Linux para iniciantes/Instalando programas
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Embora a maioria das distribuições já tenham a maior parte dos aplicativos essenciais para uso cotidiano, muitas vezes é necessário recorrer a instalações de outros programas, desenvolvidos por terceiros.
No Linux existem três formas de se instalar um programa, e isso depende do programa a ser instalado. Ao contrário do que acontece no Windows e no MacOS, dificilmente um programa para Linux é adquirido comprando-se na loja, ou instalando em sites externos, como o Tucows, o C-Net, e os brasileiros Baixaki e Superdownloads. A maioria dos programas em geral também é de código aberto e está disponível no que se chamam de repositórios oficiais. Cada distribuição tem uma lista de repositórios oficiais, e por isso um programador, quando vai soltar um programa para Linux, procura enviar para os repositórios das distribuições mais usadas. Distribuições populares como o Ubuntu, o Fedora e o Mandriva têm mais de 11 mil programas em seus repositórios oficiais, e por isso raramente um usuário terá problemas para achar um programa para suas necessidades, e muitas vezes mais de um, já que programadores independentes também enviam aplicativos para os repositórios oficiais.
Entretanto, os programas para instalar outros programas são geralmente diferentes em cada distribuição. O Mandriva usa o URPMI, enquanto o Debian e seus derivados (como o Ubuntu e o Kurumin) usam o Apt-Get, e o Fedora usa o YUM. Entretanto, o procedimento é mais ou menos parecido entre as distribuições. Algumas como o Slackware não têm ferramentas gráficas para instalação, e por isso tudo é feito através de linha de comando.
No Mandriva Linux, para se instalar um programa a partir do KDE, deve-se acessar o menu K e escolher a opção: "Instalar & Remover Software". Aparecerá uma caixa de diálogo solicitando a senha de root (superusuário) e a janela do Gerenciador de Software, dividido por categorias. Há no topo da janela uma caixa de busca, onde se pode escolher o programa pelo nome, pela descrição, pelo sumário ou pelos arquivos. A maioria dos sumários está em inglês.
[editar] Quando o programa procurado não está no repositório
Em alguns casos, pode acontecer que você esteja procurando um programa que não se encontra nos repositórios oficiais da sua distribuição. Em geral, a empresa que desenvolveu o programa deixa em sua página oficial os arquivos de instalação do programa, bem como as instruções para instalar.
Existem três tipos de pacotes. A maioria das distribuições usa pacotes com a extensão .rpm, desenvolvido pela Red Hat. É a extensão usada pelo Fedora e pelo Mandriva. As distribuições baseadas no Debian, como é o caso do Ubuntu e do Kurumin, usa a extensão .deb. De qualquer forma, em geral, as empresas disponibilizam o programa de instalação nos dois tipos de pacote.
Há ainda um terceiro método de instalação mais complexo: quando o arquivo vem com o código fonte compactado, geralmente com a extensão .tar.gz ou .tar.bz2. Nesse caso, os arquivos devem ser descompactados e, em vez de serem instalados, serem compilados através de linhas de comando. Nesse caso, necessariamente o fabricante colocará as instruções de instalação, pois pode variar drasticamente de um programa para outro.
[editar] Instalando programas originalmente escritos para Windows
Excepcionalmente, pode acontecer que você precise de um programa que só rode no Windows, sem versões equivalentes para Linux. Exemplos de programas incluem o Adobe Flash, para produzir animações Flash, e o Minitab, que é um software de controle estatístico, embora atualmente com o movimento da Web 2.0 alguns desses recursos estejam disponíveis como aplicações web.
Felizmente, o Linux é um sistema flexível a ponto de ter suporte para esses programas, através de uma camada chamada Wine, que deve ser instalada à parte. O Wine é uma espécie de um emulador - apesar do nome (Wine é a sigla recursiva para "Wine is not emulator", literalmente "Wine não é emulador") que traduz as DLLs do Windows em instruções para Linux. O Wine é um programa comum. Para instalá-lo no Mandriva Linux, você deve acessar o gerenciador de programas e procurar pelo nome "Wine", aí basta selecionar e prosseguir a instalação. No Ubuntu, pode-se dar o comando: sudo apt-get install wine, e logo depois digitar a senha. Todos os arquivos com a extensão .EXE passarão a ser abertos através do Wine.
Em alguns casos, porém, o programa tem uma estrutura complexa a ponto de ser impossível emular através do Wine - caso, por exemplo, do editor de imagens Corel PhotoImpact e do simulador logístico Arena. A solução para isso está no que se chama virtualização. Nesse caso, você não estará emulando um sistema operacional, mas sim literalmente instalando o Windows dentro do Linux, através de um software chamado VMWare Player, que cria uma "máquina virtual". O VMWare Player não é um software livre, e por isso deve ser instalado à parte. Para criar a máquina virtual, você pode acessar o site: http://www.easyvmx.com (em inglês), onde você poderá especificar o tamanho da memória a ser usada e o espaço em disco reservado para o "disco virtual". Aí, você terá de instalar o Windows dentro da máquina virtual.
Se você tiver comprado o computador já com o CD de instalação do Windows, então você já tem uma licença do Windows; caso contrário, você deverá comprar uma. Não há necessidade de comprar as versões mais avançadas: como o que interessa é apenas rodar os aplicativos escritos para Windows, o Windows Vista Home Basic ou o XP Home já são suficientes.
A vantagem da máquina virtual é que os aplicativos do Windows funcionam com certeza, sem qualquer bug. A desvantagem é que, como um sistema está funcionando dentro de outro, pode haver lentidão em alguns processos. Por isso aconselhamos que a virtualização seja usada apenas em último caso, se o software instalado de fato não funcionar no Wine.
No caso de jogos mais modernos para Windows, existe um emulador para Linux chamado Cedega, que tem a vantagem da aceleração 3D. Porém, esse emulador não é software livre, e deve ser comprado. Algumas distribuições têm versões comerciais, que têm esses emuladores pré-instalados. Quando o jogo é mais antigo e roda no MS-DOS - caso das primeiras edições do Doom, Heretic, Quake, Mortal Kombat, entre outros - pode-se usar o emulador livre DOSBox, disponível nos repositórios, que rodará esses jogos em geral sem problema algum.
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