vós, levam vocês)
Observações: Há verbos irregulares que não são flexionados em certos tempos. Chamam-se defectivos. Outros, possuem mais de uma forma de flexão no mesmo tempo do mesmo modo. Chamam-se abundantes.
Ver módulo: Vozes
[editar] Outras formas
O Verbo apresenta mais algumas formas, chamadas de nominais. São elas:
Junto a essas formas nominais, surge outro tipo de verbo, o verbo auxiliar temporal (VA). Ele forma os tempos compostos, junto ao particípio e ao gerúndio:
- Tinha decidido que iria sair. - VA ter + decidir no particípio
- Havia mostrado a eles como foi que me programei. - VA haver + mostrar no particípio
Veja que nesses casos ocorrem as locuções verbais, não mudando a oração da frase. Os verbos auxiliares ainda podem ser modais e aspectivos, nestes últimos, a forma nominal é o infinitivo.
A sintaxe é a parte da língua que trata da colocação e da regência.
Agora iremos iniciar o estudo da sintaxe do verbo. As estruturas sintáticas que o verbo compõe são:
- Complemento verbal e regência verbal;
- Concordância verbal;
- Período e oração.
[editar] Complemento
Ver módulos principais: Regência verbal e complemento verbal
Alguns verbos necessitam de complemento. Estes verbos chamam-se de transitivos. Subdividem-se em diretos (VTD), indiretos (VTI) e em circunstanciais. Seus complementos chamam-se objetos, que podem ser diretos (OD) ou indiretos (OI). Podem existir verbos que necessitam de mais de um complemento (VTDI), ou seja, possuem um objeto direto e outro indireto. Os verbos que não necessitam de complemento são chamados de Intransitivos (VI). A diferença entre o OI e o OD é que o OI é introduzido por preposição. Exemplo:
- Quero que vá buscá-lo no trabalho. - OD
- Gosto de peixes. - OI
- Trouxe o presente /para você. - OD/OI
Quando a ação do verbo recai sobre a mesma pessoa que provoca a ação, o complemento tornar-se um pronome reflexo, ocorrendo a conjugação reflexiva. Estes verbos chamam-se verbos reflexivos.
Ver módulo principal: Predicado
O predicado é a parte da frase que não pertence ao sujeito (apenas algumas partes da frase não são consideradas nem sujeito nem predicado, como exemplo o vocativo). O predicado divide-se em três tipos:
- Predicado verbal
- Predicado nominal (ou predicativo do sujeito)
- Predicado verbo nominal
No predicado verbal o verbo é o núcleo do predicado, ele estabelece total relação à frase. Apesar do nome predicado nominal parecer que não possui alguma relação ao verbo, possui. Acontece que o predicado nominal (ou predicativo do sujeito) é ligado ao sujeito por um verbo especial chamado de verbo de ligação (VL). Exemplo:
- Ele ficou aborrecido.
- É perigoso entrar aí.
- Você irá permanecer calado?
No predicado verbo-nominal, o verbo transitivo ou o verbo reflexo chama-se transobjetivo e forma o predicativo do objeto.
Ver módulo: Período
Período é uma sentença constituída por orações. Na oração existe uma estrutura sintática completa, ou quase completa.
O período é baseado quase por completo na estrutura que o verbo faz na oração. A relação entre o verbo e a oração é tão grande que para existir uma oração é necessário ao menos o verbo, explícito (notável) ou não (oculto).
[editar] Período composto
Ver módulo: Período composto
Período composto é o período com mais de uma oração. No período composto a oração pode ser chamada basicamente de sete tipos:
Muitas vezes o período composto não passa de uma maneira alternativa de se empregar termos relacionados ou não ao verbo (geralmente com orações substantivas), como o OI, OD, predicativo, etc. A vantagem de ter mais de uma oração é a seguinte, quando há apenas uma, haverá concordância verbal, ou seja a ação do verbo obrigatoriamente ocorrerá no tempo que o verbo descrever e terá um sujeito, já no período composto, um verbo não precisa seguir a concordância verbal de outro verbo, fazendo com que a ação possa recair em outro tempo verbal e que o verbo subordinado tenha um sujeito diferente.
[editar] Concordância
Ver módulo: Concordância verbal
Concordância é o que verbos, artigos, substantivos, pronomes, adjetivos e numerais alteram na frase quando flexionados ou alterados, sendo que devem obedecer regras de gênero, número, pessoa e modo/grau.
Segundo a concordância verbal, todo verbo flexionado em certo número (plural ou singular) deve concordar com nomes neste mesmo número. Verbo/Verbo (concordância do verbo com outro verbo) possuem regras especiais. Exemplo:
- Todos nós faríamos/ o mesmo - aqui há dois tipos de concordância, a esquerda a verbal e a direita nominal.
- Eles tiveram/ muita sorte - o mesmo ocorre aqui.
- Lucas e Rafael foram jantar. - aqui apenas ocorre a concordância verbal.
Todos nós, Eles e Lucas e Rafael apresentam o mesmo tipo de número, o plural. Obrigatoriamente, fazer, ter e ir deverão ficar no plural. As pessoas do discurso também modificam o verbo, Todos nós faz com que fazer vá para a 1ª pessoa, Eles e Lucas e Rafael fazem com que ter e ir tornem-se verbos flexionados na 3ª pessoa.
A semântica é o estudo do significado das palavras.
O verbo tem como os demais vocábulos, sinônimos, antônimos, homógrafos, homófonos, parônimos e homônimos. Porém, os verbos possuem uma estrutura semântica atribuída somente a eles: os verbos auxiliares, verbos ativos e verbos relacionais.
Ver também: Verbos irregulares ((-AR), (-ER), (-IR) e (-OR))
O presente indica um fato que ocorre no momento do enunciado, não necessariamente no momento cronológico. (Um exemplo de verbo flexionado no presente não indicando momento cronológico: Dom Pedro recebeu uma carta, logo ele diz: Independência ou Morte! ). Para não ter outro verbo flexionado no pretérito ou no futuro pode se utilizar o presente. Isso só ocorrera quando houver um verbo flexionado no momento cronológico (que é o período em que o enunciado está ocorrendo).
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
falo |
como |
abro |
saio |
| tu |
falas |
comes |
abres |
sais |
| você, ele, ela |
fala |
come |
abre |
sai |
| nós |
falamos |
comemos |
abrimos |
saímos |
| vós |
falais |
comeis |
abris |
saís |
| vocês, eles, elas |
falam |
comem |
abrem |
saem |
[editar] Pretéritos
O pretérito perfeito indica uma ação totalmente realizada, que iniciou e terminou no passado.
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
falei |
comi |
abri |
saí |
| tu |
falaste |
comeste |
abriste |
saíste |
| você, ele, ela |
falou |
comeu |
abriu |
saiu |
| nós |
falamos |
comemos |
abrimos |
saímos |
| vós |
falastes |
comestes |
abristes |
saístes |
| vocês, eles, elas |
falaram |
comeram |
abriram |
saíram |
[editar] Imperfeito
O pretérito imperfeito indica uma ação que iniciou no passado e que ainda não terminou. O pretérito imperfeito pode também indicar algo rotineiro que ocorreu no passado (podendo ser descrito como sempre + pretérito perfeito. Ex.: Ele falava com ela desesperadamente = Ele sempre falou com ela desesperadamente).
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
falava |
comia |
abria |
saía |
| tu |
falavas |
comias |
abrias |
saías |
| você, ele, ela |
falava |
comia |
abria |
saía |
| nós |
falávamos |
comíamos |
abríamos |
saíamos |
| vós |
faláveis |
comíeis |
abríeis |
saíeis |
| vocês, eles, elas |
falavam |
comiam |
abriam |
saíam |
[editar] Mais-que-perfeito
O pretérito mais-que-perfeito indica uma ação passada que começou no passado distante e terminou no passado. Geralmente na oração existe um outro verbo que esta flexionado no passado, servindo para saber de qual pretérito (perfeito ou imperfeito) que é o passado, senão, não há necessidade do uso (já que não haveria um passado do passado).
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
falara |
comera |
abrira |
saíra |
| tu |
falaras |
comeras |
abriras |
saíras |
| você, ele, ela |
falara |
comera |
abrira |
saíra |
| nós |
faláramos' |
comêramos |
abríramos |
saíramos |
| vós |
faláreis |
comêreis |
abríreis |
saíreis |
| vocês, eles, elas |
falaram |
comeram |
abriram |
saíram |
[editar] Futuro do presente
O futuro do presente indica ações que acontecerão em relação ao presente.
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
falarei |
comerei |
abrirei |
sairei |
| tu |
falarás |
comerás |
abrirás |
sairás |
| você, ele, ela |
falará |
comerá |
abrirá |
sairá |
| nós |
falaremos |
comeremos |
abriremos |
sairemos |
| vós |
falareis |
comereis |
abrireis |
saireis |
| vocês, eles, elas |
falarão |
comerão |
abrirão |
sairão |
[editar] Futuro do pretérito
O futuro do pretérito (ou condicional) inidica ações futuras em relação ao passado. É acompanhado com um verbo flexionado no passado. (Ex.: Ontem eu tinha dito que amanhã falaria com você). Também serve para indicar ações hipotéticas ou irreais. (Ex.: Eu não teria tanta certeza de que ele não falaria isso!).
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
falaria |
comeria |
abriria |
sairia |
| tu |
falarias |
comerias |
abririas |
sairias |
| você, ele, ela |
falaria |
comeria |
abriria |
sairia |
| nós |
falaríamos |
comeríamos |
abriríamos |
sairíamos |
| vós |
falaríeis |
comeríeis |
abriríeis |
sairíeis |
| vocês, eles, elas |
falariam |
comeriam |
abririam |
sairiam |
[editar] Ligações externas
Ver também: Verbos irregulares ((-AR), (-ER), (-IR) e (-OR))
O modo subjuntivo/conjuntivo apresenta o fato ou ação representada pelo verbo, como duvidosa, pendente de condição, ou um pedido, ordem.
[editar] Pretérito imperfeito
No pretérito imperfeito do subjuntivo utiliza-se a conjunção se (se eu falasse, se tu falasses, se ele falasse, se nós falássemos, se vós falásseis, se eles falassem). É o mais utilizado dos três tempos do modo subjuntivo.
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
falasse |
comesse |
abrisse |
saisse |
| tu |
falasses |
comesses |
abrisses |
saisses |
| você, ele, ela |
falasse |
comesse |
abrisse |
saisse |
| nós |
falássemos |
comêssemos |
abríssemos |
saíssemos |
| vós |
falásseis |
comêsseis |
abrísseis |
saísseis |
| vocês, eles, elas |
falassem |
comessem |
abrissem |
saissem |
No presente do subjuntivo se utiliza a conjunção que (que eu fale, que tu fales, que ele fale, que nós falemos, que vós faleis, que eles falem). Este é idêntico ao afirmativo, as exceções são a 2ª pessoa do plural e do singular e há conjugação para a 1ª pessoa do singular.
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
fale |
coma |
abra |
saia |
| tu |
fales |
comas |
abras |
saias |
| você, ele, ela |
fale |
coma |
abra |
saia |
| nós |
falemos |
comamos |
abramos |
saiamos |
| vós |
faleis |
comais |
abrais |
saiais |
| vocês, eles, elas |
falem |
comam |
abram |
saiam |
No futuro do subjuntivo se utiliza a conjunção quando(quando eu falar, quando tu falares, quando ele falar, quando nós falarmos, quando vós falares, quando eles falarem). Este é idêntico ao infinitivo pessoal.
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
falar |
comer |
abrir |
sair |
| tu |
falares |
comeres |
abrires |
saires |
| você, ele, ela |
falar |
comer |
abrir |
sair |
| nós |
falarmos |
comermos |
abrirmos |
sairmos |
| vós |
falardes |
comerdes |
abrirdes |
sairdes |
| vocês, eles, elas |
falarem |
comerem |
abrirem |
sairem |
[editar] O subjuntivo e as orações subordinadas
Ver módulo principal: Colocação das conjunções subordinativas
Em certas orações subordinadas, utiliza-se o modo subjuntivo, e em certos casos, alguns tempos verbais do modo subjuntivo admitem outras conjunções.
Ver também: Verbos irregulares ((-AR), (-ER), (-IR) e (-OR))
O Modo imperativo é o modo verbal que exprime ordem, proibição, conselho, pedido ou interação com o leitor.
[editar] Afirmativo
O imperativo afirmativo se forma da seguinte maneira:
- A segunda pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do plural (vós) derivam das pessoas correspondentes do presente do indicativo, suprimindo-se o s do final;
- As demais pessoas (ele, nós, eles) derivam do presente do subjuntivo (que ele..., que nós..., que eles...) não sofrendo alterações;
- Não existe flexão da primeira pessoa do singular (eu);
- No verbo ser, excepcionalmente, a 2ª pessoa flexiona-se em sê no singular e em sede no plural.
Veja a conjugação do verbo falar:
Pronome
reto |
Presente
indicativo |
|
Imperativo
afirmativo |
|
Presente
subjuntivo
que... |
| eu |
falo |
|
não existe |
|
fale |
| tu |
falas |
→ |
fala |
|
fales |
| ele |
fala |
|
fale |
← |
fale |
| nós |
falamos |
|
falemos |
← |
falemos |
| vós |
falais |
→ |
falai |
|
faleis |
| eles |
falam |
|
falem |
← |
falem |
Veja agora, como ficam as demais conjugações:
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
- |
- |
- |
- |
| tu |
fala |
come |
abre |
saia |
| você |
fale |
coma |
abra |
saia |
| nós |
falemos |
comamos |
abramos |
saiam |
| vós |
falai |
comei |
abri |
saiei |
| vocês |
falem |
comam |
abram |
saiam |
O imperativo negativo não possui formas especiais. Suas pessoas são idênticas às correspondentes do presente do subjuntivo, porém, não existe flexão a primeira pessoa do singular (eu). Veja a conjugação do imperativo negativo do verbo falar:
Pronome
reto |
Presente
subjuntivo
que... |
|
Imperativo
negativo |
| eu |
fale |
|
não existe |
| tu |
fales |
→ |
fales |
| ele |
fale |
→ |
fale |
| nós |
falemos |
→ |
falemos |
| vós |
faleis |
→ |
faleis |
| eles |
falem |
→ |
falem |
Agora veja como ficam as demais conjugações:
|
falar |
comer |
abrir |
sair |
| eu |
- |
- |
- |
- |
| tu |
fales |
comas |
abras |
saias |
| você, ele, ela |
fale |
coma |
abra |
saia |
| nós |
falemos |
comamos |
abramos |
saiamos |
| vós |
faleis |
comais |
abrais |
saiais |
| vocês, eles, elas |
falem |
comam |
abram |
saiam |
- Não é possível a flexão da primeira pessoa do singular pelo fato de não podermos dar ordens a nós mesmos.
- Os pronomes pessoais retos podem ser usados tanto antes quanto depois de verbo no modo imperativo.
- O imperativo negativo é caracterizado pela presença de advérbio de negação antes do verbo.
O sujeito pode ser considerado o termo de maior ênfase na oração, por ter um local exclusivo, o início, e pelo fato de o predicado referir-se inteiramente a ele. A construção deste processo é importantíssimo pois remete a visão do eu-lírico sobre a declaração, isto é, a visão da história. Veja:
-
- Aquelas pessoas venceram a doença.
- A doença foi vencida por aquelas pessoas.
No primeiro caso, o processo sintático, a ação realizada no decorrer do corpus, a visão textual, é dada ao sujeito - aquelas pessoas; é transmitida a ideia de que se não houvesse aquelas pessoas, não haveria aquela doença. No segundo caso, a visão textual recai sobre o sujeito a doença, é transmitida a ideia de que se não houvesse aquela doença, aquelas pessoas não teriam a menor importância ao contexto.
Esta alteração enfática é dada às vozes verbais, que fazem com que um simples complemento verbal, transforme-se no sujeito:
-
- Aquelas pessoas venceram a doença. → voz ativa
- A doença foi vencida por aquelas pessoas. → voz passiva
Como você pode notar, ambas as frases estão no mesmo tempo verbal, o pretérito perfeito. Acontece que no primeiro exemplo, a frase está relacionada à ação que aquelas pessoas exercem sobre a doença, no segundo, ocorre o contrário. Numa a ação do verbo ocorre em relação ao tempo enúnciado (voz ativa) e noutra ocorre o tempo enúnciado em relação à ação do verbo (voz passiva), isto é, que já passou. Fazendo análise nas orações, temos:
|
Termo 1 |
Termo 2 |
Termo 3 |
| Voz ativa |
Aquelas pessoas |
venceram |
a doença |
| Voz passiva |
A doença |
foi vencida |
por aquelas pessoas |
Veja que, os termos são os mesmos, mas a ordem deles, da voz ativa para a passiva, foi mudada (as mesmas cores mostram os mesmos termos). Em sintaxe, cada um destes termos tem a seguinte nomenclatura, uma para voz ativa e outra para a voz passiva:
|
Termo 1 |
Termo 2 |
Termo 3 |
| Voz ativa |
Sujeito ativo
|
Verbo ativo
|
Objeto direto
|
| Voz passiva |
Sujeito passivo
|
Verbo passivo
|
Agente passivo
|
Concluímos que:
- O sujeito da voz ativa (ou sujeito ativo) é o agente da voz passiva (ou a gente passivo - neste caso, Aquelas pessoas);
- O objeto direto na voz ativa é o sujeito paciente da voz passiva (ou sujeito passivo - neste caso, A doença).
O verbo de uma oração está na voz ativa quando a ação é praticada pelo sujeito, ou seja, o sujeito é o agente da ação verbal.
- Exemplo: O diretor da escola maltratou Alice. (O diretor da escola é o agente da ação verbal, ou seja, a ação maltratar é praticada por ele).
[editar] Voz passiva
Ver também: Agente da Passiva
O verbo de uma oração está na voz passiva quando a ação é sofrida pelo sujeito, que não é o mesmo que pratica a ação verbal. O agente da passiva é aquele que pratica o ato. A palavra passivo possui a mesma raiz latina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacionam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o significado de voz passiva como sendo a voz que expressa a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva, temos dois elementos que nem sempre aparecem: Sujeito Paciente e Agente da Passiva.
Exemplo:
-
- Alice foi maltratada pelo diretor da escola.
- Os problemas seriam resolvidos pelos funcionários da empresa na reunião.
Alice, Os problemas são sujeitos pacientes porque recebem a ação praticada pelo agente da ação verbal, diretor da escola e funcionários da empresa, respectivamente. O agente da passiva também pode ser indeterminado, como no seguinte exemplo:
-
- Meu carro foi roubado ontem na minha rua. - Meu carro foi roubado por quem?
Como não se sabe quem roubou o carro o agente da passiva é indeterminado. A língua culta só aceita a voz passiva com um verbo que tenha objeto direto, ou seja, verbo transitivo direto.
-
- A lei deve ser obedecida por todos.
- A missa deve ser assistida por nós em silêncio.
Tal frase está em linguagem coloquial, porque os verbos obedecer e assistir precisam de um complemento, a pessoa obedece algo a alguém e assistem algo. Portanto, o correto seria a frase na voz ativa:
-
- Todos devem obedecer à lei.
- Devemos assistir à missa em silêncio.
Observações: O agente da passiva sempre é introduzido pela preposição por, contraída ou não. Em casos muito restritos usa-se a preposição de.
[editar] Passiva analítica
É formada pelo uso dos verbo auxiliar ser e o particípio de certos verbos ativos, como: ser visto (sou visto, és visto, é visto...); estar abatido (estou abatido, estava abatido....). Alguns gramáticos consideram que a passiva analítica pode ser formada a partir de quisquer verbos auxiliares temporais.
Exemplo:
-
- Alice era conduzida pelo namorado. - Voz passiva analítica
- O namorado conduzia Alice. - Voz ativa
É importante observar que o tempo verbal da voz ativa deverá ser seguido pelo verbo auxiliar da voz passiva. No exemplo acima, o verbo auxiliar (ser) está no mesmo tempo que o verbo principal da voz ativa (conduzir), o pretérito imperfeito. Exemplo:
-
- O caçador matou a raposa. - Verbo principal no pretérito perfeito
- A raposa foi morta pelo caçador. - Verbo auxiliar no pretérito perfeito
[editar] Passiva sintética ou pronominal
É formada mediante o uso do pronome apassivador se (ou partícula apassivadora). Neste caso, o sujeito agente desaparece, porque não interessa ao narrador mencioná-lo, sendo o sujeito indeterminado.
Exemplo:
-
- Vendem-se jóias.
No exemplo acima, jóias não pratica a ação de vender, mas sim, sofre essa ação. Portanto, jóias não é o agente da ação verbal, mas o sujeito paciente. O verbo é passivo, sendo essa passividade indicada pelo pronome se. Essa mesma oração pode ser expressa por outras vozes:
-
- Jóias são vendidas. (passiva analítica)
- Vendem as jóias. (ativa)
O sujeito continua a ser jóias, que, por estar no plural, levará o verbo também para o plural.
[editar] Ativo-Passiva
A voz ativo-passiva recebe este nome pelo fato de o sujeito da oração receber a ação (ou seja, voz passiva), mas ao mesmo tempo, este não ser o sujeito real, estando o verbo em sua forma simples (e não em locução). Nestes casos o sujeito é indeterminado e a frase pode ser passada para a voz ativa e às vozes passivas:
- Pedra preciosa vende a preço justo. - voz ativo-passiva
- Pedra preciosa é vendida a preço justo. - voz passiva analítica
- Vende-se pedra preciosa a preço justo. - voz passiva sintética
- Vendem pedra preciosa a preço justo. - voz ativa
É notável que seu uso não é constante na língua e que muitas vezes é considerada coloquial.
Ver módulo: Conjugação reflexiva
Ver também: Semântica verbal
Verbos auxiliar é todo verbo que forma locução verbal com outro verbo (denominado verbo principal) e que formam apenas uma oração. Veja:
- Estou dizendo o que vi.
Podemos encontrar duas orações, uma principal (Estou dizendo) e uma subordinada (o que vi), porém, três verbos (estar, dizer e ver). Quando ocorrem com verbos ativos ou relacionais (verbos que não são auxiliares), o número de verbos é igual ao número de orações, mas neste caso temos apenas dois verbos que não são auxiliares, logo, duas orações.
[editar] Classificação
Os verbos auxiliares são dividos em três grupos distintos:
- Temporais (VAT);
- Modais (VAM);
- Aspectivos (VAA).
É importante saber que todos os verbos que veremos são considerados auxiliares porque estes formam um locução com outro verbo chamado de verbo principal.
Verbos auxiliares temporais servem para indicar algo de modo alternativo.
Os verbos auxiliares temporais podem ser identificados na locução verbal ou junto a verbos no infinitivo impessoal (flexão do verbo quando terminado em -ar, -er, -ir, -or), particípio (flexão do verbo quando terminado em -ido(s), -ida(s), -ado(s), -ada(s)) ou gerúndio (flexão do verbo quando terminado em -ndo). De acordo com o verbo auxiliar e a forma nominal que o acompanha (infinitivo, particípio ou gerúndio), classificamos os tempos e as locuções (veja na próxima página). A seguir, os verbos auxiliares temporais:
O verbo ser além de empregado com verbo auxilar, pode também ser empregado como verbo de ligação. O uso deste verbo como auxiliar, é o seguinte:
-
- A casa foi contruída com tijolos por eles.
- A comida será esquentada por ela.
- A nossa pele era queimada pelo sol.
- A laranja é descascada pelo garoto.
O verbo estar também pode ser de ligação e auxiliar.
- Na voz passiva, colocado antes do verbo ser no gerúndio, indica ações pouco duradouras, momentâneas:
-
- A casa esteve sendo contruída com tijolos por eles.
- A comida estará sendo esquentada por ela.
- A nossa pele estava sendo queimada pelo sol.
- A laranja está sendo descascada pelo garoto.
- Indica progressividade com o gerúndio ou com a preposição a com verbo no infinitivo (o agente da passiva torna-se sujeito paciente) - formando os tempos perifrásticos:
-
- Eles estiveram construindo a casa com tijolos.
- Ela estará esquentando a comida.
- O sol estava queimando a nossa pele.
- O garoto está descascando a laranja.
[editar] Ter e Haver
- Possuem os mesmos valores e concordâncias que o verbo ser estabelece na voz passiva (o pretérito perfeito e o mais-que-perfeito não são admitidos, já que estes verbos quando auxiliares já indicam a perfeição):
-
- A casa tinha sido contruída com tijolos por eles.
- A comida terá sido esquentada por ela.
- A nossa pele tinha sido queimada pelo sol.
- A laranja tem sido descascada pelo garoto.
- Também são considerados auxiliares se o verbo principal não for ser (formando os tempos compostos):
-
- Eles tinham construído a casa com tijolos.
- Ela tinha esquentado a comida.
- O sol havia queimado a nossa pele.
- O garoto tinha descascado a laranja.
- Pode ser acompanhado por um verbo no infinitivo ou no gerúndio, formando o futuro breve (infinitivo) e progressividade (gerúndio):
-
- Eles iam construindo/construir a casa com tijolos.
- Ela irá esquentando/esquentar a comida.
- O sol foi queimando/queimar a nossa pele.
- O garoto vai descascando/descascar a laranja.
Os verbos modais, diferente dos temporais, atribuem certa característica ao verbo principal. Nestes casos, o verbo principal flexiona-se no infinitivo impessoal. Eles podem ser:
- Deônticos - São verbos que exprimem obrigação (dever, necessitar, obrigar, precisar, ter de, etc):
-
- Para passarmos de ano, precisamos estudar.
- Epistêmicos - São verbos que exprimem possiblidades. Quando estes verbos se flexionam no futuro do pretérito (condicional), a ênfase à modalidade epistêmica é ainda maior (dever, poder, etc):
-
- Podemos estudar hoje.
Observações:
- Pelo fato de estes verbos atribuirem característica ao verbo principal, suas funções são idênticas às dos advérbios de modo (possivelmente, provavelmente, etc);
- Se o verbo principal for substituido por complemento verbal, o verbo não trata-se mais de auxiliar, mas sim de transitivo. Exemplo:
-
- Para passarmos de ano, precisamos de estudo. (verbo transitivo)
[editar] Aspectivos
São semelhantes aos verbos modais, dão característica ao verbo principal, que estará no infinitivo impessoal. A característica que esses atribuem são de estado da ação em relação ao tempo do enúnciado, podendo ser:
- de iniciação (colocar-se a, começar a, pôr-se a, etc):
-
- Muitas pessoas puseram-se a sair de casa para viajar.
- de continuação (andar, continuar a, ficar a, ir, permanecer a, seguir, vir a, etc):
-
- Muitas pessoas permaneceram a sair de casa à noite.
- de finalização (acabar, deixar de, terminar de, etc):
-
- Muitas pessoas deixaram de sair de casa pela violência.
Observações: A preposição a + verbo no infinitivo impessoal pode ser substituida por verbo no gerúndio.
[editar] Semi-auxiliares
Alguns gramáticos consideram certos verbos como semi-auxiliares, outros, utilizam a classificação que é apresentada neste livro. Veja semântica verbal para ver a nossa classificação.
Ver também: Verbos irregulares ((-AR), (-ER), (-IR) e (-OR))
Os verbos podem se apresentar em várias formas: na forma de composição, locução verbal (que constitui a conjugação perifrástica) e as formas simples. Essas formas são formadas a partir dos verbos auxiliares, de acordo com a forma nominal expressa pelo verbo principal. Chamamos de forma nominal, o gerúndio, o particípio e o infinitivo.
[editar] Conjugação perifrástica
Veja estas tabelas:
Usando o gerúndio
Usando o Presente
| Forma Perifrástica |
Forma Simples |
| Estou Encaminhando |
Encaminho |
| Estás Encaminhando |
Encaminhas |
| Está Encaminhando |
Encaminha |
| Estamos Encaminhando |
Encaminhamos |
| Estais Encaminhando |
Encaminhais |
| Estão Encaminhando |
Encaminham |
|
Usando o Pretérito Imperfeito
| Forma Perifrástica |
Forma Simples |
| Estava Encaminhando |
Encaminhava |
| Estavas Encaminhando |
Encaminhavas |
| Estava Encaminhando |
Encaminhava |
| Estávamos Encaminhando |
Encaminhávamos |
| Estáveis Encaminhando |
Encaminháveis |
| Estavam Encaminhando |
Encaminhavam |
|
Usando o Pretérito Mais-que-Perfeito
| Forma Perifrástica |
Forma Simples |
| Estivera Encaminhando |
Encaminhara |
| Estiveras Encaminhando |
Encaminharas |
| Estivera Encaminhando |
Encaminhara |
| Estivéramos Encaminhando |
Encaminháramos |
| Estivéreis Encaminhando |
Encaminháreis |
| Estiveram Encaminhando |
Encaminharam |
|
Usando o Futuro do Presente
| Forma Perifrástica |
Forma Simples |
| Estarei Encaminhando |
Encaminharei |
| Estarás Encaminhando |
Encaminharás |
| Estará Encaminhando |
Encaminhará |
| Estaremos Encaminhando |
Encaminharemos |
| Estareis Encaminhando |
Encaminhareis |
| Estarão Encaminhando |
Encaminharão |
|
Usando o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
| Forma Perifrástica |
Forma Simples |
| Estivesse Encaminhando |
Encaminhasse |
| Estivesses Encaminhando |
Encaminhasses |
| Estivesse Encncaminhando |
Encncaminhasse |
| Estivéssemos Encaminhando |
Encaminhássemos |
| Estivésseis Encaminhando |
Encaminhásseis |
| Estivessem Encaminhando |
Encaminhassem |
|
Usando o Afirmativo
| Forma Perifrástica |
Forma Simples |
| - |
- |
| Está Encaminhando |
Encaminha |
| Esteja Encaminhando |
Encaminhe |
| Estejamos Encaminhando |
Encaminhemos |
| Estai Encaminhando |
Encaminhai |
| Estejam Encaminhando |
Encaminhem |
|
Analisando estas tabelas podemos concluir que:
- Apesar do verbo estar estar flexionado, o verbo encaminhar permaneceu na mesma forma (ocorrendo um tipo especial de concordância verbal).
- Mesmo estas locuções estarem relacionadas à pessoas e números diferentes, o verbo encaminhar flexionou-se em outra forma.
Isto ocorre porque encaminhando nunca flexionar-se-á. É necessário indicar um tempo verbal com o verbo auxiliar estar, já estudado. Trata-se de um verbo no gerúndio, uma forma nominal do verbo.
[editar] Voz passiva perifrástica
Como vimos na página anterior, o verbo estar pode se apresentar na voz passiva, mas o verbo auxiliar ser deve estar no gerúndio (a mesma flexão usada nas tabelas anteriores), a morfossintaxe da voz passiva permanece a mesma (+ particípio). Veja:
Usando a voz passiva
Usando o Presente
| Forma Perifrástica |
Forma Simples |
| Estou sendo Encaminhado |
Sou Encaminhado |
| Estás sendo Encaminhado |
És Encaminhado |
| Está sendo Encaminhado |
É Encaminhado |
| Estamos sendo Encaminhados |
Somos Encaminhados |
| Estais sendo Encaminhados |
Sois Encaminhados |
| Estão sendo Encaminhados |
São Encaminhados |
|
Usando o Pretérito Imperfeito
| Forma Perifrástica |
Forma Simples |
| Estava sendo Encaminhado |
Era Encaminhado |
| Estavas sendo Encaminhado |
Eras Encaminhado |
| Estava sendo Encaminhado |
Era Encaminhado |
| Estávamos sendo Encaminhados |
Éramos Encaminhados |
| Estáveis sendo Encaminhados |
Éreis Encaminhados |
| Estavam sendo Encaminhados |
Erão Encaminhados |
|
Analisando estas tabelas, podemos concluir que:
- O que acontecia com gerúndio nos casos anteriores, ocorrem agora nestes
- O verbo principal, encaminhar, desta vez flexionou-se
Isto ocorre porque sendo está tendo o mesmo papel de encaminhando, e do mesmo jeito, é inflexível. Já encaminhado(s) segue regras comuns de concordância verbal, mas do mesmo jeito que o gerúndio, não flexiona-se no tempo, tendo relação de dependência ao verbo auxiliar. Esta forma nominal chama-se particípio.
| Gerúndio |
Particípio |
| Amando |
Amado |
| Encaminhando |
Encaminhado |
| Mexendo |
Mexido |
| Sabendo |
Sabido |
| Saindo |
Saido |
| Tossindo |
Tossido |
|
[editar] O gerúndio e o particípio
Uma maneira fácil de diferenciar o particípio do gerúndio é simples: Assim como na palavra Gerúndio existe um n, os verbos flexionados no gerúndio também vão ter um n, nos verbos regulares do particípio, basta retirar o n e se obtem o particípio masculino do singular (só não ocorre na segunda conjugação). Veja na tabela ao lado:
A Flexão dos verbos regulares para formar o gerúndio é a seguinte:
- Acrescenta-se -ando ao radical;
A Flexão dos verbos regulares para formar o particípio é a seguinte:
- Na primeira e terceira conjugação, coloca-se -ad após o radical, e em seguida a desinência nominal;
- Na segunda conjugação, coloca-se -id após o radical, e em seguida a desinência nominal.
A desinência (flexão) do particípio é, para o feminino: a (singular), as (plural); e masculino: o (singular), os (plural). Exemplo:
| Largar |
Singular |
Plural |
| Masculino |
Largado |
Largados |
| Feminino |
Largada |
Largadas |
|
| Perder |
Singular |
Plural |
| Masculino |
Perdido |
Perdidos |
| Feminino |
Perdida |
Perdidas |
|
| Dormir |
Singular |
Plural |
| Masculino |
Dormido |
Dormidos |
| Feminino |
Dormida |
Dormidas |
|
| Ver |
Singular |
Plural |
| Masculino |
Visto |
Vistos |
| Feminino |
Vista |
Vistas |
|
O particípio é usado para designar uma ação sofrida e completa ou uma ação realizada por outro ser em relação ao sujeito, ou seja, no passado do tempo enunciado (no passado do passado, no passado do presente ou no passado do futuro). Já o gerúndio serve para designar uma ação incompleta feita pelo sujeito, ou seja, que teve o inicio no presente do tempo enunciado (no passado, no presente ou no futuro) e ainda não teve um fim.
[editar] Nomenclaturas
Se nomeia a formação verbo auxiliar + verbo principal de acordo com o verbo auxiliar e a forma nominal do verbo principal:
| Verbo |
Forma composta |
Nome da forma
habitual |
Exemplos |
| Ter, Haver |
Particípio |
Tempo composto |
Tinha recebido
Havia levado |
| Ser |
Particípio |
Voz passiva |
Era recebido
Era levado |
| Estar |
Infinitivo (junto a preposição a)
ou gerúndio |
Gerundismo ou
Forma perifrástica |
Estava a receber
Estava levando |
| Ir |
Infinitivo ou gerúndio |
Complemento verbal comum
ou gerundismo (oração reduzida) |
Ia receber
Ia levando |
[editar] Tempos compostos
Como pode ser visto na tabela acima, os tempos compostos são formados por ter/haver + particípio. Veja:
Usando o Presente
| Forma Composta |
Forma Simples |
| Tenho/Hei encaminhado |
Encaminho |
| Tens/Hás Encaminhado |
Encaminhas |
| Tem/Há Encaminhado |
Encaminha |
| Temos/Hemos Encaminhado |
Encaminhamos |
| Tendes/Heis Encaminhado |
Encaminhais |
| Têm/Hão Encaminhando |
Encaminham |
|
Usando o Pretérito Imperfeito
| Forma Composta |
Forma Simples |
| Tinha/Havia Encaminhado |
Encaminhava |
| Tinhas/Havias Encaminhado |
Encaminhavas |
| Tinha/Havia Encaminhado |
Encaminhava |
| Tínhamos/Havíamos Encaminhado |
Encaminhávamos |
| Tínheis/Havíeis Encaminhado |
Encaminháveis |
| Tinham/Haviam Encaminhado |
Encaminhavam |
|
Usando o Afirmativo
| Forma Composta |
Forma Simples |
| - |
- |
| Tem/Há Encaminhado |
Encaminha |
| Tenha/Haja Encaminhado |
Encaminhe |
| Tenhamos/Hajamos Encaminhado |
Encaminhemos |
| Tende/Havei Encaminhado |
Encaminhai |
| Tenham/Hajam Encaminhado |
Encaminhem |
|
Observações: Ao contrário da conjugação perifrástica, os tempos compostos não admitem o pretérito perfeito e mais-que-perfeito do indicativo, pois os tempos compostos no pretérito imperfeito do indicativo já indicam tal perfeição.
[editar] Tempo composto perifrástico
Podemos utilizar as regras da conjugação perifrástica junto às do tempo composto. Ocorre quando se coloca ter/haver + estado(s) + gerúndio. Ocorre porque o verbo principal do tempo composto torna-se estar que por consequência do verbo auxiliar, fica no particípio (estado(s)), mas, pelas regras da conjugação perifrástica, o verbo principal da locução verbal flexiona-se no gerúndio:
Usando o Presente
| Forma Composta-Perifrástica |
Forma Composta |
| Tenho/Hei estado Encaminhando |
Tenho/Hei Encaminhado |
| Tens/Hás estado Encaminhando |
Tens/Hás Encaminhado |
| Tem/Há estado Encaminhando |
Tem/Há Encaminhado |
| Temos/Hemos estados Encaminhando |
Temos/Hemos Encaminhados |
| Tende/Heis estados Encaminhando |
Tende/Heis Encaminhados |
| Tão/Hão estados Encaminhando |
Tão/Hão Encaminhados |
|
Usando o Pretérito Imperfeito
| Forma Composta-Perifrástica |
Forma Composta |
| Tinha/Havia estado Encaminhado |
Tinha/Havia Encaminhado |
| Tinhas/Havias estado Encaminhado |
Tinhas/Havias Encaminhado |
| Tinha/Havia estado Encaminhado |
Tinha/Havia Encaminhado |
| Tínhamos/Havíamos estados Encaminhados |
Tínhamos/Havíamos Encaminhados |
| Havíeis/Tínheis estados Encaminhados |
Havíeis/Tínheis Encaminhados |
| Tinham/Haviam estados Encaminhados |
Tinham/Haviam Encaminhados |
|
[editar] O verbo ir e o infinito
O verbo ir também pode ter papel de auxiliar (geralmente informalmente). Ele possui as mesmas características do verbo estar quando auxiliar. Junto à preposção a, o verbo estar tem relação perifrástica com o verbo principal no infinitivo. O mesmo ocorre com o verbo ir. Chamamos o tempo formado com verbo ir com verbo principal no infinitivo de futuro breve, assim como estar + a.
Observações: Muitas vezes o verbo ir pode ter sentido de andar, mover, movimentar, somente nestes casos o tempo composto pode fazê-lo com o gerúndio (exceto se o verbo estar introduz o principal, que por consequência haverá a preposição a e verbo no infinito):
- Irei encaminhando. → Com sentindo de mover
- Irei estar a encaminhar.
Os tempos compostos e os verbos que utilizam o infinitivo possuem valores especiais (lembrando que os tempos compostos - ter e haver - são formados pelo particípio e a conjugação perifrástica - estar e ir - pelo gerúndio):
- Passado com estar e ir = passado progressivo, semanticamente
-
- Estive lendo as notícias recentes.
- Fui lendo as notícias recentes.
- Passado com ter e haver = passado mais-que-perfeito, semanticamente
-
- Tinha lido as notícias recentes.
- Havia lido as notícias recentes.
- Presente com estar e ir = presente progressivo, semanticamente
-
- Estou lendo as notícias recentes.
- Vou lendo as notícias recentes.
- Presente com ter e haver = passado próximo, semanticamente
-
- Tenho lido as notícias recentes.
- Hei lido as notícias recentes.
- Futuro com estar e ir = futuro (que será) progressivo, semanticamente
-
- Estarei lendo as notícias recentes.
- Irei lendo as notícias recentes.
- Futuro com ter e haver = futuro (que será) mais-que-perfeito, semanticamente
-
- Terei lido as notícias recentes.
- Haverei lido as notícias recentes.
[editar] Saiba mais
O modo composto sempre será o verbo auxiliar + particípio/gerúndio. Se o verbo auxiliar estiver no pretérito perfeito, o modo simples também estará no pretérito perfeito (você pode conferir nas tabelas já apresentadas). Exemplificando:
| Fomos |
|
andando |
|
= |
|
Andamos |
| ↓ |
|
↓ |
|
|
|
↓ |
| Verbo Auxiliar, 1ª p. do plural do pret. perf. do ind. |
|
Gerúndio |
|
|
|
1ª p. do plural do pret. perf. do ind. |
| Estiveras |
|
posto |
|
= |
|
Puseras |
| ↓ |
|
↓ |
|
|
|
↓ |
| Verbo Auxiliar, 2ª p. do sing. do pret. mais-que-perf. do ind. |
|
Particípio |
|
|
|
2ª p. do sing. do pret. mais-que-perf. do ind. |
| (Quando) Forem |
|
dançando |
|
= |
|
Dançarem |
| ↓ |
|
↓ |
|
|
|
↓ |
| Verbo Auxiliar, 3ª p. do plural do fut. do subj. |
|
Gerúndio |
|
|
|
3ª p. do plural do fut. do subj. |
| Havia |
|
pulado |
|
= |
|
Pulava |
| ↓ |
|
↓ |
|
|
|
↓ |
| Verbo Auxiliar, 3ª p. do sing. do pret. imperf. |
|
Particípio |
|
|
|
3ª p. do sing. do pret. imperf. |
| Vá |
|
vendendo |
|
= |
|
Venda |
| ↓ |
|
↓ |
|
|
|
↓ |
| Verbo Auxiliar, 3ª p. do sing. do afirm. do ind. |
|
Gerúndio |
|
|
|
3ª p. do sing. do afirm. do ind. |
| Tereis |
|
ficado |
|
= |
|
Ficareis |
| ↓ |
|
↓ |
|
|
|
↓ |
| Verbo Auxiliar, 2ª p. do plural do fut. do pres. do ind. |
|
Particípio |
|
|
|
2ª p. do plural do fut. do pres. do ind. |
[editar] O particípio com função de substantivo e adjetivo
Existem casos em que o particípio possui função de substantivo ou de adjetivo. Estes substantivos e adjetivos são denomínados derivados de verbos. Os substantivos irão aparecer no feminino, os adjetivos concordarão com o nome. Exemplos:
| Cruzei |
|
por |
|
primeiro |
|
a |
|
chegada |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Verbo |
|
Preposição |
|
Numeral |
|
Artigo |
|
Substantivo derivado de Chegar |
| Dormia |
|
sobre |
|
a |
|
calada |
|
da |
|
noite |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Verbo |
|
Preposição |
|
Artigo |
|
Substantivo derivado de Calar |
|
Preposição |
|
Substantivo |
| Ela |
|
é |
|
uma |
|
garota |
|
iluminada |
| ↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
|
↓ |
| Pronome |
|
Verbo |
|
Artigo |
|
substantivo |
|
Adjetivo derivado de Iluminar |
Existem derivados que se modificaram com o tempo, ocorrendo variados processos de formação, e assim a língua vai se transformando.
[editar] Orações Reduzidas
Ver módulo principal: Orações Reduzidas
No Período Composto, oração subordinada é toda oração que depende sintaticamente da outra. Orações coordenadas são as que exercem mínima relação sintática.
Em certas orações subordinadas (e em uma coordenada), podemos anular a conjunção e acrescentar o particípio, o gerúndio ou o infinitivo, dependendo da função que a oração subordinada exerce à oração principal, tendo como significação desta oração o mesmo da oração desenvolvida, podemos classificá-las de acordo com o verbo nominal:
Particípio
- Adjetivo
- Advérbio (circunstâncias:)
- Causa
- Condição
- Concessão
- Tempo
Gerúndio
- Adjetivo
- Advérbio (circunstâncias:)
- Causa
- Condição
- Concessão
- Tempo
Observações: O significado destes verbos é o mesmo que exercem na oração absoluta, ou seja, pelo fato de estarem na oração reduzida, não perdem suas características já mencionadas.
[editar] Exercícios
Complete os itens a seguir com o gerúndio de cada verbo:
O infinitivo é a parte "natural" do verbo. Ele é dividido em dois, em infinitivo pessoal e infinitivo impessoal. O infinitivo pessoal, como o próprio nome diz, remete a uma pessoa, enquanto o impessoal, não reme a ninguém.
[editar] Infinitivo impessoal
O infinitivo impessoal é aquele com as desinências -ar, -er, -ir e -or. Ele ocorre:
- Quando a ação do verbo é remetida ao pronome todos mas ele não está explicito:
- É bom sempre ir ao médico. → É bom sempre todos irmos ao médico
- Proíbido andar de bicicleta. → Proíbido a todos andarem de bicicleta.
- Não deveriamos fazer esse tipo de coisa!
- Ricardo precisou se arrumar para o casamento.
- Ele estava a fazer o almoço.
- Nós estaremos a caminhar amanhã.
- Com verbos volitivos (que exprimem desejo):
- Ele queria ter ido ao cinema com você.
- O amanhecer é belo.
- O falar dela era lento.
[editar] Infinitivo pessoal
A conjugação do infinitivo pessoal é a seguinte (nos verbos regulares, idêntica a conjugação do futuro do subjuntivo):
|
Singular |
Plural |
| 1ª pessoa |
infinitivo impessoal |
infinitivo impessoal + mos |
| 2ª pessoa |
infinitivo impessoal + es |
infinitivo impessoal + des |
| 3ª pessoa |
infinitivo impessoal |
infinitivo impessoal + em |
Exemplo:
- Estar, Estares, Estar, Estarmos, Estardes, Estarem
- Levar, Levares, Levar, Levarmos, Levardes, Levarem
- Ser, Seres, Ser, Sermos, Serdes, Serem
- Ver, Veres, Ver, Vermos, Verdes, Verem
Ele aparece nas orações reduzidas (do infinitivo):
- É bom tu sempre ires ao médico. (É bom que tu sempre vai ao médico.)
- Faz bem mantermos sempre bem o nosso corpo. (Faz bem que mantemos sempre bem o nosso corpo.)
- Nós casamos por amarmos um ao outro. (Nós casamos por que amamos um ao outro.)
Pronomes reflexivos
| Número |
Pessoa |
Pronome |
| Singular |
1ª pessoa |
me |
| 2ª pessoa |
te |
| 3ª pessoa |
se |
| Plural |
1ª pessoa |
nos |
| 2ª pessoa |
vos |
| 3ª pessoa |
se |
|
Observe as seguintes frases:
- Ele lembrou-se de tudo.
- João feriu-se.
Ao observarmos os verbos, notamos que eles são transitivos, sendo os seus objetos, o pronome se. Como já vimos, os pronomes sempre estão relacionados a outros termos, nestes casos, o sujeito. Ou seja, o sujeito pratica e sofre a ação ao mesmo tempo. Veja que a ação do verbo é refletida no sujeito. Chamamos isto de conjugação reflexiva. Ela é feita pelo uso de um verbo reflexivo + pronome reflexivo que é correspondente à pessoa e número gramatical do sujeito.
[editar] Função recíproca
Podemos ter um verbo em diferentes formas para indicar a mesma frase, veja:
- João e Paulo feriram-se a si próprios. (verbo com função reflexiva)
- João e Paulo foram feridos. (verbo com função passiva)
- João feriu a Paulo e Paulo feriu a João. (verbo com função recíproca)
Quando na conjugação reflexiva o sujeito é composto, o verbo tem função recíproca, visto que um núcleo do sujeito estabelece ação do verbo sobre o outro núcleo e este sobre o primeiro.
[editar] Classificação
Nos verbos reflexivos, sempre aparecerá um pronome reflexivo, da mesma pessoa que o sujeito, sem o qual o verbo não poderá indicar reflexibilidade. Por essa razão, os verbos reflexivos chamam-se também pronominais, dividindo-se em dois grupos: pronominais essenciais e pronominais acidentais.
Pronominais essenciais - são aqueles que vêm sempre acompanhados de pronome reflexivo, já que sempre o sujeito pratica e sofre a ação. O pronome oblíquo que os acompanha nunca terá uma função sintática. Quanto a fonação possuem reflexibilidade atenuada, pelo fato do pronome não destacar-se (já que é constante o seu uso com tais verbos): arrepender-se, queixar-se, indignar-se, abster-se, etc.
- Ele queixa-se sempre.
- Eu queixo-me sempre.
- Tu queixas-te sempre.
Pronominais acidentais - são os verbos transitivos diretos que, para indicar reflexibilidade da ação, vêm acompanhados do pronome reflexivo. Quanto a fonação possuem reflexibilidade pronunciada, pelo fato do pronome destacar-se (já que não são obrigatórios).
- O bandido escondeu o dinheiro. (verbo transitivo)
- O bandido escondeu-se. (verbo reflexivo - escondeu a si próprio)
Observações: Os verbos reflexos são indiretos, pelo fato de o objeto direto ser o próprio pronome. Nunca serão reflexos os intransitivos, já que indicam uma simples ação.
[editar] Casos facultativos
Há verbos que é facultativo o uso do pronome, a maioria tratam-se de palavras homônimas, mas há casos em que é independente da semântica, como o verbo lembrar (-se).
[editar] Colocação do pronome
-
Ver módulo: Colocação pronominal
Os verbos de ligação (copulativos ou designativos) são verbos que não possuem valor grande semântico na frase, apenas sintático, sendo classificados como verbos relacionais.
Observações: Verbos de ligação são diferentes de verbos auxiliares! Os auxiliares formam os tempos compostos, diferente dos de ligação!
[editar] Os verbos de ligação (VL)
Cada verbo de ligação representa certo período de termpo, representando características que podem ser duradouras ou momentâneas:
- Ser: É o verbo de ligação que apresenta caracterítica mais duradoura, pode ser usado para estabelecer caracteríticas permanentes, desde a criação do ser ou objeto, ou características que estão presentes há alguns meses, dependendo do contexto. Pode também dar uma característica comum a todos seres ou objetos daquela espécie.
-
- Ele é português.
- Desde então elas são alegres.
- Um dia eu serei famoso.
- Era uma vez uma princesa...
- Que tudo apartir daqui seja bom.
- Estar: É o verbo de ligação que apresenta características momentâneas (às vezes estas características podem ter o significado de tender a ser duradouras, a partir do tempo do enunciado, nesses casos o verbo estar pode ser substituído por ser).
-
- Desde então elas estão alegres.
- Um dia eu estarei famoso.
- Pensei se isso estará bom.
- Amanhã estarei em casa.
- Estamos no mês de maio.
- Permanecer: É o verbo de ligação que apresenta características que surgiram no passado (próximo ou não) e que duram até o tempo do enunciado, tem sentido de continuar.
-
- Elas permaneceram calmas durante o ensaio.
- Ele permanece famoso.
- Amanhã permanecerei em casa.
- Tudo permaneceu tranquilo.
- Pensei se isso permanecerá bom a partir de então.
- Ficar: É o verbo de ligação que apresenta características que derrepente surgiram. É o que possui característica mais momentânea de todos.
-
- Fiquei bravo quando descobri tudo.
- Amanhã ficarei em casa.
- Ficarei famoso um dia.
- Ficamos com muito frio naquele inverno.
- Depois do julgamento ele ficará preso.
- Tornar-se, Transformar-se ou Virar: Iguais ao verbo ficar, porém a característica é duradoura.
-
- Ele tornou-se rico.
- Viramos pais.
- Tornar-me-ei um vencedor.
- Talvez tu virarás o diretor da empresa.
- A menina Elen tornava-se uma mulher.
[editar] Predicado nominal (predicativo)
O Predicado é a parte da frase em que declara-se ações do sujeito. O Predicado nominal (ou predicativo) esclarece modificações e qualidades que ocorreram naquele período com o sujeito ou em um longo período. Uma frase com predicado nominal é formada por Sujeito + Verbo de Ligação + Adjetivo:
- A água é quente.
- A água está quente.
- A água permanece quente.
- A água fica quente.
- A água torna-se quente.
- A água vira quente.
[editar] Orações subordinadas
Além disso, existem as orações subordinadas que necessitam de verbos de ligação. É o caso da oração subordinada adjetiva restritiva. Também acrescenta-se verbo de ligação na oração principal das frases que possuem orações subordinadas substantivas predicativas e em algumas subjetivas (depende do contexto):
- As cores que são escuras refletem menos luz. → Restritiva
- Os garotos que ficaram envergonhados foram para casa. → Restritiva
- As coisas mais engraçadas da vida são as que ocorrem inesperadamente. → Predicativa
- Os maiores guerreiros eram os que nos amavam. → Predicativa
- É justo que ele ganhe o campeonato. → Subjetiva
- Melhor permanecerá se todos forem conosco. → Subjetiva
Ver também: Oração Subordinada Adverbial e Adjunto Adverbial
Advérbio é a classe gramatical das palavras que modifica um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio. Raramente modificam um substantivo.
Primordialmente, os advérbios visam modificar, de alguma forma, a circunstância no qual ocorre a ação expressa pelo verbo; porém, na evolução da língua, essa função de "modificar a circunstância" se estendeu aos adjetivos, ao advérbio e aos substantivos. Essa ampliação do uso do advérbio chega a atingir até mesmo os pronomes na linguagem informal, pois na norma culta, tais usos configuram-se graves erros (Ex.: - Quem fez isso? - Euzinha! = Eu mesma). Exemplos:
-
- Chegaram tarde para o Jantar; Queremos agora → Observe que o verbo define a ação, mas o advérbio modifica as circunstâncias em que essa ação ocorre. O uso do advérbio aprimora a mensagem, pois torna mais precisa a ocorrência dos fatos.
- Era a moça mais bonita da festa → Nesse caso o advérbio altera a circunstância em que é expressa a qualidade da moça; lhe dá uma intensidade diferenciada, pois, entre todas as moças belas da festa, aquela em especial apresentava essa qualidade de maneira mais elevada.
- Partiram ontem apressadamente → observe que é dada duas circunstância para o fato expresso na ação (partir): 1° - que foi ontem (o tempo da partida) e 2° - sendo ontem, foi apressadamente (o modo como partiram); observe que o advérbio restringiu ainda mais a circunstância da ação utilizando o termo apressadamente para modificar o próprio advérbio ontem.
Não há sinais morfológicos definidores de advérbios. O único consenso nesse respeito é que eles são invariáveis. Isto é, advérbios não flexionam em gênero e número. Os autores que defendem a existência de flexões de grau, afirmam que alguns advérbios passam por esse processo. Contudo, os estudos mais modernos indicam que não existe flexão de grau, mas derivação de grau.
Os advérbios são analisados sob três aspectos: função, forma e circunstância.
A respeito da função do advérbio, pode ser tanto a de modificar um verbo, como também um adjetivo ou um outro advérbio. Quando modificando um verbo ele será considerado, sintaticamente, um adjunto adverbial. Se modificar um adjetivo ou outro advérbio, ele será classificado como adjunto adnominal, por fazer parte de um sintagma nominal e não exercer papel de núcleo deste. De acordo com a mudança do sentido ou da sintaxe do verbo, o advérbio também será modificado. Ele aplica circunstâncias ao verbo, e não necessariamente elas são obrigatórias para que a informação tenha sentido.
Os advérbios, por serem invariáveis, possuem formas bem restritas. Na verdade, podem assumir apenas 2 (duas) formas: ou é uma palavra sendo ela o próprio advérbio; ou são duas palavras, formando uma locução adverbial.
Os advérbio propriamente ditos (que se identificam como tal por uma só palavra: ontem, hoje, junto, perto, apenas, não, sim etc.) são basicamente os que compõem as listas das classificações de lugar, tempo, negação, dúvida, intensidade, afirmação e modo. Contudo existe uma lista imensa das locução adverbiais, pois na linguagem popular inventa-se novas palavras ou modifica-se o uso normal das antigas quase diariamente, para expressar circunstâncias especiais. As locuções adverbiais também assumem uma posição na classificação dos advérbios propriamente dito, dependendo da idéia (ou do sentido) que encerram.
-
- Eu só cumpri minhas obrigações → Advérbio de exclusão, significando que somente cumpriu
- Tudo aconteceu às claras → A locução explica a circunstância em que os fatos aconteceram, indicando que foi de maneira transparente, à vista de todos, sendo necessário ter conhecimento do "sentido" da locução.
[editar] Locução Adverbial
Quando várias palavras exercem uma função, são chamadas de locução. Se a função da locução for a de advérbio, este grupo de palavras é chamado de locução adverbial. Normalmente, é um grupo de duas palavras, sendo a primeira uma preposição e a segunda um substantivo: de noite, em casa, por perto, ao contrário, de bom grado, à direita, etc.
[editar] Circunstância
Costuma-se classificar o advérbio pela circunstância que indica, isto é, pelo modificação do significado inerente a um verbo, adjetivo e outro advérbio. É importante que se diga que isto já não faz parte do campo de estudo da morfologia, mas da semântica. Se esse estudo é feito, tradicionalmente, na área morfológica, isso se deve evidentemente a uma confusão da nomenclatura gramatical tradicional.
O advérbio pode assim ser classificados quanto as circunstâncias que encerram:
Assim, bem, mal, acinte (de propósito, deliberadamente), adrede (de caso pensado, de propósito, para esse fim), debalde (inutilmente), como, depressa, de repente, devagar, melhor, pior, bondosamente, generosamente e outros terminados em -mente.
[editar] Locuções adverbiais
Às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão.
Abaixo,de/em acima, adentro, adiante, afora, aí, além, algures (em algum lugar), alhures (em outro lugar), nenhures (em nenhum lugar), ali, aquém, atrás, cá, dentro, embaixo, externamente, lá, longe, perto, etc.
[editar] Locuções adverbiais
A distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta, em baixo, aqui, etc.
Afinal, agora, amanhã, amiúde (com frequência), ontem, breve, cedo, constantemente, depois, enfim, entrementes (enquanto isso), hoje, imediatamente, jamais, nunca, outrora, primeiramente, tarde, provisoriamente, sempre, sucessivamente, já, etc.
[editar] Locuções adverbiais
Às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia, etc.
|
Jamais, não, nunca, tampouco.
[editar] Locuções adverbiais
De forma nenhuma, de jeito nenhum, de modo algum.
Acaso, casualmente, porventura, possivelmente, provavelmente, panuca, talvez.
[editar] Locuções adverbiais
Por certo, quem sabe.
[editar] Intensidade
Assaz (bastante, suficientemente), bastante, como, demais, mais, menos, muito, quanto, quão, quase, que, tanto, tão, pouco.
[editar] Locuções adverbiais
Em excesso, de todo, de muito, por completo, às pressas, tão pouco quanto, à mão.
Certamente, certo, decididamente, deveras (realmente), decerto, efetivamente, indubitavelmente (de que não se pode duvidar), realmente, sim.
[editar] Locuções adverbiais
Sem dúvida, de fato, por certo, com certeza.
[editar] Interrogativos
Onde (lugar), quando (tempo), como (modo), por que (causa).
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[editar] Palavras denotativas
São palavras e locuções, das quais, na gramática tradicional, são classificadas como advérbios, mas, conforme a nomenclatura gramatical brasileira, não possuem uma classe morfológica. Em alguns casos, estas palavras podem ter uma classificação. São elas, e suas circunstâncias:
- Adição: ademais, ainda, além disso, etc;
- Afastamento: embora;
- Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente;
- Aproximação: aproximadamente, cerca de, por volta de, quase, etc;
- Designação: eis;
- Exclusão/Limitação: apenas, exclusivamente, somente, unicamente, etc;
- Explicação: isto é, por exemplo, quer dizer
- Inclusão: até, ainda, inclusive, também, etc;
- Realce/Palavra expletiva: é porque, é que, etc;
- Ratificação: aliás, ou melhor, etc;
- Situação: afinal, agora, então, etc;
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O advérbio pode estar nos graus comparativo e superlativo absoluto:
[editar] Comparativo
O grau comparativo é formador da oração subordinada adverbial comparativa. Como o próprio nome diz, compara seres e/ou objetos. Pode ser classificado:
- Comparativo de superioridade: compara dois seres ou objetos afirmando a superioridade de um dos dois. Exemplo:
-
- Ela é mais bonita que você.
- Ele chegou mais cedo que o colega.
- Tu agistes mais generosamente que ele.
- Comparativo de igualdade: compara dois seres ou objetos afirmando uma igualdade entre os elementos. Exemplo:
-
- Ela é tão bonita quanto você.
- Ele chegou tão cedo quanto o colega.
- Tu agistes tão generosamente quanto ele.
- Comparativo de inferioridade: compara dois seres ou objetos afirmando a inferioridade de um dos dois. Exemplo:
-
- Ela é menos bonita que você.
- Ele chegou menos cedo que o colega.
- Tu agistes menos generosamente que ele.
[editar] Superlativo absoluto
O grau Superlativo absoluto exprime grandeza, nesses casos algo será comparado com todos os seres ou objetos daquela espécie. Classificam-se:
- Superlativo absoluto sintético: O adjetivo, substantivo ou advérbio flexionam-se por meio dos sufixos -issimamente (para advérbios), -íssimo(s), -íssima(s), -inho(s) ou -inha(s) (estoutros para substantivos e adjetivo), que os dão papel intensificador.
-
- Ela é bonitíssima.
- Ele chegou cedíssimo.
- Tu agistes generosissimamente.
- Superlativo absoluto analítico: O advérbio flexiona-se por meio de um advérbio de intensidade (veja a lista acima).
-
- Ela é a mais bonita.
- Ele chegou mais cedo.
- Tu agistes mais generosamente.
Observações:
- No predicado nominal no grau comparativo, basta ser colocado o artigo (determinante) após o verbo de ligação para formar o superlativo absoluto.
- O uso de que todos no superlativo absoluto analítico implica com o comparativo, isto é, acaba tornando-se o grau comparativo.
- O uso de advérbio intensificador + superlativo absoluto sintético forma o superlativo absoluto analítico, isto é, o superlativo absoluto sintético pode estar dentro do superlativo absoluto analítico.
- O uso de advérbio intensificador + superlativo absoluto + que... forma o grau comparativo, isto é, o superlativo absoluto sintético pode estar dentro do comparativo.
[editar] Contrações
Alguns advérbios podem estar na forma de contração. Eles são formados pela junção da preposição a e da preposição de. Contração de advérbio na norma culta restringe-se ao advérbio onde. Veja:
-
- Onde você nasceu?
- Donde você é?
- Aonde você foi?
A contração donde, é contraída com o advérbio onde e a preposição de, admitindo na norma padrão a forma expressa, de onde, formada por aglutinação. Já a contração aonde, é formada a partir do advérbio onde e a preposição a, não admitindo a forma expressa, formada por justaposição.
Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos de uma oração, subordinando-os. Isso significa que a preposição é o termo que liga substantivo a substantivo, verbo a substantivo, substantivo a verbo, adjetivo a substantivo, advérbio a substantivo, etc. Pode também ter o papel de uma conjunção, subordinando um tipo especial de oração, chamado de oração reduzida.
[editar] Tipos de preposições
As preposições dividem-se em três classes, são elas:
[editar] Essenciais
São as que só desempenham a função de preposição.
- a
- ante
- após
- até
- com
- contra
- de
- desde
- em
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- entre
- para
- por
- perante
- segundo
- sem
- sob
- sobre
- trás
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[editar] Acidentais
São palavras de outras classes gramaticais que eventualmente são empregadas como preposições.
- afora
- fora
- exceto
- salvo
- malgrado
- durante
- mediante
- segundo
- menos
Observações: As acidentais são igualmente invariáveis.
[editar] Contrações
Ver módulo: Contrações
[editar] Circunstâncias
Preposições indicam, também, situações e circunstâncias, como:
- Afastamento
- Assunto
- Autoria
- Característica limitativa
- Causa
- Causador
- Companhia
- Componente
- Conformidade
- Constituição
- Conteúdo
- Denominação especial
|
- Destino
- Dimensão
- Duração de Tempo
- Época
- Estado Final
- Estado Inicial
- Fim
- Inclusão
- Instrumento
- Lugar
- Matéria
- Meio
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- Modo
- Oposição
- Origem
- Ponto
- Posição
- Posse
- Preço
- Produtor
- Profissão
- Quantidade
- Tema
- Tempo
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[editar] Locuções prepositivas
São duas ou mais palavras (locução), que exercem a função de uma preposição. Alguns exemplos:
- acerca de
- a fim de
- apesar de
- através de
- de acordo com
- em vez de
- junto de
- para com
- à procura de
|
- à busca de
- à distância de
- além de
- antes de
- depois de
- à maneira de
- junto a
- a par de
|
Observações: Locuções prepositivas têm sempre como último componente uma preposição.
[editar] Quanto à semântica
A maioria das preposições não possui qualquer significado, as que menos possuem são as preposições a e de, como você pode ver:
-
- Preciso de você.
- Só tenho a ti.
Algumas preposições possuem certo significado por sua singularidade de uso, como as preposições até, em, para e por (em alguns casos a preposição para não tem nenhum significado). Outras parecem ter um significado mas isso é devido às circunstâncias que elas estabelecem, como as preposições com, perante, segundo e sem. As preposições após, contra, desde, sob e sobre são as únicas que podem apresentar algum significado, dependendo do contexto. Parece, que as preposições que são contituídas por mais letras são as que mais possuem significado, juntamente com as que possuem certa relação adverbial, porque indicam a circunstância de ponto e de companhia (com, sem, sob e sobre). As preposições ante e tras por praticamente não serem usadas, muitas vezes são classificadas como arcaicas, iguais à antiga preposição per.
Ver módulos principais: Uso de Preposições e Deslocamento de Preposições
Como você já viu cada preposição é usada segundo a circunstância. Mas isso significa que podemos colocá-las em qualquer frase e em qualquer lugar? Você sendo falante do português obviamente sabe que raramente é facultativo o lugar em que colocamos a preposição e muitas vezes deslocando a preposição acabamos mudando o sentido da frase.
[editar] Funções sintáticas
As preposições possuem como função sintática:
-
- Ele precisa de nós.
-
- Ela ama a ele.
-
- Medi a altura de mim mesmo.
-
- O mel é feito por abelhas.
-
- Em algum lugar do mundo, se vive melhor.
-
- Já sei o texto de cor.
-
- O ingresso estava caro por ser de um circo tão famoso.
Contrações, são o que palavras sofrem para facilitar a pronúncia.
As contrações se unem, sendo formadas por aglutinação. Um tipo especial de contração, a combinação, é formada por justaposição. As palavras que podem sofrer contração, são:
- Preposições essenciais
- Artigos definidos
- Artigos indefinidos
- Pronomes indefinidos
- Pronomes pessoais
- Pronomes demonstrativos
- Conjunções
- Advérbios
As contrações podem ser obrigatórias ou facultativas:
[editar] Contrações obrigatórias
São as formadas por preposição + artigo definido (exceção a preposição de, que pode ser obrigatória ou expressa, dependendo do caso) e por preposição + pronomes demonstrativo:
- Pelos (por + os);
- Neste (em + este);
- À (a + a).
À e flexões é um tipo especial de contração, denominado crase (fusão de vogais idênticas).
[editar] Contrações facultativas
Assim como na língua inglesa, é facultativo o uso de certas contrações e das formas expressas (isto é, as formas "naturais"). É o caso de:
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- Aquele outro = Aqueloutro
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- Aqueles outros = Aqueloutros
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- Aquela outra = Aqueloutra
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- Aquelas outras = Aqueloutras
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- Àquele outro = Àqueloutro
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- Àqueles outros = Àqueloutros
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- Àquela outra = Àqueloutra
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- Àquelas outras = Àqueloutras
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- Naquele outro = Naqueloutro
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- Naqueles outros = Naqueloutros
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- Naquela outra = Naqueloutra
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- Naquelas outras = Naqueloutras
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- Daquele outro = Daqueloutro
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- Dequeles outros = Daqueloutros
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- Daquela outra = Daqueloutra
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- Daquelas outras = Daqueloutras
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- Nesses outros = Nessoutros
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- Nessas outras = Nessoutras
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- Desses outros = Dessoutros
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- Dessas outras = Dessoutras
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- Nestes outros = Nestoutros
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- Nestas outras = Nestoutras
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- Destes outros = Destoutros
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- Destas outras = Destoutras
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[editar] Contrações proibidas
É incorreto contrair a preposição de com o artigo que inicia o sujeito de um verbo, bem como com o pronome ele(s), ela(s), quando estes funcionarem como sujeito de uma oração. A preposição com deve ser obrigatoriamente contraída com pronomes pessoais oblíquos, exceto na terceira pessoa (comigo, contigo, conosco e convosco), conosco é a exceção, pode estar expressa quando anterior a um numeral cardinal (exemplo: com nós cinco).
Não se usa o artigo nas locuções adverbiais a meu ver e semelhantes, não ocorrendo a contração.
[editar] Combinações
Combinação é a junção de algumas preposições com outras palavras, quando não há alteração fonética, como já dito antes, pela justaposição. Exemplo:
- aonde (a + onde)
- desde (des + de)
- porque (por + que)
[editar] Sobre o uso do apóstrofo
Deixa-se as palavras da contração expressas (apenas o substantivo se a preposição for de ou por), separando-as com o apóstrofo, o artigo ou o pronome relacionados ao termo de destaque em letra maiúscula. Isto ocorre quando queremos dar ênfase ou quando o nome de uma obra começa com um artigo e a frase exige preposição. Exemplo:
-
- No céu, todos serão felizes. - frase sem ênfase
- Em'O Céu, todos serão felizes. - frase com ênfase
- Gosto d'Os Lusíadas. - com nome de obra
[editar] Sobre a linguagem inapropriada
Na linguagem própria (isto é, a informal) podemos encontrar todo o tipo de contração, não admitidas na norma padrão (algumas delas):
- cadê ou quedê (onde + está)
- pra (para + a; ou simplesmente para)
- pro (para + o)
Elas podem ser evitadas e nunca tevem ser usadas em documentos formais, redações, etc.
[editar] Sobre a preposição per
A preposição per era utilizada antigamente na língua portuguesa. Talvez o caso mais conhecido do uso desta preposição se tem na expressão latina per capita, em português, por cabeça. Analisando esta expressão podemos concluir que a preposição latina (que também já fora portuguesa) tem as mesmas funções sintáticas que a preposição portuguesa por. Logo, se pode concluir que, por grande semelhança eufônica e escrita destas preposições, podemos considerar que ambas formam as contrações pelo, pela, pelos, pelas junto a artigos definidos (nas contrações o e pode ser breve e pode haver declinação na pronúncia da última vogal, dependendo da região).
Ver também: Deslocamento de Preposições
Aqui poderemos ver quando e qual preposição devemos usar relacionando a circunstância.
[editar] Circunstâncias
- Afastamento
- Assunto
- Autoria
- Característica limitativa
- Causa
- Causador
- Companhia
- Componente
- Conformidade
- Constituição
- Conteúdo
- Denominação especial
- Destino
- Dimensão
- Duração de tempo
- Época
- Estado final
- Estado inicial
- Fim
- Inclusão
- Instrumento
- Lugar
- Matéria
- Meio
- Modo
- Oposição
- Origem
- Ponto
- Posição
- Posse
- Preço
- Produtor
- Profissão
- Quantidade
- Tema
- Tempo
[editar] As Preposições
Alguns usos de preposições:
- Destino (O mesmo que para)
- Irei a escola.
- Entregou o bebe ao pai.
- Estado final (O mesmo que para)
- Depois da chegada delas a comida passou de ruim a péssima.
- Após cinco vitórias seguidas, passou de quarto colocado a líder do torneio.
- Fim (Ocorrendo formação perifrástica com verbo no infinitivo substituindo o tempo composto)
- Correu a ver quem ganhara.
- Ficou a ver navios.
- Introduz o objeto indireto (O mesmo que para)
- Ela obedeceu às ordens.
- Falei a eles como eu estava feliz.
- Vou a pé.
- Posição (O mesmo que para)
- Este lado a cima.
- A minha vida não pertence a você.
- Ao meio-dia.
- Lugar (O mesmo que perante, de frente a)
- Ele esta ante a nós.
- Lugar (O mesmo que depois de)
- Após a pequena cidade há um riacho.
- Tempo (O mesmo que depois de)
- Após falar a verdade sobre os fatos, eu fui para casa.
- Característica limitativa
- Encontrei tudo por até cem euros.
- Dos dias passados até os atuais, muito mudou.
- Todo mundo chegou a tempo, até nós.
- Lugar (O mesmo que daqui a)
- Viajei até Portugal.
- Ficarei aqui até as 20 horas.
- Companhia (O mesmo que em companhia de)
- Estou com sorte!
- O bolo com chocolate e morango estava delicioso.
- Ele está com o vírus.
- O copo está com água.
- Os castelos são construídos com pedras.
- Corto com tesoura.
- Como ameixa com casca.
- Tudo foi comprado com moeda estrangeira.
- Estou com dinheiro.
- Ele é contra o comunismo.
- O Peixe nada contracorrente.
- Foi separado dos pais.
- Assume a função de partitivo
- Alguns dos alunos sequer sabiam escrever o próprio nome.
- Pôs-se a falar de amor.
- A Monalisa é um quadro de Leonardo da Vinci.
- Característica limitativa
- Preferes moças de olhos claros?
- Com certeza morrerão de fome.
- O vírus da SIDA parece ser invulnerável.
- Compõe formas perifrásticas com certos verbos
- Hei de vencer a competição!
- Compõe o superlativo relativo de adjetivos, introduzindo o segundo termo da comparação
- Ele certamente foi um dos piores ditadores da História.
- Considerado pela crítica como o canto dos cantores.
- Ela anda tão magra que parece um cabo de vassoura.
- O sindicato dos professores rejeitou a contra-proposta.
- Pedimos uma xícara de café cada.
- O Prefeito de São Paulo estava presente.
- Pescaram um bagre de 20 quilos.
- Passarão um período de 6 meses.
- Em combinação com certas palavras, forma locuções adverbiais ou prepositivas
- Já conheço esse discurso de cor. (modo)
- De acordo com o jornal, a situação econômica só tende a piorar. (conformidade)
- Não havia mais jornal de hoje no mercado.
- Nasci no dia dezesseis de maio.
- Após cinco vitórias seguidas, passou de quarto colocado a líder do torneio.
- Depois da chegada delas a comida passou de ruim para péssima.
- Onde terei guardado minha capa de chuva?
- E não é que o danado do remédio funciona?
- Quase todos os membros do partido se opuseram.
- Meu tio, quando criança, adorava seus brinquedos de corda.
- Introduz complementos verbais e nominais
- Gostaram do filme?
- Infelizmente possuía o vício de dizer mentiras.
- O Carnaval do Rio de Janeiro é uma festa belíssima.
- Preciso levar roupas de lã.
- Mudou-se para o interior e passou a viver de rendas.
- O frio chegou de surpresa.
- Essas maçãs vieram do Japão.
- Compramos uma camisa de 50 reais.
- Trabalhou de cozinheira a vida inteira.
- Andávamos de um lado a outro, imaginando o que poderia ter acontecido com as crianças.
- Ela pegou o da irmã.
- Testemunhou da janela o crime.
- Um público de 15 mil espectadores compareceu ao espetáculo.
- Nossos cadernos de matemática ainda estão em branco.
- Choveu de tarde.
- Época (o mesmo que a partir de)
- Desde ontem não saio de casa.
- Preposição pronominal
- Causa (O mesmo que perante)
- Diante dos depoimentos das vítimas ele foi preso.
- De hoje em diante voltaremos a ser amigos.
- Estamos no inverno.
- O oxigênio está no estado gasoso.
- Estou aqui em ordem do governo.
- Ela estava em um bar.
- Tudo está em ordem.
- Eles queriam passar no Centro da cidade.
- Quantidade (o mesmo que por)
- Os ovos foram comprados em duzias.
- Iremos em uma festa em 15 de março.
- Dormimos entre as 19 horas e a madrugada.
- Posição (O mesmo que no meio de)
- Entre as montanhas existia um vale.
- Irei para Belo Horizonte.
- Estado final (O mesmo que a)
- Depois da chegada delas a comida passou de ruim para péssima.
- Após cinco vitórias seguidas, passou de quarto colocado para líder do torneio.
- Falei a verdade para ver a reação de cada um.
- Introduz o objeto indireto (O mesmo que a)
- Falei para eles como eu estava feliz.
- Todos foram para minha casa.
- Este lado para cima.
- Causa (O mesmo que diante)
- Perante a tudo que aconteceu ele foi julgado.
- Lugar (O mesmo que ante, de frente a)
- Ele não estava perante ao tribunal
- Ele fez isso por sua causa.
- O Reino Animal é formado por diversos filos.
- Indroduz o agente da passiva
- Os doces foram comprados por nós.
- Minha vida estava por um fio.
- Eles passaram pelo bairro em que eu morava.
- Comprei o carro por trinta mil reais.
- O bolo foi feito pelas mulheres.
- Quantidade (o mesmo que em)
- Os ovos foram comprados por duzias.
- O carro estava a mais de 100 quilômetros por hora.
- Conformidade (O mesmo que de acordo com)
- Segundo o jornal, aquilo foi um suicídio.
- Companhia (forma negação à companhia, o mesmo que não acompanhado de)
- Ele veio à praia sem mim.
- Componente (forma negação ao componente, o mesmo que não acompanhado de)
- Não gosto de torradas sem queijo.
- Posse (forma negação à posse, o mesmo que não acompanhado de)
- Estou sem dinheiro.
- Estava lá sob claras ordens.
- Ela gritava sob o medo que sentiu tantas vezes.
- Posição (O mesmo que abaixo de)
- Deitei sob uma árvore.
- Falávamos sobre você.
- Posição (O mesmo que acima de)
- Voava sobre as nuvens.
Ver também: Oração Subordinada e Oração Coordenada
Conjunções são palavras usadas para ligar duas orações na mesma frase.
[editar] Coordenativas
As conjunções coordenativas ligam duas orações independentes (coordenadas) ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração.
[editar] Aditivas (ou copulativas)
Dão a idéia de adição. São utilizadas em orações coordenadas aditivas.
e, nem, mas também, como também, bem como, mas ainda, não só... mas também, não só... como também, não só... bem como, não só... mas ainda.
-
- Ele batia na porta e gritava alto.
- Elas escutavam música como também riam.
- Faremos as compras bem como a comida.
[editar] Adversativas
Demonstram adversidade, oposição. São utilizadas em orações coordenadas adversativas.
mas, porém, todavia, contudo, antes (no sentido de pelo contrário), não obstante, entretanto, no entanto.
-
- Todos a consideram amiga, você, entretanto, não.
- Tudo estava perfeito para nossa viagem, no entanto o Marquinhos se atrasou e perdemos o voo.
- Ele sobreviveu ao terrível acidente, mas inspira muitos cuidados.
[editar] Alternativas (ou disjuntivas)
Indicam alternância, exclusão, escolha. São utilizadas em orações coordenadas alternativas. exemplos:ou, ou…ou, ora…ora, quer…quer, seja…seja, nem…nem, já…já, logo...logo, etc.;
-
- Faremos novamente ou não?
- Ora era amigável, ora maligno.
- Iremos quer faça chuva, quer faça sol.
[editar] Conclusivas
Expressam conclusão. São utilizadas em orações coordenadas conclusivas.
logo, portanto, pois (quando vem após o verbo), por conseguinte (em consequência de algo), por isso, então.
-
- Fizemos o trabalho rapidamente, logo, tivemos mais tempo para nos divertirmos.
- Ela estudou com muita garra, portanto passou facilmente na prova.
- Estavam desperdiçando eletricidade, por isso a conta de luz ficou alta.
[editar] Explicativas
Indicam justificação, pedido, explicação, conselho. São utilizadas em orações coordenadas explicativas.
pois (quando vem antes do verbo), porque, que, porquanto, etc...
-
- Escolha-o para ajudar na festa porque ele sabe cozinhar.
- Virei amanhã pois tenho muita ocupação agora.
- Faça tudo logo que não quero me atrasar
[editar] Subordinativas
Ver também: Colocação das conjunções adverbiais e integrantes
Já as conjunções subordinativas ligam duas orações de forma que cada oração, individualmente, não faria sentido. Dentre as orações uma é a subordinante e a outra é a subordinada.
São no total dez tipos:
Justificam uma ação. São utilizadas em orações subordinadas adverbiais causais.
porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que, pois, etc.
-
- Estava no hospital já que sofrera um acidente.
- Levaremos tempo até chegar lá uma vez que o carro teve problemas.
- Recebemos a mais no salário porque fizemos horas extras.
[editar] Comparativas
Indicam comparação. São utilizadas em orações subordinadas adverbiais comparativas.
como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, (mais ou menos) que, etc.
-
- Ele é tão interessante quanto você. - tão quanto
- O bolo estava tão doce assim como açúcar puro.
- As flores erem mais belas que o azul do mar. - mais que
[editar] Concessivas
Mostram insistência. São utilizadas em orações subordinadas adverbiais concessivas.
embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, ainda que, mesmo que, apesar de que, que, malgrado, dado que, suposto que, ainda quando, quando mesmo, etc.
-
- Mesmo que jogasse um balde de água fria nele, ele não acordaria.
- Ele não ficaria triste ainda que nós morrêssemos.
- Ficaria sossegado ainda se o incomodassem.
[editar] Condicionais
Denotam condição. São utilizadas em orações subordinadas adverbiais condicionais.
se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= senão), a menos que, etc.
-
- Contarei a teus pais, salvo se você me prometer uma coisa.
- Denunciarei você caso você faça isso novamente.
- Não me manifestarei se você não me quiser.
[editar] Conformativas
Indica conformidade, opinião. São utilizadas em orações subordinadas adverbiais conformativas.
conforme, segundo, consoante, como, de acordo com que, etc.
-
- De acordo com o que o professor nos disse, estas conjunções são as mais fáceis.
- Segundo o noticiário, diminuiu o desemprego.
- Conforme o panfleto, o Brasil tornou-se um país de elevado IDH.
[editar] Consecutivas
Expressam consequência. São utilizadas em orações subordinadas adverbiais consecutivas.
que (precedido de tal, tanto, tão, etc. — indicadores de intensidade), de modo que, de sorte que, de maneira que, sem que, etc.
-
- Nadou de maneira que chegara lá rapidamente
- Demorou muito, tanto que chegara atrasado.
- Foi se afastando tanto que quase caíra no lago logo atrás.
Denotam a finalidade do fato. São utilizadas em orações subordinadas adverbiais finais.
a fim de que, para que, que (após ter), etc.
-
- Corremos a fim de que alcançássemos todos.
- Empurrou-a para longe para que não ouvisse a conversa.
- Sairia para ter que trabalhar.
[editar] Integrantes
Introduzem orações subordinadas substantivas.
que, se.
-
- Lembre-se de que te avisei!
- Seria bom se tivesse lembrado.
- Queria que você não estivesse aqui.
[editar] Proporcionais
Indicam proporção. São utilizadas em orações subordinadas adverbiais proporcionais.
à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais (tanto menos), etc.
-
- Quanto mais o sol ia se pondo, mais ia nevando.
- Mais quente quanto menos nos aproximarmos dos polos terrestres.
- Isso é feio tanto quanto um crime.
Indicam tempo. São utilizadas em orações subordinadas adverbiais temporais.
quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, mal (= logo que), até que, depois que, sem que, cada vez que, que.
-
- Antes que anoiteça já terei ido à minha casa.
- Enquanto houver paz, todos serão felizes.
- Todos os atletas correram assim que a largada foi dada.
Português/Classificação das palavras/Conjunções/Regência temporal
Interjeição é a palavra exclamativa que traduz a espontaneidade de nossas emoções.
São exemplos de interjeições: Ui! - Puxa! - Epa! - Nossa! - Hein! - Poxa! ...
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As palavras além de possuirem uma classificação, possuem também uma função:
[editar] Função de substantivo
Ver também: Substantivo
As palavras que se equivalem a substantivos possuem a função de substantivos (ou de nome). Tem essa função:
-
- A casa é antiga.
-
- Compramos um quebra-nozes.
-
- Seu olhar me encantava.
-
- Ela avisou.
-
- Constituimos uma dupla.
Observações: Quando o advérbio refere-se a uma palavra de função de substantivo, ele constitui aquela palavra.
[editar] Função de adjetivo
Ver também: Adjetivo
As palavras que se equivalem a adjetivos possuem a função de adjetivo. São termos acessórios, mais precisamente, adjunto adnominal. Têm essa função:
-
- Comprei uma roupa azul.
-
- Havia água azul esverdeada.
-
- Os problemas são seus.
-
- Minhas lembranças ficaram no passado.
-
- Precisei de três coisas.
Observações: Quando o advérbio refere-se a uma palavra de função de adjetivo, ele constitui aquela palavra.
[editar] Determinantes
Ver módulo principal: Determinantes
Determinantes são um tipo especial de palavra com função de adjetivo que modificam (determinam) um substantivo, sempre acompanhando-o.
[editar] Função de verbo
Ver também: Verbo
Os verbos e as locuções verbais são as palavras que têm função de verbo. Advérbios que modificam o verbo, constituem o verbo.
[editar] Função de preposição
Ver também: Preposição
A função de preposição é constituída de preposições, locuções prepositivas, contrações de preposições, conjunções e locuções conjuntivas.
[editar] Funções dos termos
Ver módulo principal: Sintagma
Os termos sintáticos possuem a função correspondente a seu núcleo.
A análise sintática encarrega-se de examinar, classificar e reconhecer as estruturas da sintaxe, isto é, os períodos, as orações e os termos das orações.
A análise sintática segue uma sequência lógica: a frase é composta de períodos, o período é decomposto em orações, as orações em sintagmas, onde podemos definir os termos e estes são analisados. Você pode fazer exercícios sobre sintaxe, depois confira as respostas.
[editar] Divisão das sentenças
Cada estrutura do corpus possui uma classificação diferente - a sentença.
Uma frase é todo trecho que possui sentido. Oração é uma frase, ou parte de uma frase que possui estrutura sintática completa ou quase completa. Em uma frase podem existir uma ou mais orações. Existem vários tipos de orações, são classificadas de acordo com sua função sintática na frase. Se uma oração depende da outra chamamos uma de principal e a outra de subordinada. Se uma não depender da outra, chamamos de coordenada. O período é classificado de acordo com a quantidade de orações que há na frase. Se houver apenas uma oração, o período é simples, se houver mais, ele é composto. Chamamos de núcleo a palavra que exerce maior função em um termo. Caso houver relação de subordinação de termos com o núcleo, haverá o sintagma.
A palavra principal de um termo que encerra a essência de sua significação chama-se núcleo.
Em geral, o núcleo é uma palavra com função substantiva (geralmente o substantivo, a locução substantiva e o pronome substantivo) ou um verbo. Abaixo, os núcleos dos termos sintáticos:
Núcleo de substantivo, locução substantiva ou pronome substantivo:
Ver também: Função das palavras
Sintagma é o conjunto de palavras subordinadas aos núcleos das orações. Como toda oração é formada pelo sujeito + predicado, o estudo do sintagma é uma análise do sentido e da função das palavras que acompanham justamente o núcleo desse sujeito e o núcleo desse predicado. Há dois tipos de conjuntos de sintagmas: 1° o conjunto de palavras que compõe o sujeito e 2° o conjunto de palavras que compõe o predicado. Essa relação de subordinação se dá nos vocábulos que determinam ou modificam o sentido dos núcleos do sujeito e do predicado. Por exemplo:
- Uma polícia honesta despertaria a confiança da população
-
-
- O sintagma nominal é composto pelo grupo de palavras que compõe o sujeito, ou seja, "Uma polícia honesta", o que corresponde ao sujeito da oração, sendo que o substantivo "polícia" é o núcleo do sintagma nominal;
- O sintagma verbal é composto pelo grupo de palavras que formam o predicado, ou seja, "despertaria a confiança da população", o que corresponde ao predicado da oração, sendo o núcleo do sintagma verbal o próprio verbo "despertaria".
Nesse primeiro exemplo, faz-se necessário deixar clara a seguinte conclusão: SEMPRE o núcleo do sintagma nominal será um vocábulo com função nominal (substantivos, pronomes substantivos, numerais); entretanto, o núcleo do sintagma verbal será apenas o verbo, nenhuma outra palavra de outra classe pode assumir essa posição. Ainda no mesmo exemplo, faz-se outra observação:
- Uma polícia honesta despertaria a confiança da população
-
- Ao redor do núcleo do sintagma nominal há a presença do artigo ("Uma") e do adjetivo ("honesta"). Esses termos alteram o sentido do núcleo determinando ou modificando esse sentido. No 1° caso o artigo determina o sujeito, expressa o grau de precisão do núcleo, com o sentido de polícia no geral; no 2° caso o adjetivo modifica uma qualidade desse núcleo, evidência um atributo do núcleo.
Modificar significa moderar, restringir, alterar ou dar forma nova.
Determinar significa demarcar termos ou limites; fixar, indicar com precisão, diferençar, ocasionar, distinguir.
Os sintagmas quando mudados de posição, tomam a colocação irregular, sendo admitida na norma padrão. O estudo dos sintagmas é de fundamental importância para a compreensão das relações sintáticas entre as orações.
[editar] Sintagma nominal
Ver também: Sujeito e Complemento verbal
-
- Nós dois salvamos tua vida.
- A espécie daquela árvore corre risco de extinção.
- Os que possuem mais dinheiro vivem mais.
[editar] Sintagma adjetivo
Ver também: Predicativo e complemento nominal
É formado pelo complemento nominal e seus respectivos advérbios modificadores e o predicativo, introduzido por verbo de ligação expresso:
-
- A espécie daquela árvore é fascinante.
- Somos todos muito culpados pelos recentes acontecimentos.
- O sangue é um tecido do corpo humano.
[editar] Sintagma adverbial
Ver também: Adjunto adverbial
É formado pelo advérbio e seus modificadores. Forma o adjunto adverbial:
-
- Nunca viajei de avião.
- Os países cessaram a guerra só agora.
- Elas mencionaram rapidamente sobre nós.
[editar] Sintagma preposicional
É formado pela locução prepositiva, podendo servir como modificador de qualquer outro sintagma:
-
- A espécie daquela árvore corre risco de extinção.
- Somos todos muito culpados pelos recentes acontecimentos.
- Elas mencionaram rapidamente sobre nós.
[editar] Sintagma verbal
Ver também: Verbos
É formado pelo verbo, seguido ou não do sintagma preposicional (objeto indireto), do sintagma nominal (objeto direto), do sintagma adverbial (adjunto adverbial) ou do sintagma adjetivo (predicativo):
-
- Nós dois salvamos tua vida.
- A espécie daquela árvore é facinante.
- Elas mencionaram rapidamente sobre nós.
[editar] O sintagma na construção da frase
Ver módulos: Frase e Colocação irregular
A oração é a sentença em que a sintexe é completa ou quase completa.
Na oração, as palavras relacionam-se como partes de um conjunto harmônico: são seus termos (ou unidades sintáticas); cada um desses termos desempenha uma função sintática.
O núcleo da oração é o verbo ou a locução verbal (podendo estar expressos ou ocultos). O número de verbos e locuções verbais da frase, representa o número de orações, ou seja, se uma frase possui um verbo, tem uma oração, se tem dois verbos, tem duas orações, se tem três verbos, tem três orações, e assim por diante. Um conjunto de orações semelhantes denomina-se período. Abaixo, veja a quantidade de orações de cada frase, de acordo com a quantidade de verbos e locuções verbais:
-
- Subiu de novo o preço da gasolina. - frase com um verbo (uma oração)
- O hospital exigia que houvesse silêncio. - frase com dois verbos (duas orações)
- Nós notamos que ele havia desaparecido. - frase com um verbo e uma locução verbal (duas orações)
- Antes de morar no exterior, terá de aprender outro idioma. - frase com três verbos (três orações)
- Note que todos pareciam confusos e estavam perplexos depois de ocorridos os acontecimentos. - frase com quatro verbos (quatro orações)
[editar] Termos da oração
A sintaxe da oração é dividida em termos:
Observações: Logo, por não haver termos essenciais em certas sentenças, elas não denominam-se orações - são frases nominais - tais como:
- Alô?
- Que rapaz inteligente!
Perceba que, em um período composto, aquele que possui mais de uma oração, cada oração possui seus termos essenciais, integrantes e acessórios. Exemplo:
Nós notamos que ele havia desaparecido.
- sujeito: nós
- predicado: notamos
- 2ª oração: que ele havia desaparecido.
- sujeito: ele
- predicado: que/havia aparecido
[editar] Classificação
As orações são classificadas de acordo com a função delas na frase, bem como os períodos:
- Período simples: a oração possui estrutura sintática completa e é chamada de absoluta por ser uma oração independente;
- Período composto por coordenação: as orações deste período podem possuir estrutura sintática completa ou quase completa e servem para sequênciar os fatos atráves de uma função;
- Período composto por subordinação: as orações deste período possuem uma estrutura sintática quase completa, e quando juntas, se completam;
- Período misto: é formado tanto por coordenação quanto subordinação.
[editar] Coordenanação
Ver módulo principal: Oração Coordenada
As orações que exprimem coordenação são as orações coordenadas. Elas formam o período composto por coordenação e podem formar o período misto. São conectadas às demais orações por conjunções coordenativas, expressas ou não.
[editar] Subordinação
Ver módulos principais: Orações principais, Orações subordinadas e Orações reduzidas
Em um período composto por subordinação, há essencialmente duas orações: uma principal e outra subordinada. A oração subordinada completa o sentido da principal.
Elas se conectam por conjunções subordinativas (que podem ser pronomes relativos), expressas ou não.
Em algumas orações subordinadas, o núcleo destas orações (o verbo, como já vimos antes) é transmutado a partir de outra palavra (substantivo, adjetivo ou advérbio) que obrigatoriamente é o núcleo de outro termo. Ou seja, se transforma o núcleo de um termo qualquer (do qual partirá a função desta oração) em núcleo de oração. Este método será utilizado por nós para explicarmos estas orações.
Além disso, também existem as orações reduzidas. Elas são formadas quando o verbo é transformado em uma locução.
Chama-se período a sentença constituída de uma ou mais orações. Classifica-se em:
[editar] Período simples
No período simples, uma frase é constituída por uma só oração (um só verbo ou locução verbal, expresso ou não). Exemplos (em negrito estão os verbos):
-
- Minha vida é boa.
- A discussão alongava-se bastante.
- Disse-nos a verdade.
- Realmente isto não era necessário.
Observações:
- A oração do período simples é chamada absoluta;
- Os tempos compostos (locuções verbais) são considerados como um verbo - por possuirem uma sintexe, e não duas -, ou seja, orações com mais de um verbo em certos casos podem ter período simples:
- Eles haviam recebido um e-mail.
- Tem tido respostas dele ultimamente?
[editar] Período composto
Palavras que introduzem orações no período composto são chamadas de conjunções.
No período composto a sentença é constituída por duas ou mais orações (mais de um só verbo ou locução verbal, expressos ou não). Exemplos:
-
- Ela escreveu a história e ele riu.
- Quem sabe se fizéssemos uma festa poderíamos animar a galera?
- Fez tudo que pedi.
- A música era romântica, porém era de curta duração.
Além disso, o período composto pode ser dividido em:
[editar] Composto por coordenação
As conjunções que introduzem orações coordenadas são chamadas de coordenativas.
O período composto por coordenação é formado por uma oração coordenada, ou seja, uma idependente sintaticamente da outra:
-
- O dinheiro está acabando e precisarei fazer um empréstimo. - Composto por oração coordenada sindética aditiva
- Ou irei a festa ou ao cinema. - Composto por oração coordenada sindética alternativa
- A China é um país com grande extensão, no entanto, muito povoado. - Composto por oração coordenada sindética adversativa
- O derretimento das calotas polares aumentou, por isso o nível do mar subiu. - Composto por oração coordenada sindética conclusiva
[editar] Composto por subordinação
As conjunções que introduzem orações coordenadas são chamadas de subordinativas.
O período composto por subordinação é formado por uma oração subordinada e uma principal, ou seja, uma oração desempanha um papel sintático em relação a outra, logo, uma depende sintaticamente da outra. O papel sintático que a orção subordinada exerce sobre a principal pode ser de sujeito, complemento verbal, complemento nominal, predicativo, aposto, adjundo adverbial ou adjunto adnominal. Exemplos:
-
- Pessoas que trabalharam na infância possuem, quase sempre, maior dificuldade escolar. - Composto por oração subordinada adjetiva restritiva
- Ele via que ela tinha piedade de todos - Composto por oração subordinada substantiva objetiva direta
- É tua a responsabilidade de ninguém se machucar. - Composto por oração subordinada reduzida substantiva completiva nominal
- Demoraremos demais se você não se apressar. - Composto por oração subordinada adverbial condicional
Classifica-se como frase toda sentença capaz de nos transmitir idéias, sentimentos, pensamentos, desejos. A estrutura de uma frase escrita varia, desde uma simples palavra isolada a um complexo período.
É frase toda sentença com sentido.
Exemplos de frases:
- Obrigado.
- Ajude-me, por favor.
- O caçador aproximou-se e disparou no lobo, salvando Chapeuzinho Vermelho.
- Roraima será um grande império no futuro.
- Eles estão se aproximando, fujam!
- O sopro de vento empurrou lentamente a velha porta entre-aberta.
Ver também: Formação Irregular
As frases simples na língua portuguesa possuem a seguinte formação:
|
(Artigo) |
|
+ |
|
(Adjetivo) |
|
+ |
|
Núcleo
do
Sujeito |
|
+ |
|
Verbo |
|
+ |
|
(Preposição/Artigo) |
|
+ |
|
(Complemento) |
|
+ |
|
(Advérbio) |
|
[editar] Classificação
As frases variam em seu sentido, podendo ser:
- Declarativas: declaração sobre algo ou alguém.
- Exemplo: Arthur não gostou da sopa.
- Interrogativas: questionamento, pergunta, interrogação.
- Exemplo: Quantos anos tu tens?
- Imperativas: representam ordens, pedidos, proibições.
- Exemplos: Estude, meu filho; Não abras a porta; Cale-se e vá trabalhar!
- Exclamativas: admiração, susto, demonstra ênfase.
- Exemplo: Uma criança a falar palavrões!; Elas voltaram muito tarde!
- Optativas: desejo.
- Exemplo: Deus te ouça!
- Imprecativas: imprecação.
- Exemplo: Não encontres amor nas mulheres! — Gonçalves Dias.
Frases ainda podem ser afirmativas [por exemplo, Gostei da escola] ou negativas [por exemplo, Não gostei da escola].
Observações:
- As frases, quando proferidas, possuem pausas especiais e entonação (ora ascendente ora descendente), que são indicadas pelos sinais de pontuação (na escrita). Compare:
- Vanessa viajou.
- Vanessa viajou?
- Vanessa viajou!
- Vanessa viajou?!
- Frases sem verbos são chamadas frases nominais
- Frases podem possuir no máximo 60 palavras.
Orações possuem dois termos essenciais (ou termos fundamentais): sujeito e predicado. Eles possuem este nome porque sem eles a sentença não poderia ser denominada oração, são então, essenciais para existir a oração.
O sujeito, numa oração, é o ser que pratica a ação ou corresponte a determinado estado. É um dos dois termos essenciais da oração. Veja a análise sintática das frases:
O menino usa boné.
- Ação (verbo): usa
- Causa da ação (sujeito): o menino
O menino é genial.
- Estado (predicativo): é genial
- Correspondente de estado (sujeito): o menino
Fazendo as perguntas quem?/o quê? faz a ação ou corresponde ao estado, descobre-se o sujeito: quem usa boné? - o menino; quem é genial? - o menino.
[editar] Constituição
O sujeito é representado por um substantivo (nome), ou ainda por uma palavra ou expressão substantivada. Abaixo alguns exemplos.
- Tu és divina e graciosa.
- Ana e Lúcia são crianças.
- (Tu) Foste a sonoridade que acabou. (sujeito oculto)
- Morrer pela pátria é glorioso.
- Vossa Santidade é um exemplo de bondade.
- Eles acalmaram-se.
- A bandeira é o símbolo da pátria
Núcleo é a palavra mais significativa e importante do sujeito; é o centro do termo, ao redor do qual podem existir outras palavras. Essas palavras, as que estão ao redor do sujeito, são os termos acessórios, que podem ser adjuntos adnominais ou apostos.
O núcleo do sujeito pode ser representado por palavras que têm função substantiva, são elas:
- Substantivo
- O ventilador de Ricardo foi ao conserto. (núcleo do sujeito: ventilador)
- Pronome substantivo
- Ele foi passear no parque. (núcleo do sujeito: ele)
- Numeral substantivo
- Um é pouco. (núcleo do sujeito: um)
- Palavra substantivada
- O amar é belo. (núcleo do sujeito: amar)
O sujeito ainda pode ser representado por uma oração subordinada substantiva subjetiva:
- É necessário que você me ajude. (sujeito: que você me ajude)
[editar] Classificação
Em língua portuguesa, o sujeito pode ser classificado por:
[editar] Composição
- Simples: quando o sujeito da oração possui somente um núcleo
-
- O ventilador pifou.
- Composto: quando o sujeito possui mais de um núcleo
-
- Pink Floyd e Super-tramp são ótimos conjuntos musicais.
- Maria e João riam.
Assim, quando é possível identificar que existe um sujeito e é possível identificar quem é esse sujeito, este se classifica como sujeito determinado.
Observações: É comum que confunda-se um sujeito simples no plural com um sujeito composto. O fato de o núcleo estar no plural não o faz ser "mais que um". Exemplos:
- Carros poluem a atmosfera.
No exemplo acima, carro não deve ser interpretado como mais de um núcleo (mais de um carro, carro e carro), ele é apenas uma palavra principal (ou expressão), portanto um só núcleo.
[editar] Determinação
- Expresso (ou determinado): aquele que está óbvio, claro, identificável presente na oração
-
- O macaco faz poses para as fotos.
- Oculto (ou elíptico): quando o sujeito não foi deixado explícito (está implícito), mas pode ser deduzido a partir do contexto (observa-se o verbo), por isso, também chamado de sujeito determinado implícito na desinência verbal.
-
- Viajaste anteontem. → o verbo viajaste está conjugado na 2ª pessoa do singular (tu), este é o sujeito oculto.
- Sou inteligente. → o sujeito da oração está pode ser deduzido a partir do verbo sou (o sujeito é eu).
- Indeterminado: quando o agente da ação verbal não é indicado.
-
- Roubaram um banco. [Não sabe-se quem o roubou]
- Almoça-se bem no porão.
Observações: Sujeito indeterminado e oculto são classificações distintas; não devem ser confundidas.
Portanto, quando através do contexto da oração é possível identificar que existe um sujeito, porém não se pode identificar quem é esse sujeito, nem quantos são, o sujeito chama-se indeterminado.
[editar] Indeterminação
Existem três formas de indicar-se a indeterminação do sujeito:
- Quando o verbo é utilizado na 3ª pessoa do plural (eles), não havendo indicação a nenhum agente que tenha sido citado em orações anteriores (nestes casos, o sujeito pode ser indeterminado e oculto ao mesmo tempo):
-
- Eles cometeram um crime. → analisando a oração não sabe-se quem praticou a ação (não se sabe quem são eles);
- Com verbo ativo na 3ª pessoa do singular, junto à partícula indeterminativa se, quando puder ser substituida pelo pronome eles:
-
- Em Roraima vive-se com saúde. → eles vivem com saúde;
-
- É bom ler um livro sobre a cultura do povo amazónio/amazônio.
[editar] Classificação quanto à voz verbal
O sujeito ainda pode ser classificado de acordo a voz verbal:
- Sujeito agente: aquele que pratica a ação verbal (voz ativa).
-
- O carpinteiro serra a madeira.
- Sujeito paciente: aquele que sofre a ação verbal (voz passiva).
-
- A madeira é serrada pelo carpinteiro.
- Sujeito agente e paciente: aquele que pratica e ao mesmo tempo sofre a ação verbal (voz reflexiva).
-
- O menino se machucou com a faca.
Observações:
- Quando o predicado é nominal, não existe voz verbal já que o predicado nominal não indica uma ação; assim, o sujeito de um predicado nominal não pode ser classificado como agente ou paciente.
- Embora seja mais comum que o sujeito venha antes do predicado, em algumas orações ele acaba por vir após o verbo.
[editar] Orações sem sujeito
Existem palavras com uma estrutura que contam somente com o predicado, sem sujeito. Nestes casos, os verbos chamam-se impessoais e são flexionados na 3ª pessoa do singular.
Nas orações sem sujeito, o verbo impessoal substitui o sujeito, fazendo com que a frase tenha sentido completo apenas com o predicado. São verbos impessoais:
- fazer, passar, estar e ser, numa referência ao tempo:
-
- Era a hora do jantar.
- Fazia calor de matar.
- fenômenos meteorológicos: chover, gear, amanhecer, ventar, etc:
-
- Nevou forte.
- Amanheceu tarde.
Observações: Quando usados de forma figurada, passam a ter sujeito:
- (Ele) Trovejava de raiva.
- Amanheci. Enchi-me de luz.
- haver quando empregado nos sentidos de existir, realizar-se, acontecer, decorrer:
-
- Houve algo de anormal?
- Onde houvesse festas e danças, ali se achava ele.
Como já vimos, predicado é a parte (termo) que contém declarações acerca do sujeito; aquilo que se declara sobre ele. O núcleo do predicado é sempre um verbo. Divide-se em dois tipos:
- Predicado nominal: quando a declaração é uma caracterísica;
- Predicado verbal: quando a declaração é uma ação.
[editar] Predicado nominal
O núcleo do predicado nominal é um verbo de ligação, que liga um nome a um adjetivo (predicativo) ou a outro nome (metáfora). Exemplo:
As moças eram encantadoras.
- Sujeito: As moças
- Predicado nominal: eram encantadoras.
- Verbo de ligação: eram
- Predicativo: encantadoras
Os bombeiros pareciam cansados.
- Sujeito: Os bombeiros
- Predicado nominal: pareciam cansados.
- Verbo de ligação: pareciam
- Predicativo: cansados
[editar] Predicado verbal
Ver módulo principal: Regência verbal
O núcleo do predicado verbal é um verbo ou locução verbal transitivo ou intransitivo. No predicado verbal vemos que o verbo exprime ação. Pode apresentar-se sobre cinco estruturas, divididas conforme a regência verbal:
O predicado verbal possui sentido completo, não precisando de complemento para formá-lo:
-
- As crianças cresceram.
- O bebê nasceu.
Aqueles predicados verbais que não têm sentido completo, precisando de um complemento, chamamos verbo transitivo direto, e esse complemento é chamado objeto direto:
-
- A criança chamou a mãe. (A criança chamou, chamou quem?) — o objeto direto — que no caso é a mãe.
- Nós tivemos azar. (Nós tivemos, tivemos o quê?) — o objeto direto — que no caso é azar.
- Verbo transitivo indireto:
É pequena a diferença entre verbo transitivo direto e o indireto. Ambos pedem complemento, mas o segundo pede que este complemento venha acompanhado de preposição (o que se chama objeto indireto).
-
- As crianças brincam de esconde-esconde. (As crianças brincam, brincam de quê?) — o objeto indireto — que no caso é de esconde-esconde.
- Nós precisamos de sorte. (Nós precisamos, precisamos de quê?) — o objeto indireto — que no caso é de sorte.
- Verbo transitivo direto e indireto:
Esse tipo pede dois complementos, o objeto direto e o indireto:
-
- A vendedora anunciou o brinquedo à criança. (objeto direto: o brinquedo; objeto indireto: à criança)
- Ela entregou uma lembrança para mim. (objeto direto: uma lembrança; objeto indireto: para mim)
- Verbo transitivo circunstancial:
-
- Nós viemos da escola. - o verbo exige um adjunto adverbial de origem — a circunstância — que no caso é da escola.
[editar] Predicado verbo-nominal
São dois núcleos significativos, sendo um deles um nome e o outro um verbo. Pode haver quatro organizações (a barra separa sujeito do predicado):
- Verbo intransitivo + predicativo do sujeito
- O homem / rolou [v. intrans.] morto [predicat. suj.].
[= O homem rolou e estava morto.]
- Verbo transitivo direto + predicativo do sujeito
- A criança / entrou [v. trans. direto] no quarto feliz [predicat. suj.].
[= A criança entrou no quarto e estava feliz.]
- Verbo transitivo indireto + predicativo do sujeito
- Ela / presenciou à cena impressionada
[= Ela presenciou à cena e estava impressionada.]
- Verbo transitivo direto + predicativo do objeto
- Eu acho [v. trans. direto] Patrícia inteligente [predicat. objeto].
Nesse caso inteligente será predicativo do objeto, uma vez que está a referir-se ao objeto (Patrícia).
Observações: O verbo é indispensável para os predicados. Ocasionalmente ele aparecerá oculto.
- Eu fui à loja e tu [foste] ao supermercado.
- Ele comprou uma bolsa e [comprou] uma mala.
Predicativo é o termo sintático formado por verbo + modificador, estabelencendo um estado ou forma. Divide-se em:
- Predicativo do sujeito: o predicado é nominal e o verbo de ligação;
- Predicativo do objeto: o predicado é verbo-nominal e o verbo transobjetivo.
[editar] Predicativo do sujeito
Observe:
- A garota magra come tudo que gosta. → predicado verbal
- A garota é magra. → predicado nominal
Quando a função da oração é indicar uma ação feita pelo sujeito, utiliza-se o predicado verbal. Nesses casos, o sujeito pode ou não vir com adjuntos adnominais. Já quando o objetivo da oração é indicar o estado, característica ou forma do sujeito, usa-se o predicado nominal. O predicativo do sujeito é o núcleo do predicado nominal.
[editar] Morfossintaxe
O verbo que constitui o predicativo do sujeito é um verbo de estado, chamado verbo de ligação. O predicativo pode ser (destacado o predicado nominal):
-
- Aquelas crianças são crueis.
- O céu era azul escuro.
-
- O corpo humano é uma máquina.
- A diferença é nós.
Observações:
- O predicativo pode anteceder o verbo ou o sujeito;
- O predicativo subjetivo pode aparecer preposicionado.
[editar] Predicativo do sujeito no período composto
O predicativo do sujeito pode aparecer em diversos casos no período composto. Caracteriza, a oração subordinada substantiva predicativa, propriamente dita, em certos casos a oração subordinada substantiva subjetiva e a oração subordinada adjetiva.
[editar] Predicativo do objeto
O predicativo do objeto é uma espécie de "complemento nominal do objeto". Nesse caso é um termo que refere-se ao objeto de um verbo transitivo. Fazem parte do predicativo do objeto um substantivo ou adjetivo. Só haverá predicativo do objeto com verbo transitivo direto ou reflexo (a exceção é o verbo chamar). Estes verbos chamam-se transobjetivos. Exemplos:
| Sujeito |
Verbo e objeto |
Predicativo do objeto |
| Beatriz |
acha-se |
gorda. |
| Os condenados |
tinham as mãos |
presas. |
| A população |
elegeu-o |
governador. |
Observações:
- O predicativo pode vir antes do objeto;
- O predicativo do objeto pode vir com preposição;
- O predicativo do objeto forma o predicado verbo-nominal.
Recebem o nome de termos integrantes das orações aqueles termos que completam a significação transitiva dos verbos e nomes. Eles completam o sentido da oração, sendo, pois, essenciais para o entendimento da sentença. Eis:
- Complemento verbal - Existem verbos que necessitam de complemento, são chamados de transitivos. Sem este complemento o sentido do verbo não estaria completo. Há uma fígura línguistica chamada Pleonasmo que são erros e vícios cometidos quanto ao complemento verbal:
-
- Gostaria de que pintassem de branco.
- Ele fez o impossível.
- Sentiu vergonha demasiadamente.
- Complemento nominal - Assim como os verbos, nomes podem ser transitivos e necessitar de complementos:
-
- Tinha vontade de sair correndo.
- Eu possuia razão de tudo.
- Temos necessidade de sair deste lugar.
-
- O livro era narrado pela personagem principal.
- O filme será feito no Rio de Janeiro por um ótimo diretor.
- Os desenhos estavam sendo pintados pela artista.
Ver também: Regência Verbal
O complemento verbal é o termo da oração que completa o sentido de um verbo. Há verbos que não necessitam de complemento, eles são chamados de intransitivos (verbos que não possuem complemento e nem sujeito são chamados de impessoais). Agora iremos estudar não o verbo, mas sim o complemento verbal. Observe as frases:
- Eu queria comer um bolo de chocolate com morango.
- O urânio ficava brilhando intensamente.
- Eu perguntei por você na semana passada.
- Ela já esteve com aquele jogador de futebol.
Os vocábulos em destaques são os verbos e a parte sublinhada o complemento. Tais verbos não teriam total sentido se este não houvesse, por este fato, o complemento verbal é um termo integrante da oração. O complemento verbal pode ser:
- Objeto direto;
- Objeto direto preposicionado;
- Objeto direto pleonástico;
- Objeto direto cognato;
- Objeto indireto;
- Objeto indireto pleonástico;
- Circunstâncias de:
- Estado inicial;
- Estado final;
- Origem;
- Destino.
Ver também: Regência Verbal
Como também já vimos, os objetos diretos são complementos verbais de predicação incompleta — geralmente sem preposição.
[editar] Constituição
Objetos diretos podem ser constituídos por:
- Substantivo ou expressão substantivada
- Exemplo: O rapaz faz o pão.
- Pronomes oblíquos: a, as, o, os, me, ti, se, nos, vos
- Exemplo: Vos convidas?
- Exemplo: Vi alguém no parque.
Observações: Só fazem parte do objeto direto e indireto palavras referentes a seres animados ou inanimados (fazem-se as perguntas ao verbo: O que? e Quem?), as palavras referentes ao tempo ou lugar são chamadas de termos acessórios que normalmente são advérbios/locuções adverbiais.
[editar] Objeto direto preposicionado
O complemento de verbos transitivos diretos — objeto diretos — pode vir acompanhado de preposição (normalmente a). Ocorre nos seguintes casos, especialmente:
- Objeto direto é um pronome pessoal tônico — preposição obrigatória
- Assim és tolerante a nós e a ele.
- Em expressões de reciprocidade, dando euforia e entendimento à frase — preposição obrigatória
- Os homens matam-se uns aos outros.
- Objeto é o pronome relativo quem — preposição obrigatória
- Tu tinhas uma vaca a quem amavas.
- Para evitar que o objeto seja entendido como sujeito — preposição obrigatória
- Preferes mar ao rio.
- Em construções enfáticas: cumprir com o dever, pegar da pena, arrancar da escada etc.
- Arrancam das espadas de aço fino... — Luís Vaz de Camões.
- Em nomes referentes a pessoas
- Jéssica ama a João.
- Quando antecipamos o objeto para deixá-lo em destaque
- A ele guardam rancor!
- Com determinados pronomes indefinidos (geralmente com referência a pessoas)
- A quantos a SIDA/AIDS mata anualmente.
- Quando o objeto é o numeral ambo(a)s'
- O traficante disparou a ambos.
Observações:
- Nos pontos onde vê-se "preposição obrigatória", como facilmente deduz-se, é obrigatória a utilização de uma preposição. Nos demais casos a mesma é facultativa.
- Também obviamente, só há objeto direto preposicionado com verbo transitivo direto.
- A substituição de objetos diretos preposicionados para um pronome oblíquo átono só ocorre — quando possível — sob as fomas o(s) e a(s); jamais com lhe(s).
[editar] Objeto direto pleonástico
Ver módulo: Pleonasmo
[editar] Objeto direto cognato
São objetos diretos pleonásticos viciosos colocados com verbo intransitivo. Vale lembrar que nem todo pleonasmo vicioso é objeto direto cognato, mas todo objeto direto cognato é pleonasmo vicioso. Veja:
- Viver a vida. → o verbo viver é intransitivo e seu objeto direto cognato está totalmente relacionado a viver;
Ver também: Regência Verbal
Objeto indireto é o termo que tem o propósito de complementar um verbo transitivo indireto.
Caracteriza-se pela precedência de preposição quando essencial para o entendimento, seja expressa ou não, podendo ainda estar contraída, formando o sintagma preposicional dentro do sintagma verbal. São os pronomes oblíquos tônicos que referem-se às pessoas do discurso nestes. Assim como o objeto direto, o objeto indireto pode ser pleonático. Exemplos:
- Todos precisam de afeto.
- Refiro-me a ela.
Observações: Só fazem parte do obejeto direto e indireto palavras referentes a seres animados ou inanimados (fazem-se as perguntas ao verbo: O quê? e Quem?), as palavras referêntes ao tempo ou lugar são chamadas de termos acessórios que normalmente são advérbios/locuções adverbiais.
Pleonasmo é quando ocorre a redundância de termos, ou seja, ele está duplo na frase, porém apresentado de formas diferentes. Também é considerado pleonasmo quando o verbo está totalmente relacionado ao complemento verbal:
-
- À minha casa lá irei.
Observe na frase acima que o verbo irei está apresentando dois complementos verbais, à minha casa e lá. lá e à minha casa indicam o mesmo lugar que irei. Ou seja, não é necessário apresentar esses dois complementos.
-
- Agora subirei para cima.
- O pôr-do-sol entardece.
- Moro em uma moradia.
- Caminharei por um caminho.
- A dor é dolorosa.
Como você obviamente sabe, sempre se sobe para cima, sempre o pôr-so-sol irá entardecer, por mais precária que seja onde moramos sempre será uma moradia, sempre por onde caminhamos consideramos caminho e para algo ser doloroso sempre sentiremos dor. Esse tipo de pleonasmo é chamado de pleonasmo vicioso, ou seja, achamos que é uma necessidade complementar o verbo com algo óbvio. Veja agora o que não é pleonasmo:
-
- A lâmpada iluminou. (mas sim, a luz iluminou)
- O fogo queimou. (mas sim, a queimadura havia queimado)
- A água molhou. (mas sim, a água é molhada)
Pois você sabe que não é sempre que a lâmpada iluminará, que o fogo queimará e que a água molhará. Quando o pleonasmo vicioso ocorre com um verbo intransitivo, o termo referente chama-se objeto direto cognato.
Em certas orações pode ocorrer o fato de um nome não ter significação completa, necessitando assim de um termo que complete o seu sentido. Em outras palavras, o nome possui sentido incompleto. Este termo que completa o sentido deste nome é chamado complemento nominal.
Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo, advérbio, locução ou oração) de caráter transitivo (que precisa de complemento).
O complemento nominal é parecido com o complemento verbal, fazem se as perguntas ao nome de quê? ou de quem:
- Roberto tem medo do cachorro. - Medo de quê? do cachorro
- A vantagem do aumento dos preços é que lucramos mais. - A vantagem de quê? do aumento dos preços.
É possivel existir um complemento nominal dentro de um outro complemento nominal:
- do aumento dos preços - O aumento de quê? dos preços
O complemento nominal pode estar sendo referido a uma palavra substantivada:
- O aumentar dos preços chocou a todos. - O aumentar de quê? dos preços
Pode fazer parte do complemento nominal um pronome pessoal oblíquo:
- Os pertences dele foram deixados. - Os pertences de quem? dele
[editar] Regência Nominal
Ver módulo: Regência Nominal
Todo complemento nominal é indireto, isto é, necessita de preposição.
[editar] Período Simples e Composto
Os nomes que necessitam de complemento são chamados de Transitivos. Eles podem ser substituídos por verbos transitivos (VT's), logo o complemento nominal passa a ser o complemento verbal:
- O aumento dos preços chocou a todos - aumento → Nome; dos preços → CN
é igual a
- Aumentar os preços chocou a todos - Aumentar → VTD; os preços → OD
Oração Subordinada é toda oração que depende de outra sintaticamente.
Ver módulo principal: Oração Subordinada Substantiva
OSSCN (Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal) é uma oração que possui a função sintática de Complemento Nominal:
- Chocou a todos o aumento que houve dos preços. - aumento → Nome; que houve dos preços → CN
- Roberto tem medo de que cachorros o mordam. - medo → Nome; de que cachorros o mordam → CN
Na língua portuguesa, o verbo pode ser de voz ativa, voz passiva ou voz reflexiva.
Na voz passiva, o sujeito sofre a ação verbal. Esta mesma oração geralmente possui um termo que exerce a ação verbal. Esse termo se classifica como agente da passiva.
Agente da passiva é o termo na oração que exerce a ação verbal na voz passiva.
[editar] Morfossintaxe
Ver módulo principal: Voz passiva
As orações estruturadas em voz passiva analítica possuem a seguinte morfossintaxe:
O agente da passiva é introduzida pela preposição por, do qual pode contrair com artigo formando as contrações pelo(s), pela(s). Exemplo:
A arca foi construída por Noé.
- Sujeito passivo: A arca
- Verbo transitivo direto: foi construída
- Agente da passiva: por Noé
O núcleo do agente da passiva é uma palavra ou termo com função substantiva:
- Substantivo: O vidro foi quebrado pelo garoto.
- Pronome substantivo: A bola foi arremessada por ela.
- Numeral substantivo: O trabalho foi feito pelos dois.
- Oração subordinada substantiva: A menina foi socorrida por quem passava por perto.
[editar] Mudança preposicional
Dependendo da circunstância que o verbo pode ter sobre o agente da passiva, a preposição pode ser alternada, um exemplo claro é a circunstância de constituição, admite-se, as três preposições constitucionais (com, de e por):
- O corpo humano é formado com/de/por diversos órgãos.
Os termos acessórios da oração possuem uma função secundária na mesma, podendo ser de indicar substantivos, exprimir algo ou caracterizar alguém. São eles:
-
- Aqueles estranhos insetos estão por toda parte.
- A elegante igreja ficava no alto da colina.
- Sábado à noite o garoto sairá.
- Os seus primos foram legais comigo.
-
- Ele não acertou a questão.
- Nas megacidades há grande movimento econômico.
- As frutas estavam muito gostosas.
- Ocorreu um acidente às nove horas de hoje.
- Aposto: Palavra ou palavras que exprimem valor de especificação ou simplificação;
-
- Falo-te em poucas palavras: que saia daqui!
- Nascer, crescer, reproduzir e morrer: a vida.
- Vocês todos, Mariana, Roberto e Paula, estão despedidos.
- Ela, a mulher inteligente e gentil, foi viver em Porto.
- Vocativo: Palavra ou palavras que exprimem valor de destinatário ao assunto, ao enunciado;
-
- Deixe-me ajudá-la a atravessar a rua, Senhora.
- Excelentíssimo Senhor Juíz, chegou na hora correta.
- Eduardo, entregue o dinheiro e confira o troco.
- Querida, onde está meu sapato?
[editar] Ver também
O Adjunto adnominal se define como um termo sintático de valor de adjetivo na classe gramatical. É um termo que caracteriza o nome sem intermediação de um verbo, uma expressão que acompanha um ou mais nomes ou pronomes conferindo-lhe um atributo.
Podem ser adjunto adnominais os adjetivos, a locução adjetiva, os pronomes adjetivos, os numerais adjetivos e os artigos (função adjetiva). Eles podem ser colocados antes os depois no nome ou pronome (exceto o artigo, só pode ser colocado antes do substantivo e não pode ser colocado com pronomes), nestes casos sendo um hipérbato. Exemplo:
-
- Aquela moça alta comprou um carro novo.
- Aquela alta moça comprou um novo carro.
Aquela é um pronome adjetivo, por caracterizar a moça (não é um moça qualquer, é aquela moça), e por tanto, é um adjunto adnominal, assim como alta. O mesmo ocorre com as palavras um (artigo) e novo (adjetivo), referentes a carro.
Determinante é um tipo de adjunto adnominal. O determinante acompanha um substantivo, o qual é chamado de nome. Observe:
-
- As cozinheiras já possuem vários anos de experiência.
Como já estudamos, os artigos são palavras que acompanham o substantivo, são os determinantes mais comuns. Veja que existem outras palavras com a mesma função sintática que o artigo:
-
- Aquelas cozinheiras já possuem vários anos de experiência.
- Muitas cozinheiras já possuem vários anos de experiência.
- Duas cozinheiras já possuem vários anos de experiência.
- As cozinheiras já possuem vários anos de experiência.
Nestas frases temos dois nomes: cozinheiras e anos. A flexão destes determinantes tem conformidade aos nomes, chamamos de concordância nominal.
Os determinantes que sempre acompanham o substantivo são:
Alguns determinantes é facultativo o uso, estes são colocados após os determinantes já citados acima:
Observações:
- Quando não se tem um determinante antes de um nome, se diz que o determinante está em elipse;
- Os pronomes indeterminados substantivos são nomes e não possuem determinantes, bem como os pronomes retos (que substituem um nome já citado).
O Adjunto adverbial (ad = próximo, isto é, próximo ao verbo) é um termo que modifica um verbo, um adjetivo ou um advérbio, indicando a circunstância em que se desenvolve o processo verbal (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc.). Não sendo obrigatório seu uso na oração, é um termo acessório, já que a oração teria o mesmo sentido sem este. É representado por um advérbio, locução adverbial, oração subordinada adverbial ou uma circunstância de um verbo circunstancial. O advérbio é a palavra mais significativa do adjunto adverbial (núcleo). As locução adverbiais sempre são iniciadas por preposição, contraídas ou expressas.Exemplos:
-
- Ontem fomos à praia.
- Levamos muito tempo para chegar.
- Na nossa rua há muitos prédios.
[editar] Classificação
Para comparar: Classificação dos advérbios
Sendo todo advérbio um adjunto adverbial, a classificação é a mesma. Algumas classificações listadas abaixo só possuem tal valor na forma de locução, não admitindo apenas o advérbio (então, na classificação abaixo estarão além das dos advérbios, algumas excepcionais às locuções). As preposições também seguem uma norma circunstâncial própria das preposições. Abaixo de cada classificação, você pode conferir alguns exemplos:
Afirmação
-
- Certamente ele voltará.
- Com certeza fará sol amanhã.
Assunto
-
- Falavam de futebol.
- Foi sobre o aquecimento global o assunto da reportagem.
Causa
-
- Ela tremia de medo.
- Morreram por asfixia.
Companhia
-
- Passeava com os irmãos.
- Limpava tudo sem vontade.
Comparação
-
- Seus livros são tão bons quanto os de Assis Brasil.
- Aqui faz mais calor que no Reino Unido.
Concessão
-
- Foi à praia apesar do mau tempo.
- Ainda que você tente de tudo, nada vai me fazer mudar de ideia.
Condição
-
- Sem estudo, não passarás.
- Apresse-se senão atrasar-se-á.
Conformidade
-
- Agimos conforme a lei.
- O Haiti foi devastado por mais abalos sísmicos, de acordo com o jornal.
Consequência
-
- Estavam tão entusiasmados com a festa que nem perceberam escurecer.
Destino
-
- Viajamos para Luanda.
- O prêmio do sorteio vai para o número 55.
Dúvida
-
- Irei provavelmente às dez horas.
- Talvez façamos hoje.
Estado
-
- O oxigênio está no estado gasoso.
Finalidade
-
- Vivia para comer.
- Irei para Açores a fim de descansar.
Intensidade
-
- Estava muito pálida.
- Tivemos azar demasiadamente.
Instrumento
-
- Cortou-se com a navalha.
Lugar
-
- Deixamos o carro naquela praça.
- Morei em Porto Alegre.
Meio
-
- Só viajavam de trem.
Modo
-
- Maria sai apressadamente.
- Lentamente a luz do sol avançava sobre a relva.
Negação
-
- Não quero você aqui.
- Ele nunca o viu.
Origem
-
- Sou de Pernambuco.
Tempo
-
- Nós discutimos ontem.
- Nasceu no ano passado.
Aposto (a = próximo; posto próximo) é o termo acessório da oração que se anexa a um substantivo ou pronome substantivo para esclarecer, desenvolver, resumir ou especificar a ideia expressa. Basicamente, em cada caso em que é utilizado, assemelha-se a uma expressão sinônima (termo apositivo). Classifica-se em:
[editar] Aposto explicativo
Explica ou esclarece o substantivo ao qual se refere. Vem sempre isolado na frase. Pode ser isolado por vírgulas, travessões, dois pontos ou parenteses. Exemplos:
- Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, morreu enforcado.
- A pele dele, muito clara, foi queimada pelo sol.
- Nosso dia, demasiadamente cansativo, foi bem aproveitado.
[editar] Aposto enumerativo
Enumera os elementos citados anteriormente. Exemplos:
- Comprei tudo: arroz, feijão, batata e cenoura.
- Introdução, desenvolvimento, clímax e desfecho: a história.
- Irei a vários lugares: Macau, Galíza, Brasil e Timor-Leste.
[editar] Aposto resumitivo
Resume em um substantivo ou pronome substantivo os elementos citados anteriormente. Exemplos:
- Comprei arroz, feijão, batata, e cenoura, tudo em promoção.
- Irei a Macau, Galíza, Brasil e Timor-Leste, lugares onde fala-se o português.
[editar] Aposto especificativo
Especifica ou individualiza um substantivo de uso genérico. Normalmente é um nome próprio de pessoa ou lugar. Não é isolado por vírgulas. Exemplos:
- Visitei a cidade de São Paulo.
- Gosto do poeta Carlos Drummond de Andrade.
- Andei lendo mais histórias de terror.
Oração Subordinada é toda oração que depende de outra sintaticamente.
Ver módulo principal: Oração Subordinada Substantiva
OSSA (Oração Subordinada Substantiva Apositiva) é uma oração que possui valor apositivo, isto é, de aposto:
- Te digo francamente: que tua matéria do jornal não é de bom grado.
- Falarei mais uma vez: que vá visitá-la no hospital.
- Peço-lhe apenas uma coisa: que tenha dó de todos!
O vocativo é um termo acessório da oração que tem valor exclamativo, servindo para interpelar alguém ou alguma coisa. O vocativo não pertence nem ao sujeito, nem ao predicado, é sempre separado com vírgulas. Podem pertencer ao vocativo, substantivos, adjuntos adnominais (artigos, adjetivos e pronomes adjetivos) e pronomes retos da segunda pessoa. Pela colocação do vocativo, na frase ele pode ser posto:
-
- Agora, Marcelo, pode empreste-me seu telefone?
- Não brinque com fogo, garoto.
-
- Veja, meu filho, que linda moça.
- Lembre-se, mamãe, de deixar a luz acesa.
-
- Tivemos sorte, garoto, de ninguém nos ver.
- Amanhã haverá, senhor prefeito, uma inauguração.
Período composto é aquele período que possui mais de uma oração. No período composto as orações podem se estruturar de duas maneiras diferentes o que vem ocasionar em dois tipos de período composto: o período composto por coordenação e o período composto por subordinação.
[editar] Por coordenação
Apresenta as orações sintaticamente independentes entre si, ou seja, uma oração não exerce função sintática em relação à outra. Exemplos (em negrito as conjunções, sublinhado os verbos):
- Dito e feito.
- Todos riram, mas eu não achei engraçado.
- Nasci, cresci, casei, tive filhos.
- Veja que tudo saiu errado.
- Saiu de casa, porém voltou tarde.
As orações do período podem ser separadas e continuam com sentido. Exemplo: Saiu de casa. / Voltou tarde. As orações estão com sentido completo.
[editar] Por subordinação
Apresenta orações sintaticamente dependentes entre si, ou seja, uma oração exerce função sintática em relação à outra. Há ainda na língua portuguesa período misto ou período composto por coordenação e subordinação, que é um período que possui tanto oração coordenada como subordinada. Exemplos (em negrito as conjunções, sublinhado os verbos):
- Falei todos os dias que hoje iriamos viajar.
- Vi tudo que é de ruim.
- Seria melhor se tu não tivesses mentido.
- Não teria ido caso você não tivesse cantado e dançado.
- Sabias que ele estava mal mas nada fez.
[editar] Classificação das orações
As orações podem ser:
- Absolutas
- Principais
- Coordenadas
- Assindéticas
- Sindéticas
- Aditivas
- Adversativas
- Alternativas
- Conclusivas
- Explicativas
- Subordinadas
- Adjetivas
- Explicativas
- Restritivas
- Adverbiais
- Causais
- Concessivas
- Condicionais
- Conformativas
- Consecutivas
- Comparativas
- Finais
- Proporcionais
- Temporais
- Substantivas
- Apositivas
- Completivas nominais
- Objetivas diretas
- Objetivas indiretas
- Predicativas
- Subjetivas
- Reduzidas
- Substantivas
- Reduzidas de infinitivo
- Apositivas
- Completivas nominais
- Objetivas diretas
- Objetivas indiretas
- Predicativas
- Subjetivas
- Adverbiais
- Reduzidas de infinitivo
- Causais
- Concessivas
- Condicionais
- Consecutivas
- Finais
- Temporais
- Reduzidas de particípio
- Causais
- Concessivas
- Condicionais
- Temporais
- Reduzidas de gerúndio
- Causais
- Concessivas
- Condicionais
- Temporais
- Adjetivas
- Reduzidas de infinitivo
- Reduzidas de particípio
- Reduzidas de gerúndio
- Coordenadas
- Reduzidas de gerúndio
- Correlacionadas
As orações principais ou subordinantes são as que sofrem alterações quando dispostas a outras orações chamadas subordinadas. Possuem uma estrutura sintática quase completa, e por isso necessitam de outro termo para completá-las. São do período composto pois o termo subordinado possui um verbo (oração). Elas podem ser subordinantes de uma oração adjetiva, adverbial, substantiva ou reduzida. Exemplos de períodos:
A língua portuguesa é muito mais complicada que a inglesa.
- Oração principal/subordinante: A língua portuguesa é muito mais complicada
- Oração subordinada: que a inglesa → oração subordinada adverbial comparativa
As mortes que a doença causou provocou desespero em todos.
- Oração principal/subordinante (na forma regular): Provocou desespero em todos as mortes
- Oração subordinada: que a doença causou → oração subordinada adjetiva restritiva
Todos odiavam-no porque ele já roubara.
- Oração principal/subordinante: Todos odiavam-no
- Oração subordinada: porque ele já roubara → oração subordinada adverbial causal
Fizeram-no revelar tudo.
- Oração principal/subordinante: Fizeram
- Oração subordinada: -no revelar tudo → oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida
Observações: As orações principais podem tanto estarem no início, meio, fim ou ainda dividas no período.
No período composto por subordinação há oração principal (subordinante) e oração(ões) subordinada(s). A oração principal é um termo que depende de sentença que possui verbo, sendo sua estrutura sintática quase completa, necessitando da complementação, que pode ser de substantivo, adjetivo ou advérbio. Pelo fato de o termo complementar ter verbo, será uma oração, e justamente pelo fato de complementar, são dependentes, são subordinados.
[editar] Morfossíntaxe
As orações subordinadas, bem diferentes das coordenadas, possuem uma formação.
[editar] Orações infixas
Quando ocorre a transformação do período (característica comum das orações subordinadas substantivas e adjetivas), ocorre a transmutação do núcleo do termo, de substantivo, adjetivo ou advérbio, para verbo. Veja (o termo/sentença está sublinhado e o núcleo em negrito):
- Período simples: Eu percebi o nosso erro. (termo= objeto direto; núcleo= substantivo)
- Período composto: Eu percebi o que erramos. (sentença= oração objetiva direta; núcleo= verbo)
Ocorreu a transformação de período simples para composto, e a transmutação de núcleo do termo, de substantivo (erro) para verbo (erramos). Sendo o termo no período simples o objeto direto (o nosso erro), no período composto será uma oração objetiva direta (o que erramos), e por seu núcleo transmutado ser um substantivo, é substantiva objetiva direta. Este foi um caso clássico de oração. Estas orações recebem a classificação morfossintática de infixas, justamente por apresentarem mais de uma forma. Mas há exceções: nem todas as orações são infixas.
[editar] Orações fixas
As orações fixas ocorrem quando não há nem palavra primitiva e derivada (radical) do núcleo do termo que seja verbo. O substantivo erro possui o radical err, e o verbo errar. Ao tratarmos de advérbio, é difícil de encontrar o radical com verbo. Exemplo:
-
- Certamente este será um grande desafio.
Não há verbo com o mesmo radical do advérbio certamente, logo, é impossível haver a transformação de períodos, pois não teríamos a transmutação do núcleo do termo.
As orações subordinadas podem possuir várias funções, bem diferentes das orações coordenadas. Podem restringir e específicar qualidades, explicar, ter função de advérbio e denotar causa e fatos futuros, procedentes, além de poder ter função de termo acessório (mas não ser um termo acessório), termo integrante (mas não ser um termo integrante) e termo essencial (mas não ser um termo essencial):
- As orações que são subordinadas exercem relação sintática à principal - Função qualificativa
- Não durmi, até que chegou a noite e adormeci - Função adverbial
- São todas sindéticas porque possuem sindeto, que é a conjunção - Função causal e qualificativa
- Fizeram tudo que nem perceberam que a chuva cessara - Denota consequência e termo integrante
Observações: Tanto as orações fixas quanto as infixas possuem função.
[editar] Classificação
Ver módulo principal: Classificação das orações subordinadas
As orações subordinadas infixas são classificadas de acordo com o termo e o núcleo deste termo transmutados. Já as orações fixas são classificas de acordo com sua função. É fácil de identificá-las, pois cada uma acontece em casos diferentes, com conjunções diferentes e diferentes estruras sintáticas. Nas páginas de cada tipo de oração, você encontrará estas informações.
A oração subordinada é aquela que exerce função sintática em relação à outra. Se a função sintática que a oração subordinada exerce for própria de substantivo, então a oração se classifica como oração subordinada substantiva. Se a função sintática que a oração subordinada exerce for própria de adjetivo, então a oração se classifica como oração subordinada adjetiva. Se a função sintática que a oração subordinada exerce for própria de advérbio, então a oração se classifica como oração subordinada adverbial.
É descoberta a função das orações no momento em que a oração absoluta (período simples) é transformada em subordinada ou reduzida (período composto). A mudança que ocorre no núcleo das orações do período composto em relação ao vocábulo transmutado, determina se a oração é substantiva, adjetiva ou adverbial. Sabido disto, conclui-se que se não há palavra para se transmutar (nestes casos, o núcleo), não pode ocorrer a transformação oracional. Exemplo, o verbo haver possui sua raíz apenas no verbo, no verbo haver, logo, não se tem transformação oracional (a mesma sentença pode apenas ser subordinada). Já o verbo receber apresenta em diferentes classificações de palavras a sua raíz, em substantivo (recibo) e em adjetivo (recebido), então, pode-se ocorrer a transformação de períodos. Tradicionalmente, quando não há transformação das orações elas são chamadas de fixas, e quando se pode transformá-las, elas são infixas. Elas se dividem em dois tipos, desenvolvidas e reduzidas:
Orações desenvolvidas
Ver também: Adjetivo e Conjunção
As orações subordinadas adjetivas são as que exercem função de adjetivo sobre a oração principal. São as orações que modifcam a outra. Essas orações são sempre indroduzidas por pronomes relativos [que, quem, qual (is), cujo (a), cujos (as), quanto (a), quantos (as) e onde], seguidos por pronome demonstrativo nos casos em que o sujeito da frase já foi citado anteriormente. É muito comum vermos frases com esse tipo de oração na colocação irregular. São adjetivas pois quanto estas em forma de oração absoluta transformam-se em adjetivo, sendo a maioria orações infixas:
- Entre aqueles, apenas os que possuem educação deveriam ter privilégios. (período composto - oração subordinada)
- Entre aqueles, apenas os educados deveriam ter privilégios. (período simples - oração absoluta)
Veja que o adjetivo da oração absoluta pode ser trocado pela oração adjetiva. Elas são classificadas:
[editar] Oração subordinada adjetiva explicativa
As orações subordinadas adjetivas explicativas entre as subordinadas adjetivas são as menos comuns de serem encontradas. É fácil identificá-las, elas sempre estarão isoladas por elementos articuladores (ponto, vírgula e ponto e vírgula). São formadas pelo aposto explicativo:
A bela mulher, a que foi a praia com Rodrigo, está agora nos Estados Unidos.
- Oração principal: A bela mulher, — está agora nos Estados Unidos
- Oração subordinada: a que foi a praia com Rodrigo,
Os três rapazes, os quais os nomes são Felipe, Gabriel e Eduardo, ficaram em casa nas férias.
- Oração Principal Os três rapazes, — ficaram em casa nas férias
- Oração subordinada: os quais os nomes são Felipe, Gabriel e Eduardo,
A capital da Bahia, que já foi também a capital do Brasil, chama-se Salvador.
- Oração Principal: A capital da Bahia, — chama-se Salavador
- Oração subordinada: que já foi também a capital do Brasil,
Aquela garota, a qual chama-se Larissa, mora em Lisboa.
- Oração principal: Aquela garota, — mora em Lisboa.
- Oração subordinada: a qual chama-se Larissa,
[editar] Morfossintaxe
Em frases com período composto por oração subordinada adjetiva explicativa, o sujeito da oração principal (chamado de antecedente) permanece no início da frase, enquanto o predicado no final, entre estes está a oração subordinada:
A bela mulher, a que foi a praia com Rodrigo, está agora nos Estados Unidos.
- Antecedente: A bela mulher,
- Oração subordinada: a que foi a praia com Rodrigo,
- Predicado da oração principal: está agora nos Estados Unidos
[editar] Oração subordinada adjetiva restritiva
As orações subordinadas adjetivas restritivas entre as subordinadas adjetivas são as mais comuns de serem encontradas. Elas não estarão isoladas por vírgula. Elas possuem a função de restringir a função adjetiva apenas a um grupo. Ex.: Apenas ao grupo de pessoas honestas, e não a todas as pessoas. Apenas aos alunos que possuem respeito, e não a todos alunos. Apenas aos educados daquele grupo, e não ao grupo. Isso significa que essas orações agem como superlativas relativas, entre todos de um grupo (Antecedente) apenas os com tal qualidade (Oração subordinada) merecem algo (Predicado da oração principal).
Das pessoas de todo mundo, as que são honestas merecem descansar em paz.
- Oração principal: Das pessoas de todo mundo — merecem descansar em paz
- Oração subordinada: que são honestas
Todos os alunos das escolas, os que são respeitosos deveriam tirar nota máxima.
- Oração principal: Todos os alunos das escolas — deveriam tirar nota máxima
- Oração subordinada: que são respeitosos
Entre aqueles, apenas os que possuem educação deveriam ter privilégios.
- Oração principal: Entre aqueles, — deveriam ter privilégios
- Oração subordinada: apenas os que possuem educação
[editar] Morfossintaxe
Em frases com período formado por estas orações, admite-se a mesma regra morfossintática:
As pessoas que são honestas merecem descansar em paz.
- Antecedente: As pessoas
- Oração subordinada: que são honestas
- Predicado da oração principal: merecem descansar em paz
Pelas regras de colocação, é admitido a forma predicado da OP + antecedente + OSAdj:
Merecem descansar em paz as pessoas que são honestas.
[editar] Sobre o verbo de ligação
Pelo fato de estas orações possuirem papel adjetivo, e que no predicado nominal, o predicado que exerce função de adjunto adnominal existir o verbo de ligação, nestas orações em certos casos há tal verbo:
- 1. Antes ou depois do antecedente quando a frase iniciar com pronome adjetivo:
-
- Aquela é a cidade a qual eu nasci.
- É aquela a cidade a qual eu nasci.
- 2. Antes do pronome adjetivo quando o predicado da oração principal é colocado depois da oração subordinada:
-
- A cidade a qual eu nasci é aquela.
- 3. Após o pronome relativo quando não há verbo principal no núcleo da oração (haverá adjetivo que pode ser substituido com o verbo de ligação por um verbo ou locução) necessitando de complemento:
-
- A cidade a qual sou nascido chama-se Cuiabá - necessita de complemento (chama-se Cuiabá) - sou nascido = nasci
- 4. O complemento pode seguir as regras dos itens 1 e 2:
-
- Cuiabá é a cidade a qual eu nasci.
- A cidade a qual eu nasci é Cuiabá.
Ver também: Advérbio e Conjunção
As orações subordinadas adverbiais são as orações que excercem função de advérbio em relação à oração principal. É muito comum haver verbos e outros termos elipticos nestes e em outros tipos de oração. São orações do período composto sindéticas (possuem conjunção). São ligadas à oração principal através da conjunção subordinativa.
Por estas orações atribuirem uma circunstância à oração principal, são adverbiais. É raro encontrar períodos que podem ser transformados em compostos por orações adverbiais, porque são poucos verbos que possuem o mesmo radical que o advérbio (orações fixas). Por exemplo, não há verbo relacionado ao advérbio ontem, logo, não se tem oração subordinada com este advérbio. Já o advérbio de manhã, possui o verbo amanhecer, logo, é clara a trasformação:
-
- Faço tudo de manhã. - Período simples
- Faço tudo quando amanhecer. - Período composto
O oposto também ocorre, em certas orações é impossível haver advérbio ou locução adverbial que tenha o mesmo significado que a oração subordinada. Por estes fatos, a oração subordinada adverbial é a menos característica, mas a mais significativa. De acordo com a circunstância estabelecida, elas são divididas:
[editar] Oração Subordinada Adverbial Causal
Indicam a circunstância da causa. Ex.: a causa de faltar ao trabalho, a causa do choro, a causa da visita. Conjunções causais: porque, já que, uma vez que, visto que, posto que, por isso que, porquanto, como, pois, etc
Não fui trabalhar, já que peguei gripe.
- Oração Principal: Não fui trabalhar
- Oração Sub. Adv. Causal: já que peguei gripe
A menina chorava porque havia caido da bicicleta.
- Oração Principal: A menina chorava
- Oração Sub. Adv. Causal: porque havia caido da bicicleta
Ele foi visitar a prima já que ela estava com hipertensão.
- Oração Principal: Ele foi visitar a prima
- Oração Sub. Adv. Causal: já que ela estava com hipertensão
[editar] Oração Subordinada Adverbial Comparativa
Compara com a oração principal (veja: grau). Conjunções comparativas: maior que, mais que, menor que, menos que, melhor que, pior que, que nem, qual tal, parecido quanto, tão quanto, tanto como, semelhante como, como, bem como, etc
Os olhos dela eram tão lindos quanto era o céu.
- Oração Principal: Os olhos dela eram tão lindos
- Oração Sub. Adv. Comparativa: quanto era o céu
Ele fazia as coisas mais lentamente que o andar de uma tartaruga.
- Oração Principal: Ele fazia as coisas mais lentamente
- Oração Sub. Adv. Comparativa: que o andar de uma tartaruga
A multidão gritava mais alto que o som feito pelas caixas de som.
- Oração Principal: A multidão gritava mais alto
- Oração Sub. Adv. Comparativa: que o som feito pelas caixas de som
[editar] Oração Subordinada Adverbial Concessiva
Indicam uma ideia ou um fato insistente. O verbo destas orações estará no subjuntivo (no pretérito imperfeito, presente ou futuro), mas por tanto utilizado o modo indicativo nestas orações, também é admitido (assim como no português arcaico). Conjunções Concessivas: nem que, por mais que, por menos que, ainda que, ainda se, ainda quando, se bem que, mesmo que, posto que, suposto que, embora, conquanto, etc
Ele não se mexia por mais que eu tentasse mexê-lo.
- Oração Principal: Ele não se mexia
- Oração Sub. Adv. Concessiva: por mais que eu tentasse mexê-lo
Ainda que você tente de tudo, nada vai me fazer mudar de ideia.
- Oração Principal: nada vai me fazer mudar de ideia
- Oração Sub. Adv. Concessiva: Ainda que você tente de tudo
Nem quando eu me atirar de um desfiladeiro ele fará algo assim.
- Oração Principal: ele fará algo assim
- Oração Sub. Adv. Concessiva: Nem quando eu me atirar de um desfiladeiro
[editar] Oração Subordinada Adverbial Condicional
Indicam a condição, que aquilo só ocorreria se algo estivesse de tal modo. Conjunções condicionais: senão, se, caso, que, desde que, contanto que, uma vez que, a menos que, sem que, a não ser que, salvo se, exceto se., etc
Não farão nada, exceto se me prometerem uma coisa.
- Oração Principal: Não farão nada
- Oração Sub. Adv. Condicional: exceto se me prometerem uma coisa
Não serão expulsos caso cumpram as nossas regras.
- Oração Principal: Não serão expulsos
- Oração Sub. Adv. Condicional: caso cumpram as nossas regras
Encomendarei comida a não ser que você não esteja com fome.
- Oração Principal: Encomendarei comida
- Oração Sub. Adv. Condicional: a não ser que você não esteja com fome
[editar] Oração Subordinada Adverbial Conformativa
Indicam a conformidade. É separada com vírgula. Conjunções Conformativas: como que, conforme o que, segundo o que, de acordo com que, consoante, etc
Conforme o que o médico dizia, o câncer é uma modificação celular.
- Oração Principal: o câncer é uma modificação celular
- Oração Sub. Adv. Conformativa: Conforme o que o médico dizia
Segundo o que estava escrito na revista, o cantor casou-se com a atriz.
- Oração Principal: o cantor casou-se com a atriz
- Oração Sub. Adv. Conformativa: Segundo o que estava escrito na revista
O Haiti foi devastado por mais abalos sísmicos, de acordo com o que estava escrito no jornal.
- Oração Principal: O Haiti foi devastado por mais abalos sísmicos
- Oração Sub. Adv. Conformativa: de acordo com o que estava escrito no jornal
[editar] Oração Subordinada Adverbial Consecutiva
Indicam a consequência do fato, o que ocorreu após o fato. Conjunções Consecutivas: que, de modo que, de forma que, tanto que, etc
Ela assustava os outros de modo que todos acabavam se apavorando.
- Oração Principal: Ela assustava os outros
- Oração Sub. Adv. Consecutiva: de modo que todos acabavam se apavorando
Estavam tão entusiasmados com a festa que nem perceberam escurecer.
- Oração Principal: Estavam tão entusiasmados com a festa
- Oração Sub. Adv. Consecutiva: que nem perceberam escurecer
Falavam tão baixo de forma que todos precisavam se aproximar para ouvir.
- Oração Principal: Falavam tão baixo
- Oração Sub. Adv. Consecutiva: de forma que todos precisavam se aproximar para ouvir
[editar] Oração Subordinada Adverbial Final
Indicam a circunstância de Fim, a finalidade da tal fato. Conjunções Finais: para que, a fim de que, que, porque, etc
Queria ir para casa para que pudesse acabar meus deveres.
- Oração Principal: Queria ir para casa
- Oração Sub. Adv. Final: para que pudesse acabar meus deveres
Largaria meu emprego a fim de que houvesse mais tempo livre.
- Oração Principal: Largaria meu emprego
- Oração Sub. Adv. Final: a fim de que houvesse mais tempo livre
Gostaria de voltar no tempo para que eu pudesse consertar meus erros.
- Oração Principal: Gostaria de voltar no tempo
- Oração Sub. Adv. Final: para que eu pudesse consertar meus erros
[editar] Oração Subordinada Adverbial Proporcional
Indicam proporcionalidade. Não confunda estas com as comparativas, a proporção indica que se tal fato ocorresse com tal intensidade, outro fato ocorreria com a mesma intensidade. São separadas das orações principais com vírgula. Conjunções proporcionais: à medida que, assim que, à proporção que, quanto mais, quanto menos, tanto mais, tanto menos, enquanto, etc
Quanto mais chuva cair, mais enchente haverá.
- Oração Principal: Quanto mais chuva cair
- Oração Sub. Adv. Proporcional: mais enchente haverá
À medida que aumentar mais a renda per capita, diminuirá assim também o número de pessoas com fome.
- Oração Principal: À medida que aumentar a renda per capita
- Oração Sub. Adv. Proporcional: diminuirá assim também o número de pessoas com fome.
Quanto mais o tempo passava, com mais remorsos do acidente ele ficava.
- Oração Principal: com mais remorsos do acidente ele ficava
- Oração Sub. Adv. Proporcional: Quanto mais o tempo passava
[editar] Oração Subordinada Adverbial Temporal
Indicam o período do tempo em que ocorre a oração principal. Conjunções temporais: que, assim que, logo que, logo quando, até que, depois que, antes que, desde que, sempre quando, sempre que, toda vez que, toda vez quando, enquanto, etc
Isto me ocorre sempre quando estou com raiva.
- Oração Principal: Isto me ocorre
- Oração Sub. Adv. Temporal: sempre quando estou com raiva
Desde que ele faleceu ela vive tristemente.
- Oração Principal: ela vive tristemente
- Oração Sub. Adv. Temporal: Desde que ele faleceu
Eu ouvia cochichos na hora em que eu falava.
- Oração Principal: Eu ouvia cochichos
- Oração Sub. Adv. Temporal: na hora em que eu falava.
Ver também: Substantivo e Conjunção integrante
As orações subordinadas substantivas são classificadas de acordo com a função sintática que elas exercem. Seus núcleos, os verbos, são postos a partir de um núcleo de um termo de função substantiva, que são os seguintes: sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito, aposto.
São sindéticas (possuem conjunção) e introduzidas pelas conjunções integrantes que e se. Quase sempre são orações infixas.
[editar] Oração subordinada substantiva subjetiva
É aquela que exerce a função de sujeito em relação ao verbo da oração principal. Vem introduzida pela conjunção subordinativa integrante que ou se. Possui função de sujeito, por possuir na oração principal apenas o predicado, ou ainda por não se saber ao certo quem é o sujeito se tomarmos em base apenas a oração principal (sujeito indeterminado).
É necessário que todos colaborem.
- 1ª oração: É necessário → oração principal.
- 2ª oração: que todos colaborem. → oração subordinada substantiva subjetiva.
A oração subordinada substantiva subjetiva ocorre quando, na oração principal, são encontrados verbos nas seguintes condições:
- Verbo unipessoal e intransitivo:
Acontece que ele é alérgico.
É pouco provável que exista vida em outro planeta.
Foi exigido que se apresentassem as carteiras de identidade.
Sabe-se que esta é a melhor solução.
[editar] Oração subordinada substantiva objetiva direta
É aquela que exerce a função de objeto direto em relação ao verbo da oração principal. Nesse caso, o verbo da oração principal é transitivo direto, porém, também pode ser um verbo transitivo direto e indireto. Vem introduzida pelas conjunções subordinativas integrantes que - se. É objetiva direta porque no período simples possui função de objeto direto. Veja:
- Período composto: Nós queremos que ele participe da nossa equipe.
- Período simples: Nós queremos o participante na nossa equipe.
Nota-se que os termos que ele participe da nossa equipe é idêntico quanto ao significado do objeto direto do verbo querer, o participante da nossa equipe (quem quer, quer algo). Sendo o núcleo do objeto direto um substantivo, participante, a oração é substantiva, e por ser objeto direto, substantiva objetiva direta.
- 1ª oração: Nós queremos → oração principal.
- 2ª oração: que ele participe da nossa equipe. → oração subordinada substantiva objetiva direta.
Ninguém podia dizer que acertara o teste.
- 1ª oração: Ninguém podia dizer → oração principal
- 2ª oração: que acertara o teste. → oração subordinada substantiva objetiva direta
Quando sa oração subordinada refere-se a coisas, utiliza-se antes da conjunção integrante um pronome demonstrativo:
Todos esperavam o que era de melhor.
- 1ª oração: Todos esperavam → oração principal.
- 2ª oração: o que era de melhor. → oração subordinada substantiva objetiva direta.
[editar] Oração subordinada substantiva objetiva indireta
É aquela que exerce a função de objeto indireto em relação ao verbo da oração principal. Nesse caso, o verbo da oração principal é transitivo indireto e a conjunção subordinativa vem precedida de preposição, expressa ou não. Vem introduzida pelas conjunções subordinativas integrantes que — se. É objetiva indireta porque no período simples possui função de objeto indireto. Veja:
- Período composto: Esqueci de que ele buscaria.
- Período simples: Esqueci da busca.
Nota-se a igualdade sintática dos termos em destaques, são idênticos, ambos exercem a função de objeto indireto, no período composto, sobre a oração principal, e no período simples, sobre o verbo esquecer (quem esquece, esquece de algo). Sendo o núcleo do objeto indireto o substantivo busca, a oração é substantiva objetiva indireta.
- 1ª oração: Esqueci → oração principal.
- 2ª oração: de que ele buscaria. → oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Não gosto de que você saia à noite.
- 1ª oração: Não gosto → oração principal.
- 2ª oração: de que você saia à noite. → oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Estamos a nos lembrar de que o incêndio foi acidental.
- 1ª oração: Estamos a nos lembrar → oração principal.
- 2ª oração: de que o incêndio foi acidental. → oração subordinada substantiva objetiva indireta.
[editar] Oração subordinada substantiva completiva nominal
É aquela que exerce a função de complemento nominal. Nesse caso a oração completa o sentido de um nome (substantivo ou adjetivo) da oração principal, e a conjunção subordinativa vem precedida de preposição, expressa ou não. Vem introduzida pelas conjunções subordinativas integrantes que — se. É completiva nominal porque no período simples possui função de complemento nominal. Veja:
- Período composto: Há esperanças de que comemoremos nesta semana.
- Período simples: Há esperanças de comemoração nesta semana.
Veja que os termos destacados possuem o mesmo sentido e ambos estão relacionados ao nome esperanças. Sendo o núcleo do complemento nominal o substantivo comemoração, a oração subordinada é subtantiva e é completiva nominal porque exerce esta função.
- 1ª oração: Há esperanças → oração principal.
- 2ª oração: de que comemoremos nesta semana. → oração subordinada substantiva completiva nominal.
Às vezes você tem dúvida de que seus amigos sejam boas companhias.
- 1ª oração: Às vezes você tem dúvida → oração principal.
- 2ª oração: de que seus amigos sejam boas companhias. → oração subordinada substantiva completiva nominal.
Tenho conclusões de que haverá paz no futuro.
- 1ª oração: Tenho conclusões → oração principal.
- 2ª oração: de que haverá paz no futuro. → oração subordinada substantiva completiva nominal.
[editar] Oração subordinada substantiva predicativa
É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal. Nesse caso, o verbo que antecede a conjunção subordinativa é um verbo de ligação. O sujeito da oração principal nunca é concreto, sempre abstrato, visto que a função destas orações é especificar a realidade de algo imaginário. Vêm introduzidas pelas conjunções subordinativas integrantes que — se. É predicativa porque no período simples possui função de predicativo do sujeito. Veja:
- Período composto: Minha teoria foi que tudo formou-se há bilhões de anos.
- Período simples: Minha teoria foi a formação de tudo há bilhões de anos.
Os termos destacados são essenciais para o entendimento da frase, pois a morfossíntexe desses períodos exige uma especificação que é atribuída no predicativo do sujeito. Sendo o núcleo do predicativo do sujeito o substantivo formação, a oração é substantiva, e por apresentar-se em oração o predicativo, a oração é substantiva predicativa.
- 1ª oração: Minha teoria foi → oração principal.
- 2ª oração: que tudo formou-se há bilhões de anos. → oração subordinada substantiva predicativa.
Minha sugestão seria que convocasse a todos.
- 1ª oração: Minha sugestão seria → oração principal.
- 2ª oração: que convocasse a todos. → oração subordinada substantiva predicativa.
Meu desejo era que me dessem uma camisa.
- 1ª oração: Meu desejo era → oração principal.
- 2ª oração: que me dessem uma camisa → oração subordinada substantiva predicativa.
[editar] Oração subordinada substantiva apositiva
É aquela que exerce a função de aposto em relação a um termo da oração principal. Quando o aposto representar enumeração, a oração é separada por dois-pontos ou travessão. Quando representar resumo da oração principal, haverá o pronome substantivo tudo. Vem introduzida pela conjunção subordinativa integrante que — se, podendo vir expressa ou não. É apositiva porque no período simples possui função de aposto. Veja:
- Período composto: Nos disseram isto em poucas palavras: que suporiam os fatos.
- Período simples: Nos disseram isto em poucas palavras: haveria suposições dos fatos.
A oração é subordinada apositiva porque no período simples, exerce função de aposto esfecificativo sobre o termo isto. No período composto, a função de aposto é atribuída à oração principal. É considerada substantiva porque seu núcleo, suposições, é substantivo.
- 1ª oração: Nos disseram isto em poucas palavras → oração principal.
- 2ª oração: que suporiam os fatos. → oração subordinada substantiva apositiva.
Nos casos de aposto enumerativo, temos, por exemplo, este caso:
Faço tudo que me pedes.
- 1ª oração: Faço tudo → oração principal.
- 2ª oração: que me pedes. → oração subordinada substantiva apositiva.
E com aposto resumitivo:
A decisão do mistério é a seguinte: que todos se unam contra o mosquito transmissor da dengue.
- 1ª oração: A decisão do ministério é a seguinte → oração principal.
- 2ª oração: que todos se unam contra o mosquito transmissor da dengue. → oração subordinativa substantiva apositiva.
As orações coordenadas são orações sintaticamente independentes entre si, mas que geralmente tem alguma relação de significado no contexto em que se encontram. Elas são ligadas pelas conjunções coordenativas ou através de sinais de pontuação, como a vírgula:
Não queria sair, nem ficar em casa; e, muito menos, ir ao parque com minha sobrinha
O período anterior possui três orações: Não queria sair, nem ficar em casa e e muito menos ir ao parque com minha sobrinha. Veja que é clara a relação de independência, pois as orações possui sentido completo:
- Não queria sair.
- Não queria ficar em casa.
- Não queria ir ao parque com a minha sobrinha.
Com isso concluimos que as demais orações não dependem uma da outra, apenas dependem do núcleo da oração, o verbo queria (sendo que não, um advérbio, modifica o núcleo), então, estas orações são coordenadas. São classificadas em coordenadas sindéticas e assindéticas.
As orações coordenadas possuem a função de enumerar fatos e consequências, denotar certa imperfeição, alternar, explicar, concluir:
- Fiz tudo, fui à loja, paguei as contas, fui à farmacia e ao supermercado - Enumeração de fatos (Assindéticas e Sindética aditiva)
- Fiz tudo rápido, mas cansei bastante - Denotação de imperfeição (Sindética adversativa)
- Ou primeiro iria à loja ou à farmácia - Denotação de alternância (Sindética alternativa)
Veremos isso nas próximas páginas.
As orações coordenadas sindéticas são aquelas introduzidas pelas conjunções coordenativas.
As orações coordendas sindéticas recebem o nome das conjunções coordenadas que as introduzem, portanto, as orações coordenadas sindéticas podem ser:
[editar] Oração Coordenada Sindética Aditiva
As orações aditivas expressam ideia de acréscimo ou adição à oração anterior. Nunca são usadas as vírgulas antes destas quando o sujeito da oração anterior e o da oração coordenada é o mesmo, nos demais casos é opcional seu uso. Conjunções coordenativas aditivas: e, nem, bem como, não só... mas também, não só... como também, não só... mas ainda, não só... bem como.
Peguei a mochila e fui para a escola.
- Oração coordenada aditiva: e fui para a escola
Não só teve esta ideia, mas também a faz.
- Oração coordenada aditiva: mas também a faz
[editar] Oração Coordenada Sindética Adversativa
As orações adversativas expressam ideia de oposição ou contraste à oração anterior. Antes da conjunção adversativa sempre haverá vírgula. Conjunções coordenativas adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, antes (no sentido de pelo contrário).
Ele preparou-se bem, mas não passou no teste.
- Oração coordenada adversativa: mas não passou no teste
Chegamos adiantados, todavia não os convidados.
- Oração coordenada adversativa: todavia não os convidados
[editar] Oração Coordenada Sindética Alternativa
As orações alternativas expressam ideia de escolha ou alternativa com referência à oração anterior. Entre uma oração alternativa e outra é obrigatório o uso da vírgula, nos demais casos é opcional usá-la. Conjunções coordenativas alternativas: ou, ou... ou; ora... ora; quer... quer; seja... seja.
Entre já na sala ou perderá o exame.
- Oração coordenada alternativa: ou perderá o exame
Ora ele é tímido, ora não é.
- Oração coordenada alternativa: Ora ele é tímido,
- Oração coordenada alternativa: ora não é
[editar] Oração Coordenada Sindética Conclusiva
As orações conclusivas expressam ideia de conclusão de algo enunciado na oração anterior. São sempre colocadas após a vírgula. Conjunções coordenativas conclusivas: portanto, logo, por isso, por consequência, por conseguinte, então, pois (após o verbo da oração coordenada e entre elementos articuladores - vírgula e ponto e vírgula).
Ele fez um ótimo trabalho, portanto merece a nota máxima.
- Oração coordenada conclusiva: portanto merece a nota máxima
Não pactua com a ordem; é, pois, um rebelde.
- Oração coordenada conclusiva: é, pois, um rebelde
[editar] Oração Coordenada Sindética Explicativa
As orações explicativas expressam ideia de explicação, conselho ou justificativa em relação à oração anterior. O verbo geralmente estará no imperativo e sempre haverá vírgula para introduzi-las. Conjunções coordenativas explicativas: que, porque, porquanto, pois (antes do verbo).
Não corra, já que você pode tropeçar.
- Oração coordenada explicativa: já que você pode tropeçar
Dê o melhor de si, que você conseguirá vencer seus desafios.
- Oração coordenada explicativa: que você conseguirá vencer seus desafios
As orações assindéticas são orações coordenadas, ou seja, não possuem relação sintática com a oração principal. Estas, ao contrário das sindéticas, não são ligadas por conjunções. Estas são ligadas por elementos articuladores, o ponto, a vírgula e o ponto e vírgula. São formadas por um fenômeno chamado de assíndeto. Exemplos de frases:
Todos estavam com fome, não comiam há horas.
Nas assindéticas carece síndeto; síndetos são conjunções; conjunções ligam orações.
Eles não queriam nada. Estavam com sono.
Estas são raras em línguagem coloquial, é mais fácil vermos os seguintes exemplos:
Todos estavam com fome já que não comiam há horas. Oração Subordinada Adverbial Causal
Nas assindéticas carece síndeto, que são conjunções que ligam orações. Oração Subordinada Adjetiva Explicativa/ Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Eles não queriam nada pois estavam com sono. Oração Subordinada Adverbial Causal
Como você viu, não existem segredos para o estudo das coordenadas assindéticas.
São denominadas orações reduzidas aquelas que apresentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo pessoal, gerúndio e particípio).
Ao contrário das demais orações subordinadas, as desenvolvidas, as reduzidas não são ligadas através de conectivo, basicamente o nome já diz tudo, são orações ao pé da letra, "reduzidas".
O quadro abaixo mostra a transformação de orações, e em negrito o termo sintático transmutado e entre paretêses a classificação do termo:
| Oração absoluta |
Oração desenvolvida |
Oração reduzida |
| A minha vontade é a dança a todos. (predicativo) |
A minha vontade é que todos dançem. (oração des. predicativa) |
A minha vontade é todos dançarem. (oração red. predicativa) |
| Ele acordou na manhã. (adjunto adv. de tempo) |
Ele acordou quando amanheceu. (oração des. temporal) |
Ele acordou ao amanhecer. (oração red. temporal) |
| Apostei os números pedidos. (adjunto adnominal) |
Apostei os números que pediste. (oração des. adjetiva) |
Apostei os números pedidos. (oração red. adjetiva) |
Observações:
- Algumas orações adjetivas reduzidas de particípio são idênticas às absolutas, fato que ocorre pelo adjetivo muitas vezes ser derivado do particípio, ou seja, são iguais.
- A semântica preposicinal algumas vezes torna impossível manter a mesma preposição da locução conjuntiva, visto que na maioria das preposições é inaceitável a junção com o advérbio não (apenas as preposições com/sem possuem antônimo). Um exemplo é a locução a não ser que.
A oração reduzida é classificada de acordo com a sua função e o verbo nominal:
[editar] Oração substantiva reduzida
Ver também: Oração Subordinada Substantiva
Oração Subordinada Substantiva Reduzida do Infinitivo
Subjetiva
-
- É necessário todos colaborarem. (É necessário que todos colaborem.)
- É pouco provável existir vida em outro planeta. (É pouco provável que exista vida em outro planeta.)
Objetiva direta
-
- Ninguém podia dizer acertar o teste.(Ninguém podia dizer que acertara o teste.)
- Lembramos ser seu aniversário. (Lembramos que era seu aniversário.)
Objetiva indireta
-
- Não gosto de você sair à noite. (Não gosto de que você saia à noite.)
- Estamos a nos lembrar de o incêndio ser acidental. (Estamos a nos lembrar de que o incêndio foi acidental.)
Predicativa
-
- Minha sugestão seria convocar a todos. (Minha sugestão seria que convocasse a todos.)
- Meu desejo era me darem uma camisa. (Meu desejo era que me dessem uma camisa.)
Completiva nominal
-
- Há esperanças de comemorarmos nesta semana. (Há esperanças de que comemoremos nesta semana.)
- Tenho conclusões de haver paz no futuro. (Tenho conclusões de que haverá paz no futuro.)
Apositiva
-
- Pediram aos alunos uma coisa: eles comparecerem ao desfile. (Pediram aos alunos uma coisa: que eles comparecessem ao desfile.)
- A decisão é a seguinte: se unirem contra o mosquito da dengue. (A decisão é a seguinte: que se unam contra o mosquito da dengue.)
[editar] Oração adverbial reduzida
Ver também: Oração Subordinada Adverbial
Nas orações reduzidas adverbiais, muitas vezes a conjunção é substituida por preposição, devido à circunstância indicada da preposição à oração. Algumas, não possui se quer valor semântico, como a preposição a, na locunção de maneira que → de maneira a.
Oração Subordinada Adverbial Reduzida do Infinitivo
Causal
-
- Não fui trabalhar por pegar gripe . (Não fui trabalhar já que peguei gripe.)
- A menina chorava por haver caido da bicicleta. (A menina chorava porque havia caido da bicicleta.)
Concessiva
-
- Ele não se mexia por mais eu tentar. (Ele não se mexia por mais que eu tentasse.)
- Ainda você tentar de tudo, nada vai me fazer mudar de ideia. (Ainda que você tente de tudo, nada vai me fazer mudar de ideia.)
Condicional
-
- Não serão expulsos ao cumprirem as nossas regras. (Não serão expulsos caso cumpram as nossas regras.)
- Não encomendarei comida a você sem estar com fome. (Encomendarei comida a não ser que você não esteja com fome.)
Consecutiva
-
- Ela assustava os outros de modo a todos acabarem se apavorando. (Ela assustava os outros de modo que todos acabavam se apavorando.)
- Falavam baixo de forma a todos precisarem se aproximar para ouvir. (Falavam baixo de forma que todos precisavam se aproximar para ouvir.)
Final
-
- Gostaria de voltar no tempo para concertar meus erros. (Gostaria de voltar no tempo para ter que consertar meus erros.)
- Faria tudo para eu voltar a ser feliz. (Faria tudo para que eu voltasse a ser feliz)
Temporal
-
- Só farão isso ao me prometerem uma coisa. (Só farão isso quando me prometerem uma coisa.)
- Rimos depois de descobrirmos a verdade. (Rimos depois que descobrimos a verdade.)
Oração subordinada adverbial reduzida do Gerúndio
Causal
-
- Pegando gripe, já não fui trabalhar. (Não fui trabalhar já que peguei gripe.)
- Havendo cair da bicicleta, a menina chorava. (A menina chorava porque havia caido da bicicleta.)
Concessiva
-
- Por mais eu tentando, ele não se mexia. (Ele não se mexia por mais que eu tentasse.)
- Ainda você tentando de tudo, nada vai me fazer mudar de ideia. (Ainda que você tente de tudo, nada vai me fazer mudar de ideia.)
Condicional
-
- Cumprindo as nossas regras, não serão expulsos. (Não serão expulsos caso cumpram as nossas regras.)
- Você não estando com fome, não encomendarei comida. (Encomendarei comida a não ser que você não esteja com fome.)
Temporal
-
- Só farão isso me prometendo uma coisa. (Só farão isso quando me prometerem uma coisa.)
- Descobrindo a verdade, rimos depois. (Rimos depois que descobrimos a verdade.)
Oração Subordinada Adverbial Reduzida do Particípio
Causal
-
- Não fui trabalhar já pegada gripe. (Não fui trabalhar já que peguei gripe.)
- A menina chorava caida da bicicleta. (A menina chorava porque caiu da bicicleta.)
Concessiva
-
- Ele não se mexia por mais eu tentado. (Ele não se mexia por mais que eu tentasse.)
- Ainda você tentado de tudo, nada vai me fazer mudar de ideia. (Ainda que você tente de tudo, nada vai me fazer mudar de ideia.)
Condicional
-
- Cumpridas as nossas regras, não serão expulsos. (Não serão expulsos caso cumpram as nossas regras.)
- Não estado você com fome, não encomendarei comida. (Encomendarei comida a não ser que você não esteja com fome.)
Temporal
-
- Só farão isso prometida uma coisa. (Só farão isso quando me prometerem uma coisa.)
- Rimos depois de descoberta a verdade. (Rimos depois que descobrimos a verdade.)
[editar] Oração adjetiva reduzida
Ver também: Oração Subordinada Adjetiva
As adjetivas podem ser introduzidas por preposição.
Oração Subordinada Adjetiva Reduzida do Infinitivo
-
- Jornais a compreender o leitor são os melhores. (Jornais que compreendem o leitor são os melhores.)
- Vi uma senhora a tricotar. (Vi uma senhora que tricotava)
Oração Subordinada Adjetiva Reduzida do Gerúndio
-
- Elas estando a visitá-lo se admiraram. (Elas que estavam a visitá-lo se admiraram.)
- Reparei numa criança chorando. (Reparei numa criança que chorava)
Oração Subordinada Adjetiva Reduzida do Particípio
-
- Os garotos desaparecidos foram encontrados. (Os garotos que desapareceram foram encontrados.)
- Os animais mandados para o zoológico são da África. (Os animais que estávamos a mandar para o zoológico são da África.)
[editar] Oração coordenada reduzida
Ver também: Oração Coordenada Sindética
Oração Coordenada Sindética Reduzida do Gerúndio
Aditiva
-
- Peguei a mochila indo para a escola. (Peguei a mochila e fui para a escola.)
- Falarei contigo tomando a decisão. (Falarei contigo e tomarei a decisão.)
As orações correlacionadas são orações coordenadas que possuem uma relação sintática maior que as demais coordenadas, ou orações subordinadas que possuem relação sintática menor que as demais subordinadas. Possuem então, uma relação sintática média em relação a uma oração principal, a outra oração subordinada ou a outra oração coordenada. Esta classificação é criticada pelos gramáticos mais conservadores, e muitas vezes não são admitidas como tais, por isso não entraremos em muitos detalhes sobre estas.
Tendo orações correlacionadas, podemos reconhecê-las pela conjunção correlacional.
A Concordância é o modo em que se organiza uma frase conforme os demais termos. A concordância é muito complexa, já que no português uma unica palavra pode modificar a frase inteira. Iremos estudar a concordância separadamente, em nominal e verbal sendo que a nominal também concorda com a verbal (verbo-nominal). Observe alguns exemplos:
- Nós não estivemos querendo mais sair de casa.
Observe que o Sujeito, Nós concorda com o verbo estar em número (ambos na 1ª pessoa do plural). Como você já viu e provavelmente observou, existe nessa frase um verbo no gerúndio, ocorrendo a forma composta, logo estivemos querendo concorda com quisemos. Nesse exemplo ocorre a concordância verbal e a verbo-nominal. Agora observe:
Observe que no Sujeito Os garotos o artigo concorda com o substantivo em número e gênero. O adjetivo felizes concorda com o sujeito em número, já que este adjetivo não se flexiona em gênero. O verbo eram também concorda com o Sujeito em número. Neste caso ocorre a concordância nominal e a verbo-nominal.
A concordância verbal é como um verbo se comporta com as demais palavras quando alteramos ou construímos uma frase. O verbo pode concordar com a maioria das palavras, mas como sempre existem as exceções.
[editar] Concordância verbal
| Concordância em número e pessoa |
| Artigo |
o |
os |
a |
as |
um |
uns |
uma |
umas |
| Pronome reto |
ele |
eles |
ela |
elas |
ele |
eles |
ela |
elas |
| Pessoa e número |
3ª do s. |
3ª do p. |
3ª do s. |
3ª do p. |
3ª do s. |
3ª do p. |
3ª do s. |
3ª do p. |
A tabela acima mostra em qual número e pessoa o verbo deverá ser flexionado segundo o sujeito que pode ser substituído por um pronome. Observe que o verbo também concorda com o artigo, mas somente com o número e não com o gênero, já que os verbos não são flexionados em gênero. Veja essas frases:
- Eles vestiram uma fantasia.
- (Eles - 3ª pessoa do plural; vestiram - 3ª pessoa do plural)
- As garotas dançavam perfeitamente.
- (As - artigo definido do plural; garotas - núcleo do sujeito, ela; dançavam - 3ª pessoa do plural)
- Eu e ela nos divertiamos.
- (Eu e ela - sujeito, nós; divertiamos - 1ª pessoa do plural)
- Eles e Elas faziam bolos.
- (Eles e Elas - Sujeito, eles; faziam - 3ª pessoa do plural)
- Eu e os garotos fomos à praia.
- (Eu e os garotos - Sujeito, nós; os - artigo definido do plural; fomos - 1ª pessoa do plural)
Como você pode ver acima, o verbo concorda com o sujeito e com o artigo em relação ao número e a pessoa. Porém, existem casos que merecem atenção especial.
Observe as seguintes frases:
- Um grupo passou dançando.
- Um grupo de foliões passou dançando.
- Vários grupos passaram dançando.
- Vários grupos de foliões passaram dançando.
- Vários grupos de foliões dançavam.
Mesmo quando o substantivo é coletivo (respresenta vários seres com certa caracteristica, nesse caso grupo) o verbo pode estar no singular. Isso ocorre porque existe apenas um certo grupo de seres e não vários. Já na 2ª o substantivo está qualificado por um adjunto adnominal ( de foliões). O adjunto adnominal está no plural porque existe um substantivo coletivo (concordância nominal). Quando o verbo está no plural ele concorda com algo no plural, quando o verbo está no singular ele concorda com algo no singular. Na 3ª e 4ª frase o sujeito esta qualificado por um adjetivo flexionado no plural ( vários), logo o substantivo e o verbo também vão para o plural. Apenas o verbo dançar que não está no plural, já que ele esta na forma de locução com o verbo passaram. Na 5ª frase o verbo aparece na forma simples.
Observe as seguintes frases:
- Muitas pessoas vieram à festa.
- Umas pessoas vieram à festa.
- Uma pessoa não veio à festa.
- Ninguém veio à festa.
Quando o verbo indica algo aproximado ele vai para o plural. Quando a concordância é com pronome indefinido o verbo flexiona-se no singular.
Observe as seguintes frases:
- A maior parte veio à festa.
- As pessoas vieram à festa.
- A maior parte das pessoas veio à festa.
- A maior parte das pessoas vieram à festa.
Quando o sujeito é uma expressão que indica parte de um todo (a maior parte de, a maioria de, grande parte de, etc), o verbo pode ir para o singular caso se queira destacar a noção de um todo (1ª e 3ª frase), ou para o plural, caso se queira realçar a ação de cada elemento (2ª e 4ª frase).
Observe as seguintes frases:
- Esse aluno é um dos que venceram o concurso.
- Ela é uma das que foi.
Quando fazemos comparação de um com os demais com o uso de expressões como um dos que, uma das que o verbo vai para o plural.
Observe:
- Santos é uma bela cidade.
- Os E.U.A. dominam muitos países.
Quando o sujeito é constituído de nomes de lugar ou títulos de obras que se apresentam no plural, o verbo fica no singular, já que é apenas um lugar ou uma obra. Se os nomes vierem acompanhados de um artigo no plural, o verbo vai para o plural como você viu na tabela acima.
Observe:
- Os Sertões é a obra-prima de Euclides da Cunha.
Com o verbo ser e o predicativo, principalmente em títulos de obras, o verbo fica no singular.
Observe:
- Faz dias que ninguém compareceu.
- Há pessoas que fazem o bem.
Alguns verbos como haver não é flexionado na terceira pessoa do plural quando possui o sentido de existir, bem como o verbo fazer em referência ao tempo. Estes verbos são chamados de unipessoais.
[editar] O infinitivo
Ver módulo: Infinitivo
[editar] Os verbos na forma composta
Ver módulo: Particípio, Gerúndio e tempos compostos
Quando há verbo auxiliar o verbo assume uma forma especial: as formas nominais. O particípio é a unica forma verbal que concorda com o gênero.
[editar] Concordância irregular
Ver módulo: Silepse
Ver também: Substantivos
A concordância nominal é a forma em que os artigos, adjetivos e todas as outras palavras concordam com o substantivo. Os termos concordam com o substantivo em gênero e número, diferente da concordância verbal que é em pessoa e número. Os termos que integram e modificam o substantivo podem ser chamados, na maioria das vezes, de adjuntos adnominais e por modificarem em gênero e número, possuem papel adjetivo.
[editar] Concordância Artigo-Substantivo
Ver também: Artigos
Como já foi visto antes, os artigos concordam com o substantivo em número e gênero. Veja alguns exemplos:
- O garoto - Ambos masculino do singular
- A garota - Ambos feminino do singular
- Os garotos - Ambos masculino do plural
- As garotas - Ambos feminino do plural
- Um garoto - Ambos masculino do singular
- Uma garota - Ambos feminino do singular
- Uns garotos - Ambos masculino do plural
- Umas garotas - Ambos feminino do plural
Como você viu, em geral, os substantivos possuem o mesmo final que os artigos, exceção do artigo um, já que um significa qualquer. Isso ocorrerá na maioria dos casos, apenas não ocorrera quando o substantivo for de dois gêneros ou dois números:
-
- A dentista
- O dentista
- As dentistas
- Os dentistas
Nesses casos o artigo determina o gênero ou número.
[editar] Concordância Artigo-Adjetivo-Substantivo
Ver também: Adjetivos
-
- O belo garoto - Ambos masculino do singular
- A bela garota - Ambos feminino do singular
- Os belos garotos - Ambos masculino do plural
- As belas garotas - Ambos feminino do plural
- Um belo garoto - Ambos masculino do singular
- A bela garota - Ambos feminino do singular
- Uma bela garota - Ambos feminino do singular
- Uns belos garotos - Ambos masculino do plural
- Umas belas garotas - Ambos feminino do plural
Veja que o adjetivo concorda com o substantivo do mesmo modo em que o artigo concorda, em gênero e número. Mas como no primeiro caso, também existem exceções, é quando o adjetivo é de dois gêneros ou número:
-
- A gentil garota
- O gentil garoto
- As gentis garotas
- Os gentis garotos
Nesses casos o artigo e o substantivo determina o gênero ou número.
[editar] Concordância Pronome-Substantivo
Ver também: Pronomes
Diversos pronomes podem concordar com o substantivo, os chamamos de variáveis, os que não concordam, invariáveis:
| Variáveis |
Invariáveis |
| Gênero e número |
Apenas gênero |
Apenas número |
| a, algum, alguma, algumas, alguns, aquela, aquelas, aquele, aqueles, as, certa, certas, certo, certos, cuja, cujas, cujo, cujos, ela, elas, ele, eles, essa, essas, esse, esses, esta, estas, este, estes, mesma, mesmas, mesmo, mesmos, meu, meus, minha, minhas, muita, muitas, muito, muitos, nossa, nossas, nosso, nossos, o, os, outra, outras, outro, outros, pouca, poucas, pouco, poucos, própria, próprias, próprio, próprios, quanta, quantas, quanto, quantos, seu, seus, sua, suas, tanta, tantas, tanto, tantos, teu, teus, toda, todas, todo, todos, tua, tuas, vossa, vossas, vosso, vossos |
nenhum, nenhuma |
alteza, altezas, eminência, eminências, eu, excelência, excelências,lhe, lhes, magnificência, magnificências, majestade, majestades, nós, quais, quaisquer, qual, qualquer, semelhante, semelhantes, tal, tais, tu, você, vocês vós |
a gente, alguém, cada, comigo, conosco, consigo, contigo, convosco, me, menos, mim, nada, ninguém, nos, onde, outrem, quando, que, quê, quem, reverendo, santidade, se, senhoria, si, te, ti, tudo, vos |
[editar] Concordância Contração-Substantivo
Ver também: Preposições
Como você sabe, as contrações são nada mais do que a junção de palavras. Quando nestas junções existir um artigo, novamente haverá concordância:
-
- No parque (Em + o)
- Nos parques (Em + os)
- Num parque (Em + um)
- Nuns parques (Em + uns)
- Na fazenda (Em + a)
- Nas fazendas (Em + as)
- Numa fazenda (Em + uma)
- Numas fazendas (Em + umas)
[editar] Aplicação da concordância com mais de um vocábulo
- Com vocábulos no singular
No caso de existirem vocábulos de gêneros diferentes, quando certo adjetivo concorda com ambos, tal adjetivo deverá estar no gênero masculino e no plural:
-
- Eu tinha um carro e uma casa lindos.
- Eu tinha uma casa e um carro lindos.
Quando o adjetivo que concorda com ambos vocábulos está ante de tais vocábulos, o mesmo ocorre, porém, é obrigatório que o vocábulo masculino esteja antes do feminino:
-
- Eu tinha lindos carro e casa.
Se o adjetivo referir-se a apenas um vocábulo, tal vocábulo deverá estar o mais próximo possível do adjetivo e concordar com tal em número:
-
- Eu tinha um carro e uma casa linda.
- Eu tinha um carro e uma linda casa.
- Com ao menos um vocábulo no plural
Com um vocábulo no plural e gêneros diferentes, o adjetivo vai ao plural e ao masculino. Para se evitar ambiguidade, deixa-se depois do vocábulo feminino:
-
- Eu tinha carros e casa lindos.
Se o vocábulo masculino estiver no singular e o feminino no plural, o adjetivo estará no masculino e no plural. Nestes casos, é impossível haver ambiguidade:
-
- Eu tinha lindos carro e casas.
- Eu tinha casas e carro lindos.
Com todos vocábulos no plural e gêneros diferentes, o adjetivo deve estar o mais próximo possível do vocábulo masculino. O adjetivo flexionar-se-á no plural masculino. Nestes casos, é impossível não haver ambiguidade:
-
- Eu tinha lindos carros e casas.
- Eu tinha casas e carros lindos.
Com dois vocábulos no feminino e no plural, o adjetivo estará no feminino e no plural. É impossível não haver ambiguidade nestes casos:
-
- Eu tinha lindas casas e árvores.
- Eu tinha casas e árvores lindas.
Se existir um vocábulo feminino no plural e outro no singular, o adjetivo deverá ser flexionado no plural feminino. Para evitar ambiguidade, o adjetivo deve ser posto depois do vocábulo no singular:
-
- Eu tinha árvores e casa lindas.
Se o adjetivo concordar com apenas um vocábulo, o adjetivo deverá ser posto o mais próximo possível de tal vocábulo. Existem diversos casos de ambiguidade, e para evitá-la, o adjetivo deve ser posto entre os vocábulos, separando-os com conjunção aditiva:
-
- Eu tinha carros lindos e casas.
- Eu tinha casas lindas e carros.
Observações: Em casos muito restritos o adjetivo já faz parte de tal vocábulo, por isso, automaticamente, o adjetivo concorda com um vocábulo, senão, trataria-se de pleonasmo. Veja:
-
- A previsão foi de existirem geadas e ventanias frias. → O adjetivo frias não poderia concordar com geadas porque não existe geada quente.
[editar] Silepse de gêneros
Ver módulo principal: Silepse
Há casos que não ocorre a concordância, chamamos esses casos de silepse:
-
- Morava na bela São Paulo.
Observe que na e bela não concordam com São Paulo em gênero, mas concordam com cidade de São Paulo.
Ver módulo: Plural
Para que substantivos, artigos, pronomes e adjetivos concordem em si em número, é necessário flexioná-los. O Resultado desta flexão é o Plural.
Plural é a flexão em número de uma palavra — ela pode ser nominal ou verbal. A variação de uma palavra ao singular consiste em unificá-la, tornar o significado da palavra um único elemento, enquanto o plural, para mais de um elemento.
[editar] Concordância nominal em número
- Plural -s
A regra do plural em muitas palavras na língua portuguesa consiste apenas em acrescentar o sufixo -s. Os nomes e palavras dos adjuntos adnominais e verbais que recebem o -s são:
- terminados em vogal: laranja(s), vela(s), barco(s), gato(s), etc.
- terminados em ditongo oral: pai(s), herói(s), troféu(s)', etc.
- terminados em n, ãe ou ã: hífen(s), mãe(s), lã(s), etc.
- alguns nomes e palavras de adjuntos terminados em ão: mão(s), cidadão(s), etc.
- alguns nomes e palavras de adjuntos terminados em l (nesses casos retira-se a letra l): fuzil (fuzis), barril (barris), etc.
- Plural -es
Esta regra é bem comum, mas nem tanto quando a do plural -s. Essa desinência é aplicada em:
- terminados em r ou z: lar(es), mar(es), paz(es), etc.
- alguns nomes e palavras de adjuntos terminados em ão (nesse caso retira-se a letra o e acrescenta-se s): cão (cães), pão (pães), etc.
- alguns nomes e palavras de adjuntos terminados em l: mal(es)
- Plural -is
Aplica-se o sufixo -is em:
- alguns nomes e palavras de adjuntos terminados em al, el, ol ou ul (nesse caso, retira-se a letra l e acrescenta-se is): plural (plurais), tal (tais), pastel (pastéis), atol (atóis), azul (azuis), etc.
- alguns nomes e palavras de adjuntos terminados com il (nesses casos, retira-se o sufixo il e além de acrescentar o sufixo is também acrescenta-se e, ficando assim, eis): réptil (répteis), etc.
- Plural -ns
Existem poucas palavras que seguem essas regras:
- palavras terminadas em m: um -o artigo (uns), algum (alguns), atum (atuns), etc.
- Plural -ões
- em alguns nomes e palavras de adjuntos terminados em ão, retira-se o sufixo ão e acrescenta-se ões: feijão (feijões), limão (limões), acordeão (acordeões), etc.
- Plural -'s
São em substantivos que representam:
- letras: S's, A's, L's, O's, etc.
- em numerais cardinais: 7's, 0's, 4's, etc.
- em siglas e abreviaturas, estrangeiras ou não: HD's, GPS's, CD's, TV's, etc.
[editar] Palavras anômalas quanto ao número
Algumas palavras não seguem nenhuma regra:
- pronomes retos da 1ª e 2ª pessoa: eu (nós), tu (vós);
- pronome qualquer (quaisquer).
Existem também, palavras que possuem os dois números, não tendo alteração na palavra. É o caso de:
- terminadas em x: box, tórax, etc.
- terminadas em ps: triceps, biceps etc.
Além de existirem palavras que não mudam quando passam de um número ao outro, há palavras que possuem mais de um plural. É o caso de anão (anões/anãos)
[editar] Plural em palavras compostas
O plural em palavras compostas segue as regras já ditas. Mas qual das palavras flexionar-se-á?
- se na composição existir um substantivo e um adjetivo, ocorre a concordância (incluindo se o papel do substantivo for adjetivo, como no predicativo do sujeito): cachorros-quentes, assembléias legislativas, amarelos claros, etc
- se a composição for uma locução substantiva, o núcleo vai ao plural: noites de núpcias, pores-do-sol, trens-bala, arcos-íris, jardins de infância, etc.
Lembre-se! Palavras simples com hífen de prefixação possuem as regras de palavras simples (anglo-saxões, micro-ondas, etc).
[editar] Valores especiais
Ver módulo: Valores especiais do plural
Os pronomes retos, em certos casos, possuem valores especiais quanto ao plural (plural de majestade e plural de modéstia).
[editar] Concordância verbal em número
São verbos que seguem as regras conjugais (formas dos modos indicativo, subjuntivo e imperativo). Assim como existem nomes anômalos, existem verbos anômalos.
Regência é o campo da língua portuguesa que estuda as relações de concordância de entre dois termos, analisando se um serve de complemento para o outro, e assim fazer o emprego correto de certos termos. Conforme a categoria gramatical da palavra regente, podemos considerar dois tipos de regência: regência nominal ou regência verbal.
Um exemplo da importância do estudo de regência é no caso da palavra assistir que possui dois significados, de forma que reconhecer qual dos sentidos está expresso numa oração depende da análise do contexto. Exemplo:
- Assistir o jogo - Nesse caso assistir tem o sentido de ver, observar algo, no caso o jogo.
- A enfermeira está assistindo o paciente - Já nessa situação, assistir possui um novo significado, ajudar, socorrer.
Alguns verbos cuja regência pode variar dependendo do contexto:
- Aspirar. Pode significar: sugar o ar ou desejar, almejar.
- Visar. Pode dizer: desejar ou apontar.
- Assistir Pode expressar: ajuda ou o ato de observar.
Ver também: Complemento Nominal
Todo complemento nominal é indireto, isto é, necessita de preposição.
Alguns nomes que necessitam de complemento nominal:
- verdade (e flexões)
- necessidade (e flexões)
- esperança e demais substantivos abstratos (e flexões)
- notícia (e flexões)
- pagamento (e flexões)
- convicção (e flexões)
[editar] O complemento na forma de oração
Oração Subordinada é toda oração que depende de outra sintaticamente.
Ver também: Oração Subordinada Substantiva
Todo complemento nominal é regido de preposição. Acontece que quando esta preposição estiver contraída, as regras são um pouco diferentes. Exemplo:
- Chocou a todos o aumento dos preços → Período Simples
- Chocou a todos o aumento que houve dos preços → Período Composto
- Chocou a todos o aumento de que houve os preços → Período Composto
- Chocou a todos o aumento de que houve dos preços → Período Composto
No período composto, a preposição pode estar junto ao artigo, ou separada, ou duplicada ao artigo. Veja mais exemplos:
- Tivemos a mesma coragem no medo → Período Simples
- Tivemos a mesma coragem que hemos no medo → Período Composto
- Tivemos a mesma coragem em que hemos o medo → Período Composto
- Tivemos a mesma coragem em que hemos no medo → Período Composto
A regência verbal é a forma sintática que analisa a relação entre o verbo e o complemento verbal. O verbo é chamado de regente (ou subordinante) e o complemento é chamado de regido (ou subordinado), pois um depende do outro sintáticamente.
[editar] Intransitividade
Verbos que exprimem ações em que o sujeito não depende de nenhuma coisa ou pessoa, são intransitivos. Exemplo:
-
- Os animais feridos morreram. → a ação morrer exercida pelo sujeito animais não depende de nada, ou seja, o verbo é intransitivo;
- Todos suspiraram profundamente. → a ação suspirar exercida pelo sujeito todos não depende de nada, ou seja, o verbo é intransitivo;
- Choverá amanhã. → o verbo chover é impessoal (não possui sujeito) e não depende de ninguém para acontecer.
[editar] Transitividade
Os verbos que dependem de alguém ou alguma coisa para ocorrerem, que necessitam de uma condição para existirem, são transitivos:
-
- Eu pensei em uma viagem. → a ação pensar exercida pelo sujeito eu depende de uma coisa: uma viagem;
- O mundo precisa de ti. → a ação precisar exercida pelo sujeito o mundo depende de alguém: tu;
- Eles querem o aumento dos salários. → a ação querer exercida pelo sujeito eles depende do aumento dos salários.
Podem ser transitivos diretos, quando o termo regido é direto (objeto direto), ou transitivos indiretos, quando o termo régido é indireto (objeto indireto).
Observações:
- O complemento pode ser descoberto fazendo-se as perguntas o quê? ou a quem? ao verbo;
- Alguns verbos que não necessitam de complemento são transitivos, somente quando o complemento é existente (veja objeto direto cognato);
- O complemento pode aparecer antes do verbo;
- Se o verbo exigir complemento, mas não em um determinado caso, ele é classificado conforme ele se apresenta naquela frase;
- Na língua portuguesa, alguns verbos transitivos podem apresentar tanto o objeto direto quanto o indireto (verbos transitivos diretos e indiretos).
[editar] Circunstâncias
Ver módulo principal: Valência
O complemento ainda pode aparecer na forma de circunstâncias, nestes casos, o verbo é transitivo circunstancial.
Valência é uma classificação que verbos recebem dependendo de sua regência verbal, ou ainda, uma circunstância que é atribuida como estado inicial/estado final e origem/destino ao verbo. É importante lembrar que diferente da transitividade verbal, a valência trata de quantas possibilidades se pode fazer, e não quantos termos se tem. O verbo é classificado quanto à valência:
- Valência zero - são os verbos que não possuem sujeito nem complemento;
- Valência um - são verbos que não possuem sujeito (intransitivos) ou que não possuem complemento;
- Valência dois - são verbos com sujeito e com um complemento (transitivos);
É importante notar que conta-se como valência:
- O sujeito;
- O objeto direto;
- O objeto indireto;
- A circunstância atribuída a cada objeto.
Considera-se valência qualquer termo que depende do verbo (qualquer termo regido). Em certos verbos, os adjuntos adverbiais são necessários, e por isso, não são considerados acessórios. Estes verbos chamam-se transitivos diretos circunstanciais. Veja:
- Aviões transportam milhares de pessoas de um lugar ao outro todos os dias.
Aqui podemos identificar as valências aviões (sujeito), milhares de pessoas (objeto direto) e os adjuntos adverbiais de um lugar e ao outro, logo, o verbo transportar é de valência quatro. Note que sem as circunstâncias o sentido do verbo estaria incompleto, pois é um verbo que representa deslocamento, necessitando de um lugar.
Os verbos de valência três podem ser chamados de bitransitivos e os verbos de valência quatro de tritransitivos. Os verbos transitivos diretos e indiretos estão na valência três.
Português/Regência/Deslocamento de preposições
Colocação pronominal é o emprego do pronome oblíquo átono em relação ao verbo. Todos os pronomes (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, os, as, lhes) ocupam três posições em relação ao verbo. Estas colocações denominam-se: próclise, ênclise e mesóclise.
Ver módulo: Ênclise
Ver módulo: Mesóclise
Ver módulo: Próclise
[editar] Colocação pronominal nas locuções verbais
Ver módulo: Colocação pronominal nas locuções verbais
[editar] Caso especial: Particípio
Com os particípios não se deve empregar a próclise nem a ênclise. Utiliza-se a forma oblíqua preposicionada, os Pronomes Pessoais. Exemplo:
- Devolvida a mim a pergunta, saiu da sala.
Ênclise é o emprego do pronome oblíquo depois do verbo. Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, o pronome nestes casos sempre vem com hífen. Pode ocorrer:
[editar] Verbo iniciando período ou oração
- Sabe-se que o aquecimento global está aumentando.
- Leve-nos para longe deste lugar.
[editar] Verbo no Imperativo Afirmativo
- Menino, levante-se.
- Você, traga-o!
[editar] Verbo no gerúndio - sem preposição em
- Para tratar o enfermo psíquico, não basta ter pena dele, consolando-o e ouvindo com interesse.
- Foi levando-a com cuidado.
[editar] Verbo no infinitivo impessoal
- Não sou desumano, não traria o bicho aqui para maltratá-lo.
Mesóclise (ou tmese) é o emprego do pronome oblíquo átono no meio do verbo. Para formar a mesóclise, separa-se o infinitivo do verbo de sua desinência e encaixa-se o pronome. A mesóclise só ocorre com verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito do modo Indicativo, desde que não haja a palavra que exija a próclise. As modificações do pronome oblíquo na terceira pessoa é idêntica as que ocorrem na ênclise (isto é, transformação de a em la/na, as em las/nas, o em lo/no e os em los/nos). Exemplo:
- Perguntar (perguntarão, perguntariam)
-
- Perguntar-lhe-ão sobre a festa.
- Perguntar-lhe-iam sobre a festa.
- Vender (venderemos, venderíamos)
-
- Vender-te-emos aos Senhores de Engenho.
- Vender-te-iamos aos Senhores de Engenho.
- Sentir (sentirá, sentiria)
-
- Sentir-se-á a pessoa mais feliz do mundo.
- Sentir-se-ia a pessoa mais feliz do mundo.
Para vários falantes da língua portuguesa (principalmente para os do Brasil), a mesóclise é só um fenômeno estritamente literário e formal, não ocorrendo na fala espontânea em contexto informal de nenhum falante nativo, a não ser que seja intencional. Geralmente substituída pelo verbo auxiliar ir:
-
- Iremos vender-te aos Senhores de Engenho.
- Irá sentir-se a pessoa mais feliz do mundo.
Próclise é a colocação do pronome antes do verbo. Geralmente ocorre a próclise:
[editar] Sentido negativo
- Em orações que contenham palavras de sentido negativo (não, nunca, ninguém, ...):
- Não me telefone mais.
- Nunca nos divertimos tanto.
[editar] Advérbios e pronomes indefinidos
- Nas orações em que haja advérbios e pronome indefinidos sem que exista pausa.
- O homem trabalha, produz, e assim se desliga do reino animal.
- Todos se calaram imediatamente.
[editar] Pronomes e advérbios interrogativos
- Nas orações iniciadas por pronomes e advérbios interrogativos.
- Quem me resolve isso?
[editar] Palavras exclamativas e nas orações apelativas
- Nas orações iniciadas por palavras exclamativas e nas orações apelativas (exprimem desejo):
- Deus te ajude!
- Que ele nos receba bem.
[editar] Orações subordinadas
- Nas orações subordinadas.
- Quando me comunico com criança, é fácil porque sou muito natural.
[editar] Gerúndio precedido da preposição
- Com o gerúndio precedido da preposição em:
- Em se tratando de finanças, dirija-se ao tesoureiro.
[editar] Orações coordenadas sindéticas alternativas
- Nas orações coordenadas sindéticas alternativas.
- "Ou se calça luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça luva." (Cecília Meireles)
As locuções verbais podem ter o verbo principal no infinitivo, no gerúndio e no particípio.
[editar] Verbo principal no infinitivo ou gerúndio
- Sem palavra que exija a próclise: Neste caso, o pronome é geralmente empregado após a locução, mas aceita-se o emprego no meio da locução.
- Exemplo:
|
- Vou confessar-lhe um segredo.
- Vou-lhe confessar um segredo.
- Vou lhe confessar um segredo.
- Estou confessando-lhe um segredo.
- Estou-lhe confessando um segredo.
- Estou lhe confessando um segredo.
|
- Com palavra que exija a próclise: Neste caso, todas as colocações são possíveis.
- Exemplo:
|
- Ela não me deixou falar.
- Ela não deixou-me falar.
- Ela não deixou me falar.
- Ela não estava me deixando falar.
- Ela não estava deixando-me falar.
- Ela não estava deixando me falar.
- Nunca vou confessar-lhe.
|
[editar] Verbo principal no particípio
Neste caso é facultativo o uso de próclise ou da colocação no meio da locução:
- Exemplo:
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- O fato tem-me desagradado.
- O fato tem me desagradado.
- O fato me tem desagradado.
- Ninguém havia-se lembrado de fazer reservas.
- Ninguém havia se lembrado de fazer reservas.
- Ninguém se havia lembrado de fazer reservas.
|
Lembre-se que não é permitido o uso de ênclise nos verbos flexionados no particípio.
[editar] Verbo auxiliar no futuro
Quando não houver palavra que exija a próclise e o verbo auxiliar está no futuro do presente ou futuro do pretérito, ocorre a mesóclise:
- Eles haver-me-iam falado sobre aquilo.
- Eles haver-me-ão falado sobre aquilo.
As Fíguras Linguísticas são espécies de "casos" (alguns destes mais precisamente considerados tropos e outros vícios) que ocorrem na língua. Elas podem ser:
[editar] Sintáticas ou Semânticas
Estes casos, apesar de influênciaram na sintaxe, podem ser divididos em Figuras sintáticas e Figuras semânticas:
- Figuras sintáticas - Influênciam no modo em que os termos estão posicionados e das tais irregularidades e erros, além de modificar termos de modo que a frase possa ser ainda considerada correta gramaticamente. Exemplo: Zeugma, Hipérbato e Pleonasmo.
- Figuras semânticas - Influênciam na ênfase e numa forma alternada de significação, mas não na colocação, também no pensamento e não nas regras. Exemplo: Sínquise, Catacrese e Pleonasmo.
[editar] Palavras ou Pensamento
- Figuras de palavras - É quando na frase ocorre relação entre palavras, subtituindo-as ou comparando-as. Exemplo: Catacrese e Metonímia.
- Figuras de pensamento - É quando na frase há características não lógicas, expressando opinião ou forma de escrita - o jeito de pensar e escrever. Podem ser sintáticas ou semânticas, dependendo da figura. Exemplo: Eufemismo e Hipérbole.
São Fíguras Sintáticas, algumas consideradas incorretas na língua padrão. Outras são permitidas, a fim de provocar um jogo de palavras, outras foram sendo admitidas na língua padrão com o tempo. Exemplo: Solecismo e Rima.
[editar] As Figuras
Ver módulo: Classificação das Figuras Linguísticas
As Figuras Linguísticas são dividas de acordo com sua relação ao resto da frase. As figuras que iremos estudar são:
- Pleonásticos - Trata-se da redundância de termos - Pleonasmo;
- Silepsicos - Trata-se da designação de algo por outra coisa, sendo esta uma designação sobre a outra - Silepse;
- Metafóricos - Trata-se da substituição de uma característica normal por outra que tem característica semelhante, sensações, estados e opiniões surreais - Metáfora, Catacrese, Sinestesia, Símile;
- Repetitivos - Trata-se da repetição de termos que podem ser anulados através dos casos elipticos, estes casos ajudam na construção de uma música ou poema - Anáfora, Anadiplose, Aliteração, Assonância, Diácope, Epístrofe, Epizêuxiz (ou Epizeuxe), Hiato, Paranomásia, Rima;
- Figuras Sindéticas - Trata-se das figuras relacionadas às conjunções - Assíndeto, Polissíndeto;
- Metonímicos - Trata-se da designação de algo por outra coisa, sendo esta com certa relação sobre a outra - Metonímia, Sinédoque, Metalepse;
- Elipticos - Trata-se da anulação de termos - Elipse, Zeugma;
- Errôneos - Trata-se dos erros sintáticos - Anacoluto, Solecismo;
- Colocação Irregular - Trata-se da formação sintática irregular numa frase - Hipérbato, Prolepse, Sínquise.
Ver também: Concordância
A Silepse é a Figura Linguística em que palavras são substituidas por outras sendo que estas possuem uma certa designação sobre a outra. Estas palavras podem sofrer alteração numérica, de gênero ou de pessoa sobre a outra, alterando a concordância. A Silepse também é conhecida como Concordância Irregular. Observe as frases:
- Vossa Senhoria é bastante generoso.
Esta frase trata de uma Silepse de gênero, o adjetivo não esta concordando regularmente com o Pronome.
- Um grande número de garotas não queriam sair.
Esta frase trata de uma Silepse de número, o verbo não esta concordando regularmente com o sujeito.
- Todo mundo aqui de casa possuimos respeito.
Esta frase trata de uma Silepse de pessoa, o núcleo do sujeito não esta concordando regularmente com a pessoa do verbo.
A comparação metafórica é a figura linguística que trata de diversos tipos de metáforas. Observe esse poema de Cruz e Sousa:
"Como esta luz é serena,
Como esta luz é sincera;
Como eu vejo a primavera
Num lápis e numa pena.
Que prismas de luz ardente,
Que prismas de luz suave;
Como eu sinto um canto de ave
Em cada boca inocente.
Sim! Que o estudo é como a aurora
Que nos entra pela casa,
Num vivo fulgor de brasa,
Vibrante, alegre, sonora."
...
Neste poema podemos perceber vários tipos de metáforas:
-
- "Sim! Que o estudo é como a aurora
- Que nos entra pela casa,"
-
- "Sim! Que o estudo é como a aurora"
-
- "Como eu vejo a primavera"
-
- "Como eu sinto um canto de ave"
A metáfora é a figura linguística que comparam seres e objetos, formada por um verbo comparativo ou equativo, podendo ainda formar o predicado nominal:
- Sim! Que o estudo é como a aurora que nos entra pela casa.
- Ela era um avestruz.
Veja que ocorre a metáfora, o estudo é aurora que nos entra pela casa. Também podem ocorrer metáforas surreais como no segundo exemplo. Quando há presença da conjunção como, a metáfora denomina-se comparação.
A catacrese é um tipo de metáfora, geralmente surreal, que exprime um sentimento pessoal e estranho se dito a outras pessoas. Observe esse poema de Álvares de Azevedo:
...
"Como em noite do caos, os elementos
incandescentes lutam.
Negra — a terra, o céu — rubro, o mar — vozeia
— E as florestas escutam..."
...
Para muitos os elementos incandescentes lutam não faz o menor sentido, trata-se da opinião do autor sobre tal coisa, por isso causa estranheza.
[editar] Sinestesia
A sinestesia é o tipo de metáfora relacionada aos sentidos, às sensações:
- "Sinto hoje a alma cheia de tristeza!..." (Florbela Espanca)
- "Se escuto ao longe a timida harmonia..." (Ernesto Pires)
- "...Retab'los, onde o toque da mão mestra..." (Gonçalves de Magalhães)
- "...Como eu vejo a primavera..." (Cruz e Sousa)
- "...Como eu sinto um canto de ave..." (Cruz e Sousa)
A Símile é a metáfora que compara apenas certa característa em comum aos seres. Obviamente terá um adjetivo na Metáfora:
- Os desenhos dela eram tão lindos quanto a realidade.
- Ela era comilona como um avestruz.
Observe que na Metáfora não é uma característica em comum, e sim, várias.
Os casos repetitivos, são os que um conjunto de palavras, uma palavra, uma letra ou simplesmente uma parte da palavra se repetem, continuadamente ou não.
Anáfora
É a repetição de uma ou mais palavras no inicio de frases ou orações:
Levaremos um tempo para crescer, levaremos um tempo para amadurecer, levaremos um tempo para entender, levaremos um tempo para envelhecer, levaremos um tempo para morrer.
Amar é sonhar, amar é viver, amar é curtir.
Anadiplose
É quando uma palavra ou conjunto de palavras do final de uma frase ou oração repetem-se no inicio da seguinte frase ou oração e assim sucessivamente:
Amar é sonhar, sonhar é viver, viver é curtir, curtir é amar.
Aliteração
É a repetição de fonemas, especificamente fonemas que formam consoantes. Os trava-línguas são formados por vários destes.
Amar é sonhar, sonhar é viver, viver é curtir, curtir é amar.
Assonância
É a repetição de fonemas, especificamente fonemas que formam vogais.
A áspera lavadeira trabalhava na calma lavanderia.
Diácope
É a repetição de uma palavra ou de um conjunto de palavras, porém, uma das repetições possui uma característica que serve para definir algo, dando ênfase.
O Alfaiate, o mal educado alfaiate nem me cumprimentou.
Epístrofe
É a repetição de uma palavra ou palavras no final de uma oração ou frase.
Cada um terá uma escolha, cada um fará a escolha, cada um escolhe a sua escolha.
Epizêuxiz
É a repetição de uma palavra, sendo esta repetida continuadamente.
A lavadeira trabalhava, trabalhava, trabalhava e trabalhava.
Hiato
É o encontro vocálico em palavras diferentes (diferente do hiato comum).
O Peixe nadava na água.
Paranomásia
É a repetição de palavras diferentes, porém, parônimas. Os trava-línguas também utilizam esse recurso linguístico.
O Alfaiate não me cumprimentou, só mediu o meu comprimento.
Rima
Rima é a repetição fonética ou simplesmente escrita de palavras:
Levaremos um tempo para crescer, levaremos um tempo para amadurecer, levaremos um tempo para entender, levaremos um tempo para envelhecer, levaremos um tempo para morrer.
Os casos sindéticos tratam da colocação da conjunção:
Assíndeto ocorre quando:
-
- Sigamos, lutemos e vençamos a batalha. → Sigamos, lutemos, vençamos a batalha.
- Tudo ocorrera bem. Mas houve exceções. → Tudo ocorrera bem. Houve exceções.
[editar] Polissíndeto
Políssindeto ocorre quando:
- Há repetição demasiada da conjunção:
-
- O lugar era lindo. Mas estava frio. Mas estava escuro. Mas eu fiquei pouco tempo lá.
- E foi isso que aconteceu. E mais nada. E agora estou aqui. E falo contigo. E foi isso que aconteceu.
Trata-se da designação de algo por outra coisa, sendo esta com certa relação sobre a outra
Sinédoque
Emprego de uma palavra por outra, baseando-se nas suas relações de dependência (parte pelo todo, autor pela obra, efeito pela causa, etc. Obs: a reciprocidade também é valida).
Senhora, partem tão tristes meus olhos por vós, meu bem.[1]
No exemplo acima, a parte(olhos) representa o todo (a pessoa que parte).
Referências
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A Elipse é a Figura Linguística que anula certa palavra da frase, ocorre quando um termo não é realmente necessário. Existe um caso expecial de Elipse chamado de Zeugma, que é bastante comum. Pode também ser considerada um termo não expresso.
[editar] Elipse do Sujeito
Ver também: Sujeito
A Elípse do Sujeito ocorre quando já existe um verbo flexionado na 1ª, 2ª ou 3ª pessoa do plural ou singular :
- Estava feliz em ir viajar.
- Não queremos jantar agora!
- Farei de tudo para você não adoecer.
No primeiro e terceiro exemplo podemos concluir que o Sujeito é Eu, pela analise dos verbos Estava e Farei. No segundo exemplo podemos concluir que o Sujeito é Nós, pela analise do verbo Queremos.
Observações: Não confunda a elipse com a classificação do sujeito, quando o verbo esta na 3ª pessoa e não há sujeito segundo a classificação o sujeito será indeterminado.
[editar] Outras Elipses
A elipse também pode ocorrer com palavras de várias classificações como verbos, advérbios e conjunções (nas conjunções a elipse é chamada de Sindética):
- Ontem, nebulosidade, hoje, sol e amanhã, chuva.
-
- Ontem tinha nebulosidade, hoje tem sol e amanhã terá chuva.
- Na árvore, flores e frutos.
-
- Na árvore existe flores e frutos.
-
- Ela fazia muitos anos de idade.
- Fizesse frio eu colocava um agasalho.
-
- Se fizesse frio eu colocava um agasalho.
- Irei ao cinema, à loja, ao mercado, ao bar.
-
- Irei ao cinema, à loja, ao mercado e ao bar.
A Zegma que é muito comum é a elipse de um termo já expresso:
- Daniele queria balas e também doces.
-
- Daniele queria balas e também queria doces.
- Contrata-se funcionários, de preferência com experiência.
-
- Contrata-se funcionários, de preferência funcionários com experiência.
- O Amigo-secreto começou com Silvana, foi para Pedro, depois para Gabriel, Geovana, Beatriz, e seguiu.
-
- O Amigo-secreto começou com Silvana, foi para Pedro, depois foi para Gabriel, depois foi para Geovana, depois foi para Beatriz, e seguiu.
[editar] O que não é Elipse
Observe este trecho do hino do Brasil:
"...
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada
..."
Como podemos observar, o sujeito nada mais é do que Terra adorada. Observe que não ocorre nenhum tipo de elipse, pois não podemos colocar o termo Terra adorada em nenhum dos versos, a não ser que colocassemos outros termos. Exemplo:
...
A Terra adorada é gigante pela própria natureza,
A Terra adorada és bela, a Terra adorada és forte, impávido colosso,
E o tseu futuro, Terra adorada, espelha essa grandeza.
...
Teríamos que anexar vírgulas, artigos, verbos de ligação, alterar a flexão verbal e ainda alterar o gênero do adjetivo, pois na versão original ocorre a Silepse, ou seja, isso não se trata de elipse.
Podemos dividir os erros sintáticos em dois, os mais simples que são chamados de Solecismo e os mais complexos chamados de Anacoluto.
Anacoluto é a colocação de termos que fazem a frase ficar de forma errônea, sendo estes desnecessários - não confunda com pleonasmo. As vezes, na colocação irregular, pode aparecer na forma de um hipérbato formando uma sínquise. Também pode ocorrer da frase não possuir um sentido. Ainda pode ocorrer uma forma de pleonasmo cujo um termo se associa ao complemento verbal e outro ao sujeito, mas lembre-se, anacoluto não é pleonasmo! Veja:
Frase simples:
Anacoluto:
Hipérbato:
Pleonasmo:
Como você já sabe, não é necessário o pronome as depois de amo, o objeto direto antecede o verbo, as garotas, ou seja, ou se usa o pronome as ou as garotas.
Solecismo são erros gramaticais. São considerados solecismo os erros:
- de concordância verbal;
- de concordância nominal;
- de sentido semântico - uso de um termo semelhante ao invés de outro;
- de sentido complementativo circunstancial - uso de uma preposição ao invés de outra.
Os erros que não são considerados solecismo:
- fonéticos;
- ortográficos;
- colocacionais - na colocação de palavras e de partículas articuladoras (ponto, vírgula e ponto e vírgula).
Aqui iremos estudar a colocação irregular, ou seja, a ordem das palavras é diferente a ordem tradicional. É comum separar os trechos regulares dos irregulares com uma partícula articuladora (ponto, vírgula e ponto e vírgula).
[editar] Colocação Regular e Irregular Gramatical - Hipérbato
A Colocação Regular, a tradicional como você já sabe, é quando uma frase é composta por Sujeito, seus adjuntos adnominais, verbos, complementos verbais, adjuntos adverbiais. Além disso como você já sabe a frase pode ter uma conjunção ou ter uma estrutura sintática diferente. Acontece que quando uma frase apresenta uma certa estrutura sintática (contendo pelo menos sujeito e verbo) ela pode ter termos (sintagmas) colocados de forma irregular. Chamamos isso de Hipérbato. Observe as frases:
| Colocação na forma Regular |
Um exemplo de Hipérbato |
| Eu estava sonolento em um dia. |
Sonolento em um dia eu estava. |
| Ele e ela não queriam estudar. |
Não queriam estudar ele e ela. |
| Quem sabe teremos que fazer tudo na próxima semana? |
Tudo, quem sabe, teremos que fazer na próxima semana? |
| Seria algo ultrajante ir vestido assim. |
Ultrajante algo seria ir assim vestido. |
Lembre-se, tais frases ditas a cima poderiam ter várias formas de Hipérbato, apenas uma forma foi listada. Veja vários hipérbatos nesta frase:
Colocação Regular:
- Quem diria que algo de pouca grandeza, forma e estilo estaria na moda?
- Quem diria estar na moda algo de pouca grandeza, forma e estilo?
Hipérbatos:
- Algo de pouca grandeza, quem diria, de forma e estilo na moda estaria?
- Na moda, quem diria, algo de pouca grandeza, forma e estilo estaria?
- Estaria na moda quem diria, algo de pouca grandeza, forma e estilo?
- Pouca grandeza, forma e estilo, algo na moda estaria, quem diria?
- Entre outros
Não importa se hipérbato não faça sentido quando usado, importa se ele faz sentido sintáticamente. Os hipérbatos que não fazem sentido sintáticamente são chamados de Anacoluto
O Hipérbato é muito bom para produzir rimas, já que há um enorme número de palavras que podem ser colocados no final de uma estrofe.
[editar] O Uso de variadas Figuras Linguísticas na Colocação Irregular - Sínquise
A Sínquise é um hipérbato quando ele está na forma que não há algum intendimento na frase, mas sim, na forma sintática. Exemplo:
| Colocação Regular |
Outrora ele e ela foram na floricultura, na sapataria e na farmácia de Juliano. |
| Hipérbato Simples |
Ele e ela foram outrora na floricultura, na sapataria e na farmácia de Juliano. |
| Sínquise |
Na floricultura foram outrora, na sapataria, ele e ela, e na de Juliano, farmácia. |
[editar] Colocação Regular e Irregular Gramatical Cronológica - Prolépse
A Prolépse é a colocação irregular sintática, mas, diferente do hipérbato, esta colocação é relacionada a morfossintaxe, cronologicamente. Alguns livros e filmes apresentam a prolépse, ou seja, do futuro os personagens vivem o passado e depois novamente o futuro, ou vice versa, fazendo com que uma pequena parte do climax seja revelado, deixando quem vê ou lê com curiosidade. É o deslocamente cronológico, deslocamento de pensamento. A colocação regular apresenta fatos que começam no passado ou no presente e vão em direção ao futuro.
As palavras homógrafas são aquelas que têm igual grafia (algumas pessoas consideram que os acentos não contam por exemplo: avó e avo são palavras homógrafas), mas a pronúncia e o significado diferentes.
Exemplo: dúvida vs duvida. Estas palavras escrevem-se da mesma maneira, porém têm acentuação, pronúncia e significados distintos:
- Ela duvida que o carnaval seja divertido.
- Aquela dúvida não me sai da cabeça.
Ou ainda:
- Aquela garota é muito sábia.
- Eu não sabia isso!
- Eu não me molho. (/mólho/)
- O molho estava muito bom. (/môlho/)
Palavras homófonas são aquelas que têm a mesma pronúncia mas que diferem na maneira como se escrevem e no seu significado.
Exemplos:
| Homófona 1 |
Significado |
Homófona 2 |
Significado |
| concerto |
convenção,
acordo |
conserto |
reparo |
| conselho |
sugestão |
concelho |
subdivisão
territorial |
| caça |
busca |
cassa |
invalidar |
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Homônimas (Brasil)/ Homónimas (Portugal) são palavras que possuem a mesma grafia e a mesma pronúncia, mas significados diferentes. Exemplos:
- O canto do pássaro é maravilhoso.
- O canto da casa está pintado de novo.
- Agora vou colocar extrato de tomate para o molho.
- Agora tenho que ir ao banco pegar o extrato.
- Eu rio tanto.
- O rio está límpido.
- Estou são e salvo.
- Eles são trabalhadores.
- O ser humano é um primata.
- Aqui podemos ser felizes.
- A manga da blusa rasgou-se.
- A manga que comprei ainda não está muito madura.
- Ele adora desenhar, especialmente manga.[1]
Quando a classe gramatical do vocábulo altera-se de um palavra homônima a outra, elas chamam-se homônimas perfeitas (geralmente verbos e substantivos):
- Eu rio tanto. - (verbo)
- O rio está límpido. - (substantivo)
- Estou são e salvo. - (adjetivo)
- Eles são trabalhadores. - (verbo)
- O ser humano é um primata. - (substantivo)
- Aqui podemos ser felizes. - (verbo)
- ↑ Em Portugual, os quadrinhos japoneses são chamados manga, diferentemente do Brasil onde fala-se mangá
Os parônimos são palavras de sentido diferente e forma semelhante, que provocam, com alguma frequência, confusão. Essas palavras apresentam grafia e pronúncia parecida, mas com significados diferentes.
Os parônimos pode ser também palavras homófonas, ou seja, a pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma.
Exemplos:
- cumprimento (saudação), comprimento (extensão)
- O alfaiate não me cumprimentou, não disse nem "oi".
- O alfaiate mediu o meu comprimento.
- tráfego (trânsito), tráfico (comércio ilícito)
- O tráfego de carros está intenso em São Paulo.
- O tráfico de drogas está intenso na Colômbia.
- soar (emitir som), suar (transpirar)
- O sino soou fortemente.
- Estou suando desde a edução física.
- sortir (misturar, abastecer), surtir (produzir, ter como consequência)
- Em tempos de crise, é necessário sortir a despensa de alimentos.
- Em 2009 ocorreu um surto de gripe H1N1.
- assento (para sentar), acento (sinal gráfico)
- O assento do cinema era macio.
- Antes "ideia" tinha acento.
- calda (cobertura), cauda (rabo)
- Gosto de calda de chocolate.
- O lagarto possui cauda.
Veja uma lista dessas palavras aqui
[editar] Paranomásia
Ver módulo: Paranomásia
A paranomásia é a figura linguística que trata da repetição de palavras parônimas.
[editar] Par mínimo
Ver módulo: Par mínimo
Pelo fato de estas letras se diferenciarem nas palavras tendo significados diferentes, elas representam o par mínimo.
Conforme a forma e o significado das palavras, é possível classificá-las como sendo:
[editar] Antónimos (antônimos)
[editar] Sinónimos (sinônimos)
São palavras que possuem significados iguais ou semelhantes.
Leia essas frases:
- A bruxa foi passear.
- A feiticeira foi passear.
As palavras bruxa e feiticeira são sinônimas (sinónimas), isto é tem o mesmo significado. Assim, denominamos sinônimos as palavras que têm o mesmo sentido.
No entanto, os sinônimos (sinónimos) podem ser classificados em perfeitos e imperfeitos:
Observações: O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia.
Palavras cujo significado é absolutamente igual. Não é muito frequente.
Exemplos de sinônimos perfeitos
| morte |
achar |
léxico |
idoso |
| falecimento |
encontrar |
vocabulário |
ancião |
[editar] Imperfeitos
Quando o significado das palavras é apenas semelhante e não idêntico. É o mais comum.
Exemplos de sinônimos imperfeitos
| córrego |
belo |
bonito |
adorar |
receio |
| riacho |
formoso |
lindo |
amar |
medo |
[editar] Figuras de Linguagem
Ver também: Figuras Linguísticas
As figuras linguísticas com base na sinonímia são figuras semânticas e de palavras.
Os sinônimos são também utilizados para minimizar a significação da palavra, normalmente negativo. Chamamos esta figura linguística de eufemismo.
Exemplos de eufemismo
| falecer |
| morrer |
[editar] Exercícios de fixação
Indique nos campos abaixo o antônimo das palavras apresentadas, depois clique em "enviar" para saber se você acertou tudo.
A relação de uma palavra com seu conjunto possui uma relação de hiponímia. Diferente da sinonímia, a hiperonímia consiste em temas que possuem seus subtemas. Exemplo:
- Laranjas, limões, limas e tangerinas possuem acidez.
As palavras laranjas, limões, limas e tangerinas possuem uma relação em comum: a acidez, logo, estas frutas possuem uma relação de hiponímia, pois pertencem ao conjunto frutas ácidas. Por sua vez, frutas ácidas possui uma relação de hiperonímia com as coisas desse conjunto (laranjas, limões, limas e tangerinas), e ao mesmo tempo uma relação de hiponímia com o conjunto frutas, já que dentro do conjunto frutas existem os subconjuntos frutas ácidas, frutas básicas, etc.
Além de os verbos serem classificados de acordo com sua sintaxe e sua morfologia, eles também são classificados pela sua semântica. Veja estas frases:
- Eu fiquei melhor naquele dia.
- Eu fiquei em casa no domingo.
Como podemos observar, o verbo fiquei na primeira frase, liga o sujeito ao predicativo, sendo um verbo de ligação, representando um estado. Na segunda frase, o verbo fiquei representa uma ação. Esta diferença semântica, como vemos, faz toda diferença na frase, por isso, a semântica pode ser considerada tão importante quanto a sintaxe na organização de uma frase. De acordo com sua semântica, os verbos são classificados:
- Verbos auxiliares;
- Verbos ativos;
- Verbos relacionais.
[editar] Verbos auxiliares
Ver módulo: Verbos auxiliares
[editar] Verbos ativos
São verbos que possuem um significado concreto, representando algo que existe ou imaginário, ações, efeitos. Eles são:
- Causais
- Descritivos
- Efetivos
- Factivos
- Incoativos
- Meteorológicos
- Operativos
- Transmutativos
Abaixo, a descrição de cada um deles:
Causais: são verbos que possuem uma relação de metonímia em causa e efeito.
Os verbos causais são: causar, derivar, fazer, motivar, ocasionar, originar, provir, provocar, resultar, etc.
- Cada hora perdida no trânsito provoca mais perda de dinheiro.
- As tempestades causaram enormes estragos.
Descritivos: são verbos que descrevem ações de seres vivos. São muito numerosos.
Os verbos descritivos são: andar, crescer, dormir, falar, morder, morrer, nadar, olhar, respirar, sonhar, voar, etc.
- Ele nunca falou comigo.
- Dormi como um anjo.
Os verbos descritivos que ocorrem em um certo espaço, são chamados de descritivos-relacionais (só se voa no ar, só se nada na água, só se anda na terra, etc).
Efetivos:
Factivos: verbos que ligam um agente a um produto.
Os verbos factivos são: criar, construir, fabricar, fazer, gerar, inventar, originar, preparar, produzir, etc.
- A população gera muito lixo.
- O artista fez um lindo quadro.
Incoativos: são verbos que representam uma mudança de estado, coisas que eram de um jeito e tranformaram-se. Também são muito numerosos.
Os verbos incoativos são: adoecer, aumentar, esquentar, legalizar, melhorar, piorar, salgar, tornar-se, virar, etc.
- Melissa melhorou de vida.
- Quanto mais ele falava, mais a situação piorava.
Meteorológicos: são verbos que representam efeitos climáticos.
Os verbos meteorológicos são: amanhecer, chover, ensolarar, entardecer, esfriar, nevar, nublar, trovejar, etc.
- Choverá o dia inteiro.
- Antes de nevar, os ursos já hibernaram.
Operativos:
Transmutativos: são verbos tritransitivos (que exercem as circunstâncias de origem e de destino ou estado inicial e estado final).
Eles podem ser:
- transformativos: são os verbos em que algo deixa de ser de um jeito e transforma-se em outra coisa. Exemplo: mudar, passar, transformar-se, variar, virar, etc.
-
- Os cientistas mudaram o ramo das pesquisas de viral para bacteriológico.
- translocativos: a mudança ocorre no espaço em que algo está. Exemplo: chegar, entrar, enviar, ir, levar, mudar-se, trazer, etc.
-
- Aquelas pessoas mudaram-se da atual casa para uma nova.
- transpossessivos: nestes verbos a posse é o que varia. Exemplo: dar, devolver, ganhar, mandar, trocar, etc.
-
- O homem deu o dinheiro da loteria para um instituto filantrópico.
[editar] Verbos relacionais
São verbos que representam o estado, sensações, relações e quaisquer outros verbos que não se encaixam em nenhuma classificação dos verbos ativos. Eles são:
- Afetivos
- Comparativos
- Comunicativos
- Condicionais
- Delimitativos
- Designativos
- Equativos
- Existenciais
- Locativos
- Partitivos
- Possessivos
Abaixo, a descrição de cada um deles:
Afetivos: estes verbos, afetam algo de alguma maneira, seja uma emoção, estado, juízo, etc.
Eles são:
- cognitivos: indicam entendimento. Exemplo: entender, explicar, saber, etc.
-
- Eu entendi a lição.
- Os peixes sabem nadar.
- emotivos: indicam emoção. Exemplo: confundir, entristecer, magoar, etc.
-
- O paciente entristeceu-se por estar donte.
- sensoriais: indicam sinestesia. Exemplo: cheirar, sentir, ver, etc.
-
- Ninguém viu o gol contra.
- Muitos ouviram aquelas mentiras.
- volitivos: indicam desejo. Exemplo: desejar, querer, etc.
-
- Você pretende viajar?
- O professor nos desejou muita sorte na prova.
Comparativos: são verbos que comparam algo, igualando-o a outra coisa.
Os verbos comparativos são: comparar, equivaler, igualar, parecer, etc.
-
- Isto não me parece familiar.
- Sua alegria equivalia-se ao tamanho do universo.
Comunicativos: como o próprio nome diz, representa a comunicação.
Os verbos comunicativos são: dizer, falar, ler, negar, perguntar, responder, etc
-
- Ninguém nos disse o que deveria ser feito.
- Respondeu logo após a pergunta.
Condicionais: indicam a condição.
Os verbos condicionais são: precisar, etc.
-
- As frutas pecisavam de amadurecimento.
Delimitativos: transmitem uma ideia de limite, duração, máximo.
Os verbos delimitativos são: durar, medir, perdurar, prolongar-se, valer, etc
-
- Prolongou-se do século passado até os dias de hoje.
- Depois de tanta caça, já medem estraorinários números os animais mortos.
Designativos
Também são conhecidos como verbos de ligação.
Equativos: são os verbos que equivalem dois termos, dando uma ideia de comparação metafórica.
Os verbos equativos são: ser, significar, representar, etc.
-
- Tudo isto que me oferece não representa nada para mim.
- Pensar em nós é pensar em todos.
Existenciais: determinam uma existência.
Os verbos existenciais são: existir, haver, ter, etc.
-
- Há vezes que não desobre-se os fatos reais.
- Entre os continentes, existem oceanos.
Locativos: verbos que obrigatoriamente indicam um lugar.
Os verbos locativos são: afastar, circular, cruzar, oscilar, unir, stc.
-
- Elas cruzaram a rua na faixa de pedestres.
- Nós nos afastamos do centro de convenções.
Partitivos: indicam constituição, componente.
Os verbos partitivos são: compor, constituir, formar, participar, etc.
-
- O gás carbônico é constituído por átomos de carbono e oxigênio.
- O cerrado compõe os biomas do Brasil.
Possessivos: são os verbos que indicam posse ou quaisquer circunstâncias semelhantes, como conteúdo, constituição e componente.
Eles podem ser:
- estativos: tais circunstâncias são duradouras. Exemplo: pertencer, possuir, ter, etc.
-
- Eu tenho medo de voar de avião.
- Possuimos lembranças de você.
- eventivos: algo é adquirido. Exemplo adquirir, conseguir, ganhar, obter, etc.
-
- Obtivemos os melhores resultados.
- De presente ela ganhou a felicidade.
Português/História do Português
Português/História do Português/Do grego ao galaico-português
Português/História do Português/A partir do galego-português
Locução, é um conjunto de palavras que exerce uma certa função morfológica. Elas podem ser:
-
- Tive de comprar farinha de trigo.
- Negaram o habeas corpus.
-
- Ela é a décima segunda pessoa a perguntar.
- A caneta possui tinta laranja fluorescente.
-
- Temos oitenta e cinco convidados.
- Compramos uma duzia e meia de ovos.
-
- Todo mundo viu o que aconteceu.
- De os presentes, cada um por si só custou mais de cinquenta reais.
- Verbais (papel de verbo):
-
- Realmente poderíamos estar feridos!
- Estávamos viajando na semana passada.
-
- Sairá no final de semana?
- Hoje eu estou muito bem.
-
- Não comprei as roupas a fim de guardar mais dinheiro.
- Estou a par de tudo.
-
- Terá coragem desde que se acalme.
- Logo que amanheceu, começou a chover.
-
- Meu Deus! Levei um grande susto!
- Sua história está ótima! Muito bem!
Observações:
- Muitas vezes a locução numérica não é interpretada como esta, mas como simples numeral.
- Os artigos (determinantes) nunca estão na forma de locução por eles mesmos já determinarem o nome (podem determinar junto ao advérbio, mas um é independente do outro).
- A locução verbal pode também ser chamada de conjugação perifrástica.
As siglas e abreviaturas são maneiras de encurtar uma palavra ou varias palávras uma vez que estas são repetidas inúmeras vezes em textos, doucumentos, etc.
As siglas são letras (iniciais ou não) de uma instituição com um nome extenso. Alguns exemplos:
- AFI - Alfabeto Fonético Internacional
- APA - Área de Proteção Ambiental
- EUA - Estados Unidos da América
- FMI - Fundo Monetário Internacional
- IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
- INSS - Instituto Nacional de Seguro Social
- IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados
- ONU - Organização das Nações Unidas
- PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro
- POA - PortO Alegre
- SP - São Paulo
[editar] As Abreviaturas
As abreviaturas são letras geralmente iniciais de alguma palavras geralmente seguidas de pontos. Alguns exemplos:
- Ass. - Assimilação
- Av. - Avenida
- P. - Padre
- Rod. - Rodovia
- U - Urânio
Veja a lista completa aqui.
Ver também: Verbos regulares do Indicativo, Subjuntivo (conjuntivo), Imperativo, Particípio e Gerúndio
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Estou |
Estava |
Esteja |
- |
| TU |
Estás |
Estavas |
Estejas |
Está |
| ELE(A) |
Está |
Estava |
Esteja |
Esteja |
| NÓS |
Estamos |
Estávamos |
Estejamos |
Estejamos |
| VÓS |
Estais |
Estáveis |
Estejais |
Estai |
| ELES(AS) |
Estão |
Estavam |
Estejam |
Estejam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Estive |
Estivera |
Estivesse |
- |
| TU |
Estiveste |
Estiveras |
Estivesses |
Estejas |
| ELE(A) |
Esteve |
Estivera |
Estivesse |
Esteja |
| NÓS |
Estivemos |
Estivéramos |
Estivéssemos |
Estejamos |
| VÓS |
Estivestes |
Estivéreis |
Estivésseis |
Estejais |
| ELES(AS) |
Estiveram |
Estiveram |
Estivessem |
Estejam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Estarei |
Estaria |
Estiver |
Estando |
| TU |
Estarás |
Estarias |
Estiveres |
|
| ELE(A) |
Estará |
Estaria |
Estiver |
|
| NÓS |
Estaremos |
Estaríamos |
Estivermos |
Particípio |
| VÓS |
Estareis |
Estaríeis |
Estiverdes |
Estado |
| ELES(AS) |
Estarão |
Estariam |
Estiverem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
(TRAN)co |
(TRAN)cava |
(TRAN)que |
- |
| TU |
(TRAN)cas |
(TRAN)cavas |
(TRAN)ques |
(TRAN)ca |
| ELE(A) |
(TRAN)ca |
(TRAN)cava |
(TRAN)que |
(TRAN)que |
| NÓS |
(TRAN)camos |
(TRAN)cávamos |
(TRAN)quemos |
(TRAN)quemos |
| VÓS |
(TRAN)cais |
(TRAN)cáveis |
(TRAN)queis |
(TRAN)cai |
| ELES(AS) |
(TRAN)cam |
(TRAN)cavam |
(TRAN)quem |
(TRAN)quem |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(TRAN)quei |
(TRAN)cara |
(TRAN)casse |
- |
| TU |
(TRAN)caste |
(TRAN)caras |
(TRAN)casses |
(TRAN)ques |
| ELE(A) |
(TRAN)cou |
(TRAN)cara |
(TRAN)casse |
(TRAN)que |
| NÓS |
(TRAN)camos |
(TRAN)cáramos |
(TRAN)cássemos |
(TRAN)quemos |
| VÓS |
(TRAN)castes |
(TRAN)cáreis |
(TRAN)cásseis |
(TRAN)queis |
| ELES(AS) |
(TRAN)caram |
(TRAN)caram |
(TRAN)cassem |
(TRAN)quem |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(TRAN)carei |
(TRAN)caria |
(TRAN)car |
(TRAN)ando |
| TU |
(TRAN)carás |
(TRAN)carias |
(TRAN)cares |
|
| ELE(A) |
(TRAN)cará |
(TRAN)caria |
(TRAN)car |
|
| NÓS |
(TRAN)caremos |
(TRAN)caríamos |
(TRAN)carmos |
Particípio |
| VÓS |
(TRAN)careis |
(TRAN)caréis |
(TRAN)cardes |
(TRAN)cado |
| ELES(AS) |
(TRAN)carão |
(TRAN)cariam |
(TRAN)carem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
(LA)ço |
(LA)çava |
(LA)ce |
- |
| TU |
(LA)ças |
(LA)çavas |
(LA)ces |
(LA)ça |
| ELE(A) |
(LA)ça |
(LA)çava |
(LA)ce |
(LA)ce |
| NÓS |
(LA)çamos |
(LA)çáramos |
(LA)çássemos |
(LA)cemos |
| VÓS |
(LA)çais |
(LA)çáveis |
(LA)ceis |
(LA)çai |
| ELES(AS) |
(LA)çam |
(LA)çavam |
(LA)cem |
(LA)cem |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(LA)cei |
(LA)çara |
(LA)çasse |
- |
| TU |
(LA)çaste |
(LA)çaras |
(LA)çasses |
(LA)ces |
| ELE(A) |
(LA)çou |
(LA)çara |
(LA)çasse |
(LA)ce |
| NÓS |
(LA)çamos |
(LA)çáramos |
(LA)çássemos |
(LA)cemos |
| VÓS |
(LA)çastes |
(LA)çáreis |
(LA)çásseis |
(LA)ceis |
| ELES(AS) |
(LA)çeram |
(LA)çaram |
(LA)çassem |
(LA)cem |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(LA)çarei |
(LA)çaria |
(LA)çar |
(LA)çando |
| TU |
(LA)çarás |
(LA)çarias |
(LA)çares |
|
| ELE(A) |
(LA)çará |
(LA)çaria |
(LA)çar |
|
| NÓS |
(LA)çaremos |
(LA)çaríamos |
(LA)çarmos |
Particípio |
| VÓS |
(LA)çareis |
(LA)çaríeis |
(LA)çardes |
(LA)çado |
| ELES(AS) |
(LA)çarão |
(LA)çariam |
(LA)çarem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
(FR)eio |
(FR)eava |
(FR)eie |
- |
| TU |
(FR)eias |
(FR)eavas |
(FR)eies |
(FR)eia |
| ELE(A) |
(FR)eia |
(FR)eava |
(FR)eie |
(FR)eie |
| NÓS |
(FR)eamos |
(FR)eávamos |
(FR)eemos |
(FR)eemos |
| VÓS |
(FR)eais |
(FR)eáveis |
(FR)eeis |
(FR)eai |
| ELES(AS) |
(FR)eiam |
(FR)eavam |
(FR)eiem |
(FR)eiem |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(FR)eei |
(FR)eara |
(FR)easse |
- |
| TU |
(FR)easte |
(FR)earas |
(FR)easses |
(FR)eies |
| ELE(A) |
(FR)eamos |
(FR)eáramos |
(FR)eássemos |
(FR)eie |
| NÓS |
(FR)eamos |
(FR)eáramos |
(FR)eássemos |
(FR)eemos |
| VÓS |
(FR)eastes |
(FR)eáreis |
(FR)eásseis |
(FR)eeis |
| ELES(AS) |
(FR)earam |
(FR)earam |
(FR)eassem |
(FR)eiem |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(FR)earei |
(FR)earia |
(FR)ear |
(FR)eando |
| TU |
(FR)earás |
(FR)earias |
(FR)eares |
|
| ELE(A) |
(FR)eará |
(FR)earias |
(FR)ear |
|
| NÓS |
(FR)earemos |
(FR)earíamos |
(FR)earmos |
Particípio |
| VÓS |
(FR)eareis |
(FR)earíeis |
(FR)eardes |
(FR)eado |
| ELES(AS) |
(FR)earão |
(FR)eariam |
(FR)earem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
(LAR)go |
(LAR)gava |
(LAR)gue |
- |
| TU |
(LAR)gas |
(LAR)gavas |
(LAR)gues |
(LAR)ga |
| ELE(A) |
(LAR)ga |
(LAR)gava |
(LAR)gue |
(LAR)gue |
| NÓS |
(LAR)gamos |
(LAR)gávamos |
(LAR)gueis |
(LAR)gai |
| VÓS |
(LAR)gam |
(LAR)gavam |
(LAR)guem |
(LAR)guem |
| ELES(AS) |
(LAR)gam |
(LAR)gavam |
(LAR)guem |
(LAR)guem |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(LAR)guei |
(LAR)gara |
(LAR)gasse |
- |
| TU |
(LAR)gaste |
(LAR)garas |
(LAR)gasses |
(LAR)gues |
| ELE(A) |
(LAR)gou |
(LAR)gara |
(LAR)gasse |
(LAR)gue |
| NÓS |
(LAR)gamos |
(LAR)gáramos |
(LAR)gássemos |
(LAR)guemos |
| VÓS |
(LAR)gastes |
(LAR)gáreis |
(LAR)gásseis |
(LAR)gueis |
| ELES(AS) |
(LAR)garam |
(LAR)garam |
(LAR)gassem |
(LAR)guem |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(LAR)garei |
(LAR)garia |
(LAR)gar |
(LAR)gando |
| TU |
(LAR)garás |
(LAR)garias |
(LAR)gares |
|
| ELE(A) |
(LAR)gará |
(LAR)garia |
(LAR)gar |
|
| NÓS |
(LAR)garemos |
(LAR)garámos |
(LAR)garmos |
Particípio |
| VÓS |
(LAR)gareis |
(LAR)garíeis |
(LAR)gardes |
(LAR)gado |
| ELES(AS) |
(LAR)garão |
(LAR)gariam |
(LAR)garem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
(OD)eio |
(OD)iava |
(OD)eie |
- |
| TU |
(OD)eias |
(OD)iavas |
(OD)eies |
(OD)eia |
| ELE(A) |
(OD)eia |
(OD)iava |
(OD)eie |
(OD)eie |
| NÓS |
(OD)iamos |
(OD)iávamos |
(OD)iemos |
(OD)iemos |
| VÓS |
(OD)iais |
(OD)iáveis |
(OD)ieis |
(OD)iai |
| ELES(AS) |
(OD)eiam |
(OD)iavam |
(OD)eiem |
(OD)eiem |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(OD)iei |
(OD)iara |
(OD)iasse |
- |
| TU |
(OD)iaste |
(OD)iaras |
(OD)iasses |
(OD)eies |
| ELE(A) |
(OD)iou |
(OD)iara |
(OD)iasse |
(OD)eie |
| NÓS |
(OD)iamos |
(OD)iarámos |
(OD)iássemos |
(OD)iemos |
| VÓS |
(OD)iastes |
(OD)iáreis |
(OD)iásseis |
(OD)ieis |
| ELES(AS) |
(OD)iaram |
(OD)iaram |
(OD)iassem |
(OD)eiem |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(OD)iarei |
(OD)iaria |
(OD)iar |
(OD)iando |
| TU |
(OD)iarás |
(OD)iarias |
(OD)iares |
|
| ELE(A) |
(OD)iará |
(OD)iaria |
(OD)iar |
|
| NÓS |
(OD)iaremos |
(OD)iaríamos |
(OD)iarmos |
Particípio |
| VÓS |
(OD)iareis |
(OD)iaríeis |
(OD)iardes |
(OD)iado |
| ELES(AS) |
(OD)iarão |
(OD)iariam |
(OD)iarem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
(COR)oo |
(COR)oava |
(COR)or |
- |
| TU |
(COR)oas |
(COR)oavas |
(COR)oes |
(COR)oa |
| ELE(A) |
(COR)oa |
(COR)oava |
(COR)oe |
(COR)oe |
| NÓS |
(COR)oamos |
(COR)oávamos |
(COR)oemos |
(COR)oemos |
| VÓS |
(COR)oais |
(COR)oáveis |
(COR)oeis |
(COR)oai |
| ELES(AS) |
(COR)oam |
(COR)oavam |
(COR)oem |
(COR)oem |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(COR)oei |
(COR)oara |
(COR)oasse |
- |
| TU |
(COR)oaste |
(COR)oaras |
(COR)oasses |
(COR)oes |
| ELE(A) |
(COR)oou |
(COR)oara |
(COR)oasse |
(COR)oe |
| NÓS |
(COR)oamos |
(COR)oáramos |
(COR)oássemos |
(COR)oemos |
| VÓS |
(COR)oastes |
(COR)oáreis |
(COR)oásseis |
(COR)oeis |
| ELES(AS) |
(COR)oaram |
(COR)oaram |
(COR)oassem |
(COR)oem |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(COR)oarei |
(COR)oaria |
(COR)oar |
(COR)oando |
| TU |
(COR)oarás |
(COR)oarias |
(COR)oares |
|
| ELE(A) |
(COR)oarás |
(COR)oarias |
(COR)oares |
|
| NÓS |
(COR)oaremos |
(COR)oaríamos |
(COR)oarmos |
Particípio |
| VÓS |
(COR)oareis |
(COR)oaríeis |
(COR)oardes |
(COR)oado |
| ELES(AS) |
(COR)oarão |
(COR)oariam |
(COR)oarem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Dou |
Dava |
Dê |
- |
| TU |
Dás |
Davas |
Dês |
Dá |
| ELE(A) |
Dá |
Dava |
Dê |
Dê |
| NÓS |
Damos |
Dávamos |
Demos |
Demos |
| VÓS |
Dais |
Dáveis |
Deis |
Dai |
| ELES(AS) |
Dão |
Davam |
Dêem |
Dêem |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Dei |
Dera |
Desse |
- |
| TU |
Deste |
Deras |
Desses |
Dês |
| ELE(A) |
Deu |
Dera |
Desse |
Dê |
| NÓS |
Demos |
Déramos |
Déssemos |
Demos |
| VÓS |
Destes |
Déreis |
Désseis |
Deis |
| ELES(AS) |
Deram |
Deram |
Dessem |
Dêem |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Darei |
Daria |
Der |
Dando |
| TU |
Darás |
Darias |
Deres |
|
| ELE(A) |
Dará |
Daria |
Der |
|
| NÓS |
Daremos |
Daríamos |
Dermos |
Particípio |
| VÓS |
Dareis |
Daríeis |
Derdes |
Dado |
| ELES(AS) |
Darão |
Dariam |
Derem |
|
[editar] (SA)u(D)ar
Observações: Segundo o novo acordo ortográfico essa conjugação é regular, se encaixando na 1ª. A única diferença entre esta e a 1ª conjugação é o acento gráfico sobre a letra u, que nas normas do novo acordo ficaria sem o acento.
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
(SA)ú(D)o |
(SA)u(D)avas |
(SA)ú(D)e |
- |
| TU |
(SA)ú(D)as |
(SA)u(D)avas |
(SA)ú(D)es |
(SA)ú(D)a |
| ELE(A) |
(SA)ú(D)a |
(SA)u(D)ava |
(SA)ú(D)e |
(SA)ú(D)e |
| NÓS |
(SA)u(D)amos |
(SA)u(D)ávamos |
(SA)u(D)emos |
(SA)u(D)emos |
| VÓS |
(SA)u(D)ais |
(SA)u(D)áveis |
(SA)u(D)eis |
(SA)u(D)ai |
| ELES(AS) |
(SA)ú(D)am |
(SA)u(D)avam |
(SA)ú(D)em |
(SA)ú(D)em |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(SA)u(D)ei |
(SA)u(D)ara |
(SA)u(D)asse |
- |
| TU |
(SA)u(D)aste |
(SA)u(D)aras |
(SA)u(D)asses |
(SA)ú(D)es |
| ELE(A) |
(SA)u(D)ou |
(SA)u(D)ara |
(SA)u(D)asse |
(SA)ú(D)e |
| NÓS |
(SA)u(D)amos |
(SA)u(D)áramos |
(SA)u(D)ássemos |
(SA)u(D)emos |
| VÓS |
(SA)u(D)astes |
(SA)u(D)áreis |
(SA)u(D)ásseis |
(SA)u(D)eis |
| ELES(AS) |
(SA)u(D)aram |
(SA)u(D)aram |
(SA)u(D)assem |
(SA)ú(D)em |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(SA)u(D)arei |
(SA)u(D)aria |
(SA)u(D)ar |
(SA)u(D)ando |
| TU |
(SA)u(D)arás |
(SA)u(D)arias |
(SA)u(D)ares |
|
| ELE(A) |
(SA)u(D)ará |
(SA)u(D)aria |
(SA)u(D)ar |
|
| NÓS |
(SA)u(D)aremos |
(SA)u(D)aríamos |
(SA)u(D)armos |
Particípio |
| VÓS |
(SA)u(D)areis |
(SA)u(D)aríeis |
(SA)u(D)ardes |
(SA)u(D)ado |
| ELES(AS) |
(SA)u(D)arão |
(SA)u(D)ariam |
(SA)u(D)arem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
á(GU)o |
a(GU)ava |
á(GU/GÜ)e |
- |
| TU |
á(GU)as |
a(GU)avas |
á(GU/GÜ)es |
á(GU)a |
| ELE(A) |
á(GU)a |
a(GU)ava |
á(GU/GÜ)e |
á(GU/GÜ)e |
| NÓS |
a(GU)amos |
a(GU)ávamos |
a(GU/GÜ)emos |
a(GU/GÜ)emos |
| VÓS |
a(GU)ais |
a(GU)áveis |
a(GU/GÜ)eis |
a(GU)ai |
| ELES(AS) |
á(GU)am |
a(GU)avam |
á(GU/GÜ)em |
á(GU/GÜ)em |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
a(GU/GÜ)ei |
a(GU)ara |
a(GU)asse |
- |
| TU |
a(GU)aste |
a(GU)aras |
a(GU)asses |
á(GU/GÜ)es |
| ELE(A) |
a(GU)ou |
a(GU)ara |
a(GU)asse |
á(GU/GÜ)e |
| NÓS |
a(GU)amos |
a(GU)áramos |
a(GU)ássemos |
a(GU/GÜ)emos |
| VÓS |
a(GU)astes |
a(GU)áreis |
a(GU)ásseis |
a(GU/GÜ)eis |
| ELES(AS) |
a(GU)aram |
a(GU)aram |
a(GU)assem |
á(GU/GÜ)em |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
a(GU)arão |
a(GU)aria |
a(GU)ar |
a(GU)ando |
| TU |
a(GU)áras |
a(GU)arias |
a(GU)ares |
|
| ELE(A) |
a(GU)ara |
a(GU)aria |
a(GU)ar |
|
| NÓS |
a(GU)aremos |
a(GU)aríamos |
a(GU)armos |
Particípio |
| VÓS |
a(GU)areis |
a(GU)aríeis |
a(GU)ardes |
a(GU)ado |
| ELES(AS) |
a(GU)arão |
a(GU)ariam |
a(GU)arem |
|
[editar] (AVERIGU)ar
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
(AVERIGU)o |
(AVERIGU)ava |
(AVERIGÚ)e |
- |
| TU |
(AVERIGU)as |
(AVERIGU)avas |
(AVERIGÚ)es |
(AVERIGU)a |
| ELE(A) |
(AVERIGU)a |
(AVERIGU)ava |
(AVERIGÚ)e |
(AVERIGÚ)e |
| NÓS |
(AVERIGU)amos |
(AVERIGU)ávamos |
(AVERIGU/AVERIGÜ)emos |
(AVERIGU/AVERIGÜ)emos |
| VÓS |
(AVERIGU)ais |
(AVERIGU)áveis |
(AVERIGU/AVERIGÜ)eis |
(AVERIGU)ai |
| ELES(AS) |
(AVERIGU)am |
(AVERIGU)avam |
(AVERIGÚ)em |
(AVERIGÚ)em |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(AVERIGU)ei |
(AVERIGU)ara |
(AVERIGU)asse |
- |
| TU |
(AVERIGU)aste |
(AVERIGU)aras |
(AVERIGU)asses |
(AVERIGÚ)es |
| ELE(A) |
(AVERIGU)ou |
(AVERIGU)ara |
(AVERIGU)asse |
(AVERIGÚ)e |
| NÓS |
(AVERIGU)amos |
(AVERIGU)áramos |
(AVERIGU)ássemos |
(AVERIGU/AVERIGÜ)emos |
| VÓS |
(AVERIGU)astes |
(AVERIGU/AVERIGÜ)áreis |
(AVERIGU)ásseis |
(AVERIGU)eis |
| ELES(AS) |
(AVERIGU)aram |
(AVERIGU)aram |
(AVERIGU)assem |
(AVERIGÚ)em |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(AVERIGU)arei |
(AVERIGU)aria |
(AVERIGU)ar |
(AVERIGU) |
| TU |
(AVERIGU)arás |
(AVERIGU)arias |
(AVERIGU)ares |
|
| ELE(A) |
(AVERIGU)ará |
(AVERIGU)aria |
(AVERIGU)ar |
|
| NÓS |
(AVERIGU)aremos |
(AVERIGU)aríamos |
(AVERIGU)armos |
Particípio |
| VÓS |
(AVERIGU)areis |
(AVERIGU)aríeis |
(AVERIGU)ardes |
(AVERIGU)ado |
| ELES(AS) |
(AVERIGU)arão |
(AVERIGU)ariam |
(AVERIGU)arem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
- |
(ADEQU)ava |
- |
- |
| TU |
- |
(ADEQU)avas |
- |
- |
| ELE(A) |
- |
(ADEQU)ava |
- |
- |
| NÓS |
(ADEQU)amos |
(ADEQU)ávamos |
(ADEQU/ADEQÜ)emos |
(ADEQU/ADEQÜ)emos |
| VÓS |
(ADEQU)ais |
(ADEQU)áveis |
(ADEQU/ADEQÜ)eis |
(ADEQU)ai |
| ELES(AS) |
- |
(ADEQU)avam |
- |
- |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(ADEQU/ADEQÜ)ei |
(ADEQU)ara |
(ADEQU)asse |
- |
| TU |
(ADEQU)aste |
(ADEQU)aras |
(ADEQU)asses |
- |
| ELE |
(ADEQU)ou |
(ADEQU)ara |
(ADEQU)asse |
- |
| NÓS |
(ADEQU)amos |
(ADEQU)áramos |
(ADEQU)ássemos |
(ADEQU/ADEQÜ)emos |
| VÓS |
(ADEQU)astes |
(ADEQU)áreis |
(ADEQU)ásseis |
(ADEQU/ADEQÜ)eis |
| ELES(AS) |
(ADEQU)aram |
(ADEQU)aram |
(ADEQU)assem |
- |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(ADEQU)arei |
(ADEQU)aria |
(ADEQU)ar |
(ADEQU)ando |
| TU |
(ADEQU)arás |
(ADEQU)arias |
(ADEQU)ares |
|
| ELE(A) |
(ADEQU)ará |
(ADEQU)aria |
(ADEQU)ar |
|
| NÓS |
(ADEQU)aremos |
(ADEQU)aríamos |
(ADEQU)armos |
Particípio |
| VÓS |
(ADEQU)areis |
(ADEQU)aríeis |
(ADEQU)ardes |
(ADEQU)ado |
| ELES(AS) |
(ADEQU)arão |
(ADEQU)ariam |
(ADEQU)arem |
|
Ver também: Verbos regulares do Indicativo, Subjuntivo (conjuntivo), Imperativo, Particípio e Gerúndio
|
Indicativo |
Conjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Positivo |
| EU |
Sou |
Era |
Seja |
- |
| TU |
És |
Eras |
Sejas |
Sê |
| ELE(A) |
É |
Era |
Seja |
Seja |
| NÓS |
Somos |
Éramos |
Sejamos |
Sejamos |
| VÓS |
Sois |
Éreis |
Sejais |
Sede |
| ELES(AS) |
São |
Eram |
Sejam |
Sejam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Fui |
Fora |
Fosse |
- |
| TU |
Foste |
Foras |
Fosses |
Sejas |
| ELE(A) |
Foi |
Fora |
Fosse |
Seja |
| NÓS |
Fomos |
Fôramos |
Fôssemos |
Sejamos |
| VÓS |
Fostes |
Fôreis |
Fôsseis |
Sejais |
| ELES(AS) |
Foram |
Foram |
Fossem |
Sejam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Serei |
Seria |
For |
Sendo |
| TU |
Serás |
Serias |
Fores |
|
| ELE(A) |
Será |
Seria |
For |
|
| NÓS |
Seremos |
Seriamos |
Formos |
Particípio |
| VÓS |
Sereis |
Serieis |
Fordes |
Sido |
| ELES(AS) |
Serão |
Seriam |
Forem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Tenho |
Tinha |
Tenha |
- |
| TU |
Tens |
Tinhas |
Tenhas |
Tem |
| ELE(A) |
Tem |
Tinha |
Tenha |
Tenha |
| NÓS |
Temos |
Tínhamos |
Tenhamos |
Tenhamos |
| VÓS |
Tendes |
Tínheis |
Tenhais |
Tende |
| ELES(AS) |
Têm |
Tinham |
Tenham |
Tenham |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Tive |
Tivera |
Tivesse |
- |
| TU |
Tiveste |
Tiveras |
Tivesses |
Tenhas |
| ELE(A) |
Teve |
Tivera |
Tivesse |
Tenha |
| NÓS |
Tivemos |
Tivéramos |
Tivéssemos |
Tenhamos |
| VÓS |
Tivestes |
Tivéreis |
Tivésseis |
Tenhais |
| ELES(AS) |
Tiveram |
Tiveram |
Tivessem |
Tenham |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Terei |
Teria |
Tiver |
Tendo |
| TU |
Terás |
Terias |
Tiveres |
|
| ELE(A) |
Terá |
Teria |
Tiver |
|
| NÓS |
Teremos |
Teríamos |
Tivermos |
Particípio |
| VÓS |
Tereis |
Teríeis |
Tiverdes |
Tido |
| ELES(AS) |
Terão |
Teriam |
Tiverem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Hei |
Havia |
Haja |
- |
| TU |
Hás |
Havias |
Hajas |
Há |
| ELE(A) |
Há |
Havia |
Haja |
Haja |
| NÓS |
Havemos/Hemos |
Havíamos |
Hajamos |
Hajamos |
| VÓS |
Haveis/Heis |
Havíeis |
Hajais |
Haveis |
| ELES(AS) |
Hão |
Haviam |
Hajam |
Hajam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Houve |
Houvera |
Houvesse |
- |
| TU |
Houveste |
Houveras |
Houvesses |
Hajas |
| ELE(A) |
Houve |
Houvera |
Houvesse |
Haja |
| NÓS |
Houvemos |
Houvéramos |
Houvéssemos |
Hajamos |
| VÓS |
Houvestes |
Houvéreis |
Houvésseis |
Hajais |
| ELES(AS) |
Houveram |
Houveram |
Houvessem |
Hajam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Haverei |
Haveria |
Houver |
Havendo |
| TU |
Haverás |
Haverias |
Houveres |
|
| ELE(A) |
Haverá |
Haveria |
Houver |
|
| NÓS |
Haveremos |
Haveríamos |
Houvermos |
Particípio |
| VÓS |
Havereis |
Haveríeis |
Houverdes |
Havido |
| ELES(AS) |
Haverão |
Haveriam |
Houverem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Digo |
Dizia |
Diga |
- |
| TU |
Dizes |
Dizias |
Digas |
Diz/Dize |
| ELE(A) |
Diz |
Dizia |
Diga |
Diga |
| NÓS |
Dizemos |
Dizíamos |
Digamos |
Digamos |
| VÓS |
Dizeis |
Dizíeis |
Digais |
Dizei |
| ELES(AS) |
Dizem |
Diziam |
Digam |
Digam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Disse |
Dissera |
Dissesse |
- |
| TU |
Disseste |
Disseras |
Dissesses |
Diga |
| ELE(A) |
Disse |
Dissera |
Dissesse |
Diga |
| NÓS |
Dissemos |
Disséramos |
Disséssemos |
Digamos |
| VÓS |
Dissestes |
Disséreis |
Dissésseis |
Digais |
| ELES(AS) |
Disseram |
Disseram |
Dissessem |
Digam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Direi |
Diria |
Disse |
Dizendo |
| TU |
Dirás |
Diria |
Disseres |
|
| ELE(A) |
Dirá |
Diria |
Disser |
|
| NÓS |
Diremos |
Diríamos |
Dissermos |
Particípio |
| VÓS |
Direis |
Diríeis |
Disserdes |
Dito |
| ELES(AS) |
Dirão |
Diriam |
Disserem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Faço |
Fazia |
Faço |
- |
| TU |
Fazes |
Fazias |
Faças |
Faz |
| ELE(A) |
Faz |
Fazia |
Faça |
Faça |
| NÓS |
Fazemos |
Fazíamos |
Façamos |
Façamos |
| VÓS |
Fazeis |
Fazíeis |
Façais |
Fazeis |
| ELES(AS) |
Fazem |
Faziam |
Façam |
Façam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Fiz |
Fizera |
Fizesse |
- |
| TU |
Fizeste |
Fizeras |
Fizesses |
Faças |
| ELE(A) |
Fez |
Fizera |
Fizesse |
Faça |
| NÓS |
Fizemos |
Fizéramos |
Fizéssemos |
Façamos |
| VÓS |
Fizestes |
Fizéreis |
Fizésseis |
Façais |
| ELES(AS) |
Fizeram |
Fizeram |
Fizessem |
Façam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Farei |
Faria |
Fizer |
Fazendo |
| TU |
Farás |
Faria |
Fizeres |
|
| ELE(A) |
Fará |
Faria |
Fizer |
|
| NÓS |
Faremos |
Faríamos |
Fizermos |
Particípio |
| VÓS |
Farei |
Faríeis |
Fizerdes |
Feito |
| ELES(AS) |
Farão |
Fariam |
Fizerem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Trago |
Trazia |
Traga |
- |
| TU |
Trazes |
Trazias |
Tragas |
Traz |
| ELE(A) |
Traz |
Trazia |
Traga |
Traga |
| NÓS |
Trazemos |
Trazíamos |
Tragamos |
Tragamos |
| VÓS |
Trazeis |
Trazíeis |
Tragais |
Trazei |
| ELES(AS) |
Trazem |
Traziam |
Tragam |
Tragam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Trouxe |
Trouxera |
Trouxesse |
- |
| TU |
Trouxeste |
Trouxeras |
Trouxesses |
Traga |
| ELE(A) |
Trouxe |
Trouxera |
Trouxesse |
Traga |
| NÓS |
Trouxemos |
Trouxéramos |
Trouxéssemos |
Tragamos |
| VÓS |
Trouxestes |
Trouxéreis |
Trouxésseis |
Tragais |
| ELES(AS) |
Trouxeram |
Trouxeram |
Trouxessem |
Tragam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Trarei |
Traria |
Trouxer |
Trazendo |
| TU |
Trarás |
Trarias |
Trouxeres |
|
| ELE(A) |
Trará |
Traria |
Trouxer |
|
| NÓS |
Traremos |
Traríamos |
Trouxermos |
Particípio |
| VÓS |
Trareis |
Traríeis |
Trouxerdes |
Trazido |
| ELES(AS) |
Trarão |
Trariam |
Trouxeram |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Caibo |
Cabia |
Caiba |
- |
| TU |
Cabes |
Cabias |
Caibas |
- |
| ELE(A) |
Cabe |
Cabia |
Cabia |
- |
| NÓS |
Cabemos |
Cabíamos |
Caibamos |
- |
| VÓS |
Cabeis |
Cabíeis |
Caibais |
- |
| ELES(AS) |
Cabem |
Cabiam |
Caibam |
- |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Coube |
Coubera |
Coubesse |
- |
| TU |
Coubeste |
Couberas |
Coubesses |
- |
| ELE(A) |
Coube |
Coubera |
Coubesse |
- |
| NÓS |
Coubemos |
Coubéramos |
Coubéssemos |
- |
| VÓS |
Coubestes |
Coubéreis |
Coubésseis |
- |
| ELES(AS) |
Couberam |
Couberam |
Coubessem |
- |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Caberei |
Caberia |
Couber |
Cabendo |
| TU |
Caberás |
Caberias |
Couberes |
|
| ELE(A) |
Caberá |
Caberia |
Couber |
|
| NÓS |
Cabermos |
Caberíamos |
Coubermos |
Particípio |
| VÓS |
Cabereis |
Caberíeis |
Couberdes |
Cabido |
| ELES(AS) |
Caberão |
Caberiam |
Couberem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Sei |
Sabia |
Saiba |
- |
| TU |
Sabes |
Sabias |
Saibas |
Sabe |
| ELE(A) |
Sabe |
Sabia |
Saiba |
Saiba |
| NÓS |
Sabemos |
Sabíamos |
Saibamos |
Saibamos |
| VÓS |
Sabeis |
Sabíeis |
Saibais |
Sabei |
| ELES(AS) |
Sabem |
Sabiam |
Saibam |
Saibam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Soube |
Soubera |
Soubesse |
- |
| TU |
Soubeste |
Souberas |
Soubesses |
Saibas |
| ELE(A) |
Soube |
Soubera |
Soubesse |
Saiba |
| NÓS |
Soubemos |
Soubéramos |
Soubéssemos |
Saibamos |
| VÓS |
Soubestes |
Soubéreis |
Soubésseis |
Saibais |
| ELES(AS) |
Souberam |
Souberam |
Soubessem |
Saibam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Saberei |
Saberia |
Souber |
Sabendo |
| TU |
Saberás |
Saberias |
Souberes |
|
| ELE(A) |
Saberá |
Saberia |
Souber |
|
| NÓS |
Saberemos |
Saberíamos |
Soubermos |
Particípio |
| VÓS |
Sabereis |
Saberíeis |
Souberdes |
Sabido |
| ELES(AS) |
Saberão |
Saberiam |
Souberem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Vejo |
Via |
Veja |
- |
| TU |
Vês |
Vias |
Vejas |
Vê |
| ELE(A) |
Vê |
Via |
Veja |
Veja |
| NÓS |
Vemos |
Víamos |
Vejamos |
Vejamos |
| VÓS |
Vedes |
Víeis |
Vejais |
Vede |
| ELES(AS) |
Veem |
Viam |
Vejam |
Vejam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Vi |
Vira |
Visse |
- |
| TU |
Viste |
Viras |
Visses |
Vejas |
| ELE(A) |
Viu |
Vira |
Visse |
Veja |
| NÓS |
Vimos |
Víramos |
Víssemos |
Vejamos |
| VÓS |
Vistes |
Víreis |
Vísseis |
Vejais |
| ELES(AS) |
Viram |
Viram |
Vissem |
Vejam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Verei |
Veria |
Vir |
Vendo |
| TU |
Verás |
Verias |
Vires |
|
| ELE(A) |
Verá |
Veria |
Vir |
|
| NÓS |
Vermos |
Veríamos |
Virmos |
Particípio |
| VÓS |
Vereis |
Veríeis |
Virdes |
Visto |
| ELES(AS) |
Verão |
Veriam |
Virem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
provejo |
provia |
proveja |
|
| TU |
provês |
provias |
provejas |
provê tu |
| ELE(A) |
provê |
provia |
proveja |
proveja você |
| NÓS |
provemos |
províamos |
provejamos |
provejamos nós |
| VÓS |
provedes |
províeis |
provejais |
provede vós |
| ELES(AS) |
provêem |
proviam |
provejam |
provejam vocês |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Posso |
Podia |
Possa |
- |
| TU |
Podes |
Podias |
Possas |
Pode |
| ELE(A) |
Pode |
Podia |
Possa |
Possa |
| NÓS |
Podemos |
Podíamos |
Possamos |
Possamos |
| VÓS |
Podeis |
Podíeis |
Possais |
Podei |
| ELES(AS) |
Podem |
Podiam |
Possam |
Possam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Pude |
Pudera |
Pudesse |
- |
| TU |
Pudeste |
Puderas |
Pudesses |
Possas |
| ELE(A) |
Pôde |
Pudera |
Pudesse |
Possa |
| NÓS |
Pudemos |
Pudéramos |
Pudéssemos |
Possamos |
| VÓS |
Pudestes |
Pudéreis |
Pudésseis |
Possais |
| ELES(AS) |
Puderam |
Puderam |
Pudessem |
Possam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Poderei |
Poderia |
Puder |
Podendo |
| TU |
Poderás |
Poderias |
Puderes |
|
| ELE(A) |
Poderá |
Poderia |
Puder |
|
| NÓS |
Poderemos |
Poderíamos |
Pudermos |
Particípio |
| VÓS |
Podereis |
Poderíeis |
Puderdes |
Podido |
| ELES(AS) |
Poderão |
Poderiam |
Puderem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
creio |
cria |
creia |
| TU |
crês |
crias |
creias |
crê |
| ELE(A) |
crê |
cria |
creia |
creia |
| NÓS |
cremos |
críamos |
creiamos |
creiamos |
| VÓS |
credes |
críeis |
creiais |
crede |
| ELES(AS) |
creem |
criam |
creiam |
creiam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
cri |
crera |
cresse |
|
| TU |
creste |
creras |
cresses |
creias |
| ELE(A) |
creu |
crera |
cresse |
creia |
| NÓS |
cremos |
crêramos |
crêssemos |
creiamos |
| VÓS |
crestes |
crêreis |
crêsseis |
creiais |
| ELES(AS) |
creram |
creram |
cressem |
creiam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
crerei |
creria |
crer |
crendo |
| TU |
crerás |
crerias |
creres |
|
| ELE(A) |
crerá |
creria |
crer |
|
| NÓS |
creremos |
creríamos |
crermos |
Particípio |
| VÓS |
crereis |
creríeis |
crerdes |
crido |
| ELES(AS) |
crerão |
creriam |
crerem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Quero |
Queria |
Queira |
- |
| TU |
Queres |
Querias |
Queiras |
Quer |
| ELE(A) |
Quer |
Queria |
Queira |
Queira |
| NÓS |
Queremos |
Queríamos |
Queiramos |
Queiramos |
| VÓS |
Quereis |
Queríeis |
Queirais |
Querei |
| ELES(AS) |
Querem |
Queriam |
Queiram |
Queiram |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Quis |
Quisera |
Quisesse |
- |
| TU |
Quiseste |
Quiseras |
Quisesses |
Queiras |
| ELE(A) |
Quis |
Quisera |
Quisesse |
Queira |
| NÓS |
Quisemos |
Quiséramos |
Quiséssemos |
Queiramos |
| VÓS |
Quisestes |
Quiséreis |
Quisésseis |
Queirais |
| ELES(AS) |
Quiseram |
Quiseram |
Quisessem |
Queiram |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Quererei |
Quereria |
Quiser |
Querendo |
| TU |
Quererás |
Quererias |
Quiseres |
|
| ELE(A) |
Quererá |
Quereria |
Quiser |
|
| NÓS |
Quereremos |
Quereríamos |
Quisermos |
Particípio |
| VÓS |
Querereis |
Quereríeis |
Quiserdes |
Querido |
| ELES(AS) |
Quererão |
Quereriam |
Quiserem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Requeiro |
Requeria |
Requeira |
- |
| TU |
Requeres |
Requerias |
Requeira |
Requer/Requere |
| ELE(A) |
Requer |
Requeria |
Requeira |
Requeira |
| NÓS |
Requeremos |
Requeríamos |
Requeiramos |
Requeiramos |
| VÓS |
Requereis |
Requeríeis |
Requeirais |
Requerei |
| ELES(AS) |
Requerem |
requeriam |
Requeiram |
Requeiram |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Requeri |
Requerera |
Requeresse |
- |
| TU |
Requereste |
Requereras |
Requeresses |
Requeira |
| ELE(A) |
Requereu |
Requerera |
Requeresse |
Requeira |
| NÓS |
Requeremos |
Requerêramos |
Requerêssemos |
Requeiramos |
| VÓS |
Requerestes |
Requerêreis |
Requerêsseis |
Requeirais |
| ELES(AS) |
Requereram |
Requereram |
Requeressem |
Requeiram |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Requererei |
Requereria |
Requerer |
Requerendo |
| TU |
Requererás |
Requererias |
Requerer |
|
| ELE(A) |
Requererá |
Requereria |
Requerer |
|
| NÓS |
Requereremos |
Requereríamos |
Requererermos |
Particípio |
| VÓS |
Requerereis |
Requereríeis |
Requerererdes |
Requerido |
| ELES(AS) |
Requererão |
Requereriam |
Requererem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
valho |
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Perco |
Perdia |
Perca |
- |
| TU |
Perdes |
Perdias |
Percas |
Perde |
| ELE(A) |
Perde |
Perdia |
Perca |
Perca |
| NÓS |
Perdemos |
Perdíamos |
Percamos |
Percamos |
| VÓS |
Perdeis |
Perdíeis |
Percais |
Perdei |
| ELES(AS) |
Perdem |
Perdiam |
Percam |
Percam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Perdi |
Perdera |
Perdesse |
- |
| TU |
Perdeste |
Perderas |
Perdesses |
Percas |
| ELE(A) |
Perdeu |
Perdera |
Perdesse |
Perca |
| NÓS |
Perdemos |
Perdêramos |
Perdêssemos |
Percamos |
| VÓS |
Perdestes |
Perdêreis |
Perdêsseis |
Percais |
| ELES(AS) |
Perderam |
Perderam |
Perdessem |
Percam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Perderei |
Perderia |
Perder |
Perdendo |
| TU |
Perderás |
Perderias |
Perderes |
|
| ELE(A) |
Perderá |
Perderia |
Perder |
|
| NÓS |
Perderemos |
Perderíamos |
Perdermos |
Particípio |
| VÓS |
Perdereis |
Perderíeis |
Perderdes |
Perdido |
| ELES(AS) |
Perderão |
Perderiam |
Perderem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Preterito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
aqueço |
aquecia |
aqueça |
- |
| TU |
aqueces |
aquecias |
aqueças |
aquece |
| ELE(A) |
aquece |
aquecia |
aqueça |
aqueça |
| NÓS |
aquecemos |
aquecíamos |
aqueçamos |
aqueçamos |
| VÓS |
aqueceis |
aquecíeis |
aqueçais |
aquecei |
| ELES(AS) |
aquecem |
aqueciam |
aqueçam |
aqueçam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
aqueci |
aquecera |
aquecesse |
|
| TU |
aqueceste |
aqueceras |
aquecesses |
|
| ELE(A) |
aqueceu |
aquecera |
aquecesse |
|
| NÓS |
aquecemos |
aquecêramos |
aquecêssemos |
|
| VÓS |
aquecestes |
aquecêreis |
aquecêsseis |
|
| ELES(AS) |
aqueceram |
aqueceram |
aquecessem |
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
aquecerei |
aqueceria |
|
|
| TU |
aquecerás |
aquecerias |
|
|
| ELE(A) |
aquecerá |
aqueceria |
|
|
| NÓS |
aqueceremos |
aqueceríamos |
|
Particípio |
| VÓS |
aquecereis |
aqueceríeis |
|
|
| ELES(AS) |
aquecerão |
aqueceriam |
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
[editar] (ABRAN)ger
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
Ver também: Verbos regulares do Indicativo, Subjuntivo (conjuntivo), Imperativo, Particípio e Gerúndio
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
(C)aio |
(C)aía |
(C)aia |
- |
| TU |
(C)ais |
(C)aías |
(C)aias |
(C)ai |
| ELE(A) |
(C)ai |
(C)aía |
(C)aia |
(C)aia |
| NÓS |
(C)aímos |
(C)aíamos |
(C)aiamos |
(C)aiamos |
| VÓS |
(C)aís |
(C)aíeis |
(C)aiais |
(C)aí |
| ELES(AS) |
(C)aem |
(C)aíam |
(C)aiam |
(C)aiam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
(C)aí |
(C)aíra |
(C)aísse |
- |
| TU |
(C)aíste |
(C)aíras |
(C)asses |
(C)aias |
| ELE(A) |
(C)aiu |
(C)aíra |
(C)aísse |
(C)aia |
| NÓS |
(C)aímos |
(C)aíramos |
(C)aíssemos |
(C)aiamos |
| VÓS |
(C)aístes |
(C)aíreis |
(C)aísseis |
(C)aiais |
| ELES(AS) |
(C)aíram |
(C)aíram |
(C)aíssem |
(C)aiam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
(C)airei |
(C)airia |
(C)air |
(C)aindo |
| TU |
(C)airás |
(C)airias |
(C)aíres |
|
| ELE(A) |
(C)airá |
(C)airia |
(C)air |
|
| NÓS |
(C)airemos |
(C)airíamos |
(C)airmos |
Particípio |
| VÓS |
(C)aireis |
(C)airíeis |
(C)airdes |
(C)aído |
| ELES(AS) |
(C)airão |
(C)airiam |
(C)aírem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativoo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Vou |
Ia |
Vá |
- |
| TU |
Vais |
Ias |
Vás |
Vai |
| ELE(A) |
Vai |
Ia |
Vá |
Vá |
| NÓS |
Vamos |
Íamos |
Vamos |
Vamos |
| VÓS |
Ides |
Íeis |
Vades |
Ide |
| ELES(AS) |
Vão |
Iam |
Vão |
Vão |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Fui |
Fora |
Fosse |
- |
| TU |
Foste |
Foras |
Fosses |
Vás |
| ELE(A) |
Foi |
Fora |
Fosse |
Vá |
| NÓS |
Fomos |
Fôramos |
Fôssemos |
Vamos |
| VÓS |
Fostes |
Fôreis |
Fôsseis |
Vades |
| ELES(AS) |
Foram |
Foram |
Fossem |
Vão |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Irei |
Iria |
For |
Indo |
| TU |
Irás |
Irias |
Fores |
|
| ELE(A) |
Irá |
Iria |
For |
|
| NÓS |
Iremos |
Iríamos |
Formos |
Particípio |
| VÓS |
Ireis |
Iríeis |
Fordes |
Ido |
| ELES(AS) |
Irão |
Iriam |
Forem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Venho |
Vinha |
Venha |
| TU |
Vens |
Vinhas |
Venhas |
Vem |
| ELE(A) |
Vem |
Vinha |
Venha |
Venha |
| NÓS |
Vimos |
Vínhamos |
Venhamos |
Venhamos |
| VÓS |
Vindes |
Vínheis |
Venhais |
Vinde |
| ELES(AS) |
Vêm |
Vinham |
Venham |
Venham |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Vim |
Viera |
Viesse |
| TU |
Vieste |
Vieras |
Viesses |
Não venhas |
| ELE(A) |
Veio |
Viera |
Viesse |
Não venha |
| NÓS |
Viemos |
Viéramos |
Viéssemos |
Não venhamos |
| VÓS |
Viestes |
Viéreis |
Viésseis |
Não venhais |
| ELES(AS) |
Vieram |
Vieram |
Viéssem |
Não venham |
|
Futuro do Pres. |
Condicional/Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Virei |
Viria |
Vir |
Vindo |
| TU |
Virás |
Virias |
Vires |
|
| ELE(A) |
Virá |
Viria |
Vir |
|
| NÓS |
Viremos |
Viríamos |
Virmos |
Particípio |
| VÓS |
Vireis |
Viríeis |
virdes |
Vindo |
| ELES(AS) |
Virão |
Viriam |
Virem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Rio |
Ria |
Ria |
| TU |
Ris |
Rias |
Rias |
Ri |
| ELE(A) |
Ri |
Ria |
Ria |
Ria |
| NÓS |
Rimos |
Ríamos |
Riamos |
Riamos |
| VÓS |
Rides |
Ríeis |
Riais |
Riais |
| ELES(AS) |
Riem |
Riam |
Riam |
Riam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Ri |
Rira |
Risse |
| TU |
Riste |
Riras |
Risses |
Não rias |
| ELE(A) |
Riu |
Rira |
Risse |
Não ria |
| NÓS |
Rimos |
Ríramos |
Ríssemos |
Não riamos |
| VÓS |
Ristes |
Ríreis |
Rísseis |
Não riais |
| ELES(AS) |
Riram |
Riram |
Rissem |
Não riam |
|
Futuro do Pres. |
Condicional/Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Rirei |
Riria |
Rir |
Rindo |
| TU |
Rirás |
Ririas |
Rires |
|
| ELE(A) |
Rirá |
Riria |
Rir |
|
| NÓS |
Riremos |
Riríamos |
Rirmos |
Particípio |
| VÓS |
Rireis |
riríes |
rirdes |
Rido |
| ELES(AS) |
Rirão |
ririam |
rirem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Ouço/oiço |
Ouvia |
Ouça/ouça |
- |
| TU |
Ouves |
Ouvias |
Ouças/oiças |
Ouve |
| ELE(A) |
Ouve |
Ouvia |
Ouça/oiça |
Ouça/oiça |
| NÓS |
Ouvimos |
Ouvíamos |
Ouçamos/oiçamos |
Ouçamos/oiçamos |
| VÓS |
Ouvis |
Ouvíeis |
Ouçais/oiçais |
Ouvi |
| ELES(AS) |
Ouvem |
Ouviam |
Ouçam/oiçam |
Ouçam/oiçam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Ouvi |
Ouvira |
Ouvisse |
| TU |
Ouviste |
Ouvira |
Ouvisses |
Não ouças/oiças |
| ELE(A) |
Ouviu |
Ouvira |
Ouvisse |
Não ouça/oiça |
| NÓS |
Ouvimos |
Ouvíramos |
Ouvíssemos |
Não ouçamos/oiçamos |
| VÓS |
Ouvistes |
Ouvíreis |
Ouvísseis |
Não Ouçais/oiçais |
| ELES(AS) |
Ouviram |
Ouviram |
Ouvissem |
Não Ouçam/oiçam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Ouvirei |
Ouviria |
Ouvir |
Ouvindo |
| TU |
Ouvirás |
Ouvirias |
Ouvires |
|
| ELE(A) |
Ouvirá |
Ouviria |
Ouvir |
|
| NÓS |
Ouviremos |
Ouviríamos |
Ouvirmos |
Particípio |
| VÓS |
Ouviríeis |
Ouviríeis |
Ouvirdes |
Ouvido |
| ELES(AS) |
Ouvirão |
Ouviriam |
Ouvirem |
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Meço |
Media |
Meça |
| TU |
Medes |
Medias |
Meças |
Mede |
| ELE(A) |
Mede |
Media |
Meça |
Meça |
| NÓS |
Medimos |
Medíamos |
Meçamos |
Meçamos |
| VÓS |
Medis |
Medíesis |
Meçais |
Medi |
| ELES(AS) |
Medem |
Mediam |
Meçam |
Meçam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Medi |
Medira |
Medisse |
| TU |
Mediste |
Mediras |
Medisses |
Não meças |
| ELE(A) |
Mediu |
Medira |
Medisse |
Não meça |
| NÓS |
Medimos |
Medíramos |
Medíssemos |
Não meçamos |
| VÓS |
Medistes |
Medíreis |
Medísseis |
Não meçais |
| ELES(AS) |
Mediram |
Mediram |
Medissen |
Não meçam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Medirei |
Mediria |
Medir |
Medindo |
| TU |
Medirás |
Medirias |
Medires |
|
| ELE(A) |
Medirá |
Mediria |
Medir |
|
| NÓS |
Mediremos |
Mediríamos |
Medirmos |
Particípio |
| VÓS |
Medireis |
Mediríeis |
Medires |
Medido |
| ELES(AS) |
Mediram |
Mediriam |
Medirem |
|
[editar] (COND)u(-)zir
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
dirijo |
dirigia |
dirija |
|
| TU |
diriges |
dirigias |
dirijas |
dirige |
| ELE(A) |
dirige |
dirigia |
dirija |
dirija |
| NÓS |
dirigimos |
dirigíamos |
dirijamos |
dirijamos |
| VÓS |
dirigis |
dirigíeis |
dirijais |
dirigi |
| ELES(AS) |
dirigem |
dirigiam |
dirijam |
dirijam |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
dirigi |
dirigira |
dirigia |
|
| TU |
dirigiste |
dirigiras |
dirigias |
não dirijas |
| ELE(A) |
dirigiu |
dirigira |
dirigia |
não dirija |
| NÓS |
dirigimos |
dirigíramos |
dirigíamos |
não dirijamos |
| VÓS |
dirigistes |
dirigíreis |
dirigíeis |
não dirijais |
| ELES(AS) |
dirigiram |
dirigiram |
dirigiam |
não dirijam |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
dirigirei |
dirigiria |
dirigir |
dirigindo |
| TU |
dirigirás |
dirigirias |
dirigires |
|
| ELE(A) |
dirigirá |
dirigiria |
dirigir |
|
| NÓS |
dirigiremos |
dirigiríamos |
dirigirmos |
Particípio |
| VÓS |
dirigireis |
dirigiríeis |
dirigirdes |
dirigido |
| ELES(AS) |
dirigirão |
dirigiriam |
dirigirem |
|
[editar] (EXTIN)guir
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
[editar] (DIV)ergir
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
[editar] (CONSTR)uir
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
[editar] (M)e(NT)ir
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
[editar] (AGR)e(D)ir
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
[editar] (D)o(RM)ir
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
[editar] (EXTORQU)ir
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
Particípio |
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Preterito Imperf. |
Negativo |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
|
|
|
|
| NÓS |
|
|
|
|
| VÓS |
|
|
|
|
| ELES(AS) |
|
|
|
|
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
|
|
|
|
| TU |
|
|
|
|
| ELE(A) |
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| NÓS |
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Particípio |
| VÓS |
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| ELES(AS) |
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Ver também: Verbos regulares do Indicativo, Subjuntivo (conjuntivo), Imperativo, Particípio e Gerúndio
Existe apenas uma conjugação verbal com a terminação OR, e esta possui pouquíssimos verbos como PÔR, REPOR e COMPOR (antigamente -poer, anomalia da segunda conjugação):
|
Indicativo |
Subjuntivo |
Imperativo |
|
Presente |
Pretérito imperf. |
Presente |
Afirmativo |
| EU |
Ponho |
Punha |
Ponha |
- |
| TU |
Pões |
Punhais |
Ponhas |
Põe |
| ELE(A) |
Põe |
Punha |
Ponha |
Ponha |
| NÓS |
Pomos |
Púnhamos |
Ponhamos |
Ponhamos |
| VÓS |
Pondes |
Púnheis |
Ponhais |
Ponde |
| ELES(AS) |
Põem |
Punham |
Ponham |
Ponham |
|
Pretérito perf. |
Pretérito +q.perf. |
Pretérito Imperf. |
Negativo |
| EU |
Pus |
Pusera |
Pusesse |
- |
| TU |
Puseste |
Puseras |
Pusesses |
Ponhas |
| ELE(A) |
Pôs |
Pusera |
Pusesse |
Ponha |
| NÓS |
Pusemos |
Puséramos |
Puséssemos |
Ponhamos |
| VÓS |
Pusestes |
Puséreis |
Pusésseis |
Ponhais |
| ELES(AS) |
Puseram |
Puseram |
Pusessem |
Ponham |
|
Futuro do Pres. |
Futuro do Pret. |
Futuro |
Gerúndio |
| EU |
Porei |
Poria |
Puser |
Pondo |
| TU |
Porás |
Porias |
Puseres |
|
| ELE(A) |
Porá |
Poria |
Puser |
|
| NÓS |
Poremos |
Poríamos |
Pusermos |
Particípio |
| VÓS |
Poreis |
Poríeis |
Puserdes |
Posto |
| ELES(AS) |
Porão |
Poriam |
Puserem |
|
Prove que você sabe sobre a língua portuguesa e indique as classes das palavras, estrutura, formação, propriedades e flexão. Se precisar use uma cola!
Prove que você sabe sobre a língua portuguesa e indique o papel de cada palavra nas frases. Se precisar use uma cola!
Prove que você sabe sobre a língua portuguesa e indique por quê e como existe certa palvra em uma frase.
Português/Análise do discurso
[editar] Tipos de comunicação
[editar] Elementos comunicativos
As funções da linguagem são classificadas de acordo com a itenção comunicacional.
[editar] Gramática ou literatura?
A abrangência que as duas grandes áreas de estudo da língua e seus usos, a gramática e a literatura, é grande. Tradicionalmente as funções linguísticas são classificadas como gramática, por serem nada mais que a função de um texto, o seu uso no dia, e a singularidade de cada tipo textual ali representado.
Neste wikilivro a função da linguagem será classificada como literatura, por expressar o papel do corpus, e seu modo de transformar a informação.
[editar] As funções da linguagem
A itenção do emissor da linguagem em levar a informação pode ser:
- Função referencial/informativa/denotativa/cognitiva: o centro do texto é a mensagem, o escritor tem como prioridade transmitir o assunto ao leitor, por isso esses textos são objetivos e claros com a informação. Exemplo, um artigo científico, um texto jornalístico;
- Função poética: a prioridade é a estilística, o visual;
- Função emotiva/expressiva: destacar o eu-lírico é a itenção que tem o emissor;
- Função conativa/apelativa: nestes casos, a preocupação do emissor é o leitor. A principal característica destes textos é o uso do modo imperativo, que é usado na maioria dos textos desta função, pois chama a atenção do leitor. Pronomes que remetem ao receptor também são bastante comuns, como seu(s) e sua(s);
- Função fática/de contato: a prioridade do emissor é o canal, a transmissão da mensagem, o início de uma comunicação;
- Função metalinguistica: sua função é informar sobre a própria comunicação, como uma explicação sobre a língua portuguesa, um verbete de dicionário, etc.
Português/Comunicação/Língua culta e própria
Português/Texto
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