Matemática divertida/Fractais e o infinitamente pequeno
Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.
| << Triângulo de Pascal | Poliedros >> |
Índice |
[editar] Aumentando Infinitamente e Diminuindo Infinitamente
Como você, leitor, deve saber, por maior que seja uma grandeza matemática, sempre podemos aumentá-la.
“1000” parece um número muito grande? Talvez, mas 1001 é maior que 1000. Assim como 1002 é maior que 1001. E 1003 é maior que 1002. E assim até o infinito.
O mesmo ocorre na geometria. Temos aqui um triângulo:
Podemos dobrar seu tamanho:
E dobrar mais uma vez:
E mais uma vez:
E dobrá-lo infinitas vezes.
Contudo, poderíamos fazer o contrário. Pegar o triângulo em seu tamanho original:
Diminuí-lo pela metade:
E diminuí-lo pela metade mais uma vez:
E mais uma vez:
E podemos diminuí-lo pela metade infinitas vezes.
Ou seja, na matemática, podemos aumentar e diminuir tudo infinitas vezes. Nesta página veremos conseqüencias interessantíssimas disto.
[editar] O Paradoxo de Zenão
Zenão foi um pensador grego da antigüidade que trabalhou muito sobre a questão do infinitamente pequeno, formulando vários paradoxos sobre o assunto.
Paradoxos são situações impossíveis, que dão um nó na nossa cabeça. Vamos representar um dos paradoxos de Zenão nos seguintes termos:
Temos à direita um monte de cenouras, e à esquerda, um coelho faminto. Para chegar às cenouras, o coelho precisa percorrer todo caminho marcado pela linha preta.
Mas antes de percorrer todo caminho, o coelho deverá percorrer metade do caminho:
Mas antes de percorrer metade do caminho, o coelho deverá percorrer metade da metade do caminho:
Mas antes de percorrer metade da metade do caminho, o coelho deverá percorrer metade da metade da metade do caminho:
Ou seja, o coelho deverá percorrer infinitos trajetos até chegar às cenouras. Será que assim ele nunca chegaria às cenouras?
É claro que o coelho uma hora chega às cenouras. Mas para os matemáticos desenvolverem um método para lidar com o infinitamente pequeno, demorou muito tempo. Só no século XVII, dois milênios depois de Zenão ter formulado seus paradoxos, que Newton e Leibniz apareceram com o Cálculo Infinitesimal. Com este, é possível somar infinitas grandezas que diminuem progressivamente.
[editar] Fractais
Lidar com o infinitamente pequeno possibilitou vários avanços na Matemática. Entre estes, uma nova forma de geometria: a Geometria Fractal.
Fractais são figuras nas quais cada pedacinho é semelhante à toda figura.
Por exemplo, eis o Fractal de Mandelbrot:
Vamos ampliar 6 vezes a área marcada pelo retângulo branco:
E agora vamos ampliar 100 vezes:
E agora, 2000 vezes:
Poderíamos ampliar ainda mais, o quanto quisermos, e sempre encontraremos um pedacinho semelhante ao todo.
Construir um fractal é algo que leva infinitos passos. Vejamos, por exemplo, como construir o fractal Floco-de-Neve Koch:
Começamos com um triângulo equilátero:
Sobrepomos a este triângulo, um outro triângulo equilátero, de mesma área, desta forma:
Obtemos uma estrela de 6 pontas. Cada uma destas pontas é um novo triângulo equilátero. Faremos com cada um deles o que fizemos com o triângulo original:
Você provavelmente já inferiu os próximos passos:
E mesmo se procedermos ao infinito, a figura terá uma área finita. Afinal, a soma de uma infinidade de grandezas progressivamente menores resulta numa grandeza finita.
[editar] Belas imagens de fractais
[editar] Para saber mais...
- Barbosa, Ruy Madsen. Descobrindo a geometria fractal: para a sala de aula. Autêntica, 2002. 97-100 p. ISBN 857526057X









