CurriculoLinux:Linux Essencial

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Índice

[editar] História

Três coisas tornaram possível o surgimento do Linux: A GPL, o Projeto GNU e a Internet. Além, é claro, a genialidade de Linus Torvalds. Ao se estudar Linux, é impossível deixar de se envolver com o conceito de Software Livre.

Resumidamente, enquanto estudava sistemas operacionais e C na faculdade, Linus decidiu ter um Unix melhor que o Minix para Desktop, afinal o Minix havia sido feito por Andrew Tannenbaum para fins acadêmicos.

Linus postou uma mensagem no grupo Usenet (nntp) comp.os.minix, mas não foi acreditado. Após um mês, Linus voltou com a versão 0.02 do seu núcleo de sistema. Então, os diversos participantes da lista começaram a contribuir e nasceu o mais tarde famoso kernel Linux.

Esta foi a mensagem que anunciou o nascimento do Linux:

 "Você suspira por melhores dias do Minix 1.1, quando homens
 serão homens e escreverão seus próprios "device drivers"? Você
 está sem um bom projeto e está morrendo por colocar as mãos em
 um Sistema Operacional no qual você possa modificar de acordo
 com suas necessidades? Você está achando frustrante quando
 tudo trabalha em Minix? Chega a atravessar noites para obter
 programas que trabalhem correto? Então esta mensagem pode ser
 exatamente para você.
 Como eu mencionei há um mês atrás, estou trabalhando em uma
 versão independente de um S.O. similar ao Minix para
 computadores AT-386.
 Ele está finalmente próximo ao estágio em que poderá ser
 utilizado (embora possa não ser o que você esteja esperando) e eu
 estou disposto a colocar os fontes para ampla distribuição. Ele
 está na versão 0.02, contudo eu obtive sucesso rodando bash, gcc,
 gnu-make, gnu-sed, compressão e outros nele."


Existia já também nesta época o Projeto GNU, que era um Sistema Operacional ainda sem kernel. Estas ferramentas, unidas ao Kernel de Linus, formaram um Sistema Operacional Usável. O projeto GNU foi um dos grandes responsáveis pelo surgimento do Linux e por outros softwares livres através, entre outras coisas, da já mencionada licença GNU GPL.

Para saber mais:

[1]

[editar] Filosofia

[editar] Conceitos Básicos utilizados no Linux

[editar] Padrão POSIX

O Linux foi criado tendo por base o padrão POSIX (Portable Operating System Interface Unix), esse padrão foi desenvolvido pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Elétrico Eletrônicos) para uniformizar as características dos sistemas baseados em Unix.

[editar] Filesystem

Filesystem, ou sistema de arquivos, é o padrão que o Linux usa para ler e guardar dados nos diversos dispositivos de armazenamento (HDs, Floppy, CDs, USB, etc).

Estrutura:

  • /

Estrutura 'raiz'. Daqui partem as ligações para todos os dispositivos.

  • /bin Arquivos binários de comandos essenciais do sistema.
  • /boot Arquivos de boot (inicialização; boot-loader; Grub); kernel do Linux.
  • /dev Dispositivos (devices) de entrada/saída: floppy, hardisk, cdrom, modem .
  • /etc Arquivos de configuração (scripts) e inicialização.
  • /home

Todas os usuários tem uma pasta abaixo deste diretorio ficando /home/usuario

  • /lib

Bibliotecas e módulos(drivers): compartilhadas com freqüência.

  • /mnt

Diretório de montagem de dispositivos, sistemas de arquivos e partição.

  • /opt

Para instalação de programas não oficiais da distribuição.

  • /proc

Diretório virtual (RAM) onde rodam os processos ativos.

  • /root

Diretório local do superusuário (root).

  • /sbin

Arquivos de sistema essenciais (binários do superusuário).

  • /tmp

Arquivos temporários gerados por alguns utilitários.

  • /usr

Arquivos de usuários nativos da distribuição.

  • /usr/local

Para instalação de programas não oficiais da distribuição.

  • /usr/src

Arquivos fontes do sistema necessários para compilar o kernel.

  • /var

Arquivos de log e outros arquivos variáveis.


...

[editar] Particionamento: o mínimo que se deve saber

Diferente do Windows, o Linux não usa letras (como C: ou D:) para mostrar as partições do seu PC. No Linux utiliza-se uma nomenclatura com mais informação e mais expecifica.

Ex.:
hda1
hda2
hdb1
hdb2
e assim por diante...

As duas primeiras letras ("hd") significam que a partição pertencem a um HD IDE Depois vem uma letra ("a", "b", assim por diante), que indicam a qual dos HD's instalados na máquina pertence a partição:

  • hda é o dispositivo que está ligado fisicamente como primary master,
  • hdb como primary slave,
  • hdc como secondary master e
  • hdd como secondary slave.

E por ultimo vem um número ("1", "2", "3", etc...) que indica a partição do HD

Um programa muito bom e fácil de usar, em modo texto, para particionamento do disco rígido é o cfdisk, presente na maioria das distribuições. Pode-se fazer uso de uma distribuição que rode diretamente de um cd, como o Kurumin, para esse mister.

[editar] Tipos de Sistemas de arquivos

[editar] Carregadores do Sistema Linux

Carregador de sistema, ou gerenciador de sistema, é o programa responsável pela inicialização (boot) do sistema operacional, depois da detectação e teste do hardware do microcomputador (post). No Linux, podemos escolher entre o GRUB e o LILO, dependendo da distribuição utilizada os tenha instalado; caso o escolhido não esteja instalado, pode-se instalá-lo depois e substituir o original. Estes programas são gravados nos primeiros 512 kbytes do disco rígido ou partição, conforme a opção do usuário, durante o processo de instalação.

  • LILO

É um carregador em modo texto, mais simples de configurar. Após as alterações realizadas no arquivo /etc/lilo.conf, é necessário rodar o comando lilo ou /sbin/lilo, para regravar a MBR, para que sejam regravadas no primeiro setor do hd, ou na primeira trilha da partição.

  • Instalação na MBR

Instalando o LILO no primeiro setor do disco rígido, a MBR, o sistema inicializará primeiro o Linux, por padrão; mas dará a opção para o usuário escolher inicializar outro sistema operacional (pode ser uma outra versão do Linux também) que estiver numa segunda ou terceira partição, ou mesmo em outro disco rígido, desde que o arquivo /etc/lilo.conf esteja configurado para isso, na instalação, ou até mesmo depois. Será necessário, também, editar o arquivo /etc/fstab, configurando os pontos de montagem adicionais, a saber, os diretórios de onde deverão ser acessados, que devem primeiramente ser criados pelo comando mkdir, como root. Essas opções aparecerão no menu de escolhas do LILO apertando-se a tecla TAB.

  • Instalação na primeira trilha da partição

Instalando-se o LILO na primeira trilha da partição, o sistema só poderá ser carregado através de um disquete de inicialização, ou, como referido acima, se estiver escolhido dentre as opções relacionadas pela tecla TAB, opções estas configuradas no arquivo /etc/lilo.conf do sistema que estiver no primeiro disco rígido ou na primeira partição (caso de dual boot).

  • Dual boot

Dual boot quer dizer, inicilização dupla, porém excludente, ou seja, nessa forma de inicialização, o gerenciador de sistema fornece duas opções: ou se carrega um sistema ou outro, que pode ser Linux ou Windows, Linux Versão A ou Linux Versão B, FreeBSD, Solaris,ou algum outro sistema operacional qualquer.

  • GRUB
  • Instalação na MBR
  • Instalação na primeira trilha da partição
  • Dual boot


  • DUAL BOOT COM DOIS HDs alternando-se pelo setup

Nessa forma de dual boot, os sistemas encontram-se em discos rígidos diferentes, podendo ser escolhido um alternando-se a ordem de boot, hd principal ou hd secundário, que podem estar na interface IDE1 ou IDE2 (A interface pode ser também SCSI), no setup (programa de configuração do hardware) da placa-mãe, o que pode ser acessado pressionando-se a tecla Delete na inicialização (em alguns micros de marca usa-se a tecla F10).

[editar] Permissão de usuários

Para que se possa fazer algo no Linux, é necessário ter-se uma conta de usuário, além da conta de Administrador, que é criada no processo de instalação. A conta do Administrador (ou root) é única, mas os usuários comuns podem receber privilégios de root, digitando "su" e a senha do superusuário (outro nome para o Administrador)para fazerem determinadas tarefas que requisitam tal condição. Os usuários comuns só têm permissão plena para os seus próprios arquivos e pastas (diretórios), contudo, um usuário pode permitir que outro usuário edite seus arquivos e pastas dando-lhe as respectivas permissões. As permissões possíveis são: de leitura (r), escrita (w) e execução (x).

[editar] Multiusuário e multitarefa

Duas características que são imprescindiveis nos Sistemas Operacionais modernos

[editar] Multiusuário

O GNU/Linux como um sistema tipo UNIX possui a capacidade de permitir que mais de um usuário utilize a mesma máquina ao mesmo tempo, entre os benefícios para os sistemas multiusuários estão:

  • Economia de energia
  • Economia de recursos - Uma máquina muito potente, mas que não é utilizada o tempo todo, pode ser utilizada por muitos usuários.

[editar] Multitarefa

A multitarefa é a capacidade de um sistema operacional de "rodar"(executar) mais de um programa, e dar a impressão de que os programas estão sendo rodados ao mesmo tempo. No caso do kernel Linux utilizando um ou mais processadores.

[editar] Básico de redes. (introdutório)

  • Ethernet Abel
  • IP
  • Roteamento
  • Frame-Relay/ADSL/Cable-Modem
  • SMB
  • DNS
  • LDAP
  • COMPARTILHAMENTO LOCAL
  • NFS
  • SSH
  • SAMBA
  • INTERNET
 *Internet Discada
 *Internet por banda larga
 *Internet compartilhada
 *Internet wireless
  • INTRANET