Matemática elementar/Imprimir
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[editar] Conjuntos
Em Matemática, conjunto é uma coleção de objetos (chamados elementos). Os elementos podem representar qualquer coisa — números, pessoas, letras, etc - até mesmo outros conjuntos. Um conjunto pode conter outro(s) conjunto(s), inclusive. Incorretamente chamada de "Teoria dos Conjuntos" no ensino médio. Essa teoria existe, mas não é tratada no ensino médio, sendo a Teoria mais conhecida, a Axiomática de Zermello Frankel (ZFC, C relacionado ao Axioma da Escolha), tratada de forma elementar no livro "Teoria Ingênua dos Conjuntos" de Paul Halmos, traduzida para o português pelo prof. Irineu Bicudo.
Trata-se de um conceito primitivo. Um conjunto possui como única propriedade os elementos que contém. Ou seja, dois conjuntos são iguais se eles tem os mesmos elementos.
[editar] Representação
Matematicamente o conjunto é representado por uma letra do alfabeto latino, maiúscula (A, B, C, ...). Já os elementos do conjunto são representados por letras latinas minúsculas. E a representação completa do conjunto envolve a colocação dos elementos entre chaves, da seguinte maneira:
-
- A = {v,x,y,z}
Para um conjunto A de 4 elementos v, x, y e z
A exceção é feita a conjuntos que contenham elementos que devem ser representados por letras maiúsculas — por exemplo, pontos geométricos:
-
- S = {A,B,C,D}
[editar] Especificando conjuntos
A maneira mais simples de representar algebricamente um conjunto é através de uma lista de seus elementos entre chaves ({ }), conforme descrito nas seções anteriores:
-
- P = {6,28,496}
Informalmente, usa-se o sinal ... quando a regra de formação do conjunto é óbvia a partir da enumeração de alguns elementos. Por exemplo, os conjuntos abaixo, o primeiro com um número finito, e o segundo com um número infinito de elementos:
-

- N = {0,1,2,3,4,5,...}
Conjuntos que são elementos de outros conjuntos são representados com chaves dentro de chaves:
-
- T = {{1,6},{5,8}}
Porém há notações alternativas para representar os conjuntos, como a chamada notação de composição do conjunto, que utiliza uma condição P para definir os elementos do conjunto:
-
- A = {x | P(x)}
P é uma função na variável x que tem o domínio igual ao conjunto A. A variável x pode estar limitada por outro conjunto, indicando-se a relação de pertinência adequada. Por exemplo:
O conjunto A será formado, de acordo com o desenvolvimento da equação dada, por 2 e 4 (únicos números inteiros que satisfazem a condição P, ou seja, que tornam verdadeira a equação). Logo, A = {2,4}.
Um cuidado deve ser tomado com a propriedade P(x), já que a formação de conjuntos através deste método pode gerar resultados paradoxais.
[editar] Terminologia
[editar] Conjunto unitário
Um conjunto unitário possui um único elemento.
[editar] Conjunto vazio
Todo conjunto também possui como subconjunto o conjunto vazio representado por
,
,
ou
. Podemos mostrar isto supondo que se o conjunto vazio não está contido no conjunto em questão, então o conjunto vazio deve possuir um elemento ao menos que não pertença a este conjunto. Como o conjunto vazio não possui elementos, isto não é possível. Como todos os conjuntos vazios são iguais uns aos outros, é permissível falar de um único conjunto sem elementos.
[editar] Conjuntos numéricos
Existem também os conjuntos numéricos, que em consideração especial em matemática. Os principais conjuntos númericos são listados a seguir.
[editar] Conjunto dos números naturais
Os números naturais são usados para contar. O símbolo
usualmente representa este conjunto.
O capítulo sobre números naturais oferece informações detalhadas sobre os seguintes assuntos: Tópicos:
- Definição
- Divisão em

- Critérios de divisibilidade
- Números primos
- Decomposição em fatores primos (fatoração)
- Máximo Divisor Comum (MDC)
- Mínimo Múltiplo Comum (MMC)
- Propriedade do MDC e do MMC
[editar] Conjunto dos números inteiros
O conjunto dos números inteiros aparecem como soluções de equações como x + a = b. O símbolo
usualmente representa este conjunto (do termo alemão Zahlen que significa números).
[editar] Conjunto dos números racionais
O conjunto dos números racionais são todos os números que podem ser representados por frações (e são expressos tanto na forma fracionária quanto na forma decimal - por exemplo 3/4 e 0,75). Eles aparecem como soluções de equações como a + bx = c. O símbolo
usualmente representa este conjunto (da palavra quociente).
Tópicos
[editar] Conjunto dos números irracionais
O conjunto dos números irracionais contém todos os números que não podem ser representados por frações do tipo p/q, onde p e q são números inteiros, com q diferente de zero. Estes números podem, no entanto, ser associados a pontos numa reta, a reta real. O símbolo
usualmente representa este conjunto.
[editar] Conjunto dos números reais
O conjunto dos números reais é uma expansão do conjunto dos números racionais que engloba não só os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos os números irracionais. Os números reais podem ser dispostos ordenadamente em uma reta que é chamada reta real.
Tópicos
[editar] Conjunto dos números complexos
O conjunto dos números complexos inclue os números, que resultam de qualquer radiciação possível, tendo uma parte imaginária e uma parte real. O símbolo
usualmente representa este conjunto.
Cada numero complexo é a soma dos números reais e dos imaginários:
. Aqui tanto r quanto s podem ser iguais a zero; então os conjuntos dos números reais e o dos imaginários são subconjuntos do conjunto dos números complexos.
Tópicos
[editar] Conjunto dos números imaginários
O conjunto dos números imaginários puros inclui os números que aparecem como soluções de equações como x 2 + r = 0 onde r > 0.
[editar] Outros conjuntos numéricos
Há outros conjuntos numéricos definidos na matemática, mas que não interessam nesse nível de estudo.
Exemplo: O conjunto dos números algébricos inclue os números, que aparecem como soluções de equações polinomiais (com coeficientes inteiros) e envolvem raízes e alguns outros números irracionais. O símbolo
ou
usualmente representa este conjunto.
[editar] Subconjuntos
Dizemos que um conjunto A é subconjunto de outro conjunto B quando todos os elementos de A também pertencem a B. Por exemplo:
-
- A = { 1,2,3 }
- B = { 1,2,3,4,5,6 }
Nesse caso A é subconjunto de B, é indica-se
. Deve-se reparar que B é subconjunto de si mesmo; os subconjuntos de B que não são iguais a B são chamados subconjuntos próprios.
Nota: O conjunto vazio, { } ou Ф (phi), é um subconjunto de todos os conjuntos.
[editar] Conjunto das partes ou potência
Dado um conjunto A, definimos o conjunto das partes de A,
, como o conjunto que contém todos os subconjuntos de A (incluindo o conjunto vazio e o próprio conjunto A).
Uma maneira prática de determinar
é pensar em todos os subconjuntos com um elemento, depois todos os subconjuntos com dois elementos, e assim por diante.
Exemplo:
- Se A = { 1, 2, 3 }, então
= { ∅, {1}, {2}, {3}, {1, 2}, {1, 3}, {2, 3}, {1, 2, 3} }.
Observação:
- Se o conjunto A tem n elementos, o conjunto
terá 2n elementos. Ou seja:
.
Nota: O conjunto das partes é uma álgebra booleana sobre as operações de união e interseção.
O Teorema de Cantor estabelece que | A | < | P(A) | .
[editar] Conjunto Universo
Em certos problemas da teoria dos conjuntos, é preciso que se defina um conjunto que contenha todos os conjuntos considerados. Assim, todos os conjuntos trabalhados no problema seriam subconjuntos de um conjunto maior, que é conhecido como conjunto universo, ou simplesmente universo.
Por exemplo: em um problema envolvendo conjuntos de números inteiros, o conjunto dos números inteiros Z é o conjunto universo; em um problema envolvendo palavras (consideradas como conjuntos de letras), o universo é o alfabeto.
[editar] Relações entre conjuntos
[editar] Relação de inclusão
[editar] Relação de pertinência
Se
é um elemento de
, nós podemos dizer que o elemento
pertence ao conjunto
e podemos escrever
. Se
não é um elemento de
, nós podemos dizer que o elemento
não pertence ao conjunto
e podemos escrever
.
Exemplos:
[editar] Subconjuntos próprios e impróprios
Se
e
são conjuntos e todo o elemento
pertencente a
também pertence a
, então o conjunto
é dito um subconjunto do conjunto
, denotado por
. Note que esta definição inclui o caso em que A e B possuem os mesmos elementos, isto é, são o mesmo conjunto (A = B). Se
e ao menos um elemento pertencente a
não pertence a
, então
é chamado de subconjunto próprio de
, denotado por
. Todo conjunto é subconjunto dele próprio, chamado de subconjunto impróprio.
[editar] Igualdade de conjuntos
Dois conjuntos A e B são ditos iguais se, e somente se, têm os mesmos elementos. Ou seja, todo elemento de A é elemento de B e vice-versa. A simbologia usada é
. Se um conjunto não é igual a outro, utiliza-se o símbolo
.
[editar] Simetria de conjuntos
Um conjunto A é dito simétrico se, para todo elemento a pertencente a ele, houver também um elemento -a pertencente a esse conjunto. Os conjuntos numéricos Z, R, Q e C são simétricos.
[editar] Operações com conjuntos
[editar] União
A união de dois conjuntos A e B é um conjunto que contém todos os elementos de A, todos os elementos de B, e nada mais além disso. Ou então: Dado um universo U e dois conjuntos A e B, chama-se união de A com B ao conjunto cujos elementos pertencem pelo menos ao conjunto A ou ao conjunto B. Matematicamente:
Por exemplo:
Observar no último exemplo que os elementos repetidos (3,5) não aparecem na união.
- A união de um conjunto
, qualquer que seja, com o conjunto vazio é igual ao próprio conjunto
,
.
- Também deve ser observado que a operação de união é comutativa, ou seja,
.
[editar] Intersecção
A intersecção de dois conjuntos
e
, é o conjunto de elementos que pertencem aos dois conjuntos. Ou então: Dados dois conjuntos
e
, pertencentes a um universo U, chama-se intersecção de A com B ao conjunto cujos elementos pertencem tanto a
quanto a
. Matematicamente:
Por exemplo:
Observar no último exemplo que, dado os conjuntos não terem elementos iguais, a intersecção resulta num conjunto vazio.
[editar] Diferença
Dado um universo U ao qual pertencem dois conjuntos A e B, chama-se diferença de A menos B ao conjunto de elementos que pertencem a A e não pertencem a B; chama-se de diferença de B menos A ao conjunto de elementos que pertencem a B e não pertencem a A. Matematicamente:
Por exemplo, o conjunto definido pela diferença entre os números inteiros e números naturais é igual ao conjunto Z- (números inteiros não-positivos):
-
- Z = {...,-2,-1,0,1,2,...}
- N = {1,2,3,4,5,...}

- A subtração de um conjunto A menos um conjunto vazio é igual ao próprio conjunto A, A - {} = A.
[editar] Complementar
Dado um universo U, diz-se complementar de um conjunto A, em relação ao universo U, o conjunto que contém todos os elementos presentes no universo e que não pertençam a A. Também define-se complementar para dois conjuntos, contanto que um deles seja subconjunto do outro. Nesse caso, diz-se, por exemplo, complementar de B em relação a A (sendo B um subconjunto de A) — é o complementar relativo — e usa-se o símbolo
. Matematicamente:
Exemplo:
-
- A = { 3,4,9,{10,12},{25,27} }
- D = { {10,12} }
[editar] Cardinalidade
A cardinalidade de um conjunto A representa a quantidade de elementos do conjunto, e é
Exemplos:
- Se A = { 7, 8, 9 }, então A = 3
- Se A = { }, então A = 0.
Se um conjunto tem n elementos, onde n é um número natural (possivelmente 0), então diz-se que o conjunto é um conjunto finito com uma cardinalidade de n ou número Número cardinal n.
Mesmo se o conjunto não possui um número finito de elementos, pode-se definir a cardinalidade, graças ao trabalho desenvolvido pelo matemático Georg Cantor. Neste caso, a cardinalidade poderá ser
(aleph zero),
.
Nos dois casos a cardinalidade de um conjunto A é denotada por | A | ou por
. Se para dois conjuntos A e B é possível fazer uma relação um-a-um (ou seja, uma bijeção) entre seus elementos, então | A | = | B | .
[editar] Produto cartesiano
Dados dois conjuntos A e B, chama-se produto cartesiano de A em B ao conjunto formado por todos os pares ordenados cuja primeira coordenada seja pertencente a A, e a segunda coordenada seja pertencente a B. O simbolo do produto cartesioano é
. Matematicamente:
O produto cartesiano de dois conjuntos A e B é o conjunto de pares ordenados:
A soma ou união disjunta de dois conjuntos A e B é o conjunto
.
- O produto cartesiano é não-comutativo:
. - Quem desenvolveu o conceito de produto cartesiano foi o matemático Descartes, quando desenvolvia a geometria analítica. Ele enunciou, por exemplo, que o produto cartesiano definido por dois conjuntos de números reais R (imagine os eixos das abcissas e ordenadas num gráfico) é igual a um plano.
[editar] Par ordenado
Um par ordenado é uma coleção de dois objetos que tem uma ordem definida; existe o primeiro elemento (ou primeira coordenada) e o segundo elemento (ou segunda coordenada). Diferentemente do conjunto { a,b }, um par ordenado — simbolizado por (a,b) — precisa ser apresentado em uma determinada ordem, e dois pares ordenados só são iguais quando os primeiros elementos são iguais e os segundos elementos são iguais. Ou seja,
Porém, o par ordenado pode ser representado como um conjunto, tal que não existe ambiguidade quanto à ordem. Esse conjunto é:
-
- (a,b) = {{a},{a,b}}
- (b,a) = {{b},{b,a}}
Observar que o formato do conjunto, que inclui um subconjunto contendo os dois elementos do par e um conjunto contendo o primeiro elemento, elimina a possibilidade de ambiguidade quanto à ordem. A notação (a,b) também é conhecida como intervalo aberto.
[editar] Relações
Na teoria dos conjuntos, qualquer subconjunto do produto cartesiano A × B é chamada relação de A em B. (O assunto é abordado com mais detalhes na próxima seção.)
[editar] Referências
[editar] Wikipédia
[editar] Ligações externas
- Números Naturais: Primeira parte
- Números Naturais: Segunda parte
- Critérios de Divisibilidade
- Exercícios Resolvidos de MDC, MMC e Divisores
- Números Inteiros
- Frações
- Frações e Números Decimais
- Números Racionais
- Frações e Números decimais (Exercícios)
[editar] Números naturais
[editar] Definição
Um número natural é um número inteiro não-negativo (0, 1, 2, ...). Em alguns contextos, o número natural é definido como um número inteiro positivo, i.e., o zero não é considerado como um número natural. O uso mais comum deles é a contagem ("Há 4 melancias voando num mar de suco de limão") ou a ordenação ("Esta é a 20ª melhor canção sobre melancias voadoras já cantada por um jacaré"). As propriedades dos números naturais como, por exemplo, divisibilidade e a distribuição dos números primos, são estudadas neste capítulo. Outras propriedades que dizem respeito a contagens e combinações são estudadas pela análise combinatória.
Os matemáticos usam
para se referir ao conjunto de todos os números naturais. Este conjunto é infinito e contável por definição.
= {0,1,2,3,4,5,6,7,...}
Se retirarmos o 0 desses conjunto, obtemos o subconjunto:
= {1,2,3,4,5,6,7,...}
[editar] Operações em 
São duas as operações em naturais que sempre tem correspondente natural. São a adição e a multiplicação de naturais. As outras operações básicas, a subtração e a divisão nem sempre tem correspondente em naturais, embora possam ter em outros conjuntos.
[editar] Critérios de divisibilidade
[editar] Divisibilidade por 2
Um número é divisível por 2 quando termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, isto é, quando é par.
[editar] Divisibilidade por 3
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos for divisível por 3.
Exemplo:
- 360 (3+6+0=9) → é divisível.
[editar] Divisibilidade por 4
Um número é divisível por 4 quando os dois últimos algarismo forem 0 ou formarem um número divisível por 4.
Exemplo:
- 416 (últimos dois algarismos: 16 [= 4×4]) → é divisível.
[editar] Divisibilidade por 5
Um número é divisível por 5 quando termina em 0 ou 5.
Exemplo:
- 2.654.820 → é divisível.
[editar] Divisibilidade por 6
Um número é divisível por 6 quando é divisível por 2 e por 3.
Exemplo:
- 414 → divisível por 6, pois
- par → divisível por 2
- 4+1+4=9 → divisível por 3.
[editar] Divisibilidade por 7
A divisibilidade por 7 também pode ser verificada da seguinte maneira:
Tome por exemplo o número 453. Separando-se o último algarismo ficamos com 45 e 3. Do primeiro subtraímos o dobro do segundo, ou seja, 45 − 6 = 39. Como 39 não é divisível por 7 o número 453 também não é.
Outro exemplo: 784 → Separando 78 e 4, teremos 78 − 8 = 70. Como 70 é divisível por 7 o número 784 também é.
Outro critério usa a soma e não a subtração. Um número de mais de três algarismos ABCD... é divisível por 7 quando o número B(C+2A)D... for múltiplo de 7. Isso porque 98 = 100 - 2 é múltiplo de 7, então o que esta operação faz é trocar 100 A por 2 A. Exemplos: 1645 -> 665 -> 65 + 12 -> 77 (múltiplo de 7); 3192 -> 192 + 60 -> 252 -> 56 (múltiplo de 7); 9876 -> 876 + 180 -> 1056 -> 76 (não é múltiplo de 7).
[editar] Divisibilidade por 8
Um número é divisível por 8 quando os três últimos algarismo forem 0 ou formarem um número divisível por 8.
Exemplo:
- 24512 → é divisível.
[editar] Divisibilidade por 9
Um número é divisível por 9 quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos for divisível por 9.
Exemplo:
- 927 (9+2+7=18) → é divisível.
[editar] Divisibilidade por 10
Um número é divisível por 10 quando termina em zero.
Exemplo:
- 154.870 → é divisível
[editar] A divisibilidade por 11
Segue uma regra parecida com a da divisibilidade por 7. A título de exemplo considere o número 154.
- Separe o último algarismo
- 15 e 4
- Subtraía o segundo do primeiro, ou seja,
- 15 - 4 = 11.
Como 11 é divisível por 11, então 154 também o é.
Num contra-exemplo, usaremos o número 277. Pelo algoritmo teremos 27 e 7; 27 - 7 = 20, que não é divisível por 11, e portanto 277 também não o é.
O algoritmo pode ser aplicado várias vezes no caso de números maiores.
- Dica: Números que seguem a forma "ABBA" são divisíveis por 11.
- Por exemplo: para 1221, temos A = 1 e B = 2.
Uma regra prática para números grandes é somar os algarismos de ordem par e os de ordem ímpar. Se as somas forem iguais ou diferirem de um múltiplo de 11, então o número é múltiplo de 11. Ou seja, em um número da forma ABCDEFG, compara-se A+C+E+G com B+D+F
- Exemplo: 783178 é divisível por 11, porque 7+3+7 = 8+1+8 = 17. Analogamente, 703175 também é, porque 7+3+7 = 0+1+5 + 11.
[editar] Divisibilidade por 2n
Um número é divisível por 2n quando seus últimos n algarismos forem 0 ou divisíveis por 2n.
[editar] Números primos
Número primo é um número natural maior que 1 e que tem exatamente dois divisores positivos distintos: 1 e ele mesmo. Se um número natural é maior que 1 e não é primo, diz-se que ele é um número composto. Por convenção, os números 0 e 1 não são primos nem compostos.
[editar] Decomposição em fatores primos (fatoração)
O Teorema Fundamental da Aritmética afirma que qualquer número inteiro positivo pode ser escrito como o produto de vários números primos (chamados fatores primos). O processo que recebe como argumento um número composto e devolve os seus fatores primos chama-se decomposição em fatores primos (fatoração).
Exemplos:
[editar] Máximo Divisor Comum (MDC)
O máximo divisor comum (também conhecido por maior divisor em comum) entre dois números
e
(vulgarmente abreviada como
) é o maior número inteiro encontrado, que seja divisor dos outros dois. Por exemplo,
A definição abrange qualquer número de termos.
Exemplo:
Esta operação é tipicamente utilizada para reduzir equações a outras equivalentes:
Seja
o máximo divisor comum entre
e
e também
e
o resultado da divisão de ambos por
respectivamente.
Então, o seguinte se verifica:
[editar] Cálculo
Pode-se calcular o MDC de duas formas:
- Fatoração conjunta (ou algoritmo de Euclides, ou ainda Processo das divisões sucessivas)
- Fatoração disjunta
[editar] Fatoração disjunta
Faz-se a fatoração de cada termo separadamente para, depois, multiplicar os fatores comuns de menor expoente.
- Exemplo

24 | 2 12 | 2 6 | 2 x 3 | 3 1 | 2³ • 3
40 | 2 20 | 2 x 10 | 2 5 | 5 1 | 2³ • 5
Com efeito,
MDC = 2³ = 8
[editar] Fatoração conjunta (algoritmo de Euclides)
Na Fatoração conjunta (ou algoritmo de Euclides, ou ainda Processo das divisões sucessivas) fatora-se simultaneamente até dois números.
Monta-se a tabela com a seguinte estrutura:
Q1 Q2 Q...
A | B | R1 | R2 | R...
R1 | R2 | R... | 0
onde,
A = um dos números B = o outro número Q1 = quociente da divisãoR1 = resto da divisão
(em seguida, ele torna-se o divisor de B) E assim em diante.
O último resto (antes do 0) será o MDC.
- Exemplo
3 3
80 | 24 | 8 ← MDC (8)
8 | 0
[editar] Mínimo Múltiplo Comum (MMC)
O Mínimo Múltiplo Comum (também conhecido por menor múltiplo em comum) entre dois números
e
(vulgarmente abreviada como
) é o menor número inteiro encontrado, que seja múltiplo dos outros dois. Por exemplo, 
[editar] Cálculo
Pode-se calcular o MMC de duas formas:
- Fatoração conjunta
- Fatoração disjunta
[editar] Fatoração conjunta
Faz-se a fatoração com todos os n termos, simultaneamente:
- Exemplo

24, 40 | 2 12, 20 | 2 6, 10 | 2 x 3, 5 | 3 1, 5 | 5 1, 1 | 120
[editar] Fatoração disjunta
Faz-se a fatoração de cada termo separadamente para, depois, manter-se a base em comum e o expoente maior, multiplicado pelos fatores não comuns.
- Exemplo

24 | 2 12 | 2 6 | 2 x 3 | 3 1 | 2³ • 3
40 | 2 20 | 2 x 10 | 2 5 | 5 1 | 2³ • 5
Com efeito,
23 • 3 • 5 8 • 3 • 5 120,
[editar] Propriedade do MDC e do MMC

[editar] Ver também
[editar] Wikilivros
Uma abordagem mais avançada:
[editar] Wikipédia
[editar] Números inteiros
[editar] Definição
Os inteiros, ou números inteiros, consistem dos números naturais (0, 1, 2, ...) e dos números inteiros negativos (-1, -2, -3, ...). O conjunto de todos os inteiros é normalmente chamado de Z (Mais apropriadamente, um Z em blackboard bold,
), que vem de Zahlen (do alemão, "número").
Inteiros podem ser adicionados ou subtraídos, multiplicados e comparados. A principal razão para a existência dos números negativos é que tornou possível resolver todas as equações da forma:a + x = b para a incógnita x; nos números naturais apenas algumas destas equações eram solúveis.
Como os números naturais, os inteiros formam um conjunto infinito contável.
= {...,-3,-2,-1,0,1,2,3,...}
Se retirarmos o 0 desses conjunto, obtemos o subconjunto:
= {...,-3,-2,-1,1,2,3,...}
Outros subconjuntos de 
- Conjunto dos inteiros não-negativos:
= {0,1,2,3,...}
- Conjunto dos inteiros não-positivos:
= {...,-3,-2,-1,0}
- Conjunto dos inteiros positivos:
= {1,2,3,...}
- Conjunto dos inteiros negativos:
= {...,-3,-2,-1}
Notas:
= 
= 
[editar] Veja também
[editar] Wikilivros
- Álgebra abstrata/Números inteiros - uma abordagem mais avançada
[editar] Wikipedia
[editar] Números racionais
[editar] Números racionais e frações
Fração é um número que exprime uma ou mais partes iguais que foi divida uma unidade ou um inteiro.
Assim, por exemplo, se tivermos uma pizza inteira e a dividirmos em quatro partes iguais, cada parte representará uma fração da pizza.
Na matemática, um número racional (ou, vulgarmente, fração) é uma razão entre dois inteiros, geralmente escrita na forma
onde
é um número inteiro diferente de Zero.
Exemplos:
A adição e multiplicação de racionais é dada da seguinte forma:
Exemplo:
+
= 
Dois números racionais a/b e c/d são iguais apenas se ad = bc.
O conjunto de todos os números racionais é Q, ou:
Cada número racional pode ser escrito de diversas formas, como, por exemplo, 3/6 = 2/4 = 1/2. A forma mais simples é quando a e b não possuem divisores em comum, e todo racional tem uma forma como esta. A expansão decimal de um racional é finita ou periódica, propriedade que caracteriza os números racionais.
[editar] Definições
De modo simples, pode-se dizer que uma fração de um número, representada de modo genérico como
designa este número
dividido em
partes iguais. Neste caso,
corresponde ao numerador, enquanto
corresponde ao denominador.
Por exemplo, a fração
designa o quociente de
por
Ela é igual a
pois
x
= 
Nota: A divisão é a operação inversa da multiplicação.
Os números expressos em frações são chamados de números racionais. O conjunto dos racionais é representado por 
-
= {
/
=
com
e
}
[editar] Decimais
[editar] Decimais exatos
= 
= 
[editar] Decimais periódicos
=
(a)
=
(b)
Os decimais periódicos são denominados dízimas periódicas. As dízimas periódicas podem ser simples como no exemplo (a) ou compostas como no exemplo (b). A fração que originou a dízima periódica é denominada de fração geratriz e a parte que repete na dízima é denominada período.
[editar] Geratriz de dízima periódica
[editar] Dízima simples
A fração geratriz é obtida usando-se como numerador o período e como denominador um número formado por tantos noves quantos forem os algarismos do período.


[editar] Dízima composta
A fração geratriz terá como numerador a parte não-periódica, seguida do período menos a parte não-periódica, e denominador um número formado de tantos noves quanto são os algarismos do período, seguido de tantos zeros quantos são os algarismos da parte não-periódica (ante-período).
=>
+
=
+
=
= 
[editar] Conversão entre dízima e fração
Seja o número x = 2,333... (dízima). O periodo da dízima é o número 3 (um só dígito), assim, para colocar o período da dízima antes da vírgula, fazemos 10*x = 23,333.... Agora, podemos eliminar a dízima fazendo a subtração: 10*x - x = 23,333... - 2,333..., ou seja, 9*x = 21 x = 
Outro exemplo mais complexo desta conversão, que ocorre quando a dízima se apresente mais à frente da vírgula: x = 38,07821821821... (dízima). Após a virgula, temos os números "07"´(dois dígitos) que não fazem parte do período e o período "821" (três dígitos).
Primeiro isolamos o período logo após a vírgula:
100*x = 3807,821821821...
Agora repetimos o processo do exemplo anterior:
100.000*x = 3807821,821821821...
Fazemos então a subtração
100.000*x - 100*x = 3807821,821821821... - 3807,821821821..., assim, temos que
99900*x = 3804014 , portanto
x =
, que poderá ainda ser simplificada.
Como decorrência da repetição deste processo de conversão, podemos chegar à seguinte regra prática de conversão de dízimas em frações. Vamos aplicá-la ao número 38,07821821821...
Eis os passos:
1. O período da dízima tem 3 dígitos, que é o número de algarismos nove (999 portanto);
2. Após a vírgula temos 2 dígitos que não fazem parte da dízima, que é o número de zeros (00 portanto);
3. Temos assim o denominador da fração que será 99900;
4. O númerador da fração será a diferença do número formado pelos algarismos até o primeiro período da dízima, no caso 3807821, pelo número formado pelos algarismos que antecedem o início da dízima, no caso 3807. Temos então 3807821 - 3807.
5. A fração será, portanto,
.
[editar] Tipos de frações
- própria: o numerador é menor que o denominador. Ex.:

- imprópria: o numerador é maior que o denominador. Ex.:

- mista: constituída por uma parte inteira e uma fracionária. Ex.:

- aparente: o numerador é múltiplo do denominador. Ex.:

- equivalentes: aquelas que mantêm a mesma proporção de outra fração. Ex.:

- irredutível: o numerador e o denominador são primos entre si, não permitindo simplificação. Ex.:

- unitária: o numerador é igual a 1 e o denominador é um inteiro positivo. Ex.:

- egípcia: fração que é a soma de frações unitárias, distintas entre si. Ex:

- decimal: o denominador é uma potência de 10. Ex.:

- composta: fração cujo numerador e denominador são frações:

- contínua: fração constituída a partir de uma sequência de inteiros naturais (a0,a1,a2,a3,...,ak,...) da seguinte maneira
Quando esta fração contínua termina, o seu resultado é um número racional, porém quando esta fração não termina, o resultado pode ser racional ou irracional.
[editar] Operações
[editar] Multiplicação
Multiplicam-se os numeradores entre si e os denominadores entre si. Ex.:
Para multiplicar uma fração por um número inteiro, considera-se que este é uma fração cujo denominador é igual a 1. Ex.:
[editar] Divisão
Como visto, a divisão é a operação inversa da multiplicação. É importante ter isso em mente para resolver uma divisão entre frações:
÷ 
Primeiramente inverte-se o divisor da segunda fração. Com isto, tem-se a inversão da operação, isto é, passará a haver uma multiplicação:
Que se resolve como mostrado acima.
[editar] Adição
Caso os denominadores não sejam iguais é preciso, antes de efetuar a adição, encontrar o menor múltiplo comum (MMC) entre os denominadores:
Encontrado o MMC, este será dividido por cada um dos denominadores, multiplicando-se o resultado desta divisão pelo respectivo numerador. Como o MMC de 3 e 5 é 15, tem-se que:
∴
∴ 
Sendo iguais os denominadores, pode-se efetuar a adição entre os numeradores:
O denominador comum é mantido:
[editar] Subtração
A subtração é feita seguindo-se os mesmos passos da adição.
[editar] Exponenciação
É indiferente resolver primeiro a exponenciação ou a divisão:
Efetuando-se primeiramente a divisão obtém-se o mesmo resultado:
[editar] Radiciação
A radiciação de uma fração é feita seguindo-se os mesmos passos da potenciação.
[editar] Expoente fracionário
Da mesma forma que na divisão entre frações, a ocorrência de expoente fracionário causa a inversão da operação:
[editar] Simplificação de frações
Uma fração pode ser simplificada quando numerador e denominador não são primos entre si. Ex.:
Para tanto basta dividi-los pelo máximo divisor comum (MDC) entre eles, obtendo-se uma fração que, além de manter a proporção da original, é do tipo irredutível:
[editar] Comparação entre frações
Para estabelecer comparação entre frações, é preciso que elas tenham o mesmo denominador. Isso é obtido através do menor múltiplo comum, como foi visto na adição.
? 
O MMC entre 5 e 7 é 35.
∴
∴ 
Uma vez igualados os denomidores,pode-se fazer a comparação entre as frações:
<
∴
< 
A comparação entre frações com denominadores diversos vale-se do fato de que há frações que são equivalentes entre si, pois:
e 
[editar] Conversão entre frações impróprias e mistas
Uma fração do tipo imprópria pode ser convertida para mista e vice-versa.
Para tanto, basta dividir o numerador pelo denominador. O quociente será o numerador da fração mista e o resto será o numerador. Como o quociente da divisão 7 ÷ 3 é igual a 2 e o resto é 1, tem-se que a fração acima, escrita como fração mista, terá a seguinte notação:
Para fazer o caminho inverso, basta multiplicar o denominador pela parte inteira e somar o resultado ao numerador, mantendo-se o denominador. Como o produto 3 × 2 é igual a 6 e a soma 6 + 1 é igual a 7, obtém-se novamente a notação sob a forma de fração imprópria, como visto acima.
[editar] Referências
[editar] Wikipédia
[editar] Números irracionais
|
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[editar] Referências
[editar] Números reais
[editar] Potenciação
[editar] Definição
Em matemática, potências são valores que representam uma multiplicação sucessiva de um número, ou seja, representam o mesmo número multiplicado algumas vezes por si mesmo. Uma potência é composta por um número, chamado base, que é multiplicado sucessivamente por si mesmo; e por um índice, chamado expoente, que diz o número de vezes que a base é multiplicada por si mesma. As potências apresentam-se na forma xn, onde n é o expoente e x é a base.
A potência 43, por exemplo, indica que a base, o número 4, será multiplicada sucessivamente 3 vezes por si mesma, ou seja
Se o expoente é 1, então o resultado tem o valor da base (71 = 7), enquanto que com um expoente 0, devido a regras de operações feitas directamente com potências, o resultado é sempre igual a 1 (160 = 1).
[editar] Propriedades da potenciação
[editar] Primeira propriedade
Ao multiplicar potências de mesma base, repetimos a base e somamos os expoentes.

[editar] Segunda propriedade
Ao dividir potências de mesma base, repetimos a base e subtraímos os expoentes.

[editar] Terceira propriedade
Ao elevar uma potência a um outro expoente, repetimos a base e multiplicamos os expoentes.
[editar] Quarta propriedade
Ao elevar um produto ou um quociente a um expoente, elevamos cada um dos fatores a esse expoente ou, no caso do quociente, elevamos o dividendo e também o divisor ao mesmo expoente.


Tópicos
- Definição de Potência
- Operações com potências
- Multiplicação
- Com a mesma base
- Com o mesmo expoente
- Com a mesma base e o mesmo expoente
- Divisão
- Com a mesma base
- Com o mesmo expoente
- Com a mesma base e o mesmo expoente
- Multiplicação
- Equações envolvendo potências
- Inequações envolvendo potências
- Gráficos de funções exponenciais
[editar] Exercícios
Ver: Matemática elementar/Exponenciais/Exercícios
[editar] Radiciação
[editar] Propriedades da radiciação
[editar] Racionalização de denominadores
[editar] Exercícios
Ver: Matemática elementar/Números reais/Exercícios
[editar] Intervalos reais
Intuitivamente, um intervalo real é um subconjunto dos números reais que não tem nenhum buraco. Ou seja, se I é um intervalo, a e b são elementos deste intervalo com a < b, então todo número entre a e b também pertence ao intervalo.
Os intervalos são classificados de acordo com seus extremos (o extremo superior e o extremo inferior). Cada extremo pode ser ilimitados, limitado e aberto ou limitado e fechado.
Representa-se o intervalo através do seu limite inferior, seguido da vírgula (ou ponto-e-vírgula) e o limite superior.
Costuma-se representar o limite inferior por:
- ilimitado
- limitado e aberto
- limitado e fechado
Sendo o limite superior representado por: Costuma-se representar o intervalo inferior por:
- ilimitado
- limitado e aberto
- limitado e fechado
Por exemplo:
- é o conjunto dos números reais não-positivos
- é o conjuntos dos números reais x em que x ≥ 1 e x < 2
[editar] Exercícios
Ver: Matemática elementar/Números reais/Intervalos reais/Exercícios
[editar] Veja também
- Análise real/Os números reais - uma abordagem mais avançada
[editar] Wikipédia
[editar] Exercícios
[editar] Sobre Radiciação
- Coloque em ordem crescente:
![\sqrt[3] {11} , \sqrt{5}, 2 \sqrt{2}\,](http://upload.wikimedia.org/math/f/6/d/f6dfd1ae4d8fd2f84f8051f8c0d6dfc5.png)
- Expresse sob a forma de raiz as expressões abaixo:
- Os lados de um triângulo valem
cm,
cm e
cm. Calcule seu perímetro. - Simplifique os radicais
- Racionalize as expressões abaixo:
- Transforme as expressões em um único radical:
- Coloque a expressão na forma mais simples, conforme o exemplo do exercício 1:
=
=
= ![\frac{x}{2 \ z} \sqrt[3]{2^2 \ x \ y^2 \ z^2}\,](http://upload.wikimedia.org/math/8/5/f/85f7e0f1a1b01fd676452f1fbbbeec4f.png)

![\sqrt[5]{\frac{64}{81}} = \,](http://upload.wikimedia.org/math/0/4/e/04eef10d0d458a08a51cf96a9a237246.png)

![\sqrt[15]{x^{32} \ y^{83} \ z^{41}} = \,](http://upload.wikimedia.org/math/7/c/a/7ca2d5f8194e42acc43c522ca0941e66.png)
- Escreva as expressões abaixo como uma soma de radicais:
- Seja x um número real positivo tal que
é o inverso de
. Determine
. - Seja
e
. Determine a:b. - Simplifique as expressões abaixo:
[editar] Ver também
[editar] Números complexos
[editar] Números Complexos
[editar] Introdução
Os números complexos são o resultado de vários aumentos sucessivos do conjunto numérico IN (naturais). Todos estes aumentos foram para que mais equações tivessem solução. Vamos ver:
No princípio existiam apenas números naturais, representados pelo conjunto IN. Mas não era possível representar o "nada" apenas com este conjunto, por isso foi inventado o número zero, 0, que acrescentado ao conjunto IN, formou o oIN, que englobavam os números naturais mais o "0".
Mas equações do tipo x + 4 = 3 não tinham solução em oIN. Com isto foram inventados os números negativos. O conjunto oIN aumentado com os números negativos resultou no conjunto Z (números inteiros).
Mas com o conjunto dos inteiros ainda haviam algumas equações sem solução. Por exemplo, x * 2 = 1. Com isto foram inventadas as frações ou números fraccionários (também chamados dízimas infinitas periódicas e dízimas finitas). O conjunto Z acrescido dos números fraccionários é o conjunto Q (números racionais).
Mas mesmo com os racionais, ainda haviam equações sem solução. Por exemplo, x2 = 2. Por incrível que possa parecer, não existe uma fração que possa assumir o lugar da variável x, embora várias causem um erro bem pequeno. Com isto foram criados os números irracionais (também chamados dízimas infinitas não periódicas). O π é um exemplo de número irracional. Qualquer número com casas decimais que não possa ser o quociente do uma divisão é irracional. O conjunto Q acrescido dos irracionais é o conjunto dos reais.
Finalmente, foi inventada uma extensão dos reais para fornecer solução às ultimas equações que faltavam. Esta extensão é toda construída a partir de um elemento novo. Um numerozinho chamado i. Somando um real r com o produto de i por outro real c, temos muitos outros números do tipo r + ic. Os reais acrescidos destes números geram o conjunto dos complexos.
Alguém poderia pensar que este processo ainda não parou, mas pode-se provar que o processo terminou. É possível mostrar que equações com coeficientes reais tem sempre solução nos complexos. Mas este é um resultado avançado demais para este livro.
[editar] O número imaginário
Aprendemos desde muito cedo que não existem números reais tais que elevado ao quadrado dê como resultado -1. Isso acontece porque existem certas "regras" de multiplicação no conjunto dos números reais que impedem isso. Por exemplo a regra de que "menos com menos dá mais". Com isso precisamos definir um número com essa propriedade para que possamos resolver todas as equações. Assim definimos i = 
[editar] Formas de representar os complexos
As duas formas principais de representar os números complexos são:
z = a+bi
ou
z = (a,b)
A parte real do número z é o número a e é denotada por Re(z). A parte imaginária do número z é o número b e é denotada por Im(z).
[editar] Operações com os complexos
[editar] Soma e subtração
Como já foi dito, um número complexo pode ser representado por (a,b). Assim, a operação soma fica definida como:
(a,b) + (c,d) = (a + c, b + d)
ou na outra notação: (a + bi) + (c + di) = (a + c) + (b + d)i
A subtração pode ser deduzida da operação soma:
(a,b) - (c,d)=(a,b) + (- (c,d))=(a,b) + (-c,-d) = (a-c,b-d)
ou na outra notação: (a + bi) - (c + di)=(a - c)+(b - d)i
[editar] Multiplicação
A própria definição do conjunto dos números complexos reside na multiplicação. Assim definimos o conjunto dos números complexos como tendo a seguinte operação de multiplicação:
(a,b) . (c,d) = (ac - bd, ad + bc) = (ac - bd) + (ad + bc)i
Vamos ver quanto é i2:
i=0 + 1i = (0,1)
Então:
i2 = (0,1) . (0,1) = (0.0 - 1.1, 0.1 + 1.0) = (-1, 0)= -1 + 0i= -1
[editar] Divisão
[editar] Veja também
Uma abordagem mais avançada dos números complexos pode ser vista no livro Análise complexa/Introdução.
[editar] Relações
Relações são, conforme visto no capítulo anterior, quaisquer subconjuntos do produto cartesiano A × B. Em verdade, as relações podem envolver produtos cartesianos de vários conjuntos (X1 × X2 × ... × Xn), e a relação específica que envolve o produto cartesiano de dois conjuntos é chamada relação binária.
Assim, uma relação binária é o conjunto de pares ordenados cujo primeiro elemento pertence a A e o segundo elemento pertence a B, quaisquer que sejam os conjuntos A e B. Representa-se a relação binária por
. O conjunto A é chamado de domínio da relação, o conjunto B é chamado de contradomínio da relação.
[editar] Especificando relações
A imagem à direita mostra uma maneira comum de se especificar relações: através de figuras mostrando os dois conjuntos, com setas indicando os pares ordenados.
As relações também podem ser especificadas matematicamente da seguinte maneira:
-
,
Onde C é uma condição qualquer que associe os elementos de A e B. Pode ser uma equação ou inequação. Por exemplo:
-
- A = { 1,2,3 }
- B = { 1,2,3,4,5,6 }

A relação, cujo domínio é A e o contradomínio é B, é especificada por y = 2x. Logo, R = { (1,2),(2,4),(3,6) }.
-
- C = { 1,2,4,8 }
- D = { 0,1,2 }

- R = { (1,2) }
[editar] Representação gráfica
Relações binárias, visto consistirem de pares ordenados, podem ser representadas em gráficos. Um gráfico é nada mais do que uma curva (o nome se aplica mesmo a gráficos com apenas retas) que representa visualmente a relação binária, para cada par ordenado em que ela se defina. O gráfico formado assim é também chamado de sistema cartesiano ou gráfico cartesiano, por representar um produto cartesiano.
Uma relação que tenha por coordenadas elementos pertencentes ao conjunto dos números reais é representada, usualmente, num plano com duas retas: o eixo das abcissas e o eixo das ordenadas. Estas retas recebem também os símbolos x e y, respectivamente.
No caso da relação ser definida por inequações, o gráfico correspondente vai representar áreas, e não curvas. (Por razões práticas, no gráfico muitas vezes aparece colorida ou hachurada apenas uma parte, logo abaixo ou acima de uma linha que define a inequação.)
Um gráfico pode estar "em branco" para relações definidas pelo conjunto vazio ({}).
No gráfico como apresentado o eixo das abcissas representa o domínio da relação, e o eixo das ordenadas representa o contra-domínio da relação.
[editar] Função
Existe um tipo especial de relação que é chamado função: é a relação na qual, para todo elemento do domínio, há correspondência de um (e somente um) elemento no contradomínio. A função normalmente é simbolizada por f(x) (sendo x uma variável, ou seja, um valor que pode representar qualquer elemento do conjunto domínio).
Como conseqüência natural da correspondência biunívoca entre elementos do domínio e contradomínio, a função é sempre uma relação definida por uma equação (pois uma inequação associa um elemento do domínio a vários elementos do contradomínio).
As funções são estudadas com mais detalhes no próximo capítulo.
[editar] Funções
Uma função é uma relação especial, que é definida da seguinte maneira: sejam dois conjuntos A e B, tais que para todo elemento x pertencente a A, haja uma correspondência de um elemento y pertencente a B. Essa correspondência é a função: a associação, definida de algum modo, entre todos os elementos de um conjunto e os elementos de outro conjunto.
A função que associa um elemento x a outro valor pode ser indicada por f(x). O aparecimento de x na simbologia da função não ocorre por acaso, uma vez que o valor f(x) depende de x. Por isso mesmo, x é chamada variável independente e f(x) (ou y) é chamada de variável dependente. Matematicamente a função é definida:
-
, ou mais simplificadamente, 
Um exemplo de função: dado o conjunto dos números naturais, uma função pode associar cada número ao seu quadrado. Assim, essa função assumiria os valores: { 1,4,9,16,... }.
Uma função pode, na verdade, associar mais de um conjunto a outro; podem haver diversas variáveis independentes. Por exemplo: uma função pode tomar dois valores inteiros e expressar sua soma:
-
- f(x,y) = x + y
No entanto, neste livro será dada mais atenção às funções de uma variável, apenas. São duas características da função enquanto relação:
- há correspondência unívoca entre um elemento e o valor associado a ele pela função: isso significa que para cada valor assumido pela variável independente (x), há um único valor da variável dependente (y) associado pela função. Consequentemente, se t = f(x) e w = f(x), então t = w.
- a correspondência é total, ou seja, um valor assumido pela variável dependente estará associado para todo valor possível de ser assumido pela variável independente.
A tabela a seguir mostra dois exemplos de relações que não são funções:
| Nesse caso, um mesmo elemento (3) do domínio X aparece associado a dois elementos do contradomínio Y (c,d). | Aqui a correspondência não é total: falta um valor associado a 1. |
Já o diagrama a seguir representa uma função:
Duas funções f(x) e g(x) são ditas iguais (f = g) se e somente se para cada valor de x no domínio D, f(x) e g(x) assumam o mesmo valor:
[editar] Introdução
Relações que estabeleçam dependência entre os elementos de dois conjuntos são denominadas funções.
Um exemplo clássico de função é a do salário de vendedores que ganham por comissão:
Existe um valor fixo que o vendedor ganha mesmo se não conseguir vender nada naquele mês e uma comissão, que depende da quantidade de vendas que o vendedor realizou. Por exemplo:
| Vendas | Comissão por venda | Valor Fixo | Salário |
| 0 | 55 | 300 | 300 |
| 1 | 55 | 300 | 355 |
| 2 | 55 | 300 | 410 |
| ... | ... | ... | ... |
Da tabela acima podemos construir uma relação entre as vendas e o salário do vendedor:

E com isso, construímos um gráfico que relaciona vendas a salário, onde verifica-se que:
- O salário depende das vendas.
- O salário é uma função das vendas.
[editar] Definição
Ao aplicar uma função
em um dado conjunto
, cada elemento deste deverá ter como correspondente um elemento em um dado conjunto
.
Ao conjunto
denomina-se domínio da função, sendo seus elementos denominados abscissas, e ao conjunto
denomina-se contra-domínio, sendo seus elementos denominados ordenadas ou imagens, quando estas se correlacionarem a um elemento de
.
Ou seja:
Dados dois conjuntos
e
não vazios, dizemos que a relação f de
em
será função se, e somente se,
.
(Para qualquer x pertencente a A existe um y pertencente a B tal que o par ordenado (x,y) pertence à função f)
- Obs: Para cada
, deve haver apenas um 
[editar] Representações
Existem várias maneiras de se representar funções.
Abaixo você pode ver as três mais comumente utilizadas, sendo a primeira a predominante.
As representações abaixo são de uma função em relação a seu domínio e contra-domínio.



Há também as representações por sua fórmula algébrica em relação a sua imagem, como a seguir:


[editar] Condições de existência
As condições básicas de existência são:
- Todo e qualquer elemento do domínio deve possuir uma única imagem no contra-Domínio.
- Caso a equação algébrica da função contenha uma fração, seu denominador deve ser diferente a 0 (zero).
- Caso a equação algébrica da função possua uma raíz de índice par, para que seu resultado pertença aos Reais, o radicando deve ser maior ou igual a 0 (zero).
- Caso essa mesma raíz esteja no denominador de uma fração, o radicando deve ser estritamente maior que 0 (zero).
- Caso o índice dessa raíz seja um número ímpar, a única restrição é que o radicando seja diferente de 0 (zero).
Com isso, cada função deverá ter suas restrições particulares, mas sempre obedecendo as gerais acima. Algumas regras não são aplicáveis a funções com contradomínio Complexo.
[editar] Nomenclaturas
Abaixo você confere o que significa cada nome utilizado ao se falar sobre funções:
[editar] Domínio, Contradomínio e Imagem
- Domínio
- Conjunto ao qual será aplicada a função.
- Contra-Domínio
- Conjunto que contém os elementos que farão o papel de imagem dos elementos do domínio.
- Imagem
- Subconjunto do contra-domínio. Contém apenas os elementos que são realmente imagens das abscissas.
[editar] Gráfico Cartesiano
- Abscissa
- Todo e qualquer elemento do domínio.
- Ordenada
- Todo e qualquer elemento do conjunto imagem.
- Gráfico em Plano Cartesiano da função
- Representação de todos os pontos que compõem uma função através de dois eixos perpendiculares.
[editar] Funções Sobrejetoras, Injetoras e Bijetoras
Tomemos dois conjuntos
e
. Digamos que o primeiro seja um conjunto de mulheres e o segundo é de homens. Então estabelecemos a relação "é casada com" de
para
.
- Se houver ao menos uma mulher no conjunto
que não seja casada com um homem do conjunto
, então esta relação nem consiste em uma função.
- Se houver ao menos uma mulher no conjunto
casada com mais de um homem do conjunto
, então esta relação também não consiste em uma função.
- Se toda mulher de
for casada com apenas um homem de
, então a função é injetora, independentemente de haver ou não algum homem em
que não seja casado com alguma mulher de
.
- Se não há um homem de
que não é casado com uma mulher de
(ou seja, a imagem é igual ao contra-domínio), então a função é sobrejetora, independentemente de duas mulheres de
serem casadas com o mesmo homem de
.
- No caso em que a função é tanto injetora quanto sobrejetora, ou seja, cada mulher de
é casada com um único homem de
, e cada homem de
é casado com uma única mulher de
, então a função é bijetora.
- Resumindo:
- Função Injetora é aquela na qual cada elemento do domínio corresponde a um único do contra-domínio.
- Função sobrejetora é aquela na qual o contra-domínio é igual à imagem, ou seja, cada elemento do contradomínio é correspondido por ao menos um do domínio.
- Função bijetora é aquela na qual para cada elemento no domínio corresponde a um único elemento no contradomínio, e cada elemento no contradomínio corresponde a um único do domínio.
[editar] Exemplos
- Funções bijetoras
- Funções do primeiro grau são bijetoras.
- Funções estritamente sobrejetoras
- Funções estritamente injetoras
[editar] Funções Pares e Ímpares
- Uma função f é denominada par quando f(x) = f( − x), para todo
(domínio de f). - Uma função f é denominada ímpar quando f(x) = − f( − x), para todo
.
[editar] Domínio, contradomínio e imagem
São três conjuntos especiais associados à função. O domínio é o conjunto A do exemplo dado no início deste capítulo: contém todos os elementos x para os quais a função deve ser definida. Já o conjunto B do exemplo é o contradomínio: o conjunto que contém os elementos que podem ser relacionados a elementos do domínio.
Também define-se o conjunto imagem como o conjunto de valores que efetivamente f(x) assume. O conjunto imagem é, pois, sempre um subconjunto do contradomínio.
Por exemplo, suponha a função que associa um elemento do domínio D = { 1,2,3,4,5 } a uma vogal ordenada no alfabeto.
-
- O domínio, já especificado, é D = {1,2,3,4,5}
- O contradomínio é CD = {a,b,c,d,e,f,g,h,i,j,k,l,m,n,o,p,q,r,s,t,u,v,w,x,y,z}
- A imagem é Im = {a,e,i,o,u}
[editar] Propriedades das funções
[editar] Continuidade
Uma função é dita contínua sobre um intervalo dado, [a,b], se possui um valor definido para todos os números contidos nesse intervalo. Por exemplo, a função:
-
, definida para o contradomínio
, não é contínua no intervalo
, uma vez que não está definida para x < 0.
[editar] Crescimento e decrescimento
Uma função é dita crescente, sobre um intervalo [A,B], se para cada valor de x + ε (ε sendo qualquer valor positivo), f(x) < f(x + ε).
[editar] Paridade
A paridade de uma função é uma propriedade relacionada a simetria da mesma, e portanto só pode ser definida para funções cujo domínio é simétrico (veja a definição de conjunto simétrico). Sendo
um elemento pertencente a um conjunto simétrico
, uma função é dita:
- par, se para todo
,
; ou seja, o valor da função é definido apenas de acordo com o módulo da variável independente; - ímpar, se para todo
,
; - sem paridade, se não corresponder a nenhum dos dois casos anteriores.
[editar] Funções de primeiro e segundo grau
Existem dois tipos especiais de funções a respeito das quais cabe fazer comentários aqui. Uma função é dita do primeiro grau quando pode ser expressa na forma:
A função do primeiro grau sempre toma no gráfico a forma de pontos colineares. Se o domínio da função for o conjunto R, tem-se uma reta.
O valor da constante a, na função y = ax + b e que tem domínio igual a R, é chamado coeficiente angular da reta que define a função. Ele pode ser obtido a partir da relação entre quaisquer dois pontos da reta (ou valores associados da variável independente e dependente), conforme a equação:
Para o caso específico da constante b ser igual a zero, a função y = ax é chamada função linear.
Já a função do segundo grau toma a forma:
-
- y = ax2 + bx + c

Graficamente, a função do segundo grau é sempre uma parábola, cuja concavidade depende unicamente do sinal da constante a. Se a for negativo, a parábola tem o vértice voltado "para cima"; se a for positivo, a parábola tem o vértice voltado "para baixo". (Considerando a representação usual do plano cartesiano.)
[editar] Operações sobre funções
[editar] Soma, produto e quociente
[editar] Composição de funções
O conceito de uma função é uma generalização da noção comum de "fórmula matemática". Funções descrevem relações matemáticas entre dois objetos, x e y = f(x). O objeto x é chamado o argumento da função f, e o objeto y, que depende de x, é chamado imagem de x pela f.
Intuitivamente, uma função é uma maneira de associar a cada valor do argumento x um único valor da função f(x). Isto pode ser feito especificando através de uma fórmula ou regra de associação, um gráfico, ou uma simples tabela de correspondência.
- Gráficos, Função par e função ímpar, Funções crescentes e funções decrescentes, Máximos e mínimos
- Função módulo, funções lineares, funções afins e funções quadráticas, Equações e inequações envolvendo estas funções -
- Composição e inversão de funções -
- Funções exponenciais e funções logarítmicas - propriedades fundamentais, gráficos, equações e inequações envolvendo estas funções.
- Polinômios -
[editar] Ligações
- Função na Wikipédia.
[editar] Funções sobrejetoras, injetoras e bijetoras
| Foi proposta a fusão deste módulo com: Matemática elementar/Funções#Funções Sobrejetoras, Injetoras e Bijetoras (discuta). |
Tomemos dois conjuntos
e
. Digamos que o primeiro seja um conjunto de crianças e o segundo é de adultos. Seja f a função que leva cada criança x do conjunto X na sua mãe y = f(x) do conjunto Y.
- Se no conjunto X não houver nenhum par de irmãos, então temos que para a e b crianças diferentes do conjunto X, as suas mães f(a) e f(b) são diferentes. Neste caso, a função é injetora.
- Se o conjunto Y for formado apenas de mães, então qualquer que seja a mãe m do conjunto Y existe alguma criança c tal que f(c) = m (ou seja, m é a mãe de c). Neste caso, a função é sobrejetora.
- Se não houver irmãos em X, e o conjunto Y for formado de mães, então existe uma correspondência perfeita entre crianças e suas mães. A função f é, ao mesmo tempo, injetora e sobrejetora, ou seja, é bijetora.
- Resumindo:
- Função Injetora (ou função injetiva, ou uma injeção) é aquela na qual dois elementos diferentes no domínio correspondem sempre a elementos diferentes no contra-domínio.
- Função sobrejetora (ou função sobrejetiva ou uma sobrejeção) é aquela na qual o contra-domínio é igual à imagem, ou seja, cada elemento do contradomínio é correspondido por ao menos um do domínio.
- Função bijetora (ou função bijetiva ou uma bijeção) é aquela na qual para cada elemento no domínio corresponde a um único elemento no contradomínio, e cada elemento no contradomínio corresponde a um único do domínio.
No restante do texto, serão estudadas funções numéricas, ou seja, funções entre conjuntos de números reais.
[editar] Domínio finito
Quando o domínio da função é finito, a forma mais prática de verificar se a função é injetora, sobrejetora ou bijetora é calcular diretamente f(x) para cada ponto do domínio, e verificar:
- se existem x e y diferentes com f(x) = f(y), então a função não é injetora
- se existe algum y no contra-domínio que ficou de fora, ou seja, para o qual não existe x com f(x) = y, então a função não é sobrejetora
[editar] Exemplo
Seja A = { -2, -1, 0, 1, 2}, B = {0, 1, 2, 3, 4}, C = {0, 1, 4}, D = {0, 1, 2} e as funções:
dada por k(x) = 1
dada por g(x) = x2
dada por h(x) = x2
dada por f(x) = x + 2
Então:
- e não é injetora, porque e(0) = e(1). e também não é sobrejetora, porque não existe x tal que e(x) = 0.
- f não é sobrejetora, porque não existe x tal que f(x) = 2. Mas f é injetora: a única forma de f(x) ser igual a f(y) é quando x = y, como pode ser visto listando os pares ordenados de f: {(0, 0), (1, 1), (2, 4)}.
- g não é injetora, porque g(-1) = g(1). Mas g é sobrejetora, porque para todo elemento y de C existe um elemento (pode haver mais de um) x de A com g(x) = y. Isto pode ser visto também listando os pares de g: {(-2, 4), (-1, 1), (0, 0), (1, 1), (2, 4)}. Outra forma de ver que ela é sobrejetora é observar que a imagem de g é o conjunto {0, 1, 4}, igual ao contra-domínio C.
- h é injetora, porque se h(x) = h(y), então x + 2 = y + 2 logo x = y. h também é sobrejetora, porque para todo elemento y de B existe um x de A com h(x) = y. De fato, isto pode ser visto enumerando-se os pares de h, ou observando-se que a imagem de h é o conjunto B.
[editar] Casos particulares
Alguns casos particulares para funções
, em que A e B são conjuntos finitos de números
- Se f é injetora, então A não tem mais elementos que B
- Se f é sobrejetora, então A não tem menos elementos que B
- Se f é bijetora, então A tem tantos elementos quanto B
- Se f é uma função do primeiro grau, f(x) = a x + b, com a ≠ 0, então f é injetora.
Deve-se notar que estas regras não são suficientes para resolver todos os casos, por exemplo a função
dada por f(x) = x2, em que A = {-1, 1} e B = {0, 1} não é nem injetora nem sobrejetora.
[editar] Domínio e contra-domínio real
Neste caso temos uma função
.
Alguns casos particulares:
- Se f é uma função do primeiro grau, f(x) = a x + b, com a ≠ 0 então f é bijetora.
- Se f é uma função do segundo grau, f(x) = a x2 + b x + c, com a ≠ 0, então f não é injetora nem sobrejetora.
Em outros casos, deve-se procurar desenhar o gráfico da função.
[editar] Exemplo
Considere a função
dada por f(x) = (x - 1)(x - 2)(x - 3).
Obviamente, pelo gráfico é fácil ver que esta função não é injetiva. Pela equação também é fácil, já que f(1) = f(2) = f(3) = 0.
Esta função é sobrejetiva. Este fato e sugerido pelo gráfico, apesar deste mostrar apenas parte do conjunto imagem.
[editar] Domínio e contra-domínio intervalos de números reais
Neste caso temos uma função
, em que A e B podem ser toda a reta real, intervalos finitos ou intervalos infinitos.
A única regra especial é:
- Se f é uma função do primeiro grau, f(x) = a x + b, com a ≠ 0 então f é injetora.
[editar] Ver também
Artigos na wikipedia:
[editar] Função inversa
Dada uma função
, uma pergunta natural é, dado um valor v do contradomínio, em que condições a equação f(x) = v tem uma solução única x = u ?
Por exemplo, para funções do primeiro grau, de domínio e contra-domínios reais, f(x) = a x + b (em que a ≠ 0), a equação f(x) = v admite a única solução
.
Por outro lado, para funções reais do segundo grau f(x) = a x2 + b x + c (novamente, a ≠ 0), a equação f(x) = v pode possuir duas, uma ou nenhuma raiz (dependendo do valor de
ser, respectivamente, positivo, zero ou negativo).
Como outro exemplo, a função f(x) = x2 + 1, quando o domínio é o conjunto dos números reais positivos e o contra-domínio é o conjunto dos números reais maiores que um é tal que f(x) = v sempre admite uma única solução. Isto porque, sendo v > 1, temos que x2 + 1 = v é equivalente a x2 = v - 1, ou seja, a solução é a (única) raiz quadrada positiva do número positivo v - 1 dada por
.
[editar] Conceito
Dada uma função
, dizemos que
é a função inversa de f quando:
- Para todo valor
, a equação f(x) = y tem uma solução - Esta solução é única, e dada por x = g(y).
[editar] Teoremas
- Se a função f tem uma inversa, então f é uma função bijetora.
- Se f é uma função bijetora, então f tem uma inversa, e a função inversa é bijetora
- A função inversa de uma função é única
- Se g é a função inversa de f, então f é a função inversa de g
[editar] Definições relacionadas
Uma função que tenha inversa diz-se invertível.
A função inversa de uma função f é representada por f-1 - note-se que esta notação deve ser usada com cuidado, pois, em alguns contextos,
.
[editar] Ver também
Artigo na wikipedia:
[editar] Exponenciais
[editar] Definição de Potência
Em matemática, potências são valores que representam uma multiplicação sucessiva de um número, ou seja, representam o mesmo número multiplicado algumas vezes por si mesmo. Uma potência é composta por um número, chamado base, que é multiplicado sucessivamente por si mesmo; e por um índice, chamado expoente, que diz o número de vezes que a base é multiplicada por si mesmo. As potências apresentam-se na forma xn, onde n é o expoente e x é a base.
A potência 43, por exemplo, indica que a base, o número 4, será multiplicada sucessivamente 3 vezes por si mesma, ou seja
. Se o expoente é 1, então o resultado tem o valor da base (71 = 7), enquanto que com um expoente 0, devido a regras de operações feitas directamente com potências, o resultado é sempre igual a 1 (160 = 1).
A regra para o expoente zero pode parecer estranha. Mas se não fosse assim, todas as propriedades de potências ficariam mais complicadas. Além disto, quem olhar um gráfico de uma função exponencial vai ver que não poderia ser de outra forma. Enfim, tudo induz para que aceitemos esta forma de definir as potências com expoente 0.
[editar] Operações com Potências
Existem várias regras que visam facilitar a resolução de potências. É possível multiplicar e dividir qualquer par de potências que possuam a mesma base, o mesmo expoente, ou os dois iguais.
[editar] Multiplicação
[editar] Com a mesma base
![]() |
Para multiplicar duas potências com as bases iguais e expoentes diferentes, mantem-se a base e somam-se os expoentes. |
[editar] Com o mesmo expoente
![]() |
Para multiplicar duas potências com os expoentes iguais e bases diferentes, mantem-se o expoente e multiplicam-se as bases. |
[editar] Com a mesma base e o mesmo expoente
|
|
Para multiplicar duas potências com os expoentes iguais e as bases também iguais, pode-se utilizar qualquer uma das regras. |
[editar] Divisão
[editar] Com a mesma base
![]() |
Para dividir duas potências com as bases iguais e expoentes diferentes, mantem-se a base e subtraem-se os expoentes. |
[editar] Com o mesmo expoente
![]() |
Para dividir duas potências com os expoentes iguais e bases diferentes, mantem-se o expoente e dividem-se as bases. |
[editar] Com a mesma base e o mesmo expoente
|
Para dividir duas potências com os expoentes iguais e as bases também iguais, pode-se utilizar qualquer uma das regras. |
(1) - Este caso nos dá mais um motivo para tomarmos qualquer potência com expoente 0 como sendo igual a 1. Como
e
então a0 = 1.
Observe que isto não é a prova que a0 = 1 pois foi utilizada uma propriedade para subtrair os expoentes, propriedade esta que, para ser provada, necessita que seja considerado a0 = 1 , logo, não pode ser provada utilizando a equação acima.
[editar] Equações envolvendo potências
[editar] Equações do tipo a^f(x) = b^g(x)
Equações do tipo
onde a é uma constante são resolvidas simplesmente igualando-se f(x) a g(x).
No caso mais geral:
é preciso, primeiro, converter uma (ou ambas) bases para que as duas bases fiquem iguais.
[editar] Exemplo
- Resolva:
O primeiro passo é transformar as bases. No caso, pode-se transformar
ou
(exercício), mas é bem mais simples transformar
e
:
Aplicando a propriedade
:
Agora temos uma equação da forma
:
Verificando:
(ok)
[editar] Equações do tipo f(a^x) = 0
As equações do tipo
são resolvidas de forma análoga à biquadrada. Lembrando: uma biquadrada
é resolvida pela substituição
. Resolve-se a equação em y, e, com o(s) valor(es) de y, resolve-se a equação em x.
[editar] Exemplo
- Resolva a equação
De novo, como temos bases diferentes, é conveniente reescrever tudo para a mesma base. Como
, temos:
Usando agora a propriedade
:
Ainda temos um problema! É preciso transformar
em uma expressão onde
esteja isolado. Para isto, vamos usar a propriedade
:
Então a expressão fica:
Resolvendo:
Aplicando a fórmula de Bhaskara:
Ou seja, as duas raízes são:
A primeira solução, y = -3, gera uma equação sem solução em x, porque
é sempre um valor positivo e não pode ser igual a -3.
A segunda solução fornece:
Ou seja:
- x = -1
Verificando, temos que:
(ok)
[editar] Inequações envolvendo potências
[editar] Gráficos de funções exponenciais
[editar] Exercícios
- Ver Exercícios
[editar] Ver também
|
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[editar] Exercícios
A seguir são sugeridos alguns exercícios sobre exponenciais.
- Simplifique as expressões abaixo, conforme o exercício 1:
- Simplifique as expressões abaixo:
- Simplifique as expressões abaixo:
- Sendo a = 43, b = (-8)5, c = (-2)6 e d = (1/2)-3, determine o valor de:
- Escreva Verdadeiro (V) ou Falso (F), corrigindo a resposta no segundo caso:
( )
( )
( )
( )- Se n é um número par,
( ) - Se n é um número ímpar,
( )
( )
( )
( )- Se a é diferente de zero,
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )- 00 = π, ( )
- Simplifique as expressões:


- Sendo x > 0 e y > 0,

[editar] Logaritmos
[editar] Definição de Logaritmo
Sejam a e b dois números reais. O logaritmo de a na base b é o expoente a que b deve ser elevado para que o resultado seja a. Em símbolos:

Dizemos que b é a base e a é o logaritmando.
Por exemplo, se 52 = 25, podemos dizer que 2 é o logaritmo de 25 na base 5. Isto mostra a proximidade que logaritmos têm com potências.
É importante definir algumas restrições à base e ao logaritmando:
- A base deve ser positiva. Determinar, por exemplo, o logaritmo de 2 na base -10 é impossível no universo dos números reais, já que apenas as potências de expoentes inteiros estão definidas para bases negativas.
- A base deve ser diferente de um. Como 1 elevado a qualquer número dá 1, o único logaritmando possível (com base 1) seria 1.
- O logaritmando deve ser positivo. Nenhum número real positivo tem potências negativas.
[editar] Operações com logaritmos
Existem várias regras que visam facilitar a resolução de logaritmos.
[editar] Soma e subtração

logca − logcb = logc(a / b)
[editar] Multiplicação por constante

[editar] Mudança de base
, para qualquer que seja a base c (obedecendo, obviamente, às restrições de domínio apresentadas acima).
[editar] Demonstrações
Sejam:
Então:
Aplicando propriedades da exponenciação:
- Log do produto
Da expressão
concluímos que:
portanto:
- Log da fração
Analogamente, de:
concluímos que:
portanto:
- Log da potência
A partir de:
chegamos a:
ou seja:
- Mudança de base
Da última expressão:
chega-se a:
ou seja:
e, finalmente:
E temos demonstrações para as quatro propriedades básicas dos logaritmos.
[editar] Equações envolvendo logaritmos
[editar] Logaritmos e raízes
Quando temos uma equação do tipo logba = x, devemos buscar um número x ao qual devemos elevar b de modo a obter o resultado a. Exemplo:
- log216 = x
Como 24 = 16, da definição de logaritmo resulta que x = 4.
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[editar] Trigonometria
[editar] Trigonometria
Trigonometria (do grego trigonon = três ângulos e metro = medida) é uma parte da Matemática que estuda as relações entre triângulos, ângulos e funções circulares como o seno e cosseno.
- Trigonometria do triângulo retângulo
Arcos e ângulos - medida de um arco (radianos), relação entre arcos e ângulos.
Razões trigonométricas na circunferência
Funções trigonométricas
Fórmulas de Adição, subtração, duplicação e bissecção de arcos
Transformações de soma de funções trigonométricas em produtos
Identidades trigonométricas básicas
Equações e inequações envolvendo funções trigonométricas
Lei dos senos e dos cossenos
Resolução de triângulos
[editar] Arcos e ângulos
[editar] Circunferência
Seja
um ponto qualquer do plano e
um número real. A circunferência de centro
e raio
é o lugar geométrico dos pontos
desse plano tais que 
Veja no Wikicionário círculo.
[editar] Arco de circunferência
Consideremos uma circunferência
de centro
Sejam
e
dois pontos distintos de 
Um arco de circunferência de extremos
e
é cada uma das partes em que fica dividida uma circunferência por dois de seus pontos.
Quando
teremos dois arcos: o arco nulo (um ponto) e o arco de uma volta (uma circunferência).
[editar] Arco de circunferência e ângulo central correspondente
A medida de um arco é, por definição, a medida do ângulo central correspondente. Medir significa comparar com uma unidade padrão previamente adotada. Contudo, para evitar possíveis divergências na escolha da unidade para medir um mesmo arco, as unidades de medida restringem-se a três principais: o grau (
), o radiano (
) e o grado, sendo este último não muito comum.
[editar] O grau
Um grau é um arco de circunferência cujo comprimento equivale a
da circunferência que contém o arco a ser medido. Portanto, a medida, em graus, de um arco de uma volta completa (uma circunferência) é 
- Submúltiplos do grau
- O minuto
ou seja, 
- O segundo
ou seja,
e 
[editar] O radiano
Um radiano é um arco de circunferência cujo comprimento é igual ao raio da circunferência que contém o arco a ser medido. É a unidade do Sistema Internacional (SI).
Conseqüentemente, para medir um ângulo
em radianos, convém calcular a razão entre o comprimento
do arco pelo raio
ou seja, calcular quantos radianos mede o arco
Portanto, como consequência da definição de radiano, podemos estabelecer a seguinte relação:
onde
e
devem estar na mesma unidade de comprimento.
O comprimento de uma circunferência de raio
é
Logo, a medida do arco de uma volta completa, em radianos, é
Para converter unidades, podemos usar as correspondências
ou
e uma regra de três simples.
[editar] O grado
É a medida de um arco cujo comprimento equivale a
da circunferência que contém o arco a ser medido. É evidente que, para conversão de unidades, pode-se utilizar as relações
ou
e uma regra de três simples.
[editar] O ciclo trigonométrico
Consideremos no plano um sistema de eixos perpendiculares
em que
Seja uma circunferência
de centro
raio
e o ponto 
A cada número real
associaremos um único ponto
de 
- Se
então tomamos 
- Se
realizamos, a partir de
um percurso de comprimento
no sentido anti-horário e marcamos o ponto
como final desse percurso.
- Se
realizamos, a partir de
um percurso de comprimento
no sentido horário, e marcamos o ponto
como final desse percurso.
Assim, a circunferência sobre a qual foi fixado o ponto
como orientação é chamada ciclo trigonométrico ou circunferência trigonométrica.
O ponto
é chamado imagem de
no ciclo trigonométrico.
O sistema de eixos perpendiculares
divide o ciclo trigonométrico em quatro partes, cada uma das quais é chamada quadrante.
[editar] Ângulos côngruos
Os ângulos
e
em graus, são côngruos ou congruentes se, e somente se,
para algum
ou seja, se
e
têm a mesma imagem no ciclo trigonométrico. Para indicar que
e
são côngruos escrevemos 
Por exemplo, os ângulos
e
são congruentes, pois 
[editar] Expressão geral dos arcos que têm imagem em um ponto do ciclo trigonométrico..
Consideremos um sistema de eixos perpendiculares
e uma circunferência
de centro
e raio
Sendo um ponto qualquer pertencente à
a imagem de um ângulo
na circunferência, podemos estabelecer uma expressão geral dos arcos que têm imagem em um determinado ponto do ciclo trigonométrico.
Por exemplo, a expressão geral dos arcos que têm imagem no ponto
dar-se-á por
ou
sendo
o número de voltas completas. Quando
deve-se andar no sentido anti-horário; se
deve-se andar no sentido horário.
Analogamente, temos:
- Para
ou 
- Para
ou 
- Para
ou 
- Para
ou
ou 
- Para
ou
ou 
- Para
ou
ou
ou
ou 
Considerando a figura acima, a expressão geral dos arcos que têm imagem em
ou
é:
em graus: 
em radianos: 
Expressão geral dos arcos que têm imagem em 
em graus: 
em radianos: 
No caso da figura seguinte, a expressão geral dos arcos fica:
em graus: 
em radianos: 
[editar] Imagens de alguns arcos importantes
- Primeira volta no sentido anti-horário:
[editar] Ângulos correspondentes
- Em graus:
- Em radianos:
[editar] Razões trigonométricas na circunferência
| Este módulo encontra-se em processo de tradução. A sua ajuda é bem vinda. |
[editar] Definição geométrica de seno e cosseno
No círculo unitário mostrado abaixo, um raio unitário foi traçado da origem ao ponto (x,y) sobre o círculo.
A linha perpendicular ao eixo-x que passa pelo ponto (x,y) intercepta o eixo-x no ponto com abscissa x. Analogamente, a linha perpendicular ao eixo-y intercepta este eixo no ponto de ordenada y. O ângulo entre o eixo-x e o raio é α.
A funções trigonométricas de qualquer ângulo α são definidas por:

tanθ pode ser definido a partir do seno e cosseno.


Estas três funções trigonométricas pode ser usadas para ângulos medidos em graus, radianos ou qualquer outra medida angular, desde que fique claro qual é a unidade usada.
[editar] Funções trigonométricas
| Este módulo precisa ser revisado por alguém que conheça o assunto (discuta). |
[editar] Definição
Funções trigonométricas são funções angulares, importantes no estudo dos triângulos e na modelagem de fenómenos periódicos. Podem ser definidas como razões de dois lados de um triângulo rectângulo, contendo o ângulo ou, de forma mais geral, como razões de coordenadas de pontos no círculo unitário ou, de forma ainda mais geral, como séries infinitas ou, de forma igualmente geral, como soluções para certas equações diferenciais.
Existem seis funções trigonométricas básicas, cada uma com a sua abreviatura notacional padrão.
- seno (
— ou
em português) - coseno (
)
As últimas quatro funções são definidas nos termos das primeiras duas. Por outras palavras, as quatro equações em baixo são definições e não identidades demonstradas.
- tangente

- secante

- cosecante

- cotangente

O seno, o coseno e a tangente são, de longe, as mais importantes.
As inversas destas funções são geralmente designadas de arco-função, i.e., arcsin, arccos, etc., ou adicionando o expoente -1 ao nome, como em sen-1, cos-1, etc. O resultado da função inversa é o ângulo que corresponde ao parâmetro da função. Por exemplo, arcsen(1) = 90°.
[editar] Periodicidade
Tanto a função Seno como a função Co-seno têm período 2 pi. A função tangente admite o período pi
[editar] Paridade
A função Seno é uma função ímpar, pois sen (-x)= -sen x, qualquer que seja x pertencente R. A função Co-seno é uma função par, pois cos (-x)= cos x, qualquer que seja x pertencente a R. A função Tangente é uma função ímpar pois é o quociente de uma função ímpar e uma função par: tg (-x)= -tg x, qualquer que seja x pertencente ao domínio. A função Co-tangente é uma função de período pi.
[editar] Ângulos notáveis
|
Veja abaixo uma tabela com os valores mais importantes das funções trigonométricas.
|
Existe um macete para memorizar estes valores. Lembrando que o gráfico da função seno é crescente no primeiro quadrante (ângulos de 0 graus a 90 graus), escreva:
- 0, 30, 45, 60, 90
- 0, 1, 2, 3, 4
Em seguida, na segunda linha, tire a raiz quadrada e divida por 2:
- 0, 30, 45, 60, 90
- 0, 1/2,
1
E temos os valores da função seno. Os valores do cosseno são obtidos invertendo-se a primeira linha:
- 90, 60, 45, 30, 0
- 0, 1/2,
1
E os valores da tangente dividindo-se seno por cosseno.
[editar] Gráficos
[editar] Propriedades
[editar] Cosseno ao quadrado mais seno ao quadrado
Diretamente da figura que define seno e cosseno (ao lado), temos, pelo triângulo retângulo no primeiro quadrante, que:
É convencional escrever o quadrado de uma função trigonométrica colocando-se o sinal imediatamente ao lado do nome da função. Assim, esta relação é escrita:
A geometria do triângulo retângulo prova esta relação no caso de
ou seja, para ângulos no primeiro quadrante. Nos casos
temos que um deles (seno ou cosseno) vale 1, e o outro vale 0, logo a soma dos seus quadrados é 1.
Nos demais casos, temos:
- Se x está no segundo quadrante, então
está no primeiro quadrante, e:
:
portanto:
Analogamente:
- Se x está no terceiro quadrante, então
está no primeiro quadrante, e:
:
portanto:
Finalmente:
- Se x está no quarto quadrante, então
está no primeiro quadrante, e:
:
portanto:
Ou seja, a relação
é válida para qualquer ângulo real x.
[editar] Propriedades do quadrado da secante e da cossecante
Lembrando que:
temos que:
- Dividindo
por
Dividindo
por 

[editar] Exercícios
|
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[editar] Adição, subtração, duplicação e bissecção de arcos
Nesta página aprenderemos a efetuar operações trigonométricas que envolvam a adição, subtração ou multiplicação de números reais.
[editar] Adição de arcos
[editar] Cosseno da soma
Considere a figura ao lado. Sejam três pontos
e
pertencentes à circunferência , cujas coordenadas são
e
Os arcos
e
têm medidas iguais, logo as cordas
e
também têm a mesma medida. Após aplicarmos a fórmula da distância entre dois pontos da Geometria analítica, temos:


Ao igualarmos as duas expressões, temos a fórmula:
[editar] Seno da soma
Sabemos que
A partir disto e sendo
obtemos:
Utilizando a fórmula do cosseno da diferença de dois arcos nessa última expressão:
Substituindo
e
nesta expressão, então:
[editar] Tangente da soma
Sabendo que
e utilizando as fórmulas anteriores para soma de senos e cossenos, podemos facilmente conseguir uma expressão para 

Então:
Vale lembrar que essa fórmula só pode ser usada se
e
porque a relação
só é válida se e somente se 
[editar] Cotangente da soma
Como
podemos obter, de maneira semelhante à formula da tangente da soma, uma expressão para 

Simplificando, temos:
Como
é válida se e somente se
a identidade que demonstramos acima só pode ser usada se
e 
[editar] Exemplos
- Calcule:
-
- Resolução

[editar] Subtração de arcos
[editar] Cosseno da diferença
Para calcular
fazemos uso da igualdade
na fórmula do cosseno da soma, conforme a seguir:

Então:
[editar] Seno da diferença
Podemos fazer a mesma substituição da igualdade
para encontrar as outras relações de diferença de arcos. Para o seno, usaremos a fórmula do seno da soma e a igualdade citada acima, conforme a seguir:
Logo,
[editar] Tangente da diferença
Usando novamente a igualdade
e, desta vez, a fórmula da tangente da soma:
Simplificando, temos:
Pelos motivos já citados anteriormente, esta fórmula só é válida se
e 
[editar] Cotangente da diferença
Mais uma vez, usaremos a igualdade
e, desta vez, a fórmula da cotangente da soma:
Logo, obtemos a identidade:
Está fórmula só pode ser aplicada se
e 
[editar] Exemplos
- Calcule:
-
- Resolução



- Dados
e
calcule 
-
- Resolução

[editar] Multiplicação de arcos
É possível deduzir fórmulas para calcular as funções trigonométricas de
utilizando as fórmulas obtidas para a soma de arcos e fazendo
conforme será mostrado adiante.
[editar] Cosseno
Usando a fórmula do cosseno da soma, temos:
Logo, utilizando a Identidade relacional básica, podemos obter duas fórmulas finais:
ou

Utilizando a Identidade relacional básica e trabalhando algebricamente, temos:
Expressões para
são obtidas por processos semelhantes.
[editar] Seno
Ultilizando a fórmula do seno da soma:
Então, temos:

Utilizando a Identidade relacional básica:
Logo:
Expressões para
são obtidas por processos semelhantes.
[editar] Tangente
A partir da fórmula da tangente da soma:
Logo:
Ao subtituimos a fórmula anterior para
e simplificarmos, obtemos como fórmula final:
Expressões para
são obtidas por processos semelhantes.
[editar] Exemplo
- Se
e
calcule 
-
- Resolução
Precisamos encontrar
para aplicarmos a fórmula. Para tanto, utilizaremos a identidade
que relaciona as funções cotangente e cossecante. A partir da cossecante obtida, podemos encontrar o valor do seno, uma vez que
Como
o valor da cossecante é positivo.

De onde vem 
Podemos finalmente calcular:

[editar] Bissecção de arcos
[editar] Cosseno
Vamos utilizar as duas fórmulas que encontramos para
a fim de que, dado o cosseno de uma arco
qualquer, possamos obter
ou
Para isto, consideraremos 
A partir de 
A partir de
temos:
Finalmente, sabendo que
temos:
[editar] Seno
Caso nos seja dado o
sabendo que
calculamos
e usamos as fórmulas dadas logo acima para o cosseno.
[editar] Tangente
Precisamos agora encontrar fórmulas que permitam calcular
e
conhecida a
Para tanto, tomaremos as fórmulas de multiplicação


e consideraremos
de modo que:
[editar] Exemplos
- Se
com
calcule as funções circulares de 
-
- Resolução

Logo, temos:
- Se
determine 
-
- Resolução
Podemos aplicar diretamente a fórmula, de modo que:
[editar] Exercícios
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[editar] Transformações de soma de funções trigonométricas em produtos
Partindo das fórmulas do seno da soma de arcos:
Somando-as membro a membro:
Fazendo:
- x = a + b: y = a − b
Temos:
Substituindo a e b, em (I):
Procedendo da mesma forma, novamente a partir de:
Subtraindo-as membro a membro:
(II)
Substituindo a e b, em (II):
Agora para a função cosseno
Somando-as membro a membro:
(III)
Substituindo a e b, em (III):
E por fim:
Subtraindo-as membro a membro:
(IV)
Substituindo a e b, em (IV):
OBS: As fórmulas em negrito são as fórmulas de transformação de soma em produto. Também conhecidas como Fórmulas de Prostaférese.
[editar] Identidades trigonométricas básicas
[editar] Conceito
Uma identidade trigonométrica é uma equação envolvendo funções trigonométricas e que é verdadeira para todos os valores das variáveis envolvidas. Estas identidades são úteis sempre que expressões envolvendo funções trigonométricas tem que ser simplificadas. Geralmente é possível aproveitar as características cíclicas das funções para modificar o seu comportamento, transformando uma ou mais funções trigonométricas em outras operadas de forma que apresentem o mesmo resultado da função original.
[editar] Identidade relacional básica
Uma vez que no ciclo trigonométrico com ângulo
podemos encontrar as coordenadas
fazendo
e
podemos verificar que estas coordenadas e a distância entre a origem
e o ponto
formam um triângulo retângulo. Sendo esta distância unitária, temos:

Portanto:

[editar] Equações e inequações envolvendo funções trigonométricas
[editar] Conceito
Equações trigonométricas são equações nas quais a variável a ser determinada aparece após a aplicação de funções trigonométricas.
Uma das grandes diferenças entre equações trigonométricas e as demais equações é a natureza periódica destas funções.
Assim, enquanto equações do tipo:
possuem uma solução única, ou uma quantidade finita (e pequena) de soluções, uma equação do tipo:
admite infinitas soluções - por ser tan uma função periódica de período
para cada solução x = a, temos que
e
também serão soluções, assim como qualquer valor
sendo k um número inteiro (positivo, negativo ou zero).
[editar] Equações do tipo sen(x) = n, cos(x) = n e tan(x) = n
[editar] sen(x) = n
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A equação
só tem soluções quando n está no intervalo [-1; 1]. Se n está neste intervalo, então é preciso primeiro determinar um ângulo α tal que:
Neste caso, as soluções são dois conjuntos infinitos (que devem ser unidos):
Em que k é qualquer inteiro.
Quando n = 1, 0 ou -1, estas soluções tem uma forma mais simples, que podem ser vistas na tabela ao lado.
[editar] Exemplo
Resolva:
Primeiro, deve-se determinar um valor para α:
Substituindo nas fórmulas, temos:
- ou
Resolvendo estas equações em x chega-se à resposta final:
- ou
Em que k é um número inteiro.
[editar] Outro exemplo
Resolva:
Substituindo 
Sabemos que
é um ângulo cujo seno vale 1/2. Portanto, y deve valer:
- ou
Substituindo o valor de 
- ou
Ou seja:
- ou
Esta solução está correta, mas, normalmente, deseja-se expressar os ângulos na forma
em que 
Para isso, como k é um número inteiro qualquer, ele pode ser substituído por qualquer outra expressão que também indica um número inteiro qualquer. Ou seja, podemos substituir k por k + 10, k + 42, k - 1000, etc.
No caso, como queremos tornar a parte sem k em um número entre 0 e 2 π, temos que substituir k por k+1, obtendo:
- ou
Finalmente:
- ou
[editar] Equações com restrição no domínio
[editar] Determinação do domínio
[editar] Equações com mais de uma função trigonométrica
[editar] Exercícios
[editar] Lei dos senos e dos cossenos
[editar] Lei dos cossenos
Em qualquer triângulo, o quadrado de um dos lados é igual à soma dos quadrados dos outros dois lados, menos o dobro do produto desses dois lados pelo cosseno do ângulo formado entre eles. A saber:
[editar] Demonstração
Esta é uma das maneiras de demonstrar a lei dos cossenos.
Considerando a figura, podemos observar três triângulos: 
Destes, pode-se extrair as seguintes relações:
e 
Usando o Teorema de Pitágoras para obter uma relação entre os lados dos triângulos, temos:
- Para

- Para

Substituindo
e
em 



Entretanto, pode-se substituir a relação
do triângulo
na equação acima. Dessa maneira, encontra-se uma expressão geral da Lei dos cossenos:

Da mesma forma, pode-se demonstrar as demais relações:


[editar] Aplicação
A Lei dos Cossenos permite calcular o comprimento de um lado de qualquer triângulo conhecendo o comprimento dos demais lados e a medida do ângulo oposto a esse. Ela também permite calcular todos os ângulos de um triângulo, desde que se saiba o comprimento de todos os lados.
[editar] Exemplos
- Considere um triângulo de lados
e
sendo que o comprimento de
é 2 metros e o comprimento de
é
metros. Os lados
e
definem um ângulo de 30º. Calcule o comprimento de 
-
- Resolução
- Dada a Lei dos Cossenos,
tem-se que
e
portanto:
O comprimento de
é 1 metro.
- Prove por Lei dos Cossenos que o triângulo eqüilátero também é eqüiângulo
-
- Resolução
- Dado um triângulo eqüilátero de lados
e
por definição tem-se que
Sejam
e
os ângulos deste triângulo. Aplicando a Lei dos Cossenos:
O mesmo vale para
e 

[editar] Lei dos senos
O seno de um ângulo de um triângulo qualquer é proporcional à medida do lado oposto a esse ângulo. A saber:
[editar] Demonstração
Para demonstrar a lei dos senos, tomamos um triângulo
qualquer inscrito em uma circunferência de raio
A partir do ponto
pode-se encontrar um ponto diametralmente oposto
e, ligando
a
formamos um novo triângulo
retângulo em 
Da figura, podemos perceber também que
porque determinam na circunferência uma mesma corda
Desta forma, podemos relacionar:

Fazendo todo este mesmo processo para os ângulos
e
teremos as relações:
e
em que
é a medida do lado
oposto a
é a medida do lado
oposto a
e
é uma constante.
Logo, podemos concluir que:
[editar] Lei das tangentes
Seja um triângulo não isósceles e não retângulo
cujos ângulos internos e medidas dos lados estão indicadas na figura. A lei das tangentes estabelece que, para qualquer triângulo que não seja isósceles nem retângulo, valem as seguintes relações:
![\frac{b+c}{b-c} = \frac{\tan[\frac{1}{2}(\widehat{B}+\widehat{C})]}{\tan[\frac{1}{2}(\widehat{B}-\widehat{C})]}](http://upload.wikimedia.org/math/4/8/4/484c1d7a32792063113be8ba6b0740a4.png)
[editar] Demonstração
Para demonstrar a Lei das tangentes, podemos partir da Lei dos senos:

Usando uma propriedade das proporções, temos que:

Substituindo nessa equação as fórmulas de transformação de soma em produto, temos:

![\Rightarrow \frac{a+b}{a-b} = \frac{\tan[\frac{1}{2}(\widehat{A}+\widehat{B})]}{\tan[\frac{1}{2}(\widehat{A}-\widehat{B})]}](http://upload.wikimedia.org/math/8/6/a/86a65ed0438967a2db7eadce8728d145.png)
Analogamente, pode-se provar as outras duas relações.
[editar] Exercícios
[editar] Resolução de triângulos
Matemática elementar/Trigonometria/Resolução de triângulos
[editar] Progressões
Seqüências ou progressões são funções do tipo
, onde A é o conjunto dos números naturais ou um subconjunto dos números naturais consecutivos com mais de dois elementos, e B é um conjunto numérico. Sendo funções, nas sequências existe uma regra geral que permite determinar cada elemento de B a partir do elemento A, por exemplo:
- (2,4,6,8,10) é uma seqüência dos números pares de 2 até 10, que pode ser expressa pela função
. Também percebe-se que a função pode relacionar o elemento anterior (an) com o posterior (an+1)da seguinte maneira: an + 1 = an + r, sendo r uma razão fixa, a razão de progressão.
Os dois tipos de seqüências matemáticas mais comuns são a progressão aritmética, que contém números tais que o anterior somado a uma razão fixa resulta no posterior, e progressões geométricas, que contém números tais que o anterior multiplicado pela razão fixa resulta no posterior.
Exemplos:
- (1,5,9,13,...) é uma progressão aritmética infinita (o que se indica pelo sinal ...) de razão igual a 4.
- (1,3,9,27,81) é uma progressão geométrica finita de razão igual a 3.
[editar] Progressão Aritmética
Progressão aritmética (PA) é uma seqüência que tem entre um elemento e seus adjacentes uma diferença igual. Ou seja, uma seqüência para a qual se determinam os números somando ou subtraindo a razão de progressão.
Exemplo:
- P = (2,4,6)
- (6 - 4 = 2;4 - 2 = 2)
No exemplo, 2 é a razão de progressão da PA.
[editar] Fórmula do Termo Geral
Denomina-se fórmula do termo geral a uma equação que expressa a regra para obterem-se os elementos da progressão. É praticamente o mesmo que a função que define a seqüência. No caso das progressões aritméticas, a fórmula do termo geral é:
- an = a1 + r(n - 1)
Onde:
- an é o termo que se procura encontrar (n é o índice, por exemplo, a3 é o terceiro termo da progressão).
- a1 é o primeiro termo da progressão. Conquanto a fórmula do termo geral seja expressa em função do primeiro termo, nada impede que se utilizem outras posições na seqüência, desde que se adapte a fórmula.
- r é a razão de progressão
- n é, como já explicado, o índice do elemento procurado
[editar] Soma dos Termos
Diz a lenda que o matemático Gauss descobriu a fórmula da soma de termos de uma PA quando tinha cinco anos. Gauss teria sido submetido a um exercício que consistia em somar os números naturais de 1 a 100, e o teria resolvido em alguns minutos, ao contrário do que esperava seu mestre.
Lendas matemáticas à parte, a soma dos termos de uma progressão aritmética pode ser obtida por uma fórmula simples:
Onde:
- Sn é a soma dos termos até n.
- a1 e an são, respectivamente, o primeiro e o último termo da progressão (ou pelo menos, do subconjunto da progressão sobre o qual será feita a soma)
- n é o total de elementos somados; reparar que a fórmula só permite somar elementos contíguos da progressão
[editar] Progressão Geométrica
Progressões geométricas são seqüências numéricas em que os elementos crescem por multiplicações, a uma razão fixa.
Exemplo:
-
- P = (1,3,9,27,81) (razão de progressão q = 3)
[editar] Produto
[editar] Soma Limitada
[editar] Soma Limitada e Constante
[editar] Soma de Infinitos
A soma dos termos de uma P.G. infinita se dá pela seguinte equação:
[editar] Seqüências numéricas
- Seqüências numéricas, Progressões aritméticas e progressões geométricas, Soma de um número finito de termos de uma PA e de uma PG, noção de limite de uma seqüência, soma dos infinitos termos de uma PG de razão com módulo menor do que 1, Representação decimal de um número real -
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[editar] Exercícios resolvidos
1) Ache tres numeros em P.A crescente,sabendo que a soma é 15 e o produto é 105.
O problema pode ser resolvido assim: Chame de x o primeiro dos 3 números na PA e de r a razão da mesma. Então os termos são os seguintes: x, x+r, x+2r Como a soma deve ser igual a 15, os números x e r precisam satisfazer a equação: x + x+r + x+2r = 15 ou seja, 3x + 3r = 15 que se reescreve como x + r = 5
Logo, r = 5-x.
Por outro lado, se o produto de tais números é 105, deve ocorrer: x*(x+r)*(x+2r)=105 ou seja, x*(x+5-x)*(x+2(5-x))=105 que pode ser reescrito como 50x-5x^2=105
As raízes dessa equação do segundo grau são 3 e 7 e se obtem rapidamente pela fórmula de Bhaskara.
temos que considerar cada um dos casos: x=3 nessa situação, como r=5-x=5-3=2, os termos da PA são 3, 5 e 7
x=7 deduz-se que r=5-7=-2, donde os termos são 7, 5 e 3
Apenas o primeiro caso representa uma PA crescente, logo a resposta é 3, 5 e 7
2) O perimetro de um triangulo retangulo mede 24 cm.Calcule as medidas dos lados sabendo que eles estao em P.A.
Sabendo que os lados estão em PA, podemos chamá-los de x, x+r e x+2r, e supor que esta é uma PA crescente, como no problema anterior. Mas se o perímetro é 24, ou seja a soma dos lados tem esse valor, então: 3x+3r=24
ou seja x+r=8
donde r=8-x
Mas em todo triângulo retângulo vale o Teorema de Pitágoras, e a hipotenusa é sempre o maior lado, então: (x+2r)^2=(x+r)^2+(x)^2
ou seja, (16-x)^2=8^2+x^2
ou ainda, 256 - 32x + x^2= 64 + x^2
que é equivalente a 32x=256-64=192
Portanto, x=6 e consequentemente r=8-6=2. Assim a resposta deve ser 6, 8 e 10.
[editar] Expressões algébricas
[editar] Valor numérico
[editar] Produtos notáveis
[editar] Quadrado da soma de dois termos
.
Exemplos:
[editar] Quadrado da diferença de dois termos
Exemplos:
[editar] Cubo da soma de dois termos
Exemplos:
[editar] Soma dos quadrados
Exemplos:
[editar] Cubo da diferença de dois termos
Exemplos:
[editar] Diferença de quadrados
Exemplos:
[editar] Soma de cubos
[editar] Diferença de cubos
[editar] Exercícios
[editar] Fatoração algébrica
[editar] Caso 1
Uma indústria produz apenas dois tipos de camisas: o primeiro com preço de R$45,00 a unidade e o segundo com o preço de R$67,00 a unidade. Se chamarmos de x a quantidade vendida do primeiro tipo e de y a quantidade vendida do segundo tipo.
- Qual a expressão algébrica da venda desses dois artigos?
- Qual o valor se forem vendidos 200 e 300 unidades respectivamente?
[editar] Caso 2
[editar] Caso 3
[editar] Caso 4
[editar] Caso 5
[editar] Caso 6
[editar] Exercícios
[editar] Fração algébrica
[editar] Simplificação
[editar] Operações
[editar] Adição
[editar] Subtração
[editar] Multiplicação
[editar] Divisão
[editar] Referências
[editar] Wikipédia
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[editar] Polinômios
[editar] Definição
Polinômios são séries de monômios (ou termos), que por sua vez são expressões matemáticas na forma axn. Cada monômio é caracterizado por
- um coeficiente, que na equação acima é representado por a;
- uma variável, que na equação é representada por x; e
- um expoente, que na equação é representado por n.
Assim, um polinômio é um conjunto de monômios, devidamente normalizados. A expressão mais correta é função polinomial, mas o uso de polinômio é consagrado. A função polinomial ou polinômio assume a forma:
- P(x) = anxn + an - 1xn - 1 + an - 2xn - 2 + ... + a1x + a0
A função constante, P(x) = c, é um exemplo de função polinomial, bem como a função linear P(x) = ax + b.
[editar] Grau
Define-se o grau de um polinômio como igual ao expoente mais alto entre as variáveis de seus monômios não-nulos. Por exemplo, no polinômio 2 + 4x3 + 2x2 - x o grau é 3, correspondente ao expoente mais alto entre as variáveis nos monômios (x3).
[editar] Valor numérico
É o valor que se resulta a expressão quando determina-se um valor para as variáveis.
- Exemplo
2x + 1 VN = ? Para x=5 VN = 2.5 + 1 = 11,
[editar] Raízes
Raiz ou zero é um valor tal que, atribuído à variável da função polinomial, faz com que a função resulte em 0. Ou seja, se a é dito raiz do polinômio P(x), então P(a) = 0.
Exemplos de raízes:
- P(x) = 3 * x - 12 tem raiz r = 4 (pois P(4) = 3 * 4 - 12 = 0)
- P(x) = x100 + x99 + x98 + ... + x2 + x1 tem raiz r igual a -1, pois P( − 1) = 0.
Um polinômio de grau n terá n raízes, sempre. Algumas vezes uma mesma raiz se repete, sendo por isso chamada raiz dupla, tripla, quádrupla, etc. Por exemplo:
- P(x) = x2 - 4x + 4 tem raiz dupla r igual a 2, uma vez que pode ser fatorado em P(x) = (x − 2)(x − 2).
Num gráfico representativo da função polinomial, as raízes sempre ocorrem nos pontos em que a curva cruza o eixo das abcissas.
[editar] Obtenção de raízes
[editar] Identidade de polinômios
Dois polinômios são ditos idênticos se tiverem o mesmo grau e os monômios correspondentes idênticos, por exemplo:
Como o desenvolvimento de B(x) resultou num polinômio de termos correspondentes idênticos a A(x), então os polinômios são idênticos ou equivalentes; indica-se: 
[editar] Polinômio nulo
Um polinômio é dito nulo quando todos os seus coeficientes são iguais a 0.
[editar] Igualdade de polinômios
[editar] Operações
[editar] Adição
Consideremos que tenhamos os fatores:
e

Todos constantes e com valores diferentes de zero.
Ainda temos:

que são variáveis.
Os polinômios:

e

A sua adição é efetuada como segue:

Em caso de polinômios compostos por mais de uma variável, tais quais:

e

A sua adição é efetuada como segue:

Processo:
Para fazer a soma dos polinômios de uma só variável, identificamos os monômios de mesmo expoente e somamos os fatores dos mesmos, o resultado da soma dos fatores é multiplicado pela parte variável do monômio, repete-se o processo para todos os monômios até que não haja mais fatores.
Para fazer a soma dos polinômios de várias variáveis, identificamos os monômios com variáveis iguais de mesmo expoente e somamos os fatores dos mesmos, o resultado da soma dos fatores é multiplicado pela parte variável do momômio, repete-se o processo para todos os monômios até que não haja mais fatores.
[editar] Subtração
O sinal de negativo (-)antes dos parêntese exige a troca de todos os sinais que estejam dentro dele.
(3x²-2x+5)-(5x-3)=
=3x²-2x+5-5x+3= =3x²-7x+8
[editar] Multiplicação
(15x² - 10x + 2) • (3x - 2)
Nesse caso, multiplica-se todos os termos.
- ou
Considere:
- (15x² - 10x + 2) = A
- (3x - 2) = B
donde,
- A • B (ou B • A)
A •B --- x
donde,
(15x² - 10x + 2)
• (3x - 2)
-----------------
- 30x² + 20x - 4
45x³ - 30x² + 6x +
---------------------
45x³ - 60x² + 26x -4
Portanto, o produto da multiplicação indicada será 45x³ - 60x² + 26x -4.
[editar] Divisão
Para realizar-se uma divisão de polinômios, utiliza-se um dos teoremas abaixo:
- Método de Descartes
- Método do Resto
- Método de D'Alembert
- Método de Briot-Ruffini
[editar] Teoremas
[editar] Teorema do resto
O resto da divisão do polinômio P(x) por ax + b é dado por P(-b/a)
- Exemplo de resolução 1
Têm-se a seguinte divisão:
- 1º passo: Determina-se x
- 2º passo: Substitui-se os valores
43
Portanto, o resto é 43.
- Exemplo de resolução 2
O resto da divisão do polinômio
pelo polinômio de primeiro grau
é 
é a raiz do divisor 
[editar] Teorema de D'Alembert
Um polinômio
é divisível pelo polinômio de primeiro grau
se e somente se, 
[editar] Aplicações práticas
[editar] Equações polinomiais
[editar] Definição
[editar] Teorema Fundamental da Álgebra
Todo polinômio P(x) de uma variável com coeficientes complexos e de grau
tem alguma raiz complexa. Em outras palavras, a equação polinomial P(x) = 0 tem n soluções, não necessariamente distintas.
Apesar do nome pomposo, um estudo mais aprofundado da Álgebra contemporânea mostra que este resultado não é assim "tão fundamental". No entanto, no contexto das equações polinomiais, é ele quem traz a garantia de que existem soluções para esse tipo de equação.
[editar] Multiplicidade de uma raiz
[editar] Relações de Girard
[editar] Teorema das raízes complexas
[editar] Fatoração
- Lembre-se: Fatorar é simplificar uma expressão à um produto.
Existem várias formas de se fatorar um polinômio, ou seja, escrevê-lo como um produto de expressões mais simples:
- fatoração simples (ou por evidência)
- fatoração por agrupamento
- trinômios do quadrado perfeito
- e outros
[editar] Fatoração simples (ou por evidência)
Destacam-se os termos em comum.
- Exemplo
- ax + ay + az = a (x + y + z)
[editar] Por agrupamento
Agrupam-se os termos em comum.
- Exemplo
- ax + by + bx + ay =
- ax + ay + bx + by =
- a (x + y) + b (x + y) =
- (x + y) • (a + b)
[editar] Trinômio do quadrado perfeito
Esse já é mais complexo, pois, partiremos em etapas explicando através do exemplo.
- Fatorar a expressão abaixo
Primeiro verificamos se é um Trinômio do quadrado perfeito:
- Extrai-se a raiz quadrada dos extremos. Com efeito,
-
e ![\sqrt[]{25} = 5](http://upload.wikimedia.org/math/d/c/7/dc7483cd4420a4f2392c95dc5b31cddf.png)
- Multiplicam-se os resultados
-
- 5 • m = 5m
- Multiplica-se o produto obtido por dois
-
- 5m • 2 = 10m
Note que 10m é o valor do meio na expressão, isso prova que ela é um Trinômio do quadrado perfeito.
- Sendo trinômio do quadrado perfeito
Sendo Trinômio do quadrado perfeito, utiliza-se a fórmula
substituindo-se os valores por ordem. O binômio representará uma adição caso o sinal do meio da expressão inicial for o sinal de mais (+), ou será uma subtração caso o sinal do meio da expressão inicial for o sinal de menos (-). Com efeito,
-
- (m - 5)²
Esse é o valor fatorado da expressão inicial.
[editar] Equação do segundo grau
- Lembre-se: Da fórmula ax² + bx + c .
A expressão abaixo se encaixa na fórmula acima.
-
- x² - 8x + 15
a (x - x1) • (x - x2)
Aplica-se a fórmula da fatoração das equações do segundo grau. Onde,
- x1 = 3
- x2 = 5
Por tanto, a fatoração de tal expressão resulta em:
-
- 1 (x - 3) • (x - 5)
- (x - 3) • (x - 5)
[editar] Exercícios
[editar] Exercícios
A seguir são sugeridos alguns exercícios sobre fatoração de polinômios.
- Fatore os seguintes polinômios
- Fatore os seguintes polinômios (atenção: para estes exercícios é necessário conhecer a solução da equação do segundo grau):
[editar] Equações algébricas
[editar] Definição
Uma equação é uma igualdade de expressões matemáticas, que pode ser utilizada no estudo das funções, nomeadamente das suas raízes. Pelo menos uma da expressão contém uma ou várias incógnitas (variáveis), cujo valor é denominado de solução ou soluções da equação.
Cada uma das expressões pode ser considerada como função matemática (p.e. f(x) e g(x)), e partilhar as suas propriedades, em que cada operação efectuada sobre uma das expressões, terá que ser replicada na outra
[editar] Raiz
Se as equações forem polinomiais, i.e., compostas por polinómios, o grau n da equação é o mesmo que o maior expoente encontrado de ambos polinómios, e a sua solução admite no máximo n raízes. A raiz de uma equação é o valor com o qual a incógnita anula a equação.
[editar] Multiplicidade de raízes
[editar] Número de raízes de uma equação
Relações entre coeficientes e raízes, Equações algébricas com coeficientes reais - pesquisa de raízes racionais, raízes complexas conjugadas.
[editar] Exemplo
Um exemplo de como completar quadrado:
Temos a seguinte equação: 
Agora imagine a equação:

Vamos tentar transformá-la em um quadrado da soma.

Perceba que 


Esse menos 16 é para subtrair do 16 que se forma no produto notável de
,
é só isso, o método de completar quadrados é simplesmente você transformar os números em um quadrado da soma.
[editar] Casos particulares
[editar] Equação do 1º grau com 1 incógnita
[editar] Sistemas do 1º grau
[editar] Problemas do 1º grau
A soma das idades de André e Carlos é 22 anos. Descubra as idades de cada um deles, sabendo-se que André é 4 anos mais novo do que Carlos.
Solução: Primeiro passamos o problema para a linguagem matemática. Vamos tomar a letra c para a idade de Carlos e a letra a para a idade de André, logo
. Assim:






Resposta: Carlos tem 13 anos e André tem 13-4=9 anos.
[editar] Equação do 2º grau com 1 incógnita
Aqui mostraremos como se pode deduzir a famosa fórmula para a resolução de equações do segundo grau, também conhecida como fórmula de Bhaskara.
[editar] Evolução
ax2 + bx + c = 0, donde
-
- a multiplica os termos:
-

![a \left[ \left( x+ \frac{b}{2a} \right)^2 - \left( \frac{b^2}{4a^2} - \frac{c}{a} \right) \right] = 0](http://upload.wikimedia.org/math/1/0/0/100e9e9f13557eaac580782f63e720f9.png)
![a \left[ \left( x+ \frac{b}{2a} \right)^2 - \left( \frac{b^2 - 4ac}{4a^2} \right) \right] = 0](http://upload.wikimedia.org/math/a/f/5/af5c0b3c97c5230d4a95a522228c3550.png)
-
- aqui b2 − 4ac tornou-se Δ.
-
-
- aqui temos
como X1 e
como X2.
- aqui temos
-
![a \left \{ x- x_1 \right \} \left[ x- x_2 \right] = 0](http://upload.wikimedia.org/math/6/7/7/6770256a0d2cfc092672979a65dd3c07.png)

-
-
- então,
-
|
|
-
-
- por fim, x1 e x2 (x) é representado pela seguinte fórmula:
-

[editar] Exercícios
[editar] Sistemas do 2º grau
[editar] Problemas do 2º grau
Num jantar de confraternização, seria distribuído, em partes iguais, um prêmio de R$ 24.000,00 entre os convidados. Como faltaram 5 pessoas, cada um dos presentes recebeu um acréscimo de R$ 400,00 no seu prêmio. Quantos foram convidados a este jantar?
- Solução
x = número de convidados 24.000/x = prêmio recebido por cada um se não houvesse faltas 24.000/(x-5) = prêmio recebido por cada um, como faltaram 5 pessoas 24.000/x+400=24.000/(x-5) ===> cada um dos presentes recebeu mais 400 simplificando a equação: dividindo os termos por 400 60/x + 1 = 60/(x-5) mmc: entre x e x-5 = x.(x-5) 60 (x-5) + x.(x-5) = 60.x 60x - 300 + x² - 5x - 60x = 0 x²-5x-300 = 0 aplicando a fórmula de Bhaskara: x' = 20, x" = -15(raizes negativas não servem)
Resposta: 20 pessoas foram convidadas...
[editar] Equação biquadrada
Uma equação biquadrada é um equação do quarto grau que não possuem termos de grau impar:
A técnica para resolver esta equação consiste em reescrever a equação como uma expressão em y de forma que:
Assim a equação biquadrada transforma-se numa equação do segundo grau em y:
[editar] Exercícios
Ver Matemática elementar/Expressões algébricas/Equação biquadrada/Exercícios
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[editar] Leitura complementar
- Gilberto G. Garbi. O Romance das Equações Algébricas. 3ª ed. São Paulo: Livraria da Física. 2009. ISBN 8588325764
- Gilberto G. Garbi. A rainha da Ciências: um passeio histórico pelo maravilhoso mundo da Matemática. Livraria da Fisica, 2006. ISBN 8588325616
[editar] Médias
Em Matemática, existem quatro tipos de médias.
- Média: a média de um conjunto de números é o valor numérico de tendência central que representa este conjunto.
[editar] Média Aritmética simples
É a razão entre a soma de todos os elementos de um conjunto e a quantidade de elementos deste conjunto.
-
-
- Matematicamente
- a + b + ... + z (n termos)
- Média aritmética simples →

-
[editar] Exemplo
A = {3,5,9,12}
= 
[editar] Média Aritmética Ponderada
É a razão do somatório dos produtos entre elementos e seu respectivo peso e, a soma dos pesos.
[editar] Exemplo
- João tirou 8 em Matemática e 9 em Português. Ele fará uma média Ponderada dando peso 3 à Matemática e peso 1 à Português. Qual será a média?
- PM → M=8 → PM=3
- PP → P=9 → PP=1

[editar] Média Harmônica
É o inverso da média Aritmética dos inversos dos números.
[editar] Exemplo
- 2 e 3

[editar] Média Geométrica
É a raiz n-ésima (ou enésima) do produto dos n números.
[editar] Exemplo
![\sqrt{4\times 9} = \sqrt[]{36} = 6](http://upload.wikimedia.org/math/4/d/b/4dbce043f832bf96854207b6b38a8a67.png)
[editar] Sistemas lineares
[editar] Definição
Sistemas lineares são conjuntos de equações lineares. Uma equação linear, por sua vez, é toda equação que pode tomar a forma:
-
- anxn + an - 1xn - 1 + ... + a3x3 + a2x2 + a1x1 = b.
Por exemplo, 5x + 2y + z = 12 ou 0,2x - 15y = 0. Na equação linear sempre aparecem coeficientes e variáveis. No primeiro exemplo, os coeficientes são 5, 2 e 1 (implícito), e as variáveis são x, y e z.
As equações lineares podem ter um grupo de valores que, substituindo as variáveis, as tornam verdadeiras. Por exemplo:
O conjunto de valores (2,1,0) torna essa equação verdadeira:
Os valores que tornam a equação linear verdadeira são chamados soluções da mesma.
O sistema linear é composto por duas ou mais equações, geralmente apresentadas no seguinte formato:
Para estas equações podem haver um conjunto de valores que só serão a solução do sistema se forem solução de cada equação. Assim, no sistema:
Percebe-se que a solução única capaz de satisfazer a ambas as equações é o par (2,4). O sistema acima é chamado de sistema linear a 2 incógnitas, e portanto admite soluções que são pares ou duplas. De modo genérico, um sistema será linear a n incógnitas (ou variáveis) e terá por solução uma n-upla (lê-se "enupla") do tipo (α1, α2, α3, ... αn). Conforme veremos mais adiante, um sistema apresenta melhores condições de ser resolvido (ou seja, de ter sua solução encontrada) caso tenha um número de equações igual ao número de incógnitas.
[editar] Classificação
Os sistemas lineares podem ser classificados quanto a possibilidade de obtenção de soluções, dentro do conjunto numérico ao qual os sistemas devem ser resolvidos. Inicialmente, encontramos dois tipos de sistemas:
- impossíveis (ou inconsistentes) são os sistemas que não têm solução, geralmente por conterem equações lineares que se contradizem. Por exemplo:
-
- Observar que as equações apresentam o inconveniente de apresentar a mesma soma, mas com resultados diferentes, o que leva à impossibilidade de resolver o sistema. O sistema impossível (SI) sempre resulta numa contradição. Vale ressaltar que o conjunto numérico ao qual a solução pertence é fundamental na determinação da possibilidade do sistema; por exemplo:
- É considerado impossível dentro do conjunto dos números naturais, pois não há nenhum número natural que somado em dobro 2y a outro número natural x resulte em um valor menor do que ele próprio y somado ao mesmo número x. A solução real, (14,-2), é descartada se restringirmos a solução ao conjunto de números naturais (-2 não é natural).
-
- possíveis (ou consistentes) são todos os sistemas que não levam a uma contradição, e portanto admitem soluções dentro do conjunto numérico ao qual estão designados. Os sistemas possíveis, por sua vez, se subdividem em dois tipos:
- possíveis determinados (SPD) são os sistemas que possuem apenas uma solução; é possível identificar uma n-upla capaz de resolver todas as equações, única. Como exemplo, além daquele citado na seção anterior, o sistema:
-
- Permite como solução real a dupla (-6, 8).
- possíveis indeterminados (SPI) são os sistemas que permitem infinitas soluções, porque apresentam os chamados graus de liberdade, ou seja, permitem soluções arbitrárias. Por exemplo, o sistema:
-
- Permite uma infinidade de soluções como (10,2), (12,4), (19,11), etc. Em todas elas, basta que a relação entre o primeiro elemento e o segundo seja (α,α - 8). Também é indeterminado o sistema:
- Pois apresenta mais incógnitas do que equações, sendo por isso impossível "trabalhar" as incógnitas de modo a obter valor preciso para cada uma. A solução é qualquer tripla do tipo (α, 8 - α, -2). Observar que o terceiro elemento pode ser definido, mas não os dois outros, de modo que essa é a mesma situação do sistema indeterminado do exemplo anterior.
[editar] Sistemas equivalentes
Diz-se que dois sistemas lineares são equivalentes se, e somente se, apresentam a(s) mesma(s) n-upla(s) como solução(ões). Assim, os sistemas:
-
- E
- Ambos apresentam como solução (-1, 2). Ambos são sistemas equivalentes, portanto.
Um sistema equivalente constitui, de certo modo, apenas um desenvolvimento de outro sistema, das equações desse outro sistema devidamente transformadas. A relação de equivalência está presente desde situações mais óbvias (quando dois sistemas são em tudo iguais, exceto pela ordem das equações lineares, por exemplo) até situações mais complexas, nas quais é preciso multiplicar e somar as equações para obter as mesmas equações de outro sistema. No exemplo dado, o segundo sistema foi formado a partir de duas equações:
- 2x - y = - 4 é a subtração de 8x + y = - 6 por 6x + 2y = - 2
- 4x + 3y = 2 é a subtração de 2(6x + 2y = - 2) por 8x + y = - 6
A equivalência de sistemas é fundamental para transformação dos mesmos, e eventual resolução por método de escalonamento, que será discutido mais adiante.
[editar] Resolução de sistemas
Os sistemas lineares podem ser resolvidos (ou seja, ter a solução encontrada) através de diferentes métodos. Aqui examinar-se-á o método de escalonamento, e no próximo capítulo, o método ou regra de Cramer, que utiliza-se de matrizes.
O método do escalonamento permite resolver sistemas lineares de n equações a n incógnitas. Caso existam mais incógnitas do que equações, o método não funcionará, ou seja, ele não permite resolver sistemas com grau de liberdade maior ou igual a 1. Já os sistemas com mais equações do que incógnitas podem ser resolvidos, desde que não hajam contradições que o tornem SI.
[editar] Escalonamento
Classificado o sistema como SPD ou SPI, pode ser feito o escalonamento, que consiste basicamente em deixar as equações do sistema na forma:
Ou seja, o sistema deve ter diversas equações, cada uma com um número crescente ou decrescente de incógnitas, de modo que a última se reduza a apenas uma incógnita. Isso é feito com as transformações adequadas – sempre é possível "zerar" uma das incógnitas na equação pela soma/subtração da equação anterior que contenha essa incógnita. Exemplificando:
Inicialmente, vamos eliminar o termo composto pela variável x nas duas últimas equações, a partir da primeira. Para tanto, inicialmente multiplicamos a segunda equação por -2 e a terceira por 4. Depois, somamos as equações a primeira e obtemos:
A continuar o processo, pode-se trabalhar a segunda e a terceira equação linear para obter na terceira uma equação a uma variável, que arbitrariamente escolhemos ser z. Para tanto, vamos multiplicar a segunda equação por -3, e então somá-la à terceira equação:
A partir desta última equação, e em geral em qualquer sistema resolvido por escalonamento, é possível encontrar o valor de uma primeira variável, no caso específico:
Substituindo o valor encontrado para z na equação da segunda linha, temos:
Por fim, é possível substituir esses dois valores na primeira equação:
A solução do sistema é, portanto, (-4,1,1).
Assim resolvem-se os sistemas lineares pela técnica do escalonamento: progressivamente vão obtendo-se os valores das variáveis, até que todas as equações possam ser resolvidas. Trata-se de um método prático, que inclusive é utilizado em computadores para resolução de sistemas lineares (embora o enfoque computacional seja um tanto mais complicado e envolva matrizes).
[editar] Sistemas com grau de liberdade
É usando na estatística
[editar] Método de Gauss
O método de Gauss é um método geral de resolver sistemas de equações lineares, consistindo de uma sequência de passos simples que reduzem o sistema até que a solução se torna óbvia.
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[editar] Sistemas de equações algébricas
[editar] Definição
Sistemas de equações algébricas são conjuntos de equações algébricas.
Por exemplo,
[editar] Exercícios
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[editar] Equações irracionais
Uma equação irracional é uma equação onde existem polinômios e raízes.
Por exemplo:
Uma definição mais precisa seria: uma equação algébrica irracional é uma equação onde existem funções racionais e inversas de funções polinomiais.
[editar] Solução
Um dos métodos de solução é isolar, em um dos membros da equação, os termos que incluem raízes, e elevar ambos os membros a uma mesma potência que elimine a raiz. No entanto, este procedimento não produz uma equação equivalente a original, mas sim uma equação que possui entre as suas soluções os valores que resolvem a equação inicial.
Por exemplo, quando se tem a igualdade entre uma certa expressão x e outra expressão y, pode-se concluir que x2 = y2. Por outro lado, é perfeitamente possível que duas expressões tenham os quadrados iguais, sem que elas próprias sejam iguais. Este é o caso, por exemplo, quando se tem
, pois para a maioria dos números,
(a igualdade só vale para x = 0). Assim, se durante a resolução ambos os membros forem elevados a uma certa potência, será necessário chegar se os valores obtidos como solução para a nova equação são também soluções da equação inicial.
Acompanhe o próximo exemplo:
Isolando a raiz, elevando ao quadrado e resolvendo:
Esta equação do segundo grau possui duas soluções, a saber: 0 e 3. Isto não significa que ambos estes números sejam soluções da equação original, pois com os cálculos realizados até agora só é possível dizer que "se x for uma solução para a equação original, então x tem que ser igual a 0 ou igual a 3".
Resta então saber se algum destes números verifica a equação proposta:
(verdadeiro)
(falso)
Portanto, a única raíz é "x = 3".
[editar] Exercícios
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[editar] Matrizes
[editar] Matrizes
[editar] Conceito
Uma matriz
pode ser entendida como um conjunto de mn (m multiplicado por n) números, dispostos em m linhas e n colunas, conforme figura ao lado.

[editar] Notação
- Matrizes devem ser escritas com parênteses ou colchetes à esquerda e à direita, sendo as duas maneiras equivalentes.
- Uma matriz é indicada por uma letra maiúscula.
- Seus elementos são indicados usando a mesma letra, porém minúscula, com a linha e coluna usados como índice (nesta ordem). Assim, o elemento da 3ª coluna na 2ª linha da matriz A será a23.
Assim, na matriz acima, de 2 linhas e 3 colunas, temos:


[editar] Ordem de uma matriz
Ordem de uma matriz refere-se ao seu número de linhas e colunas. É apresentada na notação m×n, onde m é o número de linhas e n o de colunas. Lê-se "m por n".
Assim, a matriz A acima é de ordem 2×3.
[editar] Adição e subtração
Esta operação só pode ser feita com matrizes de mesmo número de linhas e mesmo número de colunas (mesma ordem). Sejam duas matrizes
e
.
Então a matriz
é uma matriz mn tal que cada elemento de
é dado por:
. Ver exemplo ao lado.
[editar] Multiplicação por um escalar
Seja a matriz
e
um escalar. A matriz
é uma matriz m×n tal que cada elemento de
é dado por:
.
[editar] Algumas propriedades das operações anteriores
Sejam
e
matrizes
e
e
escalares. Então:
e
.
E, também, se
então
.
[editar] Matrizes nulas
Matriz nula
é aquela cujos elementos são todos nulos.
matriz identidade
é matriz
na qual
se
e zero nos demais casos. Ou, de outra maneira, é a matriz na qual todos os elementos da diagonal principal são iguais a 1 e os demais são nulos.
[editar] Matrizes especiais
- Matriz linha é a matriz em que o número de linhas é igual a 1.
- Matriz coluna é a matriz em que o número de colunas é igual a 1.
- Matriz quadrada é a matriz em que o número de linhas é igual ao número de colunas.
- Matriz unitária é a matriz em que obedece a relação (At = A − 1).
- Matriz transposta (At) da matriz A é a matriz obtida pela permutação das linhas e colunas de A. Ou seja, cada coluna de A será uma linha de At e cada linha da matriz original será uma coluna da transposta.
[editar] Multiplicação de matrizes
Sejam as matrizes Am,p e Bp,n (o número de colunas da primeira deve ser igual ao número de linhas da segunda).
O produto AB é dado pela matriz Cm,n cujos elementos são calculados por:

e 
Veja os cálculos para o exemplo da figura acima.
[editar] Ordem dos fatores
Se A e B são matrizes quadradas (igual número de linhas e colunas), ambos os produtos AB e BA podem ser calculados.
Entretanto, na multiplicação de matrizes, a ordem dos fatores não é indiferente. Em geral,
.
Se AB = BA, as matrizes são ditas comutativas......
[editar] Algumas propriedades do produto de matrizes
Sejam as matrizes A, B e C.
- Se os produtos A(BC) e (AB)C são possíveis de cálculo, então A(BC) = (AB)C.
- Se os produtos AC e BC são possíveis, então (A+B)C = AC + BC.
- Se os produtos CA e CB são possíveis, então C(A+B) = CA + CB.
- Se Ip é a matriz unitária
conforme já mencionado, então: IpAp,n = Ap,n e Bm,pIp = Bm,p.
[editar] Matriz inversa
Sejam as matrizes quadradas An,n e Bn,n.
Se BA = In, onde In é a matriz unitária conforme já visto, então B é chamada de matriz inversa esquerda de A.
Para achar a matriz inversa:
Por exemplo, seja a matriz A ao lado e desejamos saber sua inversa esquerda B. O primeiro passo é acrescentar uma matriz unitária no lado direito de A.
Agora, o objetivo é somar ou subtrair linhas multiplicadas por coeficientes de forma a obter a matriz unitária no lado esquerdo (processo de Gauss-Jordan).
- 1ª linha = 1ª linha + 2ª linha multiplicada por -1.
- 2ª linha = 2ª linha + 1ª linha multiplicada por -1.
- 3ª linha = 3ª linha + 1ª linha multiplicada por -2.
- 3ª linha = 3ª linha + 2ª linha multiplicada por -3.
- 3ª linha = 3ª linha multiplicada por -1.
- 2ª linha = 2ª linha + 3ª linha multiplicada por -1.
E a matriz inversa é a parte da direita.
[editar] Determinantes
[editar] Determinantes de 2ª ordem
O conceito de determinante está ligado ao de matriz, embora seja completamente distinto: enquanto matriz é o conjunto de elementos conforme já mencionado, determinante é o resultado de uma operação aritmética com todos os elementos de uma matriz, que obedece a uma determinada regra. Só se aplica a matrizes quadradas.
O prefixo det é colocado antes da matriz para indicar determinante. Ou, de forma mais compacta, os colchetes na matriz são substituídos por barras verticais para o mesmo efeito.
Para calcular um determinante de uma matriz A2,2 (determinante de 2ª ordem):
Seja
. Então 
[editar] Determinantes de ordens superiores
Para determinantes de 3ª ordem, há um método conhecido como regra de Sarrus. Considere a matriz:

- detA = aei + bfg + cdh − (gec + hfa + idb)
Exemplo para 3ª ordem.
Quando a ordem é superior a 3, não há algoritmos simples a ponto de poderem ser generalizados por uma fórmula. Há, no entanto, dois métodos de decomposição que reduzem um determinante a determinantes de ordens menores. Um deles é conhecido como Teorema de Laplace, e vale para qualquer matriz. Outro método, mais simples, é a regra de Chió, mas há algumas restrições para que ele funcione numa matriz.
[editar] Regra de Chió
[editar] Teorema de Laplace
O Teorema de Laplace permite expandir um determinante de ordem n em uma soma de n determinantes de ordem n − 1. A descrição do procedimento é a seguinte:
Considera-se uma fila (linha ou coluna) qualquer da matriz; somam-se os produtos de cada elemento desta linha por seus respectivos cofatores. O cofator de um elemento, por sua vez, é definido como o determinante da matriz que resta da eliminação da linha e coluna que passam pelo elemento, multiplicado pelo fator sinal ( − 1)i + j ― negativo se a soma do índice da coluna com o índice da linha for ímpar, e positivo do contrário. O processo pode ser repetido indefinidamente, até chegarmos num determinante que possa ser calculado trivialmente.
Para deixar o processo mais claro, considere uma matriz
. Podemos escolher qualquer linha ou coluna para calcular o determinante; vamos, por comodidade, escolher a segunda coluna, pois ela contém um zero ― o que nos dispensa de calcular um determinante, já que este seria multiplicado por zero. Então
![= -2\bigg[ (-1)\cdot(-1) - 3\cdot 2 \bigg] + 1\bigg[ (-2)\cdot(-1) - (-3)\cdot 2 \bigg]](http://upload.wikimedia.org/math/e/8/3/e8310afdaccfcd07bd076806800ddba8.png)
- = 10 + 8 = 18
Você pode verificar que esse mesmo valor será obtido se usarmos a expansão de Laplace por outra coluna ou linha, e também se usarmos a regra de Sarrus. De fato, podemos provar, algebricamente, que a regra de Sarrus é equivalente ao uso do teorema de Laplace para um determinante de ordem 3.
[editar] Algumas propriedades dos determinantes
- Mantidas as ordens dos elementos, um determinante não se altera se linhas e colunas são trocadas (ou seja, detAt = detA).
- Se duas linhas ou duas colunas são trocadas entre si, o determinante muda de sinal.
- Se os elementos de duas linhas ou colunas são iguais entre si ou proporcionais entre si, o determinante é nulo. Se uma das linhas ou colunas contiver apenas zeros, o determinante também será nulo. Mais genericamente, o determinante é nulo se uma fila for uma combinação linear das outras filas.
- Se os elementos de uma mesma linha ou coluna têm um fator de multiplicação comum, ele pode ser colocado em evidência.
- Um determinante não se altera se aos elementos de uma linha ou coluna são somados ou subtraídos os elementos (ou múltiplos deles) de outra linha ou coluna.
[editar] Exemplo de aplicação de determinantes
Seja o sistema de equações lineares
e o determinante
e os determinantes Dx, Dy e Dz, obtidos substituindo-se, respectivamente, as colunas dos coeficientes de x, y e z pela coluna dos termos independentes:
Então a solução do sistema é dada por:
Esse método costuma ser chamado de método de Cramer.
[editar] Análise combinatória
[editar] Análise Combinatória
Análise combinatória é a parte da matemática que estuda os métodos de contagem.
[editar] A Operação Fatorial
A função factorial é uma função que admite apenas um único argumento. Para esse argumento, chamemos-lhe
, a função factorial procura todos os números
menores ou iguais a
e maiores que
e multiplica-os entre si. Adicionalmente, é preciso dizer que tanto
como
pertencem ao conjunto dos números naturais
(com uma pequena diferença,
inclui o número zero,
não) e que a função factorial é representada pelo simbolo/operador
(ponto de exclamação). Definindo tudo isto formalmente:
Mas esta função ainda não nos diz muito acerca do que é de o factorial de um número, diz-nos apenas como a representar e qual o seu domínio. Assim, não nos é possível saber para um dado valor
qual o valor de
.
A definição correcta de factorial é dada pelo operador productório da seguinte forma:
Note-se que aqui o valor
já não é incluído como um possível valor de
.
Isto significa precisamente aquilo que já foi dito antes. Neste caso, a função productório começa por atribuir a k o valor de
; de seguida, vai multiplicar esse mesmo valor pelo próximo valor de
, ou seja,
; esta operação repete-se até que o valor de
seja igual ao valor de
. Dito isto, uma forma mais simples de definir a função factorial seria:
Embora a definição mais utilizada seja:
Estas duas definições são exactamente iguais, apenas muda a ordem pela qual as parcelas aparecem.
[editar] Exemplos
ou
mas
Acontece que, embora esta função não esteja definida para
, foi estipulado que o factorial do número zero é um. Portanto:
O que equivale a dizer "0 factorial está definido como sendo 1".
[editar] Operações com factoriais
Se reparar nos exemplos anteriores,
não é mais do que
, o que já nos indica uma operação relativa a factoriais: a factorização.
Ainda outra maneira de definir a função factorial, é utilizar uma função recursiva:
ou, por outro lado:
[editar] Princípio Fundamental da Contagem
Se um determinado acontecimento ocorre em n etapas diferentes, e se a primeira etapa pode ocorrer de p1 maneiras diferentes, a segunda de p2 maneiras, a terceira de p3 maneiras, até pn, o número total de maneiras de ocorrer o acontecimento é :
T = p1 × p2 × p3 × ...× pn ×
Ex.: Se tivermos um dado de 4 faces e um de 6 faces, logicamente, o primeiro pode apresentar 4 resultados diferentes, e o segundo, 6. Os dois juntos podem apresentar, então, 6*4=24 resultados diferentes.
[editar] Permutações Simples
Permutações são os agrupamentos de um determinado número de elementos variando apenas a sua ordem. Ex.:
XYZ, XZY, YXZ, YZX,ZXY, ZYX. O número de agrupamentos de uma permutação simples de n elementos é dado por n!.
Ex.: De quantas formas podemos agrupar as sete cores do arco-íris? R: 7! = 5040
[editar] Permutações com Elementos Repetidos
Se formos fazer permutações com n elementos, mas existe um elemento repetido 'a' vezes, outro 'b' vezes, outro 'c' vezes, etc, o número de possibilidades de permutações é:
Pn(a,b,c) = n! / (a! b! c!)
Determine o número de anagramas (combinações de letras formando palavras com ou sem sentido) que podemos formar com PATA. E com MACACA. R: P1= 4!/2! = 12 P2= 6!/(3!*2!) = 60
Obs.: Exemplos de anagramas com PATA: AAPT, AATP, APTA, ATPA, PTAA, TPAA, PATA, TAPA, APAT, ATAP, PAAT, TAAP.
[editar] Arranjos Simples
Imagine que temos um conjunto de 'n' elementos. O arranjo simples de taxa 'K' é todo agrupamento de 'K' elementos distintos, podendo variar a ordem em que aparecem.
Ex.: A={X,Y,Z}
arranjo de taxa 1: X,Y,Z. arranjo de taxa 2: XY, YX, XZ, ZX, YZ, ZY. arranjo de taxa 3: XYZ, XZY, YXZ, YZX, ZXY, ZYX.
O número total de arranjos de 'n' elementos, taxa 'K' é:
An,K= n! / (n-K)!
Quantos anagramas de três letras podemos formar pelo nosso alfabeto (com 26 letras)?
R: A26,3 = 26!/23! = 26*25*24 = 15600
[editar] Combinações Simples
As combinações são parecidas com os arranjos, mas apenas há a preocupação com a existência do elemento (não com a ordem). Ex.:
Combinações de taxa 1 do conjunto A={A,B,C,D} A, B, C, D.
Combinações de taxa 2 do conjunto A={A,B,C,D} AB, AC, AD, BC, BD, CD.
Combinações de taxa 3 do conjunto A={A,B,C,D} ABC, ABD, ACD, BCD.
Combinações de taxa 4 do conjunto A={A,B,C,D} ABCD.
A fórmula é:
Cn,K= n! / (K!(n-K)!)
Ex.: Um jogo possui um cartão com 60 números. Deve-se marcar 6 deles. De quantas forma pode-se fazer isso?
R: C60,6 = 60!/(6!*54!) = 50063860
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[editar] Probabilidade
A palavra probabilidade origina-se do Latim probare (provar ou testar). Informalmente, provável é uma das muitas palavras utilizadas para eventos incertos ou conhecidos, sendo também substituída por algumas palavras como “sorte”, “risco”, “azar”, “incerteza”, “duvidoso”, dependendo do contexto.
[editar] Noção e distribuição de probabilidades
[editar] Probabilidade condicional
Ao lançar uma moeda, sob certas condições, podemos calcular, com certeza a velocidade com que ela atingirá o solo. Repetindo esse lançamento nas mesmas condições, obtemos o mesmo resultado. Os experimentos em que podemos determinar os resultados nas diversas vezes que repetimos são denominados experimentos determinísticos.
Contudo, se observarmos um outro aspecto do mesmo lançamento e quisermos determinar qual das faces da moeda cairá voltada para cima, não conseguiremos determinar com clareza se sairá cara ou coroa, pois, em lançamentos sucessivos e em condições idênticas podemos descrever todos os resultados possíveis (no caso da moeda, cara ou coroa).
Experimentos que têm essa característica são chamados experimentos aleatórios. Por exemplo:
- Lançar um dado e observar a face virada para cima.
- Retirar e observar uma carta de um baralho.
- Sortear uma bolinha no bingo e verificar o número.
[editar] Eventos independentes
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[editar] Geometria plana
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[editar] Tópicos
- Conceitos geométricos
- Ângulos
- Retas no plano
- Triângulos
- Polígonos
- Circunferência e círculo
- Construções geométricas usando régua e compasso
- Áreas e volumes
[editar] Conceitos geométricos
[editar] Geometria plana
[editar] Conceitos geométricos primitivos
A Geometria Plana e a Geometria Espacial baseiam-se nos chamados conceitos geométricos primitivos. Define-se como conceito primitivo toda aquele que não admite definição, isto é, o conceito que é aceito por ser óbvio ou conveniente para uma determinada teoria. Normalmente, em Matemática, os conceitos primitivos servem de base para a construção de postulados (ou axiomas) que formarão, por sua vez, a estrutura lógica e formal da teoria.
Ao contrário do que se pensa, conceitos primitivos existem não somente em Matemática, mas em Física também. Exemplos desses conceitos são os conceitos de força e velocidade.
Os conceitos geométricos primitivos são os seguintes:
- Ponto: é o conceito geométrico primitivo fundamental. Euclides o definiu como "aquilo que não tem parte". Ou seja, para Euclides é o conceito de "parte", e não de "ponto", que é primitivo.
- Imagine o ponto o menor que você puder. Diz-se que o ponto não tem dimensão (é adimensional), ou seja, ele é tão ínfimo quanto quisermos, e não faz sentido mencionar qualquer coisa sobre tamanho ou dimensão do ponto. A única propriedade do ponto é a localização.
- Representa-se o ponto por uma letra maiúscula qualquer do alfabeto latino.
- Linha: Imagine um pedaço de barbante sobre uma mesa, formando curvas ou nós sobre si mesmo: este é um exemplo de linha.
- Reta: É uma linha infinita e que tem uma única direção. Uma reta é o caminho mais curto entre dois pontos quaisquer.
- Superfície:
- Plano: Você pode imaginá-lo como uma folha de papel infinita. Um plano é uma superfície plana que se estende infinitamente em todas as direções.
[editar] Lugar Geométrico
Lugar geométrico é um conjunto de pontos que satisfazem uma determinada propriedade. Nem mais, nem menos!
No contexto da geometria analítica, a propriedade geralmente pode ser descrita por uma equação. Nesse sentido, um lugar geométrico pode ser entendido como um conjunto de pontos onde determinada função é igual a zero (ou seja, sua curva de nível zero). Um estudo mais aprofundados dos conjuntos de pontos dados por uma equação, a relação entre conjuntos deste tipo, e outros problemas similares são estudados em uma área da matemática denominada geometria algébrica.
Exemplos: ...
[editar] Recta
Reta é uma noção primitiva.
[editar] Semi-recta
Enquanto a reta é infinita para os dois lados, a semi reta é infinita numa direção e finita na outra.
[editar] Segmento de recta
Enquanto a reta é infinita para os dois lados o segmento de reta termina em ambos os lados.
[editar] Áreas
A área de uma superfície plana é um número que expressa o tamanho daquela superfície. Quando maior, maior a área. Existe uma definição formal. É a seguinte:
A área de uma superfície é um número real positivo de forma que:
- A superfícies equivalentes estão relacionadas áreas iguais
- A área da soma de superfícies é a soma das áreas das superfícies
- Se uma superfície está contida em outra, sua área é menor ou igual à área da outra.
[editar] Ângulos
[editar] Ângulo
Intuitivamente, o ângulo é uma medida que expressa o quanto dois segmentos de reta estão não-paralelos.
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[editar] Retas no plano
[editar] Paralelas
- Possuem coeficientes angulares iguais;
- Se interceptam no infinito (nunca se encontram).
[editar] Perpendiculares
- Possuem inclinação de 90° entre si;
- Se interceptam em apenas um ponto P definido na solução do sistema composto pelas equações das duas retas.
[editar] Feixe de paralelas cortadas por transversais
- Em cada paralela: Ângulos opostos pelo vértice: Equivalentes;
[editar] Teorema de Tales
O Teorema de Tales foi proposto pelo filósofo grego Tales de Mileto, e afirma que: quando duas retas transversais cortam um feixe de retas paralelas, as medidas dos segmentos correspondentes determinados nas transversais são proporcionais. Para entender melhor o Teorema de Tales, é preciso saber um pouco sobre razão e proporção. Para a resolução de um problema envolvendo o Teorema de Tales, utiliza-se a propriedade fundamental da proporção, multiplicando-se os meios pelos extremos. Considerando-se o exemplo da figura, tem-se:

[editar] Aplicação do Teorema de Tales
O Teorema de Tales pode ser aplicado em triângulos que possuem uma reta paralela a um dos lados.
[editar] Ver também
[editar] Triângulos
[editar] Tipos de triângulos
[editar] Classificação segundo a medida relativa dos lados
Um triângulo pode ser classificado de acordo com as medidas relativas de seus lados:
- Um triângulo eqüilátero possui todos os lados congruentes. Pode-se verificar que um triângulo eqüilátero é também eqüiângulo, ou seja, possui todos os seus ângulos internos congruentes (e com medida 60°). Por este motivo, este tipo de triângulo é também um polígono regular.
- Um triângulo isósceles possui pelo menos dois lados congruentes. Num triângulo isósceles, o ângulo formado pelos lados congruentes é chamado ângulo do vértice. Os demais ângulos denominam-se ângulos da base e, como se pode verificar, são congruentes. Note que os triângulos equiláteros também são isósceles.
- Em um triângulo escaleno, as medidas dos três lados são diferentes. É possível mostrar que os ângulos internos de um triângulo escaleno também possuem medidas diferentes.
Denomina-se base o lado sobre qual apóia-se o triângulo. No triângulo isósceles, considera-se base o lado de medida diferente.
A seguir é mostrada a classificação de alguns triângulos de acordo com o critério anterior.
[editar] Exemplo de triângulo equilátero
Este triângulo é equilátero, pois possui os três lados congruentes. Em particular, como seus lados são dois a dois congruentes, ele é um triângulo isósceles. Pode-se observar que seus todos os seus ângulos internos medem 60°, e por isso ele é equiângulo.
[editar] Exemplo de triângulo isósceles que não é equilátero
Neste triângulo há somente dois lados congruentes: os que têm medida b. Por este motivo, o triângulo é isósceles, mas não é equilátero. Além disso, cada um destes dois lados forma um angulo de medida α com a base do triângulo.
[editar] Exemplo de triângulo escaleno
Aqui, cada um dos lados tem um comprimento diferente dos demais. Assim, este é um triângulo escaleno. Observe ainda que nenhum par de ângulos internos tem a mesma medida.
[editar] Classificação de acordo com seus ângulos internos
Um triângulo também pode ser classificado de acordo com seus ângulos internos:
- Um triângulo retângulo possui um ângulo reto. Num triângulo retângulo, denomina-se hipotenusa o lado oposto ao ângulo reto. Os demais lados chamam-se catetos. Os catetos de um triângulo retângulo são complementares.
- Um triângulo obtusângulo possui um ângulo obtuso e dois ângulos agudos.
- Em um triângulo acutângulo, todos os três ângulos são agudos.
[editar] Exemplo de triângulo retângulo
- Um ângulo reto. Possui um ângulo de 90º.
[editar] Exemplo de triângulo obtusângulo
- Um ângulo obtuso e dois ângulos agudos.
[editar] Exemplo de triângulo acutângulo
- Todos os três ângulos são agudos. Ou seja, menor que 90º
[editar] Soma dos ângulos internos
Na geometria euclidiana, de acordo com o teorema angular de Tales, a soma dos ângulos internos de qualquer triângulo é igual a dois ângulos retos (180° ou π radianos). Isso permite a determinação da medida do terceiro ângulo, desde que sejam conhecidas as medidas dos outros dois ângulos.
[editar] Soma dos ângulos externos
Existe também um corolário, que afirma que a medida de um ângulo externo de um triângulo é igual à soma das medidas dos ângulos internos nâo-adjacentes.[[:Imagem:]]
Ex: Se os ângulos internos de um triângulo forem: 60º, 60º, 60º, a resposta final será assim: Resolução: x = 60º + 60º; x = 120º
Porque o ângulo externo é a mesma coisa do que a soma dos angulos internos(2x).
[editar] Relações de desigualdades entre lados e ângulos
1ª relação: Um ângulo externo de um triângulo é maior que qualquer um dos ângulos internos não-adjacentes.
2ª relação: Se dois lados de um triângulo tem medidas diferentes, ao maior lado opõe-se o maior ângulo e ao menor lado, opõe-se o menor ângulo.
3ª relação: Em todo triângulo, qualquer lado tem medida menor que a soma das medidas dos outros dois.
[editar] Área
Existem várias formas de se expressar a área A de um triângulo:
- Dadas a base b e a altura h:

- Dados dois lados a e b e o ângulo γ entre eles compreendido:

- Dados os três lados a, b e c:
, onde p é o semiperímetro (metade do perímetro). Essa fórmula é conhecida como fórmula de Heron.
Se o triângulo for equilátero de lado L, sua área pode ser obtida pela fórmula:
[editar] Congruência
[editar] Critério LLL
[editar] Critério LAL
[editar] Critério ALA
[editar] Critério LLAr
[editar] Semelhança
[editar] Critério LLL
Segundo o critério LLL (lado-lado-lado), existe semelhança entre dois triângulos se os três lados de um são proporcionais aos três lados correspondentes do outro.
[editar] Critério LAL
Segundo o critério LAL (lado-ângulo-lado), existe semelhança entre dois triângulos se têm entre si dois pares de lados correspondentes proporcionais e se os ângulos por eles formados forem iguais.
[editar] Critério AA
Segundo o critério AA (ângulo-ângulo), existe semelhança entre dois triângulos se eles têm dois ângulos iguais.
[editar] Referências
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[editar] Pontos, linhas e círculos associados a um triângulo
[editar] Pontos, linhas e círculos associados a um triângulo
[editar] Mediatriz
A mediatriz é a reta perpendicular a um lado do triângulo, traçada pelo seu ponto médio. As três mediatrizes de um triângulo se encontram em um único ponto, o circuncentro, que é o centro da circunferência circunscrita ao triângulo, que passa pelos três vértices do triângulo. O diâmetro dessa circunferência pode ser achado pela lei dos senos.
O Teorema de Tales determina que se o circuncentro estiver localizado em um lado do triângulo, o ângulo oposto a este lado será reto. Determina também que se o circuncentro estiver localizado dentro do triângulo, este será acutângulo; se o circuncentro estiver localizado fora do triângulo, este será obtusângulo.
[editar] Altura
Altura é um segmento de reta perpendicular a um lado do triângulo ou ao seu prolongamento, traçado pelo vértice oposto. Esse lado é chamado base da altura, e o ponto onde a altura encontra a base é chamado de pé da altura.
O ponto de interseção das três alturas de um triângulo denomina-se ortocentro (H). No triângulo acutângulo, o ortocentro é interno ao triângulo; no triângulo retângulo, é o vértice do ângulo reto; e no triângulo obtusângulo é externo ao triângulo. Os três vértices juntos com o ortocentro formam um sistema ortocêntrico.
[editar] Mediana
Mediana é o segmento de reta que une cada vértice do triângulo ao ponto médio do lado oposto. A mediana relativa à hipotenusa em um triângulo retângulo mede metade da hipotenusa.
O ponto de interseção das três medianas é o baricentro ou centro de gravidade do triângulo. O baricentro divide a mediana em dois segmentos. O segmento que une o vértice ao baricentro vale o dobro do segmento que une o baricentro ao lado oposto deste vértice. No triângulo Equilátero, as medianas, bissetrizes e alturas são coincidentes. No isósceles, apenas a que chegam ao lado diferente, no escaleno, nenhuma delas.
[editar] Bissetriz
A bissetriz interna de um triângulo corresponde ao segmento de reta que parte de um vértice e vai até o segmento de reta, dividindo o ângulo do vértice em que partiu em dois ângulos congruentes.
Em um triângulo há três bissetrizes internas, sendo que o ponto de interseção delas chama-se incentro.
Já a bissetriz externa é o segmento da bissetriz de um ângulo externo situado entre o vértice e a interseção com o prolongamento do lado oposto.
[editar] Triângulo retângulo
- Como dito anteriormente, um triângulo retângulo é aquele no qual um dos ângulos internos é reto.
[editar] Catetos e Hipotenusa
- Em um triângulo retângulo, são chamados de catetos os lados perpendiculares entre si, ou seja, aqueles que formam o ângulo reto, e é chamado de hipotenusa o lado oposto ao ângulo reto.
- A altura relativa à hipotenusa é o segmento de reta que parte do ponto onde está o ângulo reto e vai perpendicularmente até a hipotenusa.
- As projeções dos catetos são as partes da hipotenusa divididas pela altura relativa.
[editar] Teorema de Pitágoras
- Em qualquer triângulo retângulo, o quadrado da medida da hipotenusa é igual à soma dos quadrados das medidas dos catetos.
- Seja
a hipotenusa, sejam
e
catetos do mesmo triângulo:

Isso significa que, conhecendo as medidas de dois lados de um triângulo retângulo, pode-se calcular a medida do terceiro lado — propriedade única dos triângulos retângulos.
[editar] Demonstração do Teorema
[editar] Por semelhança
Existem várias formas de demonstrar o Teorema de Pitágoras. Esta demonstração é baseada na proporcionalidade de dois triângulos semelhantes.
Seja
um triângulo retângulo, com o ângulo reto localizado em
, como mostrado na figura. Nós desenhamos o segmento de reta
que passa por
e é perpendicular a
. O novo triângulo
é semelhante ao nosso triângulo
, pois ambos tem um ângulo reto (por definição de perpendicular), e eles compartilham o ângulo em
, implicando que o terceiro ângulo terá a mesma medida em ambos. De forma análoga, o triângulo
também é semelhante a
. A semelhança leva a duas razões:

- e

Isto pode ser escrito como:
e 
Somando as duas igualdades, obtemos:
Em outras palavras, o Teorema de Pitágoras:
[editar] Por equivalência de polígonos
Esta demonstração se baseia na congruência de triângulos e na equivalência de área de quadriláteros.
Dado
retângulo em
e seja
a altura relativa à hipotenusa, marcamos na semi-reta
um ponto
tal que
(lembre que
é a hipotenusa). Então construímos o retângulo
(lembre que
é a projeção de
).
Agora construímos
. A semi-reta
intercepta
em um ponto
, assim como
em um ponto
. Temos o paralelogramo
.
Como
e
são paralelogramos de mesma base e mesma altura, ambos tem a mesma área.
Por definição de quadrado, segue que
, e também
é reto. Portanto,
.
e
são ambos suplementares de
. Portanto,
.
Segue pelo critério lado-ângulo-ângulo de congruência de triângulos que
. Portanto,
, e por extensão,
.
Como
e
são paralelogramos de mesma base e mesma altura, ambos tem a mesma área. Ou seja, a área do quadrado sobre um cateto é igual à área do retângulo determinado pela projeção deste cateto e um segmento congruente à hipotenusa. Como a união do retângulo determinado por
e
com o retângulo determinado por
e
é igual ao quadrado sobre
, segue que a soma das áreas dos quadrados sobre os catetos é igual a área do quadrado sobre a hipotenusa.
Q.E.D.
[editar] Aplicações do Teorema
- Com o teorema de Pitágoras, pode-se calcular o comprimento da hipotenusa de um triângulo conhecendo apenas o comprimento de cada cateto deste. Ou ainda, calcular o comprimento de um cateto conhecendo apenas a medida da hipotenusa e de outro cateto. O teorema de Pitágoras pode também ser usado para calcular o comprimento da diagonal de um retângulo conhecendo apenas os lados deste.
[editar] Exemplos
- Seja
um triângulo retângulo no qual
consista em um dos catetos o qual mede 3 metros de comprimento e
consista em outro cateto o qual mede 4 metros de comprimento. Calcule o comprimento da hipotenusa
.
-
- Resolução
- Dado o Teorema de Pitágoras,
, tem-se que
e
, portanto:
- A hipotenusa do triângulo
mede 5 metros.
- Um triângulo retângulo tem os lados
,
e
, sendo que
é um cateto e mede 1 centímetro de comprimento, enquanto
é a hipotenusa e mede 2 centímetros. Calcule o comprimento do cateto 
-
- Resolução
- Dado o Teorema de Pitágoras,
, tem-se que
e
, portanto:
- O cateto
mede
centímetros de comprimento.
[editar] Triângulos retângulo notáveis
[editar] Triângulo 3_4_5
Um "triângulo 3_4_5" é qualquer triângulo retângulo que tenha esta proporção de lados. Ou seja, um triângulo cujo um dos catetos tem o comprimento
, outro cateto, o comprimento
e a hipotenusa,
; tal que haja um número
que:
A conciência desta proporção permite, a partir do comprimento de dois lados de um triângulo 3_4_5, inferir rapidamente o comprimento do terceiro lado. Por exemplo, sabendo que um triângulo tem um lado de 6 metros e outro de 8 metros, pode-se inferir corretamente que o outro lado tem 10 metros (onde n=2).
[editar] Triângulo 45º_45º_90º
O chamado "triângulo 45º_45º_90º" possui ângulos com essas medidas e a proporção entre seus lados é:
. Ou seja, um triângulo retângulo e isóceles.
[editar] Triângulo 30º_60º_90º
O "triângulo 30º_60º_90º" possui ângulos com essas medidas e a proporção de seus lados é:
.
[editar] Ver também
- Trigonometria
- Lei dos senos e dos cossenos
- Demonstração ilustrada do Teorema de Pitágoras na edição de Byrne dos Elementos de Euclides
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[editar] Polígonos
Polígonos são figuras geométricas planas das formadas por segmentos de reta interligados entre si fechados (linha poligonal fechada). Constituem um dos mais importantes temas da Geometria do 1º grau.
Os polígonos podem ser subdivididos em dois tipos:
- convexo, que possui todos os seus ângulos internos convexos — i.e., entre 0° e 180°; e
- côncavo, que possui um ângulo interno côncavo — superior a 180°.
[editar] Elementos dos polígonos
Um polígono possui os seguintes elementos:
- Lados: Cada um dos segmentos de reta que une vértices consecutivos:
,
,
,
,
.
- Vértices: Ponto de encontro de dois lados consecutivos: A, B, C, D, E.
- Diagonais: Segmentos que unem dois vértices não consecutivos:
,
,
,
,
.
- Ângulos internos: Ângulos formados por dois lados consecutivos:
,
,
,
,
- Ângulos externos: Ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele consecutivo:
,
,
,
,
.
[editar] Classificação quanto ao número de lados
Não há restrições quanto ao número de lados de um polígono — a exceção de polígonos com um ou dois lados, que não existes —, embora apenas alguns possuam nomenclatura própria. Segue uma tabela com estes nomes.
| Lados | Nome |
|---|---|
| 3 | Triângulo |
| 4 | Quadrilátero |
| 5 | Pentágono |
| 6 | Hexágono |
| 7 | Heptágono |
| 8 | Octógono |
| 9 | Eneágono |
| 10 | Decágono |
| 11 | Hendecágono |
| 12 | Dodecágono |
| 13 | tridecágono |
| 14 | tetradecágono |
| 15 | pentadecágono |
| 16 | hexadecágono |
| 17 | heptadecágono |
| 18 | octodecágono |
| 19 | eneadecágono |
| 20 | icoságono |
| 25 | icosikaipentagono |
| 30 | triacontágono |
| 40 | tetracontágono |
| 50 | pentacontágono |
| 60 | hexacontágono |
| 70 | heptacontágono |
| 80 | octacontágono |
| 90 | eneacontágono |
| 100 | hectágono |
| 1000 | quilógono |
| 1.000.000 | megágono |
| 109 | gigágono |
| 10100 | googólgono |
[editar] Fórmulas
180(n-2)
[editar] Soma dos ângulos internos
Para que se determine a soma de todos os ângulos internos de um polígono convexo, aplica-se a seguinte fórmula:
Si=(n-2).180º
[editar] Soma de ângulos externos
A soma dos ângulos externos vale 360º.
Se=360º
[editar] Congruência
[editar] Semelhança
[editar] Polígonos regulares
que possuem todos os lados e ângulos iguais.
[editar] Área
as diagonais de um losango medem juntas 30 cm e a medida de uma delas é o dobro da outra. calcule a área desse do losango.
[editar] Trapézios
São polígonos que possuem dois lados paralelos.
[editar] Paralelogramos
São polígonos cujos lados opostos são paralelos.
[editar] Losangos
São figuras geométricas cujos lados possuem a mesma medida.
[editar] Retângulos
São figuras geométricas cujos lados são paralelos e seus ângulos internos são equivalentes a 90°.
[editar] Quadrados
São figuras geométricas cujos lados opostos são paralelos e têm a mesma medida e seus ângulos internos são equivalentes a 90°.
[editar] Geometria plana/Circunferência e círculo
Aqui, será feito o estudo destas duas formas geométricas.
- Circunferência: A borda da figura geométrica. É a parte atingida pela tangente;
- Círculo: A parte interna da figura geométrica. É atingida, juntamente com a circunferência, pela secante.
[editar] Circunferência
A circunferência é apenas a forma do círculo ou medida.
[editar] Relações métricas
[editar] Comprimento

[editar] Círculo
[editar] Área
- Onde "A" é a área, "r" é o raio e π (=3,14...) é uma constante.
[editar] Setores
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[editar] Construções geométricas usando régua e compasso
[editar] Introdução
[editar] Triângulo Eqüilátero
Abra o seu compasso em qualquer tamanho, trace um arco. Com a mesma abertura trace outro arco tendo como centro qualquer ponto do arco já traçado. Agora, ainda com o mesmo raio, trace um arco tendo como centro a intersecção do outro dois arcos anteriores. Ligue as três intersecções. Você tem agora um triângulo equilátero.
[editar] Mediatriz
[editar] Quadrado
Trace uma circunferência, trace um diâmetro em segunda, trace outro diâmetro perpendicular ao primeiro. Cada ponta das retas que formaram o diâmetro forma um ponto do quadrado, e depois é só unir esses pontos.
[editar] Pentágono
[editar] Hexágono
[editar] Bisecção do ângulo
[editar] Exercícios
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[editar] Áreas e volumes
[editar] Área do paralelogramo
Tipos de paralelogramos

[editar] Área do retângulo
A área do retângulo é o produto de seu lado por sua altura. A área de quadrado é um caso particular da área do retângulo, assim como a figura quadrado é um caso particular da figura retângulo.

[editar] Área do losango

[editar] Área do quadrado
- Seja
a área do quadrado e
seu lado:

[editar] Área do triângulo
A área do triângulo é o produto de sua base por sua altura dividido por dois.
Assim teremos de um modo geral =

b = medida da base AB
h= medida da altura relativa do lado AB
Obs: o Teorema de Heron permite calcular a área de um triângulo qualquer a partir das dimensões dos seus lados
[editar] Área do trapézio
A área do trapézio é o produto de sua altura pela média aritmética das bases (denotadas por B e b).

[editar] Área do círculo

[editar] Geometria espacial
- Figuras geométricas espaciais - retas e planos no espaço, ângulos diédricos e poliédricos, poliedros convexos, poliedros regulares.
- Posições relativas de retas e planos - paralelismo e perpendicularismo no espaço, retas reversas.
- Prismas, Pirâmides, Cilindros, Cones e seus respectivos troncos - cálculo de áreas e volumes.
- Esfera e superfície esférica - cálculo de áreas e volumes.
- Semelhança de figuras planas ou espaciais - razão entre comprimentos, áreas e volumes.
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[editar] Pirâmides
[editar] Pirâmide Regular
Pirâmide regular é uma pirâmide cuja base é um polígono regular e projeção ortogonal do vértice sobre o plano da base é o centro da base.
[editar] Fórmulas
- Área da base (Ab): área de um poligono.
- Área lateral (AL): soma das áreas das faces laterais.
- Área total:

- Volume:

- área das faces laterais base x h (altura) dividido por 2 .
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[editar] Geometria analítica
- Vetores - O que são vetores?
- Coordenadas cartesianas - Localização de pontos numa reta e num plano usando coordenadas cartesianas, distância entre dois pontos, o uso de coordenadas cartesianas para a solução de problemas geométricos simples na reta e no plano.
- Cálculo com vetores - Soma e subtração de vetores, multiplicação de um escalar por um vetor.
- Estudo da reta em geometria analítica plana - Equação da reta na forma normal, coeficiente angular, condições de paralelismo e perpendicularismo de retas, equações e inequações de primeiro grau em duas variáveis, distância de um ponto a uma reta.
- Estudo da circunferência em geometria analítica - Equação, intersecção de retas e circunferências, retas tangentes a circunferências, intersecção e tangência de circunferências.
- Representação analítica de lugares geométricos, Definição e representação de cônicas, Equação reduzida de uma cônica, Intersecção de retas e cônicas.
[editar] Referências
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[editar] Estatística
A Estatística é um ramo da Matemática que tem por objetivo obter, organizar e analisar dados, determinar as correlações que apresentem, tirando delas suas consequências para descrição e explicação do que passou e previsão e organização do futuro.
A Estatística é também uma ciência e prática de desenvolvimento de conhecimento humano através do uso de dados empíricos. Baseia-se na teoria estatística, um ramo da matemática aplicada. Na teoria estatística, a aleatoriedade e incerteza são modeladas pela teoria da probabilidade. Algumas práticas estatísticas incluem, por exemplo, o planejamento, a sumariação e a interpretação de observações. Porque o objetivo da estatística é a produção da "melhor" informação possível a partir dos dados disponíveis, alguns autores sugerem que a estatística é um ramo da teoria da decisão.
[editar] Introdução
[editar] Estatística Dedutiva ou Descritiva
[editar] Estatítica Indutiva ou Inferêncial
[editar] Medidas de Posição
[editar] Medidas de Tendência Central
[editar] Média
[editar] Média Aritmética
A média aritmética é o cálculo feito em um cálculo de adição e divisão pela porção de parcelas.
Exemplo:

O cálculo se inicia com a adição e depois passa-se à divisão.
[editar] Média Geométrica
[editar] Média Harmônica
[editar] Mediana
[editar] Moda
[editar] Moda Czuber
[editar] Moda King
[editar] Moda Karl Pearson
[editar] Medidas Separatrizes
[editar] Quartil
[editar] Decil
[editar] Centil ou Percentil
[editar] Medidas de Dispersão
[editar] Absoluta
[editar] Desvio Padrão
[editar] Desvio Quadrático (Variância)
[editar] Desvio Quartílico
[editar] Desvio Médio
[editar] Relativa
[editar] Variância Relativa
[editar] Coeficiente de Variação
[editar] Medidas de Assimetria
[editar] Momentos
[editar] Medidas de Curtose
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[editar] Cálculo
O estudo do Cálculo envolve três conceitos:
- limite
- derivada
- integral
Embora atualmente os livros texto os apresentem para o aluno nesta ordem, eles foram definidos e usados na ordem inversa. A princípio só havia o conceito de integral. Para formalizar o conceito foi definida e usada a idéia de derivada. Finalmente para formalizar ambos os conceitos de derivada e integral, foi definido o limite.
Quando se estuda cálculo, limite é o que tem menos aplicações práticas. Derivadas um pouco mais e integral tem muitas aplicações interessantes. Então, se você estiver achando o começo do estudo meio chato, não desanime. Quando chegar em derivada fica um pouco melhor e quando chegar em integral fica muito mais gostoso.
|
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[editar] Glossário
O seguinte glossário contém palavras usadas neste livro, em suas diferentes acepções quando for o caso. Procurou-se especificar também palavras sinônimas e com grafias diferentes.
[editar] A
Álgebra (algebra). Parte da matemática que não trata especificamente com geometria. Esta é uma definição antiga. Hoje a álgebra pode ser dividida em clássica e moderna. A álgebra clássica é a parte que trata de manipulação simbólica e da solução de equações algébricas. A álgebra moderna ou abstrata lida com um ramo da matemática conhecido como estruturas discretas (corpos, grupos, anéis, etc.).
Álgebra de Boole (Boolean algebra). Tanto na Matemática quanto na Ciência Computacional uma álgebra Booleana ou de Boole ou ainda um reticulado (lattice) Booleano é uma estrutura algébrica que lida com as operações lógicas E, OU e NÃO de mesma forma que lida com as operações sobre conjuntos correspondentes UNIÃO, INTERSECÇÃO e COMPLEMENTAÇÃO. Esta estrutura foi nomeada em homenagem ao matemático Inglês George Boole. A álgebra Booleana é uma tentativa de se utilizar técnicas algébricas para lidar com expressões do cálculo proposicional.
Algoritmo (algorithm). Um algoritmo é um conjunto definido de operações e passos ou procedimentos que objetivam levar a um particular resultado. Por exemplo, com algumas exceções, os programas computacionais, as fórmulas matemáticas e (de forma ideal) receitas médicas e culinárias são algoritmos.
Análise (analysis). Parte da matemática que lida com a aproximação de objetos matemáticos (como número e funções) por outros que são mais fáceis de entender e manejar.
Análise funcional (functional analysis). Parte da matemática que estuda espaços vetoriais de infinitas dimensões e bijeções entre eles. Os elementos destes espaços são muitas vezes funções, como, por exemplo, o espaço das funções contínuas sobre um intervalo.
Análise harmônica (harmonic analysis.) Veja teoria do potencial.
Anel (ring). É um conjunto munido de duas operações (normalmente denominadas de adição e multiplicação) que satisfazem certas propriedades (ou axiomas). Alguns anéis mais conhecidos são: dos reais, dos números complexos, dos polinômios, das matrizes. Muitos anéis são associativos, mas alguns podem não ser como os anéis de Lie.
Aproximação Diofantina (Diophantine approximation). Uma aproximação Diofantina é aproximar um número real através de um racional (razão entre inteiros).
Assíntota (assyntota). Reta cuja distância em relação a uma curva diminui indefinidamente sem nunca cortar a curva.
Axioma (axioma). Proposição que se aceita verdadeira sem demonstração.
[editar] B
[editar] C
- Conjunto
-
- Conceito primitivo: reunião de elementos (veja Conjuntos).
-
[editar] D
- Diferença (conjuntos)
-
- Operação envolvendo conjuntos que consiste em criar um novo conjunto (o conjunto diferença) contendo os elementos que estão contidos num conjunto, mas não estão contidos em outro.
-
[editar] E
[editar] F
[editar] G
[editar] H
[editar] I
- Intersecção
-
- Operação envolvendo (conjuntos) que consiste em criar um novo conjunto (o Conjunto intersecção) contendo os elementos que estão contidos simultâneamente em todos os conjuntos interseccionados.
-
[editar] J
[editar] K
[editar] L
[editar] M
- Matriz
-
- Elemento matemático formado por linhas e colunas, onde cada linha e cada coluna é um par ordenado.
-
[editar] N
[editar] O
[editar] P
- Par ordenado
-
- Par de elementos em que a ordem dos mesmo é fundamental; indicado por (a,b), sendo a e b os elementos ou coordenadas.
-
[editar] Q
[editar] R
[editar] S
- Subconjunto
-
- Conjunto contido em outro conjunto.
-
[editar] T
[editar] U
- União
-
- Operação envolvendo conjuntos que consite em criar um novo conjunto (o conjunto união) contendo todos os elementos dos conjuntos unidos, sem repetição.
-
- Universo
-
- Na teoria dos conjuntos, representa o conjunto que contém todos os subconjuntos passíveis de estudo, em determinado problema.
-
[editar] V
[editar] W
[editar] X
[editar] Y
[editar] Z
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[editar] Referências
[editar] Links
- Matemática 1ª a 4ª série do fundamental
- Matemática Divertida
- Matemática do Científico e do Vestibular
- Matemática Essencial - Ensino: Fundamental, Médio e Superior
- Matemática - Wikipédia
- Apostilas do estágio da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP)
[editar] Livros
- Dante, Luiz Roberto. Matemática: contexto e aplicações. Ensino Médio. Ática, 2000. 1 e 2 v.
- Goulart, Márcio Cintra. Matemática no ensino médio. Scipione, 1999. 1 e 2 v.
- Iezzi, Gelson, Dolce, Osvaldo, Machado, Antônio. Matemática e realidade. Atual, 1997. ISBN 857056788X










































![8^{{2} \over {3}} = \sqrt[3]{8}^2 = \sqrt[3]{64} = {4}](http://upload.wikimedia.org/math/2/a/c/2ac25afbdafe742ce04535fb2444e897.png)


![\sqrt[3] {\frac {x} {y} \sqrt[4] { \frac {x^2} {y}}}\,](http://upload.wikimedia.org/math/4/d/b/4dbcf88031b204f8b8809ea350d5f4bc.png)
![\sqrt[4] {\frac {36} {125}} \sqrt[3] {\frac {5} {4}}\,](http://upload.wikimedia.org/math/7/a/6/7a6af305312d57382bcd1d97797cb5d8.png)
![\sqrt[6] { x^2 y } \sqrt[4] { x^3 y^2 }\,](http://upload.wikimedia.org/math/5/5/e/55e37e140e03269f99135d226bff9ff5.png)

![\sqrt[3] {\frac {4^2} {9^4}}\,](http://upload.wikimedia.org/math/d/4/4/d44ffe8fb0f61167fefa1933c137979e.png)
![\sqrt[4] {\frac {x^6 . y^9} {z^7}}\,](http://upload.wikimedia.org/math/0/0/f/00ff0d597ec09c1c4baa98019353c41c.png)



![\frac{\sqrt[5]{8}}{\sqrt[5]{4}} =\,](http://upload.wikimedia.org/math/7/a/c/7acd60812dd237d30d074b235ab368c7.png)
![\frac{100}{\sqrt[3]{2}\sqrt[4]{5}} =\,](http://upload.wikimedia.org/math/f/f/8/ff89ecd2b8e9711e995ae92b14b3e2d5.png)

![\frac{\sqrt[3]{4} + \sqrt[3]{9}}{\sqrt[3]{2} + \sqrt[3]{3}} =\,](http://upload.wikimedia.org/math/8/e/4/8e4bc57937ffeb238f7c29dc4d33d315.png)

![\sqrt[3]{x \sqrt[3]{x \sqrt[3]{x}}} =\,](http://upload.wikimedia.org/math/1/5/5/155cc4597982cefe3928d416a3a42836.png)
![\sqrt[4]{x^3 \sqrt[3]{x^2 \sqrt{x}}} =\,](http://upload.wikimedia.org/math/b/8/8/b8854fb33102a25385154ecfabeacf5e.png)
![\sqrt[10]{x^3} \sqrt[6]{x^5} = \,](http://upload.wikimedia.org/math/5/9/5/595a0afa9164eb45d791107e977d5a73.png)
![\frac{\sqrt[5]{8}}{\sqrt[3]{4}} = \,](http://upload.wikimedia.org/math/1/d/7/1d72d262756e5961a994902968792682.png)
![\frac{125}{\sqrt{5} \sqrt[3]{25}} = \,](http://upload.wikimedia.org/math/a/2/0/a20aa46b1b198710057c9a9e85ed858b.png)




![\frac {1}{\sqrt[3]{2}} + \frac{1}{\sqrt[3]{4}} - \frac{1}{\sqrt[3]{16}} = \,](http://upload.wikimedia.org/math/9/5/1/951cd96bedf5e4ebb38913f85367f086.png)


![(\sqrt[3]{9} - \sqrt[3]{3})^2 = \,](http://upload.wikimedia.org/math/1/1/e/11ef818612ee7efd6fb9f6563e9184fd.png)










(1)





























































































![\mathrm{sen}\, \left ( a + b \right ) = \cos \left [ \frac{\pi}{2} - \left ( a + b \right ) \right ] = \cos \left [ \left ( \frac{\pi}{2} - a \right ) - b \right ]](http://upload.wikimedia.org/math/6/f/e/6fe9329ba5e60e1289e0ce14f545cb3f.png)





![\cos \left ( a - b \right ) = \cos \left [ a + \left ( -b \right ) \right ] \;\!](http://upload.wikimedia.org/math/0/8/b/08bf8219fc6048c78623d4d7368053b4.png)
![\mathrm{sen}\, \left ( a - b \right ) = \mathrm{sen}\, \left [ a + \left ( -b \right ) \right ] = \mathrm{sen}\, a\cdot\cos \left ( -b \right ) + \mathrm{sen}\, \left ( -b \right )\cdot\cos a \;\!](http://upload.wikimedia.org/math/0/9/4/0948c83d3bd459b0a8321b2458b0f1b2.png)
![\tan \left ( a - b \right ) = \tan \left [ a + \left ( - b \right ) \right ] = \frac{\tan a + \tan \left ( -b \right )}{1 - \tan a\cdot\tan \left ( -b \right )}](http://upload.wikimedia.org/math/e/a/e/eae9162e77a213f16200443ee63301b9.png)
![\cot \left ( a - b \right ) = \cot \left [ a + \left ( -b \right ) \right ] = \frac{\cot a\cdot\cot \left ( -b \right ) - 1}{\cot a + \cot \left ( -b \right )}](http://upload.wikimedia.org/math/f/2/3/f238db03f70111c90309eddb92193cb8.png)





























![\begin{matrix}x=\alpha + 2 k \pi \\
x=\pi - \alpha + 2 k \pi \\
\alpha \in \left[-\frac{\pi}{2};\frac{\pi}{2}\right]\end{matrix}](http://upload.wikimedia.org/math/3/b/8/3b83f5208f6b7fb1050539aacf3fe55c.png)
































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