História da Europa/Revolução Científica e Iluminismo
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De Copérnico até Galileu, a ciência viveu um processo de rompimento de certas premissas para enfim fundamentar aquilo que conhecemos como matematização da ciência.
- Copérnico – Defendeu a passagem do geocentrismo ao heliocentrismo. Apenas propõe nova hipótese às teorias consideradas "verdadeiras" de Aristóteles e Ptolomeu.
- Tycho Brahe – Astrônomo dinamarquês que, ainda defensor do geocentrismo, notou que os cometas atravessavam as camadas ao redor da terra, concluindo que não poderiam ser esferas materiais como se acreditava.
- Kepler – Aprimora os conceitos de Tycho Brahe. Era tido também como astrólogo, função que permanecia misturada à astronomia.
- Galileu – Fundador da ciência moderna, Galileu trouxe em definitivo a matematização da ciência, e rompe definitivamente com Aristóteles e Ptolomeu.
Bacon também criticará Aristóteles através de seu rigoroso método indutivo.
Há ainda duas formas de entender essa revolução científica. Inicialmente a perspectiva francesa, compartilhada por Kuhn, em que realmente ocorreu uma ruptura; porém há também autores que falam em uma continuidade, da astrologia à astronomia, da alquimia à química etc.
O próprio período do renascimento acabaria por gerar uma crise da síntese tomista, toda baseada no sistema aristotélico. Nesse meio tempo, Giordano Bruno, que era adepto das teorias de Copérnico, foi condenado a morte pelo tribunal da inquisição. Sua condenação ocorreu nem tanto por suas concepções heliocêntricas, porém pela sua forma de enxergar o mundo como infinito. Status que somente pertenceria a Deus.
Tanto o concílio de Florença, em 1451, quanto a invasão de Constantinopla pelos turcos, traria muitos sábios de Bizâncio para a península itálica. Esses sábios trariam a língua grega e, após a tradução das obras de Platão para o latim, reaqueceriam o debate em torno de um neo-platonismo. Essas idéias gerariam críticas à hegemonia tomista, baseada em Aristóteles. Também trariam outra perspectiva disciplinar, pois Platão era fundamentado na matemática, enquanto Aristóteles buscava apoio na biologia. Há grandes discussões sobre a influência do neo-platonismo em Kepler, Copérnico e Galileu.
Assistimos ainda no século XV o surgimento de filosofias céticas, ou seja, filosofias que afirmavam a impossibilidade de se chegar a um conhecimento verdadeiro, ou consensual entre as pessoas.