Álgebra linear/Transformações lineares
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Tabela de conteúdo |
[editar] Transformações Lineares
[editar] Definição
- Definição
Uma função
onde V e W são espaços vetoriais sobre um corpo K, é dita uma transformação linear se, para todos
e para todo
tem-se
- T(u + v) = T(u) + T(v)

[editar] Núcleo
[editar] Definição
- Definição
Seja
uma transformação linear entre os espaços vetoriais V e W. O núcleo da transformação linear, Ker(T), é a imagem inversa do vetor nulo em W:
Teorema O núcleo de uma transformação linear é um subespaço vetorial do seu domínio
A demonstração é simples:
- Ker(T) não é vazio, pois 0V é um elemento de Ker(T), já que T(0V) = 0W
- Se
então T(v) = T(w) = 0, logo, pela linearidade de T, T(v + w) = 0 e 
- Se
e
temos
logo
ou seja, 
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[editar] Funcionais Lineares
[editar] Definição
- Definição
Uma função
onde V é um espaço vetorial sobre K, é chamada de funcional linear se,
e 
- f(u + v) = f(u) + f(v)
- f(λv) = λf(v)
- Teorema (existência e unicidade)
Se V é um espaço vetorial de dimensão n e
é uma base de V, então existe um único funcional f, tal que 
- Teorema (base dual)
Se V é um espaço vetorial, dimV = n e
é uma base de V, então existe uma única base
de V * tal que fi(vj) = δij
- Definição
- β * é chamada de base dual de β
- V * é chamado de espaço dual de V
Corolários:
[editar] Teoremas
- Teorema (representação dos funcionais lineares)
Sejam V um espaço vetorial sobre K, dimV = n, com produto interno, e
um funcional linear. Então existe um único vetor
tal que

Demonstra-se ainda que 
[editar] Adjunto de um operador linear
[editar] Definição
- Definição
Seja V um espaço vetorial. O operador adjunto,
de um determinado operador linear
é definido pela igualdade:
Demonstra-se que todo operador linear possui um e apenas um operador adjunto correspondente.
A partir da definição, podemos obter as seguintes conseqüências (prove!):
- (S + T) * = S * + T *


- Proposição
Seja V um espaço vetorial sobre K, dimV = n, com produto interno. Seja
uma base ortonormal de V. Então [T]α = (aij), onde 
- Corolário
Seja V um espaço vetorial sobre K, dimV = n, com produto interno. Então, para qualquer base
ortonormal de V, temos que a matriz ![[T^*]_\alpha = (\overline{[T]_\alpha})^t.](http://upload.wikimedia.org/math/6/9/7/69717352c5fef0d2be7036aa27520223.png)
[editar] Operadores especiais
- Auto-adjunto (T * = T)
- Unitário (T * = T - 1)
- Normal (T * T = TT * )
[editar] Operador auto-adjunto
- Definição
é chamado de auto-adjunto se T * = T.
Uma matriz A é auto-adjunta se 
- Se K = R, [T]α é chamada simétrica.
- Se K = C, [T]α é chamada hermitiana.
Os seguintes enunciados são úteis na prova de teoremas do operador auto-adjunto:
- Se
então T = 0. - Se V é complexo e
então T = 0.
Prove:
- Se T * = T e
então T = 0. - Seja
com V complexo. Então 
[editar] Operador unitário
- Definição
é chamado de unitário se T * = T − 1.
Uma matriz A é unitária se 
Prove:
- T é unitário
(T preserva o produto interno) - T é unitário
(T preserva a norma) - T é unitário
é unitário
[editar] Operador normal
- Definição
é chamado de normal se TT * = T * T.
Uma matriz A é normal se AA * = A * A
Prove:
- Todo operador auto-adjunto é normal
- Todo operador unitário é normal
É importante ressaltar, ainda, que existem operadores normais que não são unitários nem auto-adjuntos.
[editar] Subespaço invariante
[editar] Definição
- Definição
W, subespaço vetorial de V, é dito invariante sob o operador
se 
Dizemos também que W é T-invariante.
[editar] Exercícios
Prove:
- Se W é T-invariante, então
é T * -invariante. - Se W é T-invariante e T é auto-adjunto, então W é T * -invariante.
- Se W é T-invariante e T é inversível, então T(W) = W.
- Se W é T-invariante e T é inversível, então W é T - 1-invariante e T − 1(W) = W.
- Se W é T-invariante e T é unitário, então W é T - 1-invariante (ou T * -invariante).
- Se W é T-invariante e T é unitário, então
é T-invariante.



