Astronomia Mirim/O Sol

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Usina de energia solar na Califórnia, Estados Unidos.

Como se sabe o Sol faz parte do Sistema Solar. É ele que nos ilumina e nos aquece há pelo menos cinco bilhões de anos, permitindo a existência de vida na Terra. Como as demais estrelas do Universo, ele é feito de gases em altas temperaturas e é do tamanho de um milhão de planetas Terra. Sua temperatura atinge os 15 milhões de graus no interior e na superfície ela fica entre 6.000° C ou 11.000° C aproximadamente.

Algumas manchas solares.

O Sol parece ser a maior estrela do universo, mas não é. Os pontos luminosos no céu da noite também são estrelas e quando comparado com outras estrelas, o Sol é uma estrela pequena que só nos impressiona por causa de sua proximidade com a Terra. A estrela mais próxima, depois do Sol, é Proxima Centauri, bem menor que ele. Deneb, na constelação de Cisne é milhares de vezes maior. Se a Terra girasse em torno da primeira, congelaria. Se girasse em torno da segunda, seria queimada.

Os cientistas utilizam-se de várias maneiras para estudar o Sol: modernos telescópios refletem a imagem do Sol em superfícies brancas e outros, através de espelhos e lentes, diminuem a intensidade da luz e do calor. Há também satélites artificiais que orbitam e monitoram constantemente o Astro Rei. A estrela mais próxima da Terra depois do Sol está 270 mil vezes mais distante do nosso planeta.

Tabela de conteúdo

[editar] Composição do Sol

Um redemoinho solar.

Os cientistas estudam a composição do Sol a partir da luz dele, decompondo-a em espectros variados de cores. A luz emitida pelo Sol pode ser decomposta nas cores do arco-íris – o espectro – com a ajuda de um prisma, ou, mais recentemente, com a utilização do espectroscópio, aparelho especializado nisso. Aparecem linhas pretas onde os átomos absorvem a cor. Cada cor representa um elemento químico. Descobriu-se que ele era composto principalmente de Hélio e Hidrogênio, os elementos mais abundantes do Universo.

[editar] Manchas, ciclos e ventos solares

Ao estudar o Sol, os cientistas descobriram manchas escuras na superfície dele. No entanto, os primeiros a observá-las foram os chineses no ano de 189 a.C. dizendo que elas tinham a forma de um melro. Essas manchas são causadas por alterações no campo magnético do Sol, o que provoca resfriamentos na superfície. As de tamanho médio, atingem as proporções da Terra, enquanto as maiores têm várias vezes o tamanho desta.

Esse campo magnético é esticado como uma borracha ou elástico ao longo dos anos, fazendo surgir mais manchas, provavelmente porque o Equador e os pólos do Sol não giram na mesma velocidade. As manchas de um ciclo surgem próximas aos pólos e vão se movendo ano após ano até a região do Equador. Após o auge da atividade as manchas começam a desaparecer, enquanto as próximas surgem.

Na atmosfera do Sol notam-se também, grandes redemoinhos de gases. Quando dois desses se encontram há uma explosão e o envio de pequenas partículas carregadas de eletricidade em direção ao espaço.

[editar] Vento solar

Aurora Boreal, Suécia.

Gases superaquecidos provenientes da camada mais exterior do Sol, chamada Coroa, percorrem todo o Sistema Solar. Quando esses gases passam pela Terra, pequenas partículas dele se chocam com o campo magnético da Terra e com os gases da atmosfera, produzindo as Auroras nos pólos. Por vezes, o vento solar pode causar defeitos em aparelhos eletrônicos e blecautes.

[editar] Ciclos solares

De 11 em 11 anos, o magnetismo na superfície solar fica mais forte, aumentando o número de manchas escuras e a força do "vento" emitido pelo astro: a isso denominou-se "ciclo solar" e acredita-se que nos períodos mais intensos do ciclo, há interferência no clima da Terra.

Ao estudar outras estrelas, astrônomos descobriram radiações parecidas com as produzidas pela coroa solar e essas radiações também tornam-se mais ou menos fortes, sinal de que possuem ciclo, como o Sol.

[editar] Eclipse do Sol

Eclipse do Sol.

Os eclipses do Sol ocorrem quando a Lua fica entre a Terra e o Sol. Como, da Terra, os tamanhos aparentes da Lua e do Sol são os mesmos, a Lua tampa a luz que vem do Sol para a Terra.

Apenas alguns locais da Terra ficam sem receber a luz do Sol durante um eclipse do Sol, como pode ser visto na animação. Nela é possível perceber claramente que apenas uma parte da Terra fica sombreada pela Lua. Essa sombra percorre uma linha na superfície da Terra até desaparecer. Quem está no meio da sombra vê um eclipse total. Quem está na borda da sombra vê um eclipse parcial. Em um eclipse solar, apenas algumas protuberâncias solares são visíveis em volta.


Índice

A Terra e o Céu (A Terra, O Sol, A Lua) Fenômenos visíveis no céu (Estrelas piscando, Estrelas cadentes, Cometas, Os objetos que não piscam, Mapa do céu) Os planetas e o Sistema Solar (Linha do tempo das descobertas, Mercúrio, Vênus, Marte, Asteróides, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Plutão e outros planetas anões, Limites do Sistema Solar) Outras estrelas (As estrelas locais, A origem das estrelas, Nebulosas e aglomerados de estrelas, O destino das estrelas) Outros planetas, As Galáxias (A Via-Láctea, O Grupo Local), O Universo, Os objetos mais estranhos (Buracos negros, Buracos de vermes), A origem e o destino do universo (A grande explosão, Expansão infinita, A grande implosão)