Brincadeiras a qualquer hora/Imprimir
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Índice |
[editar] Prefácio
Brincadeiras a qualquer hora/Prefácio
[editar] Introdução
Brincadeiras a qualquer hora/Introdução
[editar] Alfabeto vivo
[editar] Que idade?
- Depois que a criança estiver alfabetizada e souber formar palavras. Para os recém alfabetizados o ideal é ter uma criança mais velha como capitão de cada time e usar palavras simples.
- Pode ser jogado por crianças mais velhas criando dois times que vão competir, conseguindo formar as palavras pedidas.
[editar] Quantos participantes?
- Muitos participantes tornam o jogo mais animado e existem mais possibilidades de formar palavras.
[editar] O que é necessário?
- Espaço para as equipes se prepararem.
[editar] Objetivo
- Formar palavras simplesmente ou formar palavras que respondam a perguntas.
[editar] Como se brinca?
[editar] Para os pequenos
- Divide-se os participantes em dois grupos.
- Cada participante representa uma letra.
- O organizador deve ter um papel com as palavras que sejam possíveis escrever com as letras distribuídas. Não se pode repetir letras.
- Por exemplo: grupo 1 formar a palavra paz.
- As crianças do grupo 1 que tiverem a letra p, a letra a e a letra z, correm para o lugar determinado e formam a palavra de maneira correta.
- Assim por diante contando pontos para cada acerto.
Se as crianças forem ainda muito pequenas uma criança mais velha designada para cada grupo, poderá ajudar na organização.
[editar] Para os mais velhos
- O jogo pode ser feito em forma de perguntas.
- Por exemplo: para ambos os grupos:
Formar o nome de um planeta ou formar o nome de uma das cores do arco-íris. O grupo mais rápido e correto ganha o ponto.
De acordo com o número de participantes, e portanto de letras, as perguntas ficam mais difíceis.
[editar] Para os educadores
É uma forma muito eficiente de fixar as palavras para os pequenos e de praticar a organização. Para os mais velhos é muito bom educar a mente para dar respostas rápidas, ao mesmo tempo em que se trabalha em conjunto.
Esta brincadeira pode também ser usada como uma ferramenta para estimular a atenção das crianças[1], trabalhar o raciocínio lógico e a memória verbal[2].
[editar] Referências
- ↑ Antunes (2003), p. 32 e anteriores.
- ↑ Antunes (2005), p. 45 e 45.
[editar] Bingo
[editar] Que idade?
- A partir de 5 anos;
[editar] Quantos participantes?
- Pelo menos dois;
[editar] O que é necessário?
- As cartelas (que podem ser feitas com cartolina);
- Os marcadores (que podem ser botões, feijões, milhos ou coisas pequenas);
- Um saquinho ou pote para sortear o que estiver sendo marcado e guardar as peças quando não estiverem sendo usadas;
- Uma caneta (para escrever e desenhar as cartelas);
- Uma folha de papel (para escrever o que vai ser sorteado);
[editar] Objetivo
O objetivo em um bingo é preencher as casas em uma cartela de acordo com um sorteio;
[editar] Como se brinca?
- Cada participante recebe uma cartela e a vai preenchendo de acordo com o sorteio feito por outro jogador.
- Aquele que preencher primeiro toda a cartela deve gritar "Bingo!" para vencer.
[editar] Para os educadores
É possível utilizar o bingo no ensino de vários conteúdos, principalmente em matemática, mas também em línguas e química, sendo necessárias apenas algumas modificações nas regras.
No caso de um "bingo matemático", no lugar dos números simples, o professor pode usar multiplicações simples da tabuada ou multiplicações mais complexas para alunos que já a dominem. É possível usar também a notação científica no lugar dos números.
Para as crianças com deficiência visual, uma alternativa é fazer um bingo usando os blocos lógicos: distribuem-se alguns blocos para cada uma e então, a cada sorteio, é indicada uma ou mais propriedades dos blocos (forma, espessura, cor ou tamanho). As crianças que tiverem blocos com as características sorteadas serão as vencedoras.[1]
Já na química é possível usar o bingo no ensino da tabela periódica. O professor pode simplesmente sortear os símbolos ou pode sortear o nome dos elementos para que o aluno faça a relação e pode, à medida que os elementos forem sendo sorteados, dizer uma aplicação cotidiana dele.
Nas línguas estrangeiras o professor pode usar o bingo para ensinar quaisquer grupos de palavras e o jogo pode até mesmo ser usado durante a alfabetização das crianças. Aqui, no lugar dos números o professor deve colocar as palavras, que podem ser cores, animais ou outros, dependendo do nível da turma.
Antes da brincadeira, é possível realizar atividades manuais, como pintura ou recorte e colagem, sugerindo que elas mesmas criem as cartelas. Com os mais novos, pode-se fazer um bingo de cores ou de figuras.[2]
No caso de crianças pequenas, é preciso ser cauteloso com os objetos pequenos que forem usados para marcar os itens das cartelas.[2]
[editar] Referências
- ↑ Para mais detalhes, veja SEESP (2006), p. 53.
- ↑ 2,0 2,1 Ver, por exemplo, dos Reis (2002), p. 32.
[editar] Ligações externas
- Programa gerador de cartelas de bingo
- Bingo matemático
- Matemática e jogos de bingo: uma aplicação prática da probabilidade e teoria da contagem (PDF)
- Bingo da multiplicação
- Bingo químico: uma atividade lúdica envolvendo símbolos e nomes dos elementos (PDF)
- Bingo químico: uma maneria interativa e lúdica de ensinar e aprender química
- Bingo Colors and numbers (bingo para o ensino de inglês)
- Projeto "Bingo de palavras" Ensino Fundamental – 1ª série
- Bingo Explicação detalhada de como criar as tabelas do bingo (em inglês).
[editar] Ver também
[editar] Dança das caveiras
[editar] Que idade?
- A partir de 5 anos.
[editar] Quantos participantes?
- Quantos quiserem brincar independente de idade.
[editar] O que é necessário?
- Vontade de se divertir.
[editar] Objetivo
Cantar a rima acompanhando com a mímica.
[editar] Como se brinca?
- Não há necessidade de uma organização específica, mas em roda fica mais divertido porque uns podem ver os outros.
- Basta cantar a rima e imitar o que as caveiras fazem.
[editar] A dança das caveiras
Quando o relógio bate a uma
Todas as caveiras saem da tumba
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as duas
Todas as caveiras saem pras ruas
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as três
Todas as caveiras jogam xadrez
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as quatro
Todas as caveiras tiram o sapato
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as cinco
Todas as caveiras apertam o cinto
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as seis
Todas as caveiras imitam chinês
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as sete
Todas as caveiras mascam chiclete
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as oito
Todas as caveiras comem biscoito
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate às nove
Todas as caveiras quebram o pote
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as dez
Todas as caveiras lavam os pés
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as onze
Todas as caveiras andam de bonde
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate as doze
Todas as caveiras fazem pose
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Quando o relógio bate a uma
Todas as caveiras voltam pra tumba
Tumba alá catumba
Tumba tá.
Este livro tem a seguinte tarefa pendente: Elaborar e inserir uma imagem com a partitura que indica o ritmo adequado para a letra.
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[editar] Para os educadores
Boa oportunidade de aprender a fazer rimas, variando as que são usadas na dança e usar a memória se divertindo. Bom para exercitar a criatividade[1] fazendo o gestual das caveiras e para os mais tímidos é uma ótima oportunidade de participar e se divertir em grupo.
Além disso, é muito bom para que os pequenos se acostumem com o fato de caveiras serem engraçadas e decorarem a contagem das horas.
[editar] Referências
- ↑ Sastrías (2006), p. 3 e 35.
[editar] Roda do gato e rato
[editar] Que idade?
- A partir dos 5 anos.
[editar] Quantos participantes?
- No mínimo umas 6 ou 8 pessoas[1].
[editar] O que é necessário?
- Um espaço razoável para brincar de roda e correr.
[editar] Objetivo
O gato deve tentar pegar o rato, que por sua vez vai fugir dele.
[editar] Como se brinca?
- As crianças formam uma roda de mãos dadas.
- Na primeira rodada, duas das crianças são escolhidas ou pedem para ser o gato e o rato.
- O rato fica dentro da roda, e o gato do lado de fora.
- Tanto o gato quanto o rato podem andar à vontade em seu espaço.
- Uma das crianças será a porta.
- Outra criança será o relógio.
- Para começar o gato pergunta para a porta: Seu ratinho está?
- As crianças respondem: Não ele foi comer queijo!
- O gato pergunta para o relógio: A que horas ele volta?
- O relógio responde o horário que quiser, por exemplo: 6 horas.
- Então as crianças começam a rodar e o senhor gato vai perguntando: Que horas são?
- As crianças respondem: 1 hora. E assim seguem as perguntas do gato e as respostas da roda.
- Quando chega o horário determinado o gato pergunta: Seu ratinho está?
- As crianças respondem: Está.
- O gato pergunta: Pela porta ou pela janela?
- Se a resposta for pela porta, ele só poderá passar pela criança que é a porta.
- Se a resposta for pela janela, as crianças da roda erguem os braços e o gato poderá passar por qualquer lugar.
- A brincadeira recomeça quando o gato pega o rato.
[editar] Para os educadores
Esta brincadeira precisa de um espaço razoável com um piso seguro para correr.
Para as crianças pequenas o ideal é que elas fiquem paradas enquanto o gato pega o rato.
No caso de crianças maiores, elas podem tentar atrapalhar o gato.
Em qualquer dos casos é importante administrar a excitação que acompanha o contar das horas para o gato pegar o ratinho ou desistir.
[editar] Referências
- ↑ Veja O gato e o rato, em um tópico do Gforum sobre jogos tradicionais para crianças.
[editar] Ver também
- http://www.abec.ch/Portugues/subsidios-educadores/Brincadeiras/doc_Brincadeiras/GATO_E_RATO.pdf
- http://www.bernerartes.com.br/ideiasedicas/jogos/gatoerato.htm
- http://aprenderabrincarfeliz.blogspot.com/2007/10/o-gato-e-rato.html
[editar] Senhora ou senhor pulando corda
[editar] Que idade?
- A partir de 7 anos
[editar] Quantos participantes?
- 2 crianças que batem a corda e 1 criança pula de cada vez.
[editar] O que é necessário?
- Espaço e uma corda grande.
[editar] Objetivo
Seguir as ordens de quem bate a corda sem errar.
[editar] Como se brinca?
- Uma criança bate a corda de cada lado.
- Os que desejam brincar fazem fila.
- Começam batendo a corda e a primeira criança da fila entra e vai pulando.
- Os batedores dizem então:
- Um dia um homem bateu na minha porta e disse assim:
- Senhora, senhora (ou senhor, senhor) põe a mão no chão,
- (A criança que está pulando deve botar a mão no chão enquanto pula)
- Senhora, senhora (ou senhor, senhor) pule de um pé só,
- (A criança que está pulando deve pular de um pé só)
- Senhora, senhora (ou senhor, senhor) de uma rodadinha,
- (A criança que está pulando deve rodar e ficar de frente para o lado oposto sem parar de pular)
- E vá pro meio da rua!
- (Então a criança deve pular para fora sem errar)
Quem erra sai e se quiser voltar a brincar, vai para o final da fila.
[editar] Para os educadores
Como é uma brincadeira rápida, dá oportunidade para um número grande de crianças brincar. Quem errar, sempre tem a chance de voltar e tentar quantas vezes quiser.
É necessário bastante controle motor. O interessante é que as crianças aprendam que o importante é tentar, nunca desanimar. Para aquelas que tiverem mais dificuldades, no ínicio os batedores devem bater a corda bem devagar.
Os batedores devem sempre ser trocados para poderem brincar também.
[editar] Referências
- Resgatando Brincadeiras Antigas
- Pula Corda - letra da música na versão interpretada pelo Trem da Alegria.
[editar] Telefone sem fio
[editar] Que idade?
- A partir dos 5 anos[1].
[editar] Quantos participantes?
- No mínimo 5 pessoas[2].
[editar] O que é necessário?
- Vontade de dar risada e se divertir!
- Algumas cadeiras (opcional)
[editar] Objetivo
Transmitir uma mensagem secreta da primeira pessoa até a última, passando-a de participante a participante.
[editar] Como se brinca?
- Os participantes devem se organizar em uma fila, ficando um ao lado do outro. Se preferirem ficar sentados, devem fazer uma fila de cadeiras sentarem-se lado a lado;
- Depois que a fila foi organizada, o primeiro participante deve escolher uma mensagem secreta e cochichá-la no ouvido do segundo participante;
- Assim que cada participante recebe a mensagem, deve cochichar para o próximo o que ouviu;
- A mensagem deverá ser passada de uma pessoa para a seguinte até chegar a última;
- Que receber a mensagem por último deve dizê-la em voz alta para que todos saibam qual foi a mensagem final;
- Depois disto, o primeiro participante deve dizer qual foi a mensagem original, para que todos saibam se foi a mesma que chegou até o último. Muitas vezes, as duas mensagens são muito diferentes, e isso pode causar umas boas gargalhadas.
[editar] Para os educadores
Esta brincadeira pode ser feita em sala de aula, sem que os alunos precisem sair de suas carteiras. Em vez de uma fila, é só explicar que a mensagem deverá ser passada em zigue-zague: ela vai sendo passada do primeiro até o último de uma fila e então volta do último para o primeiro da fila seguinte, e assim por diante.
Também pode ser usada em aulas de línguas para crianças, sendo necessário apenas que as frases sejam simples e curtas.
Outra alternativa, é usar a brincadeira para que os participantes se apresentem uns aos outros[3]: o grupo forma uma roda e, em vez de uma mensagem secreta, o que será dito no início é o nome da primeira pessoa. Neste caso, a brincadeira deve ser repetida até que todos tenham sido apresentados.
Já que nesta brincadeira se usa essencialmente a fala e a audição, é preciso que os professores estejam atentos para o caso de haver algum aluno com problemas auditivos[4].
[editar] Referências
- ↑ Conforme página do QDivertido sobre esta brincadeira.
- ↑ Conforme página do QDivertido sobre esta brincadeira.
- ↑ Ver dinâmica apresentada por Rocha, na página 78.
- ↑ Ver relato apresentado por Luchesi (2003), na página 45.
[editar] Ver também
- Telefone sem fio - Artigo enciclopédico sobre esta brincadeira, na Wikipédia.
[editar] Bibliografia
[editar] Livros
- Antunes, Celso. Juegos para estimular las inteligencias múltiples. 2.ed. Narcea, 2005. 205 p. ISBN 9788427714106
- dos Reis, Sílvia Marina Guedes. 150 ideias para o trabalho criativo com crianças de 2 a 6 anos. Papirus, 2002. ISBN 8530806697
- Rocha, Brasilda dos Santos. Brinkando na Escola: o Espaço Escolar como Criança e Crescimento. Arte & Ciência. 352 p. ISBN 8574731242
- Warner, Penny. Aprender Brincando: 150 Brincadeiras E Atividades. Ground. 176 p. ISBN 8571871957
- Wise, Debra; Forrest, Sandra. Great big book of children's games: over 450 indoor and outdoor games for kids. McGraw-Hill Professional, 2003. 320 p. ISBN 0071422463
- Zatz, Silvia; Zatz, Andre; Halaban, Sergio. Brinca comigo!: Tudo sobre brincar e os brinquedos. Marco Zero. ISBN 852790408X
[editar] Leitura complementar
- Antunes, Celso. A Dimensão de uma Mudança. 3.ed. Papirus, 2003. 192 p. ISBN 8530805526
- Luchesi, Maria Regina Chirichella. Educação de pessoas surdas: experiências vividas, histórias narradas. 3.ed. Papirus, 2003. 144 p. ISBN 8530807286
- Sastrías, Martha. El uso del folklore para motivar a los niños a leer y escribir. Pax México, 2006. 238 p. ISBN 9789688605325
[editar] Ligações externas
- Lista de brincadeiras populares - na Wikipédia.
- Almanaque de Brincadeiras. Acesso em 29 de março de 2009.
- Brincadeiras - Categoria da Wikipédia contendo artigos sobre algumas brincadeiras.
- Children's games - Categoria da Wikipédia Inglesa contendo artigos sobre algumas brincadeiras.